conservação da natureza Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

conservação da natureza

Luto: morre ambientalista Paulo Nogueira Neto

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente

25 de Fevereiro de 2019

Blog Verde em luto. Sem palavras… só lágrimas.

Há quatro anos, Dr. Paulo Nogueira Neto aceitou o convite para escrever o prefácio do livro de minha autoria “Prof. Renato Aragão: o Ceará sob o olhar ambiental”, cujo personagem central é um dos seus grandes amigos.

O sentimento de hoje é de pesar, de tristeza. Aos filhos, Paulo Nogueira, Luiz Antônio e Eduardo Manoel, noras, netos e bisnetos, meus mais sinceros sentimentos.

Abaixo, a transcrição do prefácio escrito por esse homem brilhante, a quem tenho uma profunda admiração pelo trabalho e por seu legado. Obrigada, Dr. Paulo, por seu exemplo de vida e de profissionalismo.

Na Estação Ecológica de Aiuaba, Ceará, em 29/03/1978.

Prefácio

O Professor Renato Aragão é um cidadão fora do comum. Trabalha há muitos anos em assuntos ligados ao meio ambiente, principalmente no Estado do Ceará. Em fins de 1973, fui procurado por Henrique Brandão Cavalcanti, que era então o secretário executivo do Ministério do Interior. Ele havia sido diretor da delegação brasileira que compareceu e atuou na Reunião Ambiental que reuniu delegações de 16 países apenas, em 1972. Foi a primeira reunião ambiental oficial desses países. Tratou-se da chamada Conferência de Estocolmo.

Na volta desta Delegação à Federação Brasileira, o Secretário Henrique Brandão Cavalcanti conseguiu a aprovação de uma Secretaria Especial do Meio Ambiente Federal, a SEMA. Ele me convidou a falar sobre o assunto com ele, em Brasília. Atendi ao pedido. Fui à Brasília, li o projeto aprovado e fiz várias críticas a ele. Achei o teor do projeto muito fraco, mas não sabia que tinha sido o máximo que o Henrique tinha conseguido. Quando terminei de fazer as minhas críticas, ele me convidou para ser o Secretário Especial do Meio Ambiente. Eu deveria ser o responsável pelas atividades ambientais federais oficiais no Brasil. Para isso me deram 6 (seis) funcionários, mas, evidentemente, os problemas ambientais brasileiros eram imensamente maiores que as suas possíveis atividades. Achei, de saída, que a SEMA só poderia ser eficiente se tivesse amplo apoio nos Estados e Municípios da Federação Brasileira. Portanto aceitei o convite e saí logo em atividade, viajando pelos Estados, para ajudar a organizar a defesa conjunta do meio ambiente na nossa Federação.

Numa dessas viagens ao Ceará, fiquei conhecendo uma pessoa ambientalista, que foi logo incorporada à SEMA. Essa pessoa chama-se Professor Renato Aragão. Ele tem o mesmo nome que um artista famoso, o que proporcionou situações curiosas. Certa vez, ele mandou dizer que a tantas horas chegaria de avião a uma certa cidade. Quando ele chegou foi recebido por um grande número de pessoas, que pensavam ser ele o artista.

O Professor Renato Aragão sabe como conversar com todas as pessoas, sejam elas os governantes, sejam os humildes trabalhadores braçais. Certa vez, quando estudávamos as possibilidades de adquirir uma nova unidade de conservação com uma vegetação de caatinga típica, fomos eu e ele, almoçar com o Prefeito de Aiuaba, bem no interior do Ceará. O Prefeito local nos convidou para um almoço em sua casa. Aceitamos o convite. Fiquei conhecendo como vivem as pessoas do interior cearense. À mesa estavam os convidados. Todos masculinos. O almoço foi realizado no andar térreo da casa. As mulheres não participaram. Contudo estavam de pé olhando do lado de fora para dentro das janelas abertas da casa. Assim todas assistiram o que se passava na mesa de almoço. A comida estava excelente e abundante. Havia porem um prato com carne de animal, que, prudentemente, não comemos. A conversa foi cordial e o Prefeito ficou satisfeito porque iria ter em seu território uma Estação Ecológica e também nos apoiou. Foi um fruto da atividade intensa de Renato Aragão. Aiuaba tem agora uma joia ambiental, ou seja, uma Estação Ecológica. Não foi fácil, porém, obter as verbas para sua aquisição e levou algum tempo para ser implantada, sob a sábia supervisão do Professor Renato Aragão.

