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Blog Verde

por Nájila Cabral

economia verde

Fórum Econômico Mundial – 2015 e as mudanças climáticas

    Desde ontem, 21/12, líderes mundiais e representantes de diversos países estão reunidos em Davos, na Suíça, para discutirem suas estratégias econômicas. O Fórum segue até dia 24/12.

    Com uma apresentação visual de forte impacto, Al Gore, ontem, mostrou à plateia a situação histórica da emissão de gases de efeito estufa para atmosfera e suas consequências para o aquecimento global, com sérios impactos adversos nos setores da economia global. O ano de 2014 foi o que apresentou as temperaturas mais elevadas nos últimos 20 anos.

Al_Gore_WEF_2015

     Advertiu que mais eventos extremos no clima devem ocorrer no mundo, bem como apresentou a constatação, em 2014, de anomalias na temperatura da superfície dos oceanos.

     Al Gore, em sua apresentação, mostrou que a poluição atmosférica na China reduziu em 5 anos e meio a expectativa de vida dos chineses que moram no norte do País.

    “Este é o ano do Clima. Paris é crucial para a negociação”, comentou Al Gore, referindo-se a Reunião da Cúpula do Clima que deve acontecer este ano em Paris, onde um novo acordo mundial deve ser assinado pelos países.

       E o que vai acontecer depois? Quais caminhos percorrer? O que os países devem fazer? Quais compromissos os países devem assumir e cumprir para os próximos anos no sentido de conviver com as alterações climáticas que já estão ocorrendo?

Fonte: WEF, 2015.

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Economia Verde – Consulta pública

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

08 de dezembro de 2014

Essa notícia é de autoria do CGGE (Centro de Gestão e Estudos Estratégicos).

O CGEE lançou, em novembro, consulta estruturada internacional sobre a percepção de especialistas e interessados selecionados a respeito de padrões de consumo para o desenvolvimento sustentável.

A iniciativa do CGEE é realizada em continuidade aos trabalhos do mencionado Centro por ocasião da Rio+20, que incluíram consulta sobre economia verde.

Dentro desse contexto, a consulta internacional visa fornecer subsídios às negociações de definição dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável mediante o mapeamento das percepções de profissionais do governo, do empresariado, da sociedade civil e da área acadêmica sobre questões relacionadas a padrões de consumo. Ela permitirá a identificação das semelhanças e diferenças nas visões desses públicos nos diversos países, gerando assim, informações que possam ser utilizadas no debate em curso.

Fonte: CGEE.

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Indicadores para formulação de políticas de economia verde

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

12 de Março de 2014

    A UNEP divulgou esta semana uma interessante publicação que pode auxiliar países a formularem suas políticas públicas com vistas à economia verde.

    Dentre os destaques está a utilização de indicadores como instrumentos de identificação e priorização de problemas (passados e futuros) para definir agenda de desenvolvimento e auxiliar os tomadores de decisão.

     Conforme UNEP (2014), um indicador é um instrumento que fornece uma indicação, geralmente usada para descrever uma determinada condição. Indicadores fornecem informações sobre o estado atual, e histórico, de um determinado sistema, e são particularmente usados para destacar as tendências que podem alterar as relações causais entre os elementos que compõem o sistema.

     Ainda segundo UNEP (2014), tanto as informações quantitativa e qualitativa podem ser usadas para definir um indicador, dependendo da questão a ser analisada e, também, da quantidade e da qualidade de dados.

Fonte: UNEP. Green Economy: using indicators for Green economy policymaking. 2014

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Parceria Global para economias nacionais verdes

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

06 de Março de 2014

     A Reunião da PAGE (Partnership for Action on a Green Economy), que está acontecendo neste início de março, em Dubai, definiu alguns países como Peru, Mongólia e Senegal para impulsionar suas economias por meio de mudanças de investimentos e políticas, considerando tecnologias limpas e eficientes dos recursos de infraestrutura, dentre outras estratégias.

        Mencionada Parceria – PAGE – deve investir significativos dividendos em termos sociais, ambientais e econômicos para alargar, até 2020, o apoio a 30 países.

