gases de efeito estufa Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

gases de efeito estufa

Relatório de lacunas de emissões – 2018

Por Nájila Cabral em Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

12 de Janeiro de 2019

     O Relatório Anual das Lacunas de Emissões Ambientais da Organização das Nações Unidas (ONU) apresenta uma avaliação dos atuais esforços nacionais de mitigação e as ambições que os países apresentaram em suas Contribuições Nacionalmente Determinadas, que formam a base do Acordo de Paris. O objetivo do Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas, conforme acordado na Conferência das Partes em 2015, é manter a elevação da temperatura global neste século abaixo dos 2 graus Celsius, considerando os níveis pré-industriais. 

   O Relatório de 2018 traz a atualização sobre as emissões globais e uma avaliação das emissões associadas às Contribuições Nacionalmente Determinadas e às políticas atuais de cada um dos membros do G20, incluindo a União Européia. O Relatório apresenta novas informações sobre a “lacuna de emissões”, que é a lacuna entre onde provavelmente estaremos e onde precisamos estar. Leva em consideração as informações científicas mais recentes, incluindo o Relatório Especial do IPCC, em 1.5 ° C.

     O relatório foi preparado por uma equipe internacional de cientistas líderes, avaliando todas as informações disponíveis. Aos interessados em ler o sumário executivo, cliquem aqui.

Fonte: ONU, 2018.

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O Estado do Ceará bate recorde de emissões de gases de efeito estufa

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

09 de dezembro de 2015

   O texto, a seguir, baseia-se nas informações do Prof. Dr. Alexandre Araújo Costa, pesquisador da Universidade Estadual do Ceará e membro do Fórum Cearense de Mudanças Climáticas e de Biodiversidade.

   Conforme o Professor Alexandre, o que se temia com relação a um aumento significativo de emissões de gases de efeito estufa (GEE) no estado do Ceará foi confirmado na última publicação do Inventário consolidado de emissões de gases de efeito estufa, publicado pelo Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Ou seja, o Ceará bateu o recorde de emissões de GEE, sendo o setor de energia o que mais contribui para este resultado.

 

      Informa o Prof. Alexandre que o valor de 26.128.532 toneladas de CO2-equivalente supera o recorde anterior, de 2013, de 22.592.101 toneladas, um aumento de 15,7% em apenas um ano. Isto consolida um quadro não apenas de retorno ao patamar da década de 1990 e início da década de 2000, quando havia elevadas taxas de desmatamento que empurraram, de 1994 a 2002, as emissões cearenses acima de 20 milhões de toneladas de CO2-equivalente (Figura 1). O setor de energia domina claramente as emissões de gases de efeito estufa no Ceará (14.258.394 toneladas ou 54,6% do total), sendo seguido pela agropecuária (5.650.502 ou 21,6% do total), mudança no uso da terra (3.319.483 ou 12,7%), resíduos (2.255.158 toneladas ou 8,6%) e indústria (644.995 toneladas ou 2,5%).

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Figura 1 – Emissões de gases de efeito estufa no Ceará, de 1990 a 2014.

    Continua o Prof. Alexandre, “no setor de energia, o subsetor de geração de eletricidade ultrapassou o subsetor de transportes (Figura 2), ficando o primeiro com 7.251.967 toneladas (50,9% das emissões do setor, 27,8% do total) e o segundo com 37,4% das emissões da energia, 20,4% do total). O restante das emissões do setor se distribuem entre os subsetores residencial (736.808 toneladas), industrial (368.796 toneladas), agropecuário (324.819 toneladas), produção de combustíveis (210.209 toneladas), comercial (30.875 toneladas) e público (3.192 toneladas)”.

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Figura 2 – Emissões de gases de efeito estufa do setor de energia (incluindo transportes) no estado do Ceará, de 1990 a 2014.

