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Diálogos Urbanos

por Mauro Cordeiro Fh.

RetroUrbe: (re)veja 2017!

Por Mauro Cordeiro Fh. em Cidades, Direito urbanístico, Outros

29 de dezembro de 2017

(Re)veja Diálogos Urbanos – #RetroUrbe 2017

Chegando o fim de ano, antes de abrir a champanhe, necessário é conseguirmos um tempinho para colocar as ideias no lugar. Pensar, avaliar o ano que tivemos e, de quebra, planejar os próximos 365 dias que serão ofertados, trazendo surpresas e oportunidades.

Para nós, 2017 foi um ano fantástico. Foi o nosso primeiro aniversário no Tribuna do Ceará. Fechamos novas parcerias e publicamos textos de colegas. Além disso, passamos a interagir com os leitores pelo instablog @blogurbano. No decorrer do ano, houve períodos com mais postagens, enquanto tivemos momentos com quase nenhuma… No entanto, de maneira geral, agradecemos pela oportunidade de compartilhar ideias.

Pra brindar o ano vindouro, preparamos a #RetroUrbe.2017 , resgatando as melhores postagens do ano. Aproveite!

 


Homenagem

Nessa retrospectiva, homenageamos o sociólogo Zygmunt Bauman, que nos deixou no início deste ano.

Zygmunt Bauman | Foto: Reprodução

Ao seu trabalho, às suas análises e à sua contribuição como intelectual dos nossos dias: (Re)vejaA liquidez das cidades.


01. #Entrevista

Planejamento: um desafio urbano

Douglas Feitosa e Daniele Cruz

Entrevista com Daniele Cruz e Douglas Feitosa, sobre planejamento urbano e dinâmicas territoriais a Região do Semiárido.

 

(Re)veja: Melhor Entrevista 2017


02. #Análise

UBER e a uberização

Análise jurídica sobre as relações trabalhistas e as mudanças no mercado urbano, com participação especial dos advogados Dr. Gervânio Magalhães e Dr.ª Katharine Vasconcelos.

(Re)veja:Melhor Análise Jurídica 2017

Dr. Gervânio Magalhães

Dr.ª Katharine Vasconcelos


03. #MaisComentado

Afinal, onde estou? 

Observatório urbano sobre os novos limites dos municípios cearenses que sofreram redimensionamento territorial. Um texto esclarecedor que auxiliou a população a compreender o fenômeno no início do ano. Deu o que falar!

(Re)veja: Mais Comentado em 2017


04. #Evento

Planejar bem, morar bem!

Dr.ª Evilane Sousa, Dr. Angelo Miguel (palestrante), Dr.ª Risomar Fialho (debatedora), Dr.ª Kristal Moreira, Dr.ª Priscila Moreira, Dr. Tarso Magno (presidente da OAB/CE-Juazeiro)

Sobre o evento da Comissão de Direito Urbanístico da OAB Juazeiro do Norte, a respeito de planejamento urbano e moradia.

(Re)veja: Melhor Evento 2017


05. #UrbeFeelings

10 fatos urbanos: 9 verdades e 1 mentira

Quem não postou “nove verdades e uma mentira” em 2017? Com nossas lentes urbanas, entramos também nas modinhas do ano. 

(Re)veja: Urbe Feelings 2017


06. #Opinião

Quilombo, gênero e “et cetera”

Resistência e resiliência. Sol e praça!

Sobre as questões de gênero e racismo no contexto urbano. Colaboração de Dávila Feitosa.

(Re)veja: Melhor Opinião 2017

 


07. #Crônica

No caminho do romeiro

Determinada determinação!

Nas comemorações do aniversário de Juazeiro do Norte, leitura-crônica sobre um “caminhar romeiro” que é peculiar por excelência; principal referência de quem anda em Juazeiro do Norte. Colaboração de Patrícia Mirelly.

(Re)veja: Melhor Crônica 2017


08. #Regional

Nordeste, tecnologia e sustentabilidade na Expocrato 2017

Irmã, amiga, um docinho… Mel!

“O mundo pela tecnologia chega ao Nordeste. Pela mesma tecnologia, o Nordeste chega a todo o mundo”. Na maior feira de agropecuária do Nordeste, sustentabilidade foi a palavra-chave em todos os estandes. Colaboração de Maíres Cordeiro.

(Re)veja: Melhor Regional 2017


09. #Argumento

Cidade de quem?

“Um homem com a grandeza de um menino”

No apogeu de golpes políticos e turbulência legislativa, feliz análise da cidade por viés filosófico e político. Colaboração de Rafael Fonseca.

(Re)veja: Melhor Análise Política 2017

 


10. #Especial

Um milagre do Padre Cicero

Num tempo em que não se falava de planejamento urbanoestatuto da cidade e afins,  Padre Cicero, na qualidade de líder político-religioso, pensou na cidade de Juazeiro do Norte: um lugar propenso ao progresso. Do especial #Eu❤JuazeiroDoNorte

(Re)veja: Melhor Especial 2017

 


11. #Reportagem

TEDx chega ao Cariri

“Aonde o vento é brisa e o céu claro de estrelas…”

>Ideias que merecem ser compartilhadas< Assim podemos resumir o maior evento de empreendedorismo do Cariri, que veio romper com tudo que trava a construção de uma sociedade melhor. Colaboração de Jéssica Santos

(Re)veja: Melhor Reportagem 2017


12. #Interdisciplina

Agrofloresta em Nova Olinda (CE)

Enquanto sustentabilidade é palavra estranha a alguns intelectuais; para seu Arthur, homem de poucas letras, é a tradução do seu cotidiano. Um exemplo para todos nós.

(Re)veja: Melhor Interdisciplina 2017


13. #@blogurbano

A melhor imagem é uma oferta da nossa professora de Direito Urbanístico, Prof.ª Dr.ª Lígia Melo.