       Participam em Dubai da Conferência da PAGE ministros e representantes de alto nível do Butão, Brasil, Camboja, China, Dinamarca, Gana, Indonésia, Jordânia, Quênia, Ilhas Maurício, México, Marrocos, Noruega, Palestina, Peru, República da Armênia, República da Moldávia, Senegal, África do Sul, Tanzânia, Tunísia, Uganda e Uruguai.

       A conferência aborda questões-chave, a saber: empregos verdes e decentes, políticas industriais verdes; inclusão social e erradicação da pobreza; políticas e oportunidades de comércio, e indicadores para as economias verdes inclusivas.

      Os resultados da conferência de dois dias devem contribuir para as negociações de desenvolvimento pós- 2015, atualmente em curso nas Nações Unidas, assim como de outras instâncias internacionais, como a primeira reunião da Assembleia Ambiental das Nações Unidas, que deverá ser realizada em Nairobi em junho deste ano.

Fonte: UNEP

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Turismo e Economia Verde (parte 3-final)

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

20 de Janeiro de 2014

     Quando se fala em turismo sustentável, importante destacar que não se trata de um tipo de turismo. O turismo sustentável voltado para a economia verde deve contemplar alguns princípios. UNEP; UNWTO (2005) indicam que para o alcance do turismo sustentável, necessário considerar, dentre outros, os seguintes princípios:

– aumento do uso de energias renováveis (como energia solar, dentre outras);

– redução no consumo de água;

– redução na produção de resíduos;

– proteção da biodiversidade, do conhecimento tradicional e do patrimônio cultural;

– uso de produtos biodegradáveis e menos agressivos à natureza, oferecidos aos visitantes;

– integração das comunidades locais com a visão de promoção de seu bem-estar e de redução da pobreza.

      Outro ponto importante no turismo sustentável é a valorização dos produtos feitos no local, o artesanato (handcraft) é um exemplo interessante. O artesanato produzido pela população local se constitui em um objeto único, singular, que não pode ser encontrado em outro lugar (no país ou no mundo).

       UNEP (2013) comenta que com o fortalecimento do setor do artesanato, isso deve assegurar que os turistas tenham a opção de adquirir um produto local, ao invés de um produto importado ou industrializado, o que garante a promoção da economia local.

      Para finalizar, destaca-se a necessidade de se identificar e avaliar as oportunidades do desenvolvimento do turismo sustentável. O êxito nas destinações turísticas, geralmente, é melhor avaliada não somente em termos de receptivos, mas também em termos dos impactos econômicos, sociais e ambientais (UNEP, 2013).

Fonte: UNEP; UNWTO. (2005). Making Tourism more Sustainable. A Guide for Policy Makers. United Nations Environment Programme e World Tourism Organization. Available at: http://www.unep.fr/scp/publications/details.asp?id=DTI/0592/PA.

              UNEP (2013). Green Economy and Trade: trends, challenges and opportunities. Available at: http://www.unep.org/greeneconomy/GreenEconomyandTrade

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Turismo e Economia Verde (parte 2)

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

18 de Janeiro de 2014

     Toda atividade oriunda de agentes econômicos gera impactos e não é diferente com o turismo. Apesar de existirem alguns impactos positivos, UNEP (2012) afirma que o setor do turismo é um relevante contribuinte de poluição e degradação ambiental; ao mesmo tempo em que o setor sofre com a poluição e degradação ambiental resultados de outros setores e indústrias.

     Dentre as potenciais pressões que são exercidas no meio ambiente pelo setor do turismo, UNEP (2013) cita:

– efeitos adversos à biodiversidade, a exemplo de danos a ecossistemas marinhos e terrestres, considerando a não observância da capacidade de carga na atividade turística;

– aumento de conflitos com as comunidades locais, resultado da falha nos processos de planejamento da atividade turística com o não envolvimento das populações locais na tomada de decisão;

– prejuízos para a integridade cultural, oriundo também da ausência ou falha no planejamento, não priorizando o conhecimento tradicional e desconsiderando a participação das comunidades no processo de tomada de decisão das ações afetas às comunidades;

– aumento das emissões de gases de efeito estufa, considerando a necessidade de logística de transporte (terrestre, marítimo ou aéreo) e acomodação dos visitantes.

