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De Cara pro Gol

por Caio Costa

Copa Conmebol 1993: a conquista ‘esquecida’ de Carlos Alberto Torres

Por Caio Costa em Ídolos

26 de outubro de 2016

Com o "Capita" no comando, o Botafogo conquistou a Copa Conmebol de 1993 Foto: Conmebol

Com o “Capita” no comando, o Botafogo conquistou a Copa Conmebol de 1993 Foto: Conmebol

Carlos Alberto Torres foi um dos grandes. O lateral direito revelado pelo Fluminense e consagrado no Santos conseguiu o que nos tempos de ouro do futebol brasileiro parecia ser inimaginável: rivalizar com o gigante Djalma Santos como um dos melhores que a posição já viu. Sua morte deixa uma lacuna no coração da camisa em que foi fundamental para a conquista da terceira estrela que ostenta.

Mas poucos citam a carreira do “Capita” como treinador. Quando muito, falam da conquista do Campeonato Brasileiro de 1983, quando comandando o Flamengo de Zico, Júnior, Andrade, Lico e Baltazar. Porém, quase nunca é lembrada a Copa Conmebol de 1993, pelo Botafogo.

Classificado para o torneio sul-americano por ter sido vice-campeão brasileiro do ano anterior, o Alvinegro da Estrela Solitária vivia um péssimo momento. O bicheiro Emil Pinheiro tinha deixado a presidência do clube e levado com ele os principais nomes botafoguense de 1992, como Renato Gaúcho – este, na verdade, já tinha saído antes – Valdeir “The Flash“, Carlos Alberto Dias, Marcio Santos, dentre outros.

O estrago foi quase imediato. Sem dinheiro, o Botafogo montou uma equipe de refugos e desconhecido. Resultado? Campanha pífia na Série A, com apenas duas vitórias em 14 jogos e míseros sete gols marcados. O rebaixamento só não aconteceu porque os clubes dos grupos A e B eram protegidos pelo regulamento.

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Mas na Copa Conmebol a história foi outra: com Sinval – atacante que passou pelo Fortaleza no início da década passada – endiabrado, o Fogão foi eliminando adversários de peso. Pela ordem: Bragantino (na época, uma potência nacional), Caracas, Atlético-MG, até chegar a final contra o tradicional Peñarol.

Depois de um empate por 1 a 1 no jogo de ida, a decisão foi no Rio de Janeiro. Nem mesmo a diretoria botafoguense acreditava, tamanho foi o susto quando 50 mil torcedores apareceram para ver o duelo. Após novo empate, desta vez em dois gols, tudo seria definido nos pênaltis. Quando De Los Santos acerta a trave esquerda de William e determina o título para os locais.

Vendo a escalação daquele Botafogo, a sensação que passa é que a conquista – a única internacional oficial de um clube carioca dentro do Maracanã até hoje – só foi possível porque no banco brilhou uma estrela. Não somente a Solitária do escudo, mas a do eterno “Capita”.

Ficha do jogo:

BOTAFOGO 2 (3) x 2 (1) PEÑAROL
Data: 30 / 09 / 1993
Local: Maracanã, Rio de Janeiro
Renda: Cr$ 8.585.800,00 / Público: 45.000 (26.276 pagantes)
Árbitro: Francisco Lamolina
Assistentes: Aníbal Hay e Osvaldo Carlomagno
Competição: Copa (Taça) CONMEBOL
Gols: Bengoechea*, 34’, Eliel, 52’, Sinval, 72’ e Otero, 90’
Cartões amarelos: Cláudio Henrique e Nélson (Bota); Bengoechea e Perdomo (Peñarol)
Botafogo: William Bacana, Perivaldo, André Santos, Cláudio Henrique e Clei (Eliomar); Nélson, Suélio e Eliel; Aléssio (Marcos Paulo), Sinval e Marcelo Costa. Técnico: Carlos Alberto Torres. Suplentes: Wagner, Eliomar, China, Fabiano, M. Paulo.
Peñarol: Rabajda, Tais, Gutiérrez, De Los Santos e Da Silva; Baltierra, Perdomo (Ferreyra), Bengoechea (Rehermann) e Dorta; Otero e Rodríguez. Técnico: Gregorio Pérez. Suplentes: Diaz, Olveira, Consani, Ferreyra e Rehermann.
Obs: Decisão por pênaltis, Botafogo 3 a 1. Marcaram Suélio, Perivaldo, André Santos (Botafogo) e Da Silva (Peñarol). Desperdiçaram Sinval (Botafogo), Ferreyra, Gutiérrez e De Los Santos (Peñarol).

Imagem de Amostra do You Tube
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Os prós e contras das mudanças na Taça Libertadores

Por Caio Costa em Taça Libertadores

28 de setembro de 2016

O Atlético Nacional comemora a Libertadores de 2016 junto à torcida. Em 2017 isso poderá ser impossível

O Atlético Nacional comemora a Libertadores de 2016 junto à torcida. Em 2017 isso poderá ser impossível

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) anunciou mudanças no formato da Taça Libertadores, principal competição de clubes do continente. De acordo com a entidade, as alterações terão como objetivo tornar o torneio mais atraente e organizado – algo reclamado há tempos por participantes, imprensa e confederações.

Prós

Uma é positiva: a duração. Antes encaixotada em apenas um semestre, a Libertadores terá início em fevereiro e final em novembro. Além de facilitar a distribuição das rodadas, pode fazer com que o campeão sul-americano chegue mais ‘inteiro’ no Mundial de Clubes da Fifa, que acontece em dezembro.

Com a possibilidade de decidir um titulo de tamanha expressão no final do ano, talvez os clubes consigam segurar por um pouco mais de tempo as suas revelações, uma vez que entre julho e agosto o assédio europeu é gigantesco em cima dos principais jogadores do continente.

