clima Archives - Blog Verde 
Publicidade

Blog Verde

por Nájila Cabral

clima

Riscos e oportunidades relacionados ao clima

Por Nájila Cabral em Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

02 de Maio de 2018

      No final do mês passado, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (sigla em inglês, UNEP) e dezesseis bancos, dos quatro continentes, publicaram uma metodologia desenvolvida, em conjunto, para aumentar a compreensão dos bancos sobre como as mudanças climáticas e as ações climáticas podem impactar seus negócios.

      Conforme a publicação, esse entendimento é fundamental para permitir que os bancos sejam mais transparentes sobre sua exposição a riscos e oportunidades relacionados ao clima. A publicação fornece as estratégias dos bancos para contribuir e se beneficiar da transição econômica de baixo carbono e ajudá-los a envolver e apoiar seus clientes nesse sentido. Isso é fundamental porque os riscos e oportunidades relacionados ao clima que os bancos enfrentam surgem, principalmente, de seus serviços para os clientes.

     A publicação, resultado do esforço conjunto realizado em mais de dez meses, inclui risco de crédito, testes de estresse, sustentabilidade e desenvolvimento de negócios com os principais cientistas e especialistas em gestão de riscos e investimentos.

     Mais especificamente, conforme a UNEP,  a metodologia ajuda os bancos a aplicarem os mais avançados cenários globais de mudanças climáticas disponíveis hoje – como aqueles desenvolvidos e oferecidos pelo Potsdam Institute for Climate Impact Research (PIK), pelo Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados (IIASA) e pela Agência Internacional de Energia (IEA) – para avaliar os riscos e oportunidades que a transição econômica de baixo carbono pode apresentar às suas carteiras de empréstimos.

   Aos interessados, a metodologia, na íntegra, está aqui.

Fonte: UNEP, 2018.

Publicidade

Fundo Verde do Clima

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

22 de novembro de 2017

      Encontra-se aberto, até o dia 08/12/2017, o processo de consulta pública do documento base da Estratégia do Brasil para o Fundo Verde do Clima. A consulta pública constitui uma base de diálogo entre o governo e a sociedade.

    O Fundo Verde para o Clima é uma iniciativa da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudança do Clima UNFCCC). Tem como objetivo financiar projetos e programas para redução de emissões de gases de efeito estufa (mitigação) e para o aumento da resiliência aos efeitos da mudança do clima (adaptação), alocando montantes iguais de financiamento para as duas áreas.

     Os interessados poderão realizar comentários sobre o documento-base e apresentar sugestões quanto às prioridades identificadas, fornecendo insumos para o aprimoramento da estratégia brasileira. Para acessar o documento, na íntegra, cliquem aqui. 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente, 2017.

Publicidade

Mobilização Mundial pelo Clima

       Em 29 de novembro, pessoas do mundo inteiro, unidas, devem se mobilizar para que sua voz seja ouvida pelos tomadores de decisão, que estarão reunidos na Conferência do Clima – COP21, em Paris.

     Você, cidadão, sabe quais são os cenários futuros sobre o local que você mora, considerando os impactos das mudanças climáticas? Você sabe quais consequências das alterações climáticas sobre o seu modo de vida?

     Você tem noção do que o seu município tem feito para conviver, num futuro breve, com os impactos das mudanças climáticas? Ou você entende que isso não é problema seu?

    A Mobilização Mundial pelo Clima é um movimento que convida, a cada um, a não ficar parado diante do que está acontecendo.

     No Ceará, os cenários não são nada animadores: secas mais prolongadas, atingindo como consequência direta, escassez hídrica; o que ameaça o abastecimento de água em todos os municípios, inclusive da Região Metropolitana de Fortaleza. Esse é apenas um dos cenários nada animadores!

     E por qual motivo a escolha do dia 29/11? A data é véspera da reunião da 21ª Sessão da Conferência das Partes (COP) dentro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), comumente chamada COP 21. Tem melhor momento para ser ouvido do que a véspera do dia de decisões mundiais que afetarão o mundo inteiro?

     O que está em jogo é a vida, não apenas a humana, mas a vida como um todo, e as regras do jogo devem ser favoráveis à manutenção da vida, em sua plenitude.

    Convite feito e recado dado! A gente se encontra, então, no dia 29/11, Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura, às 15h, em Fortaleza!

Fonte: Mobilização pelo Clima em Fortaleza/Alexandre Costa

 

Publicidade

Sumário da Conferência de Mudanças Climáticas de Bonn

     O resumo da Conferência de Mudanças Climáticas de Bonn, que aconteceu no período de 19 a 23 de outubro, em Bonn, Alemanha, foi extraído do Earth Negotiations Bulletin.

