meio ambiente Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

meio ambiente

Desdobramentos de Brumadinho

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Impacto Ambiental, Meio Ambiente

29 de Janeiro de 2019

Na tarde de hoje, a Associação Brasileira de Avaliação de Impacto (ABAI) lançou uma nota intitulada “Os desdobramentos de brumadinho”. A seguir, o manifesto, na íntegra, que também pode ser acessado, clicando aqui.

A Associação Brasileira de Avaliação de Impacto (ABAI) entende que a tragédia de Brumadinho/MG não pode ser interpretada como fato isolado ou caso fortuito, mas sim como produto de uma desvalorização sistemática da agenda ambiental em todos os níveis de governo. Frente ao desmonte que as Instituições e Agências do setor Ambiental estão sofrendo, a manifestação dos setores preocupados com os valores sociais e ambientais não pode ser de contemporização, admitindo que a tragédia de Brumadinho seja um desastre e não um crime, ou apenas de demonstração de tristeza pelos fatos associados à tragédia. Claro que existe uma consternação e enorme pesar pelo expressivo número de vidas ceifadas e pelo incomensurável desastre e perdas materiais e ambientais provocados. Contudo, são necessárias ações imediatas e intransigentes para que os valores ambientais e sociais, presentes na Constituição Brasileira e inúmeras normas do país, sejam resgatados.

A atual tragédia da barragem de rejeito da empresa VALE em Brumadinho reflete uma postura política de enfraquecimento das Agências Ambientais e de desmantelamento das instituições. O licenciamento ambiental é um instrumento da Política Nacional do Meio Ambiente que requer técnica, treinamento e capacitação para ser executado, além da imprescindível participação da sociedade nos processos de decisão e gestão. Não pode continuar a ser tratado como um entrave ao desenvolvimento e objeto de barganha e pressão do setor econômico, pois acarreta em grandes perdas ambientais e para toda a sociedade brasileira.

Portanto, não será simplificando os seus procedimentos, considerando certas atividades de baixo impacto, ou de baixo risco, à mercê dos compromissos político-econômicos ajustados pré e pós eleições, que os problemas serão resolvidos. Sendo assim, é inadmissível que mesmo após a tragédia ocorrida em Mariana em 2015 haja uma reincidência dessa magnitude. A repetição do roteiro em pouco mais de 3 anos indica que o problema é crônico e sistêmico – e não cabem somente explicações conjunturais sem punições aos responsáveis.

As associações técnicas e a sociedade civil devem participar como protagonistas deste processo de discussão e elaboração de eventuais ajustes nos procedimentos de avaliação de impacto ambiental, de licenciamento ambiental, de áreas especialmente protegidas, da gestão e gerenciamento e outros instrumentos da Política Ambiental. A ABAI está pronta e disposta para participar ativamente deste processo, como integrante da sociedade civil e técnica.

A impunidade que impera aos infratores e aos que cometem os crimes ambientais agrava a situação do descaso na área ambiental. A aplicação de multas é absolutamente insuficiente para posicionar os valores ambientais. O Brasil tem uma legislação que não é aplicada adequadamente, pois as situações de invasão de Unidades de Conservação e áreas protegidas, o descarte de resíduos e rejeitos em água ou terras sem o devido tratamento e as tragédias provocadas pelo setor de mineração estão tipificados na Lei Federal 9.605 de 1998, que fará 21 anos no dia 12 de fevereiro próximo, devendo os autores, coautores ou partícipes do fato, sejam pessoas físicas ou jurídicas, responsabilizadas criminalmente. Adicionalmente, a lei Federal 6.938 de 1981 expressa que o agente causador de danos ambientais e a terceiros é obrigado a indenizar e reparar esses danos independentemente da existência de culpa, isto é, sem que seja necessário demonstrar imperícia, imprudência ou negligência. Basta a existência do nexo causal entre o ato e o dano. Portanto, o Brasil dispõe de legislação exemplar para a área ambiental para estes casos e precisa ser aplicada.

