risco ambiental Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

risco ambiental

Riscos e oportunidades relacionados ao clima

Por Nájila Cabral em Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

02 de Maio de 2018

      No final do mês passado, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (sigla em inglês, UNEP) e dezesseis bancos, dos quatro continentes, publicaram uma metodologia desenvolvida, em conjunto, para aumentar a compreensão dos bancos sobre como as mudanças climáticas e as ações climáticas podem impactar seus negócios.

      Conforme a publicação, esse entendimento é fundamental para permitir que os bancos sejam mais transparentes sobre sua exposição a riscos e oportunidades relacionados ao clima. A publicação fornece as estratégias dos bancos para contribuir e se beneficiar da transição econômica de baixo carbono e ajudá-los a envolver e apoiar seus clientes nesse sentido. Isso é fundamental porque os riscos e oportunidades relacionados ao clima que os bancos enfrentam surgem, principalmente, de seus serviços para os clientes.

     A publicação, resultado do esforço conjunto realizado em mais de dez meses, inclui risco de crédito, testes de estresse, sustentabilidade e desenvolvimento de negócios com os principais cientistas e especialistas em gestão de riscos e investimentos.

     Mais especificamente, conforme a UNEP,  a metodologia ajuda os bancos a aplicarem os mais avançados cenários globais de mudanças climáticas disponíveis hoje – como aqueles desenvolvidos e oferecidos pelo Potsdam Institute for Climate Impact Research (PIK), pelo Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados (IIASA) e pela Agência Internacional de Energia (IEA) – para avaliar os riscos e oportunidades que a transição econômica de baixo carbono pode apresentar às suas carteiras de empréstimos.

   Aos interessados, a metodologia, na íntegra, está aqui.

Fonte: UNEP, 2018.

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Água para o Desenvolvimento Sustentável

      A Resolução da Assembleia Geral das Nações Unidas n.71/222 proclamou o período de 2018 a 2028 a Década Internacional para Ação intitulada “Água para o Desenvolvimento Sustentável”. O objetivo é melhorar ainda mais a cooperação,  a parceria e desenvolvimento de capacidades em resposta à Agenda 2030.

    A água e o saneamento são essenciais para o desenvolvimento sustentável, para a erradicação da pobreza e da fome e são indispensáveis para o desenvolvimento humano, a saúde e o bem-estar.

     Desafios relacionados à água, incluindo acesso limitado a água potável e saneamento, aumento da pressão sobre os recursos hídricos e ecossistemas, inclusive os riscos elevados de secas e enchentes, receberam atenção crescente na agenda do desenvolvimento global.

    A água está no centro dos recentes acordos importantes, como a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris, de 2015. O último Fórum Econômico Mundial, em março/2018, classificou a crise da água nos três principais riscos globais pelo terceiro ano consecutivo.

Fonte: UNDESA, 2018.

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Zika: relação entre saúde e meio ambiente

     Existem várias doenças que podem estar relacionadas à poluição e à degradação ambiental, como o câncer de pele, o câncer de pulmão, o envenenamento por chumbo e mercúrio, a Malária, o Ebola e o Zika.

    Este alerta foi pronunciado na manhã de ontem (dia 09/03), pelo Diretor Executivo do Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (sigla em inglês, UNEP), Sr. Achim Steiner, para delegados internacionais da Comissão de Representantes Permanentes (sigla em inglês, CPR), sublinhando as relações entre saúde e meio ambiente e reforçando a necessidade de ação internacional de profundo impacto positivo.

    Conforme Steiner “a propagação do Zika, assim como aconteceu com o Ebola, enviou um forte sinal à comunidade internacional que há necessidade de maior atenção para a correlação entre meio ambiente e saúde”. Prosseguiu: “Há uma consciência crescente de que os seres humanos, através da sua intervenção no meio ambiente, desempenham um papel vital no agravamento ou na mitigação dos riscos para a saúde”.

