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Divagando

por Iury Costa

Guarda-volumes humano

Por Iury Costa em Cotidiano

09 de junho de 2018

Uma das premissas de quem “anda de ônibus” é que um dia vai em pé. Se não for o caso nunca (já que a linha, utopicamente, pode não lotar, ou você pode pegar o ônibus nos primeiros pontos), deve-se ir, pelo menos, preparado para ir em pé. E isso significa ir com as mãos livres para segurar nas barras de ferro. Sei lá, anda de bolsa, sacola… enfim, fazer todo o possível para não incomodar quem está sentado, batendo os vários livros na cabeça do coitado. O que está em jogo é a (in)sanidade de todos.

E por falar em livros, tem realmente muita gente que não segue essa premissa. Ocupa as mãos com milhares de cacarecos, sem se segurar, se confiando apenas no poder dos astros para se manter em pé. Isso quando, voltando ao parágrafo anterior, não se joga em cima de quem está sentado, deixando o livro encostado na orelha do passageiro. O ônibus balança e, ao chegar no fim da viagem, que está sentado nem consegue mais se levantar, tonto por causa da dor de cabeça. Mas isso, mesmo que involuntariamente, é estratégia de quem está em pé para que as pessoas peçam para levar as coisas. Eu me recuso a levar!

Na vida, obviamente, nada é 100% certeza. Então pode ser que um dia eu perceba que a pessoa realmente precise (e mereça) que eu leve suas coisas. Mas, no meu caso, ando preparado para andar em pé no ônibus. Tenho bolsas, mochila… e tento manter minhas mão livres para não ter que cair por cima de ninguém. Por isso que não me ofereço para levar as coisas de ninguém. Quem leva um monte de objetos nas mãos deve assumir as consequências. Percebo as caras feias, mas só no primeiros cinco minutos ante de eu pegar no sono. Mas é questão de princípios, sabe? As pessoas precisa aprender a viver em sociedade. Isso significa não incomodar, e tentar se matar se pedir ajuda. É claro que, no último suspiro, pode ser que eu acorde para acudir.

Foto: reprodução internet

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Como resolver (calmamente) uma batida de carro

Por Iury Costa em Cotidiano

26 de Maio de 2018

Ninguém está preparado para bater o carro. Nunca está preparado. Como o trânsito da cidade grande já é uma tragédia anunciada (sem mortes tá? Pelo amor de Deus!), é quase que certo você cruzar, em algum momento da sua vida, com um abalroamento. Isso eu digo a partir de pesquisas feitas por mim mesmo, sem entrevistar ninguém. Uma encostada, um parachoque arrancado, um poste derrubado… Isso faz parte da vida de um motorista. Uns vão vão se deparar com casos mais simples. Outros… vão dar dor de cabeça à seguradora (ou sofrer sozinho com a dor de cabeça).

Qualquer motorista, até os novatos, sabem o protocolo após uma batida. Isso faz parte da tradição oral contemporânea, passada de pai para filho. Se você bater (ou se baterem em você) deve-se sair calmamente do carro, posicionar o triângulo, e, depois, negociar com o outro motorista, que também saiu calmamente do seu carro, como deve ficar o conserto. Os dois trocam números de telefone, pedem desculpas entre si, por causa do infortúnio, e depois seguem para seus afazeres. Tudo isso já com um outro encontro marcado, para encerrar, de vez, o problema da batida. Tão lindo né? Isso teoricamente deveria acontecer. Mas só na utópica cidade que criamos em nossas mentes.

Assim como o trânsito é uma loucura, a confusão se instala a partir do impacto. Esse vai ser, na verdade o primeiro impacto. Primeiro que, tanto faz você bater ou terem batido em você, o outro motorista sempre vai culpar você. Aliás, ele já vai descer do carro esbravejando e te acusando. Deus queira que tenha alguém perto para acalmar o ânimos, já que, a esta altura, você já vai estar bem nervoso, querendo, também, rebater as acusações. Aí não dá tempo nem de pôr o triângulo. O telefone da perícia ou juizado móvel? Não tem quem lembre. Pelo menos o da polícia é fácil, caso o outro motorista queira resolver de uma maneira mais “enérgica”.