De acordo com o que foi divulgado até o momento, dez clubes não classificados para as oitavas de final da Copa Libertadores, terão vaga na Sul-Americana, algo similar ao que acontece entre UEFA Champions League e Liga Europa, o que provavelmente irá melhorar o nível técnico da outra competição.

Com menos jogos acumulados em pouco tempo, os clubes poderão planejar melhor seus calendários e provavelmente terão sempre seus melhores nomes em campo, com menos riscos de lesões musculares, por exemplo. O que aumentaria a qualidade das partidas.

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Contras

Ainda será levada ao conselho da Conmebol, mas uma das propostas é fazer com que a decisão seja em um jogo único, em campo neutro, nos moldes da UEFA Champions League. Aqui, um tiro no pé. Além dos deslocamentos na América do Sul serem bem mais complicados do que na Europa, o poder aquisitivo do sul-americano é menor do que o do europeu. Pegando por exemplo o duelo decisivo deste ano: Atlético Nacional de Medellín contra Independiente Del Valle: quantos dos que lotaram os dois estádios terão condições de atravessarem o continente para ver o jogo? Será um festival para turistas, não para torcedores.

Nem tudo que é feito na Europa tem que ser copiado. O futebol da América do Sul perdeu quase tudo dos seus melhores momentos: os grandes jogadores, as principais promessas e até mesmo os treinadores de mais qualidade não estão mais aqui. O que sobra? O amor ao esporte e as suas tradições. Uma delas, a própria Taça Libertadores e suas particularidades. Já pensou algo mais artificial do que uma decisão entre Flamengo x Boca Juniors disputada no MetLife. em New Jersey. Se levaram o centenário da Copa América para os EUA é provável que façam o mesmo com esse grande jogo.

O que pode ser positivo, também pode jogar contra: durando o ano todo, os clubes podem perder seus destaque no início da temporada europeia e assim chegarem enfraquecidos na reta final, que poderá se tornar na verdade uma competição entre sobreviventes, não um combate dos melhores.

Ranking

O repórter uruguaio Martin Chiarquero divulgou que cinco vagas seriam dado pelo ranking de clubes, que atualmente é usado para definir os cabeças de chave dos grupos, mas o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez negou a informação.

De acordo com o dirigente, todas as vagas terão de ser conquistadas pelas agremiações, sem qualquer tipo de convite ou vaga cativa. 

No passado

Até a década de 1980 era comum a Copa Libertadores ter seu derradeiro jogo em duelo único em campo neutro, mas era apenas em caso de partidas desempate. O Flamengo, em 1981, conquistou o título assim. Depois de vencer o Cobreloa, no Maracanã por 2 a 1, o time de Zico foi derrotado em Santiago por 2 a 0. No terceiro confronto, em Montevidéu, triunfo rubro-negro e título brasileiro.

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Lateral é o quinto cearense a ser convocado pela seleção neste século

Por Caio Costa em Seleção Brasileira

27 de setembro de 2016

O cearense Wendell foi convocado por Tite

O cearense Wendell foi convocado por Tite

Na última segunda-feira (26), o técnico da Seleção Brasileira, Tite, convocou os substitutos de Marcelo e Casemiro, ambos do Real Madrid, cortados por lesão para os jogos contra Bolívia e Venezuela pela Eliminatória para a Copa do Mundo de 2018.

Para o lugar do volante madridista, foi chamado Rafael Carioca, do Atlético-MG. Já na vaga do lateral esquerdo, entra Wendell, que defende o Bayer Leverkusen, da Alemanha.

Natural de Fortaleza, Wendell tem 22 anos e começou a carreira nas categorias de base do Icasa, onde ficou ate 2009. Naquela temporada, assinou seu primeiro contrato como profissional pelo Juazeiro Empreendimentos. De lá para cá, atuou por Iraty, Londrina, Grêmio, até desembarcar em terras germânicas em 2014.

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Nesta temporada, o lateral-esquerdo disputou cinco partidas do Campeonato Alemão – titular em quatro delas – e uma pela Liga dos Campeões da UEFA.

Quarto cearense 

Com passagens por seleções de base, Wendell é o quinto cearense a ser convocado para a equipe principal da Canarinho neste século. Desde de 2001, também foram chamados: o centroavante Jardel, os volantes Dudu Cearense e Jônatas e o atacante Osvaldo.

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Cearenses se destacam na abertura do Gauchão

Por Caio Costa em Cearenses pelo Mundo

31 de janeiro de 2016

Everton marcou seu nono gol com a camisa do Grêmio

Everton marcou seu nono gol com a camisa do Grêmio

Não é de hoje que jogadores cearenses se destacam defendendo clubes gaúchos. Nos anos 80, Jorge Veras deixou a sua marca com a camisa do Grêmio, recebendo até o apelido de “Homem Grenal”, pelos gols marcados contra o Inter, que na época contava com Taffarel. Na década seguinte, Jardel fez história no Tricolor e mais recentemente foi Iarley que brilhou pelo Internacional.

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Começou Bem

E pelo jeito, logo na abertura do Gauchão 2016, essa tradição pode ser ampliada. Visto como joia pelo Grêmio, o atacante Everton, que começou a carreira no Fortaleza, marcou o segundo do Tricolor Imortal, que venceu, de virada, o Brasil de Pelotas por 3 a 1.

Especulado em grandes clubes europeus, Everton já disputou 45 partidas pelo time gaúcho e o deste domingo (31) foi o nono como profissional.

Robinho marcou o primeiro gol do Novo Hambugo no Campeonato Gaúcho

Robinho marcou o primeiro gol do Novo Hambugo no Campeonato Gaúcho

Cria do Ceará também marca

Emprestado pelo Ceará para o Novo Hambugo, o atacante Robinho, de 19 anos, começou com o pé direito a sua primeira passagem como profissional longe dos gramados nordestinos. Ele abriu o marcador da vitória do popular Noia, por 2 a 0 sobre o Cruzeiro de Porto Alegre.

