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Divagando

por Iury Costa

dezembro 2016

A dama chamada memória

Por Iury Costa em Cotidiano

03 de dezembro de 2016

Ah, é muito bom ter memória. É bom lembrar de tudo. A memória é uma excelente companheira. Grande guardiã das nossas boas lembranças. E que nos conecta com o passado e faz questão que nos lembremos dele. Daí, quando escrevo isso, começo a me lembrar de momentos maravilhosos que a amiga memória nos traz. Aqueles que são bons como outros milhares que tivemos, mas, por algum detalhe, acabam por ser melhores entre os melhores.

Momentos como a primeira ido ao cinema sozinho, sem pai, mãe, acompanhante, amigos ou parentes. Vê como isso é bom? Ir ao cinema sozinho, sem ter ninguém para conversar, perguntar sobre a história e fazer você perder o fio da miada. Boa lembrança.

Momentos como aquele dia excelente de sol, que você foi à praia e encontrou um ambiente relaxante e ventilado. Que você nem tomou banho para não se queimar, e que, mesmo assim, foi ótimo. Também uma boa lembrança.

Momentos como a sua primeira formação acadêmica, que foi agraciado com a presença de tanta gente que você nem lembra – pois é, às vezes a memória falha –  e que foram só para lhe prestigiar. Também uma boa lembrança.

Momentos como aquele que você passa o dia todo em casa – raros – deitado, lendo um bom livro e abstraindo da vida. Outra coisa: se empanturrando de doce e comendo biscoitos de polvilho. Também uma boa lembrança.

Momentos como… opa, pensando bem, acabo de me lembrar que a memória não é tão boa assim. Também é graças a ela que guardamos maus momentos, aqueles que preferíamos esquecer, mas pinicam na nossa cabeça.

Acho que eu queria ficar “brôco” apenas de coisas ruins, e esquecer, sem nem sentir, um mau momento. Queria ter um filtro mental, para ter apenas boas lembranças. Mas aí eu lembro que a memória não é tão seletiva assim.

Foto: reprodução internet

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A dama chamada memória

Por Iury Costa em Cotidiano

03 de dezembro de 2016

Ah, é muito bom ter memória. É bom lembrar de tudo. A memória é uma excelente companheira. Grande guardiã das nossas boas lembranças. E que nos conecta com o passado e faz questão que nos lembremos dele. Daí, quando escrevo isso, começo a me lembrar de momentos maravilhosos que a amiga memória nos traz. Aqueles que são bons como outros milhares que tivemos, mas, por algum detalhe, acabam por ser melhores entre os melhores.

Momentos como a primeira ido ao cinema sozinho, sem pai, mãe, acompanhante, amigos ou parentes. Vê como isso é bom? Ir ao cinema sozinho, sem ter ninguém para conversar, perguntar sobre a história e fazer você perder o fio da miada. Boa lembrança.

Momentos como aquele dia excelente de sol, que você foi à praia e encontrou um ambiente relaxante e ventilado. Que você nem tomou banho para não se queimar, e que, mesmo assim, foi ótimo. Também uma boa lembrança.

Momentos como a sua primeira formação acadêmica, que foi agraciado com a presença de tanta gente que você nem lembra – pois é, às vezes a memória falha –  e que foram só para lhe prestigiar. Também uma boa lembrança.

Momentos como aquele que você passa o dia todo em casa – raros – deitado, lendo um bom livro e abstraindo da vida. Outra coisa: se empanturrando de doce e comendo biscoitos de polvilho. Também uma boa lembrança.

Momentos como… opa, pensando bem, acabo de me lembrar que a memória não é tão boa assim. Também é graças a ela que guardamos maus momentos, aqueles que preferíamos esquecer, mas pinicam na nossa cabeça.

Acho que eu queria ficar “brôco” apenas de coisas ruins, e esquecer, sem nem sentir, um mau momento. Queria ter um filtro mental, para ter apenas boas lembranças. Mas aí eu lembro que a memória não é tão seletiva assim.

Foto: reprodução internet

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