E a conta? O juizado móvel (que, depois de muito barraco você conseguiu o número e telefonou) decide quem é o culpado, você vai ter que levar o carro a uma oficina bem “mais ou menos”, para ele não voltar ao normal. Torça para que um dos envolvidos tenha seguro. Depois, a vida segue normalmente… Até que o efeito do Tylenol passe, e a dor de cabeça volte.

Foto: reprodução internet

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O crime editorial

Por Iury Costa em Cotidiano

12 de Maio de 2018

Quem nunca roubou uma revista de consultório na vida, que atire a primeira pedra! Há algumas semanas, eu seria a pessoa da pedra. Aliás, teria prazer em jogar a pedra, já que nunca passei por um vexame desses. Que coisa feia! Mas como o mundo dá muitas voltas, caí em tentação, e não consegui me livrar do mal. Parece que as revistas de consultório possuem um magnetismo, fazendo com que você sinta vontade de levar. Acho que é a soma de uma boa leitura com o tempo que a gente passa esperando. Para não morrer de ódio, lemos. E, cá entre nós, melhor matar de ódio o assinante da revista, pelo tempo que nos fez esperar.

Para que minha culpa não seja tão grande, a revista já tinha umas páginas arrancadas. Além disso, nem era tão nova. Enfim, estava esperando atendimento, quando começo a procurar matérias interessantes. Encontro uma entrevista muito bacana. Estava tão compenetrado que nem percebi o chamado da atendente. Ela teve que me cutucar. E por ironia do destino, o atendimento foi rápido. Mas não podia deixar a leitura pela metade. Pensei até em procurar a revista na banca, sei lá. Mas lembrei que era antiga. Tinha que tomar uma decisão drástica para saber o desfecho da entrevista. Inclusive, nem lembro se a consulta foi boa.

Após a decisão de entrar no mundo do crime, saí do atendimento e voltei para a sala de espera. Não tive cerimônia, e, lindamente, peguei a revista. A falta de pacientes no lugar também ajudou no ato, já que, por não saber como são os trâmites do submundo (graças a Deus!), não soube disfarçar a transgressão. Puxei a revista da mesinha sem dó nem piedade. Coitada da mesinha, única testemunha ocular. Também não podia simplesmente sentar e ler o restante da entrevista. Já tinha outro compromisso marcado. Mas o que me resta agora é pagar minha penitência, e passar um bom tempo sem ir ao médico. A entrevista foi ótima!

Foto: reprodução internet

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Quem assume a peixada?

Por Iury Costa em Cotidiano

14 de Abril de 2018

É batata! Na nossa vida, sempre vamos cruzar com profissionais… vamos dizer assim… bem “mais ou menos”. O mercado de trabalho, na verdade, está cheio deles. E, de uma forma negativamente inversa, alguns muito bons não conseguem oportunidades. E o porquê disso? A velha peixada. Ou, o QI, de “quem indica”. Culpa do empregador, e falta de vergonha na cara de quem aceita, mesmo sabendo que não é capaz. Não é exclusividade de nenhuma empresa. Mas é claro que algumas tomam certos cuidados para filtrar pessoas piores.

Sabe algo que poderia dar certo, mas que se tornou baixaria? É a peixada. Se os amiguinhos indicassem apenas amiguinhos responsáveis e profissionais, o mercado não estaria tão ruim. Acho até que a indicação, se fosse por esse caminho certo, seria uma forma de ajudar a quem é bom e, ao mesmo tempo, ainda não teve oportunidade. Mas faltou bom senso. São chuvas de indicações desenfreadas, onde nem o currículo é levado em consideração. Acredito que seja assim, já que tem gente que, pelo amor de Deus…cala-te boca. Eu, por exemplo, não teria coragem de indicar um amigo, por mais íntimo que fosse, se ele não trabalhar bem. Coitados dos amigos, mas temos que ser práticos.