“@blogurbano: De quanta estrutura você acha que precisa uma cidade para que todos possam por ela circular? Click de @meloligia #Fortaleza #CE #urbe #urbanox #urbanidade #circulação #instaurbem #MobilidadeUrbana”

Obrigado por esse ano incrível! Até 2018!!!

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Agrofloresta: sustentabilidade, responsabilidade e desenvolvimento em Nova Olinda (CE)

Por Mauro Cordeiro Fh. em Desenvolvimento regional, Entrevista, Outros

20 de dezembro de 2017

Instablog: @blogurbano

Enquanto sustentabilidade é palavra estranha a alguns intelectuais; para seu Arthur, homem de poucas letras, é a tradução do seu cotidiano.

Fomos ao município de Nova Olinda (CE), conversar com seu Artur, homem nascido e criado no campo, que promove economia de agricultura familiar sob o regime sustentável de desenvolvimento, há vinte e um anos.

Abertura para inovação.

Nosso entrevistado mora no Sítio Patos, distante a quatro quilômetros da cidade. No início da conversa, sobre o seu modo de cultivo, ele já foi alertando:

Esse não é um trabalho criado aqui, mas é um manejo que vem de outros países”.

Tudo começou quando um grupo de holandeses veio à região e, junto com a Associação Cristã de Base (ACB) apresentaram essa forma diferente de cultivo. No Cariri cearense, é muito comum monocultura associada ao uso de agrotóxicos e queimadas, como forma de preparar a terra para plantação. No entanto, essa prática, aliada ao clima semiárido, acaba por desertar o terreno.

Acontece que apresentaram a seu Artur outras formas de preparar a terra. Um manejo que utiliza práticas sustentáveis de compostagem, manutenção de matéria orgânica, diversidade de culturas e o uso de inseticida natural. Mesmo achando diferente, resolveu fazer a experiência que deu certo. Ele conta:

Quando a gente queima o terreno pra plantar, dá certo. Mas só dá certo mesmo na primeira vez. Na segunda vez a produção vai diminuindo, na terceira é menor e vai se acabando. A terra não aguenta porque dela só retira nutriente, não coloca nada de orgânico. Desse jeito que eu manejo agora, sempre dá certo porque eu protejo a mãe-terra, nutrindo ela”.

Até então, seu Artur só conhecia o manejo tinha aprendido com seu pai e seu avô, envolvendo máquinas, agrotóxicos e queimadas.

“ – Não há segredo, basta coragem e paciência.”

E assim, numa proposta que excluía quase tudo o que seu Artur sempre havia feito, ele apostou em fazer de sua propriedade uma “terra viva”. Três dos dezoito hectares de sua propriedade compõe o que chamam de “Agrofloresta de Nova Olinda”, devido a essa experiência de sistema agroflorestal.

Resistência no campo.

Denominam-se de sistemas agroflorestais o cultivo combinado de espécies de árvores arbóreas, agrícolas e criação de animais, de forma simultânea ou sequencial. Isso significa que, no mesmo lugar que se cultiva milho, feijão e fava, têm-se manga, maracujá e galinhas. Esse tipo de manejo permite maior benefício à terra do que a monocultura, porque a nutre diversificadamente.

Conforme sua explicação, o manejo parece ser algo bem simples. A atenção dispensada a terra prescinde de algum conhecimento e de experiência. E, de fato, seu Artur desenvolveu mesmo foi uma relação de irmandade com a natureza, compreendendo o chão semiárido em que vive.

Aqui a nossa terra é caatinga, um terreno muito pedregoso, com pouco nutriente. Por isso precisa de mais atenção ainda”.

Muitos agricultores vizinhos também apostaram nessa experiência, mas a maioria deles não teve a mesma paciência de seu Artur, que hoje é uma das poucas resistências na região.

“Quem trabalha contra a natureza, trabalha contra si próprio”

Quando os outros agricultores foram desistindo, seu Artur recebeu várias propostas para largar o manejo também:

Um pessoal lá de (…) uma vez me chamaram pra plantar com eles. Era pra fazer assim: um plantava fava, outro acerola, outro milho, e eu, era pra plantar feijão. Mas no terreno deles, eles usavam muito veneno; e eles mesmos diziam: ‘aqui eu plano e dá certo, mas eu não faço é comer’. Quer dizer, ele sabia que estavam enchendo o alimento de veneno e aquilo não servia. Muitas doenças hoje, do ser humano, vêm disso ai”.

Infelizmente a região onde mora seu Artur não é mais a mesma de vinte e um anos atrás. Devido à falta de cuidado no plantio da terra, principalmente dos seus vizinhos, o terreno não responde mais com toda fertilidade que antes. Ele lembra com pesar a falta de água que tem sido cada vez mais comum na região. Interessante que palavras como “erosão” e “lençol freático”, acabam roubando a cena no seu discurso simples:

Aqui já foi um lugar muito bom. Mas devido ao manejo errado do pessoal ai a terra foi se acabando. […] Aqui, antes, o pessoal que vinha de fora perguntava: ‘De onde é essa água?’…, aqui tinha água por todo cantomas ai acabou todo o lençol freático e a erosão acabou com tudo. Não dá mais legume, nem capim. Quem trabalha contra a natureza, trabalha contra si próprio”.

Seu Artur ainda lamenta por não ter mais quase ninguém no plantio da terra. Seus filhos não trabalham na agricultura e a maioria dos jovens do sítio, hoje, mora na cidade.

Mas, afinal, o que seu Artur tem de diferente?

