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Ceará Musical

por Roberto César Lima

Bruna Caram é atração da Caixa Cultural Fortaleza

Por Roberto César Lima em Notícia, Show

28 de abril de 2016

Cantora apresenta show musical baseado no livro Pequena Poesia Passional - Imagem: Divulgação

Cantora apresenta show musical baseado no livro Pequena Poesia Passional – Imagem: Divulgação

A cantora e escritora Bruna Caram é a atração desta semana na Caixa Cultural Fortaleza, no momento em que trabalha a divulgação do seu mais recente trabalho, Música e Poesia!.

Segundo a artista, a inspiração para o trabalho surgiu de um perfil nas redes sociais, no qual ela fazia postagens poéticas na busca de incentivar o público a ler. Até que decidiu reunir todas elas e publicar o livro Pequena Poesia Passional, que serve base para o show musical.

As apresentações de Bruna Caram seguem de 28 de abril a 1º de maio, sendo às 20h de quinta a sábado e às 19h no domingo. Os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00, com classificação de 12 anos.

 

 

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Maloca Dragão celebra aniversário do CDMAC com festival de artes

Por Roberto César Lima em Festival, Notícia, Show

28 de abril de 2016

Festival privilegia arte desenvolvida no Ceará - Foto: Divulgação

Festival privilegia arte desenvolvida no Ceará – Foto: Divulgação

A terceira edição do festival Maloca Dragão começa nesta quinta-feira, 28, e segue até o próximo domingo, 1º, com mais de 140 atrações artísticas à disposição do público. Toda a programação é gratuita e estará distribuída em 17 espaços do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e da Praia de Iracema. Entre as atrações, Karina Buhr, Selvagens à Procura de Lei, BNegão, Saulo Duarte, Fernando Catatau, Mundo Livre S/A e Bixiga 70.

Nestes 17 anos do CDMAC, o Maloca Dragão pretende apresentar um verdadeiro panorama da mais recente produção artística cearense. Segundo a organização, cerca de 90% das atrações são de cearenses ou de artistas residentes no Estado. Durante os quatro dias, serão apresentadas performances, espetáculos de dança, teatro e circo, saraus literários e shows musicais, com destaque para 13 lançamentos.

Confira mais informações aqui.

 

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Lidia Maria canta em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Por Roberto César Lima em Celebração, Show

08 de março de 2016

Lidia Maria promete emocionar o público - Foto: Pérola Castro

Lidia Maria promete emocionar o público – Foto: Pérola Castro

Uma das mais promissoras vozes da música popular brasileira, na atualidade, é cearense. E ela estará cantando logo mais em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. Trata-se da cantora e compositora Lidia Maria, que se apresenta hoje à noite, a partir das 20h, na Praça da Igreja Matriz de São Gonçalo do Amarante.

“No repertório, cantoras de diferentes estilos e épocas. Alguém tem dúvida que vai ser um momento lindo?”, convidou Lidia Maria que encantou a todos com seu álbum de estreia, o “Alma Leve”. O repertório do show, inclusive, deve dedicar espaço também para a obra própria da artista alencarina.

 

 

 

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Fórum Harmônicas Brasil: formação para músicos e plateia

Por Roberto César Lima em Educação, Festival, Notícia, Show

20 de novembro de 2015

Atrações da 11ª edição do Fórum Harmônicas Brasil - Imagem: Roberto Maciel

Atrações da 11ª edição do Fórum Harmônicas Brasil – Imagem: Roberto Maciel

Consolidado no calendário musical do Ceará, o Fórum Harmônicas Brasil realizou sua 11ª primeira edição reafirmando sua característica de formador. Seja oferecendo subsídios para novos músicos, seja presenteando a plateia com as novidades das cenas local e nacional, a comunhão artística oferecida nos três dias de evento revela-se imprescindível iniciativa da sociedade civil nesta conjuntura de escassez de investimentos em políticas públicas voltadas à cultura.

O sucesso das apresentações, materializado na acolhida do público que compareceu tanto ao anfiteatro do Dragão do Mar, como às oficinas realizadas na Escola Musimania, só ampliam a responsabilidade dos organizadores em oferecer uma 12ª edição, em 2016, no mínimo, no mesmo nível de competência e sensibilidade.

O Ceará Musical conversou com Roberto Maciel, jornalista apaixonado pela gaita e pela boa música em geral, sobre as escolhas e iniciativas que tornaram o Fórum Harmônicas Brasil em um dos mais bem sucedidos eventos musicais do Ceará.

Só conferir aqui!!!