E quem aceita o emprego? Se bem que eu não posso nem culpá-los totalmente pela burrada. Até porque não são bons profissionais, e, com certeza, vão se achar aptos para o serviço. Mas lá no fundo, depois da mão na massa, hão de perceber que não se adequam. Que o além toque no coraçãozinho deles. Ou que saiam, para dar lugar a quem merece, ou que se esforcem, para se encaixar.

Enfim, intenções aos céus, para que empresas, chefes e subordinados tomem a consciência do dano de colocar responsabilidade nas mãos de alguém despreparado. Oremos!

Foto: reprodução internet

 

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Deixa que eu mando fazer

Por Iury Costa em Cotidiano

17 de Março de 2018

O mundo caminha para a burrice. Aliás, já está quase lá. Quem se lembra do disquete, que só cabia apenas um arquivo? Pois é, parece que o ser humano, a partir da minha geração, vem com predisposição a ter apenas um ofício. Digo isso no sentido de que, hoje, é fácil encontrar quem faça algo para você. Principalmente aquilo que você não sabe. Meio que um atendimento especializado. E tem empresas que ganham horrores de dinheiro só fazendo uma coisa.

Queimou a lâmpada? Tem quem troque. Furou o pneu? Tem que conserte. Sujou de vinho aquele tapete caríssimo que era todo branco? Não se preocupe. Basta uma ligação, que aparece uma empresa que só trabalha com tapete branco sujo de vinho do Porto (agora se for vinho Malbec, é uma empresa completamente diferente, o que seria uma ofensa confundir as duas). O cachorro fez xixi no banco do carro? Menino, conheço uma empresa de lavagem a seco que deixa novo!

Antigamente… Na verdade, nem tão longe assim, as pessoas sabiam fazer de-um-tudo. Não tinha essa de gastar dinheiro em qualquer situação simples. Gastar com coisas domésticas era uma afronta! Não se pagava para pintar uma parede, mexer na hidráulica da casa, na elétrica (mesmo que isso fosse mortal, em alguns casos). Cortar a grama, meu Deus! Não existem mais pessoas como os nossos pais, que até o carro sabem consertar.

Melhor esquecer esse tempo que não volta. Na verdade, ele pode até voltar, mas após um curso do SENAI. Não é propaganda, mas o ser humano precisa aprender sempre. Não pode deixar a mente atrofiar. Deve desenvolvê-la sempre, para que não morra.

Defendo que tomemos de volta o nosso espaço: donos e donas de casa. Eu hoje só escrevo, mas na volta do trabalho, passo sempre em frente ao SENAI. Já é alguma coisa.

Foto: reprodução internet

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Personal escutador

Por Iury Costa em Cotidiano

10 de Março de 2018

No contrato de amizade, já vem uma cláusula que diz: faz parte ouvir as reclamações e os murmúrios do outro. Mas como não lemos as letrinhas miúdas, não percebemos que tem um golpe escondido. Na parte que não se lê, diz: nem que seja o dia todo. Como não sabemos disso, caímos no ciclo vicioso de ser o psicólogo particular. Mesmo sem ganhar nada. Tudo bem que a gente seria rico se cobrasse consulta, mas, obviamente, para um amigo, nunca vamos cobrar (mesmo tendo vontade).

É claro que você não vai virar as costas para uma pessoa querida. Isso seria muita crueldade. As pessoas precisam desabafar, contar os problemas a alguém, as traições… até para não explodir de ódio. E por outro lado, temos que ouvir, consolar, ajudar e aconselhar. Até nós precisamos às vezes conversar com alguém, para aliviar a cabeça. Às vezes! O problema é que tem gente que quer uma central telefônica disponível 24 horas por dia. Até de madrugada. Sem condições.

