educação Archives - Blog Verde 
Publicidade

Blog Verde

por Nájila Cabral

educação

Ao mestre, com carinho

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente

15 de outubro de 2018

    Ensinar é, talvez, uma das mais nobres atitudes do ser humano. Transmitir o conhecimento, permitir o repasse de informações para que todos possam ter acesso, é algo indispensável para a evolução e para o desenvolvimento.

   O professor é um agente de transformação. Seu trabalho permite, de alguma maneira, transformar vidas e realidades, minimizando, muitas vezes, as desigualdades e os obstáculos que nossa vida nos impõe.

   A todos os profissionais do ensino, a todas as pessoas que fazem desse trabalho sua razão de vida e sua missão, o Blog Verde de hoje é dedicado a você. Tomando emprestadas as palavras do Papa Francisco, de sua Encíclica Laudato Si: “e não se pense que seus esforços são incapazes de mudar o mundo. Suas ações espalham, na sociedade, um bem que frutifica sempre para além do que é possível constatar; provocam, no seio desta terra, um bem que sempre tende a difundir-se, por vezes invisivelmente”.

   Aos mestres, professores e professoras, meu carinho e admiração, sempre!

Publicidade

Fortalecimento do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 4 – Educação 2030

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

14 de outubro de 2017

     No dia 01º de novembro de 2017, na sede da UNESCO, em Paris, acontece o Encontro de Fortalecimento da responsabilidade na implementação do ODS4 – Educação 2030. Os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), no total de dezessete, englobam uma agenda de desenvolvimento com horizonte temporal de alcance até 2030.

    Dois debates de nível ministerial devem explorar os diferentes processos, mecanismos e instrumentos estabelecidos pelos governos para promover a responsabilização e a transparência, inclusive por meio de monitoramento e relatórios públicos. Devem, também, promover melhorias no financiamento para a educação com vistas a cumprir a agenda Educação 2030. A base da discussão será o Relatório Global de Monitoramento da Educação 2017/18 dedicado ao tema da prestação de contas na educação, em dois painéis, a saber:

Painel 1: Responsabilidade: uma diversidade de abordagens

Painel 2: Financiamento da responsabilidade

Espera-se que os resultados deste Encontro possam trazer novas perspectivas para assessorar os formuladores de políticas.

Fonte: UNESCO, 2017

Publicidade

Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e agenda pós-2015

Dando continuidade aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, “Assegurar vidas saudáveis e promover bem-estar para todos em todas as idades” é o terceiro. Mencionado ODS envolve a área da saúde e complementa as metas acordadas para os Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM), cujos prazos se encerram este ano – 2015.

    Dentre as metas do ODS 3, estão:

– reduzir a taxa de mortalidade infantil abaixo de 70/1000 nascidos vivos;

– Acabar com as epidemias de AIDS, tuberculose e malária; bem como combater a hepatite e as doenças de veiculação hídrica;

– reduzir em 1/3 a mortalidade dos prematuros;

– reforçar a prevenção e o tratamento de substâncias abusivas, incluindo as drogas e o uso abusivo do álcool;

– reduzir substancialmente as mortes causadas por poluição do ar, da água e por contaminação do solo.

     Considerando o pressuposto que pessoas informadas são cidadãos cônscios de seus direitos e deveres, o ODS 4 tem como desafio “Assegurar educação inclusiva e de qualidade para todos e promover uma vida de aprendizagem”.

     Para alcançar este objetivo, dentre as metas estão:

– assegurar que todos os meninos e meninas terminem a educação primária e secundária;

– assegurar que meninos e meninas tenham acesso ao desenvolvimento infantil de qualidade, o mais cedo possível, à educação e cuidado pré-primário;

– eliminar as desigualdades de gênero na educação e assegurar acesso igual a todos os níveis de educação.

Fonte: UNEP.

Publicidade

Educação Indígena – proposta de Instituição de Ensino Superior

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

07 de Março de 2015

Em fevereiro/2015, o Centro de gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) publicou o documento “Apoio à criação de um Instituto Superior de Educação Indígena”, que teve sua demanda originária na Secretaria de Ensino Superior do MEC, provocada pelos povos indígenas do Rio Negro por meio da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn).

