Habitat III Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Habitat III

Construção sustentável e abordagem da Nova Agenda Urbana

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Urbanismo

16 de setembro de 2018

     A Nova Agenda Urbana, resultado da Conferência das Nações Unidas para Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável, denominada HABITAT III, que ocorreu de 17 a 20 de outubro de 2016, reforça a necessidade de melhoria no acesso a serviços, infraestrutura e habitação sustentáveis, economicamente acessíveis, adequados, resilientes e seguros.

    Na direção dessa orientação de habitação, ou construção, sustentável estão alguns projetos que reutilizam, por exemplo, contêineres em seu partido e soluções arquitetônicos.

    O Diretor da GSol, o arquiteto Gildomar Lima, nos conta que esse tipo de construção pode sair cerca de 90% com menos geração de resíduos na obra  se comparada a construção tradicional em alvenaria. Afirma ainda que em relação ao uso de água, esta pode ter uma redução de 90% em comparação à construção em alvenaria.

    Essas inovações vão ao encontro do que se preconiza a Nova Agenda Urbana que tem compromissos importantes a serem cumpridos, à exemplo  da promoção ao acesso equitativo e viável a infraestrutura física e social básica e sustentável para todos.

    As fotos são de um projeto do arquiteto Gildomar Lima, que reutilizou contêineres para sua execução. Estes passam por um tratamento de isolamento térmico e de preparação para receber as instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias, de maneira a permitir o uso comercial ou residencial da edificação. O isolamento térmico entre a chapa de aço externa e a parede interna em gesso acartonado (dry wall) permite que a edificação fique confortável.

    Conforme as informações do arquiteto, a construção sai cerca de 30% mais barata e 50% mais rápida, se comparada à construção convencional em alvenaria. O arquiteto também afirma que estruturalmente a construção é segura, considerando ser uma estrutura rígida que não deforma com o peso. 

    Um fator importante é que a reutilização dos contêineres obedecem rigorosamente todas as normas de controle, não sendo possível reutilizar aqueles que transportaram cargas com material bacteriológico, químico ou radioativo. Gildomar Lima acrescenta que deve-se “sempre comprar unidades originais diretamente dos representantes oficiais das companhias de navegação e com pintura original e pedir um laudo técnico particular para análise de possíveis contaminações (bacteriológica, química e radioativa) na unida comprada”.

    É importante lembar que o direito à moradia adequada é um componente do direito à dignidade da vida humana, estabelecido como um dos princípios basilares das conferências mundiais sobre meio ambiente e das conferências das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos, inclusive preconizada na Nova Agenda Urbana.

Fotos: Gentilmente cedidas por GSol, 2018.

 

 

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Desafios de Urbanismo e Meio Ambiente para o Brasil

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Urbanismo

24 de Janeiro de 2017

 … No final do ano passado, a III HABITAT (United Nations Conference on Housing and Sustainable Urban Development) aconteceu em Quito, Equador, de 17 a 20 de outubro, momento em que foi discutida uma Nova Agenda Urbana.

 … Os países enviaram seus Relatórios Nacionais para que pudesse ser construída essa Nova Agenda Urbana, considerando a situação atual, as lacunas e os desafios necessários a serem enfrentados com relação à habitação e desenvolvimento urbano sustentável.

     Conforme o Relatório Nacional do Brasil, publicado pelo IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em 2016, os maiores desafios ambientais das cidades brasileiras incluem:

– Problema de ocupações em áreas de risco ambiental;

– Coleta e tratamento de todos os esgotos produzidos;

– Gestão inadequada de resíduos sólidos, desde a não-geração, passando pela redução, reutilização, reciclagem, tratamento de resíduos sólidos e disposição final;

– Implementação de sistemas completos de drenagem urbana;

– Controle das emissões locais associadas principalmente ao tráfego de veículos automotores.

            O Relatório também aponta para a necessidade urgente de revisão e implementação de Planos Diretores Municipais, em consonância com o Zoneamento Ecológico-Econômico como plataforma de planejamento, na medida em que estes permitem a visão ecossistêmica do território urbano.

            Mais adiante, o Relatório traz quatro significativas temáticas para serem incorporadas nesse novo desenho urbano, a saber:

– redirecionamento da agenda urbana considerando as mudanças climáticas;

– redução do risco de desastres; por meio da consideração das vulnerabilidades territoriais frente aos eventos extremos;

– redução dos congestionamentos no tráfego; inserindo diferentes modais no planejamento do traçado viário, dentre outras estratégias; e

– preocupação com a poluição do ar, notadamente em virtude dos estudos recentes que correlacionam diversas morbidades e um número significativo de mortes à poluição do ar.

     Cidades diferentes possuem características e peculiaridades diferentes. Isso é algo imprescindível a ser considerado no planejamento com o viés da Nova Agenda Urbana. Mas, algo em comum, deve ser o ponto convergente: as cidades devem cumprir seu papel social e devem possibilitar o bem-estar a todos os seus cidadãos, para que sejam cidades seguras, inclusivas, resilientes e sustentáveis.

Fonte: Relatório Nacional do Brasil para Habitat III, 2016 – IPEA.

