mudanças climáticas Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

mudanças climáticas

Fundo Verde do Clima

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

22 de novembro de 2017

      Encontra-se aberto, até o dia 08/12/2017, o processo de consulta pública do documento base da Estratégia do Brasil para o Fundo Verde do Clima. A consulta pública constitui uma base de diálogo entre o governo e a sociedade.

    O Fundo Verde para o Clima é uma iniciativa da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudança do Clima UNFCCC). Tem como objetivo financiar projetos e programas para redução de emissões de gases de efeito estufa (mitigação) e para o aumento da resiliência aos efeitos da mudança do clima (adaptação), alocando montantes iguais de financiamento para as duas áreas.

     Os interessados poderão realizar comentários sobre o documento-base e apresentar sugestões quanto às prioridades identificadas, fornecendo insumos para o aprimoramento da estratégia brasileira. Para acessar o documento, na íntegra, cliquem aqui. 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente, 2017.

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Conferência do Clima – COP23

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

15 de novembro de 2017

   A 23a. Conferência das partes (COP 23) da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) está acontecendo em Bonn, Alemanha, desde o dia 06/11 até 17/11/2017. Hoje tem início, dentro do âmbito da COP 23, o segmento de Alto Nível.

   Na COP23, os países estão reunidos para avançar na implementação do Acordo de Paris. O foco está no desenvolvimento de diretrizes sobre como as disposições do Acordo de Paris serão implementadas, incluindo transparência, adaptação, redução de emissões, provisão de finanças, capacitação e tecnologia. O objetivo é progredir em todas essas áreas para que as diretrizes possam ser preenchidas pela COP24 na Polônia em 2018.

 A COP23 conta com 19.115 participantes, sendo 4.660 de organizações não governamentais, 687 de organizações internacionais, 376 de agências especializadas, 453 das Nações Unidas, 11.300 dos 195 países, 6 do país observador e 1.663 da mídia/imprensa.  Do Brasil, são 128 participantes, membros do staff governamental e de agências de desenvolvimento, pesquisa e organizações não governamentais.

Fonte: UNFCCC, 2017.

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Consulta Pública sobre NDC do Brasil – Acordo de Paris

Por Nájila Cabral em Código Florestal, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

04 de Fevereiro de 2017

 

     Em 2015, o Brasil apresentou sua pretendida Contribuição Nacionalmente Determinada (iNDC) ao Acordo de Paris. Com o depósito do instrumento de ratificação do acordo pelo País, em setembro de 2016, a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil deixou de ser “pretendida”, conforme informa a Assessoria de Comunição do Ministério do Meio Ambiente (MMA). O Brasil assumiu o compromisso de implantar ações e medidas que apoiem o cumprimento das metas estabelecidas na NDC, cujo acordo entrou em vigor, no plano internacional, em novembro de 2016.

    Para tanto, foi produzido um documento base com a finalidade de subsidiar a elaboração de uma Estratégia Nacional de Implementação e Financiamento da NDC do Brasil ao Acordo de Paris. O documento visa servir de base para as discussões e está em consulta pública até 15/03/2017.

    Aos interessados em participar da consulta pública, acessem aqui o documento base na íntegra.

       Entidades interessadas em apresentar comentários sobre o documento base podem encaminhá-los por meio do formulário, disponível aqui , e enviá-lo para o endereço ndcdobrasil@mma.gov.br.

     Segundo o MMA, os comentários serão repassados ao Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, com o objetivo de serem considerados pelas Câmaras Temáticas durante o processo de Diálogos Estruturados.

Fonte: MMA

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Avaliação da Seca no Semiárido Brasileiro

Por Nájila Cabral em Água, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Semiárido

26 de novembro de 2016

    No período de 30/11 a 02/12/2016 haverá o Seminário Avaliação da Seca de 2010-2016 no Semiárido, que acontecerá no Auditório do Centro Administrativo do BNB-Passaré, em Fortaleza/CE.

Seminario_avaliaçao_Seca_2016

    O objetivo é discutir e documentar os aspectos climáticos, impactos, respostas e lições desse período, no intuito de subsidiar estratégias de adaptação no contexto das mudanças climáticas, bem como contribuir para o aperfeiçoamento da Política Nacional sobre as Secas.

