semiárido Archives - Página 3 de 4 - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

semiárido

Convivência com a seca e combate à desertificação – parte 2

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Semiárido

02 de novembro de 2013

     Na Declaração de Fortaleza, produzida ao final da Conferência Internacional sobre Impactos de Variações Climáticas e o Desenvolvimento Sustentável em regiões Semiáridas (ICID, 1992) estão manifestos os anseios de mudança e de necessários esforços para se reverter o quadro daquele momento. “Os esforços para redirecionar a situação diagnosticada devem ser baseados em rigorosos pesquisas e estudos, mas não podem negligenciar o conhecimento das populações tradicionais, que por séculos têm suas vidas suportadas por essas regiões” (Declaração de Fortaleza, ICID, 1992)

     Na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio92, houve intensa discussão da temática das terras secas e da necessidade de se combater a desertificação. Desertificação, Mudanças Climáticas e perda da biodiversidade foram identificadas na Cúpula da Terra, na Rio92, como os maiores desafios para o desenvolvimento sustentável.

      Como resultado direto da Rio92, e tendo por base os relatórios produzidos pela ICID -1992, em 1994 foi estabelecida a Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos das Secas (UNCCD).

     A UNCCD é o único acordo internacional juridicamente vinculativo que relaciona o meio ambiente e desenvolvimento à gestão sustentável da terra. Mencionada convenção trata especificamente das terras áridas, semiáridas e sub-úmidas secas, conhecidas como terras secas (drylands), onde podem ser encontrados os povos mais vulneráveis aos processos de desertificação.

     Os 195 países (ou Partes) da Convenção trabalham juntos para melhorar as condições de vida das pessoas em terras secas, no sentido de manter e restaurar a terra e a produtividade do solo, bem como para mitigar os efeitos da seca. A UNCCD está particularmente empenhada na abordagem bottom-up, incentivando a participação da população local na luta contra a desertificação e a degradação dos solos (UNCCD, 2013).

      Em 2007, foi aprovada na COP – Conferências das Partes 8, da UNCCD, a Estratégia de 10 anos da UNCCD (2008-2018) com o objetivo de “criar uma parceria global para reverter e prevenir a desertificação e a degradação dos solos e para mitigar os efeitos da seca em áreas afetadas, a fim de promover a redução da pobreza e, ainda, promover a sustentabilidade ambiental” (UNCCD, 2007)

 Fontes: UNCCD, 2013

          UNCCD – United Nations Convention to Combat Desertification. Draft ten-year strategic plan and framework to enhance the implementation of the Convention (2008–2018). Madrid: Conference of the Parties – COP 8, 2007.

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Convivência com a seca e combate à desertificação – parte 1

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Semiárido

01 de novembro de 2013

     Um dos primeiros contatos que eu tive com o tema da Seca, eu era ainda muito jovem, em idade escolar, com o romance da cearense Rachel de Queiroz, Seca do Quinze, que me causou forte impressão. Saber que a narrativa contava, de uma certa maneira, experiências da infância da autora me deixava perplexa! Saber que terras secas e clima semiárido ou árido eram vivências de milhares de pessoas me deixou pensativa.

     Um pouco mais adulta e já com as perspectivas profissionais se delineando para a área ambiental um pensamento era recorrente: o que fazer para auxiliar, para minimizar os conflitos e sofrimentos? De que maneira? É possível a convivência com a seca?

