saúde ambiental Archives - Página 2 de 4 - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

saúde ambiental

O Protocolo de Montreal e a diminuição do risco de câncer de pele

    O Relatório divulgado ontem, intitulado Efeitos ambientais da redução do ozônio e suas interações coma as Mudanças Climáticas (Environmental effects of ozone depletion and its interaction with climate change), traz uma importante notícia para todos: a ameaça do aumento do risco de câncer de pele tem sido evitado devido ao sucesso do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, no controle da destruição do ozônio

    Mencionado relatório foi produzido pelo Painel de Avaliação dos Efeitos Ambientais (EEAP) do Protocolo de Montreal, na sequência da sua última avaliação quadrienal, tendo sido publicado em 16/01/2015.

     Escrito por mais de 40 cientistas de todo o mundo, o Relatório fornece as principais conclusões sobre saúde e meio ambiente desde a última avaliação completa realizada em 2010. O Relatório destaca as mudanças na radiação ultravioleta (UV) que ocorreram como resultado da redução do ozônio e outras mudanças ambientais.

   Segundo o Relatório, até 2 milhões de casos de câncer de pele serão evitados a cada ano até 2030, graças ao sucesso da implementação do Protocolo de Montreal e suas emendas.

    Notícias como estas trazem esperança de que as políticas públicas quando efetivamente implementadas têm consequências positivas. Estamos em um momento ímpar em que tomadores de decisão devem ficar atentos às mudanças climáticas, sendo importante introduzir nas políticas públicas locais, regionais e nacionais os elementos favoráveis à adaptação às mudanças climáticas e à mitigação de seus efeitos.

    Aos que se interessam em ter acesso ao Relatório Environmental effects of ozone depletion and its interaction with climate change na íntegra, cliquem aqui.

Fonte: UNEP

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Conferência do Clima – Lima

Aproxima-se o período da realização da Conferência do Clima, em Lima, no Peru. A COP 20, ou seja, a Conferência das Partes deve acontecer no período de 01 a 14/12/2014. As expectativas são grandes.

É nesse evento que os países devem promover o debate importante para viabilizar os acordos multilaterais de redução de gases de efeito estufa e de necessárias ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

   Dentre as discussões do dia 09/12 está a redução dos poluentes climáticos de curta duração (SLCPs) com foco no setor de produção de tijolos e sobre as emissões de veículos a diesel. O setor da construção civil, na produção de tijolos, tem sido um dos mais impactantes setores, considerando as emissões de gases poluentes para a atmosfera, notadamente nos países da América Latina e da Ásia; e que tem afetado, sobremaneira, a qualidade do ar e, consequentemente, a saúde pública.

   Ao longo das próximas semanas, o Blog Verde trará notícias desse importante evento mundial, com consequências significativas para políticas públicas, em âmbito regional e local.

Fonte: ONU.

 

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Aprovação de teste de vacina contra Ebola no Hospital Universitário de Lausanne

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

29 de outubro de 2014

   Ontem, dia 28/10, a Organização Mundial da Saúde, saudou a Swissmedic, pela sua aprovação dos testes de vacina contra o Ebola, no Hospital Universitário de Lausanne, na Suiça.

     A Swissmedic é a autoridade reguladora suíça de produtos terapêuticos, e aprovou para teste com uma vacina experimental contra Ebola. Este é o último passo para dar vacinas seguras e eficazes contra a doença, sendo a fase de teste a ser implementada, o mais rápido possível.

     A aprovação significa que a vacina pode ser usada em cerca de 120 indivíduos em Lausanne. O julgamento, que está recebendo o apoio da OMS, é o último de uma série de ensaios que estão em curso no Mali, no Reino Unido e nos Estados Unidos.

     Os testes em Lausanne devem começar, ainda, esta semana, com os primeiros resultados esperados para dezembro de 2014.

Fonte: OMS

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2ª Conferência Internacional sobre Nutrição

    Em Roma, Itália, na sede da FAO, no período de 19 a 21 de novembro, acontecerá a 2ª Conferência Internacional sobre Nutrição (ICN2, sigla em inglês).

    O objetivo é criar consenso sobre como enfrentar os desafios, incluindo nutrição desnutrição, deficiências de micronutrientes e excesso de peso, com vista a alcançar o conjunto de metas globais de nutrição em 2025 estabelecido pela Assembleia Mundial de Saúde.

    Uma de suas metas principais é a coerência entre a oferta de alimentos e as políticas de saúde pública, uma vez que ambos contribuem para a segurança alimentar e nutrição. Os participantes devem também analisar as melhores formas de ampliação das intervenções de eficácia comprovada para combater todas as formas de desnutrição.

     A ICN2 irá identificar as prioridades de políticas públicas em nível nacional e global. Será a primeira conferência de alto nível intergovernamental sobre nutrição desde a primeira Conferência Internacional sobre Nutrição que foi organizada pela FAO e pela OMS, em 1992. Portanto, há 24 anos não se tem um momento ímpar como este.

Fonte: WHO (OMS)

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Viajar para países afetados pelo Ebola? O que você precisa saber?

