urbanização sustentável Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

urbanização sustentável

Bolsas para Arquitetura e Urbanismo, Geografia, Design e Engenharia

Por Nájila Cabral em Legislação Ambiental, Meio Ambiente, Urbanismo

22 de Fevereiro de 2018

     O Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade (LabCidade),  da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da Universidade de São Paulo (FAU/USP), desenvolve projetos de pesquisa na área de política urbana, direito à cidade e à moradia, com equipes multidisciplinares de pesquisadores, incluindo áreas como arquitetura e urbanismo, geografia, direito, ciências sociais, antropologia, entre outras.

     O LabCidade busca estudantes de graduação e pós-graduação (mestrandos ou doutorandos) nas áreas de Arquitetura e Urbanismo, Design, Geografia, Engenharia e afins, para atuarem no âmbito da coleta, organização de informação territorializada através de geoprocessamento e de mapeamento participativo nos projetos em curso.

     Um dos projetos desenvolvidos no LabCidade  é o mapeamento participativo das remoções na Região Metropolitana de São Paulo, resultado do trabalho do Observatório das Remoções em parceria com movimentos sociais, universidades e organizações jurídicas. Assim, o candidato devem:

– Colaborar com os processos de mapeamento participativo: organizar dispositivos, participar das oficinas e sistematizar as informações e percepções cartográficas;

– Contribuir no desenvolvimento de cartografias associadas às estratégias de pesquisa e de comunicação do Laboratório;

– Dominar ténicas de raspagem de dados para pesquisas científicas. É desejável que tenham experiência em programação;

–  Ter familiaridade com redes sociais, blogs, sites e outras mídias;

– Dominar ferramentas de geoprocessamento, como QGis, Carto, MapBox;

– Ter afinidade com a pauta do direito à cidade, com ativismo, como participação crítica em campanhas de mobilização e em processos de capacitação sobre temas de interesse público.

      Os interessados devem enviar, até dia 01/03/2018, para o e-mail labcidadefau@gmail.com, com o título da mensagem “Seleção georreferenciamento, mapeamento participativo e raspagem de dados – LabCidade 2018”, anexando Currículo (especificando domínio em idiomas estrangeiros) e dois exemplos de sua produção e atuação nas habilidades anteriormente descritas.

     Mais informações, cliquem aqui.

Fonte: USP, 2018

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Desafios de Urbanismo e Meio Ambiente para o Brasil

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Urbanismo

24 de Janeiro de 2017

 … No final do ano passado, a III HABITAT (United Nations Conference on Housing and Sustainable Urban Development) aconteceu em Quito, Equador, de 17 a 20 de outubro, momento em que foi discutida uma Nova Agenda Urbana.

 … Os países enviaram seus Relatórios Nacionais para que pudesse ser construída essa Nova Agenda Urbana, considerando a situação atual, as lacunas e os desafios necessários a serem enfrentados com relação à habitação e desenvolvimento urbano sustentável.

     Conforme o Relatório Nacional do Brasil, publicado pelo IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em 2016, os maiores desafios ambientais das cidades brasileiras incluem:

– Problema de ocupações em áreas de risco ambiental;

– Coleta e tratamento de todos os esgotos produzidos;

– Gestão inadequada de resíduos sólidos, desde a não-geração, passando pela redução, reutilização, reciclagem, tratamento de resíduos sólidos e disposição final;

– Implementação de sistemas completos de drenagem urbana;

– Controle das emissões locais associadas principalmente ao tráfego de veículos automotores.

            O Relatório também aponta para a necessidade urgente de revisão e implementação de Planos Diretores Municipais, em consonância com o Zoneamento Ecológico-Econômico como plataforma de planejamento, na medida em que estes permitem a visão ecossistêmica do território urbano.