Na viagem de volta, num avião bimotor pequeno, fomos pilotados por um piloto que ainda estava aprendendo a voar. O seu instrutor dava instruções a ele em voz alta. Cito esse caso para mostrar os riscos que, às vezes, precisamos correr nas nossas atividades.

O Professor Renato Aragão fez amizades com diversos governadores. Isso facilitou muito nossas atividades ambientais. Devemos a ele, entre outras atividades, a criação pelo Estado do Parque Botânico do Ceará, próximo a Fortaleza e de grande valor ambiental. Eram terras que pertenciam à Marinha Brasileira, que generosamente também concordou com a transferência.

A história da escolha de Jericoacoara, hoje praia famosa e área protegida, teve a influência e decisão do Professor Renato Aragão. A mim sempre me despertou a necessidade de preservar uma área com palmeiras de uma espécie produtora de uma cera muito valiosa nas suas folhas, antes que estes bosques fossem destruídos. Renato Aragão encontrou um desses bosques em um lugar onde ainda estavam guardados e produzindo cera, no Ceará. Contudo, ele e eu achávamos que esse bosque não podia ser escolhido sem prejudicar a fonte de renda de uma comunidade que já era bem protegida por um Padre. Em vista disto, resolvemos escolher outra área mais ao Norte, para ser preservada, pois esta já era bem cuidada. Indicou-me o nome da outra área: Jericoacoara. Obteve, também, o uso de um helicóptero para irmos até lá. Descemos junto a uma pequena escola, cujos alunos saíram alegres para ver de perto o helicóptero. Logo vimos também que Jericoacoara era um local maravilhoso. Não tardamos em declarar a região como área protegida oficial. Logo ela se tornou uma das melhores áreas costeiras protegidas do Estado do Ceará e da nossa República Federativa, por sua grande beleza natural e sua preciosa natureza, o que deu margem a um intenso turismo.

Aqui tratei apenas de algumas das áreas que percorri e examinei junto com o Prof. Renato Aragão. Quero prestar homenagem a esse grande brasileiro conservacionista, defensor do Meio Ambiente e meu amigo pessoal. É um exemplo para todos nós.

Prof. Dr. Paulo Nogueira-Neto
27/04/2015

Na inauguração do meliponário do Parque Botânico de Caucaia, no Ceará, em maio/2005.

Fotos: Arquivos do Prof. Renato Aragão e FIEC
Fonte: CABRAL, Nájila Rejanne. A. J. Prof. Renato Aragão: o Ceará sob o olhar ambiental. Fortaleza: Federação das Indústrias do Estado do Ceará -FIEC, 2015, pp 17-21.

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Ano Novo Sustentável – Praia de Carneiros/PE

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente

26 de dezembro de 2018

     Considerando os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), e tendo por base um plano de dez anos, o evento “Carneiros Sustentável – Projeto Reveillón” tem o objetivo de promover o turismo de baixo impacto, com a neutralização das emissões de gases de efeito estufa e de outras ações ambientalmente mais favoráveis ao ambiente.

    A Praia dos Carneiros está localizada há 90 km de Recife, em Pernambuco, foi eleita uma das mais bonitas do mundo e será palco da segunda edição do Réveillon Carneiros.  A grande novidade dessa edição é o projeto Carneiros Sustentável. Conforme a assessoria Index, mencionado projeto é apoiado institucionalmente por organizações de referência como o Green Building Council Brasil, sendo o evento com ações em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis.

     O projeto além de neutralizar as emissões de gases de efeito estufa, irá promover a reciclagem e compostagem dos resíduos, promover eficiência energética e energia renovável. Isso pode significar e contribuir para o impacto positivo no turismo e economia local. “Alinhar desenvolvimento econômico com mitigação dos impactos ambientais, redução do uso de recursos naturais e melhora da qualidade de vida é a melhor opção em qualquer área. Com isso, todos sairão ganhando”, diz Felipe Faria, CEO do GBC Brasil e Presidente do Comitê dos GBCs das Américas pelo World GBC.