      Mencionada Conferência reuniu mais de 2.400 participantes, representando governos, organizações de observadores e meios de comunicação, para a parte XI da segunda sessão do Grupo de Trabalho Ad Hoc sobre a Plataforma de Durban para Ação Reforçada (ADP 2-11).

    A Conferência é a última de uma série de reuniões no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), em preparação para a vigésima primeira sessão da Conferência das Partes (COP 21), programada para ocorrer em dezembro de 2015, em Paris, França, que tem por objetivo avançar as negociações para cumprir o mandato para adotar “um protocolo, outro instrumento legal ou um resultado acordado com força legal, sob os auspícios da Convenção, aplicável a todas as Partes”, e que deve entrar em vigor em 2020.

     As negociações, na COP 21, devem se iniciar considerando o texto com base no que foi preparado na ADP 2-11, enquanto projeto de acordo e decisão nos termos do workstream 1 (2015 acordo), e enquanto projeto de decisão nos termos do fluxo de trabalho 2 (ambição pré-2020).

    Após o encerramento da reunião, as Partes concordaram em encaminhar o non-paper revisto, de 23 de Outubro às 23h30min, que capturou o trabalho realizado pelas partes no ADP 2-11, para servir de base para futuras negociações no âmbito da ADP. As Partes também solicitaram que a Secretaria deveria elaborar um documento técnico, que identificasse os parágrafos e duplicidades dentro seções estreitamente relacionadas, e as possíveis áreas para a racionalização, sem qualquer alteração no conteúdo do texto.

    O conteúdo do texto de negociação aborda os seguintes aspectos: mitigação, adaptação, perda e danos à biodiversidade, financiamento, desenvolvimento e transferência tecnológica, capacitação, transparência.

   Vamos em frente, vai dar certo, tem que dar certo: “Ninguém disse que seria fácil”!

Fonte: IISD – Earth Negotiations Bulletin.

Publicidade

Clima para vida: um oceano de diferença

    Sylvia Earle, oceanógrafa com mais de 7000 horas de pesquisas no mar, alerta para as mudanças visíveis nos oceanos, tanto na superfície quanto abaixo dela.

     Na publicação recente Nosso planeta: Clima para Vida, Sylvia Earle comenta que mais de um terço das pescarias no mundo a fazem com super exploração dos recursos pesqueiros.

      Quarenta por cento dos recifes de coral já foram destruídos ou degradados nas últimas décadas, no mundo, juntamente com 35 por cento de todas as florestas de mangue. Ambos são os viveiros vitais para peixes, bem como defesa contra tempestades e tsunamis, adverte a pesquisadora. Adiante afirma que mais de 400 “zonas mortas”, com os seres atingidos pela poluição, foram identificadas em águas costeiras em todo o mundo.

       Todas essas consequências advêm das mudanças climáticas, que esão tornando as coisas ainda piores. O aumento do nível do mar ameaça afetar os ecossistemas marinhos, bem como a inundação dos litorais, comenta Sylvia. Admite a oceanógrafa que populações de peixes já estão se movendo em direção aos pólos, enquanto que o aumento das temperaturas também podem afetar a reprodução, e causar descoloração dos corais. Sem contar nas emissões de dióxido de carbono que estão transformando os mares tornando-os mais ácidos, tornando mais difícil para os crustáceos e moluscos a construírem suas conchas, e, possivelmente, tornando mais difícil para os peixes respirarem.

      Na publicação da UNEP, Sylvia Earle acredita na compreensão do “valor de um oceano saudável para a nossa economia, saúde e segurança” e que os países devem envidar esforços para que se tenha esperança de um melhor oceano no futuro para todos.

Fonte: Our Planet: Climate for Life, 2014.

 

Publicidade

Clima para Vida – reflexões sobre as áreas protegidas

Em tempos de discussões mundiais sobre o Clima, importante pararmos para refletir sobre os instrumentos de gestão disponíveis que auxiliam no equacionamento necessário à manutenção da vida em nosso Planeta, inclusive a vida da espécie humana.

   O UNEP (ou PNUMA, sigla em português) lançou recentemente a publicação Nosso Planeta – Clima para Vida, que serviu de base para a elaboração dos textos desta semana do Blog Verde.

    “As áreas protegidas, consideradas como mais do que santuários de animais selvagens para os turistas, são agora consideradas zonas vitais entre a humanidade e os impactos de algumas das ameaças mais graves que nos confrontamos: as mudanças climáticas”.

    A partir dessa frase, inicia-se a reflexão da necessária salvaguarda de áreas naturais, não apenas com o objetivo de promover a vida e habitat de espécies de fauna e de flora; mas, sobretudo como área significativa de provisão de serviços ecossistêmicos fundamentais que auxiliam na regulação do clima.

    Apesar dos esforços, os ecossistemas continuam numa trajetória de degradação, o que significa dizer que devemos nos valer cada vez mais das áreas protegidas para nos proteger contra os efeitos de nosso próprio ataque implacável ao planeta, disse Achim Steiner, Subsecretário das Nações Unidas.