     Períodos prolongados de estiagem afligem o semiárido nordestino há tempos. Existem esforços em minimizar os efeitos da seca e viabilizar a convivência da população local com períodos das secas, que remontam o século XVII. “As primeiras referências à seca vêm de um período anterior a 1614, dos registros de uma mina de prospecção de esmeraldas no Vale do Rio São Francisco. Mas foi somente com a ocorrência da severa seca de 1877 que o governo brasileiro reconheceu oficialmente as secas do Nordeste como um problema nacional” (ROBOCK, 1992)

     Em 1992, aqui no Ceará, houve a ICID (Conferência Internacional sobre Impactos de Variações Climáticas e o Desenvolvimento Sustentável em regiões Semiáridas), no período de 27 de janeiro a 01º de fevereiro, no Centro de Convenções de Fortaleza. Centenas de pesquisadores, representantes da sociedade civil e do poder público do mundo inteiro, vindos de 45 países, estiveram reunidos discutindo a temática de desenvolvimento sustentável em regiões semiáridas.

     A Conferência ICID, que teve como Coordenador Geral o economista cearense, prof. Dr. Antônio Rocha Magalhães, produziu resultados e desdobramentos importantes. Um desses resultados foi que seus relatórios viabilizaram a elaboração do Projeto Áridas.

     Conforme o Observatório de Políticas Públicas (OPP), da Universidade Federal do Ceará (UFC), o Projeto Áridas tinha por objetivo traçar estratégias de desenvolvimento sustentável para o nordeste brasileiro, baseadas em critérios de uso sustentável de recursos naturais, sociais, econômicos e políticos. Para alcançar esse objetivo, o Projeto Áridas buscou um processo participativo entre entidades governamentais, não governamentais e a sociedade na tentativa de tornar eficaz essa política de desenvolvimento a qual deve obter resultados concretos e duráveis ao longo do tempo de análise. A abrangência temporal do Projeto Áridas era de 1993 a 2020. Mencionado projeto tornou-se referência para elaboração de políticas de desenvolvimento sustentável dentro da região, a exemplo do Plano de Desenvolvimento Sustentável do Estado do Ceará, datado de 1995.

      Talvez, o resultado mais impactante da ICID 1992 foi o favorecimento da aprovação da Convenção das Nações Unidas para o Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos das Secas (UNCCD) durante a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio92.

Fontes: Observatório de Políticas Públicas, da UFC

         ROBOCK, Stepan H. Algumas reflexões históricas sobre o desenvolvimento de uma importante região semiárida: o Nordeste do Brasil. Fortaleza: ICID/Fundação Grupo Esquel Brasil. Volume 11, 1992. pp 3501-3510

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Um pouco mais sobre Seminário de Avaliação da Seca de 2012/2013

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Semiárido

28 de outubro de 2013

     Teve início hoje, na FIEC, em Fortaleza, o Seminário de Avaliação da Seca de 2012/2013. Na ocasião de abertura do evento, o presidente da Funceme, Prof. Dr. Eduardo Sávio, comentou a respeito da elaboração de uma política nacional de secas e sobre o Plano nacional de Secas: “Começamos a discutir esse Plano Nacional em 2010, durante a ICID + 18, que aconteceu aqui em Fortaleza. De lá para cá, visitamos todos os estados do Nordeste, para ter noção da atual situação e participamos de reuniões e eventos internacionais debatendo essa problemática e unindo esforços com entidades como o Banco Mundial”.

Fonte: Funceme

Fonte: Funceme

      Conforme noticia Guto Castro, da Ascom/FUNCEME, o presidente da Funceme afirmou: “Espero que esse seminário não seja só mais um evento. Quero que aqui sejam apontados os problemas em todos os âmbitos e que sejam feitas proposições. Além disso, é necessário que os governos assumam o compromisso de uma agenda de ações. Estive no Interior do Ceará em março e percebemos, já naquela época, durante a estação de chuvas, a continuidade deste ciclo de seca. Imaginem como está agora, durante o segundo semestre que tem como característica a ausência de chuvas”.