Seu Artur provavelmente não conhece as muitas conferências internacionais sobre meio ambiente, sustentabilidade, clima e afins. Talvez saiba algo sobre a “casa comum” do papa Francisco. Mas, na sua simplicidade, ele conseguiu abstrair a necessidade de pensar sobre o lugar que ele mora, na intenção de melhorar sua vida e a conservar a natureza. Sua preocupação com a mãe terra, como ele chama, é sinal de ética – sensibilidade que não prescinde de conhecimentos profundos, mas de responsabilidade e determinação. Seu Artur é um filósofo nato, um intelectual orgânico: um exemplo para todos nós.

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Consciência Negra no Cariri – Marcha das Mulheres

Por Mauro Cordeiro Fh. em Cidades, Eventos, Outros, Racismo ambiental

18 de novembro de 2017

Instablog: @blogurbano

Por @DavilaFeitosa

Dia 20 de novembro, segunda-feira 8h da manhã, Paço da Prefeitura de Crato-CE.

“Pelas nossas vidas, pelo bem viver, contra todas as formas de discriminação, opressão e aniquilamento. Aquilombar é preciso”.

(Foto: Marcus Silva)

  

II MARCHA DAS MULHERES NEGAS DO CARIRI CEARENSE

A Marcha é um ato simbólico e de extrema importância para nós Mulheres Negras que somos invisibilizadas, preteridas por parte do governo, em suas estâncias. Só haverá avanço quando nossas pautas forem inseridas nas agendas governamentais, quando nossas histórias saírem do anonimato e serem estudadas nas escolas, universidades, movimento negro e feminismo.

(Foto: Divulgação)

Sabemos que representamos milhares e milhares de mulheres negras. Somos muitas em casa uma de nós. Compartilhamos de especificidades comuns, Mulheres Negras da América.

E nós, Mulheres Negras do Cariri Cearense temos nossas especificidades e demandas urgentes, na educação, na saúde, na segurança. Problemas esses que são históricos, por isso, MARCHAMOS JUNTAS, nesse 20 de Novembro.

(Foto: Divulgação)

Concentração: Segunda-feira, dia 20/11, às 8h, no Paço da Prefeitura, na cidade de Crato (CE).

 

 

Dávila Maria Feitosa é bibliotecária. Consultora na Biblio Assessoria. É youtuber [FlashBiblio] e integrante do Grupo de Mulheres Negras no Cariri, Pretas Simoa. Preta. Resistência e resiliência. Sol e praça .

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Meu corpo não é público: – “Habeas corpus”!

Por Mauro Cordeiro Fh. em Cidades, Conflitos urbanos, Direito urbanístico, Racismo ambiental

05 de setembro de 2017

Instablog: @blogurbano

Por @DavilaFeitosa

Nós mulheres compartilhamos de um mesmo temor quando precisamos sair para o trabalho, pra academia, bares, supermercado e assim por diante. É o medo de ser ESTUPRADA. A cultura do estupro faz parte dessa sociedade patriarcal na qual estamos inseridas.

Nós somos, majoritariamente, pedestres e usuárias de transporte público coletivo. E, infelizmente, isso faz com que agrave a condição de vulnerabilidade a todo tipo de abuso.

É notável que não estamos inseridas no planejamento urbano (quando esse existe!). Não se pensa sobre a nossa segurança, nesses deslocamentos: não há iluminação pública adequada, não tem policiamento eficaz, não há RESPEITO a nossa existência.

Com licença da palavra, caríssimxs leitorxs, mas o sentimento é de revolta, sim! As piadas cotidianas imergem numa linguagem de baixíssimo calão: é a expressividade da violência mergulhada na mediocridade social machista.

A mulher é “comida”, é “delícia” e “gostosa”! É a carne mais barata do mercado: leiloada a “dez contos”!

Isso é apenas o semblante de uma gigante lista de coisas que já ouvi nas ruas. É a VIOLÊNCIA que faz parte do cotidiano feminino, que nos colocam numa posição de impotência, que afeta nossa saúde psicológica, emocional e afetiva.

Quando ouvimos/relatamos casos de abuso sexual, SEMPRE se questiona sobre a veracidade do caso. Procura-se uma justificativa para o acontecido. Lamentavelmente a tendência é atribuir a culpa à vítima.

É repulsante! Se há estupro, a culpa SEMPRE é do estuprador!

Na maioria das vezes a figura do homem é pensada como um incontrolável do sexo, o que age por extinto. Esse pensamento faz com que a vítima sinta-se culpada por ter o seu corpo violado, machucado, transgredido.

Nossa exclusão nos espaços públicos é histórica, porque o espaço público é violento. Não foi pensado para nós.

O que temos diante dessa exclusão governamental é apenas a nossa voz, a nossa escrita.

É nós por nós.

Dávila Maria Feitosa é bibliotecária. Consultora na Biblio Assessoria. É youtuber [FlashBiblio] e integrante do Grupo de Mulheres Negras no Cariri, Pretas Simoa. Preta. Resistência e resiliência. Sol e praça .

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História da Praça Padre Cicero

Por Mauro Cordeiro Fh. em Cidades, Eventos, Outros

24 de agosto de 2017

#instablog@blogurbano

A Praça Padre Cícero é o novo livro de Daniel Walker (@daniel.walker).

Praça Padre Cicero (Divulgação)

Lugar de encontros, encantos e memórias: esta é a Praça Padre Cicero de Juazeiro do Norte. Sinônimo de hospitalidade, a praça central da cidade ganha livro que registra sua história.

Pesquisei muito e o resultado foi um bonito livro com 300 páginas, repleto de fotos, histórias e depoimentos, encadernado com capa dura colorida e acondicionado numa caixa protetora. Uma edição de luxo, bem à altura do merecimento da nossa querida e inesquecível Praça Padre Cicero.