    A proposta do trabalho foi feita no sentido de enfrentar os problemas da região e para propor soluções para o desenvolvimento sustentável das comunidades, respeitando-se a diversidade cultural e étnica.

     Conforme mencionada publicação, a educação básica da região (um Território Etnoeducacional – TEE – reconhecido pelo MEC pelo Decreto Nº 6.861, de 27 de maio de 2009) conta com uma rede de 238 escolas municipais de ensino fundamental e 13 escolas estaduais de ensino médio, além de 131 professores indígenas frequentando a formação de ensino superior, 125 já graduados e 10 com pósgraduações. É, portanto, sobre essa base territorial e cultural, integrada por três municípios (Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira), que tem este último como polo, que se propõe criar o Iciprn (Instituto de Conhecimentos Indígenas e de Pesquisa do Rio Negro).

     A proposta do Iciprn incluiu o pressuposto de que os conhecimentos indígenas constituem um patrimônio já reconhecido pela Constituição e que o governo brasileiro tem realizado várias iniciativas de proteção e promoção desses povos e de seus patrimônios culturais.

    Aos interessados em ter acesso ao documento na íntegra, cliquem aqui.

Fonte: CGEE

Publicidade

Educação para o Desenvolvimento Sustentável

     No período de 10 a 12 de novembro, sob os auspícios da UNESCO, houve a Conferência Mundial de Educação para o Desenvolvimento Sustentável, em Nagoya, no Japão.

     Como resultado final de mencionada Conferência tem-se a Declaração de Nagoya de Educação para o Desenvolvimento Sustentável (ESD), em que os participantes chamam por ações urgentes no sentido de fortalecer e ampliar a Educação para o Desenvolvimento Sustentável.

     A Declaração baseia-se nas realizações da Década das Nações Unidas de ESD (2005-2014), bem como reconhece que “as pessoas são o centro do desenvolvimento sustentável”

     Mencionada Declaração de Nagoya realça “o potencial de ESD para capacitar os alunos a transformarem-se e transformarem a sociedade em que vivem, desenvolvendo conhecimentos, habilidades, atitudes, competências e valores necessários para abordar a cidadania global e os desafios contextuais locais do presente e do futuro, com compreensão da interconectividade dos desafios”.

     Aos interessados em ter acesso a Declaração de Nagoya de Educação para o Desenvolvimento Sustentável na íntegra, cliquem aqui. 

Fonte: ONU

Publicidade

Juventude e Meio Ambiente

     Por iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, foi lançada a 1ª edição da Revista Juventude e Meio Ambiente, em parceria com o Conselho Nacional de Juventude, Secretaria Nacional de Juventude, como uma das ações do Programa Nacional de Juventude e Meio Ambiente.

    Conforme a Assessoria de Comunicação do MMA, mencionada edição é referente ao primeiro semestre de 2014. Foram recebidas 60 contribuições, das quais 24 foram selecionadas, usando como critérios a garantia da diversidade de abordagens e a fidelidade do conteúdo com o tema sugerido.

    A segunda edição está em andamento. Quem tiver interesse em participar deve enviar material até o dia 10 de novembro via e-mail juventude.meioambiente@mma.gov.br ou pelos correios. Jovens de 15 a 29 anos podem se inscrever na categoria de fotos, charges, reportagens, poemas, artigos livres e acadêmicos (apenas neste item, também podem participar adultos). O material produzido deve ser instigado pelo tema “Quais são os nossos objetivos para mudar o mundo e como mobilizar a sociedade, comprometendo o poder público local e todos os setores para com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável?”.

   Para ter acesso a revista na íntegra, cliquem aqui. 

Fonte: MMA

Publicidade

Objetivos do Desenvolvimento Sustentável –parte 2

    A proposta dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) tem até 2030 como horizonte temporal para consecução. São 17 as propostas dos ODS. Nesta parte, traremos quatro dos ODS (propostas) e algumas metas.

    Importante ressaltar que os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável só serão votados, em plenária na ONU, em 2015; portanto, ainda se encontram em discussão com todas as partes interessadas.