            Mais adiante, o Relatório traz quatro significativas temáticas para serem incorporadas nesse novo desenho urbano, a saber:

– redirecionamento da agenda urbana considerando as mudanças climáticas;

– redução do risco de desastres; por meio da consideração das vulnerabilidades territoriais frente aos eventos extremos;

– redução dos congestionamentos no tráfego; inserindo diferentes modais no planejamento do traçado viário, dentre outras estratégias; e

– preocupação com a poluição do ar, notadamente em virtude dos estudos recentes que correlacionam diversas morbidades e um número significativo de mortes à poluição do ar.

     Cidades diferentes possuem características e peculiaridades diferentes. Isso é algo imprescindível a ser considerado no planejamento com o viés da Nova Agenda Urbana. Mas, algo em comum, deve ser o ponto convergente: as cidades devem cumprir seu papel social e devem possibilitar o bem-estar a todos os seus cidadãos, para que sejam cidades seguras, inclusivas, resilientes e sustentáveis.

Fonte: Relatório Nacional do Brasil para Habitat III, 2016 – IPEA.

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Mestrado em Arquitetura e Urbanismo no Ceará

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

28 de Abril de 2015

    Estão abertas as inscrições para processo seletivo para 10 vagas do Mestrado Acadêmico em Arquitetura e Urbanismo e Design, na Universidade Federal do Ceará. O Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo e Design (PPGAU+D) possui duas linhas de pesquisa “Planejamento Urbano e Design da Informação” e “Teoria e História da Arquitetura do Urbanismo e da Urbanização”.

    Aos interessados em fazer inscrição, que deve ter início amanhã, dia 29/04 e segue até 22/05/2015, cliquem aqui.

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Urbanização Sustentável – Histórico do Brasil (parte 3 – final)

      Considerando o histórico brasileiro em relação à urbanização sustentável, importante considerar as estruturas institucionais que existem no País para o planejamento e para sua governança efetiva.

     No documento brasileiro (Ministério das Cidades, 2014) são citadas 5 estruturas que permitem a governança e o planejamento para urbanização sustentável, a saber:

1) A Constituição Federal, promulgada em 1988, que traz um capítulo específico sobre Política Urbana e que estabelece um princípio básico para a equidade urbana e a justa distribuição dos ônus e benefícios do processo de urbanização: o princípio da função social da cidade e da propriedade.

2) A Lei nº 10.257, de 2001, o Estatuto da Cidade, que regulamenta os artigos da Constituição Federal sobre a Política Urbana, que traz diretrizes, princípios e instrumentos visando apoiar os municípios na execução da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano e fortalecer a gestão democrática e a função social da cidade e da propriedade.

3) O Ministério das Cidades, que agrega, sob uma única estrutura institucional, as políticas setoriais de habitação, saneamento, acessibilidade, mobilidade urbana, transporte e trânsito, integrando-as em torno do planejamento urbano.

4) O Conselho das Cidades, órgão colegiado de natureza deliberativa e consultiva, e que tem por finalidade estudar e propor diretrizes para a formulação e implementação da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano.

5) A Conferência Nacional das Cidades, que é realizada a cada três anos, é instrumento para garantia da gestão democrática, sobre assuntos referentes à promoção da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano.

Fonte: Ministério das Cidades. Contribution to 2014 ECOSOC – Integration Segment of economic and social Council – Sustainable Urbanization. New York, 2014

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Urbanização Sustentável – Histórico do Brasil (parte 2)

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Governos Locais, Meio Ambiente

31 de Maio de 2014

    Considerando as discussões no evento em Nova York sobre Urbanização Sustentável, que se encerrou dia 29/05, o Brasil comentou como enfrentou desafios específicos da urbanização de forma integrada, nas últimas décadas.

    No documento brasileiro cita-se a criação do Ministério das Cidades em 2003, no qual foram agregados quatro temas relevantes no contexto do desenvolvimento urbano: Habitação, Mobilidade Urbana, Saneamento Básico (abastecimento de água, drenagem urbana, coleta e tratamento de esgotos e resíduos sólidos) e Planejamento Urbano.