Assim, a ABAI entende que o Ministério Público Federal e do Estado de Minas Gerais devem agir de maneira imediata, investigando e propondo punição de todos que tenham contribuído com esta tragédia; e que o Poder Judiciário, em suas diversas instâncias, possa responder celeremente à sociedade e que todos sejam estimulados a adotarem posições mais responsáveis do ponto de vista social e ambiental.

Por fim, a ABAI entende que os segmentos da sociedade preocupados com os valores sociais e ambientais devem cobrar ações mais responsáveis dos Governos Federal, Estaduais e Municipais em relação à Política Ambiental e ao desmantelamento dos Órgãos Ambientais, notadamente no tocante à absurda flexibilização da Avaliação de Impacto Ambiental e Licenciamento Ambiental e ao desmonte e abandono dos Órgãos Ambientais, do seu corpo técnico, dos equipamentos e da infraestrutura. O tempo é de ação e de fortalecimento da sociedade e seus valores sociais e ambientais.

Associação Brasileira de Avaliação de Impacto – ABAI
Texto elaborado por associados e diretoria da ABAI
Para contato:
Marcelo Marini Pereira de Souza – Presidente
mps@usp.br

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Brumadinho – uma tragédia anunciada?

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Impacto Ambiental, Meio Ambiente

26 de Janeiro de 2019

Não tenho palavras para descrever o que sinto, desde ontem, quando do rompimento da Barragem VI do Córrego do Feijão. Quantas vidas se foram? Quanto Vale® uma vida?
Conforme a Resolução CNRH n. 143, de 10 de julho de 2012, mencionada barragem estava classificada com categoria de risco baixo associada a um alto dano potencial associado. Segundo citada resolução do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, dano potencial associado é aquele que pode ocorrer devido a rompimento, vazamento, infiltração no solo ou mau funcionamento de uma barragem, independentemente da sua probabilidade de ocorrência, podendo ser graduado de acordo com as perdas de vidas humanas e impactos sociais, econômicos e ambientais.
Construída em 1991, com método construtivo em etapa única e solo compactado, localizada no município de Brumadinho, em Minas Gerais, a Barragem VI do Córrego do Feijão, contendo 1 milhão de m3 de rejeitos de minério, sofreu ruptura no dia 25 de janeiro de 2019: uma tragédia ambiental de proporções elevadas, de consequências ambientais difíceis de mensurar, de perdas de vidas humanas de valor incalculável.
Em Nota Informativa n. 4236412/2019 – CGENA/DIPRO, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), datada de 25/01/2019, citado órgão acompanha o evento por meio do Grupo de Informações de Emergências em Barragens, sendo a competência primária, nessas situações de emergências, do acompanhamento do órgão licenciador. No caso da Barragem VI do Córrego do Feijão, a competência é do Estado de Minas Gerais. Na nota, o Ibama alerta para as consequências ambientais na Bacia do São Francisco, considerando que o empreendimento está localizado nessa bacia, em um dos tributários do Rio Paraopeba. A nota indica que a primeira receptora dos impactos seria a Barragem de Retiro Baixo, que fica a cerca de 150 km do ponto do rompimento.
O Parecer Único n. 0786757/2018 (SIAM), datado de 20 de novembro de 2018, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, de Minas Gerais, sugeriu pelo deferimento do pedido de licenciamento ambiental da Mina Córrego do Feijão, em procedimento único LAC 1 (Licença Prévia, de Instalação e de Operação Concomitantes), com validade de 10 anos. Foi com base nesse parecer que o órgão ambiental concedeu a licença ambiental, em uma reunião extraordinária, ocorrida em 11 dezembro de 2018, do Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM), de Minas Gerais.
Um procedimento simplificado de licenciamento ambiental é aplicado em empreendimentos com reduzido potencial poluidor degradador. O que houve no trâmite do procedimento do licenciamento ambiental da Barragem VI do Córrego do Feijão foi a reclassificação do empreendimento inicialmente classe 6 (maior potencial poluidor degradador) para classe 4 (menor potencial poluidor degradador), permitindo que o empreendimento seguisse trâmites simplificados de licenciamento ambiental (LAC 1).
É também importante salientar que o empreendimento está localizado em zona de amortecimento de unidades de conservação de proteção integral, do Parque Estadual Serra do Rola Moça e da Estação Ecológica de Fechos, bem como está inserido dentro dos limites de uma unidade de conservação de uso sustentável, a Área de proteção Ambiental Sul.