    Maia adiante, o Prof. Alexandre informa que no setor de agropecuária (Figura 3), as emissões são dominadas pela fermentação entérica (3.205.196 toneladas de CO2-equivalente, 56,7% do setor ou 12,3% ) e solos agrícolas (2.085.709 toneladas, 36,9% do setor, 8,0% do total), completadas por manejo de dejetos (314.582 toneladas), cultivo de arroz (31.657 toneladas) e queima de resíduos (13.356 toneladas).

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Figura 3 – Emissões de gases de efeito estufa (em CO2-eq) do setor agropecuário no estado do Ceará, de 1990 a 2014.

 

   O Prof. Alexandre faz um grave alerta e nos chama a atenção para as fontes principais de emissões de gases de efeito estufa no Estado que são: Termelétricas, automóveis+caminhões, desmatamento da caatinga, gado bovino, lixo+esgoto. Ele menciona que as emissões podem ainda crescer perigosamente com as escolhas de manter as termelétricas funcionando, iniciar o funcionamento de uma siderúrgica (capaz de emitir mais de 5 milhões de toneladas de CO2) e duas unidades de produção de cimento.

     A ideia é promover o debate para que ambos, sociedade civil e poder público, definam o modelo de desenvolvimento que se que para o Estado do Ceará. este é um importante momento pois estamos na fase de elaboração do Plano Estadual de Mudanças Climáticas. para finalizar, o prof. Alexandre Costa enfatiza: “o quadro climático grave não permite mais meias-palavras e meias-medidas”.

     Inventário na íntegra, cliquem aqui.

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Casa Passiva – Edifícios com elevada eficiência energética

Em tempos de necessidade de poupar energia e de minimizar as emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) para atmosfera, o conceito da Casa Passiva pode ser uma adequada alternativa.

    A Passivhaus, em alemão, (Passive House, em inglês) é um conceito que surgiu na Alemanha, que imprime a eficiência energética e o conforto térmico aos edifícios, durante todo o ano, mesmo considerando climas frios ou quentes.

     A ideia é que qualquer edificação, em qualquer lugar, possa se tornar uma Casa Passiva, desde que os conceitos sejam aplicados. Portanto, a Casa Passiva é mais do que um edifício de baixo consumo energético.

    Ao se transformar um edifício em Casa Passiva é possível se alcançar uma economia de até 75%, uma vez que as temperaturas no interior dos edifícios são mantidas em níveis de conforto aos seus usuários, independente da temperatura do ar exterior, se mais elevada ou mais reduzida.

     O Instituto Federal do Ceará (IFCE), por meio do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia e Gestão Ambiental (PGTGA) e do Laboratório de Energias Renováveis e Conforto Ambiental (LERCA), trouxe, dias 5 e 6 de maio, a Profa. Fernanda Rodrigues, da Universidade de Aveiro, Portugal, para ministrar um curso de curta duração, para ampliar o conceito da Casa Passiva, bem como fomentar parcerias entre ambas as instituições, com vistas a aplicar esse conceito em edificações no Ceará e no Brasil.

Fonte: LERCA/IFCE

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Consulta Pública do Inventário de Gases de Efeito Estufa de São Paulo

   Teve início em 01º/04, a consulta pública do documento Inventário de Gases de Efeito Estufa do estado de São Paulo: uso da terra, mudança do uso da terra e florestas (período 2008-2011). Mencionado documento é uma atualização do Inventário anterior, período 1994-2008, e cumpre requisito obrigatório preconizado na Política Estadual de Mudanças Climáticas do estado de São Paulo.

     As contribuições recebidas serão analisadas pela coordenação e poderão ser incorporadas ao documento final. O interessado deve preencher um formulário e enviar sua contribuição por email: vic_cetesb@sp.gov.br.

      Para mais informações e para acessar o documento na íntegra, cliquem aqui.

Fonte: CETESB

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Clima Energia 2030 – Pacote Europeu

      Ivo Augusto, escrevendo para EcoNews, de novembro/2014, informou que o Conselho Europeu apresentou no final do mês de outubro o pacote Clima-Energia, o qual define objetivos climáticos ambiciosos a atingir até 2030.