     O documento cita ainda o Programa Minha Casa, Minha Vida mencionando que este, no ano de 2013, atingiu a marca de e 1,5 milhão de unidades entregues aos beneficiários. O Brasil, em seu documento, relata outro Programa, o Papel Passado, que integra a carteira do Ministério das Cidades e atua segundo uma estratégia que visa à remoção dos obstáculos para a regularização, à disponibilização de terras públicas federais e a aplicação direta de recursos públicos.

Fonte: Ministério das Cidades. Contribution to 2014 ECOSOC – Integration Segment of economic and social Council – Sustainable Urbanization. New York, 2014

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Urbanização Sustentável – Histórico do Brasil (parte 1)

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Governos Locais, Meio Ambiente

29 de Maio de 2014

     Será que o Brasil tem se preocupado, historicamente, com planejamento de seus municípios? A urbanização é, de fato, uma ferramenta de integração das dimensões social, econômica e ambiental com vistas à sustentabilidade dos municípios? Os governos locais (municipalidades) sabem de seu papel fundamental na gestão ambiental local?

     No evento em Nova York sobre Urbanização Sustentável, que se encerra hoje, foram discutidas questões importantes sobre o processo de Urbanização dos países. O Brasil encaminhou sua contribuição na qual estão as seguintes informações quanto ao histórico da ferramenta Urbanização como elemento integrador das dimensões econômica, social e ambiental.

     “Cerca de 85% da população brasileira vive em áreas urbanas, onde se concentram, também, a pobreza e a precariedade. As políticas públicas urbanas inevitavelmente precisam lidar com o enfrentamento das desigualdades sociais, expressas na segregação sócio-espacial, na irregularidade fundiária e na ocupação de áreas ambientalmente frágeis” (Ministério das Cidades, 2014).

      “O país passou nos últimos 30 anos por um importante e necessário processo de reformas constitucionais e legais que tiveram como um de seus compromissos principais estruturar um novo aparato político-institucional para ancorar e alavancar os programas sociais, urbanos e habitacionais. Importante resultado dessas reformas foi o reconhecimento da função social da propriedade e da cidade a partir de uma nova ordem urbanística mais justa, includente e democrática” (Ministério das Cidades, 2014).

      O documento brasileiro cita as legislações correlatas à temática, inclusive “a Lei nº 10.257, conhecida como o Estatuto da Cidade, que regulamentou os artigos constitucionais sobre desenvolvimento urbano e introduziu uma nova ótica de planejamento construída sob uma perspectiva de gestão participativa e controle social. O Estatuto da Cidade definiu o Plano Diretor, elaborado de maneira participativa e orientado para a promoção da sustentabilidade social, econômica e ambiental, como o instrumento básico da política urbana local, tornando-o obrigatório para todas as cidades brasileiras com população acima de 20.000 habitantes” (Ministério das Cidades, 2014).

      Na parte final do documento, o Brasil afirma que “apesar de todos esses importantes avanços, e embora os indicadores dos dois últimos censos demográficos e econômicos comprovem as importantes conquistas sociais e os avanços nos investimentos públicos, o Brasil ainda apresenta indicadores críticos de desigualdade urbana e social” (Ministério das Cidades, 2014).

Fonte: Ministério das Cidades. Contribution to 2014 ECOSOC – Integration Segment of economic and social Council – Sustainable Urbanization. New York, 2014.

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Nova York sedia evento sobre Urbanização Sustentável

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Governos Locais, Impacto Ambiental, Meio Ambiente

28 de Maio de 2014

No período de 27 até 29/05 acontece em Nova York o evento Urbanização Sustentável. O objetivo é discutir os desafios da urbanização e as necessárias transformações para alcançar e promover o desenvolvimento sustentável.

O Brasil enviou sua contribuição para este evento em resposta as seguintes indagações, provocadas pelas Nações Unidas:

– Qual é a experiência de seu país no uso da urbanização como ferramenta para a integração das dimensões econômica, social e ambiental do desenvolvimento sustentável?