Entenda como houve a reclassificação

Conforme o parecer único n. 0786757/2018 (SIAM), em sua página 96, o empreendedor Vale S.A. formalizou processo, em 4/08/2015 para, a princípio, requerer Licença Prévia concomitante à Licença de Instalação para a continuidade das operações da Mina de Córrego do Feijão, enquadrado como classe 6 de acordo com a Deliberação Normativa (DN) n. 74/2004. Ainda conforme o parecer, em 06/03/2018 entrou em vigor a Deliberação Normativa COPAM n. 217, de 06/12/2017, que estabelece critérios para classificação, segundo o porte e potencial poluidor. Citada DN n. 217/2017 revogou a anterior, permitindo aos empreendedores solicitarem ao órgão ambiental o requerimento de que os procedimentos de licenciamento ambiental seguissem a normativa de 2017 (DN n. 217/2017). O empreendedor Vale S.A procedeu esse requerimento, que foi acatado pela Superintendência de Projetos Prioritários (SUPRI).
Na reunião de 11 de dezembro de 2018, o empreendimento teve sua licença ambiental concedida, cuja votação teve duas abstenções (do representante do Ibama e do representante do CEFET) e um voto contrário (representante do Fórum Nacional da Sociedade Civil nos Comitês de Bacias Hidrográficas).
O representante do Ibama alertou na reunião que a barragem não oferecia risco zero e que uma negligência qualquer de quem estivesse à frente de um sistema de gestão de risco, poderia provocar o rompimento.
Uma tragédia anunciada? A resposta fica a critério de cada um.
Finalizo, com lágrimas nos olhos, pelas perdas de vidas humanas e pelo amplo passivo ambiental que teremos, todos nós, de conviver, mitigar e remediar.
O Blog Verde está de preto, em luto pelas vidas humanas perdidas…
A vocês, queridas pessoas do município de Brumadinho, familiares e amigos de todas as vítimas dessa tragédia, meus mais sinceros sentimentos.

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Plano Estratégico 2018-2021 – PNUD

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

17 de Janeiro de 2019

  O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD; UNDP, sigla em inglês), desde 17 de outubro de 2017, divulgou o Plano Estratégico 2018-2021, por meio do documento DP/2017/38.

    Mas é sempre bom recordar que a visão do PNUD para o Plano Estratégico 2018-2021 é ajudar os países a alcançar o desenvolvimento sustentável, erradicando a pobreza em todas as suas formas e dimensões, acelerar as transformações estruturais para o desenvolvimento sustentável e construir resiliência às crises. O plano tem por base a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e está comprometido com os princípios de universalidade, igualdade e inclusão de todos ao acesso ao desenvolvimento.

    Aos interessados em saber mais, ou ler na íntegra o Plano Estratégico, cliquem aqui.

Fonte: UNDP, 2018.

 

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Relatório de lacunas de emissões – 2018

Por Nájila Cabral em Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

12 de Janeiro de 2019

     O Relatório Anual das Lacunas de Emissões Ambientais da Organização das Nações Unidas (ONU) apresenta uma avaliação dos atuais esforços nacionais de mitigação e as ambições que os países apresentaram em suas Contribuições Nacionalmente Determinadas, que formam a base do Acordo de Paris. O objetivo do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, conforme acordado na Conferência das Partes em 2015, é manter a elevação da temperatura global neste século abaixo dos 2 graus Celsius, considerando os níveis pré-industriais. 

   O Relatório de 2018 traz a atualização sobre as emissões globais e uma avaliação das emissões associadas às Contribuições Nacionalmente Determinadas e às políticas atuais de cada um dos membros do G20, incluindo a União Européia. O Relatório apresenta novas informações sobre a “lacuna de emissões”, que é a lacuna entre onde provavelmente estaremos e onde precisamos estar. Leva em consideração as informações científicas mais recentes, incluindo o Relatório Especial do IPCC, em 1.5 ° C.

     O relatório foi preparado por uma equipe internacional de cientistas líderes, avaliando todas as informações disponíveis. Aos interessados em ler o sumário executivo, cliquem aqui.