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Campeonatos Estaduais: confira os ‘medalhões’ que vão estar presentes em 2016

Por Caio Costa em Campeonatos Estaduais

27 de janeiro de 2016

Depois de uma longa ausência, o Blog De Cara pro Gol aproveita o início da temporada em gramados brasileiros para reaparecer. O assunto poderia ser as novelas do Campeonato Cearense, que segue a tradição de ter os bastidores mais movimentados do que os próprios jogos, mas para dá um pontapé inicial em 2016, vamos falar de algo sempre presente nos estaduais: os veteranos.

Alguns deles ainda correm atrás do brilho de tempos antigos. Outros, surgem como esperança de equipes e emergentes em seus estados. Porém, uma coisa é fato: todos são atrações em seus clubes, seja apenas pela grife ou pelo o que ainda conseguem render.

Aos 38 anos, Araújo retornou ao futebol pernambucano

Aos 38 anos, Araújo retornou ao futebol pernambucano

Araújo (38 anos – Central de Caruaru)

Quem viveu o final dos anos 90 e início dos 2000 lembra bem: Araújo, então atacante do Goiás, era um dos jogador mais cobiçados do Brasil. Na época, chegou a ser convocado paras as seleções olímpica e principal comandadas por Wanderley Luxemburgo. O tempo passou, Araújo deixou o Esmeraldino, atuou na Àsia e ainda defendeu Cruzeiro, Fluminense e Náutico. Este ano, já marcou gol pelo Central de Caruaru, rival do Porto, equipe onde começou a carreira.

O interminável Paulo Baier acertou com o São Luiz de Ijuí Foto: Divulgação

O interminável Paulo Baier acertou com o São Luiz de Ijuí Foto: Divulgação

Paulo Baier (41 anos – São Luiz-RS)

Nos últimos tempos, um jogador virou sinônimo de veterano no futebol brasileiro: o interminável Paulo Baier. Aos 41 anos, ele pode não ser mais tão decisivo quanto em outros tempos em que era um dos mais valorizados meias no cenário nacional, mas ainda quer mostrar serviço. E é nisso que o São Luiz de Ijuí confia para a disputa da divisão de acesso do Gauchão.

Carlinhos Bala ainda marca seus gols pelo América-PE Foto: Guga Matos/JC Imagem

Carlinhos Bala ainda marca seus gols pelo América-PE Foto: Guga Matos/JC Imagem

Carlinhos Bala (36 anos – América-PE)

O folclórico atacante pernambucano segue marcando presença em gramados nordestinos. Depois de brilhar com as camisas de Santa Cruz, Náutico e Sport, Carlinhos Bala, que também já defendeu as cores do Fortaleza, acertou o seu retorno ao América.

Valdson ainda é jogador profissional Foto: Divulgação

Valdson ainda é jogador profissional Foto: Divulgação

Valdson (40 anos – Paraíso-TO)

Aos 40 anos, o ex-zagueiro de Ceará e Fortaleza, que também passou por Botafogo, Flamengo e Corinthians, foi anunciado como o novo reforço do Paraíso para o Campeonato Tocantinense.

Marcelinho Paraíba (40 anos – Oeste)

Depois de uma passagem frustrante pelo Fortaleza em 2014, o meia-atacante teve um bom 2015. Apesar do rebaixamento do Joinville para a segunda divisão, Marcelinho não foi mal pelo time catarinense. Aos 40 anos, ele vai disputar a Série A1 do Campeonato Paulista pelo Oeste.

Mancini vai disputar o Campeonato Mineiro pelo Villa Nova

Mancini vai disputar o Campeonato Mineiro pelo Villa Nova

Mancini (35 anos – Villa Nova-MG)

Apesar de ter feito parte do elenco do América-MG que subiu para a primeira divisão, Mancini perdeu espaço no elenco do Coelho e deixou o clube. Agora, o ex-jogador de Atlético-MG, São Caetano, Roma, Internazionale e Milan vai disputar o Campeonato Mineiro pelo tradicional Villa Nova.

Fábio Júnior acertou com o Villa Nova Foto: Divulgação/BOA

Fábio Júnior acertou com o Villa Nova Foto: Divulgação/BOA

Fabio Júnior (37 anos – Villa Nova-MG)

No Villa Nova-MG, Mancini terá a companhia de Fábio Júnior. Aos 38 anos, o ex-atacante de Cruzeiro, Roma, Atlético-MG, Palmeiras, dentre outros clubes, quer retomar o caminho dos gols, agora com a camisa do Leão do Bonfim.

Roger Guerreiro disputou a Eurocopa de 2008 pela Polônia Foto: UEFA

Roger Guerreiro disputou a Eurocopa de 2008 pela Polônia Foto: UEFA

Roger Guerreiro (33 anos – Villa Nova-MG)

Revelado pelo Corinthians, Roger ficou conhecido por ter sido expulso contra o River Plate, na Libertadores de 2003, facilitando a eliminação alvinegra. Depois de passar pelo Flamengo, chegou ao futebol polonês, onde se naturalizou e atuou pela seleção local. Este ano, o meia, que começou a carreira como lateral-esquerdo, vai se juntar ao veteranos Fábio Júnior e Mancini no Villa Nova-MG.

Richarlyson vai defender o Novorizontino

Richarlyson vai defender o Novorizontino

Richarlyson (33 anos – Novorizontino)

Tricampeão brasileiro entre 2006 e 2008 pelo São Paulo e da Taça Libertadores da América de 2013 pelo Atlético-MG, Richarlyson chegou até a abandonar os gramados, até ser resgatado no ano passado pela Chapecoense. Aos 33, o jogador que teve passagens por Santo André, Fortaleza, Vitória e Seleção Brasileira, acertou com o Novorizontino para a disputa do Paulistão.

