saúde ambiental Archives - Página 4 de 4 - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

saúde ambiental

Progresso em Saneamento e Água Potável

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

15 de Maio de 2013

     Caros leitores do Blog Verde, vocês sabiam que um terço da população mundial não tem acesso à água potável?

Foto: Arquivo pessoal

Foto: Arquivo pessoal

    A publicação recente da Organização Mundial da Saúde (OMS – sigla em inglês: WHO) intitulada Joint Monitoring Programme (JMP) for Water Suplly and Sanitation 2013 (Programa de Monitoramento Conjunto para Abastecimento de Água e Saneamento) informou que cerca de 2.400 milhões de pessoas, ou seja, um terço da população mundial continuará sem acesso à água potável e ao saneamento adequado no ano de 2015, ano em que se finda o prazo para o alcance dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM).

     A publicação JMP 2013 (do dia 13/05) traz, também, as informações sobre as disparidades existentes entre as populações rurais e as que vivem nas cidades. Diz o texto: “os habitantes urbanos constituem-se em ¾ dos que tem acesso à água corrente em suas casas. As comunidades rurais representam 71% dos que vivem sem saneamento”.

    A diretora da OMS para Saúde Pública e Meio Ambiente, Maria Neira, declarou que era necessário realizar grandes esforços para transformar a vida de milhões de pessoas que não tem acesso à saúde básica.

Fonte: WHO, 2013 e Efeverde

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Problemas de saúde persistem após 27 anos em Chernobyl

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

01 de Maio de 2013

     Já se passaram 27 anos da catástrofe nuclear de Chernobyl. No entanto, os problemas decorrentes da radiação continuam afetando a população da Bielo-Rússia. Conforme as informações da Agência EFE, um terço (1/3) da população apresenta alguma patologia de tireoide devido à catástrofe nuclear.

    Conforme os especialistas, a Bielo-Rússia foi mais afetada, com consequências adversas do acidente de 1986, do  que a Ucrânia. Após quase três décadas, os médicos observam entre a população do país a persistência da “síndrome de Chernobyl”, um transtorno de ansiedade relacionado com fobias da radiação, e câncer. A síndrome afeta mais as mulheres.

    A maior parte dos habitantes das zonas mais contaminadas do país sofrem ansiedade e estresse pós-traumático, enquanto os jovens entre 19 e 25 anos têm medo da radiação.

     Esta fobia afeta cerca de 40% das pessoas com idade entre 41 e 50 anos, testemunhas da tragédia. Com relação às patologias oncológicas, os médicos têm diagnosticado com bastante frequência a leucemia, notadamente em crianças.

    A explosão ocorrida na madrugada de 26 de abril de 1986 no quarto reator da Usina Nuclear de Chernobyl lançou 200 toneladas de material radioativo, o que equivale a 500 bombas atômicas semelhantes às lançadas sobre Hiroshima, durante a Segunda Guerra Mundial. Até hoje, mais de 300 localidades estão com níveis de radiação muito acima do máximo permitido por lei.

    Será que vale a pena investir em energias que apresentam risco elevado para saúde e meio ambiente? Até quando a população vai, literalmente, pagar esta conta, com sua saúde (física e mental)? Não tenho respostas. Mas tenho esperanças de que o mundo, certamente, ficará bem melhor. Creio nisso!

 Fonte: Agência EFE

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Contaminação radioativa de Fukushima na costa oeste dos Estados Unidos

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

08 de Abril de 2013

     O portal Ecosítio e a Urgente 24 noticiam que foi constatado elevado número de casos com problemas de tireoide em crianças nascidas na costa oeste dos EUA (Estados Unidos), o que fez soar o alarme sobre a contaminação radioativa de Fukushima. Poucos dias após o desastre (em fevereiro de 2011), as concentrações de iodo radioativo I-131 nas chuvas norte americanas foram até 211 vezes acima do normal. Níveis mais elevados de I-131 foram documentados em cinco estados: Califórnia, Havaí, Alasca, Oregon e Washington.

