Relatório Ambiental Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Relatório Ambiental

Relatório de lacunas de emissões – 2018

Por Nájila Cabral em Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

12 de Janeiro de 2019

     O Relatório Anual das Lacunas de Emissões Ambientais da Organização das Nações Unidas (ONU) apresenta uma avaliação dos atuais esforços nacionais de mitigação e as ambições que os países apresentaram em suas Contribuições Nacionalmente Determinadas, que formam a base do Acordo de Paris. O objetivo do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, conforme acordado na Conferência das Partes em 2015, é manter a elevação da temperatura global neste século abaixo dos 2 graus Celsius, considerando os níveis pré-industriais. 

   O Relatório de 2018 traz a atualização sobre as emissões globais e uma avaliação das emissões associadas às Contribuições Nacionalmente Determinadas e às políticas atuais de cada um dos membros do G20, incluindo a União Européia. O Relatório apresenta novas informações sobre a “lacuna de emissões”, que é a lacuna entre onde provavelmente estaremos e onde precisamos estar. Leva em consideração as informações científicas mais recentes, incluindo o Relatório Especial do IPCC, em 1.5 ° C.

     O relatório foi preparado por uma equipe internacional de cientistas líderes, avaliando todas as informações disponíveis. Aos interessados em ler o sumário executivo, cliquem aqui.

Fonte: ONU, 2018.

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Relatório Mundial sobre Saúde – Pesquisa para cobertura universal de saúde

Por Nájila Cabral em Saúde Ambiental

10 de Janeiro de 2014

     Em agosto do ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS ou sigla em inglês WHO) lançou o World health report: research for universal health coverage, cujo foco está na importância da pesquisa nos avanços relacionados à cobertura universal de saúde.

Fonte: WHO

Fonte: WHO

     Mencionado Relatório identifica os benefícios oriundos do aumento de investimentos em pesquisas relacionadas à saúde, trazendo estudos de casos de vários países do mundo.

     No Relatório enfatiza-se a necessidade de mais investimentos em pesquisas e da aplicação do conhecimento adquirido em aplicações práticas. Todos os países do mundo são convidados a produzirem mais pesquisas, no sentido de incrementar os serviços de saúde nos países e entre países.

     Outro ponto de destaque do Relatório é a ênfase da necessidade de colaboração entre pesquisadores e tomadores de decisão, em outras palavras, que os resultados das pesquisas possam sair das instituições acadêmicas para os programas governamentais de saúde, no sentido de fortalecer a promoção da saúde.

Fonte: WHO

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Uma década de eventos climáticos extremos (parte 3)

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

08 de agosto de 2013

      A respeito de eventos extremos, o relatório Global Climate 2013 relata a importância em acompanhar e compreender esses eventos extremos, pois podem, muitas vezes, destruir vidas e propriedades. Eventos extremos podem, contudo, serem impedidos de se tornarem grandes catástrofes, reduzindo a vulnerabilidade das pessoas e de sua exposição.

Fonte:WMO

Fonte:WMO

      Informações e base de dados sobre catástrofes são úteis para mapear o comportamento e a magnitude do impacto de eventos extremos. O Relatório 2013 informa que os dados não demonstram que o aumento das perdas observadas é causado por um aumento da frequência e da intensidade de eventos extremos. Outros fatores entram em jogo, por exemplo, o aumento da exposição de pessoas e de seus bens aos eventos climáticos extremos.

    No entanto, é importante notar o aumento elevado (mais de 2000 por cento) de eventos extremos no período 2001-2010, a perda de vidas a partir de ondas de calor, especialmente durante os eventos extremos de calor sem precedentes que afetaram a Europa no verão de 2003 e a Federação Russa, no verão de 2010.

     Enquanto o risco de morte e ferimentos causados pelas tempestades e inundações diminuiu, segundo o relatório Global Climate 2013, a vulnerabilidade da propriedade (usos do solo) aumentou. Isso ocorre porque a expansão dos ativos socioeconômicos e de infraestrutura levou a um aumento na quantidade e no valor dos bens expostos aos eventos climáticos extremos.