    A mensagem do Relatório The Global Biodiversity Outlook 4 (GBO4) é clara. Se alcançarmos as 20 Metas de Biodiversidade de Aichi teremos contribuído significativamente para as prioridades da agenda de desenvolvimento pós-2015, prioridades como a redução da pobreza e da fome, incremento da saúde humana e os esforços para garantir o suprimento sustentável de energia, comida e água. O relatório é claro, também, ao mencionar que caso não sejam alcançadas as metas de biodiversidade estaremos falhando em prover as premissas do desenvolvimento sustentável.

Fonte: Our Planet – Climate for Life, 2014.

Publicidade

Conferência do Clima – Lima

Aproxima-se o período da realização da Conferência do Clima, em Lima, no Peru. A COP 20, ou seja, a Conferência das Partes deve acontecer no período de 01 a 14/12/2014. As expectativas são grandes.

É nesse evento que os países devem promover o debate importante para viabilizar os acordos multilaterais de redução de gases de efeito estufa e de necessárias ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

   Dentre as discussões do dia 09/12 está a redução dos poluentes climáticos de curta duração (SLCPs) com foco no setor de produção de tijolos e sobre as emissões de veículos a diesel. O setor da construção civil, na produção de tijolos, tem sido um dos mais impactantes setores, considerando as emissões de gases poluentes para a atmosfera, notadamente nos países da América Latina e da Ásia; e que tem afetado, sobremaneira, a qualidade do ar e, consequentemente, a saúde pública.

   Ao longo das próximas semanas, o Blog Verde trará notícias desse importante evento mundial, com consequências significativas para políticas públicas, em âmbito regional e local.

Fonte: ONU.

 

Publicidade

Clima Energia 2030 – Pacote Europeu

      Ivo Augusto, escrevendo para EcoNews, de novembro/2014, informou que o Conselho Europeu apresentou no final do mês de outubro o pacote Clima-Energia, o qual define objetivos climáticos ambiciosos a atingir até 2030.

     Conforme Ivo Augusto, este quadro político pretende tornar a economia Europeia mais competitiva, segura e sustentável, reduzindo a dependência das importações de energia e criando novas oportunidades para o crescimento econômico e para a criação de emprego.

    Ainda segundo Ivo Augusto, a peça central deste quadro legislativo é a redução de, pelo menos, 40% do dos Gases de Efeito de Estufa (GEE) até 2030, com relação aos níveis de 1990. De forma atingir a redução de 40%, os setores não abrangidos pelo Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE) terão de reduzir as emissões de GEE em 30%, relativamente a 2005, enquanto os se tores abrangidos pelo CELE terão de reduzir as suas emissões em 43%, em relação a 2005.

     Apresentando-se como o principal instrumento para a redução de emissões na Europa, está prevista a reforma do CELE, com o objetivo de solucionar o excedente de licenças de emissão, melhorar a resiliência do sistema e reforçar a promoção do investimento de baixo carbono ao menor custo para a sociedade, acrescenta Ivo Augusto.

Fonte: EcoNews, novembro/2014.

Publicidade

Eventos ambientais na área de Mudanças Climáticas

    Para o segundo semestre de 2014 estão previstos diversos eventos na área de Mudanças Climáticas que devem discutir agenda ambiental, notadamente dos países signatários da UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidades de Combate às Mudanças Climáticas) para os próximos anos. Dentre os eventos a Cúpula do Clima, que deve ocorrer em setembro, em Nova York. Segue a programação:

Plano Nacional de Adaptação (NAP) Expo: A Expo deste ano, convocada pelo Grupo de Peritos dos Países Menos Desenvolvidos (LEG) no âmbito da UNFCCC, irá fornecer uma plataforma para os países para mostrar o progresso em seus processos relacionados ao NAP e oferecer uma oportunidade para a troca de experiências, métodos e ferramentas. O evento terá como alvo os países menos desenvolvidos e uma ampla gama de atores sociais (stakeholders), incluindo representantes de países, organizações da sociedade civil e do setor privado. Período: 8-9 agosto 2014. Local: Bonn, Alemanha. Mais informações, cliquem aqui.

Nona Reunião do Comitê Executivo da Tecnologia: O Comitê Executivo de Tecnologia (TEC) da UNFCCC se reúne pelo menos duas vezes por ano. Suas reuniões são abertas à participação de organizações credenciadas observadoras bem como aos observadores das Partes. Período: 18-21 agosto 2014. Local: Bonn, Alemanha. Aos que desejam saber mais, cliquem aqui.

2014 Climate Summit (Cúpula do Clima 2014). Este evento está sendo organizado pelo Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, com o objetivo de mobilizar a vontade política para um acordo legal ambicioso através do processo da UNFCCC. Data: 23 de setembro de 2014. Local: Sede da ONU, Nova York. Mais informações, cliquem aqui.

