educação Archives - Página 2 de 3 - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

educação

Universidades Sustentáveis (parte 2)

    Conforme uma publicação da UNEP (2013), universidades que queiram tornar seus campi em espaços educadores sustentáveis devem optar por princípios, a saber:

– estabelecer clara articulação de responsabilidade social, ética e ambiental na visão e na missão institucional;

– integração da sustentabilidade social, econômica e ambiental no currículo, e o compromisso de interdisciplinaridade expresso como uma característica do ensino;

– pesquisa dedicada aos tópicos de sustentabilidade considerando os pilares (social, ecológico, econômico e de governança) nas pesquisas de outras áreas;

– planejamento e projeto do campus considerando emissões mínimas de carbono, redução do uso da água, reuso, adequação da coleta e tratamento de esgoto, considerando o contexto local onde está inserido;

– sistemas de monitoramento e acompanhamento das operações físicas e de infraestrutura do campus consoante aos padrões de qualidade ambiental normatizados;

– políticas e práticas educacionais focadas na equidade, diversidade e qualidade de vida para os estudantes, servidores e a comunidade escolar;

– transformar o campus em um “laboratório vivo” para o aprendizado ambiental;

– celebração da diversidade cultural e promoção da inclusão social e cultural;

– consideração de quadros de cooperação, nacional e internacional, entre universidades.

     O desafio que se apresenta não é pequeno, mas pode se traduzir em oportunidades significativas e, também, em ampliação na oferta de melhores práticas ambientais e de disseminação do conhecimento.

Fonte: OSMOND, Paul; DAVE, Malay; PRASAD, Deo; LI, Fengting. Greening University Toolkits: transforming universities into green and sustainable campuses. New York: UNEP, 2013.

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Universidades Sustentáveis (parte 1)

        O desafio de transformar os espaços construídos pelo Homem em locais mais sustentáveis está cada vez mais presente nos dias atuais.

        O Blog Verde já trouxe alguns elementos sobre as escolas sustentáveis e do processo deflagrado no processo da IV Conferência Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente de discussão da transformação das escolas em espaços educadores sustentáveis, os quais contemplam aspectos físicos (de infraestrutura), de gestão escolar e de currículo.

         O MEC, no ano passado, por meio do edital n. 22/2013 projeto 914BRZ1142.5, da UNESCO, contratou consultor técnico, com vistas a elaborar síntese de ações, programas e projetos existentes, identificando as possíveis contribuições aplicáveis à educação superior, considerando a construção de universidades sustentáveis. Portanto, nos próximos anos deverá haver investimento para auxiliar na transformação das universidades em Universidades Sustentáveis.

         Esta semana, o Blog Verde traz informações sobre Universidades Sustentáveis do Programa das Nações Unidas pelo Meio Ambiente (PNUMA, sigla em inglês UNEP), inclusive das estratégias para iniciar a transformação das universidades em espaços educadores sustentáveis.

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Escolas e Universidades Sustentáveis na política ambiental brasileira

     O termo Escolas Sustentáveis pode ser entendido como sinônimo do termo “Espaços Educadores Sustentáveis”, prescrito no Decreto Federal n. 7083, de 27/01/2010, que criou o Programa Mais Educação, do Ministério da Educação (MEC).

     Outro diploma legal que corrobora com a necessidade premente de se instituir escolas sustentáveis é a Resolução CNE/MEC n. 02, publicada no DOU de 18/06/2012 (BRASIL, 2012), que definiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental. Mencionado diploma afirma que a Educação Ambiental deve ser desenvolvida como uma prática educativa integrada e interdisciplinar, contínua e permanente em todas as fases, etapas, níveis e modalidades de ensino; respeitando-se a autonomia da dinâmica escolar e acadêmica.

Foto: Ingrid Castro Fonte: http://www.flickr.com.br

Foto: Ingrid Castro
Fonte: http://www.flickr.com.br

    Consoante o Art. 14, o texto, na íntegra, diz que a Educação Ambiental nas instituições de ensino deve contemplar: abordagem curricular que enfatize a natureza como fonte de vida e relacione a dimensão ambiental à justiça social; abordagem curricular integrada e transversal, contínua e permanente em todas as áreas do conhecimento, dos componentes curriculares e das atividades escolares e acadêmicas; estímulo à constituição de instituições de ensino como espaços educadores sustentáveis, integrando proposta curricular, gestão democrática e espaços físicos, tornando-as referências de sustentabilidade (BRASIL, 2012). Portanto, vai ao encontro do que está disposto como desafio para que as escolas se tornem Espaços Educadores Sustentáveis.