Fonte: The Global Climate 2001-2010

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Uma década de eventos climáticos extremos (parte 2)

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

06 de agosto de 2013

     A temperatura média global do ar acima da superfície da Terra, durante o período de 10 anos (período 2001-2010), estima-se que foi de 14,47 °C, com incerteza de ± 0,1 °C.

Fonte:WMO

Fonte:WMO

      Um aumento acentuado na temperatura global ocorreu ao longo das últimas quatro décadas (1971-2010). Conforme o relatório da OMM, de 2013, a temperatura global aumentou a uma taxa média estimada de 0,17°C por década durante esse período, enquanto a tendência ao longo de todo o período 1880-2010 foi de apenas 0,062 °C por década.

     O Relatório alerta que o aumento de 0,21 °C da temperatura média da década de 1991-2000 para a de 2001-2010 é maior do que o aumento em relação ao período de 1981-1990 para o de 1991-2000 (que foi de 0,14 ° C).

     A década 2001-2010 foi a mais quente já registrada, tanto para terra quanto para as temperaturas de superfície do oceano. A mais quente temperatura mundial de superfície do ar foi registrada em 2007, com uma anomalia de temperatura de 0,95 °C. A temperatura de superfície de oceano mais quente no mundo foi medida em 2003, com uma anomalia de +0,4 °C acima da média da década 1961-1990. Isto está em consonância com a ciência da mudança climática, que projeta que a superfície do oceano vai aquecer mais lentamente do que a superfície da terra, porque grande parte do calor adicional será transportado para as profundezas do oceano ou perdida por evaporação.

Fonte: The Global Climate 2001-2010

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Uma década de eventos climáticos extremos (parte 1)

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

03 de agosto de 2013

    A Organização Mundial de Meteorologia (OMM ou World Meteorological Organization – WMO) publicou esta semana o Relatório sobre Uma década de eventos climáticos extremos, em que traz importantes informações do período 2001-2010.

Fonte:WMO

Fonte:WMO

     Conforme o Relatório, a primeira década do século 21 foi a década mais quente registrada desde que foram iniciadas as medições, por volta de 1850. Neste período houve precipitação acima da média, sendo o ano de 2010, o que quebrou todos os recordes anteriores.

      Esta década também foi marcada por eventos climáticos extremos, como a onda de calor europeia de 2003, as inundações de 2010 no Paquistão, o furacão Katrina nos Estados Unidos da América (EUA), o ciclone Nargis em Mianmar e secas de longa duração na Bacia Amazônica, Austrália e África Oriental.

     A perspectiva da década analisada torna possível avaliar as tendências e antecipar o futuro. Pode ainda informar os esforços para desenvolver previsões para tomada de decisão na agricultura, saúde, risco de desastres, recursos hídricos entre outros setores.

Fonte: The Global Climate 2001-2010

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5º Relatório do IPCC na reta final

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

15 de julho de 2013

     O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) foi estabelecido pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) e United Nations Environment Programme (UNEP) para avaliar informações científicas, técnicas e socioeconômicas relevantes para o entendimento das mudanças climáticas, seus impactos potenciais e opções para adaptação e mitigação.

Fonte:IPCC, 2013

Fonte:IPCC, 2013

     O Quinto Relatório de Avaliação (AR5 ou Fifth Assessment Report) deve fornecer atualização de conhecimentos sobre os aspectos científicos, técnicos e socioeconômicos sobre mudanças climáticas. Será composto de três relatórios de grupos de trabalho e um relatório síntese (SYR), o qual fornece, aos tomadores de decisão, informações valiosas para reorientarem políticas públicas.

    No período de 23 a 26 de setembro de 2013, em Estocolmo na Suécia, o Grupo de Trabalho 1 deve apresentar os resultados sobre a Base das Ciências Físicas em sua 12º. Sessão. Esta Sessão de WGI está sendo convocada para aprovar o Sumário para Formuladores de Políticas (SPM ou SYR) do Grupo de Trabalho I e a contribuição para o Quinto Relatório de Avaliação do IPCC (WG I AR5), bem como acordar a avaliação científica e técnica subjacente. Comunicação e atividades de extensão estão sendo planejadas e informações adicionais estão disponíveis aqui.