Fonte: ONU, 2018.

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Para refletir… sobre vida e meio ambiente

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

06 de Janeiro de 2019

   Janeiro de um novo ano chegou. Com ele, a esperança de dias melhores. Sei que está difícil… Sei que não é fácil.

   A vida é, realmente, uma caixinha de surpresas. E quando a gente pensa que está tudo bem, que tudo está andando, em conformidade, nos trilhos, a vida traz novidades inesperadas; surpresas nada agradáveis. Não desanime! Mantenha-se firme.

   O que dizer nesse momento em que a sensação é de estarmos em pedacinhos? O que fazer com esses minúsculos pedacinhos quebrados pela força das notícias desagradáveis?

   É tempo de parar. Tempo de pausa, tempo de permitir que o tempo cure as feridas e restaure a fortaleza interior. Tempo de se cuidar, de recompor os pedacinhos e construir um novo ser. Às vezes, faço a comparação com um mosaico, aquela arte de recompor pedacinhos de cerâmica em uma nova obra. É preciso se refazer.

     Eu sei, não será mais o mesmo ser, pois ele estará com cicatrizes dos ajustes necessários a permanecer de pé para seguir a vida. Mas as cicatrizes são marcas bonitas. Representam a linha da vida, reconstruída a cada queda, a cada necessidade de recomposição do ser. 

   Tenho marcas em meu corpo e as carrego com orgulho e alegria, pois ao contemplá-las são motivo não de tristeza pelo que passei, mas de alegria por ter superado os momentos de dor física e emocional. 

   Que o tempo seja generoso conosco, que nos permita tempo suficiente para a reconstrução do ser e para seguirmos em frente, sempre. A esperança se renova a cada dia, pois é ela quem nos faz termos a certeza de que o tempo será o bastante para realizarmos nossos sonhos de vida.

 

   

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Proprietários de imóveis rurais e a negociação de ativos florestais

Por Nájila Cabral em Código Florestal, Legislação Ambiental, Meio Ambiente

01 de Janeiro de 2019

  No último dia 27 de dezembro, foi publicado o Decreto n. 9.640/2018, que regulamenta as Cotas de Reserva Ambiental (CRA). Conforme a Assessoria de Comunicação do Serviço Florestal Brasileiro, as CRA são títulos que equivalem a áreas com cobertura natural que excedem à Reserva Legal (RL) de uma propriedade e que podem ser usadas para compensar o déficit de RL de outra. Cada cota representa um hectare e as CRA estarão disponíveis para aquisição na bolsa de mercadorias.

   As CRA são instrumentos econômicos que permitem a operacionalidade de parte do pagamento por serviços ambientais e de mercado florestal, considerando que o mercado “vai agir conforme os termos acordados entre as partes: quem tem o ativo e quem quer remunerar este ativo”, afirmou Raimundo Deusdará, diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB). Continuou dizendo que essa representa “uma oportunidade para que diversos atores possam contribuir com a proteção ambiental. Assim, qualquer cidadão do mundo pode contribuir para a manutenção dos ativos florestais e para a produção de bens e serviços ambientais, adquirindo cotas que garantirão a manutenção das florestas em pé”.

      O Decreto N° 9.640/2018 estabelece que compete ao Serviço Florestal Brasileiro (SFB) a emissão das Cotas de Reserva Ambiental (CRA). As CRA se apoiam no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (SICAR), que gerencia as bases do cadastro ambiental rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA). 

     Aos interessados em acessar , na íntegra, o Decreto n. 9.640/2018, cliquem aqui.

Fonte: SBF, 2018

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Ano Novo – nova esperança

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Educação Ambiental, Meio Ambiente

31 de dezembro de 2018

    Estamos no  último dia de 2018. Como esse ano passou rápido… 

    Uma das nossas conversas em janeiro desse ano era sobre os 11 anos da Política Nacional de Saneamento Básico. E hoje, preciso comentar da Medida Provisória (MP) 868, de 27 de dezembro de 2018, que altera, dentre outros dispositivos, alguns da Lei Federal n. 11.455, de 2007, a Política Nacional de Saneamento Básico.

