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Divagando

por Iury Costa

Fevereiro 2018

Não empreste!

Por Iury Costa em Cotidiano

10 de Fevereiro de 2018

Poucas coisas colocam uma amizade à prova como o empréstimo de algo. Se desfazer, nem que seja por pouco tempo, de algo que possui valor para o dono (financeiro, sentimental ou os dois), é um perigo. Afinal, qualquer contrato de boca é ruim. É assim que se descobre como muitos amigos são, mas eu evito ao máximo. Além disso, para conseguir algo meu nas mãos, a pessoa passa, sem saber, por uma sabatina mental. Não empresto para qualquer pessoa. Na verdade, não empresto.

Vão dizer que sou materialista, mas há quem concorde comigo. A gente se esforça tanto para conseguir algo bacana, que fica apegado. Acho que nem é apego. É mais um cuidado mesmo. A gente tem cuidado com as nossas coisas, e bem menos com a dos outros. Isso é natural do ser humano. Aí vem alguém, pede algum objeto seu emprestado, e devolve com problema. Esse é o meu medo (e o de muita gente). Livro amassado, mala rasgada, tênis sujo, carro (sim, tem que chegue ao ponto de pedir carro) arranhado ou com multas…

Primeiro que não se deve nem pedir. É de um ato que beira quase ao descaramento. Se bem que, para pedir, precisa ter um pouco. Mas a questão é esperar que ofereçam. É chato que só chega perto de você para pedir alguma coisa. Bom é esperar do “credor” a oferta. Se a conversa é sobre um livro bacana, não tenho nenhum problema em dizer “te empresto quando terminar”. Mas é um horror do “eu quero, me empresta”. Não tem nível de amizade que resista a um empréstimo. Nem de objetos, e muito menos de dinheiro. Aí, acabou!

Quem pede dinheiro realmente precisa. Isso é óbvio até para que detesta emprestar. Mas, convenhamos, que situação desconcertante para que escuta um pedido de dinheiro. É quase uma facada. O melhor a fazer é se lamentar bem discretamente, e esperar que a alma seja caridosa e ofereça o dinheiro. Isso também vale para cartão de crédito. Até eu já entrei na lista de quem pede. A vida ensina. Mais uma vez, apela para o lado caridoso da pessoa. Mas vai que dá certo? Se não der, entenda a mensagem, e se lamente para outro.

Têm também aquelas pessoas que adoram esquecer que pegaram objetos emprestados dos amigos. Essa também vai para você, querido amigo que esqueceu de devolver meu livro autografado. Se bem que, depois de tanto tempo, melhor deixar para lá e esquecer que foi dono um dia. Ou então, tenta uma novena forte.

Foto: reprodução internet

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Obrigado, não quero companhia

Por Iury Costa em Cotidiano

03 de Fevereiro de 2018

Quem não gosta de viajar? Até as mais brutas almas gostam de sair um pouco da rotina do trabalho e faculdade, e se aventurar, espairecer, imergir em alguma cultura. Viajar enriquece o seu patrimônio cultural e te deixa mais culto. E não existe maneira melhor de pegar a estrada (ou trem, ou avião, ou mochilar) do que sozinho. Pelo menos, no meu caso é assim. Prefiro estar só, sem nenhum companhia. Sei que é um pouco narcisista, mas sou meio complicado em dividir minhas férias com alguém. Principalmente para quem se oferece, pois o horror (hoje a moda é ranço) já se instala.

Tenho diversos casos pontuais para contar. Mas como as pessoas pertencentes aos episódios podem ler esse texto, não vou citar muitos detalhes. Quero manter amizades por enquanto. Até a de gente metida. Mas vamos no geral mesmo. O primeiro tópico é: para conhecer alguém, viaje! E eu não pretendo conhecer ninguém com essa profundidade.

Até para fazer um passeio, existe uma rotina a se seguir. E a minha é diferente de outra pessoa, que é diferente de outra, e isso causa embaraço. Aí você acorda cedo, mas tem que esperar aquele amigo que ainda está roncando. Ou então gosta de ir a museus, enquanto seu amigo quer subir o morro para ir ao baile funk. Para evitar bate-bocas, vá sozinho.

Outro ponto bem chatinho de viagens em grupo é a história de ter que dividir as despesas, como combustível, alimentação, acomodação. Sempre tem quem esqueça de contribuir, por descuido mesmo, ou que goste de passar a perna. Aí sempre sobra para alguém a preocupação de ficar fazendo as contas, ou de organizar tudo. Sem falar que dividir quarto e banheiro às vezes é bem nojentinho.