    O Secretário Executivo também citou dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que afirma que 23% de todas as mortes prematuras em todo o mundo podem ser atribuídas a fatores ambientais. Entre crianças, esse número sobe para 36%. Os dados da OMS indicam, ainda, que sete milhões de pessoas morrem, todos os anos, por causa da exposição à poluição do ar, causada pela geração de energia, por fogões, pelos transportes, por fornos industriais, incêndios e outras causas.

Fonte: UNEP

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Aquecimento global: migrações e terrorismo

    Conforme a agência AFP, a divulgação do “Relatório Mudanças Climáticas: uma avaliação de riscos” adverte sobre as consequências do aquecimento global, incluindo a falta de alimentos, a falta de reservas de água e também as migrações populacionais. Adverte, ainda, que as mudanças climáticas podem provocar desorganização em países e favorecer o terrorismo, em particular no Oriente Médio e na África.

     Conforme o Relatório, uma “mudança climática mais significativa poderá provocar riscos maiores para segurança nacional e internacional, uma vez que a escassez de água potável e das terras cultiváveis se converterá em fonte de conflitos”. O Relatório informa que as mudanças climáticas devem exercer uma pressão desestabilizadora sobre vários países ao mesmo tempo, reduzindo a capacidade de intervenção. E isto pode favorecer a emergência de grupos terroristas, que não tem inconvenientes em recrutar membros entre as populações marginalizadas e empobrecidas.

    Mencionado Relatório foi elaborado por mais de 40 especialistas na área e tem por objetivo alertar e esclarecer governos sobre a necessidade e o tempo para que os responsáveis possam tomar decisão.

Fonte: AFP.

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Curso on line sobre ecossistemas e desastres

O Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (sigla em inglês, UNEP) por meio da Universidade de Ciências Aplicadas da Colônia (CUAS), na Alemanha, lançou o curso on  line “Desastres e Ecossistemas: Resiliência nas Mudanças Climáticas”.

   Este curso tem conteúdo sobre redução de riscos de desastres e adaptação às mudanças climáticas, bem como estudos de caso no mundo. Não tem taxas, é aberto a todos os interessados que tenham ligação com gestão de desastres, adaptação às mudanças climáticas e aos tomadores de decisão.
  Para mais informações, cliquem aqui.
Fonte: UNEP.
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Conferência Nacional de Proteção e Defesa Civil

     Até o dia 5 de setembro, qualquer pessoa interessada em contribuir com as políticas públicas voltadas para a área de Defesa Civil pode participar das discussões on line da 2ª edição da Conferência Nacional de Proteção e Defesa Civil (2ª CNPDC), que deve ocorrer por meio do Portal e-democracia. Os resultados devem ser enviados para a etapa nacional da 2ª CNPDC, constando de 10 princípios e 30 diretrizes.

    A etapa de escolha das propostas prioritárias iniciou-se dia 28 de agosto e seguem até 02 de setembro. Nela, os participantes priorizam as ideias debatidas na fase anterior que irão compor o conjunto de princípios e diretrizes do caderno de propostas da etapa nacional.

     Conforme o PNUD Brasil, entre os dia 11 e 27 de agosto, a conferência virtual recolheu sugestões dos participantes com apoio da equipe de moderação. Os fóruns foram divididos de acordo com os eixos temáticos da 2ª CNPDC, a saber: Gestão Integrada de Riscos e Resposta a Desastres; Integração de Políticas Públicas Relacionadas à Proteção e Defesa Civil; Gestão do Conhecimento em Proteção e Defesa Civil; Mobilização e Promoção de uma Cultura de Proteção e Defesa Civil na Busca de Cidades Resilientes.

     Na etapa final, de 03 a 05 de setembro, estará disponível o questionário de avaliação da 2ª Conferência Virtual de Proteção e Defesa Civil. Importante destacar que a 2ª CNPDC tem a proposta de definir princípios e diretrizes para a reorganização do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil, criando condições para a implantação da Política Nacional de Proteção e Defesa Civil (Lei 12.608/12).

    A etapa nacional será de 4 a 6 de novembro, em Brasília. Para saber mais, clique aqui. 