    Mesmo com posicionamento da sociedade civil e de dezenas de governadores contrários ao texto da MP 844, de 6 de julho de 2018, o governo federal reeditou a MP, com o número 868, alterando o marco legal do saneamento.

    No dia 28 de dezembro, muitas organizações da sociedade civil, a exemplo da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), da Associação Brasileira dos Municípios (ABM), da Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento (ASSEMAE) dentre outras, se colocaram contrárias à MP 868/2018, uma vez que “as mudanças propostas pela MP não serão capazes de enfrentar os problemas do saneamento básico, trazendo ainda mais insegurança jurídica, com a iminente desestruturação das políticas públicas do setor”.

    Fiquemos atentos, então, ao ano que amanhã se inicia para que nossas ações e nossas políticas sejam, realmente, comprometidas com a possibilidade da oferta de condições dignas de vida a todas as pessoas, inclusive de acesso à água potável; aos serviços de esgotamento sanitário e de limpeza pública.

    Precisamos olhar o caminho que trilhamos e repensar se deveremos, ou não, permanecer nesse mesmo caminho ou se não haveria a necessidade de se alterarem rotas, para alcançarmos o objetivo comum de desenvolvimento sustentável.

    Sou uma incansável otimista… Acredito na força de cada um de nós, na esperança de dias melhores, no olhar das crianças que enxergam beleza nos mais adversos cenários. Acredito que 2019 será um ano de novas e boas oportunidades. Então, nesse último dia de 2018, façamos uma reflexão sobre nossas escolhas passadas e seus resultados, para que possamos, em 2019, optarmos pelo caminho mais condizente com ações adequadas, sustentáveis, corretas e justas.

    Desejo paz em seu coração, para que seu caminhar se torne mais leve. Desejo esperança, pois é ela que permite o sorriso nos momentos de turbulência e de tempestades das nossas vidas. Desejo amor, para que seu olhar se torne meigo e doce com as pessoas que você encontrar em seu caminho. Desejo saúde, pois importa sermos saudáveis para encontramos forças e persistir no caminho. 

     Um 2019 de amor, saúde, paz e esperança!

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Ano Novo Sustentável – Praia de Carneiros/PE

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente

26 de dezembro de 2018

     Considerando os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), e tendo por base um plano de dez anos, o evento “Carneiros Sustentável – Projeto Reveillón” tem o objetivo de promover o turismo de baixo impacto, com a neutralização das emissões de gases de efeito estufa e de outras ações ambientalmente mais favoráveis ao ambiente.

    A Praia dos Carneiros está localizada há 90 km de Recife, em Pernambuco, foi eleita uma das mais bonitas do mundo e será palco da segunda edição do Réveillon Carneiros.  A grande novidade dessa edição é o projeto Carneiros Sustentável. Conforme a assessoria Index, mencionado projeto é apoiado institucionalmente por organizações de referência como o Green Building Council Brasil, sendo o evento com ações em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis.

     O projeto além de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa, irá promover a reciclagem e compostagem dos resíduos, promover eficiência energética e energia renovável. Isso pode significar e contribuir para o impacto positivo no turismo e economia local. “Alinhar desenvolvimento econômico com mitigação dos impactos ambientais, redução do uso de recursos naturais e melhora da qualidade de vida é a melhor opção em qualquer área. Com isso, todos sairão ganhando”, diz Felipe Faria, CEO do GBC Brasil e Presidente do Comitê dos GBCs das Américas pelo World GBC.

      No sentido de viabilizar resultados eficientes, os responsáveis pelo réveillon criaram um plano de dez anos de duração com ações concretas em cada área dos objetivos do desenvolvimento sustentável. Entre eles, energia fotovoltaica para abastecimento de parte do evento diurno, promoção e realização de compostagem para resíduos orgânicos, parceria com projeto Glass is Good para reciclar todo vidro utilizado no evento, inclusão de latas de lixo a cada 100 metros da orla, promoção de atividades físicas como aula funcional na praia, cuidados com qualidade do ar e da água, cursos de capacitação para staff de hotéis e pousadas da região e geração de empregos.

Fonte: Index, 2018. Fotos: Index, 2018.