A OMS (Organização Mundial da Saúde, sigla em inglês WHO) informou que viagens vindo de ou indo para países afetados pelo Ebola são consideradas atividades de baixo risco.

A figura abaixo traz esquematicamente o que você precisa saber, caso esteja em viagem para países afetados.

ebola_who_2014

Fonte: WHO

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Boas notícias sobre a camada de ozônio

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

12 de setembro de 2014

    Esta semana o PNUMA (sigla em inglês UNEP) publicou um relatório sobre a situação da camada de ozônio, que protege a Terra dos raios ultravioletas. A publicação denominada “Avaliação para os tomadores de decisão” constitui-se em um documento de síntese da avaliação científica do ozônio, em 2014, tendo a parceria com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), sendo esta a primeira atualização integral em quatro anos.

    De acordo com o relatório, resultado de uma avaliação realizada por cerca de 300 cientistas, sem o Protocolo de Montreal e outros acordos associados, os níveis atmosféricos de substâncias que empobrecem a camada de ozônio poderiam ter aumentado dez vezes até 2050. De acordo com modelos globais, o Protocolo de Montreal evitou 2 milhões de casos de câncer de pele por ano até 2030, evitou danos aos olhos humanos e de sistemas imunológicos.

     O relatório alerta para o rápido aumento de certos gases substitutos ao CFC, que são, também estes, gases de efeito estufa potentes, que podem minimizar os ganhos agora avaliados.

     Essa avaliação científica de Ozônio de 2014 foi preparada e revisada por 282 cientistas de 36 países, inclusive o Brasil. Os países participantes, além do Brasil, foram: Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Botsuana, Canadá, China, Comores, Costa Rica, Cuba, República Checa, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Índia, Israel, Itália, Japão, Coréia, Malásia, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Rússia, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Holanda, Togo, Reino Unido, Estados Unidos da América e Zimbábue.

     Penso ser importante, prezados leitores do Blog Verde, notadamente aos Tomadores de Decisão, e que, no mínimo, é aconselhável a leitura deste material. Aos interessados em ter acesso às informações, cliquem aqui. 

Fonte: UNEP.

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Clima e Saúde

    Em tempos de mudanças climáticas e considerando os condicionantes ambientais aos quais nós, seres humanos, estamos diariamente expostos, é importante ficarmos alertas para saber como o clima afeta a nossa saúde.

     No período de 27 a 29 de agosto último, em Genebra, na Suíca, houve a Conferência das Nações Unidas sobre Saúde e Clima, que contou com mais de 360 participantes, incluindo ministros da saúde e do meio ambiente dos Estados membros da OMS, altos funcionários, técnicos especialistas, agências da ONU, ONGs, executivos-chefes das autoridades de saúde e entidades do setor privado.

    Conforme o Boletim da OMS, o evento discutiu: o estado da ciência do clima, particularmente no que se refere à saúde; a resposta de saúde pública às alterações climáticas; a resiliência da saúde; benefícios para a saúde e promoção da saúde, considerando a necessária mitigação das mudanças climáticas; e a economia da saúde e as alterações climáticas. Ao longo da conferência, os participantes discutiram o clima, o desenvolvimento sustentável e políticas de saúde.

     A reunião produziu um resumo que reconhece tanto a necessidade de reforçar a resiliência da saúde às alterações climáticas e a oportunidade de obter ganhos em saúde pública através de medidas de mitigação bem planejadas. O documento também reconhece lacunas nas políticas e quais devem ser os próximos passos.

     Um documento final, a ser produzido pelo Secretariado da OMS, é esperado para entregar as conclusões que devem ser usados na Cúpula do Clima de 2014 que acontece em Nova York em setembro (dia 23). As conclusões também se destinam a servir como pauta inicial de discussão para a 21ª sessão da Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC COP 21), para as discussões pós-2015 da agenda de desenvolvimento, e ainda para o segundo Quadro de Ação de Hyogo em Desastres Redução do Risco em 2015.

     Aos interessados em saber mais sobre a Cúpula do Clima, já divulgada no Blog Verde, cliquem aqui.

Fonte: OMS.

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“Aldeias de Câncer” na China

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Saúde Ambiental, Sem categoria

06 de agosto de 2014

     O governo chinês admitiu, pela primeira vez em fevereiro de 2013, que décadas de poluição no país, levaram o aparecimento de “Aldeias de Câncer”. O Ministério do Meio Ambiente da China chegou a esta conclusão, conforme noticia a agência Reuters , após cinco anos de combate à poluição e a contaminação química; ambas responsáveis por muitos desastres e com consequências graves de saúde.

     Ambientalistas têm lutado em favor da população no sentido de que o governo reconheça a necessidade de ajudar grupos de centenas de pessoas que sofrem de câncer causado pelo solo envenenado e pela água ou ar poluídos.

    Dentre os problemas que contribuem para o agravamento das questões de saúde estão: a ineficiência do controle da poluição química, insuficiência do controle dos riscos ambientais oriundos das empresas, ausência de políticas sistemáticas de controle de produtos tóxicos e perigosos, e inadequação do monitoramento da poluição por parte das autoridades competentes.