      No sentido de viabilizar resultados eficientes, os responsáveis pelo réveillon criaram um plano de dez anos de duração com ações concretas em cada área dos objetivos do desenvolvimento sustentável. Entre eles, energia fotovoltaica para abastecimento de parte do evento diurno, promoção e realização de compostagem para resíduos orgânicos, parceria com projeto Glass is Good para reciclar todo vidro utilizado no evento, inclusão de latas de lixo a cada 100 metros da orla, promoção de atividades físicas como aula funcional na praia, cuidados com qualidade do ar e da água, cursos de capacitação para staff de hotéis e pousadas da região e geração de empregos.

Fonte: Index, 2018. Fotos: Index, 2018.

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Ações de fiscalização: IBAMA-CE

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Impacto Ambiental, Meio Ambiente

20 de dezembro de 2018

     Estamos quase finalizando o ano de 2018. Muitas coisas aconteceram nesse ano que auxiliaram na promoção do desenvolvimento sustentável, permitindo o crescimento econômico com a devida manutenção da qualidade ambiental.

    Ações de proteção ambiental e de fiscalização são importantes e devem ser realizadas por órgãos que possuem a atribuição e a competência para tal. Dentre as ações de fiscalização estão aquelas desenvolvidas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e de Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), órgão federal com o objetivo de executar a política ambiental.

    Nessas últimas semanas, foram deflagradas algumas operações, a exemplo da Operação Oito Furos, que embargou cinco Planos de Manejo Florestais Sustentáveis, que estavam extraindo lenha da caatinga de maneira fraudulenta, diagnosticada por meio do monitoramento dos analistas do IBAMA junto ao Documento de Origem Florestal (DOF).

     Conforme o Superintendente do IBAMA, no Ceará, Dr. Herbert Lobo, a movimentação total detectada corresponde a 800 caminhões de lenha, o que corresponde a cerca de pouco mais de quinhentos mil reais. Acrescentou o Superintendente: “os planos de manejo são imprescindíveis. Os produtos de origem florestal têm importância para nossa economia, inclusive como fonte de energia através da biomassa. No entanto, essa produção precisa ser regularizada, sob pena de se cometer crimes ambientais”.

     Outra operação deflagrada nos Estados do Ceará e do Rio Grande do Norte, denominada Serra das Almas 2, com o apoio da Polícia Ambiental do Ceará, apreendeu 540 animais. Para o superintendente do IBAMA no Ceará, Dr. Herbert Lobo, mesmo com a forte atuação das instituições ambientais, a exemplo do IBAMA, os crimes contra fauna ainda acontecem em larga escala no Estado.

      Segundo o Superintendente “a apanha, a caça e o cativeiro ilegal são alguns dos principais crimes contra o meio ambiente no Estado”. Acrescenta que “é fundamental que a população se conscientize e nos ajude denunciando, principalmente caçadores e traficantes de animais silvestres”, concluiu.

      O IBAMA também apreendeu, essa semana, 4,2 toneladas de pescado em operação de monitoramento do defeso da lagosta realizada desde o início do mês em cinco estados, a saber: Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Além de espécies como lagosta, polvo, pargo, guaiamum e atum, os agentes ambientais recolheram 520 tonéis de ferro conhecidos como marambaia, 7 tarrafas, 1 espinhel de fundo e 3 compressores para mergulho. O uso de marambaias, instrumentos de captura que simulam abrigos, é vedado pela Instrução Normativa (IN) do Ibama n° 170/2008 (cuja norma anterior era a IN n° 138/2006). Essa norma proíbe a pesca de lagosta por mergulho e com rede de espera do tipo caçoeira, que também foram encontradas e apreendidas durante as ações de fiscalização.

     Fiquemos atentos enquanto cidadãos aos usos ilegais de nossos recursos florestais e faunísticos. Enquanto agentes econômicos, inseridos em uma mesma casa, a qual denominamos de Terra, sejamos prudentes no uso dos recursos naturais, considerando sua capacidade de suporte e sempre nos lembrando que precisamos ser responsáveis para permitirmos a vida nesse Planeta às futuras gerações. Além, é claro, de seguirmos normas e leis de proteção ambiental; pois se estas existem, devem ser cumpridas, com vistas ao bem comum.