     Conforme Ivo Augusto, este quadro político pretende tornar a economia Europeia mais competitiva, segura e sustentável, reduzindo a dependência das importações de energia e criando novas oportunidades para o crescimento econômico e para a criação de emprego.

    Ainda segundo Ivo Augusto, a peça central deste quadro legislativo é a redução de, pelo menos, 40% do dos Gases de Efeito de Estufa (GEE) até 2030, com relação aos níveis de 1990. De forma atingir a redução de 40%, os setores não abrangidos pelo Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE) terão de reduzir as emissões de GEE em 30%, relativamente a 2005, enquanto os se tores abrangidos pelo CELE terão de reduzir as suas emissões em 43%, em relação a 2005.

     Apresentando-se como o principal instrumento para a redução de emissões na Europa, está prevista a reforma do CELE, com o objetivo de solucionar o excedente de licenças de emissão, melhorar a resiliência do sistema e reforçar a promoção do investimento de baixo carbono ao menor custo para a sociedade, acrescenta Ivo Augusto.

Fonte: EcoNews, novembro/2014.

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Guia de inventários de emissões de gases de efeito estufa para agricultura

     O GHG Protocol desenvolveu o Guia para Agricultura, recentemente publicado pelo World Resources Institute com parceria da Embrapa e da Unicamp. Mencionado Guia deve auxiliar empresas a mensurar, gerenciar e inventariar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) do setor da agricultura, incluindo estoques naturais e mudança de uso do solo e da terra.

     Conforme dados do GHG Protocol (2014) o setor da agricultura é responsável por 17% das emissões globais dos GEE, considerando nestes dados aqueles oriundos das mudanças do solo. Contudo, 75% dos agricultores que fazem parte do CDP (Carbon Disclosure Project) não reportam suas emissões e, portanto, não são contabilizadas.

     O Brasil, por meio da Embrapa e da Unicamp (Universidade de Campinas), criou um projeto que desenvolveu ferramentas que possibilitam melhorar o gerenciamento das emissões de GEE no setor agropecuária. São duas ferramentas:

Diretrizes Agropecuárias; e

–  Ferramenta de cálculo.

     Aos que desejam ter acesso à ferramenta (GHG Protocol Agricultural Guidance), acessem aqui.

Fonte: Greenhouse Gas Protocol, 2014.

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Consultoria ambiental – oportunidades no Brasil

    Estão abertos alguns editais da UNDP (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – PNUD) para processo seletivo de consultores ambientais nos setores de energia, agropecuária e mudança do uso da terra e florestas que devem integrar o III Inventário Nacional de Gases de Efeito Estufa. A data limite de inscrição é 4 de julho.

     Os cargos de Analista Técnico para o setor de energia, para o setor de agropecuária e para o setor de mudança do uso da Terra e florestas, do Inventário Nacional de Gases de Efeito Estufa, pedem que o candidato tenha graduação nas áreas de exatas, humanas ou da Terra, experiência mínima de três anos na área de mudança do clima, fluência no inglês, dentre outros requisitos.

     As atividades previstas para estes cargos, dentre outras, são:

– facilitar a apresentação de informações sobre o processo de cooperação internacional para a elaboração e o aperfeiçoamento da Comunicação Nacional no Brasil;

– Revisar e consolidar as informações/dados e resultados a serem gerados para o inventário de emissões de GEE do setor Energia, Agropecuária e Mudança do Uso da Terra e Florestas, de forma a garantir a qualidade dos objetivos a serem atingidos.

– Apoiar a Agência Executora nas negociações internacionais no âmbito da Convenção sobre Mudança do Clima e de outros instrumentos internacionais a ela relacionados.

   São três editais distintos.    Aos interessados no cargo no setor de energia, cliquem aqui.

    Aos interessados no cargo no setor de agropecuária, cliquem aqui.

    Aos interessados no cargo no setor de mudança do uso da Terra e florestas cliquem aqui.

Fonte: UNDP e CPTEC.