Fonte: FUNCEME/Ascom

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Seminário de Avaliação da Seca de 2012/2013

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Semiárido

21 de outubro de 2013

        No período de 28 a 30 de outubro, em Fortaleza, na FIEC, com  a organização do Governo do Estado do Ceará, do Ministério da Integração e do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, haverá o  Seminário de Avaliação da Seca de 2012/2013

        Os objetivos deste seminário são:

1. Documentar a seca de 2012/2013, no Semiárido do Nordeste, com relação a: Aspectos climatológicos; Impactos econômicos, sociais, ambientais; Respostas governamentais (federal, estaduais, municipais), do setor privado, da sociedade civil, da mídia.

2. Identificar lições da experiência para futuras estratégias de adaptação aos impactos das secas no contexto de mudanças climáticas e crescente pressão antrópica.

3. Contribuir para o aperfeiçoamento da Política Nacional sobre Secas.

       Estarão presentes renomados cientistas e pesquisadores, dentre estes: Prof. Antônio Rocha Magalhães (CGEE), Prof. Carlos Nobre (MCTI), Prof. Eduardo Rodrigues (FUNCEME) e Prof. Alexandre Costa (UECE).

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Consultoria ambiental em manejo sustentável da Caatinga

     Tem edital aberto, no Ministério do Meio Ambiente, por meio do Projeto de Organismo Internacional PNUD – BRA/11/001, para consultores na área ambiental, para realizar o trabalho de elaboração de proposta para a difusão de boas práticas de manejo sustentável de caatinga para a pecuária, por meio:

 1) do levantamento e sistematização de técnicas de manejo e experiências bem sucedidas de manejo sustentável de caatinga para a pecuária,

 2) da análise dos fatores ambientais e socioeconômicos que impediram a adoção das técnicas e a difusão das experiências bem sucedidas, em larga escala, de manejo de caatinga para pecuária; e

 3) da identificação das oportunidades e medidas necessárias para a adoção em larga escala do manejo sustentável da caatinga para a pecuária.

     A data limite para inscrição me 17/07/2013. A duração da consultoria são seis meses. Maiores informações, cliquem aqui.

     O BRA/11/001 é um projeto da Secretaria de Biodiversidade e Florestas – SBF que tem como objetivo cooperar com o empenho nacional de implementar os dispositivos da Convenção sobre a Diversidade Biológica, da Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional (Convenção de Ramsar), da Convenção das Nações Unidas de Combate a Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca – UNCCD e do Programa Antártico Brasileiro – PROANTAR, ao prover suporte técnico ao Ministério do Meio Ambiente ao:

1) contribuir para a implementação de compromissos assumidos na Convenção sobre a Diversidade Biológica;

2) Planejar as políticas publicas integrando as diretrizes e programas das Convenções sobre a Diversidade Biológica e a Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional (Convenção de Ramsar);

 3) Promover ações e atividades do segmento ambiental do Programa Antártico Brasileiro relacionadas a acordos internacionais associados ao Sistema do Tratado da Antártica; 4) Implementar ações para a conservação e uso sustentável da caatinga, visando o combate a desertificação e a mitigação dos efeitos da seca.

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Sobral deve sediar Conferência Científica sobre Combate à Desertificação

     No período de 28 a 30 de agosto de 2013, Sobral, no Ceará, deve sediar a 1ª Conferência Científica da Iniciativa Latinoamericana e Caribenha de Ciência e Tecnologia para Implementação da UNCCD (Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação).

Fonte: ILACCT/UNCCD

Fonte: ILACCT/UNCCD

    Na programação, estão previstas mesas redondas com as seguintes temáticas: impactos socioeconômicos da desertificação, experiências exitosas de convivência em terras secas, a questão das águas em terras secas e tecnologias de luta contra a desertificação.

     O objetivo da Conferencia Científica consiste em avançar no conhecimento científico e tecnológico sobre as terras secas e os processos de desertificação, degradação da terra e efeitos da seca na região da América Latina e do Caribe. Serão discutidos os seguintes grandes eixos:

(1) Estado da desertificação, degradação da terra e seca (DDTS)

(2) Valoração socioeconômica e cultural dos impactos da DDTS;

(3) Manejo sustentável da terra.