     Em 07 de junho de 2013, Grupo de Trabalho I concluiu a versão final da sua avaliação: A Base das Ciências Físicas, como contribuição para o Quinto Relatório de Avaliação do IPCC. A versão final é composta por 14 capítulos, três anexos, um resumo técnico e um resumo para formuladores de políticas (SYR).

    Aos interessados em saber quem são os autores e revisores do AR5, cliquem aqui.

Fonte: IPCC, 2013.

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Grandes avanços sobre Objetivos de Desenvolvimento do Milênio

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

01 de julho de 2013

     Hoje, a ONU (Organização das Nações Unidas) publicou um Relatório sobre os Avanços na consecução dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), cuja meta final é 2015.

     Algumas metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) já foram atingidas e mais metas estão próximas de serem atendidas até 2015, ao mesmo tempo em que os desafios para alcançar os outros ODM devem ser abordados com urgência,comentou o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki–Moon, em Gêneva, durante a solenidade de lançamento do Relatório.

Foto: Arquivo pessoal

Foto: Arquivo pessoal

      O Relatório Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio-2013 (The Millennium Development Goals Report 2013) mostra que as ações conjuntas dos governos nacionais, da comunidade internacional, da sociedade civil e do setor privado estão fazendo a consecução dos ODM tornar realidade.

      Segundo o Secretário Geral, Ban Ki-Moon, “os ODM têm sido o mais bem sucedido impulso global no combate à pobreza na história. Os ODM têm provado que os objetivos de desenvolvimento global podem fazer uma diferença profunda.” As oito metas foram acordadas por todos os países como uma consequência da Cúpula do Milênio das Nações Unidas, em 2000.

      Conforme o Relatório, milhões de pessoas melhoraram notadamente no que diz respeito às metas de redução da pobreza e do aumento do acesso à água potável. O relatório diz ainda que progressos notáveis em outras áreas significam dizer que as outras metas do ODM devem ser alcançadas em 2015.

Fonte: UNEP

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Ponto de Não Retorno – Alerta do Greenpeace

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente, Saúde Ambiental

28 de Janeiro de 2013

     O relatório Point of No Return (Ponto de Não Retorno) do Greenpeace publicado esta semana alerta para os níveis de emissões de gases de efeito estufa e suas consequências deletérias para a saúde humana e para o meio ambiente.

     Mencionado Relatório afirma que o mundo está rapidamente chegando a um ponto de não retorno, no sentido de não permitir a prevenção dos piores impactos oriundos das mudanças climáticas. Se continuarmos com o curso atual (no que diz respeito à emissão de gases de efeito estufa e do uso de combustíveis fósseis) ficará difícil, se não impossível, evitar impactos generalizados e catastróficos das mudanças climáticas.

    Alerta o Relatório para os custos, que serão substanciais: bilhões gastos para lidar com a destruição por causa de eventos climáticos extremos. O alerta passa, ainda, pelo sofrimento humano incalculável e as dezenas de milhões de mortes por causa dos impactos, a partir de 2030.

Fonte: Point of No Return Report - Greenpeace

Fonte: Point of No Return Report – Greenpeace

    O relatório Point of No Return destaca a hipocrisia dos governos, pois se comprometeram em manter o aquecimento global abaixo de 2° C. No entanto, muitos países continuam promovendo projetos que irão empurrar o aquecimento global para 3,5° e 4° e, provavelmente, a 6° C. Um futuro assustador!

     Conforme o Relatório, 2010-2020 é a década de tomada de decisões definitivas, no sentido de cumprir metas de aquecimento global para o patamar máximo de 2º C. Na figura ao lado, de cor vermelha, está o cenário que os projetos de energia suja (dirty energy) tendem a crescer.

    Para ter acesso ao Relatório, na íntegra, cliquem aqui.

     E quais são as nossas escolhas? Permanecemos “fingindo” não ver? Ou será que vemos, mas não queremos enxergar? Enxergamos e não optamos por agir (ou optamos por não agir), porque não é de nossa responsabilidade.(!) Será que a responsabilidade não é nossa?

    Sinceramente, não tenho resposta. Mas sei que seremos cobrados em pouco tempo, ou por nós mesmos, ou por nossos filhos.