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REDD+ e a estratégia brasileira

     REDD+ (Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal) é uma estratégia em discussão na UNFCCC (Convenção Quadro das Nações Unidas de Mudanças Climáticas) que, de alguma maneira, oferece compensações aos países em desenvolvimento que reduzirem as suas emissões de GEE, ou, ainda, que investirem em práticas de baixo carbono correlacionadas ao uso da terra.

     O Ministério do Meio Ambiente está disponibilizando em sua página na internet informações sobre a estratégia brasileira de REDD+; portanto as informações aqui presentes foram retiradas de mencionado site.

     Conforme o MMA, a estratégia nacional da REDD+ define como um país em desenvolvimento reduzirá suas emissões oriundas de desmatamento e degradação com apoio financeiro, técnico e tecnológico adequado e previsível. A COP 16, que ocorreu em 2010, no México, indicou que os países considerassem as causas do desmatamento e da degradação florestal, as questões fundiárias e, ainda, de governança florestal.

     Mais recentemente, em novembro de 2013, houve a COP 19, em Varsóvia. O Brasil retornou de mencionado evento com novos insumos para agregar a sua estratégia nacional de REDD+, que, atualmente, encontra-se em fase de discussão na esfera governamental.

Fonte: MMA

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Consulta Pública de Inventário de Gases de Efeito Estufa de São Paulo

     A CETESB está com consulta pública dos relatórios de referência para o Inventário de Gases de Efeito Estufa do estado de São Paulo.

      Mencionado Inventário é resultado, conforme informações da CETESB, de uma iniciativa inédita no Brasil de elaboração de um amplo diagnóstico das emissões de gases de efeito estufa do Estado de São Paulo no período de 1990-2008. Seguindo a metodologia preconizada no IPCC, o Inventário foi classificado em cinco setores, conforme a origem das emissões, a saber: energia, processos industriais, uso da terra, mudanças no uso da terra e florestas; agropecuária e resíduos.

     Aos interessados em saber mais e participar da consulta pública, cliquem aqui.

Fonte: CETESB

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Mercados de Carbono

     Conforme a EcoNews, o preço das Licenças de Emissão encerrou o mês de novembro a €4,50, o que significa uma queda de 6% em relação ao mês anterior (outubro).

     Muito similar ao que foi verificado nos últimos meses, o preço das Grey CERs (Certified Emission Reductions ou reduções de emissão certificadas) manteve-se próximo de zero, enquanto as Green CERs mostraram flutuação, encerrando o mês de novembro a €0,32. Em relação ao mês de outubro, houve queda de 38% no preço da Green CERs (EcoNews, 2013).

     As reduções de emissão certificadas ou Certified Emission Reductions são um tipo de unidade de emissões que são utilizadas pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL,ou CDM – Clean Development Mechanism)

      Durante a COP 19, embora criticado pela Comunidade Europeia e pela China, o Japão anunciou a alteração da meta de redução das emissões de gases de efeito estufa de 25% para 3,8%, justificando com o encerramento da indústria de energia nuclear, em consequência ao desastre de Fukushima.

Fonte: EcoNews, n.83, 2013.

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Mercados de Carbono

     Conforme a EcoNews, o preço das Licenças de Emissão encerrou o mês de novembro a €4,50, o que significa uma queda de 6% em relação ao mês anterior (outubro).

     Muito similar ao que foi verificado nos últimos meses, o preço das Grey CERs (Certified Emission Reductions ou reduções de emissão certificadas) manteve-se próximo de zero, enquanto as Green CERs mostraram flutuação, encerrando o mês de novembro a €0,32. Em relação ao mês de outubro, houve queda de 38% no preço da Green CERs (EcoNews, 2013).

     As reduções de emissão certificadas ou Certified Emission Reductions são um tipo de unidade de emissões que são utilizadas pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL,ou CDM – Clean Development Mechanism)

      Durante a COP 19, embora criticado pela Comunidade Europeia e pela China, o Japão anunciou a alteração da meta de redução das emissões de gases de efeito estufa de 25% para 3,8%, justificando com o encerramento da indústria de energia nuclear, em consequência ao desastre de Fukushima.

Fonte: EcoNews, n.83, 2013.