saúde ambiental Archives - Página 3 de 4 - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

saúde ambiental

7 milhões de pessoas morrem, no mundo, em virtude da poluição do ar

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

26 de Março de 2014

  As novas estimativas do último relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde), divulgado ontem, dia 25 de março, relatam que em 2012 cerca de 7 milhões de pessoas morreram em consequência da exposição à poluição. Conforme a OMS, isso significa dizer que uma em cada oito do total de mortes está relacionada à poluição do ar. Reduzir a poluição do ar poderia salvar, portanto, milhares de vidas.

    Conforme o Relatório da OMS, as novas estimativas têm por base não apenas o conhecimento sobre as doenças causadas pela poluição do ar, mas também sobre uma melhor avaliação da exposição humana aos poluentes do ar, considerando o uso de medidas mais precisas e de novas tecnologias. Com isso, os cientistas puderam fazer uma análise mais detalhada sobre os riscos para a saúde, a partir de uma distribuição demográfica mais ampla, que inclui áreas rurais, bem como urbanas.

     O Relatório também traz a discriminação de mortes atribuídas a tipos de doenças, considerando que a maioria das mortes por poluição do ar está vinculada a doenças cardiovasculares, conforme o que se segue:

40% – doença isquêmica do coração;

40% – acidente vascular cerebral;

11% – doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)

6% – câncer de pulmão;

3% – infecções respiratórias agudas em crianças.

Aos interessados em saber mais, cliquem aqui.

Fonte: WHO

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Relatório Mundial sobre Saúde – Pesquisa para cobertura universal de saúde

Por Nájila Cabral em Saúde Ambiental

10 de Janeiro de 2014

     Em agosto do ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS ou sigla em inglês WHO) lançou o World health report: research for universal health coverage, cujo foco está na importância da pesquisa nos avanços relacionados à cobertura universal de saúde.

Fonte: WHO

Fonte: WHO

     Mencionado Relatório identifica os benefícios oriundos do aumento de investimentos em pesquisas relacionadas à saúde, trazendo estudos de casos de vários países do mundo.

     No Relatório enfatiza-se a necessidade de mais investimentos em pesquisas e da aplicação do conhecimento adquirido em aplicações práticas. Todos os países do mundo são convidados a produzirem mais pesquisas, no sentido de incrementar os serviços de saúde nos países e entre países.

     Outro ponto de destaque do Relatório é a ênfase da necessidade de colaboração entre pesquisadores e tomadores de decisão, em outras palavras, que os resultados das pesquisas possam sair das instituições acadêmicas para os programas governamentais de saúde, no sentido de fortalecer a promoção da saúde.

Fonte: WHO

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3º Fórum Global de Recursos Humanos para Saúde

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Saúde Ambiental

12 de novembro de 2013

     Desde o dia 10 de novembro até o dia 13, em Recife/PE, acontece o 3º Fórum Global de Recursos Humanos para Saúde. O tema deste ano é Recursos Humanos para Saúde: fundação para a Cobertura Universal da Saúde e a agenda de desenvolvimento pós-2015.

    Devem ser discutidos os avanços na área de saúde concernente aos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM), assim como o alcance dos objetivos nacionais (Brasil). A pergunta chave é: estamos indo em direção a Cobertura Universal da Saúde?

     As mesas redondas de alto nível devem debater os temas: necessidades da população e o papel regulador do Estado, empoderamento e iniciativas para a saúde em direção à Cobertura Universal da Saúde, dentre outras.

     Dentre os principais objetivos do Fórum está a identificação das prioridades de desenvolvimento para a agenda pós-2015, considerando o processo da Rio+20 e a agenda dos ODM remanescentes..

Fonte: WHO

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Contaminação ambiental como elemento cancerígeno aos seres humanos

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Saúde Ambiental

17 de outubro de 2013

    A Agência Internacional de Investigação de Câncer (IARC , na sigla em inglês) anunciou hoje (17/10) que incluiu a contaminação ambiental como um dos elementos que causam câncer nos seres humanos, com incidência especial para o câncer de pulmão.