Fonte: Greenpeace

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Relatório de Déficit de Emissões de GEE – 2012

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

28 de novembro de 2012

O UNEP (United Nations Environmental Programme ou Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) divulgou o 3º Relatório Síntese sobre o Déficit de Emissões de Gases de Efeito Estufa para este ano de 2012 (Emissions Gap Report 2012).

Fonte: UNEP

    O Relatório é realizado desde 2010 e diz respeito à questão da ambição (o que se deseja) aliado aos compromissos de cada país com relação à redução das emissões. O déficit em 2020 é a diferença entre os níveis de emissões concernentes com a meta climática dos 2º C e os níveis de emissões previstos, caso os compromissos de redução dos países forem cumpridos. Se existir um déficit, existem então dúvidas sobre se a ambição dos países é suficientemente importante para cumprir com a meta climática acordada de 2º C.

   O PNUMA (UNEP) reuniu grupo de 55 cientistas e especialistas de 43 grupos científicos oriundos de 22 países para produzir este terceiro relatório sobre o déficit de emissões, que aborda, resumidamente, o seguinte:

– Uma atualização das estimativas das emissões mundiais de gases com efeito de estufa, com base em várias fontes científicas oficiais;

– Uma visão geral dos níveis de emissões nacionais, tanto atuais (2010) como previstas (2020) consistente com os compromissos atuais, entre outros acordos;

– Uma estimativa do nível das emissões mundiais consistente com a meta dos dois graus (º C) em 2020, 2030 e 2050;

– Uma atualização da avaliação do déficit de emissões para 2020;

– Uma análise de exemplos selecionados de progressos rápidos feitos em várias partes do mundo para implementar políticas que já produzem resultados em reduções substanciais das emissões. Estas políticas podem contribuir de forma significativa para reduzir o déficit, se forem implementadas em grande escala e reproduzidas noutros países.

     Um dos dados preocupantes, conforme este 3º Relatório, e que deve ser levado em conta nas políticas públicas de governos locais, estaduais e em nível nacional é que as emissões mundiais atuais são já consideravelmente mais elevadas do que o nível de emissões consistente com a meta dos 2º C em 2020; e continuam a aumentar.

Fonte: UNEP

 

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Relatório de Déficit de Emissões de GEE – 2012

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

28 de novembro de 2012

O UNEP (United Nations Environmental Programme ou Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) divulgou o 3º Relatório Síntese sobre o Déficit de Emissões de Gases de Efeito Estufa para este ano de 2012 (Emissions Gap Report 2012).

Fonte: UNEP

    O Relatório é realizado desde 2010 e diz respeito à questão da ambição (o que se deseja) aliado aos compromissos de cada país com relação à redução das emissões. O déficit em 2020 é a diferença entre os níveis de emissões concernentes com a meta climática dos 2º C e os níveis de emissões previstos, caso os compromissos de redução dos países forem cumpridos. Se existir um déficit, existem então dúvidas sobre se a ambição dos países é suficientemente importante para cumprir com a meta climática acordada de 2º C.

   O PNUMA (UNEP) reuniu grupo de 55 cientistas e especialistas de 43 grupos científicos oriundos de 22 países para produzir este terceiro relatório sobre o déficit de emissões, que aborda, resumidamente, o seguinte:

– Uma atualização das estimativas das emissões mundiais de gases com efeito de estufa, com base em várias fontes científicas oficiais;

– Uma visão geral dos níveis de emissões nacionais, tanto atuais (2010) como previstas (2020) consistente com os compromissos atuais, entre outros acordos;

– Uma estimativa do nível das emissões mundiais consistente com a meta dos dois graus (º C) em 2020, 2030 e 2050;

– Uma atualização da avaliação do déficit de emissões para 2020;

– Uma análise de exemplos selecionados de progressos rápidos feitos em várias partes do mundo para implementar políticas que já produzem resultados em reduções substanciais das emissões. Estas políticas podem contribuir de forma significativa para reduzir o déficit, se forem implementadas em grande escala e reproduzidas noutros países.

     Um dos dados preocupantes, conforme este 3º Relatório, e que deve ser levado em conta nas políticas públicas de governos locais, estaduais e em nível nacional é que as emissões mundiais atuais são já consideravelmente mais elevadas do que o nível de emissões consistente com a meta dos 2º C em 2020; e continuam a aumentar.

Fonte: UNEP