O problema é que alguns amigos caem nas mesmas ciladas da vida, mesmo sendo aconselhados a não seguirem pelo caminho. Aí telefonam desesperados, e te penduram ao telefone para explicar tudo de novo. Não tem problema nenhum ouvir um desabafo e, em troca, o outro receber um conselho. Mas não há amizade que resista aos problemas de sempre. Só se for um laço muito forte.

A dica é ler o contrato até o fim. Até as entrelinhas, para saber o que vem no pacote. Escutar o problema dos outros faz parte. Mas para quem quer viver com os problemas, e apenas ter alguém para ouvir “o de sempre”, melhor contratar um “personal escutador”. Aqui na nossa terra, ele é mais conhecido como médico psiquiatra. Ou psicólogo.

Foto: reprodução internet

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“Não sei como ele consegue”. Nem quero saber!

Por Iury Costa em Cotidiano

03 de Março de 2018

Sempre na vida a gente cruza com pessoas extremamente ativas, que possuem o dia todo preenchido com atividades “curriculares e extracurriculares”. Trabalha, estuda, ajuda os velhinhos de um asilo, faz academia, cuida dos filhos, faz faxina em casa, e ainda tem tempo de escrever um livro. Enfim, nos reduz (mesmo que essas pessoas nem percebam) a seres descompromissados, desestimulados e preguiçosos. Coitados, fazem um bem tão grande para si, e matam de inveja os outros. Mas é por que dá raiva mesmo de gente assim!

Acho que a raiva é mesmo não é nem de que consegue fazer tudo, mas de quem chega para te cutucar e dizer aquela típica frase: não sei como ele consegue. Pela linguagem, já dá pra perceber que a pessoa me culpa por não ser igual. Nos culpa, na verdade, já que, para ter tempo de falar da vida alheia, é por que não faz nenhuma atividade também. Será que fofocar pode ser considerada uma atividade? Posso reconsiderar minhas afirmações.

Mesmo começando o texto com uma raivinha, não posso criticar quem leva uma vida corrida. Longe de mim. Eu até já tentei ocupar todo o meu dia. Mas, para mim, quantidade e qualidade estão em sentidos opostos. Estresse é sinônimo de surto psicótico. E eu tento ficar longe das páginas policiais. Não deu. Acho que, na verdade, a raiva é de mim mesmo (coitados dos loucos por atividades), que “não sei como ele consegue”. Mas também nem quero saber.

Foto: reprodução internet

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Não empreste!

Por Iury Costa em Cotidiano

10 de Fevereiro de 2018

Poucas coisas colocam uma amizade à prova como o empréstimo de algo. Se desfazer, nem que seja por pouco tempo, de algo que possui valor para o dono (financeiro, sentimental ou os dois), é um perigo. Afinal, qualquer contrato de boca é ruim. É assim que se descobre como muitos amigos são, mas eu evito ao máximo. Além disso, para conseguir algo meu nas mãos, a pessoa passa, sem saber, por uma sabatina mental. Não empresto para qualquer pessoa. Na verdade, não empresto.

Vão dizer que sou materialista, mas há quem concorde comigo. A gente se esforça tanto para conseguir algo bacana, que fica apegado. Acho que nem é apego. É mais um cuidado mesmo. A gente tem cuidado com as nossas coisas, e bem menos com a dos outros. Isso é natural do ser humano. Aí vem alguém, pede algum objeto seu emprestado, e devolve com problema. Esse é o meu medo (e o de muita gente). Livro amassado, mala rasgada, tênis sujo, carro (sim, tem que chegue ao ponto de pedir carro) arranhado ou com multas…

Primeiro que não se deve nem pedir. É de um ato que beira quase ao descaramento. Se bem que, para pedir, precisa ter um pouco. Mas a questão é esperar que ofereçam. É chato que só chega perto de você para pedir alguma coisa. Bom é esperar do “credor” a oferta. Se a conversa é sobre um livro bacana, não tenho nenhum problema em dizer “te empresto quando terminar”. Mas é um horror do “eu quero, me empresta”. Não tem nível de amizade que resista a um empréstimo. Nem de objetos, e muito menos de dinheiro. Aí, acabou!