     Interessante mencionar que o Plano Nacional sobre Mudanças do Clima – PNMC (BRASIL, 2008), em reconhecimento do papel da educação e da escola na mudança cultural dos povos, enfatizou a importância de transformá-la (escola) em espaço educador sustentável. No PNMC, em seu Princípio 6 (Fortalecer ações intersetoriais voltadas para redução das vulnerabilidades das populações) está delimitada a seguinte ação principal: “Implementação de programas de espaços educadores sustentáveis com readequação de prédios (escolares e universitários) e da gestão, além da formação de professores e da inserção da temática mudança do clima nos currículos e materiais didáticos (BRASIL, 2008, p.21).”

     Assim, a escola como espaço educador sustentável incorpora as premissas da sustentabilidade, para que a comunidade escolar reflita o cuidado com as pessoas e com o meio ambiente.

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Prorrogação de registro da IV Conferência Nacional Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental

03 de setembro de 2013

Alguns estados brasileiros estão em greve na Educação. Portanto, o MEC prorrogou, exclusivamente para os estados em que estão em greve na Educação, o prazo para registro dos projetos ambientais e das escolas no site da Conferência Nacional Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente.

O prazo final passa a ser, então, 14 de setembro de 2013, impreterivelmente.

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Um ano de Blog Verde!

    Prezados leitores do Blog Verde, no dia de hoje, exatamente ano passado, iniciamos este blog; com a intenção de repassar informações sobre questões ambientais.

    E como passa depressa, esse tempo, generoso tempo…

    Ao longo deste tempo, trouxemos assuntos, creio eu, de relevante debate em nível nacional. Procuramos munir os cidadãos com informações ambientais para que, empoderados e cônscios de seu papel como agente transformador em seu lócus de atuação (pessoal ou profissional), pudessem auxiliá-los na difícil missão de optar pelo caminho mais justo no aspecto social e mais prudente sob o aspecto ecológico.

    Neste momento, gostaria de compartilhar com vocês, caros leitores, a alegria e a felicidade de completar um ano de vida! Grata a cada um de vocês que acompanha, curte e multiplica a informação.

    Dedico este aniversário de um ano do Blog Verde a uma guerreira, a pequena grande jovem Malala Yousafzai, que hoje, 12/07/2013, dia de seu 16º aniversário, na sede das Nações Unidas, falou para milhares de jovens sobre a importância da Educação.

Malala Yousafzai Fonte: ONU

Malala Yousafzai
Fonte: ONU

    “Vamos pegar nossos livros e nossas canetas. Eles são as nossas armas mais poderosas. Um professor, um livro, uma caneta, podem mudar o mundo“, são palavras de Malala em seu discurso para a Assembleia da Juventude das Nações Unidas, com a presença de cerca de 1.000 jovens líderes. Acrescentou essa doce menina: “os extremistas tiveram, e estão, com medo de livros e canetas. O poder da educação assusta…”.

    Para finalizar, transcrevo parte de trecho de um dos “posts” que, ao longo deste um ano, foi publicado aqui; porque traduz o que desejo hoje, para todos, no Dia do Aniversário do Blog Verde:

“O que eu vou deixar de bom para as pessoas? Ou melhor, o que nós, inseridos neste tempo e espaço, deixaremos para nossos semelhantes? Sinceramente, desejo que tenhamos conseguido vencer os desafios ambientais postos para nós, no que diz respeito à conservação da natureza, notadamente à universalização do abastecimento de água, de coleta, tratamento e disposição adequados de esgoto e, ainda, de resíduos sólidos. Que tenhamos educação de qualidade para todos, saúde, transporte, segurança… desejo que sejamos felizes, individualmente e coletivamente. Desejo paz e harmonia!