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Ações de fiscalização: IBAMA-CE

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Impacto Ambiental, Meio Ambiente

20 de dezembro de 2018

     Estamos quase finalizando o ano de 2018. Muitas coisas aconteceram nesse ano que auxiliaram na promoção do desenvolvimento sustentável, permitindo o crescimento econômico com a devida manutenção da qualidade ambiental.

    Ações de proteção ambiental e de fiscalização são importantes e devem ser realizadas por órgãos que possuem a atribuição e a competência para tal. Dentre as ações de fiscalização estão aquelas desenvolvidas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), órgão federal com o objetivo de executar a política ambiental.

    Nessas últimas semanas, foram deflagradas algumas operações, a exemplo da Operação Oito Furos, que embargou cinco Planos de Manejo Florestais Sustentáveis, que estavam extraindo lenha da caatinga de maneira fraudulenta, diagnosticada por meio do monitoramento dos analistas do IBAMA junto ao Documento de Origem Florestal (DOF).

     Conforme o Superintendente do IBAMA, no Ceará, Dr. Herbert Lobo, a movimentação total detectada corresponde a 800 caminhões de lenha, o que corresponde a cerca de pouco mais de quinhentos mil reais. Acrescentou o Superintendente: “os planos de manejo são imprescindíveis. Os produtos de origem florestal têm importância para nossa economia, inclusive como fonte de energia através da biomassa. No entanto, essa produção precisa ser regularizada, sob pena de se cometer crimes ambientais”.

     Outra operação deflagrada nos Estados do Ceará e do Rio Grande do Norte, denominada Serra das Almas 2, com o apoio da Polícia Ambiental do Ceará, apreendeu 540 animais. Para o superintendente do IBAMA no Ceará, Dr. Herbert Lobo, mesmo com a forte atuação das instituições ambientais, a exemplo do IBAMA, os crimes contra fauna ainda acontecem em larga escala no Estado.

      Segundo o Superintendente “a apanha, a caça e o cativeiro ilegal são alguns dos principais crimes contra o meio ambiente no Estado”. Acrescenta que “é fundamental que a população se conscientize e nos ajude denunciando, principalmente caçadores e traficantes de animais silvestres”, concluiu.

      O IBAMA também apreendeu, essa semana, 4,2 toneladas de pescado em operação de monitoramento do defeso da lagosta realizada desde o início do mês em cinco estados, a saber: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Além de espécies como lagosta, polvo, pargo, guaiamum e atum, os agentes ambientais recolheram 520 tonéis de ferro conhecidos como marambaia, 7 tarrafas, 1 espinhel de fundo e 3 compressores para mergulho. O uso de marambaias, instrumentos de captura que simulam abrigos, é vedado pela Instrução Normativa (IN) do Ibama n° 170/2008 (cuja norma anterior era a IN n° 138/2006). Essa norma proíbe a pesca de lagosta por mergulho e com rede de espera do tipo caçoeira, que também foram encontradas e apreendidas durante as ações de fiscalização.

     Fiquemos atentos enquanto cidadãos aos usos ilegais de nossos recursos florestais e faunísticos. Enquanto agentes econômicos, inseridos em uma mesma casa, a qual denominamos de Terra, sejamos prudentes no uso dos recursos naturais, considerando sua capacidade de suporte e sempre nos lembrando que precisamos ser responsáveis para permitirmos a vida nesse Planeta às futuras gerações. Além, é claro, de seguirmos normas e leis de proteção ambiental; pois se estas existem, devem ser cumpridas, com vistas ao bem comum.

Fonte: IBAMA, 2018.

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Reciclando vidro – Glass is Good

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Impacto Ambiental, Meio Ambiente

13 de dezembro de 2018

    Recebi essa semana um presente que me chamou a atenção e muito me agradou (confesso que foi a primeira vez em meus sete anos de responsável pelo Blog Verde que recebi algo). Agradou-me, primeiro por ter sido lembrada (o que fiquei muito grata) e por ser algo tão interessante sob o ponto de vista ambiental, que estou divulgando no Blog Verde.