A ideia agradou aos muitos caririenses, historiadores e pesquisadores, que já se manifestaram nas redes sociais do autor e esperam com ansiedade o lançamento de mais um trabalho do querido e competente Daniel Walker.

Capa do livro “A Praça Padre Cicero” (Divulgação)

O lançamento se dará no dia 26/08, sábado; as 19h30min no auditório do Memorial Padre Cícero, Praça do Cinquentenário s/n, Centro, em Juazeiro do Norte. Investimento: R$50,00

Sobre o autor: Daniel Walker é professor, escritor e jornalista, tendo mais de 40 anos dedicados à pesquisa da história do Padre Cícero, de Juazeiro do Norte e de seus personagens. Autor tem cerca de 50 obras, muitas delas sobre a vida e obra de Padre Cicero. É responsável pelo Portal de Juazeiro

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TEDx chega ao Cariri: ideias que merecem ser compartilhadas

Por Mauro Cordeiro Fh. em Desenvolvimento regional, Outros

08 de agosto de 2017

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Por @jesga.santos

Dia 26 de agosto: chegou a vez de Juazeiro do Norte romper barreiras! TEDx GiradouroPark – as pré-inscrições podem ser realizadas no site do evento e estão abertas até o dia 10.

Foto: divulgação.

Internacionalmente conhecido, o  TED é uma organização sem fins lucrativos que fomenta o empreendedorismo através de ideias que merecem ser compartilhadas”. Assumindo essa característica há 26 anos, essa rede tem se espalhado pelo mundo apresentando múltiplas iniciativas. Juazeiro do Norte sediará um desses eventos, sendo o Horto do Padre Cicero o seu palco.

Recebendo um “x” junto à nomenclatura principal, TEDx, portanto; o evento se configura como sendo de organização independente, reunindo público restrito para uma experiência em formato “TED”. Pela expressividade da Região do Cariri, do Triângulo Crajubar, o evento recebe o nome de “TEDx GiradouroPark ”. A Praça Feijó de Sá

“Giradouro tem uma representividade para sociedade local, sendo um ponto de conexão entre a cultura, a economia, a religiosidade e o desenvolvimento da população das cidades de Juazeiro do Norte, Crato e Barbalha.”

O que é o TEDx?

A ideia é

“ROMPER com as barreiras que impedem que ideias sejam compartilhadas e disseminadas. (…) romper traz na subjetividade do termo tudo aquilo que possa compor, integrar e representar a mudança que é possível a partir de discussões que provoquem a abertura da mente para todos aqueles que integram este evento. Sendo assim, quebre, mude, transforme, ROMPA tudo aquilo que lhe trave na busca para a construção de uma sociedade melhor por meio de experiências compartilhadas”.

Douglas Feitosa

A organização conta com uma grande equipe de colaboradores e voluntários, liderados por Douglas Feitosa, que é empresário, secretário Executivo de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Juazeiro do Norte; licenciado TED, responsável pelo TEDxGiradouroPark .

Coletiva (7/8/17)

 

No evento, talks com pessoas que se inseriram no mercado com projetos inovadores. É um encontro propício para criar poderosas conexões entre pensadores e personalidades transformadoras. Entre os assuntos que serão abordados, destacamos o tema de cidades inteligentes que será abordado por Renato de Castro, idealizador e membro do conselho consultivo do projeto City SmartUp.

O último evento aconteceu na capital cearense, reunião 500 pessoas. Para o TEDxGiradouroPark serão ofertadas 100 vagas. Haverá sorteio de um ingresso, pelas redes sociais. Participe!

Serviços:

TEDx GiradouroPark

26 de agosto – Horto do Padre Cicero em Juazeiro do Norte/CE

Pré inscrição até o dia 10 de agosto, no site.

site | facebook | instagram


Veja também Planejamento: um desafio urbano | diálogo urbano com Douglas Feitosa e Daniele Cruz.


Jéssica Santos é bióloga. Estuda recursos hídricos, meio ambiente, sustentabilidade e afins. É a noiva de Max ♥ . Amiga-cúmplice, um amor… essencialmente Jesga!

Aonde o vento é brisa e o céu claro de estrelas… 

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Um milagre do Padre Cicero

Por Mauro Cordeiro Fh. em #EspecialJuazeiro, Cidades

21 de julho de 2017

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especial #EuJuazeiroDoNorte

 

Num tempo em que não se falava de planejamento urbano, estatuto da cidade e afins,  Padre Cicero, na qualidade de líder político-religioso, pensou na cidade de Juazeiro do Norte: um lugar propenso ao progresso.

Juazeiro em 1911 (Reprodução)

Traço urbano-histórico.

Perceber a construção do território e identidade das cidades, no seu aspecto histórico-urbano, nos remete a compreender o crescimento e desenvolvimento da localidade. Assim, é possível fazer uma abordagem multidimensional do espaço, abrindo campo para reflexão mais aguçada sobre as dimensões sociais e jurídicos da cidade.

Fruto de uma era industrial, Juazeiro do Norte apresenta desde o início sinais dessa realidade. O sangramento da Hóstia na boca da beata Maria de Araújo, é acontecimento divisor de águas na história-urbana da Cidade. O aspecto místico – tanto da beata, quanto do padre; direciona um novo caminhar. O Nordeste se volta para a terra do Milagre… Juazeiro é a terra santa. Essa singularidade acaba por comungar e fomentar o crescimento de Juazeiro, vez que se precede da narrativa ao redor do padre, já conselheiro, e também da santa beata.

Essa característica desemboca na construção da identidade do então lugarejo. Explica Maria de Lourdes no livro A cidade do Padre Cicero:trabalho e fé (2011):

O mito Padre Cícero guarda relação com a ação econômica por ele empreendida na cidade do Joaseiro, onde a materialidade do espaço econômico guarda vinculação direta com a imaterialidade da fé.