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Construindo a agenda de desenvolvimento global – Meu Mundo

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Meio Ambiente

22 de Maio de 2013

     A agenda de desenvolvimento pós-2015 deve ser um projeto mais global do que os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que tem até 2015 como data limite para seus alcances. A agenda pós-2015 está envolvendo mais países, tanto na concepção quanto na implementação de novas metas.

     Para ser politicamente viável, ela terá de ser informada pelas prioridades de todos os cidadãos do mundo. As prioridades mundiais da campanha Meu Mundo (My World), em diferentes regiões, ilustram algumas das prioridades comuns, e alguns focos potenciais para acordo global sobre os objetivos pós-2015.

    Até o presente momento, têm-se as seguintes prioridades, concernente aos diversos continentes (estão listadas as três primeiras prioridades e a quantidade total de votantes):

Fonte: ONU

Fonte: ONU

 África (273.541 votos)

(1) melhores cuidados com a saúde;

(2) uma boa educação;

(3) um governo honesto e responsável.

 Ásia (137.573 votos)

(1) melhores cuidados com a saúde;

(2) uma boa educação;

(3) Melhores oportunidades de emprego.

 América Latina (31.445 votos)

(1) uma boa educação;

(2) um governo honesto e responsável;

(3) proteção das florestas, rios e oceanos.

 Europa (54.658 votos)

(1) uma boa educação;

(2) um governo honesto e responsável.

(3) melhores cuidados com a saúde;

 América do Norte (17.045 votos)

(1) uma boa educação;

(2) um governo honesto e responsável;

(3) acesso à água potável e saneamento.

 Oceania (10.476 votos)

(1) proteção das florestas, rios e oceanos;

(2) acesso à água potável e saneamento;

(3) Segurança alimentar.

    Prezados leitores do Blog Verde, caso queiram saber mais sobre os resultados preliminares, de maio/2013, sobre Meu Mundo (My World), cliquem aqui.

Fonte: ONU, 2013.

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Participação das mulheres na campanha Meu Mundo

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Meio Ambiente

21 de Maio de 2013

     O número de mulheres que participaram na campanha Meu Mundo (My World), até o presente momento, é um pouco menor do que o número de homens (48% mulheres).

Fonte: ONU

Fonte: ONU

     No entanto, existem diferenças nas taxas de participação entre os diversos métodos de fazer o levantamento. Por exemplo, a pesquisa on line (representando atualmente 36% do total de votos) foi feita por mais mulheres do que homens (52% mulheres).

    Já a pesquisa off line tem 49% de participação de mulheres. Quando se fala em respostas por meio de dispositivos móveis (por exemplo, SMS), estas são predominantemente de homens – 80% do total e mais de 90% em alguns países (Índia, Etiópia e Bangladesh). Deve-se ter cautela com este último resultado, em termos de participação na campanha My World, pois os resultados preliminares sugerem que são oriundos de homens jovens (quase três quartos das respostas em SMS vêm de pessoas com menos de 30, com acesso a este tipo de tecnologia).

     Curiosamente, na Índia, o único país com altos índices de votos, tanto por meio de dispositivos móveis quanto on line, com relação aos votos online, estes são mais equilibrados para ambos os gêneros (60% dos votos são de homens, em comparação com 91% dos votos masculinos por celulares).

    O Meu Mundo (My World) vai preparar um relatório separado sobre as respostas das mulheres nesta pesquisa, que será publicada no final do ano.

Fonte: ONU, 2013

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Meu Mundo – resultados preliminares

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Meio Ambiente

20 de Maio de 2013

     Caros leitores do Blog Verde, vocês sabiam que mais de 524.000 cidadãos no mundo inteiro já participaram da campanha das Nações Unidas intitulada My World (Meu Mundo)? Fizemos a chamada de participação pública aqui no Blog Verde (post do dia 11/05), lembram?

    São pessoas, assim como você e eu, oriundas de 194 países, que já votaram nas questões que fazem a diferença em suas vidas. Esta é a primeira vez que, em tempo real e no mundo real, pessoas pensam sobre os maiores desafios que elas e suas famílias devem perseguir nos próximos anos.