Fonte: IBAMA, 2018.

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Refúgio de Vida Silvestre no litoral do Ceará: uma ideia a se pensar

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Preservação

20 de julho de 2018

     Recentemente, diferentes atores sociais estiveram reunidos no Auditório da Procuradoria Geral do Município, para discutir a necessidade de se criar uma área protegida, que pudesse salvaguardar importantes sítios de desova e reprodução de tartarugas marinhas no litoral do Ceará. 

    Parte do litoral cearense é local de reprodução e desova de diversas espécies de tartarugas marinhas, a exemplo da tartaruga cabeçuda e da tartaruga de pente. 

    Professores e alunos, da Universidade Federal do Ceará, preocupados com a necessária proteção dos espaços naturais que viabilizem a manutenção das tartarugas marinhas, ao longo de alguns anos e dentro de um projeto de extensão, têm monitorado a presença desses animais, bem como a presença dos seus ninhos aos longo do litoral.

        Com o apoio fundamental da Coordenadoria de Proteção Animal do município de Fortaleza, na pessoa da Toinha Rocha, da Procuradoria Geral do Município, na pessoa da Dra. Lucíola Cabral, da Fundação Netuno, na pessoa da Dra. Michele Mourão, da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente, na pessoa da Sra. Edilene Oliveira, a reunião do dia 18/07/2018, contou, ainda com as seguintes presenças: Gabriel Aguiar (aluno UFC/Instituto Verde Luz); Gabriel Lima (aluno UFC/Instituto Verde Luz), Alexandre Autran (Cearaportos), Luciana Vasconcelos (SEMACE), Ana Maria Maurílio (SEUMA), Belchior Torres (SEUMA), Alice Feitosa (Instituto Verde Luz), Nájila Cabral (IFCE), Juliana Leite, Laura Xavier, Deysiane Noguieira e outros.

     A ideia é que a criação de uma unidade de conservação municipal, ou seja, criada pelo município de Fortaleza; possa proteger parte do litoral cearense (dentro do território de competência municipal), inclusive em área marinha; considerando ser tartaruga marinha a espécie a ser protegida.

       A sugestão é que a sociedade discuta, de maneira ampla e participativa, a criação de um Refúgio de Vida Silvestre; por ser esta uma unidade de conservação de proteção integral, que permite sua instituição em domínio privado ou público, em que não há obrigatoriedade por parte do poder público em desapropriar os imóveis privados que estão dentro dos limites da unidade.

         A categoria Refúgio de Vida Silvestre, respaldada legalmente na Lei no. 9985/2000 (Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza-SNUC) e na Lei Estadual n. 14.950/2001 (Sistema Estadual de Unidades de Conservação do Ceará – SEUC), tem por objetivo “proteger ambientes naturais onde se asseguram condições para a existência ou reprodução de espécies da fauna residente ou migratória” (Art. 13, SNUC), “pode ser constituída por áreas particulares, desde que seja possível compatibilizar os objetivos da unidade com a utilização da terra e dos recursos naturais do local pelos proprietários” (parágrafo 1, Art.13, SNUC).

     Se olharmos para as oportunidades que uma unidade de conservação como esta poderá trazer ao município, veremos que para além do cumprimento de acordos multilaterais ambientais, a exemplo das Metas de Aichi, dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e do cumprimento das metas nacionais de proteção de biodiversidade, estaremos lidando com oportunidades factíveis de incremento do trade turístico com forte apelo protecionista, que vai ao encontro do que se deseja no turismo sustentável.

      A Organização das Nações Unidas estabeleceu o ano de 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento, colocando na pauta de discussões dos países a importância de promover a proteção dos recursos naturais e a exploração sustentável, com vistas a atender a agenda 2030.

      Assim, podemos afirmar que a discussão em torno da criação de uma nova unidade de conservação municipal, um Refúgio de Vida Silvestre, é salutar não apenas para as tartarugas marinhas (que serão salvaguardadas), mas sobretudo para incrementar o desenvolvimento econômico inclusivo e sustentável, na medida em que envolve diferentes atores sociais  nas práticas de conservação, por meio da geração de empregos e da valorização do patrimônio natural.

Fotos: Michele Mourão, 2018.