     Aos interessados em mais informações, cliquem aqui.

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Prêmio Ambientalista Joaquim Feitosa – prorrogação do prazo para indicações

     Comentei em “post” recente que aproxima-se o dia 28 de abril, data em que se comemora o Dia Nacional da Caatinga. A programação da Semana Estadual da Caatinga pode ser encontrada aqui.

     O Comitê da Reserva da Biosfera prorrogou o prazo de recebimento de indicações, assim o Comitê recebe até o dia 17 de abril os currículos das pessoas físicas indicadas pelo público e pelas entidades.

     A divulgação do nome deve acontecer no dia 19 de abril. O tema abordado este ano será: Produtos e Serviços da Caatinga- Geração de renda e Consumo.

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Zoneamento Geoambiental do Ceará

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Desertificação, Meio Ambiente, Semiárido

05 de Março de 2013

     Conforme noticia o site da FUNCEME, o Zoneamento Geoambiental é um instrumento técnico voltado para o planejamento ambiental, proporcionando parâmetros e referências para uma reavaliação permanente do processo de planejamento, principalmente dos setores agrícola, mineral, dentre outros.

    O zoneamento ambiental possibilita o estudo das restrições e suscetibilidades impostas pelo meio ambiente para um determinado espaço considerando todas as atividades potenciais a serem implementadas naquele sítio.

     Continua FUNCEME a afirmar que com base em estudos realizados através de levantamentos setoriais e/ou integrado dos recursos naturais e do meio ambiente, utilizando técnicas de sensoriamento remoto aéreo e orbital e geoprocessamento, adotam-se procedimentos metodológicos capazes de conduzir à delimitação de unidades geoambientais, em consonância com proposições geossistêmicas.

     Além de serem dimensionadas as unidades geoambientais, incluem-se os municípios que nelas se enquadram, discriminando seu potencial e limitações de uso dos recursos naturais; as condições ecodinâmicas e a vulnerabilidade, como também o uso compatível visando sua sustentabilidade. Nesse contexto, a Funceme desenvolveu, no estado do Ceará, trabalhos em escalas regional, estadual e municipal.

    Para mais informações, cliquem aqui.

Fonte: FUNCEME

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Convivência com o semiárido: projetos e práticas inovadoras

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Governos Locais, Meio Ambiente, Semiárido

15 de Janeiro de 2013

      Com o objetivo de promover a produção de conhecimento e o desenvolvimento de ações inovadoras e exitosas em prol da convivência solidária e sustentável com o Semiárido brasileiro foram prorrogadas as inscrições, até dia 22 de fevereiro de 2013, para o Prêmio Mandacaru – projetos e práticas inovadoras em Acesso à Água e Convivência com o semiárido.

Fonte:IABS

    A iniciativa integra o Programa Cisternas. É realizada pelo Instituto Ambiental Brasil Sustentável (IABS), em parceria com a Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (AECID) e apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

    Os prêmios variam de R$ 5 mil a R$ 150 mil reais, em 4 categorias distintas em experiências exitosas na gestão de recursos hídricos no semiárido. Podem participar pessoas jurídicas de direito público ou privado, com atuação no Semiárido brasileiro.

    A premiação para a categoria Experimentação no Campo consistirá na concessão de apoio financeiro para os projetos dos dez primeiros colocados, além de diploma honorífico para os três primeiros colocados, sendo:

a) Primeiro colocado: diploma honorífico e prêmio no valor de R$ 50.000,00

b) Segundo colocado: diploma honorífico e prêmio no valor de 45.000,00

c) Terceiro colocado: diploma honorífico e prêmio no valor de 35.000,00

d) Quarto colocado: prêmio no valor de R$ 30.000,00

e) Quinto colocado: prêmio de 25.000,00

f) Sexto ao décimo colocado: prêmio no valor de 5.000,00

A premiação para a categoria Replicação de Práticas Inovadoras consistirá na concessão de diploma honorífico e de apoio financeiro, aos projetos dos três primeiros colocados, nos valores brutos máximos de R$ 100.000,00 (cem mil reais) para cada um dos premiados,

A premiação para a categoria Pesquisa Aplicada consistirá na concessão de diploma honorífico e de apoio financeiro para os três projetos de pesquisa selecionados, correspondente aos valores apresentados para o desenvolvimento dos respectivos projetos, respeitado o limite de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) para cada um dos premiados.