Quem pede dinheiro realmente precisa. Isso é óbvio até para que detesta emprestar. Mas, convenhamos, que situação desconcertante para que escuta um pedido de dinheiro. É quase uma facada. O melhor a fazer é se lamentar bem discretamente, e esperar que a alma seja caridosa e ofereça o dinheiro. Isso também vale para cartão de crédito. Até eu já entrei na lista de quem pede. A vida ensina. Mais uma vez, apela para o lado caridoso da pessoa. Mas vai que dá certo? Se não der, entenda a mensagem, e se lamente para outro.

Têm também aquelas pessoas que adoram esquecer que pegaram objetos emprestados dos amigos. Essa também vai para você, querido amigo que esqueceu de devolver meu livro autografado. Se bem que, depois de tanto tempo, melhor deixar para lá e esquecer que foi dono um dia. Ou então, tenta uma novena forte.

Foto: reprodução internet

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Obrigado, não quero companhia

Por Iury Costa em Cotidiano

03 de Fevereiro de 2018

Quem não gosta de viajar? Até as mais brutas almas gostam de sair um pouco da rotina do trabalho e faculdade, e se aventurar, espairecer, imergir em alguma cultura. Viajar enriquece o seu patrimônio cultural e te deixa mais culto. E não existe maneira melhor de pegar a estrada (ou trem, ou avião, ou mochilar) do que sozinho. Pelo menos, no meu caso é assim. Prefiro estar só, sem nenhum companhia. Sei que é um pouco narcisista, mas sou meio complicado em dividir minhas férias com alguém. Principalmente para quem se oferece, pois o horror (hoje a moda é ranço) já se instala.

Tenho diversos casos pontuais para contar. Mas como as pessoas pertencentes aos episódios podem ler esse texto, não vou citar muitos detalhes. Quero manter amizades por enquanto. Até a de gente metida. Mas vamos no geral mesmo. O primeiro tópico é: para conhecer alguém, viaje! E eu não pretendo conhecer ninguém com essa profundidade.

Até para fazer um passeio, existe uma rotina a se seguir. E a minha é diferente de outra pessoa, que é diferente de outra, e isso causa embaraço. Aí você acorda cedo, mas tem que esperar aquele amigo que ainda está roncando. Ou então gosta de ir a museus, enquanto seu amigo quer subir o morro para ir ao baile funk. Para evitar bate-bocas, vá sozinho.

Outro ponto bem chatinho de viagens em grupo é a história de ter que dividir as despesas, como combustível, alimentação, acomodação. Sempre tem quem esqueça de contribuir, por descuido mesmo, ou que goste de passar a perna. Aí sempre sobra para alguém a preocupação de ficar fazendo as contas, ou de organizar tudo. Sem falar que dividir quarto e banheiro às vezes é bem nojentinho.

E para completar, o pior tipo de pessoa (nesse caso das viagens): quem se oferece. Tem gente que é sem noção ao extremo. Às vezes, em uma conversa entre amigos, você solta que vai viajar para tal lugar. Aí começam a pedir, insistentemente, para ir também, dividir o quarto, que não vai incomodar (duvido)… Ir sem ser convidado é muito brega. É como se fosse um penetra de festa.

Ainda tem que, mesmo não indo, ainda consegue ser chato a diversos quilômetros de distância. Telefona ou deixa mensagem pedindo para ir em loja tal, comprar não sei o que que só vende nesse lugar, levar vinho, azeite, queijo. Coisas quase que utópicas. Não me importo em levar presentes, mas tem que ser algo dentro da realidade ou área de atuação das férias. Percebi, há um tempo, que era esse tipo de pessoa que pede coisas. É difícil, mas tento me policiar.

Para mim, não tem problema nenhum em viajar com alguém, mas que essa pessoa  vá ciente de que não espero e que sigo meu cronograma. Quem me entende (ou é paranoico como eu) se dá bem comigo.