Fonte: PNUD Brasil

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Gestão de riscos e impactos causados pelas Secas

    Nas questões que dizem respeito às mudanças climáticas, a gestão proativa do fenômeno das secas é algo importante e urgente, notadamente para regiões semiáridas, como é o caso do Nordeste do Brasil. Conforme Gutierrez et al. (2014), são três os pilares de preparação para a gestão de riscos e desastres naturais correlacionados às secas, a saber:

1- Monitoramento e previsão/com alerta o mais breve possível (precoce);

2- Vulnerabilidade/resiliência e avaliação de impactos;

3- mitigação e planejamento de respostas e medidas.

     Com relação ao monitoramento e previsão, fundamental se ter um plano de Seca, considerando também indicadores e índices ligados aos impactos decorrentes da seca. Ainda, é bastante significativo se ter a produção da informação e ferramentas de suporte à decisão.

    No segundo pilar, o de vulnerabilidade e avaliação de impactos, identificar quem e o quê estão em risco, e o porquê são questionamentos fundamentais para o processo.

     Quanto ao pilar 3, de mitigação e planejamento de respostas, necessários que governos locais, estaduais e nacional elaborem programas de ações para reduzir os riscos (em médio e longo prazo), programas de resposta operacional, de preferência pactuado, para quando a seca iniciar e programas de rede de segurança e social, pesquisa e extensão.

Fonte: GUTIERREZ, A. P. A.; ENGLE, N. L.; DE NYS, E.; MOLEJON, C.; MARTINS, E.S. Drought preparedness in Brazil. Weather and Climate Extremes. 2014

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Microsoft lança modelo computacional de previsão de riscos aos serviços ecossistêmicos

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

01 de Maio de 2014

     A notícia da Forests Policy and Practice é bastante animadora! Pesquisadores da Microsoft e do Programa das Nações Unidas Meio Ambiente (PNUMA) desenvolveram o primeiro modelo de computador para simular de que maneira os organismos interagem em uma escala global. O modelo, chamado “Madingley”, é capaz de fornecer previsões, de longo prazo, sobre o destino de ecossistemas e identificar os riscos aos serviços dos ecossistemas e para os seres humanos que dependem eles.

    O modelo foi apresentado por meio da publicação: “Padrões emergentes globais de Função e estrutura de ecossistema de um modelo geral mecanicista do ecossistema (Emergent Global Patterns of Ecosystem Structure and Function from a Mechanistic General Ecosystem Model)”, que foi escrito por uma equipe de pesquisadores e publicado no periódico de acesso aberto PLOS/Biology.

    De acordo com seus criadores, o modelo pode ser aplicado a qualquer ecossistema e fornecer simulações em qualquer escala. Abrange quase todos os organismos e suas interações entre si e com o meio ambiente.

Fonte: Forests Policy and Practice

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Contexto da Tomada de Decisão conforme Relatório do IPCC – 2014

    Fazer uma escolha não é fácil. Envolve tantas variáveis e certamente tem uma consequência diretamente relacionada a esta escolha. Isso acontece em todos os setores de nossas vidas. Tomar uma decisão na vida pode significar seguir o rumo correto, ou não. E só saberemos quando o futuro chegar…

    Mas se tivermos cenários no presente que nos auxilie a tomar uma decisão, provavelmente a escolha se dará por critérios menos subjetivos e as incertezas diminuem, minimizando a probabilidade dos erros… E suas consequências adversas.

     O relatório do IPCC – 2014 comenta sobre as incertezas vinculadas a vulnerabilidade, são muitas as incertezas inclusive relacionadas às “respostas dos sistemas humanos e naturais e sua interrelação (muito alta confiança)”. Continua o Relatório: “isso motiva a exploração de uma vasta gama de avaliações de riscos (risk assessment) para futuros socioeconômicos. Compreender a vulnerabilidade futura, a exposição e a capacidade de resposta dos sistemas naturais e humanos interligados constituem-se em um desafio, devido ao número de fatores sociais, econômicos e culturais que interagem no processo, que foram considerados de forma incompleta até o presente momento”.

      Prezados leitores do Blog Verde, em especial aos tomadores de decisão em nível local, apesar das incertezas decorrentes dos fatores sociais, econômicos e culturais, importante aceitarmos que estamos num momento crucial. Escolhas não adequadas acarretarão em riscos maiores a toda a população.