Morais (32 anos – São Bento)

Poucos lembram, mas o meia de 32 anos esteve na primeira convocação de Dunga na Seleção Brasileira, ainda em 2006. De lá pra cá, rodou por vários clubes após deixar o Vasco, chegou a abandonar os gramados e após disputar a Série B do ano passado pelo CRB, acertou com o São Bento.

Rodriguinho (33 anos – São Bento)

Artilheiro do Santo André vice-campeão paulista de 2010 e integrante do elenco do Fluminense vencedor da Série A daquele mesmo ano, o atacante Rodriguinho é a esperança de gol do São Bento no Paulistão desta temporada.

Marcelo Cordeiro (34 anos – São Bento)

Conhecido por boas passagens por Vitória, Internacional e Botafogo, Marcelo Cordeiro, de 34 anos vai disputar o Campeonato Paulista pelo São Bento. O lateral-esquerdo também possui no currículo um título da Copa do Nordeste, em 2014, pelo Sport.

Ex-Flamengo e Vasco, Souza está de volta ao Madureira

Ex-Flamengo e Vasco, Souza está de volta ao Madureira

Souza (33 anos – Madureira)

Mais de 15 anos depois de redar o Brasil e o mundo defendendo clubes do calibre de Vasco, Flamengo, Corinthians, Bahia, Vitória e Goiás, Souza “Caveirão” está de volta ao Madureira, equipe onde atuou nas categorias de base. O atacante chega com a missão de reerguer o Tricolor Suburbano, que na temporada passada foi rebaixado para a Série D.

Ex-Fortaleza e Ceará, Luiz Carlos está no Bangu Foto: Site Super Gol

Ex-Fortaleza e Ceará, Luiz Carlos está no Bangu Foto: Site Super Gol

Luiz Carlos (35 anos – Bangu)

Velho conhecido das torcidas de Ceará e Fortaleza, Luiz Carlos continua requisitado no mercado da bola devido ao seu faro de gol. Aos 35 anos, o “Imperador” vem sendo titular do Bangu nos jogos amistosos de preparação para a disputa do Campeonato Carioca.

Magnum (34 anos – Bangu)

Conhecido do futebol do Norte e Nordeste por ter atuado por grandes clubes da região, como Paysandu, Vitóriae Remo, com relativo sucesso, além de ter sido campeão Paulista de 2006 pelo Santos, Magnum é uma das esperanças do Bangu no próximo Campeonato Carioca.

Hoje no América-RJ, Jean já brilhou pelo Flamengo

Hoje no América-RJ, Jean já brilhou pelo Flamengo

Jean (33 anos – América-RJ)

Jean está para sempre na história do Campeonato Carioca por ter marcado todos os três gols do Flamengo na decisão de 2004, contra o Vasco, dando ao Rubro-Negro mais um título da competição. Atualmente, o atacante que já passou por Santos, Corinthians e Fluminense, é uma das apostas do América no retorno do clube à elite do futebol fluminense.

Fábio Braz (37 anos – América-RJ)

Zagueiro, que passou sem deixar saudade por Vasco e Corinthians, está no América-RJ depois de longa passagem pelo Brasiliense. Aos 37 anos, é titular do Mecão que se prepara para a disputa do Campeonato Carioca deste ano.

Lenílson (34 anos – Anápolis-GO)

Campeão Brasileiro pelo São Paulo em 2006 e 2007, Lenílson vai disputar o Campeonato Goiano pelo Anápolis. Aos 34 anos, o meia-atacante, que venceu a Série D de 2013 com a camisa do Botafogo-PB, já defendeu outros 15 clubes ao longo de sua carreira profissional.

Gil, "O legislador" vai para a segunda temporada no Juventus Foto: Divulgação

Gil, “O legislador” vai para a segunda temporada no Juventus Foto: Divulgação

Gil (35 anos – Juventus-SP)

Ídolo do Corinthians no início da década passada e conhecido por uma frase pra lá de de engraçada (escute aqui), o atacante Gil, que também já atuou por grandes clubes como Flamengo, Cruzeiro e Internacional, segue no Juventus da Mooca. Este ano, o clube paulistano vai disputar a Série A2 do estadual.

Élder Granja (33 anos – Juventus-SP)

Campeão Mundial de clubes em 2006 pelo Internacional e com passagens por Palmeiras, Vasco e Atlético-MG, o lateral-direito Élder Granja é um dos reforços do Juventus para retornar à Série A1 do Campeonato Paulista, que não disputa desde 2007.

 

Fábio Simplício reforça o Batatais na Série A2

Fábio Simplício reforça o Batatais na Série A2

Fábio Simplício (36 anos – Batatais-SP)

Revelado pelo São Paulo no início dos anos 2000, Fábio Simplício fez carreira no futebol italiano atuando por Parma, Palermo e Roma. Depois de passagem discreta por equipes japonesas, o volante de 36 anos estava sem clube, até que acertou com o Batatais para a disputa da Série A2 do Paulistão.

André Cunha (36 anos – Batatais – SP)

O melhor momento da carreira de André Cunha foi em 2004, quando apareceu no cenário nacional atuando pela Ponte Preta. Depois, acertou com o Palmeiras, onde não se firmou. Em 2006, foi vice-campeão cearense pelo Fortaleza, onde ficou marcado pelos dribles que tomou de Reinaldo Aleluia no primeiro jogo da decisão contra o Ceará. Desde então, rodou por vários clubes, passou até pelo futebol angolano e atualmente veste a camisa do Batatais.