CM – O Fórum Harmônicas dedicou essa 11ª edição à nova geração de gaitistas. Como foi feita a seleção dos participantes?

RM – A curadoria do Fórum Harmônicas Brasil dedica praticamente um ano, no intervalo entre as edições, a analisar propostas e a acompanhar o cenário da gaita, considerando os diferentes estilos em que o instrumento é utilizado. Este ano, priorizamos jovens instrumentistas e fomos buscar em São Paulo Diego Sales, Lucas Cirillo e Márcio Abdo e, em Curitiba, Indiara Sfair. Do Cearpa, temos Diogo Farias – que é a principal referência da gaita blues local. Diego Sales tem feito um trabalho bem fundamentado de pesquisa e inovação com um processo chamado “cromatização” da gaita diatônica, em que um instrumento antes considerado limitado – a gaita diatônica afinada em dó, com apenas uma oitava completa, ganha novos potenciais e oferece todas as possibilidades de uma cromática, com notas naturais e sustenidas. Diego trabalha com um repertório de jazz, choro, MPB, bossa nova e outros gêneros. Já Lucas Cirillo desenvolve, com a gaita cromática, uma fusão de ritmos brasileiros e afros, costurados com muita soul music. A inovação que ele traz é a aplicação da gaita junto a um naipe de metais. Márcio Abdo, por sua vez, dá tons extremamente brasileiros ao blues, com composições autorais e em português. Indiara, por fim, é a mais expressiva gaitista de blues do País, com atuação também na Orquestra Harmônicas de Curitiba.

CM – Uma característica forte do evento é a formação. Já é possível medir os impactos desse movimento na cena atual?

RM – É, sim. Temos dois excelentes exemplos de músicos locais que inicialmente estavam na plateia do Fórum Harmônicas e agora cuidam da parte de arte educação e até já se apresentaram no palco principal do evento. São os gaitistas Di Lennon Ribeiro e Rodrigo BZ. Além deles, temos um leque se ampliando com gente de todas as idades se interessando pela gaita e se dedicando ao estudo e à prática, seja profissionalmente ou não.
CM- Quais os desafios de se produzir um encontro com essa magnitude garantindo ao público o aceso gratuito?

RM – O desafio maior tem sido obter os recursos financeiros para manter por 11 edições um evento dessa natureza. Temos de convencer os patrocinadores dos impactos culturais e sociais das atividades do Fórum Harmônicas, assim como a boa exposição que se assegura ao Estado e a quem apoia em diferentes segmentos. Temos, para isso, de observar que o Fórum não se restringe a gaitistas, mas, diferentemente disso, é aberto a músicos de instrumentos vários. Mais: temos de destacar a importância da formação de público, o que se reflete até mesmo em aspectos como a geração de emprego e renda. Por fim, expomos o relevo social que têm as propostas de arte-educação e de inclusão cultural.

CM – A solidariedade também esteve mais uma vez presente, na medida em que foi solicitada a doação de livros. Qual a expectativa para utilização do material arrecadado?

RM – Os livros doados têm sido repassados, nas últimas duas edições, à biblioteca do Conselho Comunitário de Canoa Quebrada. Essa entidade tem realizado um trabalho exemplar com jovens e adultos num dos mais importantes destinos turísticos do Ceará, participando, na medida do que pode, da prevenção de problemas sociais graves e usando para isso as ferramentas da cultura.

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Paulinho Moska em voz e violões

Por Roberto César Lima em Entrevista, Show

11 de novembro de 2015

Grandes sucessos da carreira de Paulinho Moska estão no repertório - Foto: Jorge Bispo/Divulgação

Sucessos da carreira de Paulinho Moska estão no repertório – Foto: Jorge Bispo

Estar próximo da arte. Ser chamado a integrá-la e vivenciar uma intensa relação de amor entre um músico, sua obra e seu instrumento. Tudo isso é o que propõe o show “Moska Violoz – Paulinho, Violões e Voz“, que acontece em Fortaleza, no próximo dia 20 de novembro, a partir das 21h, no Teatro RioMar.

O cantor, violonista e compositor Paulinho Moska sobe ao palco acompanhado de cinco dos seus instrumentos prediletos: violão com cordas de nylon; violão com cordas de aço; violão barítono (afinado em Si); violão híbrido (semi-elétrico) e ukelele.

No repertório, músicas consagradas, como O Último Dia, Pensando em Você, A Seta e o Alvo, A Idade do Céu, Lágrimas de Diamantes, Tudo Novo de Novo, Namora Comigo, Somente Nela, Admito Que Perdi, Relampiano, Quantas Vidas Você Tem?, Sem Dizer Adeus, entre tantos outros sucessos que prometem levar emoção à plateia, ao tempo em que a convidam para cantar junto.

