Pegada de carbono Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Pegada de carbono

Estratégias para mudanças climáticas – 2014-2017

    O Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (sigla em inglês, UNEP) reconhece o valor intrínseco do meio ambiente nos serviços econômicos e nas necessidades sociais. O Relatório “Estratégias de Médio Prazo 2014-2017” da UNEP/ONU também reconhece a importância dos processos naturais para prover os meios de sustentação das necessidades humanas. Reconhece que são os ecossistemas os responsáveis pelo bem-estar humano e, portanto, a erradicação da pobreza e o futuro da humanidade estão diretamente correlacionados aos sistemas de suporte de vida do Planeta.

     Assim, para o período 2014-2017, o objetivo principal é catalisar ações para a necessária transição de baixo carbono, eficiência dos recursos e desenvolvimento equitativo baseado na proteção e no uso sustentável dos recursos naturais.

     Para isto, a UNEP estabeleceu algumas áreas ou subprogramas para atuação. As estratégias de cada um dos subprogramas devem estar relacionadas ao Plano Estratégico para Biodiversidade 2011-2020 e as Metas de Biodiversidade de Aichi. As estratégias apresentadas no Relatório da ONU estão também correlacionadas ao estado do meio ambiente, no mundo, e nas prioridades ambientais identificadas pela comunidade mundial, considerando os diversos acordos multilaterais e outros processos.

    Dentre as estratégias por área ou subprograma está a área de Mudanças Climáticas. Conforme o Relatório as expectativas de realização neste tema são três, a saber:

1) resiliência climática, considerando o atendimento da Meta 10 – redução das pressões sobre ecossistemas vulneráveis e Meta 15 – ecossistemas restaurados;

2) baixa meta de crescimento de emissões, com relação à Meta 4 – consumo e produção sustentáveis;

3) Metas REDD-plus, concernente à meta 5 – redução de perda de habitat para a metade e à Meta 15 – ecossistemas restaurados.

    Conforme o Relatório, os riscos da mudança climática estão bem documentados e seus impactos já estão afetando pessoas e ecossistemas, em todo o mundo. Enfrentar o desafio do clima exige que indivíduos e instituições – públicas e privadas – sejam capazes de avaliar e entender a mudança climática para implementar políticas públicas adequadas, bem como reconhecer e agir sobre a necessidade de baixa emissão de carbono.

Fonte: UNEP/ONU

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Copa do Mundo FIFA 2014 e carbono zero? Intenção ou realidade?

    Faltando 22 dias para o início da Copa do Mundo FIFA 2014, o governo brasileiro anunciou, esta semana, uma iniciativa incentivando os detentores de créditos de carbono do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), chamados de reduções certificadas de emissões (RCEs), para doá-los aos organizadores do evento, com o intuito de compensar as emissões de construção e reforma de estádios, o consumo de combustíveis fósseis dos transportes do público (participantes) e do staff oficial, e de outras fontes.

     Conforme estimativas da FIFA (2014), as emissões para atmosfera serão mais de 2,7 milhões de tCO2e (toneladas de carbono equivalente), sendo a maioria das emissões (90,8%) provenientes dos jogos, Fan Fests, banquetes e operações, durante a Copa do Mundo FIFA 2014. A Copa das Confederações, realizada em 2013, integra essas estimativas, tendo uma parcela de contribuição de 7,8% do total de emissões (213.706 tCO2e).

      Segundo algumas previsões, para compensar as fontes de emissões, a exemplo das citadas anteriormente, seria necessário mais de um milhão de RCEs, dependendo do cálculo. As compensações seriam equivalentes à retirada de cerca de 300.000 veículos de passageiros das estradas por um ano.

     Christiana Figueres, Secretária Executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) disse: “essa iniciativa do Brasil em fazer essa chamada às pessoas no sentido de compensar as emissões do maior evento de espectadores do mundo é uma medida bem-vinda e faz parte de uma tendência global desenvolvida pelos organizadores para grandes eventos esportivos verdes, como torneios de futebol e os Jogos Olímpicos”.

     Entendo oportuno salientar que seria de bom grado e justo que as emissões de carbono (as milhares de toneladas previstas) da Copa do Mundo FIFA 2014 fossem compensadas por quem as emitiu (ou irá emitir) e as provocou (ou irá provocar).

     Em tempos de mudanças climáticas e com os cenários nada favoráveis aos biomas brasileiros (notadamente a Amazônia e a Caatinga), fico me indagando até quando vamos socializar (literalmente ao mundo inteiro) os prejuízos ambientais enquanto poucos internalizam lucros financeiros?

Fonte: Summary of the 2014 FIFA World Cup Brazil – Carbon Footprint

          Climate Change

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Limite de emissões de CO2 para automóveis

      Olha que notícia boa: a partir de 2021, os novos automóveis devem emitir menos CO2 (dióxido de carbono) …   … isso nos países da União Europeia.

     No mês passado (fevereiro), o Parlamento Europeu aprovou o projeto de lei que obriga os automóveis, a partir de 2021, a emitirem no máximo 95gCO2/km, uma redução de 27% em face do limite atual de 130gCO2/km.