André Luiz (34 anos – Brasiliense)

Com uma vasta ficha corrida, o zagueiro André Luiz, ex-Santos, Botafogo, São Paulo, Fluminense, Benfica, dentre outros, comprova a tradição do Brasiliense em ter veteranos em seus elencos.

Baiano (37 anos – Brasilia)

O veterano Baiano, conhecido principalmente por suas passagens por Santos, Vitória, Atlético-MG, Palmeiras, Boca Juniors e Vasco, além de ter vestido a camisa da Seleção Brasileira Olímpica de Wanderley Luxemburgo em 2000, segue a sua peregrinação no futebol da capital federal. Depois de defender Brasiliense e Gama, o jogador de 37 anos é o mais novo reforço do Brasilia para o Candangão.

O 'Rei do Danone' vai atuar pelo Comercial-MS, entre um jogo e outro, acompanhe o Instagram dele Foto? Reprodução/Instagram

O ‘Rei do Danone’ vai atuar pelo Comercial-MS, entre um jogo e outro, acompanhe o Instagram dele Foto: Reprodução/Instagram

Aloísio Chulapa (40 anos – Comercial-MS)

O Rei do Danone segue distribuindo irreverência por aí. Já quarentão, o atacante campeão mundial de clube em 2005 pelo São Paulo e que já atuou por Flamengo, Goiás, PSG, além de uma discretíssima passagem pelo Ceará em 2010, vai disputar o campeonato sul-matogrossense pelo Comercial. –

Wellington Monteiro (37 anos – Guarani de Venâncio Aires)

Outro campeão mundial pelo Internacional que continua em atividade, mesmo que em divisões menores, é o volante Wellington Monteiro. Aos 37 anos, o jogador, que também já defendeu Vasco, Fluminense e Goiás, estava sem clube desde 2014, mas acertou com o Guarani de Venâncio Aires, que disputará a divisão de acesso do Campeonato Gaúcho.

 

 

 

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Série C: Trabalhos de longo prazo marcam clubes classificados para o mata-mata

Por Caio Costa em Série C

28 de setembro de 2015

Marcelo Chamusca chegou ao Fortaleza no final de 2013, teve um breve hiato no início do ano, mas logo retornou Foto:facebook/FortalezaEC

Marcelo Chamusca chegou ao Fortaleza no final de 2013, teve um breve hiato no início do ano, mas logo retornou Foto:facebook/FortalezaEC

No último final de semana foram definidos os oito classificados para as quartas de final da Série C do Campeonato Brasileiro, entre eles está o Fortaleza, que ao golear o Águia de Marabá assegurou a primeira colocação do Grupo A da competição e vai enfrentar na fase decisiva o Brasil de Pelotas.

Os demais confrontos são os seguintes: ASA-AL x Tupi, Portuguesa x Vila Nova-GO e Londrina x Confiança. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda vai divulgara oficialmente as datas dos duelos.

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Trabalhos longos

Entre os clubes que ainda sonham com o acesso, a maioria possuem algo em comum: apostaram em trabalhos de longo prazo com seus treinadores, sem as tradicionais trocas de comando a cada tropeço indesejável. Um deles é o próprio Tricolor de Aço. Marcelo Chamusca chegou ao Pici no final de 2013, teve uma breve saída do clube no início da temporada, mas rapidamente retornou ao Pici.

O adversário do Leão, o Brasil de Pelotas, tem um exemplo ainda melhor. Rogério Zimmermman assumiu o Xavante em 2012. De lá para cá já comandou o Rubro-Negro em mais de 300 jogos oficiais, tirou o time da segunda divisão do Gauchão, além de ter subido da Série D para a C.

Rogério Zimmermman comanda o Brasil desde 2012 Foto: Ítalo Santos/GEB

Rogério Zimmermman comanda o Brasil desde 2012 Foto: Ítalo Santos/GEB

Em casa

Se existe jogador que se sente em casa atuando por algum clube, o mesmo deve valer para técnicos. Pelo menos no caso entre Vica e ASA. O treinador, que já tinha comandado o Fantasma entre 2008 e 2011, retornou à equipe de Arapiraca em agosto do ano passado.

Se no ano passado ele não conseguiu levar o time à fase decisiva da Terceirona, desta vez a vaga não escapou. Após campanha regular e uma boa arrancada na reta final, o ASA garantiu o segundo lugar do grupo A e vai decidir o acesso contra o Tupi-MG.

O Confiança de Betinho desbancou o América-RN no Grupo A

O Confiança de Betinho desbancou o América-RN no Grupo A

Revelação

Bom meia de Juventus-SP, Cruzeiro e Palmeiras entre os anos 80 e 90, Betinho pode ser considerado uma das revelações de técnicos que despontaram no futebol nordestinos nos últimos tempos. Com pouca experiência no cargo – o maior feito tinha sido evitar o rebaixamento à Série C do Guaratinguetá em 2013 – o ex-jogador assumiu o Confiança em março de 2014.

Mais de um ano depois, o Dragão Azul foi bicampeão estadual, conquistou o acesso para a Série C e de forma improvável tirou o tradicional América de Natal da fase decisiva do campeonato desta temporada.

O recordista

Se você poderia achar que Rogério Zimmermman, que está no Brasil de Pelotas desde 2012, seria o treinador com mais tempo de clube entre os que ainda lutam pelo acesso á Série B, se enganou. Esse inacreditável status fica com Claudio Tencati, do Londrina.

O técnico chegou ao Tubarão em março de 2011 e fez a equipe ressurgir no cenário nacional. Pelo LEC, conquistou os títulos da segunda (2011) e primeira (2014) divisões do Campeonato Paranaense, além de subir para a Série C nacional.