O Ceará Musical conversou com Paulinho Moska. Ele dissertou sobre a natureza da apresentação, a alegria de voltar a Fortaleza, o prazer de envolver o público no espetáculo e a vontade de ver menos conservadorismo no país, pelo bem da música e pelo melhor desenvolvimento da nossa cultura.

Confere aqui!!!

CM – O que o público pode esperar do show Violoz?

PM – Vou cantar todas as canções mais conhecidas do público alternando os 5 violões. Um show íntimo e dinâmico… cada instrumento é apresentado como um grande amor da minha vida. É show pra cantar junto.

CM – Você leva ao palco o violão em diversas facetas, além do ukelele. Qual a porção de didática presente nessa comunhão artística?

PM – Acho legal mostrar que cada instrumento pode nos levar à um estado diferente com sua sonoridade. O ukelele parece uma caixinha de música… melancólico e infantil… enquanto o violão barítono com seu grave nos provoca fisicamente… a plateia vai sentir esse grave na barriga.

CM – Na sua vinda em janeiro, ao lado do Chico César, muitas pessoas não puderam acompanhar devido à limitação de espaço no teatro da Caixa Cultural. O que aguarda desse reencontro com a cidade de Fortaleza?

PM – Fico feliz porque o Teatro Rio Mar é maior e pode atender à mais gente. Gosto também da dimensão do Teatro da Caixa, onde tudo é ainda mais íntimo. Tudo vale a pena se a alma não é pequena! Fortaleza é uma cidade que sempre me recebeu muito bem e fico feliz de voltar, independente do espaço…é sempre bom!!!

CM – Você vai circular o país com a turnê. É possível nesse tempo mensurar o pouco do cenário musical de cada lugar, a ponto de traçar um panorama sobre o cenário da música brasileira na atualidade?

PM –  Na verdade a turnê está começando…estreou no Rio e agora começo a viajar…primeiro Recife…e no dia seguinte Fortaleza. O Brasil é um país muito grande e é impossível traçar qualquer panorama…mas me arrisco a dizer que existe música boa sendo feita em todas as cidades…quanto mais eu conheço, mais eu descubro que tem mais coisa pra conhecer.

CM – Quais as expectativas para os próximos tempos, tanto na música como em outras artes nas quais és imerso, a exemplo de teatro e cinema?

PM – Desejo que nosso país seja cada vez menos careta e conservador. Isso é a base para a o futuro da música e de toda a cultura. Com o fascismo e a intolerância, os aproveitadores vão diminuindo o poder transformador da cultura e vão colocando a cegueira e a ignorância no lugar delas… porque ganham muito dinheiro com isso. E isso é o fim da liberdade e o começo do inferno.

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Tripla celebração à obra musical de Calé Alencar

Por Roberto César Lima em Celebração, Registro, Show

30 de outubro de 2015

Calé Alencar celebra 40 anos de carreira com um box triplo de canções - Foto: Divulgação

Calé Alencar celebra 40 anos de carreira com um box triplo – Foto: Divulgação

As referências de uma longa e criativa carreira dedicada à música e à celebração de uma identidade cultural. São 54 faixas, distribuídas por três discos que guardam a essência da arte de Calé Alencar. E o lançamento não poderia ser realizado em melhor ambiente. O Reencontro, que congrega um verdadeiro caldeirão musical cearense, oferece uma edição comemorativa de dois anos de existência apresentando ao público a obra “Tríptico“.

A caixa reúne os álbuns “Amares que Vêm pro Bem“, juntando os intérpretes das  músicas de Calé Alencar; “A Tábua das Marés“, com os duetos eternizados pelo cantor, compositor e produtor musical; e “Concertos em Geral“, que concentra as participações de Calé em projetos coletivos e individuais ao longo da carreira.

Ao todo, são 40 anos de atividades artísticas, que prometem ser bem representadas no show de lançamento, neste 30 de outubro,  no Estoril da Praia de Iracema. Ao lado de Calé Alencar, sobem ao palco Aparecida Silvino, Clara Dourado, Edmar Gonçalves, Lúcio Ricardo, Paulo Renato, Régis e Rogério Soares, Rodger Rogério e Téti, além de Auri D’Yruá, que vai apresentar sua recente parceria com Calé, “Amar e o Poeta”, dedicada ao poeta Mário Gomes.