1) Acabar com a pobreza em todo lugar. Dentre as metas estão: até 2030, zerar o número de pessoas que vivem na extrema pobreza e reduzir pela metade a proporção das pessoas de todas as idades que estão abaixo do nível de pobreza.

2) Acabar a fome, melhorar a nutrição e promover a agricultura sustentável. Dentre as metas estão: até 2030 acabar com a fome e assegurar que todas as pessoas tenham acesso à adequada nutrição.

3) Alcançar vida saudável para todos. Dentre as metas estão: até 2030, acabar com a mortalidade e a morbidade maternas evitáveis; reduzir em um terço a morbidade, a mortalidade e a incapacidade por doenças não transmissíveis; reduzir pela metade o número de mortes evitáveis e de doenças provocadas por produtos químicos perigosos, pela poluição do ar (interior e exterior), pela poluição da água e do solo e outras formas de degradação ambiental.

4) Proporcionar educação de qualidade e oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos. Dentre as metas estão: até 2030, prover a todas as crianças acesso a educação infantil e básica de qualidade; assegurar aos meninos e meninas completar a educação primária (fundamental) e secundária (médio); integrar a educação aos programas de educação para o desenvolvimento sustentável, incluindo os direitos dos povos indígenas, direitos humanos, promovendo uma cultura de paz e não violência.

Fonte: Sustainable Development Knowledge Plataform, 2014.

Publicidade

Malala Day e o Mundo que queremos

     A Organização das Nações Unidas declarou em 2012 o Malala Day em homenagem a menina paquistanesa e sua bonita luta em prol da educação para as meninas, em seu país e no mundo inteiro.

    Este ano, 2014, o Malala Day é celebrado no dia de hoje 14 de julho. O Jornal The Washington Post publicou artigo escrito por Malala Yousafzai, do qual transcrevemos trechos abaixo:

Malala Yousafzai Fonte: Global Education Fisrt, 2013

Malala Yousafzai
Fonte: Global Education Fisrt, 2013

“Aniversários são momentos para seguir em frente. Nós olhamos para trás com gratidão a respeito do que se passou e decidimos que este ano nós seremos ainda mais fortes. Eu vivi o que muitas pessoas podem dizer ‘uma vida’. Eu tinha 11 anos quando comecei a falar contra o Talibã e pelo meu direito de ir à escola. Eu tinha 12 anos quando eu tive que deixar minha casa no Vale Swat no Paquistão quando o terrorismo e o extremismo se estabeleceram em minha cidade. Eu tinha 15 anos quando fui baleada pelo Talibã e quase morri, mas me foi dada uma outra vida. Eu tinha 16 anos quando eu, mais uma vez, levantei minha voz para os direitos da educação das meninas, desta vez em um cenário internacional. No fim de semana passado, eu completei 17 anos.”

“Ao celebrarmos o Malala Day, em 14 de julho, hoje, eu tenho esperança e desgosto. Pensei que tinha atingido um ponto de mudança na nossa história, que nunca mais viria outra menina enfrentar o que eu tive que enfrentar. Nunca imaginei que apenas um ano após o meu discurso da ONU, mais de 200 meninas seriam sequestradas na Nigéria por Boko Haram simplesmente por quererem ir à escola. Estas meninas são minhas irmãs”. “Todos os dias mulheres e meninas enfrentam desafios indizíveis. Mais de 66 milhões de meninas ainda estão fora da escola em todo o mundo. No Paquistão, as minhas irmãs são tiradas da escola e transformadas em noivas quando ainda são crianças. Na Índia, em maio deste ano, duas de minhas irmãs foram estupradas e mortas, seus corpos deixados pendurados em uma árvore. Eu me esforço para entender um ato tão devastador de violência”.

“Nenhum estudante, de qualquer lugar, nunca, deve ser um alvo de conflito ou violência. Não podemos ficar à margem e deixar que isso continue. Cada um de nós é responsável. Não podemos descansar até que tenhamos a justiça e a liberdade para cada menina e cada menino. Desde o último Malala Day, tenho trabalhado para ajudar minhas irmãs, levantando minha voz. Mas todos nós temos que fazer mais”.

“Eu sei que a educação é o que separa uma menina que está presa a um ciclo de pobreza, medo e violência para outro ciclo com uma chance de um futuro melhor”.