Eart Day 2013 Fonte:ONU

Eart Day 2013
Fonte:ONU

      A IARC citou dados indicando que, em 2010, foram registradas 223.000 mortes de câncer de pulmão em todo o mundo resultantes da poluição do ar e, ainda, que existem provas convincentes de que a contaminação ambiental aumenta o risco de câncer de bexiga

     Estas partículas contaminantes foram classificadas pela IARC no grupo 1 de substâncias causadoras de câncer, assim como o tabaco, asbeto, plutônio e a radiação ultravioleta.

     Os elementos contaminantes estão associados às emissões oriundas das atividades humanas como transporte, indústria, agricultura e geração de energia.

Fonte: Efeverde e IARC

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Duas indústrias químicas norte americanas são condenadas a pagar por danos a ex-combatentes do Vietnã

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente, Saúde Ambiental

16 de julho de 2013

    A Alta Corte de Seul condenou, nesta sexta, dia 12/07, duas indústrias químicas norte americanas, fabricantes do agente laranja, a pagar indenizações que variam entre US$ 6,200 a 47,500 dólares para cada um dos 39 ex-combatentes que moveram a ação judicial.

Fonte: Ecositio

Fonte: Ecositio

     O agente laranja foi usado na Guerra do Vietnã e é considerado uma das piores catástrofes ambientais do mundo. No período de 1961 e 1971, o governo dos EUA pulverizou o Vietnã com mais de 80 milhões de litros de herbicida desfolhante mortal produzido por estas duas indústrias químicas agora condenadas.

    Este agente laranja usado indiscriminadamente pelo Exército dos EUA, durante a Guerra do Vietnã é uma mistura de dois herbicidas: 2,4-D e 2,4,5-T. Em virtude da demanda (durante 10 anos) do governo dos USA por este desfolhante, ou seja, para atender aos pedidos, os fabricantes não purificaram na sua síntese a segunda substância dioxina 2,4,5-T, Tetraclorodibenzodioxina, apresentando esta um alto teor hormonal de um subproduto altamente cancerígeno.

     Esse resíduo produziu terríveis consequências para sempre na população vietnamita e nos próprios soldados norte-americanos. As mais graves consequências são visíveis principalmente nas descendências dos contaminados, por sua absorção progressiva, direta ou indireta, por via oral ou cutânea, que adquirem alta probabilidade de malformações graves e câncer.

     A decisão contra as indústrias químicas dos EUA observa que “os réus produziram desfolhantes contendo dioxina em nível muito maior que o máximo admissível e permitido, devido a falhas de concepção” e argumenta que há “uma relação epidemiológica entre o desfolhante e doenças” sofridas por veteranos, que vão desde o câncer a linfoma.

    Como forma de se defender, ambas empresas argumentam que a responsabilidade do uso de agente químico não é deles, mas do governo dos EUA.

Fonte: Biodiversidad em America Latina e el caribe

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Construindo a agenda de desenvolvimento global – Meu Mundo

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Meio Ambiente

22 de Maio de 2013

     A agenda de desenvolvimento pós-2015 deve ser um projeto mais global do que os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que tem até 2015 como data limite para seus alcances. A agenda pós-2015 está envolvendo mais países, tanto na concepção quanto na implementação de novas metas.

     Para ser politicamente viável, ela terá de ser informada pelas prioridades de todos os cidadãos do mundo. As prioridades mundiais da campanha Meu Mundo (My World), em diferentes regiões, ilustram algumas das prioridades comuns, e alguns focos potenciais para acordo global sobre os objetivos pós-2015.

    Até o presente momento, têm-se as seguintes prioridades, concernente aos diversos continentes (estão listadas as três primeiras prioridades e a quantidade total de votantes):

Fonte: ONU

Fonte: ONU

 África (273.541 votos)

(1) melhores cuidados com a saúde;

(2) uma boa educação;

(3) um governo honesto e responsável.