      Essa iniciativa deve contribuir para reduzir a pegada de carbono da União Europeia, em 2030, de até 442 milhões de toneladas de carbono. O intervalo de tempo, até 2021, deve ser o suficiente para que os fabricantes se adequem à legislação, uma vez que, conforme a indústria automobilística, os novos padrões de emissões são difíceis de obter.

Fonte: EcoNews. Portugal. N. 86. Março 2014.

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Medir e divulgar as emissões de GEE associadas aos investimentos

    Porque é importante medir e divulgar as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) associadas aos investimentos?

     A UNEP divulgou, agora em julho, o Sumário Executivo sobre Portfólio de Carbono  que relata que apesar da falta de um acordo global para preço do carbono, dados recentes mostram que a paisagem global de políticas e regulação de poluição atmosférica na tentativa de se reduzir as emissões de gases de efeito estufa continuam a surgir em níveis nacional e regional.

Portfolio_carbon_UNEP

     A regulamentação sobre as emissões de GEE são relevantes cada vez mais pelo impacto na rentabilidade dos negócios através de vários setores, considerando o desenvolvimento de políticas para redução do nível mundial.

      A percepção crescente entre os formuladores de políticas, líderes políticos e econômicos e da sociedade civil é que as emissões de gases de efeito estufa estão entre os mais importantes riscos globais. Riscos relacionados com as alterações climáticas tem alta probabilidade de se materializar no futuro próximo, com um impacto econômico elevado, ver, por exemplo, do Fórum Econômico Mundial, relatório Riscos Globais 2013 (Fórum Econômico Mundial, 2013), que informa o nível de prioridade política associado à redução das emissões de GEE no futuro.

     Maiores informações para ler o Portfolio Carbono na íntegra, cliquem aqui.

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Copa do Mundo 2014 menos poluente

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

27 de Fevereiro de 2013

      Conforme notícia de Lucas Tolentino, do MMA, os Governos federal e estaduais fazem esforço para reduzir impacto ambiental em eventos esportivos, especificamente para Copa das Confederações e para Copa do Mundo FIFA 2014.

Fonte: FIFA

Fonte: FIFA

     A ideia é minimizar os impactos ambientais causados pelos futuros eventos esportivos que o país sediará, em uma ação conjunta do governo federal com os estados. O Inventário sobre a gestão de carbono na Copa das Confederações e na Copa do Mundo de 2014 será feito pelas equipes do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e das cidades-sedes dos jogos.

      Em terras alencarinas, o esforço conjunto (do Governo estadual e governo municipal) está sendo realizado desde 2011. Houve a realização de workshops em Pegada de Carbono (Carbon Footprint), capitaneados pela Consultoria inglesa Useful Simple Projects, em 2011 e 2012; cujo resultado Carbon Mitigation Strategy and Implementation Plan” está em andamento.

Fonte: MMA

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Ações de Sustentabilidade para Copa 2014

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

26 de novembro de 2012

     O que se deseja para a Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 é que esta seja sustentável, a chamada Copa do Mundo Verde. Para tanto, todos os atores sociais (governamentais e não governamentais) são importantes protagonistas para que o evento contemple o viés da sustentabilidade ambiental.

    Hoje, no Seminário Carbon Footprint, dentro da 5ª Reunião do Núcleo Nacional de Mudanças Climáticas da Câmara Técnica de Meio Ambiente e Sustentabilidade, foram apresentadas as ações de sustentabilidades que três Cidades-Sedes estão desenvolvendo no âmbito dos projetos da Copa 2014.

Fonte: FIFA

    Belo Horizonte, Fortaleza e Curitiba receberam a consultoria da Useful Simple Projects, por meio da Embaixada Britânica no Brasil em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, notadamente na identificação das oportunidades de mitigação e de compensação das emissões de gases de efeito estufa nos eventos e projetos da Copa do Mundo FIFA 2014.

   O Brasil tem feito esforço significativo para viabilizar ações de sustentabilidade que ficaram como legado da Copa do Mundo 2014.

     Importante mencionar também que a mascote Tatu-bola, que é fruto de uma campanha exitosa da Associação Caatinga na luta de preservação desta espécie, recebeu o nome de Fuleco. Segundo a FIFA, Fuleco significa Futebol + Ecologia. Até no nome da mascote, a sustentabilidade ecológica aparece como importante apelo à sociedade.

    Parabéns a todas as Host Cities que se fazem presentes, por meio de seus representantes, nesses dois dias aqui em Fortaleza, pelo esforço conjunto com Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Esporte, Embaixada Britânica no Brasil, Useful Simple Projects e ICLEI (Local Governments for sustainability) para tornar a Copa do Mundo 2014 mais sustentável.

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Seminário Carbon Footprint

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

24 de novembro de 2012

    Acontece nos dias 26 e 27 de novembro, em Fortaleza, no Palácio de Iracema, no âmbito da Copa do Mundo FIFA 2014, a 5ª Reunião do Núcleo Nacional de Mudanças Climáticas da Câmara Técnica de Meio Ambiente e Sustentabilidade, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Fonte: Nucleo Clima Copa

    Fortaleza é uma das Cidades-Sede (host city) e vem trabalhando numa parceria importante junto com o Governo do estado do Ceará e outros atores sociais (stakeholders) para viabilizar a inserção de critérios sustentáveis em projetos voltados à Copa do Mundo da FIFA 2014.