Caixa reúne 54 faixas em celebração à obra de Calé Alencar

Caixa reúne 54 faixas em celebração à obra de Calé Alencar

“Um segundo  momento do Reencontro especial vai apresentar algumas canções já conhecidas do público, como Equatorial (Calé e Fausto Nilo); Vento Rei (Zé Maia e Calé), Acorda e Sorri (Petrúcio Maia e Brandão); as inéditas Tudo (Calé e Ângela Linhares), e Meu Avô tem um Avô, criação de Calé dedicada ao amigo Itamar Assunção; além de arranjos novos para as canções Mon Amour, Meu Bem, Ma Femme (Reginaldo Rossi), e Jardim do Olhar (Stélio Vale, Chico Pio e Fausto Nilo)”, divulgou.

A banda que acompanha Calé Alencar na divulgação de Tríptico é formada pelos músicos Mimi Rocha (guitarra), Edson Távora (piano e acordeon), Gustavo Portela (baixo elétrico) e Rami Freitas (percuteria). O Reencontro é uma idealização do produtor Eduardo Praciano, que periodicamente promove uma verdadeira comunhão musical no Estoril.

 

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Todo o sentimento de Gonzaguinha na voz de Marcos Lessa

Por Roberto César Lima em Entrevista, Registro, Show

27 de outubro de 2015

Marcos Lessa mergulha na obra de Gonzaguinha - Foto Nocolas Gondim

Marcos Lessa mergulha na obra de Gonzaguinha – Foto Nicolas Gondim

Revisitar a poesia e melodia da obra de Gonzaguinha, que completaria 70 anos neste 2015, em formato acústico. A missão do cantor e compositor Marcos Lessa é apresentada ao público por meio do disco “Estradas – um tributo a Gonzaguinha“, com lançamento agendado para este 27 de outubro, no teatro do shopping RioMar Fortaleza.

Vários são os fatores que dão ao trabalho dimensões globais. A voz de beleza singular de Marcos Lessa, os violões virtuosos de Cainã Cavalcante e Eduardo Holanda, o acolhimento da família Gonzaga são alguns deles. “Estradas” nasce para celebrar o amor e saudade de um dos maiores nomes da música popular brasileira de todos os tempos.

O Ceará Musical conversou com Marcos Lessa sobre essa nova etapa de sua bem sucedida carreira musical . Tão grande quanto o talento desse cearense que encantou o país por meio do programa The Voice Brasil, talvez só sua simpatia e atenção para com todos. A homenagem a Gonzaguinha é, na realidade, um presente à nação, tão carente de bons sentimentos.

Confira a entrevista a seguir. 

CM – De que modo a obra de Gonzaguinha influenciou sua carreira?

MLEu escuto Gonzaguinha há muito tempo, sou um admirador antigo do trabalho dele, desde que sou menino. A primeira música que deve ter chegado aos meus ouvidos foi “Semente do Amanhã”, da década de 1980, que ele fez com Erasmo Carlos. Mas aí, logo que eu fui gostando de música brasileira, já foi ouvindo muita coisa dele. Elis Regina gravou “Redescrobrir”, “Mundo Novo, Vida Nova. Então, a obra do Gonzaguinha sempre permeou meu imaginário. Certamente, muita influência ele exerce. A gente se inspira por temas parecidos, coisas urbanas, do coração, as mensagens. Dos gênios da música brasileira, talvez o ele seja o mais humano, de focar no homem, nas pessoas, nas relações amorosas, na esperança, na luta. Foi um processo de composição dele que foi evoluindo ao longo do tempo. O Gonzaguinha dos primeiros discos bem pesados, como “Luiz Gonzaga Jr.” é um, enquanto que o Gonzaguinha de “Caminhos do Coração” já é um outro. Como influente da minha obra, ele abre meu olhar para a perspectiva da pessoa, do encantamento. Em várias entrevistas, ele fala que não há nada mais interessante do que as pessoas, que são marcas de tantas outras pessoas. Eu acho que essa é a grande mensagem dele para o meu eu compositor e intérprete também.

CM – São muitas as homenagens que estão programas ao músico, que faria 70 anos em 2015. Quais as peculiaridades de “Estradas”?