Cláudio Tecate está no Londrina desde 2011 Foto: Divulgação/ Londrina

Cláudio Tecate está no Londrina desde 2011 Foto: Divulgação/ Londrina

Dos outros classificados, apenas um trocou de treinador ao longo do campeonato

Apenas a Portuguesa chega à fase de decisiva da Série C tendo trocado treinador. O experiente Estevam Soares retornou ao Canindé – tinha comandado a Lusa em 2008 – no final do mês de junho, quando o clube paulista demitiu Júnior Lopes, seu técnico no início da competição.

Já o Vila Nova-GO conta com Márcio Fernandes desde de fevereiro. O ex-técnico de Santos e Fortaleza, levou o Tigre ao título da Segunda Divisão Goiana. Por sua vez, o Tupi é comandado por Leston Júnior, que assumiu o Galo em março, ainda durante o Campeonato Mineiro.

 

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Série D: mata-mata definido e com duelo digno de cinema

Por Caio Costa em Futebol Brasileiro

14 de setembro de 2015

O tradicional Remo segue vivo na Série D Foto: Facebook/Clube do Remo

O tradicional Remo segue vivo na Série D Foto: Facebook/Clube do Remo

Em 1980 o cineasta Cacá Diegues lançou o filme “Bye Bye Brasil“. A fita, indicada à Palma de Ouro no tradicional Festival de Cannes conta a história da Caravana Rolidei, que cruzava o país fazendo performances circenses principalmente para públicos humildes, que ainda não tinham acesso à televisão.

O futebol brasileiro tem a sua própria versão da caravana. Os astros não são nomes consagrados da dramaturgia nacional, como José Wilker e Bety Faria, e sim jogadores desconhecidos que disputam a Série D do Campeonato Nacional. Quatro e último escalação da CBF, a competição é a única que reúne clubes de todos os estados e regiões do território da nação.

Após a primeira fase, foram definidos os confrontos do mata-mata e um deles em especial mostra o caráter desbravador do Campeonato: o duelo entre Ypiranga, do Rio Grande do Sul e o Rio Branco, do Acre. Para se ter uma ideia, a distância entre Erechim para a capital acreana – em linha reta – é de 2.533,33 Km, mas o trajeto de condução – levando em conta o caminho por estradas – é de 3.682 Km. Será uma verdadeira odisseia.

Jogadores de Ypiranga e Rio Branco vão - literalmente - cruzar o país

Jogadores de Ypiranga e Rio Branco vão – literalmente – cruzar o país Foto: Google

Camisas tradicionais

O Clube do Remo segue vivo na luta para retornar à Série C. Vencedor do seu grupo, o Leão Paraense vai encarar o Palmas por uma vaga na próxima fase. O time do Baenão conta com nomes conhecidos do futebol cearense como o goleiro Fernando Henrique, ex-Ceará, o volante Leandro, o zagueiro Ciro Sena e o arqueiro Fabiano, todos com passagens pelo Fortaleza.

Cearense em busca do quinto acesso nacional

O técnico Flávio Araújo continua com o sonho de conseguir o seu quinto acesso nacional. O seu time, River-PI, garantiu a primeira colocação do seu grupo e vai ter pela frente o Estaciano, atual vice-campeão sergipano.

Flávio subiu o Icasa (da C para B em 2009), o América-RN (C para B em 2011), o Sampaio Corrêia (da D para C e, 2012 e da C para a B no ano seguinte).

Interior de São Paulo

Duas vezes vice-campeão brasileiro (2000 e 2001) e finalista da Libertadores de 2002, o São Caetano quer retornar ao cenário nacional. O Azulão vai ter pela frente o Coruripe, de Alagoas. Tradicional força do interior paulista, o Botafogo de Ribeirão Preto, que colocou mais de 16 mil pessoas no estádio Santa Cruz para o duelo contra o Gama pela última rodada da fase grupos, enfrenta no mata-mata o CRAC-GO.

Confira os confrontos

Coruripe-AL x São Caetano-SP
Botafogo-SP x Crac-GO
Palmas-TO x Remo-PA
Caldense-MG x Rio Branco-ES
Lajeadense-RS x Central-PE
Rio Branco-AC x Ypiranga-RS
Estanciano-SE x River-PI
Operário-PR x Campinense-PB

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Atacante cearense desconhecido faz testes no Vasco

Por Caio Costa em Cearenses pelo Mundo

28 de julho de 2015

Natural de Nova Russas, Sabão pode acertar com o Vasco Foto: Futrio

Natural de Nova Russas, Sabão pode acertar com o Vasco Foto: Futrio

Vivendo má fase na Série A do Campeonato Brasileiro, onde é 18º colocado com 12 pontos ganhos e dentro da zona de rebaixamento, o Vasco da Gama ainda perdeu o atacante Gilberto, artilheiro do time na conquista do estadual deste ano para o Chicago Fire, da Major League Soccer (MLS), dos EUA.

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Com isso, o técnico Celso Roth pediu reforços para o setor ofensivo da equipe e um desconhecido cearense pode aparecer vestindo a camisa cruz-maltina. Natural de Nova Russas, Sabão está fazendo testes no clube de São Januário e caso aprove o treinador, deve ser contratado.

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Nas últimas duas temporadas, o atacante de 23 anos defendeu o Gonçalense, que em 2015 disputou a segunda divisão do Campeonato Carioca. Ao todo, foram 16 gols pelo time de São Gonçalo, com quem possui vinculo até o final de 2020.

Confira no vídeo lances do jogador

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7 a 1 – Um ano da goleada que ainda não acabou

Por Caio Costa em Futebol Brasileiro

07 de julho de 2015

Um ano do 7 a 1 e pelo jeito nada foi aprendido Foto: Fifa.com

Um ano do 7 a 1 e pelo jeito nada foi aprendido Foto: Fifa.com

Nesta quarta-feira (8) acontece o primeiro aniversário do maior vexame da história do futebol brasileiro. O fatídico 7 a 1 sofrido diante da Alemanha em plena semifinal de Copa do Mundo em um estádio Mineirão completamente lotado e chocado após testemunhar o baile promovido pelos germânicos. E exatos 365 dias depois, parece que a CBF nada aprendeu com o ocorrido.