– aumento na produção de resíduos, tanto sólidos quanto líquidos; o que exige coleta, transporte e destinação adequada. A inadequada gestão de resíduos, oriundos do setor turístico, pode interferir negativamente nos ecossistemas.

     A atividade turística, então, necessita incorporar as premissas do turismo sustentável cujos princípios dialogam com a capacidade de suporte dos ecossistemas (marítimos e terrestres), permitindo a manutenção da qualidade ambiental do território, bem como auxiliando na proteção da biodiversidade e dos patrimônios: natural, cultural, paleontológico, geológico, histórico, material e imaterial.

 Fonte: UNEP. (2012). Economic Impacts of Tourism. United Nations Environment Programme, Division of Technology, Industry and Economics. Available at: http://www.uneptie.org/scp/tourism/sustain/impacts/economic/negative.htm

         UNEP (2013). Green Economy and Trade: trends, challenges and opportunities. Available at: http://www.unep.org/greeneconomy/GreenEconomyandTrade

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Turismo e Economia Verde (parte 1)

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

17 de Janeiro de 2014

     A atividade turística é considerada de uso indireto dos recursos naturais, ao lado das atividades de educação ambiental e de pesquisas científicas.

    Em Unidades de Conservação, aquelas áreas protegidas instituídas pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza –SNUC, a atividade turística pode ser realizada em quaisquer das 12 categorias, considerando a especificidade de cada uma destas.

    Há possibilidade de retorno financeiro oriundo das atividades turísticas de forma significativa para o agente econômico, seja esta realizada dentro ou fora de Unidades de Conservação.

      Na Declaração “O Futuro que Queremos” (The Future we Want”) da Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável – UNCSD 2012, a chamada Rio+20, existem dois parágrafos específicos sobre turismo sustentável como um dos caminhos de transição para uma economia verde.

     Os dois parágrafos do documento da UNCSD 2012, de números 130 e 131, trazem compromissos relacionados ao turismo sustentável, como se segue:

130 – … “Encorajamos o apoio às atividades de turismo sustentável nos países em desenvolvimento no sentido de alcançar o desenvolvimento sustentável”

131 – … “Destacamos a importância do estabelecimento, quando necessário, de orientações e reguladores, em consonância com as prioridades e legislações nacionais, para a promoção e apoio ao turismo sustentável”.

     Conforme UNEP (2013), o turismo sustentável tem o potencial de criar novos empregos e reduzir a pobreza. A atividade turística, mesmo considerada de uso indireto dos recursos naturais, geram impactos, tanto adversos quanto positivos.

Fonte: UNEP (2013). Green Economy and Trade: trends, challenges and opportunities. Available at: http://www.unep.org/greeneconomy/GreenEconomyandTrade

                 UNCSD (2012). tehe Future we Want. Rio de Janeiro: UNCSD, 2012.

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Economia Verde para o Desenvolvimento Sustentável

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

15 de Janeiro de 2014

     Acontecerá nos Emirados Árabes, em Dubai, nos dias 4 e 5 de março de 2014, a Conferência “Economia Verde para o Desenvolvimento Sustentável: progressos e prospecção”. Estão sendo esperados mais de 300 participantes, representantes dos governos, do setor privado, da sociedade civil e das agências das Nações Unidas.

     Os objetivos da conferência são:

– Fazer um balanço a respeitos das melhores práticas e lições na promoção da economia verde, considerando as reformas políticas e as mudanças de investimentos em áreas-chave;

– Compartilhar o conhecimento por meio de sessões temáticas interativas voltadas para o desenvolvimento de um conjunto de princípios gerais e recomendações de políticas com fins de concretizar os benefícios econômicos, sociais e ambientais da transição para economias verdes inclusivas; e,

– Explorar os múltiplos caminhos e parcerias disponíveis (inclusive a Partnership for Action on Green Economy – PAGE) para os países em que conduzem estas transições dentro de seus contextos nacionais.

      A PAGE tem a intenção de direcionar os diferentes e diversos atores sociais para a criação de sociedades sustentáveis e inclusivas.