Para finalizar seu artigo, Malala nos chama a participar do mundo que queremos, nos chama à responsabilidade, notadamente, a dar voz aqueles que não conseguem.

“Nós levantamos a nossa voz para que aqueles que não têm voz possam ser ouvidos. Comprometemo-nos a não nos esquecermos daqueles que não têm voz. Não me canso de pedir a criação de um mundo no qual nós queremos viver. Não podemos perder a esperança, e não devemos parar de nos importarmos”.

  Concordo com as palavras de Malala, a seguir: “Somos mais fortes do que aqueles que nos oprimem, que procuram nos silenciar. Somos mais fortes do que os inimigos da educação. Somos mais fortes do que o medo, o ódio, a violência e a pobreza”.

Fonte: The Washinton Post/Malala Yousafzai

Publicidade

Universidades Sustentáveis (parte 4 – final)

       As estratégias para transformar as universidades em espaços educadores sustentáveis devem ser uma combinação do comprometimento dos gestores da instituição e do envolvimento dos servidores, corpo discente e da comunidade escolar, como um todo, pois os autores da publicação da UNEP (2013) acreditam, conforme a experiência mundial, que o sucesso das iniciativas, em longo prazo, depende desse comprometimento.

 

O quadro, a seguir, traz, resumidamente, algumas estratégias para Universidades Sustentáveis, publicadas pela UNEP (2013).

 

Firmando o compromisso Inclui o desenvolvimento de uma visão de sustentabilidade e de declaração de missão sobre a sustentabilidade da universidade.
Engajando a universidade e a comunidade Inclui estratégias para se envolver e assegurar a participação dos atores sociais, ou partes interessadas (funcionários, corpo discente e docente), bem como a comunidade, em geral.
Desenvolvendo uma política de sustentabilidade A política de sustentabilidade da universidade é o direcionador de alto nível para suas metas de sustentabilidade, de curto e longo prazo.
Estabelecendo um comitê de sustentabilidade O comitê, que representa servidores e alunos e deve ser presidido por um membro da gestão institucional, é responsável pela entrada e revisão da política de sustentabilidade da universidade, objetivos, metas e planos de ação, para a aprovação da gerência final.
Configurando a equipe de sustentabilidade A gestão superior deve nomear um gerente de sustentabilidade com autoridade suficiente, recursos financeiros e autonomia de agir, no sentido de coordenar equipe voluntária de servidores e estudantes.
Determinando a base de referência ou linha de base (baseline) Fornece o ponto de partida para priorizar as ações (por exemplo, por meio de aplicação de métodos de avaliação de risco) e para a definição dos objetivos e metas.
Selecionando e definindo indicadores Indicadores que permitam avaliar o progresso dos objetivos e metas. Alguns indicadores sugeridos são: energia, carbono e as mudanças climáticas, uso de água, dentre outros.
Definindo objetivos e metas Os objetivos decorrem da política de sustentabilidade estabelecida pela universidade. As metas devem representar os requisitos detalhados de desempenho, estabelecidos para cumprir os objetivos. As metas devem, ainda, refletir o compromisso da universidade em direção ao desenvolvimento sustentável e para a transformação em universidade sustentável.
Desenvolvendo e implementando os planos de ação de sustentabilidade Programas de gestão de sustentabilidade ou planos de ação são o propulsor das mudanças. Os planos devem ser desenvolvidos e revisados, de acordo com as metas de sustentabilidade e com prazos. Sugerem-se as seguintes áreas temáticas para os planos de ação: energia, carbono e alterações climáticas; água; resíduos, biodiversidade e serviços do ecossistema, dentre outros.
Sensibilização e formação continuada Sensibilização e as oportunidades de formação continuada precisam ser construídas em cada plano de ação de sustentabilidade.
Comunicação e Registro (Documentação) Os diferentes planos de ação de sustentabilidade devem possuir estratégia de comunicação, no sentido de auxiliar a efetiva participação da comunidade universitária. A documentação de todos os aspectos do s planos minimiza a possibilidade de perda da ‘memória coletiva’
Fechando o ciclo: monitoramento, avaliação e comunicação do progresso Este requisito do sistema inclui o estabelecimento de auditoria interna e de ciclos de revisão da gestão e dos relatórios de sustentabilidade, que devem ser anuais.