A primeira atitude foi contratar Gilmar Rinaldi para ser o gerente de seleções. No mínimo um erro estratégico, uma vez que o desde a sua aposentaria o ex-goleiro é mais conhecido por ter sido empresário de vários atletas do que como um gestor. Alias, na vez que teve essa função fracassou no Flamengo. Além disso, para um entidade que vive uma crise de credibilidade, nada pior tem alguém que vivia de negociação de jogadores para o comando.

O segundo erro foi a volta de Dunga. Se o 7 a 1 deveria mostrar que a cultura de resultados a qualquer custo, sem grandes preocupações com a qualidade técnica de jogo, tinha se esgotado e que era necessário uma mudança de filosofia, o capitão do tetra não era o nome ideal. Pode até conseguir montar uma equipe competitiva – como o fez entre 2006 e 2010 – mas não vai deixar frutos para as gerações seguintes, uma vez que nada de novo, de moderno, será tentado por um treinador que ainda acha que o melhor caminho é prender os volantes (como se fazia quando ele ainda estava em campo), só para citar um exemplo.

Tudo bem, futebol não é ciência exata. Tanto que a AFA é tão ou mais bagunçada do que a CBF e a Argentina, apesar da seca de títulos, chegou as finais das últimas duas competições que disputou. Ou seja, mesmo com todos os problemas administrativos, é possível ter um trabalho de campo melhor.

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Mas se na seleção principal ocorrem erros, na base o cenário consegue ser pior. Até quando acerta, a CBF erra. Vide a demissão de Alexandre Gallo, que realmente vinha mal e não merecia ter tanto status na entidade, mas recebeu o bilhete azul logo depois de ter convocado o time para o Mundial Sub-20. Seu sucessor, Rogério Micale, que levou o grupo ao vice-campeonato, sequer pôde mudar a convocação. Mostrando que planejamento passou foi longe.

Agora, a CBF vem com “Conselho de Desenvolvimento Estratégico”, que terá a presença de ex-técnicos da Seleção Brasileira como Sebastião Lazaroni, Paulo Roberto Falcão, Carlos Alberto Parreira, dentre outros para discutir os futuros do esporte no país. Sem querer menosprezar a experiência dos citados, será que só isso resolve? Uma opinião mais nova não poderia ser útil? Trazer alguém com vivência nos principais campeonatos europeus não poderia dar uma arejada nas ideias? É claro que sim. Mais do que isso, seria fundamental para que tudo que tem sido feito fosse devidamente revisto.

Enfim, um ano de 7 a 1, pouco se aprendeu e cada atitude da cúpula do futebol brasileiro, que atualmente vê José Maria Marin preso na Suíça por envolvimento com o escândalo de corrupção na Fifa, a sensação que é fica é a de que a Alemanha ainda está marcando gols no Mineirão.

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Há 43 anos nascia Zidane e o futebol ganhava um gênio para a eternidade

Por Caio Costa em Grandes Craques

23 de junho de 2015

Zidane brilhou por vários clubes e pela Seleção Francesa

Zidane brilhou por vários clubes e pela Seleção Francesa

23 de junho de 1972, nascia em Marselha o maior jogador francês de todos os tempos e um dos grandes da história do esporte. Filho de imigrantes argelinos, Zinedine Zidane conseguiu nas décadas de 1990 e 2000 o que parecia ser impossível: superar os feitos de Michel Platini, até então, o principal talento saído da terra de Napoleão.

Cerebral, genial, frio e predestinado. Adjetivos não faltam para o meia que começou no modesto Cannes, onde ficou de 1998 a 1992, quando se transferiu para o Bordeaux. No clube da cidade dos vinhos, um ainda cabeludo Zidane já mostrava que era um fora de série. Levou a equipe à final da Copa da UEFA (atual Liga Europa) de 1996 e nem mesmo a derrota para o Bayern de Munique de Klinsmann, Matthäus, Scholl e Kostadinov ofuscou o projeto de craque que foi logo contratado pela Juventus.

Veja o gol de placa de Zidane, pelo Bordeaux, contra o Sevilla pela Copa UEFA 1995-95

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Em Turim se firmou como um dos maiores do futebol europeu. Jogadas geniais, títulos (um Mundial Interclubes, uma Supercopa da Europa, e dois campeonatos Italianos) e grandes atuações. Porém, o fato de Del Piero ser o grande xodó dos torcedores o deixava em segundo plano, o que fez com que ele trocasse – em uma transação milionária transação – a Itália pela Espanha, mais precisamente Madri.

Melhores momentos de Zidane na Juventus

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Só que antes de se consagrar nos Merengues, o garoto de Marselha, que quando criança queria ser o uruguaio Ezno Francescolli, conseguiu algo que apenas gente como Pelé, Guisseppe Meazza e Johan Cruyff: mudar o patamar da sua seleção dentro do mundo do futebol. Antes vista como uma eterna perdedora, a França virou uma das maiores potências do mundo quando o teve com a camisa 10.

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Na Copa de 1998, Zidane fez uma primeira fase discreta, mais lembrada pela expulsão contra Arábia Saudita, mas foi como se ele tivesse guardado brilho para o final. Os dois gols de cabeça na decisão contra o Brasil escreveram o seu nome para sempre. Mas o camisa 10 dos Les Bleus não parou por ai. Na Euro 2000, também vencida pelos franceses. foi genial em toda competição, contra Espanha (quartas de final) e Portugal (semi) só não fez chover. E não é nenhum absurdo pensar que se Zinedine não tivesse se lesionado uma semana antes do Mundial de 2002, que os gauleses pudessem levar o bi em solo asiático.