   No dia 26, pela manhã, a partir das 08:00h, haverá o Seminário Carbon Footprint onde serão discutidas as oportunidades de mitigação dos gases de efeito estufa da Copa de 2014 e apresentadas as experiências de três Estados/Cidades-Sede contemplados no Projeto Carbon Footprint- Pegada de Carbono da Copa do Mundo de 2014 com a Embaixada Britânica. As três cidades que apresentarão seus resultados são: Belo Horizonte, Fortaleza e Curitiba.

    Este é um momento importante para estarem presentes, além dos atores sociais ligados diretamente ao assunto, os profissionais de comunicação e mídia. A informação, provisão e disseminação, em quantidade e qualidade, é condição necessária para efetivar a participação da sociedade civil no processo de sustentabilidade. Além disso, a divulgação de informações e a conscientização pública são objetivos da Política Nacional de Meio Ambiente, instituída pela Lei n. 6938/1981.

    Caros leitores do Blog Verde, não se esqueçam! Amanhã (25/11) é o 6o. Pedala Fortaleza! Concentração no Lago Jacarey, às 08:ooh! 

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Pegada de Carbono para Copa 2014

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

21 de novembro de 2012

  Nos dias 22 e 23 de novembro, no Hotel Gran Marquise, haverá a Oficina Pegada de Carbono da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014 em Fortaleza. O objetivo é discutir as possibilidades de inserção de critérios sustentáveis em projetos voltados à Copa do Mundo da FIFA 2014 em Fortaleza.

Fonte: FIFA

   A Oficina será conduzida pela Useful Simple Projects, de Londres, e realizada em inglês e português. A Oficina é um trabalho interno, numa parceria entre Prefeitura de Fortaleza e Governo do estado do Ceará, com entes públicos, Academia, Ministério do Meio Ambiente (MMA), Embaixada Britânica e consultores de Londres.

   Importante mencionar que a Useful Simple Projects já esteve conosco, aqui em Fortaleza, há exatamente um ano, em novembro de 2011, dando início a este trabalho importante e necessário sobre Pegada de Carbono para a Copa do Mundo FIFA 2014 em Fortaleza.

    Na certeza de que será um trabalho profícuo e exitoso, os organizadores da Oficina estão de parabéns! 

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Copa do Mundo Verde

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

11 de outubro de 2012

     No dia 09/10 foi divulgada pelo UNEP ou PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) a Avaliação de Desempenho 2010 da Copa do Mundo da África do Sul.

Fonte:UNEP

    Conforme o Relatório, a Pegada de carbono da África do Sul 2010 foi, apenas, 60 por cento (60%) do projetado para o evento, sendo observada redução da pegada de carbono por conta da redução de água e de resíduos.

     O Relatório mostrou que a Pegada de Carbono da Copa do Mundo da África do Sul 2010 foi muito menor do que o previsto, em virtude de ter recebido menos visitantes do que o esperado, e, também, pelos esquemas de carona e de estacionamento. Com relação aos estádios, houve corte no uso de energia de 30 por cento (30%). O uso de energia solar e de outras fontes de energias renováveis também contribuiu para o perfil mais baixo.

      O Brasil se prepara para a Copa do Mundo de 2014 e, também, para os Jogos Olímpicos de 2016, Assim a divulgação do relatório sobre o desempenho ambiental da África do Sul de 2010, que destaca os sucessos, pode servir de lições que devem ser aprendidas para garantir a sustentabilidade de ambos os eventos no Brasil.

 Fonte: UNEP, 2012.

 

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Copa do Mundo Verde

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

11 de outubro de 2012

     No dia 09/10 foi divulgada pelo UNEP ou PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) a Avaliação de Desempenho 2010 da Copa do Mundo da África do Sul.

Fonte:UNEP

    Conforme o Relatório, a Pegada de carbono da África do Sul 2010 foi, apenas, 60 por cento (60%) do projetado para o evento, sendo observada redução da pegada de carbono por conta da redução de água e de resíduos.

     O Relatório mostrou que a Pegada de Carbono da Copa do Mundo da África do Sul 2010 foi muito menor do que o previsto, em virtude de ter recebido menos visitantes do que o esperado, e, também, pelos esquemas de carona e de estacionamento. Com relação aos estádios, houve corte no uso de energia de 30 por cento (30%). O uso de energia solar e de outras fontes de energias renováveis também contribuiu para o perfil mais baixo.

      O Brasil se prepara para a Copa do Mundo de 2014 e, também, para os Jogos Olímpicos de 2016, Assim a divulgação do relatório sobre o desempenho ambiental da África do Sul de 2010, que destaca os sucessos, pode servir de lições que devem ser aprendidas para garantir a sustentabilidade de ambos os eventos no Brasil.

 Fonte: UNEP, 2012.