MLTeve um musical que circulou e um instrumental do Edu Krieger. Teve um CD da Universal com duetos e tem um da Fernanda Gonzaga que saiu também. No Nordeste, o que saiu foi o meu. O único trabalho de artista nordestino dedicado 100% ao Gonzaguinha é esse nosso disco, “Estradas”. A gente gravou músicas diferentes, desses outros trabalhos que foram feitos, mas a grande peculiaridade é o fato do disco ser acústico. Tanto o disco quanto o show que vai circular são feitos por mim e dois violões, de Cainã Cavalcante e Eduardo Holanda, que era um formato que o Gonzaguinha gostava muito. A última turnê dele, do “Cavaleiro Solitário”, de 1991, era acústica. Não por falta de recursos, pois estava no auge do sucesso. Para viajar com esse formato, é porque ele gostava da sonoridade. Antes, ele já havia feito várias apresentações assim. Daí veio minha inspiração para isso. E há um tempo o Cainã Cavalcante, que é um grande músico e amigo, vinha me paquerando musicalmente para gravarmos alguma coisa juntos. Entendi como um sinal e aproveitei a ideia de gravar o disco acústico, com músicas do Gozanguinha. Depois, entrou o Eduardo Holanda. Outra peculiaridade é que nós procuramos contemplar não apenas os sucessos, mas também o chamado ‘lado B’ do Gonzaguinha. Tem música que terá a primeira gravação de estúdio, “Estradas”, que ele não chegou a gravar. Tem outra que não foi gravada na voz dele, mas apenas nas vozes da Maria Betânia e de outra cantora, que é “Infinito Desejo”. Tem música que só entrou em um disco, que é a “Mergulho”.

CM – Como se deu o contato com os familiares do artista e qual a participação deles no trabalho?

ML – O primeiro contato que eu tive foi por meio de um grande amigo, que é o Paulo Vanderlei, que é um perito em Gonzaguinha. Ele é o criador do site gonzaguinha.com.br e todo o material disponível em vídeo na Internet foi ele que subiu, pois já vem há mais de 20 anos coletando. Quando ele veio a Fortaleza, a Lucy Alves, uma amiga da época do The Voice, apresentou-me a ele e ficamos amigos. Quando eu decidi que iria gravar um disco cantando Gonzaguinha, foi a primeira pessoa que eu procurei. E ele tem muito contato com toda a família, desde a viúva, a Lelete (Louise Martins), os filhos todos, e me pôs em contato com o Daniel Gonzaga (filho). Inicialmente, nós procuramos o Daniel para saber quanto ele iria cobrar pelos direitos autorais. Mandamos uma faixa do disco e, ao invés de cobrar, ele se apaixonou pelo projeto e dirigiu o disco. Fomos para o Rio de Janeiro, gravamos em dez dias, e está sendo lançado pelo selo “Pérola”, da família Gonzaga, o que já imprime outra força.

CM – Quais as expectativas para o lançamento do álbum e para a turnê que se seguirá?

MLEstamos muito felizes. Recemos a notícia que os ingressos estavam esgotados um dia antes. Cabem mais de 900 pessoas no Teatro RioMar, e tiveram que colocar cadeias extras. Isso já mostra que a gente deu bola dentro. E é um show fácil de viajar. Somos eu, dois violonistas, o técnico e o produtor. Então, é muito barato de viajar. E o Gonzaguinha é muito querido pelo público brasileiro, deixa muita saudade. A lacuna que ele deixou não vai ser nunca preenchida, e eu acho que esse resultado que a gente já teve aqui em Fortaleza, de casa lotada, deve-se ao meu público, do trabalho que já venho fazendo, mas com certeza ao apelo do nome Gonzaguinha.

CM – Como o público pode ter acesso ao novo disco e também a todos os demais registros de sua carreira?

MLO disco vai estar à venda no lançamento, inclusive com uma noite de autógrafos após o show. Em Fortaleza, vai estar à venda na livraria Leitura do Shopping Del Passeo, na loja Desafinado e, até dezembro, estaremos fechando a distribuição nas plataformas digitais.

CM – Que mensagem você deixa ao público sobre o atual momento de sua carreira?

ML – Eu faço um convite a todos que, como eu, têm saudade do moleque, como ele gostava de chamar e ser chamado. Eu sou um defensor da música popular brasileira, é uma bandeira que levanto com uma força quase que missionária. Esse disco está saindo, mais do que de uma vontade minha, de uma vontade maior de que o Brasil está precisando de novo dessas mensagens trazidas Gonzaguinha há tantos anos, de leveza, de amor.