     Oportuno, salutar e necessário apoiar as decisões tomadas nos cenários apresentados por estes instrumentos de avaliação, como o Relatório do IPCC – 2014. Cenários estes nada animadores, notadamente para as populações já vulneráveis como as pessoas em situação de pobreza.

     Então, prezados, mãos a obra! Está mais do que na hora de optarmos por aquilo que, para a maioria, seria mais adequado e com consequente bem-estar, a exemplo de reestruturar as instituições de governança, promover o acesso universal ao saneamento básico; ampliar as áreas protegidas; dentre tantas outras ações que coadunam com o que desejamos a todo o território nacional: sustentabilidade ambiental.

Fonte: IPCC WGII AR5. Resumo para Tomadores de Decisão. 2014.

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A sustentabilidade como fator de classificação de risco

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

19 de agosto de 2013

     Os responsáveis técnicos do índice de sustentabilidade Dow Jones publicaram o novo ranking de sustentabilidade, como forma de classificação de risco de países.

Fonte: RobecoSAM

Fonte: RobecoSAM

    Pelas informações de RobecoSAM, o país mais sustentável dos analisados no mundo é a Suécia com a pontuação 8,25 de um total de 10. A Suécia obteve bons resultados nos fatores sociais, de governo e ambientais, sendo um dos fatores melhor avaliados: o uso de fontes renováveis de energia e as emissões de dióxido de carbono. Atrás da Suécia, em 2º Lugar está a Austrália com 7,87 pontos e em terceiro lugar a Suíça com 7,83 pontos.

     O Brasil aparece no 45º lugar com 4,63 da pontuação total de 10, entre os 59 países emergentes (em número de 38) e desenvolvidos (em número de 21) analisados no índice. O Chile foi o país emergente melhor posicionado no ranking, no 18º Lugar.

     Conforme as informações do EcoSítio, os resultados deste índice permitem indicar que um perfil de sustentabilidade mais forte corresponde a um prêmio de seguro mais baixo. A demanda dos investidores por estratégias orientadas, em longo prazo, que integrem considerações ambientais, sociais e de governo, por meio de uma série de diferentes tipos de ativos é muito provável que vá aumentar, sobretudo por causa da crise financeira que expõe algumas das deficiências das medidas tradicionais que se utilizam para avaliação de risco país.

Fonte: EcoSítio e RobecoSAM

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A sustentabilidade como fator de classificação de risco

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

19 de agosto de 2013

     Os responsáveis técnicos do índice de sustentabilidade Dow Jones publicaram o novo ranking de sustentabilidade, como forma de classificação de risco de países.

Fonte: RobecoSAM

Fonte: RobecoSAM

    Pelas informações de RobecoSAM, o país mais sustentável dos analisados no mundo é a Suécia com a pontuação 8,25 de um total de 10. A Suécia obteve bons resultados nos fatores sociais, de governo e ambientais, sendo um dos fatores melhor avaliados: o uso de fontes renováveis de energia e as emissões de dióxido de carbono. Atrás da Suécia, em 2º Lugar está a Austrália com 7,87 pontos e em terceiro lugar a Suíça com 7,83 pontos.

     O Brasil aparece no 45º lugar com 4,63 da pontuação total de 10, entre os 59 países emergentes (em número de 38) e desenvolvidos (em número de 21) analisados no índice. O Chile foi o país emergente melhor posicionado no ranking, no 18º Lugar.

     Conforme as informações do EcoSítio, os resultados deste índice permitem indicar que um perfil de sustentabilidade mais forte corresponde a um prêmio de seguro mais baixo. A demanda dos investidores por estratégias orientadas, em longo prazo, que integrem considerações ambientais, sociais e de governo, por meio de uma série de diferentes tipos de ativos é muito provável que vá aumentar, sobretudo por causa da crise financeira que expõe algumas das deficiências das medidas tradicionais que se utilizam para avaliação de risco país.

Fonte: EcoSítio e RobecoSAM