    Conforme a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o Semiárido do Nordeste do Brasil vem atravessando, desde 2010, uma das secas plurianuais mais severas de que se tem notícia; portanto os impactos econômicos, sociais e ambientais ainda se fazem sentir fortemente, mesmo considerando a intervenção de políticas públicas ao longo do tempo. Além disso, atualmente há séria crise no abastecimento de água, com muitos reservatórios já secos ou em situação crítica.

    O evento é uma realização do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e do Governo do Estado do Ceará, através da Funceme. Conta com o apoio do Banco Mundial, Banco do Nordeste, Agência Nacional das Águas (ANA), Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Integração.

    Os interessados em participar podem fazer sua inscrição gratuita aqui.

Fonte: FUNCEME

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Relatório da ONU aponta elevação de temperatura de 3,2°C em 2100

     A sétima edição do Relatório de Lacunas de Emissão (Emissions Gap Report) do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) considera que o nível de emissões resultante das Contribuições incondicionais nacionalmente determinadas (INDC) levaria a um aumento de temperatura de 3,2° C até 2100.

     O relatório alerta que as ações de mitigação devem ser intensificadas antes de 2020 para que se possam alcançar os objetivos acordados no Acordo de Paris de limitar o aumento da temperatura em 1,5° C.

     Mencionado Relatório avaliou os INDCs que foram apresentados por quase todos os países e comparou o nível de emissões resultante em 2030 com o que é exigido pela ciência para estar próximo ao limite de aumento da temperatura global para 1,5° C. Afirma que, embora os níveis esperados de emissões estejam dentro das faixas apresentadas no relatório sobre as emissões de 2015, o que está posto no Acordo de Paris exige uma ação ainda mais forte com relação à redução de emissões em médio e longo prazo.

    Mais adiante, o estudo observa que esses esforços antes de 2020 e antes de 2030 reduziriam os desafios de transição, tais como: redução dos custos globais e dos desafios econômicos; redução da dependência futura de tecnologias não comprovadas e redução do risco climático.

Fonte: UNEP/UN

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COP 22 – Conferência do Clima em Marrakech

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

04 de novembro de 2016

     No período de 7 a 18 de novembro de 2016, em Bab Ighli, Marrakech, Marrocos, acontecerá a 22ª Conferência das Partes (COP 22) e a 12ª Conferência das Partes no âmbito do Protocolo de Quioto (CMP 12), da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, sigla em inglês).

     No momento em que se der início a COP 22, o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas entrará em vigor. Espera-se que a COP 22 trate de questões de adaptação e perda e danos decorrentes do Acordo de Paris.

     No que diz respeito à adaptação, espera-se que a Conferência de Marrakech avance no desenvolvimento, notadamente, de orientações em relação à comunicação sobre a adaptação, com ênfase nas contribuições definidas em nível nacional.

      No que diz respeito às perdas e danos, espera-se que a COP 22 aborde, entre outras questões, a revisão do Mecanismo Internacional de Varsóvia para Perdas e Danos Associados aos Impactos das Mudanças Climáticas (Warsaw International Mechanism for Loss and Damage associated with Climate Change Impacts – WIM) e o estabelecimento de uma câmara de compensação para a transferência de riscos.

Fonte: UNFCCC

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Dia da Terra 2016 – uma nova esperança global

   No dia 22 de abril comemorou-se o Dia da Terra. Este ano, 2016, o Dia da Terra foi marcado pela assinatura, em Nova York, do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, acordado no mês de dezembro/2015.

    A Organização das Nações Unidas (ONU) tem colocado que esse acordo, ao lado do 2030 Agenda para o Desenvolvimento Sustentável, pode transformar o mundo. Foram mais de 160 países que assinaram o Acordo de Paris, em Nova York, no dia da abertura, dia 22/04, incluindo o Brasil, o que pode significar uma prova positiva de que o mundo está empenhado em uma resposta global.

    No Acordo de Paris, as nações se comprometem a trabalhar para limitar o aumento da temperatura global abaixo dos 2º Celsius neste século, o que pode permitir que se evitem os piores impactos das alterações climáticas e pode proteger os países em desenvolvimento, que são os mais vulneráveis.

     A ONU informa, ainda, que as concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera global atingiu 403,28 partes por milhão (ppm) em fevereiro de 2016. Informa também que a extensão máxima do gelo do mar Ártico, registrada em março de 2016, foi a menor já registrada, pelo segundo ano consecutivo. Estes são apenas dois dos muitos impactos atuais resultantes das alterações climáticas.