     Como objetivos específicos, a PAGE tem por finalidade:

– possibilitar aos países formular e adotar políticas de economia verde;

– fortalecer a capacidade nacional dos parceiros para financiar e implementar iniciativas da economia verde e inclusiva;

– desenvolver e prover o acesso global a ferramentas e programas de capacitação em economia verde; e

– criar e compartilhar conhecimento em economia verde para dar suporte a sua aplicação em nível nacional (países).

     Para saber mais sobre a Partnership for Action on Green Economy – PAGE, cliquem aqui. 

Fonte: UNEP

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Mercados de Carbono

     Conforme a EcoNews, o preço das Licenças de Emissão encerrou o mês de novembro a €4,50, o que significa uma queda de 6% em relação ao mês anterior (outubro).

     Muito similar ao que foi verificado nos últimos meses, o preço das Grey CERs (Certified Emission Reductions ou reduções de emissão certificadas) manteve-se próximo de zero, enquanto as Green CERs mostraram flutuação, encerrando o mês de novembro a €0,32. Em relação ao mês de outubro, houve queda de 38% no preço da Green CERs (EcoNews, 2013).

     As reduções de emissão certificadas ou Certified Emission Reductions são um tipo de unidade de emissões que são utilizadas pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL,ou CDM – Clean Development Mechanism)

      Durante a COP 19, embora criticado pela Comunidade Europeia e pela China, o Japão anunciou a alteração da meta de redução das emissões de gases de efeito estufa de 25% para 3,8%, justificando com o encerramento da indústria de energia nuclear, em consequência ao desastre de Fukushima.

Fonte: EcoNews, n.83, 2013.

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Valoração e contabilidade do capital natural para a Economia Verde

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

04 de dezembro de 2013

     Uma perspectiva econômica sobre a gestão dos ecossistemas é essencial para que os tomadores de decisão possam lidar com as limitações de recursos, bem como com as potenciais escolhas que, em geral, são conflitantes tanto na concepção quanto na implementação de políticas de desenvolvimento.

Fonte: PNUMA

Fonte: PNUMA

     O documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), intitulado “O futuro que queremos”, destaca a importância da economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza. A necessidade de medidas mais amplas de progresso para complementar índices convencionais, a exemplo do produto interno bruto ( PIB), também foi enfatizada na Rio+20 e é uma questão importante nas discussões que estão em curso sobre a agenda de desenvolvimento pós- 2015.

      Neste contexto, a ONU realiza, desde ontem, em Nairobi, a “International Conference on Valuation and Accounting of natural capital for Green Economy (VANTAGE) in Africa”.

     Assim, no sentido de atender às necessidades destacadas na Rio+20 e em outros fóruns internacionais, o Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP ), por meio dos Serviços de Ecossistemas começou trabalhar sob a Valoração e Contabilidade de Capital Natural para Economia Verde ( VANTAGE ), com particular destaque para os três aspecto, a saber: 1 – Avaliação Econômica; 2 – Contabilidade e 3 – Articulação Política.

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Valoração e contabilidade do capital natural para a Economia Verde

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

04 de dezembro de 2013

     Uma perspectiva econômica sobre a gestão dos ecossistemas é essencial para que os tomadores de decisão possam lidar com as limitações de recursos, bem como com as potenciais escolhas que, em geral, são conflitantes tanto na concepção quanto na implementação de políticas de desenvolvimento.

Fonte: PNUMA

Fonte: PNUMA

     O documento final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio +20), intitulado “O futuro que queremos”, destaca a importância da economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e erradicação da pobreza. A necessidade de medidas mais amplas de progresso para complementar índices convencionais, a exemplo do produto interno bruto ( PIB), também foi enfatizada na Rio+20 e é uma questão importante nas discussões que estão em curso sobre a agenda de desenvolvimento pós- 2015.

      Neste contexto, a ONU realiza, desde ontem, em Nairobi, a “International Conference on Valuation and Accounting of natural capital for Green Economy (VANTAGE) in Africa”.

     Assim, no sentido de atender às necessidades destacadas na Rio+20 e em outros fóruns internacionais, o Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas (UNEP ), por meio dos Serviços de Ecossistemas começou trabalhar sob a Valoração e Contabilidade de Capital Natural para Economia Verde ( VANTAGE ), com particular destaque para os três aspecto, a saber: 1 – Avaliação Econômica; 2 – Contabilidade e 3 – Articulação Política.