– Que tipos de investimento foram realizados nas cidades de seu país para transformá-las em polos de sustentabilidade?

– Como seu país enfrentou desafios específicos da urbanização de forma integrada?

– Que tipos de estruturas institucionais existem em seu país para governança efetiva, elaboração de políticas públicas e planejamento para a urbanização sustentável?

– Quais são alguns tipos de parcerias e inovações que demonstram o poder da urbanização na integração das três dimensões do desenvolvimento sustentável no seu país?

Fonte: UN

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Desafios da Urbanização – transição para urbanização sustentável

     Qual o local de moradia ideal? Existe o ideal? O que você prefere: um lugar para morar com dignidade, acesso ao saneamento (abastecimento de água de qualidade, drenagem, coleta, tratamento e destino final adequados de esgoto e de resíduos sólidos), áreas verdes na vizinhança, acesso a transporte de qualidade e a serviços essenciais (educação e saúde); ou você prefere um lugar parecido com o que você está neste momento?

      Os desafios são muitos para as áreas municipais, tanto na área rural quanto na área urbana; sendo esta última onde encontramos problemas ambientais com magnitude elevada.

     Conforme ECOSOC (2014), os grandes desafios que as futuras políticas devem trazer para a necessária transição a uma urbanização sustentável são:

– os desafios demográficos da rápida urbanização, o envelhecimento da população e aumento na composição multicultural das cidades;

– desafios das mudanças climáticas e da dependência excessiva das cidades de combustíveis fósseis como fonte de energia,

– desafios econômicos considerando as incertezas de crescimento futuro da indústria, serviços e emprego, com relação à crise financeira global, bem como a alta informalidade em atividades urbanas;

– o aumento das desigualdades sociais e espaciais, a expansão urbana não planejada, os vínculos fracos entre urbano-rural; e

desafios institucionais relacionados à governança e à evolução dos papéis do governo local.

      Que tal, então, pensarmos um pouco em como auxiliar nessa difícil tarefa? Como podemos fazer a diferença nesse processo? Estamos prontos para enfrentar esses novos desafios?

Fonte: ECOSOC.  2014 Integration Segment: Sustainable Urbanization (2014)

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Desafios da Urbanização – transição para urbanização sustentável

     Qual o local de moradia ideal? Existe o ideal? O que você prefere: um lugar para morar com dignidade, acesso ao saneamento (abastecimento de água de qualidade, drenagem, coleta, tratamento e destino final adequados de esgoto e de resíduos sólidos), áreas verdes na vizinhança, acesso a transporte de qualidade e a serviços essenciais (educação e saúde); ou você prefere um lugar parecido com o que você está neste momento?

      Os desafios são muitos para as áreas municipais, tanto na área rural quanto na área urbana; sendo esta última onde encontramos problemas ambientais com magnitude elevada.

     Conforme ECOSOC (2014), os grandes desafios que as futuras políticas devem trazer para a necessária transição a uma urbanização sustentável são:

– os desafios demográficos da rápida urbanização, o envelhecimento da população e aumento na composição multicultural das cidades;

– desafios das mudanças climáticas e da dependência excessiva das cidades de combustíveis fósseis como fonte de energia,

– desafios econômicos considerando as incertezas de crescimento futuro da indústria, serviços e emprego, com relação à crise financeira global, bem como a alta informalidade em atividades urbanas;

– o aumento das desigualdades sociais e espaciais, a expansão urbana não planejada, os vínculos fracos entre urbano-rural; e

desafios institucionais relacionados à governança e à evolução dos papéis do governo local.

      Que tal, então, pensarmos um pouco em como auxiliar nessa difícil tarefa? Como podemos fazer a diferença nesse processo? Estamos prontos para enfrentar esses novos desafios?

Fonte: ECOSOC.  2014 Integration Segment: Sustainable Urbanization (2014)