     Os pesquisadores confirmaram que o desastre nuclear de Fukushima está “passando a fatura” à população norte americana. A externalidade negativa se traduz no elevado número de anomalias da tiroide entre os recém-nascidos na costa oeste do país.

     Esses dados foram publicados no periódico Open Journal Pediatrics. Os autores do estudo atestam que de 17 de março a 31 dezembro de 2011, o número de casos de hipotireoidismo congênito em cinco estados foi de 16% maior do que o mesmo período de 2010.

      O iodo radioativo que entra no corpo humano se acumula na glândula tireoide, que produz o hormônio de crescimento. A exposição à radiação pode impedir o crescimento do corpo e do cérebro de uma criança, até mesmo causar cretinismo e câncer de tireoide. Tais doenças e sintomas estão também documentados depois de Chernobyl.

     Outros dados preocupantes é que em fevereiro deste ano (2013), foi relatado que 44,2% das crianças examinadas em Fukushima também têm anormalidades da tireoide.

      Caros leitores do Blog Verde, qual é o preço que nós, sociedade civil, pagamos pelos danos decorrentes de atividades que não possuem tecnologia suficiente para garantir 100% de segurança, ou seja 0% de riscos ambientais?

      Quanto estamos dispostos a pagar? Qual o preço de sua saúde? Quanto vale a sua vida?  Pare… e pense.

Fonte: Ecosítio e Urgente 24

 

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Frases para refletir…sobre vida e meio ambiente

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

07 de Abril de 2013

Domingo chegou! Dia de descansar um pouquinho e refletir sobre coisas da vida. Que tal pensarmos sobre saúde, hoje que é o Dia Mundial da Saúde…

Como está sua saúde? Você verifica sua pressão arterial regularmente? Comento isso, pois a campanha deste ano da OMS diz respeito à hipertensão, seus cuidados e controle.

O Blog Verde traz, hoje, frases retiradas de letras de canções, que de alguma maneira, fazem-nos refletir sobre a beleza da vida, mesmo com seus muitos e inesperados obstáculos, que existem para serem superados.

“Toda pedra no caminho, você pode retirar. Numa flor que tem espinhos, você pode se arranhar. Se o bem e o mal existem, você pode escolher. É preciso saber viver” (letra de Márcio e Ronald – Os Vips).

“Penso que cumprir a vida seja simplesmente compreender a marcha e ir tocando em frente.  …Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz” .(letra de Almir Sater e Renato Teixeira)

“A vida ensina e o tempo traz o tom, pra nascer uma canção. Com a fé do dia a dia encontro a solução”. (letra de Bino Farias, Lazão, Da Gama e Toni Garrido)

 

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Dia Mundial da Saúde – Reduzir riscos da pressão arterial alta

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente, Saúde Ambiental

06 de Abril de 2013

     Amanhã, 07 de abril, comemora-se o Dia Mundial da Saúde. A Organização Mundial da Saúde (World Health Organization), este ano, está com campanha no sentido de envidar esforços para prevenir e controlar a hipertensão.

     Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que um em cada três adultos tem hipertensão; 40% dos adultos com mais de 25 anos de idade apresentaram pressão alto em 2008. E mais, preocupante para todos, 17, 3 milhões de pessoas morreram, em 2008, vítimas de doenças cardiovasculares (WHO, 2013).

     Diagnosticar a pressão alta é o primeiro passo na prevenção e controle. No Dia Mundial da Saúde, a OMS chama adultos, no mundo inteiro, para medirem sua pressão arterial. Conforme a Dra. Margareth Chan, Diretora Geral da OMS, “nosso objetivo no dia mundial da saúde é conscientizar as pessoas sobre a necessidade de conhecerem sua pressão arterial; levarem a sério a pressão alta, e então assumir o controle da situação”.

     As pessoas podem diminuir os riscos da pressão alta, conforme OMS, seguindo as orientações:

– consumo de menos sal;

– adotar dieta balanceada;

– realizar uma atividade física regular;

– evitar fumo e bebidas alcoólicas (abuso).