 Ásia (137.573 votos)

(1) melhores cuidados com a saúde;

(2) uma boa educação;

(3) Melhores oportunidades de emprego.

 América Latina (31.445 votos)

(1) uma boa educação;

(2) um governo honesto e responsável;

(3) proteção das florestas, rios e oceanos.

 Europa (54.658 votos)

(1) uma boa educação;

(2) um governo honesto e responsável.

(3) melhores cuidados com a saúde;

 América do Norte (17.045 votos)

(1) uma boa educação;

(2) um governo honesto e responsável;

(3) acesso à água potável e saneamento.

 Oceania (10.476 votos)

(1) proteção das florestas, rios e oceanos;

(2) acesso à água potável e saneamento;

(3) Segurança alimentar.

    Prezados leitores do Blog Verde, caso queiram saber mais sobre os resultados preliminares, de maio/2013, sobre Meu Mundo (My World), cliquem aqui.

Fonte: ONU, 2013.

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Meu Mundo – resultados preliminares

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Meio Ambiente

20 de Maio de 2013

     Caros leitores do Blog Verde, vocês sabiam que mais de 524.000 cidadãos no mundo inteiro já participaram da campanha das Nações Unidas intitulada My World (Meu Mundo)? Fizemos a chamada de participação pública aqui no Blog Verde (post do dia 11/05), lembram?

    São pessoas, assim como você e eu, oriundas de 194 países, que já votaram nas questões que fazem a diferença em suas vidas. Esta é a primeira vez que, em tempo real e no mundo real, pessoas pensam sobre os maiores desafios que elas e suas famílias devem perseguir nos próximos anos.

Fonte: ONU

Fonte: ONU

    Dos temas prioritários que estão em votação, os três mais votados até o momento são:

(1) uma boa educação;

(2) melhores cuidados com a saúde;

(3) um governo honesto e responsável.

     Em nível global, as sete principais prioridades são as mesmas para homens e mulheres, embora ligeiramente em diferentes ordens. As principais diferenças entre os gêneros são: “melhor transporte e estradas” e “liberdades políticas” aparecem entre os dez primeiros temas para os homens, mas não as mulheres; enquanto que “igualdade entre homens e mulheres” e “liberdade de discriminação e perseguição” aparecem nos dez primeiros temas para as mulheres, mas não para os homens.

    Quem não participou, ainda, e quiser participar, basta clicar aqui.

Fonte: ONU, 2013.

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Rumo à agenda de desenvolvimento em saneamento – pós-2015

     Antecipando-se à discussão sobre as metas de desenvolvimento pós-2015, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) convocaram uma primeira consulta com ampla representação das Partes interessadas (stakeholders) em Berlim, em maio de 2011, para iniciar um processo de formulação de propostas de metas pós-2015 e de indicadores concernentes à água, saneamento e higiene (ASH), no contexto de seus possíveis objetivos.

Foto: Ingrid Castro Fonte: http://www.flickr.com.br

Foto: Ingrid Castro
Fonte: http://www.flickr.com.br

    Esta primeira consulta analisou o cenário atual global da água potável e do saneamento, identificando os pontos fortes e fracos em relação às metas ODM. Discutiram, também, a relevância dos princípios dos direitos humanos à água e ao saneamento para apreciação em futuras metas e objetivos e chegaram a um acordo sobre um possível roteiro para a formulação de um menu de opções relativas a metas globais viáveis e, também, dos indicadores (ASH).

     Após as reuniões dos Grupos de trabalho, os resultados preliminares divulgados no JMP 2013, com base em informações de dezembro/2012, o desenvolvimento de metas e dos indicadores (água, saneamento e higiene – ASH), devem considerar os seguintes princípios:

– devem ser formulados no contexto de uma visão simples, articulada em torno do acesso universal e da utilização de água potável e do saneamento, em que a higiene seja adicionada ao alcance das novas metas.

devem refletir realização progressiva dos direitos humanos para acesso seguro de água potável e saneamento.

devem construir sobre os indicadores existentes, mecanismos de monitoramento para garantir a continuidade no monitoramento global.