    Além de úteis, o copo e canudo são oriundos de processo de reciclagem de vidro, realizado pela empresa DIAGEO, dentro do programa Glass is Good: todo mundo reciclando vidro. Esse programa já reciclou mais de 21 mil toneladas de vidro, colaborando, significativamente, com a minimização da pegada ecológica.

    Conforme a Assessoria de Comunicação da empresa DIAGEO, o programa de reciclagem, desenvolvido desde 2010, beneficia mais de 500 cooperados nos municípios de São Paulo, Santana do Parnaíba, Campinas, Ribeirão Preto, Recife, Natal, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília e Fortaleza.

     Conforme afirma a Diretora de Relações Corporativas da DIAGEO PUB (Paraguai, Uruguai e Brasil), “temos muito orgulho desse programa, por termos atingido a marca de mais de 40 milhões de garrafas recicladas, o que reforça a importância da logística reversa”. Continua dizendo que “atualmente, apenas 47% do vidro é reciclado e esse é um cenário que queremos ajudar a mudar”.

    Iniciativas como essa são importantes e também cumprem aos dispositivos legais da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Federal no 12.305/2010) e reforça o engajamento do País nos compromissos firmados em acordos multilaterais ambientais de redução na geração de resíduos plásticos.

    Os resultados do programa Glass is good coadunam com as campanhas da Organização das Nações Unidas de prevenção de poluição dos oceanos e mares por resíduos plásticos, a exemplo do Programa Clean Seas (Mares Limpos).

    Aos colaboradores, funcionários, gerentes e diretores da DIAGEO (cujo nome é uma referência a celebração da vida, pela junção da palavra dia (do latim dies) e da palavra mundo (do grego geo), grata por lembrarem dessa aprendiz da vida, que todos os dias acorda com a certeza absoluta que juntos seremos capazes de transformar esse mundo em um lugar melhor para nossos filhos e netos.

 

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Reciclando vidro – Glass is Good

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Impacto Ambiental, Meio Ambiente

13 de dezembro de 2018

    Recebi essa semana um presente que me chamou a atenção e muito me agradou (confesso que foi a primeira vez em meus sete anos de responsável pelo Blog Verde que recebi algo). Agradou-me, primeiro por ter sido lembrada (o que fiquei muito grata) e por ser algo tão interessante sob o ponto de vista ambiental, que estou divulgando no Blog Verde.

    Além de úteis, o copo e canudo são oriundos de processo de reciclagem de vidro, realizado pela empresa DIAGEO, dentro do programa Glass is Good: todo mundo reciclando vidro. Esse programa já reciclou mais de 21 mil toneladas de vidro, colaborando, significativamente, com a minimização da pegada ecológica.

    Conforme a Assessoria de Comunicação da empresa DIAGEO, o programa de reciclagem, desenvolvido desde 2010, beneficia mais de 500 cooperados nos municípios de São Paulo, Santana do Parnaíba, Campinas, Ribeirão Preto, Recife, Natal, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília e Fortaleza.

     Conforme afirma a Diretora de Relações Corporativas da DIAGEO PUB (Paraguai, Uruguai e Brasil), “temos muito orgulho desse programa, por termos atingido a marca de mais de 40 milhões de garrafas recicladas, o que reforça a importância da logística reversa”. Continua dizendo que “atualmente, apenas 47% do vidro é reciclado e esse é um cenário que queremos ajudar a mudar”.

    Iniciativas como essa são importantes e também cumprem aos dispositivos legais da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Federal no 12.305/2010) e reforça o engajamento do País nos compromissos firmados em acordos multilaterais ambientais de redução na geração de resíduos plásticos.

    Os resultados do programa Glass is good coadunam com as campanhas da Organização das Nações Unidas de prevenção de poluição dos oceanos e mares por resíduos plásticos, a exemplo do Programa Clean Seas (Mares Limpos).

    Aos colaboradores, funcionários, gerentes e diretores da DIAGEO (cujo nome é uma referência a celebração da vida, pela junção da palavra dia (do latim dies) e da palavra mundo (do grego geo), grata por lembrarem dessa aprendiz da vida, que todos os dias acorda com a certeza absoluta que juntos seremos capazes de transformar esse mundo em um lugar melhor para nossos filhos e netos.