Encontramos então os elementos principais da construção de Juazeiro, um elo interdependente composto por religião-romaria-economia.

Um povoado de romeiros.

A formação da população da cidade se deu principalmente pela vinda desses peregrinos, que acabavam se instalando por aqui. Ademais, o próprio Padre Cicero incentivava a migração e acolhia a todos sem quaisquer distinções.

No livro Entre chegadas e partidas: dinâmicas das romarias em Juazeiro do Norte (2011), Paula Cordeiro relata que

A maioria da população que deu origem ao município era formada por indivíduos miseráveis, perseguidos por questões de posse da terra, ex-cangaceiros, ex-“mulheres da vida”, “sem-terras”, retirantes das grandes secas que assolaram o Nordeste no início do século XX e portadores de doenças crônicas que no Joaseiro do Padre Cícero buscavam aconselhamento, refúgio, redenção e melhoria de condições de vida e de trabalho. Muitos desses indivíduos vinham originalmente em romaria. Para os romeiros de outrora que fixaram residência no município, é amplo o repertório de acontecimentos fantásticos, da ordem do milagroso e do sobrenatural que reconstituem os caminhos que os trouxeram para Joaseiro.

A verdade é que foi o Padre Cicero que projetou Juazeiro. Padre Murilo, no livro Padre Cicero (2002) exprime com sapiência esse fenômeno:

Padre Cicero marcou as ruas, escolheu os logradouros públicos, projetou uma cidade que se tornaria como ainda agora é: acolhedora e amiga.

Assim, certamente, podemos identificar um “Milagre em Juazeiro”, desprendido do certame e das questões históricas mais polêmicas. Esse milagre pode e se perfaz no seu crescimento espacial-populacional. A construção da população juazeirense é o sentido que possibilitou essa cidade tornar-se grande. Um pequeno lugarejo, com poucas casas, rapidamente se transforma num povoado com centenas delas.

Fazendo morada.

De início, não basta então apenas visitar e receber conselhos, mas o sentimento de pertença do romeiro é atraído a partir da sua identificação. Embora a maioria deles seja visitante, o acolhimento acaba também por ser característica predominante dessa terra até os nossos dias.

Algo diferente acontece em Juazeiro. Não se trata apenas do binômio “trabalho e oração” disseminada pelo Padre Cicero – e também regra monástica de São Bento: ora et labora –  mas, é o próprio misticismo trazido pelos romeiros que faz dessa terra uma terra santa. É um misticismo diferente dos santos europeus, ou das apropriações religiosas eruditas; é sui generis. O romeiro, com sua prática religiosa popular, entrelaçam-se na profunda devoção a Nossa Senhora das Dores, por meio do Padre Cicero, como elemento facilitador de alcançar a Cristo – redentor das suas mazelas físicas e espirituais.

Esse contexto nos leva a compreender que temos a figura de um romeiro protagonista de sua fé. É um movimento que não se esvazia no ritual, que não tem finalidade em si mesmo. A prática romeira altera substancialmente a vida dos peregrinos. O seu jeito legitimo de buscar a Deus se perfaz numa tradição, que aos poucos vai sendo formada, entre as gerações.

Em Juazeiro, a romaria dá voz aos romeiros. Cantam o que sentem. Sentem o que cantam. Celebram. Sentem-se agentes. A romaria é uma festa. O Santuário da Mãe das Dores é uma Casa alegre, iluminada, clara. Colhe as lágrimas e o suor da vida e os transforma em compromisso que testemunha. O ritual das romarias leva o romeiro a uma abertura pastoral de engajamento em suas comunidades.

Uma terra mística.

Ainda quanto ao misticismo de Juazeiro do Norte, é possível identificar essa característica do romeiro-peregrino a partir das práticas penitenciais que, realizadas na terra do Padre Cicero, ganham valor diferenciado. Certamente, o maior destaque é o “Caminho do Horto”.

Ladeira do Horto (Reprodução)

Com bastante singularidade, descreve Renata Marinho Paz em Pra onde sopra o vento: a igreja católica e as romarias de Juazeiro do Norte (2011):

O Horto seria um lugar de salvação, sendo que sua ladeira possui a conotação da via crucis, com seus cruzeiros e capelinhas erguidas pelos devotos, e pelas estações da via sacra onde os romeiros, em sua caminhada em direção à estátua, rezam um mistério do rosário, acendem velas e por vezes dão esmolas aos mendigos que se ajuntam. Em geral, a subida ao Horto é feita no segundo dia de romaria, por volta das três horas da manhã em sinal de penitência, mas também por não estar abarrotado de devotos e porque a temperatura é mais amena. Há aqueles que sobem descalços, outros com pedras na cabeça, embora para alguns romeiros o caráter de penitência e respeito tenha diminuído nos últimos anos.

É possível perceber então que a construção sinalagmática das romarias e da cidade de Juazeiro do Norte está celebrada envolta do Padre Cicero. Os outros elementos vocacionais da cidade acabam por se tornar desdobramentos dessa relação. A romaria, pois, sendo crucialmente a maior manifestação do peregrino, tem uma característica própria. É o englobamento da religiosidade, reverberado pela condição do misticismo próprio, das práticas de penitência e piedade, desenvolvidas no ambiente da Cidade, ao redor do Padre Cicero.

Os elementos ora se confundem: romeiros e romarias. Isso porque, como expressa Padre Murilo: Os romeiros do Juazeiro experimentam o mergulho da ansiedade no ritual da deambulação. (…) A romaria é uma oração nas estradas. São 500 a 600 quilômetros percorridos, rumo a Juazeiro, de todo Nordeste, carregando suas esperanças, destilando suas dores…

Assim, Juazeiro nos passa a imagem de uma cidade distinta pelo crescimento ao redor da figura do Padre Cicero, mas também do significativo fenômeno das romarias.