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Cômodo Marfim reafirma a fluência da música no Cariri

Por Roberto César Lima em Entrevista, Notícia, Registro

26 de outubro de 2015

Cômodo Marfin enaltece a tradição criativa do Cariri cearense- Foto: comodomarfin.com

Cômodo Marfim enaltece a tradição criativa do Cariri cearense – Foto: comodomarfim.com

Um grupo de amigos em busca de se expressar por meio da música. Cientes do ambiente cultural em que estão inseridos, Demógenes (voz e violão), Filipe Lisboa (voz e guitarra), Alberto Dias (baixo), Lázaro Omena (guitarra) e Gabriel Machado (bateria) decidem honrar a tradição criativa do Cariri cearense, colocando para fora seus sentimentos e impressões cotidianas. O resultado é o primeiro registro fonográfico da banda Cômodo Marfin, recentemente lançado na efusiva Juazeiro do Norte (CE).

O álbum “A Cabeça Estendida na Viga do Braço” é uma compilação das composições do grupo elaboradas desde sua formação, nos idos de 2013. Ele foi inteiramente gravado no estúdio Yellow Submarine, em Juazeiro do Norte, enquanto as faixas foram mixadas e masterizadas por Pedro Penna, no Estúdio Casa da Árvore, em São Paulo. A produção ficou a cargo de Dudé Casado, Pedro Penna e Cômodo Marfim, com arte gráfica por  Philipe Thayslon.

Sem apego a rótulos, a banda traz no disco canções que passeiam por ritmos diferenciados, mas que transmitem uma forte influência bebida no mais puro rock ‘n roll.

O Ceará Musical conversou com a banda, que narrou a trajetória, a inserção espacial no místico Cariri e as perspectivas para a carreira, que já se mostra inspirada.

Clique aqui para baixar o álbum “A Cabeça Estendida na Viga do Braço”.

Pode conferir a entrevista a seguir:

álbum está disponível para download no site da banda, www.comodomarfin.com

álbum está disponível para download no site da banda, www.comodomarfim.com

CMu – Como o trabalho de vocês resultou na formação da Cômodo Marfim?

CMa – A banda surgiu no final de 2012. Após o reencontro de um grupo de amigos que estudaram juntos, surgiu então o desejo coletivo de exporem suas próprias canções. A ideia sempre foi trabalhar o som autoral, e, durante o processo criativo, a banda optou por trabalhar em suas músicas os experimentos provenientes das diversas influências musicais dos componentes, mas conservando sempre um som imergido no rock. Teve origem então a Cômodo Marfim, que após seis meses de formação e trabalho em suas composições, fez a primeira apresentação ao público em maio de 2013.

CMu – O grupo busca imergir no cotidiano e renovar as definições do rock. Quais mensagens estão contidas em “A Cabeça Estendida na Viga do Braço”, primeiro registro fonográfico da banda?

CMa – É um disco que tem um leque de temas inclusos, mas que quase sempre, após a caminhada das letras por um ou outro caminho diferente, retorna pra o assunto mais comum e abrangente, em minha opinião, que é o amor. O sentir. O gostar. E também sobre decepção pelo outro (quem se ama) não sentir o mesmo. As letras do disco não retratam necessariamente aquele amor ideal das realezas, que vivem felizes pra sempre ao lado de quem gostam, mas aquele amor que, apesar dos defeitos e contratempos, conseguem sobreviver, ou retornar, ou se reinventar onde, em tempos modernos, amar é cada vez menos importante e/ou tem sido um assunto que recebe cada vez menos atenção. As letras falam sobre esses amores que conseguem superar preconceitos, extrapolar expectativas. Sobre não definir o que é o amor. Sobre apenas, amar.

CMu – Como o público pode ter acesso ao trabalho de vocês?

CMa – O disco foi disponibilizado para audição e download gratuito no site www.comodomarfim.com e no soundcloud da banda, que pode ser acessado através do link soundcloud.com/comodo-marfim. A banda possui redes sociais onde sempre está atualizando o público sobre as novidades, sobre a agenda da banda e interagindo através de fotografias, vídeos, teasers e afins. As mais usadas, são o facebook – facebook.com/comodomarfim e o instagram – @comodomarfim. Em breve, o disco físico estará pronto e o pessoal que quiser vai poder adquirir, tanto nos espaços onde forem haver shows da banda como através do site, em um espaço onde serão disponibilizados outros itens da banda, como camisetas, canecas, moleskines, entre outros.

CMu – O Cariri é uma região mística, berço de manifestações culturais ricas e talentos individuais latentes. Qual análise vocês fazem do ambiente musical contemporâneo em que estão inseridos?

