Bioma Amazônia Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Bioma Amazônia

Biomas brasileiros – programa de monitoramento

            A proteção da biodiversidade e dos recursos naturais se constitui em uma importante estratégia, a ser adotadas por países que almejam seguir o modelo de desenvolvimento sustentável.

            O Brasil possui importantes biomas que necessitam ser protegidos e que recaiam sobre eles medidas de prevenção e controle a possíveis perdas líquidas de sua diversidade biológica.

            Em 2015, por meio da Portaria n.365, de 27/11/2015, foi estabelecida a Estratégia do Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros, com o objetivo de mapear e monitorar o desmatamento, avaliar a cobertura vegetal e o uso/cobertura da terra e sua dinâmica, as queimadas, a extração seletiva de madeira e a recuperação da vegetação.

            Conforme o que está disposto no documento do Ministério do Meio Ambiente (MMA), os mapeamentos e monitoramentos gerados por esse Programa devem permitir o acompanhamento do desempenho das políticas públicas orientadas ao atingimento da meta de redução das emissões totais de gases de efeito estufa de 37% até 2025, e de 43% até 2030.

            Assim, essa estratégia vem ao encontro dos compromissos assinados pelo Brasil junto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), enquanto contribuição brasileira nos esforços de mitigação global, denominada Pretendida Contribuição Nacionalmente Determinada (em inglês, Intended Nationally Determined Contribution).

            Aos interessados em ler o documento, na íntegra, cliquem aqui. 

 

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Atividades florestais sustentáveis no Brasil

    No começo do ano de 2015, o Serviço Florestal Brasileiro (SFB) divulgou o Plano Anual de Aplicação regionalizada 2015, o PAAR 2015, com objetivo de comunicar à sociedade as estratégias de apoio a projetos pelo Funda Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF) para o ano de 2015, apresentando suas prioridades de atuação e orientando quanto às possibilidades de acesso, bem como disponibilizando elementos para o controle social quanto a sua implementação.

      A estimativa de recursos disponíveis do FNDF para o exercício de 2015 é de R$ 2.874.920,993 relativos à projetos selecionados em 2012 e 2013 e que ainda encontram-se vigentes.

      Para novas contratações, em 2015, foi disponibilizado junto ao orçamento do FNDF, R$ 1,3 milhão, sendo: R$ 480.161,00 para recursos ordinários e R$ 821.879,00 para recursos de concessões e permissões.

      Portanto, para o exercício 2015, o FNDF dispõe de R$ 4.176.906,99 em projetos pautados no desenvolvimento florestal.

      Dito isso, que tal iniciarmos a elaborar os projetos e solicitar recursos por meio dos editais, ao longo do ano de 2015? Serão priorizados os biomas Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia.

     Conforme publicado pelo SBF as áreas prioritárias serão: assistência técnica e extensão florestal, recuperação de áreas degradadas com espécies nativas e aproveitamento econômico racional e sustentável dos recursos florestais.

    Aos interessados em saber mais, cliquem aqui http://www.florestal.gov.br/publicacoes/instrumento-de-gestao.

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Bioma Amazônia – qual a projeção deste bioma para os próximos anos?

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

13 de setembro de 2013

     O Primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1) do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas informa que o papel da ação antrópica sobre o processo de aquecimento global vem sendo destacados nos Relatórios de Avaliação do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), que tem por a análise acumulada de grande quantidade de dados observacionais, sobre os quais são utilizadas técnicas sofisticadas visando à compreensão dos mecanismos atuantes e das margens de incerteza em suas determinações (PBMC, 2013).

     Para o Bioma Amazônia, o cenário não é nada animador. São esperadas reduções percentuais de 10% na distribuição de chuva e aumento de temperatura de 1º a 1,5ºC até 2040.

      Informa o RAN1 que se espera tendência de diminuição de 25% a 30% nas chuvas e aumento de temperatura entre 3º e 3,5ºC no período 2041-2070, para o Bioma Amazônia e, ainda, redução nas chuvas de 40% a 45% e aumento de 5º a 6º C na temperatura no final do século (2071-2100).

      O Relatório aponta que a questão do desmatamento decorrente das intensas atividades de uso da terra é o principal fator que representa uma séria ameaça e que pode comprometer o Bioma. Estudos observacionais e de modelagem numérica sugerem que caso o desmatamento alcance 40% na região no futuro, o que deve acarretar em mudança drástica no padrão do ciclo hidrológico com redução de 40% na chuva durante os meses de Julho a Novembro, prolongando a duração da estação seca, além do aquecimento superficial em até 4ºC.

     Diante deste cenário, o que fazer? Quais alternativas para reverter, minimizar e mitigar os efeitos das mudanças climáticas? Qual o custo ambiental nós estamos deixando para as futuras gerações? É justa, prudente e viável a forma de desenvolvimento que estamos escolhendo?

     Os questionamentos estão postos. Os cenários configurados no RAN1 são confiáveis e verdadeiros. O caminho a seguir é opção nossa e devemos, sim, arcar com todas as consequências advindas das escolhas que fizemos, e faremos, ao longo do processo.

Fontes: Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (GT1- Bases Científicas das Mudanças Climáticas), Sumário Executivo, 2013

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Bioma Amazônia – qual a projeção deste bioma para os próximos anos?

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

13 de setembro de 2013

     O Primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1) do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas informa que o papel da ação antrópica sobre o processo de aquecimento global vem sendo destacados nos Relatórios de Avaliação do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), que tem por a análise acumulada de grande quantidade de dados observacionais, sobre os quais são utilizadas técnicas sofisticadas visando à compreensão dos mecanismos atuantes e das margens de incerteza em suas determinações (PBMC, 2013).

     Para o Bioma Amazônia, o cenário não é nada animador. São esperadas reduções percentuais de 10% na distribuição de chuva e aumento de temperatura de 1º a 1,5ºC até 2040.

      Informa o RAN1 que se espera tendência de diminuição de 25% a 30% nas chuvas e aumento de temperatura entre 3º e 3,5ºC no período 2041-2070, para o Bioma Amazônia e, ainda, redução nas chuvas de 40% a 45% e aumento de 5º a 6º C na temperatura no final do século (2071-2100).

      O Relatório aponta que a questão do desmatamento decorrente das intensas atividades de uso da terra é o principal fator que representa uma séria ameaça e que pode comprometer o Bioma. Estudos observacionais e de modelagem numérica sugerem que caso o desmatamento alcance 40% na região no futuro, o que deve acarretar em mudança drástica no padrão do ciclo hidrológico com redução de 40% na chuva durante os meses de Julho a Novembro, prolongando a duração da estação seca, além do aquecimento superficial em até 4ºC.

     Diante deste cenário, o que fazer? Quais alternativas para reverter, minimizar e mitigar os efeitos das mudanças climáticas? Qual o custo ambiental nós estamos deixando para as futuras gerações? É justa, prudente e viável a forma de desenvolvimento que estamos escolhendo?

     Os questionamentos estão postos. Os cenários configurados no RAN1 são confiáveis e verdadeiros. O caminho a seguir é opção nossa e devemos, sim, arcar com todas as consequências advindas das escolhas que fizemos, e faremos, ao longo do processo.

Fontes: Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (GT1- Bases Científicas das Mudanças Climáticas), Sumário Executivo, 2013