 Fonte: WHO

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O mundo que queremos 2015 – Saúde

The World We Want 2015A saúde é fundamental para o desenvolvimento sustentável e questões relacionadas à saúde são destaques no atual quadro dos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM). Ao mesmo tempo em que a agenda global da saúde está mudando, com novas questões emergentes, existe a necessidade de manter as conquistas na área da saúde que têm sido feitas ao longo da última década e, também, completar o trabalho inacabado no alcance dos ODM.

A consulta pública com a temática de saúde visa estimular discussões sobre os progressos realizados e as lições aprendidas e, ainda, desenvolver um entendimento comum – entre os Estados-Membros, agências da ONU, sociedade civil e outros – com relação ao posicionamento da saúde no âmbito da agenda do desenvolvimento pós-2015.

A consulta pública da temática Saúde é co-organizada pela UNICEF e OMS (Organização Mundial da Saúde), com o apoio de um grupo interinstitucional (UNFPA, UNAIDS, OCHCR, UNDESA e PNUD).

Para mais informações, cliquem aqui.

 

Fonte: UNDP

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Custos da Longevidade – preocupação global

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

11 de Janeiro de 2013

     O Relatório Riscos Globais 2013 (Global Risks 2013 Report) menciona como um dos riscos e, portanto, como emergente preocupação global os custos que a longevidade pode trazer.

     A medicina tem avançado consideravelmente e permitido, então, que pessoas vivam por mais tempo. A pergunta que os especialistas fazem é: temos condições de lidar com tantas pessoas portadoras de doenças (como artrite, doenças do coração, câncer, acidente vascular cerebral, doença de Alzheimer) e o custo elevado de seus tratamentos e os cuidados em longo prazo?

Foto: Cinthia Casagrande
Fonte: www.flickr.com

    Estima-se que na metade deste século serão 11 milhões de norte americanos portadores da doença de Alzheimer, o dobro dos dados atuais. Aumentos semelhantes são projetados para muitos países, cuja população global de portadores deve dobrar a cada 20 anos, o que deve exceder os 115 milhões de pessoas em 2050.

    O Relatório aponta que as causas são o aumento no número de idosos em relação à população geral e, ainda, as taxas de fertilidade reduzidas em países de renda média e baixa.

    Os custos de tratamento são elevados. Por exemplo, no Reino Unido se gasta £23 bilhões para tratamento da doença de Alzheimer, o que equivale, praticamente, ao somatório do que se gasta com doenças do coração (£8 bilhões) e câncer (£12 bilhões).

    Considerando o aumento na expectativa de vida da população é possível dizer que novos idosos potencialmente portadores de doenças estão a caminho. Conforme menciona o Relatório a proporção de norte americanos, entre 50 e 64 anos (que relataram precisar de cuidados pessoais, como ajuda para descer da cama ou subir 10 degraus), aumentou significativamente se comparado aos dados de 2007. A artrite foi a causa mais indicada. A diabetes também teve papel importante e crescente nestes dados.

     Algumas medidas preventivas são bem conhecidas e necessárias que podem nos ajudar a viver mais tempo com melhor qualidade: exercícios são fundamentais e possuem benefícios no sentido de afastar determinadas patologias.

     Os impactos do envelhecimento da população serão sentidos em toda a sociedade. Portanto, necessário e oportuno promover mudança para melhores soluções na área urbana, por meio de planejamento para viabilizar a readequação de cidades e ambientes construídos.

     Importante, também, investir em mais pesquisa, no sentido de favorecer o desenvolvimento de tratamentos, que possibilitem qualidade de vida e de condições de se gerar riqueza (produtividade), ao mesmo tempo.