 

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Proteção de tartarugas marinhas no Ceará

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente, Preservação

12 de julho de 2018

    A Fundação Netuno juntamente com a Procuradoria Geral do Município (PGM) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Ceará (Comissão de Defesa de Animais), convidam a todos os cidadãos para uma reunião, no intuito de discutir a potencial criação de uma área protegida, considerando promover a proteção de tartarugas marinhas.

     A reunião acontecerá dia 18/07 no auditório da Procuradoria Geral do Município (PGM) de Fortaleza, na Avenida Santos Dumont, 5335, no Edifício Planalto Center, 9o andar, às 10 horas.

    O litoral cearense está sendo monitorando há 10 anos, uma vez que parte do ambiente terrestre (praia) está sendo utilizado para desova. Portanto, é necessário que o local adequado à incubação dos ovos e o nascimento de filhotes esteja protegido, para garantir a manutenção da vida da espécie.

   A Dra. Michele Mourão, da Fundação Netuno, comentou sobre a reunião: “a ideia é juntar os ambientalistas, para conhecerem o que está acontecendo em nosso litoral sobre as tartarugas marinhas. É preciso definir melhor a forma de proteção desse animais indefesos, dos filhotes que estão nascendo em nossas praias”.

   Nessa luta em prol da defesa da área protegida, conforme Dra. Lucíola Cabral,  estão organizações não governamentais (ONG), a exemplo do Instituto Verde Luz, ambientalistas de órgãos públicos e privados,  e professores da Universidade Federal do Ceará.

   A participação de todos é muito importante. Vamos discutir a necessária proteção da espécie. Todos estão convidados.

Fonte: Fundação Netuno, 2018.

 

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The Nature Conservancy – Concurso de fotos 2018

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente, Preservação

08 de Abril de 2018

     Estão abertas as inscrições para o Concurso de Fotografias, patrocinado pela Nature Conservancy. As inscrições seguem até 31 de maio de 2018.

     A escolha se dará por votação pública que deve se iniciar em 01º/06/2018 até 14/06/2018.

    Qualquer pessoa, profissional ou amador, pode se inscrever. A ideia é saber como você se conecta com a natureza. As imagens serão julgadas conforme a originalidade, excelência técnica, composição, impacto geral e mérito artístico.

    Aos interessados, para mais informações cliquem aqui. 

Fonte: The Nature Conservancy, 2018.

 

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II Conferência da Caatinga: lançamento dia 27/03/2018

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente, Semiárido

21 de Março de 2018

    No dia 27/03/2018, na Assembleia Legislativa do Ceará acontecerá o lançamento da II Conferência da Caatinga: Desenvolvimento Humano e Sustentabilidade, com a promoção do Conselho de Altos Estudos, da Assembleia Legislativa do Ceará (ALCE), com apoio do Governo do Estado do Ceará.

   A I Conferência da Caatinga aconteceu em 2012 como um dos eventos preparatórios à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a chamada Rio+20. Um dos resultados da I Conferência da Caatinga foi a Carta de Fortaleza (A Caatinga na Rio+20) contendo dezenas de compromissos firmados pelos Estados que têm em seu território esse bioma singular. Á época, estava sendo desenvolvido, nos Estados do Ceará e da Bahia, o Projeto Mata Branca (Projeto de Conservação e Gestão Sustentável do Bioma Caatinga), financiado pelo GEF (Global Environment Facility), do Banco Mundial.

     Este ano, a II Conferência da Caatinga , que deve ser realizada entre os dias 19 e 21 de junho de 2018, no Auditório Murilo Aguiar/ALCE, tem por objetivo:

 – dar continuidade ao processo de articulação interinstitucional;

– avaliar os avanços e desafios estabelecidos como compromissos assumidos na I Conferência da Caatinga;

– definir estratégias e compromissos que promovam o desenvolvimento humano e a sustentabilidade no território da Caatinga.

 

 

Venha participar  desse momento. Sua participação é muito valiosa!

Fonte: ALCE, 2018.

 

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Adote uma árvore

     Com o tema “Adote uma árvore”, a Secretaria do Meio Ambiente do Ceará realiza, no período de 18 a 25 de março, a Festa Anual das Árvores (FAA) 2018. A abertura do evento acontece dia 18/03/2018, às 09h, no Parque Estadual do Cocó.