O camisa 10 arrebentou na Euro 2000

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Com a camisa do Real Madrid, foi “O” galático do tal falado “time de galáticos”. Ronaldo, Figo, Beckham, Raul, todos  – uns menos outros mais – tiveram seus brilhos pelos Merengues, mas nenhum como o camisa 5 daquele time. Um lance exemplifica tudo isso: o gol do título da Liga dos Campeões de 2002, um voleio tirado da cartola após um chutão pro alto dado por Roberto Carlos, algo que só um gênio poderia fazer.

Gol de Zidane contra o Bayer Leverkusen

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A Copa de 2006 era a despedida e muito apenas citam a malfadada cabeçada em Materazzi. Eu prefiro lembrar das exibições extraordinárias contra Espanha, Brasil (nesta uma das maiores atuações individuais da história dos Mundiais, onde sozinho colocou o meio de campo brasileiro na roda) e Portugal, levando uma desacreditada França até a final, em que ele marcou o tento francês.

Zidane é daqueles que você agradece a chance de ter visto jogar. Pelo menos eu sempre agradeço e o futebol também.

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Copa Conmebol 1993: a conquista ‘esquecida’ de Carlos Alberto Torres

Por Caio Costa em Ídolos

26 de outubro de 2016

Com o "Capita" no comando, o Botafogo conquistou a Copa Conmebol de 1993 Foto: Conmebol

Com o “Capita” no comando, o Botafogo conquistou a Copa Conmebol de 1993 Foto: Conmebol

Carlos Alberto Torres foi um dos grandes. O lateral direito revelado pelo Fluminense e consagrado no Santos conseguiu o que nos tempos de ouro do futebol brasileiro parecia ser inimaginável: rivalizar com o gigante Djalma Santos como um dos melhores que a posição já viu. Sua morte deixa uma lacuna no coração da camisa em que foi fundamental para a conquista da terceira estrela que ostenta.

Mas poucos citam a carreira do “Capita” como treinador. Quando muito, falam da conquista do Campeonato Brasileiro de 1983, quando comandando o Flamengo de Zico, Júnior, Andrade, Lico e Baltazar. Porém, quase nunca é lembrada a Copa Conmebol de 1993, pelo Botafogo.

Classificado para o torneio sul-americano por ter sido vice-campeão brasileiro do ano anterior, o Alvinegro da Estrela Solitária vivia um péssimo momento. O bicheiro Emil Pinheiro tinha deixado a presidência do clube e levado com ele os principais nomes botafoguense de 1992, como Renato Gaúcho – este, na verdade, já tinha saído antes – Valdeir “The Flash“, Carlos Alberto Dias, Marcio Santos, dentre outros.

O estrago foi quase imediato. Sem dinheiro, o Botafogo montou uma equipe de refugos e desconhecido. Resultado? Campanha pífia na Série A, com apenas duas vitórias em 14 jogos e míseros sete gols marcados. O rebaixamento só não aconteceu porque os clubes dos grupos A e B eram protegidos pelo regulamento.

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Mas na Copa Conmebol a história foi outra: com Sinval – atacante que passou pelo Fortaleza no início da década passada – endiabrado, o Fogão foi eliminando adversários de peso. Pela ordem: Bragantino (na época, uma potência nacional), Caracas, Atlético-MG, até chegar a final contra o tradicional Peñarol.

Depois de um empate por 1 a 1 no jogo de ida, a decisão foi no Rio de Janeiro. Nem mesmo a diretoria botafoguense acreditava, tamanho foi o susto quando 50 mil torcedores apareceram para ver o duelo. Após novo empate, desta vez em dois gols, tudo seria definido nos pênaltis. Quando De Los Santos acerta a trave esquerda de William e determina o título para os locais.

Vendo a escalação daquele Botafogo, a sensação que passa é que a conquista – a única internacional oficial de um clube carioca dentro do Maracanã até hoje – só foi possível porque no banco brilhou uma estrela. Não somente a Solitária do escudo, mas a do eterno “Capita”.

Ficha do jogo:

BOTAFOGO 2 (3) x 2 (1) PEÑAROL
Data: 30 / 09 / 1993
Local: Maracanã, Rio de Janeiro
Renda: Cr$ 8.585.800,00 / Público: 45.000 (26.276 pagantes)
Árbitro: Francisco Lamolina
Assistentes: Aníbal Hay e Osvaldo Carlomagno
Competição: Copa (Taça) CONMEBOL
Gols: Bengoechea*, 34’, Eliel, 52’, Sinval, 72’ e Otero, 90’
Cartões amarelos: Cláudio Henrique e Nélson (Bota); Bengoechea e Perdomo (Peñarol)
Botafogo: William Bacana, Perivaldo, André Santos, Cláudio Henrique e Clei (Eliomar); Nélson, Suélio e Eliel; Aléssio (Marcos Paulo), Sinval e Marcelo Costa. Técnico: Carlos Alberto Torres. Suplentes: Wagner, Eliomar, China, Fabiano, M. Paulo.
Peñarol: Rabajda, Tais, Gutiérrez, De Los Santos e Da Silva; Baltierra, Perdomo (Ferreyra), Bengoechea (Rehermann) e Dorta; Otero e Rodríguez. Técnico: Gregorio Pérez. Suplentes: Diaz, Olveira, Consani, Ferreyra e Rehermann.
Obs: Decisão por pênaltis, Botafogo 3 a 1. Marcaram Suélio, Perivaldo, André Santos (Botafogo) e Da Silva (Peñarol). Desperdiçaram Sinval (Botafogo), Ferreyra, Gutiérrez e De Los Santos (Peñarol).

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