Fonte: IISD (International Institute for Sustainable Development)

Publicidade

Copa do Mundo FIFA 2014 e carbono zero? Intenção ou realidade?

    Faltando 22 dias para o início da Copa do Mundo FIFA 2014, o governo brasileiro anunciou, esta semana, uma iniciativa incentivando os detentores de créditos de carbono do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), chamados de reduções certificadas de emissões (RCEs), para doá-los aos organizadores do evento, com o intuito de compensar as emissões de construção e reforma de estádios, o consumo de combustíveis fósseis dos transportes do público (participantes) e do staff oficial, e de outras fontes.

     Conforme estimativas da FIFA (2014), as emissões para atmosfera serão mais de 2,7 milhões de tCO2e (toneladas de carbono equivalente), sendo a maioria das emissões (90,8%) provenientes dos jogos, Fan Fests, banquetes e operações, durante a Copa do Mundo FIFA 2014. A Copa das Confederações, realizada em 2013, integra essas estimativas, tendo uma parcela de contribuição de 7,8% do total de emissões (213.706 tCO2e).

      Segundo algumas previsões, para compensar as fontes de emissões, a exemplo das citadas anteriormente, seria necessário mais de um milhão de RCEs, dependendo do cálculo. As compensações seriam equivalentes à retirada de cerca de 300.000 veículos de passageiros das estradas por um ano.

     Christiana Figueres, Secretária Executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) disse: “essa iniciativa do Brasil em fazer essa chamada às pessoas no sentido de compensar as emissões do maior evento de espectadores do mundo é uma medida bem-vinda e faz parte de uma tendência global desenvolvida pelos organizadores para grandes eventos esportivos verdes, como torneios de futebol e os Jogos Olímpicos”.

     Entendo oportuno salientar que seria de bom grado e justo que as emissões de carbono (as milhares de toneladas previstas) da Copa do Mundo FIFA 2014 fossem compensadas por quem as emitiu (ou irá emitir) e as provocou (ou irá provocar).

     Em tempos de mudanças climáticas e com os cenários nada favoráveis aos biomas brasileiros (notadamente a Amazônia e a Caatinga), fico me indagando até quando vamos socializar (literalmente ao mundo inteiro) os prejuízos ambientais enquanto poucos internalizam lucros financeiros?

Fonte: Summary of the 2014 FIFA World Cup Brazil – Carbon Footprint

          Climate Change

Publicidade

Copa do Mundo FIFA 2014 e carbono zero? Intenção ou realidade?

    Faltando 22 dias para o início da Copa do Mundo FIFA 2014, o governo brasileiro anunciou, esta semana, uma iniciativa incentivando os detentores de créditos de carbono do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), chamados de reduções certificadas de emissões (RCEs), para doá-los aos organizadores do evento, com o intuito de compensar as emissões de construção e reforma de estádios, o consumo de combustíveis fósseis dos transportes do público (participantes) e do staff oficial, e de outras fontes.

     Conforme estimativas da FIFA (2014), as emissões para atmosfera serão mais de 2,7 milhões de tCO2e (toneladas de carbono equivalente), sendo a maioria das emissões (90,8%) provenientes dos jogos, Fan Fests, banquetes e operações, durante a Copa do Mundo FIFA 2014. A Copa das Confederações, realizada em 2013, integra essas estimativas, tendo uma parcela de contribuição de 7,8% do total de emissões (213.706 tCO2e).

      Segundo algumas previsões, para compensar as fontes de emissões, a exemplo das citadas anteriormente, seria necessário mais de um milhão de RCEs, dependendo do cálculo. As compensações seriam equivalentes à retirada de cerca de 300.000 veículos de passageiros das estradas por um ano.

     Christiana Figueres, Secretária Executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) disse: “essa iniciativa do Brasil em fazer essa chamada às pessoas no sentido de compensar as emissões do maior evento de espectadores do mundo é uma medida bem-vinda e faz parte de uma tendência global desenvolvida pelos organizadores para grandes eventos esportivos verdes, como torneios de futebol e os Jogos Olímpicos”.

     Entendo oportuno salientar que seria de bom grado e justo que as emissões de carbono (as milhares de toneladas previstas) da Copa do Mundo FIFA 2014 fossem compensadas por quem as emitiu (ou irá emitir) e as provocou (ou irá provocar).

     Em tempos de mudanças climáticas e com os cenários nada favoráveis aos biomas brasileiros (notadamente a Amazônia e a Caatinga), fico me indagando até quando vamos socializar (literalmente ao mundo inteiro) os prejuízos ambientais enquanto poucos internalizam lucros financeiros?

Fonte: Summary of the 2014 FIFA World Cup Brazil – Carbon Footprint

          Climate Change