Fonte: WHO, 2013 (Joint Monitoring Programme (JMP) for Water Suplly and Sanitation 2013)

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Tendências de água potável, em nível global

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

17 de Maio de 2013

    Considerando as informações divulgadas no JMP (2013), no final de 2011, 89% da população mundial utilizava alguma fonte de água potável. Estima-se que cerca de 768 milhões de pessoas não usavam fontes de água potável em 2011, incluindo 185 milhões que contavam com águas superficiais para atender suas necessidades de água potável por dia.

Foto: Guga Curado http://www.flickr.com.br

Foto: Guga Curado
http://www.flickr.com.br

    A cobertura de água potável em área urbana manteve-se elevada ao longo das últimas duas décadas e, atualmente, conforme JMP (2013) apenas 4% da população urbana não possui acesso a fontes potáveis de água.

     No entanto, apesar das altas taxas de cobertura urbana de água potável, as questões de qualidade de serviço permanecem. As fontes são, muitas vezes, intermitentes e isso aumenta os riscos de contaminação.

     Dos 2,1 bilhões de pessoas que ganharam acesso à água potável desde 1990, quase dois terços, ou seja, 1,3 milhões viviam em áreas urbanas. Até o final de 2011, 83% da população sem acesso a água potável vivia em áreas rurais. Este é o cenário que se apresenta, em nível mundial.

Fonte: WHO, 2013 (Joint Monitoring Programme (JMP) for Water Suplly and Sanitation 2013)

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Tendências do Saneamento, em nível global

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

16 de Maio de 2013

     Considerando análise do período de 1990 a 2011, a publicação JMP (2013), da Organização Mundial da Saúde, informa que em 2011, quase dois terços, ou, ainda 64% da população mundial tiveram melhorias nas instalações sanitárias, enquanto 15% continuaram sem saneamento, especificamente, sem sequer vaso sanitário.

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Foto: Arquivo pessoal

    Desde 1990, quase 1,9 bilhão de pessoas passaram a ter acesso e melhoria de instalações sanitárias. O mundo, no entanto, permanece longe de atender as metas estipuladas nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) concernente ao saneamento, cuja meta exige a redução da proporção de pessoas sem acesso ao saneamento, cujo dado era de 51% em 1990, para 25% em 2015.

    Com relação à cobertura de saneamento, a publicação noticia que o maior progresso foi realizado no leste da Ásia, onde a cobertura aumentou de 27% em 1990 para 67% em 2011. Este acréscimo no percentual equivale a mais de 626 milhões de pessoas que ganharam acesso a melhoria das instalações sanitárias ao longo do período de 21 anos.

Fonte: WHO, 2013 (Joint Monitoring Programme (JMP) for Water Suplly and Sanitation 2013)

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Tendências do Saneamento, em nível global

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

16 de Maio de 2013

     Considerando análise do período de 1990 a 2011, a publicação JMP (2013), da Organização Mundial da Saúde, informa que em 2011, quase dois terços, ou, ainda 64% da população mundial tiveram melhorias nas instalações sanitárias, enquanto 15% continuaram sem saneamento, especificamente, sem sequer vaso sanitário.

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Foto: Arquivo pessoal

    Desde 1990, quase 1,9 bilhão de pessoas passaram a ter acesso e melhoria de instalações sanitárias. O mundo, no entanto, permanece longe de atender as metas estipuladas nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) concernente ao saneamento, cuja meta exige a redução da proporção de pessoas sem acesso ao saneamento, cujo dado era de 51% em 1990, para 25% em 2015.

    Com relação à cobertura de saneamento, a publicação noticia que o maior progresso foi realizado no leste da Ásia, onde a cobertura aumentou de 27% em 1990 para 67% em 2011. Este acréscimo no percentual equivale a mais de 626 milhões de pessoas que ganharam acesso a melhoria das instalações sanitárias ao longo do período de 21 anos.

Fonte: WHO, 2013 (Joint Monitoring Programme (JMP) for Water Suplly and Sanitation 2013)