A premiação da categoria Gestão Inovadora consistirá na concessão de diploma honorífico para os cinco primeiros colocados.

Caríssimos chefes dos poderes executivos municipais deste meu querido País, especificamente, governos locais (municípios) que estejam no semiárido; prezados leitores do Blog Verde, que excelente oportunidade para divulgarmos as experiências que temos. As inscrições são gratuitas e, repetindo, podem ser efetuadas até o dia 22 de fevereiro de 2013. Mais informações estão disponíveis aqui.

Fonte: IABS

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Impressões da seca nos municípios cearenses

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente, Semiárido

14 de novembro de 2012

    Nas últimas duas semanas, tive a oportunidade de viajar pelas estradas do Ceará para alguns municípios do Maciço de Baturité, em missões de trabalho.

   A visão desanimadora da paisagem seca faz refletir… água: fonte de vida! Sem água, na há vida.

   Neste momento de estiagem prolongada, não há água nas nascentes. Não corre água nos leitos dos rios… A situação é preocupante e delicada. O cenário que presenciei é desolador: a serra seca. Os campos secos.

   Importante mencionar que muitos investimentos ao longo dos últimos 20 anos sustentam, um pouco, a situação dos municípios cearenses que padecem a ausência de chuvas. Caso não houvesse a intervenção das políticas públicas referentes à gestão de recursos hídricos, envidadas no estado do Ceará, desde a década de 1990, certamente o cenário estaria pior.

     Tomarei emprestadas as palavras das músicas Jesus Sertanejo e Triste Partida, ambas de Luíz Gonzaga, para expressar meu pensamento:

 

Fonte: Brown Jay Adventures

“…Silêncio

Na serra, nos campos

Ai desencanto que a gente tem

E o vento que sopra, ressoa

Ai sequidão que traz desolação”.

 

“ Meu Deus, Meu Deus,

Setembro passou

Outubro e novembro …

… Meu Deus, que é de nós”

 

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Impressões da seca nos municípios cearenses

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente, Semiárido

14 de novembro de 2012

    Nas últimas duas semanas, tive a oportunidade de viajar pelas estradas do Ceará para alguns municípios do Maciço de Baturité, em missões de trabalho.

   A visão desanimadora da paisagem seca faz refletir… água: fonte de vida! Sem água, na há vida.

   Neste momento de estiagem prolongada, não há água nas nascentes. Não corre água nos leitos dos rios… A situação é preocupante e delicada. O cenário que presenciei é desolador: a serra seca. Os campos secos.

   Importante mencionar que muitos investimentos ao longo dos últimos 20 anos sustentam, um pouco, a situação dos municípios cearenses que padecem a ausência de chuvas. Caso não houvesse a intervenção das políticas públicas referentes à gestão de recursos hídricos, envidadas no estado do Ceará, desde a década de 1990, certamente o cenário estaria pior.

     Tomarei emprestadas as palavras das músicas Jesus Sertanejo e Triste Partida, ambas de Luíz Gonzaga, para expressar meu pensamento:

 

Fonte: Brown Jay Adventures

“…Silêncio

Na serra, nos campos

Ai desencanto que a gente tem

E o vento que sopra, ressoa

Ai sequidão que traz desolação”.

 

“ Meu Deus, Meu Deus,

Setembro passou

Outubro e novembro …

… Meu Deus, que é de nós”