Como tem aquele ditado de que “o justo paga pelo pecador”, deve existir quem é uma maravilha para se ter junto em viagens, mas prefiro não ficar testando até encontrar.

Foto: reprodução internet

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Vamos nos gabar!

Por Iury Costa em Cotidiano

20 de Janeiro de 2018

Outro dia, ao passear pelos portais de notícias, vi uma que chamou minha atenção. Uma pesquisa feita por alguma universidade famosa de fora (deve ser nos Estados Unidos) afirma que é muito melhor se vangloriar, que ter falsa modéstia. Acho também que as pessoas que se vangloriam tendem a ser bem sucedidas. Tomo a liberdade de adicionar algumas palavras ao estudo: tendem, também, a ser mais felizes, mais desimpedidas, e estão certíssimas.

Que fique claro que não é o “se gabar” no sentido de ser arrogante e humilhar os outros. Não é o “eu tenho e você não”, mas é uma questão de se sentir bem consigo e de querer compartilhar isso com o mundo. Quem sempre se sente bem quer mostrar ao mundo. 

Depois da modinha do “politicamente correto”, o mundo deu uma encaretada. E hoje, você dizer o que tem, os bens materiais, é interpretado como uma ofensa gravíssima, cheirando arrogância. Parece que ter algo bacana se tornou pecado, como se não passasse (talvez não passe mesmo) pela cabeça dos críticos o quanto se trabalhou e suou para ter aquilo. Falo, é claro, das pessoas de bem. Bandidos e alguns políticos (estou sendo redundante?) não entram nas estatísticas.

Em vez de um “ah, que um dia eu também tenha condições para comprar”, sai um “burguês, capitalista, deve ser envolvido com maracutaia”. Tenho medo que o Brasil se torne uma nação (e isso já começou) que abomina o trabalho e o seu valor para a sociedade.

Para não morrer com tudo que não pode falar entupindo as artérias, o importante é se exibir! É claro que sem ofender ninguém. Vamos trabalhar comprar e ser feliz se vangloriando para todo mundo!

Foto: reprodução internet

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Vamos nos gabar!

Por Iury Costa em Cotidiano

20 de Janeiro de 2018

Outro dia, ao passear pelos portais de notícias, vi uma que chamou minha atenção. Uma pesquisa feita por alguma universidade famosa de fora (deve ser nos Estados Unidos) afirma que é muito melhor se vangloriar, que ter falsa modéstia. Acho também que as pessoas que se vangloriam tendem a ser bem sucedidas. Tomo a liberdade de adicionar algumas palavras ao estudo: tendem, também, a ser mais felizes, mais desimpedidas, e estão certíssimas.

Que fique claro que não é o “se gabar” no sentido de ser arrogante e humilhar os outros. Não é o “eu tenho e você não”, mas é uma questão de se sentir bem consigo e de querer compartilhar isso com o mundo. Quem sempre se sente bem quer mostrar ao mundo. 

Depois da modinha do “politicamente correto”, o mundo deu uma encaretada. E hoje, você dizer o que tem, os bens materiais, é interpretado como uma ofensa gravíssima, cheirando arrogância. Parece que ter algo bacana se tornou pecado, como se não passasse (talvez não passe mesmo) pela cabeça dos críticos o quanto se trabalhou e suou para ter aquilo. Falo, é claro, das pessoas de bem. Bandidos e alguns políticos (estou sendo redundante?) não entram nas estatísticas.

Em vez de um “ah, que um dia eu também tenha condições para comprar”, sai um “burguês, capitalista, deve ser envolvido com maracutaia”. Tenho medo que o Brasil se torne uma nação (e isso já começou) que abomina o trabalho e o seu valor para a sociedade.

Para não morrer com tudo que não pode falar entupindo as artérias, o importante é se exibir! É claro que sem ofender ninguém. Vamos trabalhar comprar e ser feliz se vangloriando para todo mundo!

Foto: reprodução internet