As peculiaridades aqui apresentadas é apenas uma porção desse traço característico. No entanto, nos são suficiente à compreender o espaço e território da Cidade de Juazeiro do Norte: uma cidade construída ao redor da fé – milagre do Padre Cicero.

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No caminho do romeiro

Por Mauro Cordeiro Fh. em #EspecialJuazeiro, Cidades

20 de julho de 2017

Siga-nos no Instagram: @blogurbano

especial #EuJuazeiroDoNorte

 

Vista sob os diversos prismas, Juazeiro do Norte tenciona a se destacar na Região do Nordeste por três elementos: romaria, religião e comércio. Na construção da sua identidade, a figura de um sacerdote católico é a sua principal referência. A sua ação líder-religiosa e social, compreendidas às formas do “padrinho” do Sertão, possibilitou a fundação da Cidade e promove o seu crescimento. A sinergia promovida dentro de Juazeiro elabora uma verdadeira vocação: é a terra que recebe os romeiros do Padre Cicero e da Mãe das Dores.

Assim, todos os anos, a Cidade recebe milhares de fiéis que vêm para demonstrarem sua fé e expressarem sua religiosidade. As romarias datam desde a época da chegada do Padre Cicero e, intensificadas, depois do primeiro acontecimento do “milagre da hóstia” em 1889.

Hoje, na Capela do Socorro, pela manhã, celebra-se uma missa em sufrágio da alma de Padre Cicero – manifestação devocional que se repete todo dia 20 de cada mês. O “dia 20” é a data de falecimento do sacerdote. Nesse mês de julho, celebra-se o 83.º aniversário de sua partida.

Nesse especial trouxemos a leitura-crônica sobre um “caminhar romeiro” que é peculiar por excelência. É a principal referência de quem anda em Juazeiro do Norte.

Romeiros no pau-de-arara (foto: Aline Salustiano)

No Caminho do Romeiro

por @little.patymirelly

Do rancho modesto nas imediações da Basílica das Dores, um caminhão carregado de romeiros, das mais diversas faixas-etárias, parte em direção ao Horto do Padre Cícero. Antes, uma Ave-Maria para que viagem seja boa. A buzina estridente sinaliza a “penitência da romaria”, nas palavras da alagoana Margarida Paixão dos Santos, de 65 anos.

A aposentada Maria Enelde Feitosa, de 76 anos, põe na cabeça um chapéu, preso a um elástico branco e também adentra ao pau-de-arara com bancos de tábuas, sem forro. No teto, apenas uma lona cinzenta protege das intempéries. O esforço de Dona Maria Enelde não é sem motivo: “render graça a meu Padim Ciço e à Mãe das Dores”. Preces em forma de canções. Benditos. Livres. Libertadores.

Ao chegar ao Horto, os romeiros depositam, com os olhos, as preces, as lágrimas e as súplicas trazidas no coração. O caminho tão longo, cheio de pedra e areia do aposentado Benildo Alves de Oliveira, de 69 anos, que viajara 570 km, é amenizado pela “luminura” da Mãe de Deus das Candeias. Elevando os olhos para o céu, cruzando as mãos e apertando-as contra o peito, solta grande suspiro e intui: “Tem um mistério na peregrinação”. Uma vez, ele conta, quando em época de romaria, ousou desafiar uma sonda, consequência de um problema delicado, para fazer o percurso ao Juazeiro. Caminhando com dificuldade, “arriando” aqui e ali, as pessoas faziam olhar de admiração e o paravam entre uma rua e outra:

– De onde o senhor vem nessa situação? O senhor é um homem de Deus. Eu posso tocar no senhor?

– Não só tocar, mas abraçar também – Ele brinca, galante. – Isso foi minha cura.

Benildo ainda lembra que, após a viagem, soube do médico que não precisaria mais ser submetido à cirurgia. Apenas ia tomar uns poucos remédios. Baixando a vista, busca na memória outro episódio em que fora “alumiado” pela Mãe das Candeias:

– Daqui só sai no ônibus! – Ele imita o tom sisudo com que o guarda lhe falara numa ocasião em que a comitiva de romeiros tivera de ser barrada pela Polícia Rodoviária Federal. Entre uma conversa e outra, justificando os motivos da viagem em pau-de-arara, conseguiu convencê-lo. O episódio, ainda hoje, é lembrado com bom humor:

Com guarda ou sem guarda, eu to aqui em Juazeiro!

Quer venham de caminhão, de ônibus, vã ou topique, Seu Benildo, Dona Enelde e tantos outros romeiros não medem esforços para chegar à terra daquele que tomaram como “padim”. E mesmo desconhecendo a rigidez dos ritos, a fé que professam, de tão simples, os levam a conhecer, de forma profunda, os desígnios de Deus. “Graças te dou, ó Pai, Senhor dos céus e da terra, pois escondeste estas coisas dos sábios e cultos, e as revelaste aos pequeninos…”

Fonte: site da Diocese de Crato

Veja também | #EspecialJuazeiroEntre memórias afetivas…

Patrícia Mirelly é jornalista. Assessora de comunicação e repórter na Diocese de Crato/CE. Andarilha, transcendente-imanente, feminista-feminina: flor(e)ser! Determinada Determinação“!

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Entre memórias afetivas…

Por Mauro Cordeiro Fh. em #EspecialJuazeiro, Cidades

19 de julho de 2017

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especial #Eu❤JuazeiroDoNorte

 

Juazeiro do Norte, localizada no sul do Ceará, é cidade referência (junto a Crato e Barbalha) da Região Metropolitana do Cariri. No próximo sábado, dia 22, registra o seu 106.º aniversário de emancipação política. E claro, não poderíamos deixar de comemorar!