 

Fonte: OSMOND, Paul; DAVE, Malay; PRASAD, Deo; LI, Fengting. Greening University Toolkits: transforming universities into green and sustainable campuses. New York: UNEP, 2013.

 

 

 

Publicidade

Universidades Sustentáveis (parte 3)

As estratégias para iniciar a transformação de universidades em espaços educadores sustentáveis necessita, além do compromisso formal de seus gestores com os aspectos ambientais, de um nível de organização do quadro de servidores e dos estudantes para dar confiança a toda comunidade durante o processo de transição.

Alguns questionamentos devem ser respondidos para dar início à tomada de decisão. UNEP (2013) propõe os seguintes questionamentos:

– existem evidências que a universidade dispõe de recursos para se comprometer coma implementação dos programas de sustentabilidade (orçamento, recursos humanos, tempo, conhecimento e habilidades)?

– existe um histórico, na instituição, de engajamento interno e externo com realção às questões anteriores?

– a universidade tem governança, eficiente e eficaz, bem como possui adequadamente sistemas de administração (finanças, gestão de instalações, recursos humanos, ensino e pesquisa)?

– existem canais de comunicação, internos e externos, no cotidiano (a exemplo de boletins informáticos, sites)?

– a universidade é aberta e transparente com relação aos seus servidores, alunos e com a comunidade em geral?

– a universidade é, por definição, uma instituição de ensino, mas é também uma instituição de aprendizagem (com programas de desenvolvimento de pessoal e sistemas de qualidade)?

Os autores da publicação da UNEP (2013) afirmam que as respostas a estas perguntas anteriormente mencionadas podem fornecer uma lista de verificação (checklist) útil a respeito da capacidade da instituição em cumprir suas promessas. Ao contrário, respostas negativas podem sugerir que existem questões de gestão mais profundas que devem ser tratadas antes de se assumir o desafio de transição em direção ao desenvolvimento sustentável (UNEP, 2013).

Fonte: OSMOND, Paul; DAVE, Malay; PRASAD, Deo; LI, Fengting. Greening University Toolkits: transforming universities into green and sustainable campuses. New York: UNEP, 2013.

Publicidade

Universidades Sustentáveis (parte 3)

As estratégias para iniciar a transformação de universidades em espaços educadores sustentáveis necessita, além do compromisso formal de seus gestores com os aspectos ambientais, de um nível de organização do quadro de servidores e dos estudantes para dar confiança a toda comunidade durante o processo de transição.

Alguns questionamentos devem ser respondidos para dar início à tomada de decisão. UNEP (2013) propõe os seguintes questionamentos:

– existem evidências que a universidade dispõe de recursos para se comprometer coma implementação dos programas de sustentabilidade (orçamento, recursos humanos, tempo, conhecimento e habilidades)?

– existe um histórico, na instituição, de engajamento interno e externo com realção às questões anteriores?

– a universidade tem governança, eficiente e eficaz, bem como possui adequadamente sistemas de administração (finanças, gestão de instalações, recursos humanos, ensino e pesquisa)?

– existem canais de comunicação, internos e externos, no cotidiano (a exemplo de boletins informáticos, sites)?

– a universidade é aberta e transparente com relação aos seus servidores, alunos e com a comunidade em geral?

– a universidade é, por definição, uma instituição de ensino, mas é também uma instituição de aprendizagem (com programas de desenvolvimento de pessoal e sistemas de qualidade)?

Os autores da publicação da UNEP (2013) afirmam que as respostas a estas perguntas anteriormente mencionadas podem fornecer uma lista de verificação (checklist) útil a respeito da capacidade da instituição em cumprir suas promessas. Ao contrário, respostas negativas podem sugerir que existem questões de gestão mais profundas que devem ser tratadas antes de se assumir o desafio de transição em direção ao desenvolvimento sustentável (UNEP, 2013).

Fonte: OSMOND, Paul; DAVE, Malay; PRASAD, Deo; LI, Fengting. Greening University Toolkits: transforming universities into green and sustainable campuses. New York: UNEP, 2013.