Fonte: ONU

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Retrospectiva Ambiental 2015 – Blog Verde

    Mais um ano se passou. 2015 vai se despedindo deixando sua marca na História. Alguns fatos ambientais importantes aconteceram neste ano e que tem repercussão para a próxima década.

    Os efeitos cumulativos dos acontecimentos de 2015 devem ser sentidos, em maior ou menor magnitude, a depender das decisões que tomaremos, também, nos próximos anos.

    Dentre os fatos ambientais de 2015, vamos destacar:

– O Fórum Econômico Mundial, em janeiro/2015, em que as discussões trouxeram a necessidade de em 2030 o mundo fazer um investimento maciço em infraestrutura, cidades e agricultura, sendo o crescimento de baixo carbono, para estarmos no caminho para sociedades resistentes ao clima.

– O sucesso do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, em vigor desde 01o/01/1989, no controle da destruição do ozônio, foi o responsável pela diminuição da ameaça do aumento do risco de câncer de pele no mundo (janeiro/2015).

– A radiação procedente da usina nuclear de Fukushima foi detectada no continente norte americano, na Costa do Pacífico, sendo esta a primeira vez que se registrou radioatividade em mencionado continente (abril/2015).

– Em maio/2015, o Brasil instituiu o novo marco legal de Biodiversidade. O dispositivo legal define o acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado.

– Na Cúpula do G7, em junho/2015, os líderes das principais democracias industrializadas do mundo tomaram uma decisão importante com relação a diminuir o consumo energético dos combustíveis fósseis, estabelecendo, assim, um passo importante na luta contra o aquecimento global e para o Acordo de Paris, estabelecido em dezembro/2015: o comprometimento de desenvolver estratégias de baixo teor de carbono, em longo prazo (2050) e abandonar os combustíveis fósseis até o final do século XXI.

– Em setembro/2015, a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável assinou a nova agenda ambiental para os próximos 15 anos (2015-2030), a chamada Agenda Pós-2015. São 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com 169 metas, que traduzem os complexos desafios que existem no mundo de hoje e que exigem abordagem das causas dos problemas e não apenas dos seus sintomas.

– A Tragédia de Mariana/MG, em novembro/2015, talvez seja a maior tragédia ambiental do Brasil, com impactos negativos de alta magnitude e muitos deles irreversíveis. A perda da biodiversidade é imensurável. As perdas de vidas humanas são um crime, sem precedentes na História.

– Em dezembro/2015, duas semanas após atentados terroristas reivindicados pelo Estado Islâmico, é assinado o Acordo de Paris, cujo documento de 32 páginas traz os compromissos que os países assumiram diante dos desafios que se avizinham para esse século no que diz respeito a real necessidade de se diminuir a emissão de gases de efeito estufa para atmosfera. Mencionado Acordo tem por objetivo geral reforçar a resposta global à ameaça das alterações climáticas, no contexto do desenvolvimento sustentável e ampliar os esforços para erradicar a pobreza.

     Termino o ano de 2015 com lágrimas nos olhos. Emocionada pela dor da perda de vidas humanas em tragédias que poderiam ser evitadas, caso fôssemos menos egoístas e colocássemos a variável econômica com a mesma ponderação das variáveis: social e ecológica; e não em única evidência, como historicamente fazemos neste mundo com o modo de produção capitalista.

     Mas sou otimista. Creio que podemos e vamos fazer as mudanças necessárias. As lágrimas nos olhos se transformam em gotas de esperança para regar este novo ano que, em breve, se inicia.

A cada um de vocês, que dedicam parte de seu tempo para ler o Blog Verde, desejo o que há de mais precioso: saúde e paz.

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Acordo de Paris – Resultado da COP 21

Hoje, finalmente, após intensas negociações, foi aprovado o Acordo de Paris, na COP 21.

COP21_2015_acordo_final

     O documento de 32 páginas traz os compromissos que os países assumiram diante dos desafios que se avizinham para esse século no que diz respeito a real necessidade de se diminuir a emissão de gases de efeito estufa para atmosfera.