Fonte: ONU

Fonte: ONU

    Dos temas prioritários que estão em votação, os três mais votados até o momento são:

(1) uma boa educação;

(2) melhores cuidados com a saúde;

(3) um governo honesto e responsável.

     Em nível global, as sete principais prioridades são as mesmas para homens e mulheres, embora ligeiramente em diferentes ordens. As principais diferenças entre os gêneros são: “melhor transporte e estradas” e “liberdades políticas” aparecem entre os dez primeiros temas para os homens, mas não as mulheres; enquanto que “igualdade entre homens e mulheres” e “liberdade de discriminação e perseguição” aparecem nos dez primeiros temas para as mulheres, mas não para os homens.

    Quem não participou, ainda, e quiser participar, basta clicar aqui.

Fonte: ONU, 2013.

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Sala Verde – um lugar de desenvolvimento de atividades educacionais

     A Sala Verde é um espaço dedicado ao desenvolvimento de atividades de caráter educacional voltadas à temática socioambiental e cultural, atividades essas que visam contribuir e estimular a discussão crítica, a organização e o pacto social, o fortalecimento de identidades grupais, levando à formação de cidadãos mais informados, participativos e dedicados ao processo de construção de sociedades sustentáveis (MMA, 2013)

     O Departamento de Educação Ambiental, do MMA, está com edital aberto para novas Salas Verdes, com inscrições até dia 15 de abril de 2013, sendo esta a data final de postagem para documentação.

     Podem participar do processo de projetos para Salas Verdes, instituições públicas ou privadas que possuam capacidade comprovada de atuação na área ambiental e/ ou no desenvolvimento de ações de educação ambiental, seja por meio de recursos humanos, de sua trajetória na área ou por meio de experiências e realizações anteriores, conforme descrito a seguir:

Instituições pertencentes à administração pública federal, estadual, municipal, direta ou indireta, tais como o Ibama, ICMBIO, Secretarias Estaduais e Municipais, entre outras;

Organizações da sociedade civil, tais como ONGs, OSCIPs, Associações, Redes, Conselhos Jovens;

Universidades e outras instituições de ensino e pesquisa, públicas e/ou privadas;

Empresas públicas e privadas, desde que atuem nas áreas especificadas anteriormente;

Colegiados como comitês de bacias, comissões, câmaras técnicas, conselhos, entre outros.

Igrejas, prisões, centro de recolhimento de menores infratores, entre outros.

          É desejável que a instituição proponente enuncie a participação de organizações parceiras, explicitando quais serão as contribuições e contrapartidas que cada uma delas aportará para a proposta.

     Mais informações, acessem o edital completo aqui.

Fonte: MMA

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Cenário atual do ODM 7- Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental

21 de Março de 2013

verde05

Fonte:UNEP/IPEA

A meta internacional consiste em integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais.

Globalmente, o manejo florestal e a conservação fornecem empregos para cerca de 10 milhões de pessoas, e muitos mais benefícios, direta ou indiretamente. Além da madeira, as florestas fornecem alimentos, caça, plantas medicinais e materiais para utensílios e construção. O relatório The Milennium Development Goals Report 2012 (MDG 2012) sugere que as mulheres nos países em desenvolvimento estão envolvidas na coleta, processamento, comercialização e venda destes produtos.

Com relação à emissão do CFC, o sucesso da implementação do Protocolo de Montreal abre caminho para estender o controle de outras substâncias. Ressalte-se que o Brasil foi o primeiro a alcançar as metas estipuladas no protocolo de Montreal (já comentamos em outro “post”).

O Relatório MDG (2012) informa que os mais importantes sítios para conservação de espécies permanecem desprotegidos. Apesar das ações de conservação, no mundo inteiro, continua aumentando a quantidade de espécies em extinção.

Outra meta importante do ODM7 é reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população sem acesso sustentável à água potável segura e saneamento básico. A excelente notícia é que esta meta foi atendida, em nível mundial, cinco anos antes da data limite.

Conforme o Relatório, o trabalho ainda não está totalmente feito. Onze por cento da população mundial, ou seja, 783 milhões de pessoas continuam sem acesso a uma fonte segura de água potável.

