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Divagando

por Iury Costa

Janeiro 2017

Caminhando e pensando

Por Iury Costa em Cotidiano

25 de Janeiro de 2017

Minha gente, eu não sou muito de viajar. Não porque não gosto. Aliás, adoro. Mas tempo livre é para poucos sortudos. Todas as minhas viagens passaram pelo Nordeste. Encantador por sinal. Mas como todo mundo fala da beleza apaixonante do Rio de Janeiro, aproveitei que tinha um congresso de jornalismo por lá e me mandei.

Não sei se ele continua lindo, pois nunca havia ido para lá. Mas realmente é lindo e, como haviam dito, apaixonante, com as praias, shoppings, barzinhos, teleférico do Pão de Açúcar… Ah, o Cristo! Perto de Deus sem sair da Terra. Fé renovada. Me sentia nas novelas do Manoel Carlos só em caminhar no calçadão do Leblon. Tudo é lindo e limpo, mas confesso que o que realmente me apaixonou foram as calçadas. Isso mesmo!

As calçadas, minha gente, são de fazer inveja a qualquer Fortaleza. Não que elas sejam chiques, cobertas de porcelana chinesa e cheias de luzes. O lindo delas são as árvores que cobrem todo o percurso. Calçadas amplas, que cabem famílias inteiras, uma do lado da outra. Dava gosto de caminhar por elas. Ninguém precisava se esbarrar para garantir espaço.

Via as pessoas passeando com seus cachorrinhos, turistas encantados até com a banca de revistas. Eu apenas olhando para as calçadas. Urbanizadas, amplas e limpas. Como um dia espero encontrar em todas por aqui. A urbanização é aquela que aparece com o tempo, além de ser feita pelo dono do imóvel.

Aí, alguém vai dizer: “a cidade do Rio de Janeiro foi planejada. Era a capital da República”. Tá certo! Mas o nosso planejamento pode começar a partir de agora, para, talvez, um dia, acompanharmos as calçadas de primeiro mundo do Rio de Janeiro.

Foto: reprodução internet

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Desafio Livrada! 2017

Por Iury Costa em Cotidiano

18 de Janeiro de 2017

Entrando na onda dos youtubers de realizar desafios, entrei na onda do #DesafioLivrada2017. Vai que eu me empolgo e crio um canal também! Cenas dos próximos capítulos…

O Desafio Livrada é feito todos os anos pelo blog e canal no Youtube que leva o mesmo nome. Os dois são geridos pelo Yuri Al’Hanati, que lança, sempre nos primeiros dias do ano, uma lista de sugestões de temas a serem lidos durante o ano. Me despreocupei após ter visto que era para ser feito durante o ano todo, já que eu sou meio avesso à coisas com datas pré-definidas.

Olha, eu achei um pouco grande a lista deste ano. Mas como são sugestões, não-sou-obrigado a ler tudo. É claro que vou tentar, e me comprometo a trazer os resultados para cá. Mas vou aproveitar para ler alguns livro que estavam há tempos na prateleira me esperando.

Segue a lista com sugestões de temas, seguida com os livros que vou tentar ler durante o ano:

01. Um vencedor do Jabuti – A Cabeça do santo, de Socorro Acioli;

 

02. Um livro japonês – Sono, de Haruki Murakami;

03. Um livro que explore o erotismo (complicadinho) – A filosofia na alcova, do Marquês de Sade;

04. Um roman à clef (não entendi muito bem o que é isso) – Ligações perigosas, de Chordelos de Laclos;

05. Um livro com um protagonista detestável – As esganadas, de Jô Soares;

06. Um livro triste – Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra, de Mia Couto; 

07. Um autor que você já conheceu pessoalmente – O mel de Ocara, de Ignácio de Loyola Brandão;

08. Um livro com engajamento político – As duas guerras de Vlado Herzog, de Audálio Dantas;

09. Um livro que você ganhou de um amigo – Harry Potter e a criança amaldiçoada, de J.K. Rowling e outros;

10. Um romance psicológico – A hora da estrela, de Clarice Lispector;

11. Um livro escrito antes do renascimento – A poética clássica, de Aristóteles e outros;

12. Um livro já resenhado pelo Livrada! – Memórias de minhas putas tristes, de Gabriel García Márquez;

13. Um livro de correspondência – Cartas a um jovem escritor, de Mário Vargas Llosa;

14. Um livro que se passa em um lugar em que você já esteve – Assassinatos na Academia Brasileira de Letras, de Jô Soares;

15. Vida e Destino, de Vassili Grossman (escolhido pelo Livrada!).

Quem quiser me acompanhar, coloca o progresso aqui nos comentários.

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Estopim criativo

Por Iury Costa em Cotidiano

11 de Janeiro de 2017

Cada pessoa que escreve tem a sua forma de “aflorar a imaginação”. Na verdade, acho que é uma espécie de estopim. Algo ativa o lado criativo, que começa a fervilhar a mente, e os textos fluem. Tem gente que aflora ao sentar na varanda, ou no parque, ou ao tomar uma xícara de café, no balançar do ônibus… Eu me “inspiro”, pelo menos na maioria das vezes, com uma boa dose de raiva. Isso mesmo. A raiva me motiva a escrever.

Assim como o escritor Ignácio de Loyola Brandão, que diz que a literatura é movida  pela indignação, acho que sou, repito, pelo menos na maioria das vezes, movido, também, por essa indignação. É claro que não sabia disso. Imagina só que loucura essa de escrever durante os surtos! Eu hein! Mas o pior que é isso mesmo. Comecei a perceber. Tanto que a raiva me inspirava, quanto que um ansiolítico poderia me fazer bem.