 Fonte: WEF

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Um pouquinho mais de saúde ambiental nos governos locais

Por Nájila Cabral em Governos Locais, Legislação Ambiental, Saúde Ambiental

08 de agosto de 2012

 

A ausência, e também a ineficiência do saneamento ambiental, tem reflexo direto na saúde e no bem-estar das pessoas, nos locais em que escolheram viver. Um dos indicadores importantes para mensurar esta área de conhecimento é o percentual de pessoas que vivem em domicílio com banheiro e água encanada.

Fonte: IPECE, 2010

A figura ao lado traz o cenário cearense nos anos 1991 (a esquerda) e 2000 (a direita) em relação ao percentual de pessoas que vivem em domicílio urbano com água encanada e banheiro.

Apesar do pequeno avanço em relação a 1991, o cenário de 2000 é um pouco mais animador;  no entanto, ainda preocupante, uma vez que 74 municípios se encontravam com percentual de 35 a 50%, e 67 municípios apresentavam percentual ainda pior: entre 0 a 35%. Portanto, muito ainda há de se investir em ações estratégicas de saneamento básico, cumprindo o disposto na Lei 11.445/2007 (a Política Nacional de Saneamento Básico), concernente à água, esgoto, drenagem e resíduos sólidos.

Neste momento tão interessante do ponto de vista político, importante ficarmos alertas para cobrarmos, a quem de direito for, adequados planos, programas e projetos para os governos locais. Podem ter certeza de que, mais adiante, seremos cobrados por nossos filhos e netos, os motivos pelos quais fizemos determinadas escolhas.

 

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Saúde ambiental – cenário cearense

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente, Saúde Ambiental

06 de agosto de 2012

Ontem, 05 de agosto, foi o Dia Nacional da Saúde. Então, que tal conversarmos um pouco sobre um dos indicadores de saúde ambiental? A taxa de mortalidade em crianças menores de 01 ano de idade.

Quanto mais elevada a taxa, pior a situação do município e piores as condições de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece como admissível a taxa de mortalidade de 10 para cada 1000 nascidos vivos.

O Estado do Ceará, ao longo dos últimos 18 anos, tem tido melhoras neste indicador. A figura abaixo traz os cenários do estado do Ceará para os anos 1991, 2000 e 2009 (da esquerda para direita).

Fonte: IPECE, 2010.

Em 2009, os indicadores demonstram 41 municípios com taxa de mortalidade de 0 a 10; atendendo, assim, o que estabelece a OMS. Portanto, temos uma “batalha” importante para enfrentarmos, nos governos locais, na tentativa de reverter essa realidade. Dos 184 municípios do estado do Ceará, 143 precisam estabelecer ações nesta área para atingir patamares admissíveis.

Talvez este seja um ponto interessante de discussão para por na pauta dos programas dos postulantes a cargo de chefe do poder executivo municipal. Que acham?

 

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Saúde ambiental – cenário cearense

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente, Saúde Ambiental

06 de agosto de 2012

Ontem, 05 de agosto, foi o Dia Nacional da Saúde. Então, que tal conversarmos um pouco sobre um dos indicadores de saúde ambiental? A taxa de mortalidade em crianças menores de 01 ano de idade.

Quanto mais elevada a taxa, pior a situação do município e piores as condições de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece como admissível a taxa de mortalidade de 10 para cada 1000 nascidos vivos.

O Estado do Ceará, ao longo dos últimos 18 anos, tem tido melhoras neste indicador. A figura abaixo traz os cenários do estado do Ceará para os anos 1991, 2000 e 2009 (da esquerda para direita).

Fonte: IPECE, 2010.

Em 2009, os indicadores demonstram 41 municípios com taxa de mortalidade de 0 a 10; atendendo, assim, o que estabelece a OMS. Portanto, temos uma “batalha” importante para enfrentarmos, nos governos locais, na tentativa de reverter essa realidade. Dos 184 municípios do estado do Ceará, 143 precisam estabelecer ações nesta área para atingir patamares admissíveis.

Talvez este seja um ponto interessante de discussão para por na pauta dos programas dos postulantes a cargo de chefe do poder executivo municipal. Que acham?