Publicidade

Divagando

por Iury Costa

dezembro 2017

Ceia fail

Por Iury Costa em Cotidiano

23 de dezembro de 2017

Realizar uma ceia de Natal – ou participar de uma – é sempre um desafio. Primeiro porque é um encontro entre todos os familiares. Segunda, porque é um encontro entre todos os familiares. É sempre um risco reunir tanta gente com a personalidade parecida – algumas até piorada – no mesmo teto. Esqueça a felicidade que todos demonstram na propaganda de margarina. Aliás, margarina faz mal, é cheia de gordura trans, e entope as artérias.

É claro que nós devemos separar o joio do trigo, já que existem famílias extremamente unidas (0,1% da população), que conseguem terminar a ceia maravilhosamente bem, com todos indo para casa alegres e satisfeitos. Não é o que acontece com a maior parte. São pessoas que costumam se estranhar durante o ano, tentam receber o espírito natalino e fazer uma festa com união, mas não dá certo. Sempre acontece alguma confusão.

Tem o tio que bebe além da conta. Já chega alcoolizado, bebe ainda mais na festa, e começa a falar verdades na cara de todo mundo. Toma o soro da verdade, e aponta a prima solteirona, o primo velho que ainda vive às custas dos pais, o tio velho que está namorando uma novinha, a tia que está gorda. Puxa briga com todos. E para completar: esquece o nome e a origem, e tem que dormir na casa dos parentes até recuperar a consciência, após um dia inteiro de bebedeira.

Tem a tia fofoqueira. Vai para todas as festas de aniversário da família, ceia de Natal, chá de panela… tudo para colher informações de todos. Sabe de quem perdeu o emprego, quem se separou, quem ficou rico e não disse a ninguém (mas que ela sabe). E quando junta com o tio beberrão? Ninguém escapa da língua deles! Trocam figurinhas e se abastecem com fofoca. Nem os coitados dos organizadores da festa escapam.

Tem a comida que não agrada, ou que acaba antes da hora. Os anfitriões – que fazem o favor de convidar um monte de gente chata – não pedem contribuição a ninguém, fazem tudo para agradar, e são os mais crucificados. Tem quem reclame da comida, da bebida que está quente, da salada que azedou antes da meia noite. Não movem uma palha, chegam na hora de comer, e ainda reclamam. E pior: saem de lá falando mau da ceia, que não prestou para nada.

Vamos combinar, tem barraco, tem fofoca, mas até que é bacana ver a família toda reunida. Todos saem de lá com raiva, brigando, mas prontos para o próximo encontro. Pelo menos a celebração do nascimento do Nosso Senhor Jesus Cristo é unanimidade. E, quem sabe, o amor vença.

Foto: Iury Costa

 

 

 

leia tudo sobre

Publicidade

Funkeiros do mundo todo, uni-vos!

Por Iury Costa em Cotidiano

02 de dezembro de 2017

O mundo em constante desenvolvimento, as culturas em sintonia (algumas já em convergência, e se tornando uma só), e ainda tem gente que não gosta do funk? Tudo bem que, por ser um ritmo mais popular não precisa ser considerado “alta cultura”, mas precisa segregar? Precisa deixar o funk no “hall de bizarrices”? Funkeiros do mundo todo, uni-vos!

Sim, uni-vos. Contra esses opressores que preferem música clássica, chorinho e bossa nova, ao nosso querido funk. Será que não gostam das letras poéticas. São excelentes tanto quanto as de outros ritmos musicais! Todos gostam de dinheiro e ostentação. E a bunda? É um fenômeno nacional! E o crime? Quem nunca torceu pelo bandido da novela? E as drogas? Podem nunca ter usado, mas é um assunto que gera curiosidade. Portanto… funkeiros do mundo todo, uni-vos!

Será pela objetificação ao extremo da mulher? A chamando de cachorra, vadia, potranca, p**a e otras cositas mas? Não sei, e nem quero me aprofundar nessa polêmica. Mas… funkeiros do mundo todo, uni-vos!

Será pelo ritmo fácil que qualquer teclado de esquina faz eletronicamente, e que quase não se precisa de esforço para criar uma melodia? Mas e daí? O povão se diverte. É isso que importa. Quero ver alguém se requebrar com uma música da Miucha! Por isso… funkeiros do mundo todo, uni-vos!

Enfim, cada um com seu gosto e refino. Fique com o seu “vou te contar, os olhos já não podem ver”, que eu fico com o “quando essa bunda começa a jogar”. Uni-vos!

 

Foto: reprodução internet

leia tudo sobre

Publicidade

Funkeiros do mundo todo, uni-vos!

Por Iury Costa em Cotidiano

02 de dezembro de 2017

O mundo em constante desenvolvimento, as culturas em sintonia (algumas já em convergência, e se tornando uma só), e ainda tem gente que não gosta do funk? Tudo bem que, por ser um ritmo mais popular não precisa ser considerado “alta cultura”, mas precisa segregar? Precisa deixar o funk no “hall de bizarrices”? Funkeiros do mundo todo, uni-vos!

Sim, uni-vos. Contra esses opressores que preferem música clássica, chorinho e bossa nova, ao nosso querido funk. Será que não gostam das letras poéticas. São excelentes tanto quanto as de outros ritmos musicais! Todos gostam de dinheiro e ostentação. E a bunda? É um fenômeno nacional! E o crime? Quem nunca torceu pelo bandido da novela? E as drogas? Podem nunca ter usado, mas é um assunto que gera curiosidade. Portanto… funkeiros do mundo todo, uni-vos!

Será pela objetificação ao extremo da mulher? A chamando de cachorra, vadia, potranca, p**a e otras cositas mas? Não sei, e nem quero me aprofundar nessa polêmica. Mas… funkeiros do mundo todo, uni-vos!

Será pelo ritmo fácil que qualquer teclado de esquina faz eletronicamente, e que quase não se precisa de esforço para criar uma melodia? Mas e daí? O povão se diverte. É isso que importa. Quero ver alguém se requebrar com uma música da Miucha! Por isso… funkeiros do mundo todo, uni-vos!

Enfim, cada um com seu gosto e refino. Fique com o seu “vou te contar, os olhos já não podem ver”, que eu fico com o “quando essa bunda começa a jogar”. Uni-vos!

 

Foto: reprodução internet