CMa – O Cariri é sim um caldeirão cultural permanente, sempre em fervor, e que se destaca no cenário nacional por “produzir” artistas que se destacam em inúmeras linguagens de atuação, como por exemplo, música, dança, literatura, teatro, entre tantas outras. Isso muito nos motiva pois, mesmo que não estejamos inseridos em um padrão musical característico da região (optamos pelo rock alternativo), adotamos o nosso sotaque em nossas canções e a nossa capacidade de escrever sobre a nossa análise do cotidiano também surgem pelo fato de estarmos inseridos nessa região maravilhosa.

CMu – Quais os passos da banda, a partir de agora, com o lançamento do CD?

CMa – Pretendemos divulgar esse trabalho ao máximo e com ele nos lançarmos para além dos muros caririenses, cearenses e para todos os lugares do país. Ter esse trabalho reconhecido em outras regiões será gratificante e também muito importante pra gente, pois faremos jus ao que relatamos, sobre o Cariri ser um berço artístico, e ainda mais, por produzir artistas que optam por uma linguagem musical que não é característica da região, e isso é forte, porque vem bater de frente com um certo preconceito que existe e destruí-lo, mostrando que o Cariri, o Ceará e o Nordeste podem sim produzir rock de qualidade para ser mostrado e tocado em todo o Brasil.

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O “Relicário de Canções” de Pingo de Fortaleza

Por Roberto César Lima em Entrevista, Notícia, Registro, Show

23 de outubro de 2015

Retorno do público foi um dos critérios utilizados na composição do álbum - Foto: Maria Maiara

Retorno do público foi um dos critérios utilizados na escolha da composição do álbum – Foto: Maria Maiara

Em seus mais de 30 anos de carreira, o cantor e compositor Pingo de Fortaleza já coleciona uma abrangente obra musical distribuída em seus 22 álbuns gravados. E está chegando mais um: a coletânea “Relicário de Canções“, que será lançada nesta sexta-feira, 23, no Estoril da Praia de Iracema.

Ícone da cultura contemporânea da cidade, Pingo de Fortaleza atua ainda como escritor, pesquisador, produtor musical e brincante do Maracatu Solar. Uma agitação que reflete bem a personalidade e o compromisso deste talentoso artista com a realidade cultural de nossa sociedade.

O Ceará Musical conversou com Pingo de Fortaleza, que falou sobre a composição e a divulgação do novo álbum, a essência das parcerias que fez durante a carreira, a atuação diversificada no mundo da arte e cenário da música na capital alencarina.

Confere aqui.

CM – Relicário de Canções é uma nova compilação de seu trabalho, que já ultrapassa os 30 anos ininterruptos. Quais critérios nortearam a composição final do álbum?

PFVerdade, são mais de 30 anos de caminhada. Meu marco inicial é 1982, quando da realização do meu primeiro show individual. Na Realidade, “Relicário…” é um CD bem simples, que agrega uma parte de minhas canções que mais tenho interpretado nesses anos, e que venho tocando nos shows mais atuais. Muitas vezes, após os shows, as pessoas perguntavam pelo CD das canções e elas estavam todas espalhadas em vários registros. Na maioria das vezes, eu nem os tinha, em função das pequenas tiragens. Então, o novo CD é um ajuntamento dessas canções.

CM – E quem te acompanha nos show de divulgação dessa coletânea?

PF – O show vai ser numa formação que já fiz algumas vezes e gostei muito. Será um trio: guitarra, Mimi Rocha; baixo, Edmundo Júnior; e bateria, Ricardo Pinheiro. Essa formação nos permitir sentir com mais clareza o diálogo dos instrumentos. E também, como já tocamos muitas vezes juntos, creio que o som sai mais relaxado e gente curte mais. Terá também a participação da Aparecida Silvino. Acabei colocando duas interpretações dela do CD, “Caminho de Luz” e “Natureza do Amor”, essa em parceria com Henrique Beltrão, pois as gravações dela ficaram sensíveis, fortes e definitivas. O Henrique Beltrão vai fazer um texto de abertura (o mesmo do encarte do CD) e, no final, um grupo do maracatu Solar deve entrar para fechar a festa.

CM – A parceria é um recurso que você usa constantemente. Como funciona essa prática colaborativa?

PF – A parceria é tudo, é o resultado espontâneo dos encontros artísticos e de vida que se vai construindo. Essa prática se dá naturalmente, através da convivência, da amizade e da afinidade artística. E vai se consolidando com o tempo.

CM – Além de compositor e intérprete, sua trajetória como produtor, escritor, brincante e pesquisador é bastante ativa. De que forma você concilia as demandas de tantas linguagens artísticas?