E para completar, o pior tipo de pessoa (nesse caso das viagens): quem se oferece. Tem gente que é sem noção ao extremo. Às vezes, em uma conversa entre amigos, você solta que vai viajar para tal lugar. Aí começam a pedir, insistentemente, para ir também, dividir o quarto, que não vai incomodar (duvido)… Ir sem ser convidado é muito brega. É como se fosse um penetra de festa.

Ainda tem que, mesmo não indo, ainda consegue ser chato a diversos quilômetros de distância. Telefona ou deixa mensagem pedindo para ir em loja tal, comprar não sei o que que só vende nesse lugar, levar vinho, azeite, queijo. Coisas quase que utópicas. Não me importo em levar presentes, mas tem que ser algo dentro da realidade ou área de atuação das férias. Percebi, há um tempo, que era esse tipo de pessoa que pede coisas. É difícil, mas tento me policiar.

Para mim, não tem problema nenhum em viajar com alguém, mas que essa pessoa  vá ciente de que não espero e que sigo meu cronograma. Quem me entende (ou é paranoico como eu) se dá bem comigo.

Como tem aquele ditado de que “o justo paga pelo pecador”, deve existir quem é uma maravilha para se ter junto em viagens, mas prefiro não ficar testando até encontrar.

Foto: reprodução internet

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Obrigado, não quero companhia

Por Iury Costa em Cotidiano

03 de Fevereiro de 2018

Quem não gosta de viajar? Até as mais brutas almas gostam de sair um pouco da rotina do trabalho e faculdade, e se aventurar, espairecer, imergir em alguma cultura. Viajar enriquece o seu patrimônio cultural e te deixa mais culto. E não existe maneira melhor de pegar a estrada (ou trem, ou avião, ou mochilar) do que sozinho. Pelo menos, no meu caso é assim. Prefiro estar só, sem nenhum companhia. Sei que é um pouco narcisista, mas sou meio complicado em dividir minhas férias com alguém. Principalmente para quem se oferece, pois o horror (hoje a moda é ranço) já se instala.

Tenho diversos casos pontuais para contar. Mas como as pessoas pertencentes aos episódios podem ler esse texto, não vou citar muitos detalhes. Quero manter amizades por enquanto. Até a de gente metida. Mas vamos no geral mesmo. O primeiro tópico é: para conhecer alguém, viaje! E eu não pretendo conhecer ninguém com essa profundidade.

Até para fazer um passeio, existe uma rotina a se seguir. E a minha é diferente de outra pessoa, que é diferente de outra, e isso causa embaraço. Aí você acorda cedo, mas tem que esperar aquele amigo que ainda está roncando. Ou então gosta de ir a museus, enquanto seu amigo quer subir o morro para ir ao baile funk. Para evitar bate-bocas, vá sozinho.

Outro ponto bem chatinho de viagens em grupo é a história de ter que dividir as despesas, como combustível, alimentação, acomodação. Sempre tem quem esqueça de contribuir, por descuido mesmo, ou que goste de passar a perna. Aí sempre sobra para alguém a preocupação de ficar fazendo as contas, ou de organizar tudo. Sem falar que dividir quarto e banheiro às vezes é bem nojentinho.

E para completar, o pior tipo de pessoa (nesse caso das viagens): quem se oferece. Tem gente que é sem noção ao extremo. Às vezes, em uma conversa entre amigos, você solta que vai viajar para tal lugar. Aí começam a pedir, insistentemente, para ir também, dividir o quarto, que não vai incomodar (duvido)… Ir sem ser convidado é muito brega. É como se fosse um penetra de festa.

Ainda tem que, mesmo não indo, ainda consegue ser chato a diversos quilômetros de distância. Telefona ou deixa mensagem pedindo para ir em loja tal, comprar não sei o que que só vende nesse lugar, levar vinho, azeite, queijo. Coisas quase que utópicas. Não me importo em levar presentes, mas tem que ser algo dentro da realidade ou área de atuação das férias. Percebi, há um tempo, que era esse tipo de pessoa que pede coisas. É difícil, mas tento me policiar.

Para mim, não tem problema nenhum em viajar com alguém, mas que essa pessoa  vá ciente de que não espero e que sigo meu cronograma. Quem me entende (ou é paranoico como eu) se dá bem comigo.

Como tem aquele ditado de que “o justo paga pelo pecador”, deve existir quem é uma maravilha para se ter junto em viagens, mas prefiro não ficar testando até encontrar.

Foto: reprodução internet