    Mencionado Acordo tem por objetivo geral reforçar a resposta global à ameaça das alterações climáticas, no contexto do desenvolvimento sustentável e os ampliar os esforços para erradicar a pobreza, por meio de (artigo 2º):

 (a) Assegurar o aumento da temperatura média global em menos de 2° C acima dos níveis pré-industriais e a prosseguir os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5° C acima dos níveis pré-industriais, reconhecendo que isso iria reduzir significativamente os riscos e impactos das alterações climáticas;

(b) Aumentar a capacidade de adaptar-se aos impactos adversos das alterações climáticas e promover a resiliência do clima e reduzir as emissões de gases de efeito de estufa, de uma forma que não ameaça a produção de alimentos;

(c) Fazer com que a economia siga o caminho em direção a baixas emissões de gases de efeito estufa e para o desenvolvimento de um clima resiliente.

     Ainda no Artigo 2º, o documento menciona que o Acordo será implementado para refletir a equidade e o princípio dos bens comuns, mas as responsabilidades deverão ser diferenciadas considerando as respectivas capacidades e as diferentes circunstâncias nacionais.

   Aos interessados em ler na íntegra, o Acordo de Paris, cliquem aqui. 

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O Estado do Ceará bate recorde de emissões de gases de efeito estufa

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

09 de dezembro de 2015

   O texto, a seguir, baseia-se nas informações do Prof. Dr. Alexandre Araújo Costa, pesquisador da Universidade Estadual do Ceará e membro do Fórum Cearense de Mudanças Climáticas e de Biodiversidade.

   Conforme o Professor Alexandre, o que se temia com relação a um aumento significativo de emissões de gases de efeito estufa (GEE) no estado do Ceará foi confirmado na última publicação do Inventário consolidado de emissões de gases de efeito estufa, publicado pelo Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Ou seja, o Ceará bateu o recorde de emissões de GEE, sendo o setor de energia o que mais contribui para este resultado.

 

      Informa o Prof. Alexandre que o valor de 26.128.532 toneladas de CO2-equivalente supera o recorde anterior, de 2013, de 22.592.101 toneladas, um aumento de 15,7% em apenas um ano. Isto consolida um quadro não apenas de retorno ao patamar da década de 1990 e início da década de 2000, quando havia elevadas taxas de desmatamento que empurraram, de 1994 a 2002, as emissões cearenses acima de 20 milhões de toneladas de CO2-equivalente (Figura 1). O setor de energia domina claramente as emissões de gases de efeito estufa no Ceará (14.258.394 toneladas ou 54,6% do total), sendo seguido pela agropecuária (5.650.502 ou 21,6% do total), mudança no uso da terra (3.319.483 ou 12,7%), resíduos (2.255.158 toneladas ou 8,6%) e indústria (644.995 toneladas ou 2,5%).

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Figura 1 – Emissões de gases de efeito estufa no Ceará, de 1990 a 2014.

    Continua o Prof. Alexandre, “no setor de energia, o subsetor de geração de eletricidade ultrapassou o subsetor de transportes (Figura 2), ficando o primeiro com 7.251.967 toneladas (50,9% das emissões do setor, 27,8% do total) e o segundo com 37,4% das emissões da energia, 20,4% do total). O restante das emissões do setor se distribuem entre os subsetores residencial (736.808 toneladas), industrial (368.796 toneladas), agropecuário (324.819 toneladas), produção de combustíveis (210.209 toneladas), comercial (30.875 toneladas) e público (3.192 toneladas)”.

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Figura 2 – Emissões de gases de efeito estufa do setor de energia (incluindo transportes) no estado do Ceará, de 1990 a 2014.

    Maia adiante, o Prof. Alexandre informa que no setor de agropecuária (Figura 3), as emissões são dominadas pela fermentação entérica (3.205.196 toneladas de CO2-equivalente, 56,7% do setor ou 12,3% ) e solos agrícolas (2.085.709 toneladas, 36,9% do setor, 8,0% do total), completadas por manejo de dejetos (314.582 toneladas), cultivo de arroz (31.657 toneladas) e queima de resíduos (13.356 toneladas).

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Figura 3 – Emissões de gases de efeito estufa (em CO2-eq) do setor agropecuário no estado do Ceará, de 1990 a 2014.

 

   O Prof. Alexandre faz um grave alerta e nos chama a atenção para as fontes principais de emissões de gases de efeito estufa no Estado que são: Termelétricas, automóveis+caminhões, desmatamento da caatinga, gado bovino, lixo+esgoto. Ele menciona que as emissões podem ainda crescer perigosamente com as escolhas de manter as termelétricas funcionando, iniciar o funcionamento de uma siderúrgica (capaz de emitir mais de 5 milhões de toneladas de CO2) e duas unidades de produção de cimento.