Nosso empenho é para que, nesses três dias que antecedem a data comemorativa, possamos elucidar a Cidade do Padre Cícero apresentando a temática urbana em suas diversas facetas.

Hoje trouxemos a exposição “Memórias afetivas, processos de vida: Assunção Gonçalves, Artista e Educadora do Cariri Cearense“, de Ana Cláudia Assunção.

 

Abertura da Exposição

Ana Cláudia (@ana.c.assuncao) é professora no Centro de Artes Reitora Violeta Arraes Gervaiseau, em Juazeiro do Norte, da Universidade Regional do Cariri (Urca) e coordenadora do curso de Licenciatura em Artes Visuais, na mesma instituição. No seu vasto currículo, cheio de experiências e aperfeiçoamento, acrescentou-se nesse mês de julho, a conclusão do doutoramento em Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Entre os pincéis estudados, Assunção Gonçalves é uma das texturas que Ana Cláudia realça tom sobre tom. Sua tese sobressalta a artista e seu contributo para a Região.

Nas palavras da pesquisadora, Assunção Gonçalves (1916-2013) natural de Juazeiro do Norte, contemporânea de Padre Cicero e de família religiosa,

representava em sua pintura registros de uma época, memória de um lugar e da sua gente. Trouxe para suas telas cenas que contam uma história de um lugar não muito distante, um lugar guardado em suas lembranças, expressas através de suas formas e cores.

Nesse sentido, entendemos que a artista foi alguém que quis registrar a vida da cidade de Juazeiro do Norte, eternizando em suas telas o cotidiano urbano-religioso. Na pesquisa, a professora ainda estudou o processo de criação a partir da análise de materiais e técnicas usadas por Assunção, reconhecendo-os ainda como uma contribuição didática para uso em sala de aula.

Resultado de imagem para Assunção Gonçalves

Assunção Gonçalves

As relações com a cultura, a influência da artista no ambiente e do ambiente na obra…, as interpelações diversas, Padre Cicero – a Fé! Os fatos vivenciados, a elaboração de estilo,   a construção de um imaginário a partir de narrações; entre outras nuances, formou o corpus dessa tese acadêmica. Esse estudo evidencia-se com salutar por se debruçar sobre uma artista referenciada por guardar a memória da cidade de Juazeiro do Norte.

Entre as obras do acervo de Assunção Gonçalves estudado por Ana Cláudia, duas nos chamam atenção: “Juazeiro Antigo” que retrata a cidade em 1827, anterior a chegada do Padre Cicero; e o “Pacto dos Coronéis ou o Pacto da Paz“, que ilustra o inicio da vida política de Juazeiro do Norte.

(Sobre essas as obras falaremos adiante, numa publicação específica.)

Quanto à exposição, de acordo com Lucia Gouvêa Pimentel, orientadora do trabalho,

Ana Claudia não somente revela a biografia e as imagens de Assunção Gonçalves, mas também se embrenha por seus processos de pintura, fazendo experimentos a partir do que foi revelado na pesquisa e produzindo suas próprias pinturas. Em seu ofício de artista/professora/pesquisadora, Assunção Gonçalves é seu tema e sua referência, não como estilo, mas como presença imagética e como inspiração ao experimento. Materiais, cores, processos e descobertas são desvelados e se apresentam como potência-visual estética, revelando a pesquisa e camuflando os desafios de seu percurso. “Memórias afetivas, processos de vida: Assunção Gonçalves – artista e educadora do Cariri cearense” é uma exposição de afetos, recordações e sensibilidades.

Desta forma, registramos nossos parabéns à Prof.ª Dr.ª Ana Cláudia Assunção pela valiosa pesquisa no campo da Arte, que elava o nome da nossa Cidade e do nosso Povo.

A exposição aconteceu na Galeria da Escola de Belas Artes da UFMG, de 6 a 10 de julho; e em breve estará no Cariri.

 

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Nordeste, tecnologia e sustentabilidade na Expocrato 2017

Por Mauro Cordeiro Fh. em Cidades, Desenvolvimento regional

11 de julho de 2017

Siga-nos no Instagram: @blogurbano

Por @maíres.mel

A máxima, tantas vezes repetida “todos os caminhos levam a Roma”, nessa época do ano, tem um outro marco zero, e é na Expocrato.

O mundo, pela tecnologia, chega ao Nordeste.

Pela mesma tecnologia, o Nordeste chega a todo o mundo.

A essência da feira sempre foi impulsionar a criação de rebanhos e aperfeiçoar a agricultura regional, sendo o Cariri um centro de referência nesses quesitos.

Nos anos 60, já elevada à categoria de Exposição Centro Nordestina de Animais e Produtos Derivados, recebeu suas primeiras representações culturais, entre elas o Rei do Baião. Passou a ser palco de encontro das famílias e uma grande festa popular.

Esse ano, em sua 66.ª edição, tive a oportunidade de verificar, em vários dos stands do evento, o termo “sustentabilidade” ligada aos diversos produtos e serviços expostos.

O significado da palavra encerra em si certa complexidade, pois remete à integração de questões sociais, jurídicas, energéticas, econômicas e ambientais, permitindo ao ser humano a sua interação com o mundo, sem comprometê-lo. Ou seja: para ser considerado sustentável, o empreendimento, deve ser legal, ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente diverso. Mais fácil escrever que cumprir, certamente…

Pois bem… dentro desse contexto, de tecnologia, regionalidade e sustentabilidade encaixa-se a proposta do Centec, em vitrine na conceituada feira e passo a justificar:

Sala de estar de madeira reaproveitável – pallets

Brownie de Rapadura!