    Um dos mais graves problemas que tem aparecido nas “Aldeias de Câncer” é provocado pela poluição advinda dos compostos inorgânicos do arsênio, muitas vezes, utilizados em herbicidas, conservantes de madeira e na indústria metalúrgica. Mencionados compostos são listados como cancerígenos para os seres humanos pela Organização Mundial de Saúde, e podem causar câncer de pele, bexiga e pulmões.

Fonte Reuters e Eco-Sítio

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Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente

    A cada dois anos, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), realiza a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), que visa estimular o desenvolvimento de atividades nas escolas públicas e privadas do País.

     O Público-alvo são alunos de escolas públicas e privadas, reconhecidas pelo MEC, do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e do Ensino Médio. As inscrições tiveram início em 18 de março e seguem até 31 de julho de 2014.

    A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente tem dois objetivos: (a) fortalecer nos estudantes o desejo de aprender, conhecer e pesquisar sobre temais atuais relacionados à saúde e meio ambiente e (b) reconhecer o trabalho já em desenvolvimento por professores e estudantes.

     A OBSMA está organizada em seis coordenações regionais, que englobam todos os estados brasileiros, a saber: Regional Centro-Oeste (Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Distrito Federal), Regional Minas-Sul (Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul), Regional Nordeste I (Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte), Regional Nordeste II (Alagoas, Bahia e Sergipe), Regional Norte (Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia e Roraima) e Regional Sudeste (Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo).

     O regulamento da OBSMA e mais informações estão disponíveis aqui. 

Fonte: Fiocruz

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Campanha do Dia Mundial da Saúde – 2014

   Daqui a 10 dias, em 07 de abril, é o Dia Mundial da Saúde. A campanha da OMS (Organização Mundial da Saúde, sigla em inglês WHO) deste ano é sobre doenças transmitidas por vetores (pequenos organismos), que podem trazer grandes ameaças para a saúde de milhares de pessoas.

Fonte; WHO/R. Kukreja

Fonte; WHO/R. Kukreja

    Conforme a WHO, os vetores são pequenos organismos, como mosquitos, insetos, carrapatos e caramujos de água doce, que podem levar doenças de pessoa para pessoa e de um lugar para outro. Esses vetores podem colocar em risco a saúde, inclusive em viagens.

     A campanha de 2014 do Dia Mundial da Saúde centra-se em alguns dos principais vetores e as doenças que eles causam e o que podemos fazer para nos proteger.

     Conforme WHO, a mais letal doença transmitida por vetores é a malária, que causou cerca de 660 000 mortes em 2010. A maioria destas mortes eram crianças africanas. No entanto, dentre as doenças transmitidas por vetores que mais crescem, no mundo,está a dengue, com um aumento de 30 vezes maior nos últimos 50 anos.

      Os desafios ambientais, tais como as alterações climáticas e a urbanização, estão causando impacto significativo sobre a transmissão de doenças transmitidas por vetores, e fazendo com que novas doenças surjam em países, onde antes eram desconhecidas .

    Assim, o objetivo do Dia Mundial da Saúde é aumentar a conscientização sobre as ameaças representadas por vetores e sobre as doenças transmitidas por estes vetores, bem como estimular as famílias e comunidades a tomarem medidas para se proteger.

Fonte: WHO

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Campanha do Dia Mundial da Saúde – 2014

   Daqui a 10 dias, em 07 de abril, é o Dia Mundial da Saúde. A campanha da OMS (Organização Mundial da Saúde, sigla em inglês WHO) deste ano é sobre doenças transmitidas por vetores (pequenos organismos), que podem trazer grandes ameaças para a saúde de milhares de pessoas.

Fonte; WHO/R. Kukreja

Fonte; WHO/R. Kukreja

    Conforme a WHO, os vetores são pequenos organismos, como mosquitos, insetos, carrapatos e caramujos de água doce, que podem levar doenças de pessoa para pessoa e de um lugar para outro. Esses vetores podem colocar em risco a saúde, inclusive em viagens.

     A campanha de 2014 do Dia Mundial da Saúde centra-se em alguns dos principais vetores e as doenças que eles causam e o que podemos fazer para nos proteger.

     Conforme WHO, a mais letal doença transmitida por vetores é a malária, que causou cerca de 660 000 mortes em 2010. A maioria destas mortes eram crianças africanas. No entanto, dentre as doenças transmitidas por vetores que mais crescem, no mundo,está a dengue, com um aumento de 30 vezes maior nos últimos 50 anos.

      Os desafios ambientais, tais como as alterações climáticas e a urbanização, estão causando impacto significativo sobre a transmissão de doenças transmitidas por vetores, e fazendo com que novas doenças surjam em países, onde antes eram desconhecidas .

    Assim, o objetivo do Dia Mundial da Saúde é aumentar a conscientização sobre as ameaças representadas por vetores e sobre as doenças transmitidas por estes vetores, bem como estimular as famílias e comunidades a tomarem medidas para se proteger.

Fonte: WHO