Percebi que momentos ruins em minha vida, que não vêm ao caso agora, me motivaram a escrever mais. Na verdade, me davam um gás a mais para escrever. O episódio em que atentei para isso foi após uma discussão acadêmica. Saí bufando de raiva. Sentei, respirei, e tentei me acalmar. Durante, o processo, brotaram diversas ideias para textos. Às vezes, quando não estou em casa, e sem o celular para anotar as palavras-chave do texto, as ideias se esvaem. Mas, neste dia, consegui escrever alguns textos. Uns que ainda estão no arquivo.

Então é isso. Quando estiver sem ideias, arrume confusão. Brigue, esperneie, mas tente estar certo. Por que pior que brigar para conseguir algo, é brigar sem ter razão. Mesmo assim, treine a raiva.

Foto: reprodução internet

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Resoluções de ano novo

Por Iury Costa em Cotidiano

04 de Janeiro de 2017

Escrevo este texto após a meia noite, após os abraços e felicitações a todos, e após retornar ao silêncio e à escuridão do meu quarto. Amo meu quarto.

Nunca gostei de ano novo. Do ano que começa, claro que gosto. Digo no sentido de “virada do ano”. Pelo simples fato de que o ano seguinte é desconhecido. Mesmo eu sendo um jornalista, e que o jornalismo trabalha com o inédito, gosto, assim como grande parte das pessoas (creio eu), ter um pouco de controle sobre os meus próximos passos. O que é uma loucura, eu sei. Mais uma sugestão de tema a ser trabalhado pelo psicólogo nos próximos encontros.

O natal, já que vamos falar de datas festivas, é menos sombrio. Não sei se é por causa dos seis dias que ainda têm pela frente, mas no natal eu não sinto frio na barriga, por conta da incerteza do futuro. Tudo bem que é o dia em que se comemora o nascimento de Jesus, mas é normal para mim. Tenho uma boa relação com o Senhor, que não se resume a um dia do ano. Aliás, aproveito para viajar, para também fugir das maçantes confraternizações.

Sobre as incertezas. Posso soar um pouco pessimista, mas um “novo ano” não garante a realização dos sonhos, ou de mudanças boas que sejam alheias às nossas vontades. O mínimo que podemos fazer, é nos contentarmos, e isso é excelente, com nossas próprias resoluções. Ou seja, nossas “auto-promessas”. Que nós possamos por em prática, este ano, e que isso esteja na lista de resoluções, a indiferença. Melhore a indiferença no quesito de não se envolver em assuntos que não lhe convém. Indiferença no quesito de não se envolver em assuntos de outras pessoas. Se meter na vida alheia nunca esteve em moda. Mesmo assim, insistem. É claro que existem exceções. Se for um problema terrível de um amigo seu, aí pode se meter sim.

Todos tentam realizar promessas feitas à meia-noite, durante o pipocar dos fogos. Poucos conseguem realmente. Vamos, pelos menos, tentar os mais fáceis? No mais, desenvolva o de sempre: carinho, educação, empatia… Ué, e não era para ser indiferente? É para ser os dois! A empatia é um dom que deve ser mantido em silêncio, em segredo, e que deve ser usado apenas quando necessário. Seja legal, mas nem tanto.

Foto: reprodução internet

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Resoluções de ano novo

Por Iury Costa em Cotidiano

04 de Janeiro de 2017

Escrevo este texto após a meia noite, após os abraços e felicitações a todos, e após retornar ao silêncio e à escuridão do meu quarto. Amo meu quarto.

Nunca gostei de ano novo. Do ano que começa, claro que gosto. Digo no sentido de “virada do ano”. Pelo simples fato de que o ano seguinte é desconhecido. Mesmo eu sendo um jornalista, e que o jornalismo trabalha com o inédito, gosto, assim como grande parte das pessoas (creio eu), ter um pouco de controle sobre os meus próximos passos. O que é uma loucura, eu sei. Mais uma sugestão de tema a ser trabalhado pelo psicólogo nos próximos encontros.

O natal, já que vamos falar de datas festivas, é menos sombrio. Não sei se é por causa dos seis dias que ainda têm pela frente, mas no natal eu não sinto frio na barriga, por conta da incerteza do futuro. Tudo bem que é o dia em que se comemora o nascimento de Jesus, mas é normal para mim. Tenho uma boa relação com o Senhor, que não se resume a um dia do ano. Aliás, aproveito para viajar, para também fugir das maçantes confraternizações.

Sobre as incertezas. Posso soar um pouco pessimista, mas um “novo ano” não garante a realização dos sonhos, ou de mudanças boas que sejam alheias às nossas vontades. O mínimo que podemos fazer, é nos contentarmos, e isso é excelente, com nossas próprias resoluções. Ou seja, nossas “auto-promessas”. Que nós possamos por em prática, este ano, e que isso esteja na lista de resoluções, a indiferença. Melhore a indiferença no quesito de não se envolver em assuntos que não lhe convém. Indiferença no quesito de não se envolver em assuntos de outras pessoas. Se meter na vida alheia nunca esteve em moda. Mesmo assim, insistem. É claro que existem exceções. Se for um problema terrível de um amigo seu, aí pode se meter sim.

Todos tentam realizar promessas feitas à meia-noite, durante o pipocar dos fogos. Poucos conseguem realmente. Vamos, pelos menos, tentar os mais fáceis? No mais, desenvolva o de sempre: carinho, educação, empatia… Ué, e não era para ser indiferente? É para ser os dois! A empatia é um dom que deve ser mantido em silêncio, em segredo, e que deve ser usado apenas quando necessário. Seja legal, mas nem tanto.

Foto: reprodução internet