PF – Sou meio ligado na tomada, meus amigos dizem que estou sempre a 240… (kkkkk) A vida profissional em Fortaleza, de forma positiva, encaminhou-me para o aprendizado em outras áreas da produção cultural e artística. Tenho tentado aproveitar essas experiências de todas as formas e elas acabam dialogando, pois, quando produzo, sempre aprendo musicalmente. Quando escrevo, também. De uma forma, as linguagens estão entrelaçadas e, assim, sigo na caminhada.

CM – Qual a sua avaliação sobre a realidade cultural de nossa cidade?

PF – Essa questão é bastante abrangente, e creio que qualquer avaliação minha nesse momento (espaço/tempo) soe superficial, mas continuo visualizando um grande potencial criativo e de produção em nossa cidade, entre as mais diversas gerações e linguagens. Sinto um crescimento dessa agitação e até no campo da difusão (ao meu ver nosso maior problema logístico), mas creio que ainda podemos caminhar muito mais no campo da sistematização dos processos educativos no campo da cultura, para sentirmos melhor uma empatia entre todos os produtores do campo da cultura e a abrangente população de nossa cidade, que também é geradora de cultura. Estamos em permanente mutação, Fortaleza também, e essa dinâmica precisa ser sentida por todos nós. Minha pequena contribuição tem se dado por meio de minha produção musical e no diálogo que tento efetivar de forma afetiva entre todas essas informações e realidades diversas.

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Feira da Música 2015 ocupa o Centro de Fortaleza

Por Roberto César Lima em Debate, Educação, Festival, Notícia, Show

22 de outubro de 2015

Palco da Feira da Música montado na Praça dos Leões - Foto: facebook.com/feiradamusicafortaleza

Palco da Feira da Música montado na Praça dos Leões – Foto: facebook.com/feiradamusicafortaleza

O trabalho que a Feira da Música realiza fomentando o mercado da arte em Fortaleza já é bastante difundido e reconhecido, merecidamente. Afinal, ela já chega à 14ª edição em 2015, de 22 a 24 de outubro. O grande diferencial, no entanto, fica por conta da decisão dos produtores de colocá-la à serviço da reabilitação do Centro de Fortaleza, com palcos erguidos Praça dos Leões (General Tibúrcio) e Praça do Ferreira, além de integração com Passeio Público, Museu da Indústria, Teatro Carlos Câmara, Theatro José de Alencar e CREA.

A programação da Feira da Música conta com atividades de formação, circulação, difusão e integração entre agentes, por meio de uma plataforma colaborativa de música, negócios e formações que conta com o envolvimento de diversos elos e indivíduos ligados à cadeia produtiva da Cultura.

O tripé de performances, formação e negócios segue sendo a base, com a oferta de conexões e livres trocas de conhecimentos sobre arte, redes, cultura, formação e política. As performances acontecem no Viradão com a Mostra de Música Independente e seus shows.

A programação conta com o Encontro Internacional da Música, apresentando oficinas, debates e rodas de conversa. Pensada como campus da Universidade das Culturas (UniCult), proporciona um ambiente de relacionamento entre artistas e produtores, materializadas nas Rodas de Negócios, que englobam a Feira de Produtos.

A Feira da Música é uma realização da Associação dos Produtores de Cultura do Ceará – PRODISC e Casa Fora do Eixo Nordeste, apoio do Governo do Estado do Ceará, Ministério da Cultura, Funarte, Prefeitura de Fortaleza e Coelce, parceria do TNB Toque No Brasil, filiada à Rede Brasil de Festivais através do Circuito Nordeste de Festivais.

Clique aqui e confira tudo sobre a Feira da Música 2015.

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Bruna Caram é atração da Caixa Cultural Fortaleza

Por Roberto César Lima em Notícia, Show

28 de abril de 2016

Cantora apresenta show musical baseado no livro Pequena Poesia Passional - Imagem: Divulgação

Cantora apresenta show musical baseado no livro Pequena Poesia Passional – Imagem: Divulgação

A cantora e escritora Bruna Caram é a atração desta semana na Caixa Cultural Fortaleza, no momento em que trabalha a divulgação do seu mais recente trabalho, Música e Poesia!.

Segundo a artista, a inspiração para o trabalho surgiu de um perfil nas redes sociais, no qual ela fazia postagens poéticas na busca de incentivar o público a ler. Até que decidiu reunir todas elas e publicar o livro Pequena Poesia Passional, que serve base para o show musical.

As apresentações de Bruna Caram seguem de 28 de abril a 1º de maio, sendo às 20h de quinta a sábado e às 19h no domingo. Os ingressos custam R$ 20,00 e R$ 10,00, com classificação de 12 anos.