Quanto ao Brasil, atendeu a meta de acesso à água potável e as metas de redução de CFC. Com relação ao desmatamento, a Amazônia Legal tem sido monitorada regularmente, assim como outros Biomas brasileiros, na intenção de reduzir a perda de biodiversidade (IPEA, 2010).

A criação de Unidades de Conservação está entre os pilares da estratégia brasileira para proteger seus biomas e sua biodiversidade. Esse mecanismo tem, de forma bastante efetiva, ajudado no combate ao desmatamento (IPEA, 2010).

Conforme levantamento feito pelo Grupo de Pesquisas “Áreas Protegidas”, do CNPq/IFCE Campus Fortaleza, o Ceará possui 85 Unidades de Conservação (UCs), entre as criadas em âmbito federal, estadual e municipal. Algumas destas não estão cadastradas no CNUC (Cadastro Nacional de Unidades de Conservação), o que “mascara” os resultados apresentados nos relatórios de acompanhamento.

Ressalta-se, então, que a exemplo do Ceará, outros estados, notadamente pela ausência de um mecanismo legítimo e legal que obrigue os municípios a alimentar o banco de informações ou comunicar a criação das UCs aos órgãos competentes, podem, também, não ter todas as suas Unidades de Conservação cadastradas no CNUC.

 

Fonte: UNDP (2012) e IPEA (2010).

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Cenário atual do ODM 7- Qualidade de vida e respeito ao meio ambiente

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental

21 de Março de 2013

verde05

Fonte:UNEP/IPEA

A meta internacional consiste em integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais.

Globalmente, o manejo florestal e a conservação fornecem empregos para cerca de 10 milhões de pessoas, e muitos mais benefícios, direta ou indiretamente. Além da madeira, as florestas fornecem alimentos, caça, plantas medicinais e materiais para utensílios e construção. O relatório The Milennium Development Goals Report 2012 (MDG 2012) sugere que as mulheres nos países em desenvolvimento estão envolvidas na coleta, processamento, comercialização e venda destes produtos.

Com relação à emissão do CFC, o sucesso da implementação do Protocolo de Montreal abre caminho para estender o controle de outras substâncias. Ressalte-se que o Brasil foi o primeiro a alcançar as metas estipuladas no protocolo de Montreal (já comentamos em outro “post”).

O Relatório MDG (2012) informa que os mais importantes sítios para conservação de espécies permanecem desprotegidos. Apesar das ações de conservação, no mundo inteiro, continua aumentando a quantidade de espécies em extinção.

Outra meta importante do ODM7 é reduzir pela metade, até 2015, a proporção da população sem acesso sustentável à água potável segura e saneamento básico. A excelente notícia é que esta meta foi atendida, em nível mundial, cinco anos antes da data limite.

Conforme o Relatório, o trabalho ainda não está totalmente feito. Onze por cento da população mundial, ou seja, 783 milhões de pessoas continuam sem acesso a uma fonte segura de água potável.

Quanto ao Brasil, atendeu a meta de acesso à água potável e as metas de redução de CFC. Com relação ao desmatamento, a Amazônia Legal tem sido monitorada regularmente, assim como outros Biomas brasileiros, na intenção de reduzir a perda de biodiversidade (IPEA, 2010).

A criação de Unidades de Conservação está entre os pilares da estratégia brasileira para proteger seus biomas e sua biodiversidade. Esse mecanismo tem, de forma bastante efetiva, ajudado no combate ao desmatamento (IPEA, 2010).

Conforme levantamento feito pelo Grupo de Pesquisas “Áreas Protegidas”, do CNPq/IFCE Campus Fortaleza, o Ceará possui 85 Unidades de Conservação (UCs), entre as criadas em âmbito federal, estadual e municipal. Algumas destas não estão cadastradas no CNUC (Cadastro Nacional de Unidades de Conservação), o que “mascara” os resultados apresentados nos relatórios de acompanhamento.

Ressalta-se, então, que a exemplo do Ceará, outros estados, notadamente pela ausência de um mecanismo legítimo e legal que obrigue os municípios a alimentar o banco de informações ou comunicar a criação das UCs aos órgãos competentes, podem, também, não ter todas as suas Unidades de Conservação cadastradas no CNUC.

 

Fonte: UNDP (2012) e IPEA (2010).