     A ideia é promover o debate para que ambos, sociedade civil e poder público, definam o modelo de desenvolvimento que se que para o Estado do Ceará. este é um importante momento pois estamos na fase de elaboração do Plano Estadual de Mudanças Climáticas. para finalizar, o prof. Alexandre Costa enfatiza: “o quadro climático grave não permite mais meias-palavras e meias-medidas”.

     Inventário na íntegra, cliquem aqui.

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O Estado do Ceará bate recorde de emissões de gases de efeito estufa

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

09 de dezembro de 2015

   O texto, a seguir, baseia-se nas informações do Prof. Dr. Alexandre Araújo Costa, pesquisador da Universidade Estadual do Ceará e membro do Fórum Cearense de Mudanças Climáticas e de Biodiversidade.

   Conforme o Professor Alexandre, o que se temia com relação a um aumento significativo de emissões de gases de efeito estufa (GEE) no estado do Ceará foi confirmado na última publicação do Inventário consolidado de emissões de gases de efeito estufa, publicado pelo Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Ou seja, o Ceará bateu o recorde de emissões de GEE, sendo o setor de energia o que mais contribui para este resultado.

 

      Informa o Prof. Alexandre que o valor de 26.128.532 toneladas de CO2-equivalente supera o recorde anterior, de 2013, de 22.592.101 toneladas, um aumento de 15,7% em apenas um ano. Isto consolida um quadro não apenas de retorno ao patamar da década de 1990 e início da década de 2000, quando havia elevadas taxas de desmatamento que empurraram, de 1994 a 2002, as emissões cearenses acima de 20 milhões de toneladas de CO2-equivalente (Figura 1). O setor de energia domina claramente as emissões de gases de efeito estufa no Ceará (14.258.394 toneladas ou 54,6% do total), sendo seguido pela agropecuária (5.650.502 ou 21,6% do total), mudança no uso da terra (3.319.483 ou 12,7%), resíduos (2.255.158 toneladas ou 8,6%) e indústria (644.995 toneladas ou 2,5%).

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Figura 1 – Emissões de gases de efeito estufa no Ceará, de 1990 a 2014.

    Continua o Prof. Alexandre, “no setor de energia, o subsetor de geração de eletricidade ultrapassou o subsetor de transportes (Figura 2), ficando o primeiro com 7.251.967 toneladas (50,9% das emissões do setor, 27,8% do total) e o segundo com 37,4% das emissões da energia, 20,4% do total). O restante das emissões do setor se distribuem entre os subsetores residencial (736.808 toneladas), industrial (368.796 toneladas), agropecuário (324.819 toneladas), produção de combustíveis (210.209 toneladas), comercial (30.875 toneladas) e público (3.192 toneladas)”.

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Figura 2 – Emissões de gases de efeito estufa do setor de energia (incluindo transportes) no estado do Ceará, de 1990 a 2014.

    Maia adiante, o Prof. Alexandre informa que no setor de agropecuária (Figura 3), as emissões são dominadas pela fermentação entérica (3.205.196 toneladas de CO2-equivalente, 56,7% do setor ou 12,3% ) e solos agrícolas (2.085.709 toneladas, 36,9% do setor, 8,0% do total), completadas por manejo de dejetos (314.582 toneladas), cultivo de arroz (31.657 toneladas) e queima de resíduos (13.356 toneladas).

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Figura 3 – Emissões de gases de efeito estufa (em CO2-eq) do setor agropecuário no estado do Ceará, de 1990 a 2014.

 

   O Prof. Alexandre faz um grave alerta e nos chama a atenção para as fontes principais de emissões de gases de efeito estufa no Estado que são: Termelétricas, automóveis+caminhões, desmatamento da caatinga, gado bovino, lixo+esgoto. Ele menciona que as emissões podem ainda crescer perigosamente com as escolhas de manter as termelétricas funcionando, iniciar o funcionamento de uma siderúrgica (capaz de emitir mais de 5 milhões de toneladas de CO2) e duas unidades de produção de cimento.

     A ideia é promover o debate para que ambos, sociedade civil e poder público, definam o modelo de desenvolvimento que se que para o Estado do Ceará. este é um importante momento pois estamos na fase de elaboração do Plano Estadual de Mudanças Climáticas. para finalizar, o prof. Alexandre Costa enfatiza: “o quadro climático grave não permite mais meias-palavras e meias-medidas”.

     Inventário na íntegra, cliquem aqui.