Ao chegar, já nos deparamos com uma confortável sala de estar, toda ela confeccionada em madeira reaproveitada de pallets. Arte realizada por empresa regional. Os trabalhos chamam atenção pela racionalização dos recursos, principalmente da água, no sistema de irrigação por gotejamento, hortas verticais e hidroponia. Há também apresentação de sistemas de Automação Industrial e Proteção Elétrica. Degustação e venda de produtos de sabor incomparável à base de pequi, babaçu e macaúba (biscoitos), rapadura (brownie ), kafta de carneiro e cerveja artesanal.

Degustação de alimentos à base de macaúba e rapadura

Sistema de proteção elétrica

Horta vertical e Sistema de hidroponia

Professores e Monitores do Centec – Fatec Cariri

O viés da educação, com responsabilidade e sustentabilidade, é cumprido fielmente. A tecnologia usada de um jeito bonito de se ver: trazendo para o mundo, em primeiro plano, a essência nordestina-cearense, caririense.

Serviços:

Indústria e Meio Ambiente: produzindo conhecimentos com sustentabilidade e responsabilidade

O Centec / Fatec Cariri, expõe na Expocrato 2017, os seguintes projetos desenvolvidos:
Sistema de hidroponia e de gotejamento;
Sistema de Lodo Ativado e reuso de água;
Apresentação e exposição de sistema de automação por CLP, Sistema elétrico de proteção industrial e residencial e sistema de corretor de potência;
Exposição, degustação e venda de produtos produzidos com frutos e produtos regionais;
– Apresentação de sistema de compostagem orgânica, e exposição e venda de amaciantes feitos com restos de sabonete e peixes ornamentais.

A stand está no Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcante, segue até domingo (16/09), aberto das 10h as 22h.

Centec – Fatec Cariri: Site | Facebook

 

 Maíres Alves Cordeiro é bióloga. Especialista em Saneamento Básico e Educação Ambiental. Mãe do Ângelo, Laíris e Caliel (e de Lua e Pompom [pet], também). O amor de Tião ♥.

Irmã e amiga; um docinho… Mel.

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Nordeste, tecnologia e sustentabilidade na Expocrato 2017

Por Mauro Cordeiro Fh. em Cidades, Desenvolvimento regional

11 de julho de 2017

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Por @maíres.mel

A máxima, tantas vezes repetida “todos os caminhos levam a Roma”, nessa época do ano, tem um outro marco zero, e é na Expocrato.

O mundo, pela tecnologia, chega ao Nordeste.

Pela mesma tecnologia, o Nordeste chega a todo o mundo.

A essência da feira sempre foi impulsionar a criação de rebanhos e aperfeiçoar a agricultura regional, sendo o Cariri um centro de referência nesses quesitos.

Nos anos 60, já elevada à categoria de Exposição Centro Nordestina de Animais e Produtos Derivados, recebeu suas primeiras representações culturais, entre elas o Rei do Baião. Passou a ser palco de encontro das famílias e uma grande festa popular.

Esse ano, em sua 66.ª edição, tive a oportunidade de verificar, em vários dos stands do evento, o termo “sustentabilidade” ligada aos diversos produtos e serviços expostos.

O significado da palavra encerra em si certa complexidade, pois remete à integração de questões sociais, jurídicas, energéticas, econômicas e ambientais, permitindo ao ser humano a sua interação com o mundo, sem comprometê-lo. Ou seja: para ser considerado sustentável, o empreendimento, deve ser legal, ecologicamente correto, economicamente viável, socialmente justo e culturalmente diverso. Mais fácil escrever que cumprir, certamente…

Pois bem… dentro desse contexto, de tecnologia, regionalidade e sustentabilidade encaixa-se a proposta do Centec, em vitrine na conceituada feira e passo a justificar:

Sala de estar de madeira reaproveitável – pallets

Brownie de Rapadura!

Ao chegar, já nos deparamos com uma confortável sala de estar, toda ela confeccionada em madeira reaproveitada de pallets. Arte realizada por empresa regional. Os trabalhos chamam atenção pela racionalização dos recursos, principalmente da água, no sistema de irrigação por gotejamento, hortas verticais e hidroponia. Há também apresentação de sistemas de Automação Industrial e Proteção Elétrica. Degustação e venda de produtos de sabor incomparável à base de pequi, babaçu e macaúba (biscoitos), rapadura (brownie ), kafta de carneiro e cerveja artesanal.

Degustação de alimentos à base de macaúba e rapadura

Sistema de proteção elétrica

Horta vertical e Sistema de hidroponia

Professores e Monitores do Centec – Fatec Cariri

O viés da educação, com responsabilidade e sustentabilidade, é cumprido fielmente. A tecnologia usada de um jeito bonito de se ver: trazendo para o mundo, em primeiro plano, a essência nordestina-cearense, caririense.

Serviços:

Indústria e Meio Ambiente: produzindo conhecimentos com sustentabilidade e responsabilidade

O Centec / Fatec Cariri, expõe na Expocrato 2017, os seguintes projetos desenvolvidos:
Sistema de hidroponia e de gotejamento;
Sistema de Lodo Ativado e reuso de água;
Apresentação e exposição de sistema de automação por CLP, Sistema elétrico de proteção industrial e residencial e sistema de corretor de potência;
Exposição, degustação e venda de produtos produzidos com frutos e produtos regionais;
– Apresentação de sistema de compostagem orgânica, e exposição e venda de amaciantes feitos com restos de sabonete e peixes ornamentais.

A stand está no Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcante, segue até domingo (16/09), aberto das 10h as 22h.

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 Maíres Alves Cordeiro é bióloga. Especialista em Saneamento Básico e Educação Ambiental. Mãe do Ângelo, Laíris e Caliel (e de Lua e Pompom [pet], também). O amor de Tião ♥.

Irmã e amiga; um docinho… Mel.