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Nova Agenda Urbana – Habitat III

Estamos a poucos meses da 3ª Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável, também denominada de Habitat III, que deve acontecer em Quito, no Equador no período de 17 a 20 de outubro.

    O documento final, resultado das negociações no âmbito da terceira sessão do Comité Preparatório da Conferência Habitat III (PrepCom3), realizada em Surabaya, Indonésia, no período de 25 a 27 de Julho de 2016, traz os compromissos e a Nova Agenda Urbana que os países devem, caso mencionado documento seja aprovado na Habitat III, nos próximos vinte anos.

    Conforme estabelecido no Zero Draft (Rascunho zero) da Habitat III, o documento deverá se chamar “Declaração de Quito sobre Cidades Sustentáveis para todos” e traz compromissos com relação a mudança do paradigma urbano para uma nova agenda urbana que:

(a) redirecione a forma de planejar, financiar, desenvolver, administrar e gerenciar cidades e assentamentos humanos, reconhecendo o desenvolvimento urbano e territorial sustentável como essencial para a realização do desenvolvimento sustentável e de prosperidade para todos.

(b) reconheça o importante papel dos governos na definição e implantação das políticas urbanas inclusivas e de legislação para o desenvolvimento urbano sustentável,

(c) adoção de desenvolvimento territorial sustentável, centrado nas pessoas, com abordagem integrada, através de políticas, estratégias, desenvolvimento de capacidades e ações em todos os níveis, com base em fatores fundamentais da mudança, incluindo:

1- Desenvolvimento e implementação de políticas ou estratégias urbanas nacionais no âmbito de parcerias locais, nacionais, conforme o caso, a construção de sistemas nacionais de cidades e assentamentos humanos integrados, para a consecução dos objetivos nacionais de desenvolvimento;

2- O reforço da governação urbana, com instituições sólidas e mecanismos que capacitam e incluem partes interessadas urbanas, bem como controles adequados, oferecendo previsibilidade e coerência no desenvolvimento de planos urbanos, para permitir a inclusão social sustentável, o crescimento econômico e a proteção do meio ambiente;

3- Apoio a estruturas e instrumentos eficazes, inovadoras e sustentáveis de financiamento, permitindo que as finanças municipais sejam fortalecidas a fim de criar, sustentar e compartilhar o valor gerado pelo desenvolvimento urbano sustentável de forma inclusiva.

    Aos interessados em ler, na íntegra, o Draft Zero, cliquem aqui. 

Fonte: Habitat III/UN

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HABITAT III – financiando o desenvolvimento urbano

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Urbanismo

05 de Março de 2016

    No período de 9 a 11 de março, acontece na Cidade do México, uma das reuniões temáticas de alto nível, preparatórias para a Terceira Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III). Mencionada reunião deve discutir prioridades para uma nova agenda urbana e desenvolver recomendações políticas. As reuniões temáticas devem resultar em recomendações temáticas que serão considerados oficialmente ao Habitat III. Esta reunião temática da Cidade do México centra-se sobre o financiamento da Nova Agenda Urbana.

     Com relação à discussão de ordenamento urbano, território e planejamento, as discussões devem se apoiar no documento 8 – Ordenação Urbana do Território e Planejamento, cujos conceitos principais, estão abaixo relacionados:

– O planejamento territorial e urbano pode ser definido como um processo de tomada de decisão que visa a realização do espaço econômico, social, cultural e ambiental por intermédio do desenvolvimento de objetivos visões, estratégias, planos e implementação de uma série de princípios políticos, ferramentas, procedimentos e mecanismos institucionais e regulamentares participativos.

– O ordenamento do território abrange as escalas do bairro, da cidade, da região metropolitana. O seu objetivo é facilitar e coordenar as decisões políticas e ações que irão transformar o espaço físico e social e afetam a distribuição e fluxo de pessoas, de bens e de atividades.

Fonte: Habitat III/UN

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HABITAT III – financiando o desenvolvimento urbano

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Urbanismo

05 de Março de 2016

    No período de 9 a 11 de março, acontece na Cidade do México, uma das reuniões temáticas de alto nível, preparatórias para a Terceira Conferência das Nações Unidas sobre Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável (Habitat III). Mencionada reunião deve discutir prioridades para uma nova agenda urbana e desenvolver recomendações políticas. As reuniões temáticas devem resultar em recomendações temáticas que serão considerados oficialmente ao Habitat III. Esta reunião temática da Cidade do México centra-se sobre o financiamento da Nova Agenda Urbana.

     Com relação à discussão de ordenamento urbano, território e planejamento, as discussões devem se apoiar no documento 8 – Ordenação Urbana do Território e Planejamento, cujos conceitos principais, estão abaixo relacionados:

– O planejamento territorial e urbano pode ser definido como um processo de tomada de decisão que visa a realização do espaço econômico, social, cultural e ambiental por intermédio do desenvolvimento de objetivos visões, estratégias, planos e implementação de uma série de princípios políticos, ferramentas, procedimentos e mecanismos institucionais e regulamentares participativos.

– O ordenamento do território abrange as escalas do bairro, da cidade, da região metropolitana. O seu objetivo é facilitar e coordenar as decisões políticas e ações que irão transformar o espaço físico e social e afetam a distribuição e fluxo de pessoas, de bens e de atividades.

Fonte: Habitat III/UN