     Na oportunidade, serão assinados protocolos ambientais de parcerias com distintas instituições para recomposição florestal no Estado. Terá, ainda, a abertura da exposição do Memorial da Carnaúba, que ocorre no Centro de Referência do Parque do Cocó, tem o apoio do município de Jaguaruana/CE.

    A Festa Anual da Árvores tem apoio da Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará e da Companhia de Água e Esgoto do Ceará. Ocorrerá em 110 municípios cearenses, simultaneamente.

    Sintam-se convidados!

Fonte: SEMA, 2018.

 

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Desafio de Bonn – Compromisso Brasileiro

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

11 de Março de 2018

     O Desafio de Bonn é um esforço global que tem como objetivo restaurar 150 milhões de hectares no mundo inteiro até 2020 e 350 milhões de hectares até 2030. O desafio foi lançado em 2011 pelo Governo da Alemanha e pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN, na sigla em inglês).

    O Brasil, em dezembro de 2016, anunciou a contribuição voluntária brasileira ao Desafio de Bonn: até 2030, o país irá restaurar, reflorestar e promover a regeneração natural de 12 milhões de hectares de áreas florestais, segundo a Assessoria de Comunicação do Ministério do Meio Ambiente. Para alcançar essas metas, o Brasil estabeleceu uma Política Nacional de Recuperação de Vegetação Nativa

     Ademais, nos dias 16 e 17 de março, o Brasil deverá sediar a 3ª Reunião Internacional do Desafio de Bonn, maior iniciativa de restauração florestal do mundo. Durante o evento, que será realizado no município de Foz do Iguaçu, Paraná, serão apresentados e debatidos exemplos concretos de implementação de políticas públicas sobre restauração de paisagens florestais em níveis local, regional, nacional e internacional.

Fonte: MMA, 2018

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Estratégia de conservação em áreas úmidas – Consulta pública

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente

16 de Janeiro de 2018

     A Estratégia Nacional de Conservação e Uso Sustentável das Áreas Úmidas do Brasil está com consulta pública aberta, até dia 15/03/2018.  As sugestões recebidas devem prover e aprimorar as políticas públicas relacionadas às áreas úmidas no recorte brasileiro. Reconhecidamente, as áreas úmidas possuem importância internacional reconhecida pela Convenção de Ramsar.

   O documento da Estratégia Nacional de Conservação e Uso Sustentável das Áreas Úmidas do Brasil é dividida em dois objetivos. Conforme o Ministério do Meio Ambiente, o primeiro está relacionado à implantação e gestão de Sítios Ramsar, regidos pela Convenção de Ramsar. O segundo trata de incentivar ações transversais para a conservação e uso sustentável das áreas úmidas em todo o país, dentro ou fora de unidades de conservação.

   O Brasil possui 22 sítios, que integram a Convenção de Ramsar, dos quais 12 têm conselho gestor com participação das comunidades locais.

    Aos interessados em contribuir, acessem aqui o formulário.

Fonte: MMA, 2018.

 

 

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Estratégia de conservação em áreas úmidas – Consulta pública

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente

16 de Janeiro de 2018

     A Estratégia Nacional de Conservação e Uso Sustentável das Áreas Úmidas do Brasil está com consulta pública aberta, até dia 15/03/2018.  As sugestões recebidas devem prover e aprimorar as políticas públicas relacionadas às áreas úmidas no recorte brasileiro. Reconhecidamente, as áreas úmidas possuem importância internacional reconhecida pela Convenção de Ramsar.

   O documento da Estratégia Nacional de Conservação e Uso Sustentável das Áreas Úmidas do Brasil é dividida em dois objetivos. Conforme o Ministério do Meio Ambiente, o primeiro está relacionado à implantação e gestão de Sítios Ramsar, regidos pela Convenção de Ramsar. O segundo trata de incentivar ações transversais para a conservação e uso sustentável das áreas úmidas em todo o país, dentro ou fora de unidades de conservação.

   O Brasil possui 22 sítios, que integram a Convenção de Ramsar, dos quais 12 têm conselho gestor com participação das comunidades locais.

    Aos interessados em contribuir, acessem aqui o formulário.

Fonte: MMA, 2018.