agenda ambiental Archives - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

agenda ambiental

Agenda 2030: ação global para as pessoas e para o Planeta – Parte final

    São muitos e urgentes os desafios que o mundo deve enfrentar nos próximos 15 anos. A Agenda 2030 enquanto compromisso mundial permite aos tomadores de decisão e à sociedade um direcionamento de metas a serem seguidas, considerando os quatro princípios, abordados anteriormente.

   Os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável foram construídos, com ampla participação da sociedade, a partir dos 8 Objetivos do Desenvolvimento do Milênio. A Figura, abaixo, mostra a dimensão ambiental do Desenvolvimento Sustentável e as interfaces entre os diferentes mais complementares objetivos da Agenda 2030.

agenda2030

   Cônscios do nosso dever para com as futuras gerações, sobretudo com a manutenção da qualidade ambiental, e empoderados das informações necessárias, vamos à luta; não apenas cobrar dos tomadores de decisão que optem pelos caminhos que nos levem à direção da sustentabilidade, mas também vamos realizar, cada um de nós, a nossa parte neste processo.

     Aos interessados em ler, na íntegra o documento da UNEP de Ação Global para as pessoas e para o Planeta, cliquem aqui.

Fonte: UNEP.

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Agenda 2030: ação global para as pessoas e para o Planeta – Parte 1

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

20 de Janeiro de 2016

    Em setembro de 2015, foram instituídos os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável que integram, conjuntamente, a Agenda 2030 das Nações Unidas. O papel das Nações Unidas engloba a assistência necessária a todos os países do mundo no sentido de auxiliar a transformação que estes devem proceder para implementar as dimensões econômica, social e ambiental da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

     São quatro (4) princípios que norteiam a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, a saber: integração, universalidade, direitos humanos e inovação.

    A universalidade diz respeito a todas as pessoas, sem limites de fronteiras. A Agenda 2030 deve ser universalmente aplicada, considerando as diferentes realidades entre os países, seus níveis de desenvolvimento e suas respectivas políticas e prioridades. Essa Agenda requer responsabilidade coletiva e um reforço na governança institucional.

    A integração diz respeito a uma ação harmônica como um todo. A Agenda 2030 deve ser atuante considerando os três pilares do desenvolvimento sustentável, balanceando e interconectando as dimensões social, ambiental e econômica.

    O princípio dos Direitos Humanos e igualdade traz implícita a necessidade de um mundo justo e sustentável, no qual as desigualdades não são apenas determinadas pelas variáveis econômicas. Para se alcançar níveis básicos de bens e serviços a todos, é necessária melhor distribuição de recursos, melhor acesso a oportunidades e à informação, para o atendimento das necessidades de toda a sociedade.

     A inovação é a chave do progresso. É senso comum a transferência de inovações tecnológicas. Para tanto, faz-se necessário reforçar a ciência formal, o conhecimento tradicional e o senso comum dos cidadãos, que permita aos países avançarem na direção do desenvolvimento sustentável.

Fonte: UNEP.

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Retrospectiva Ambiental 2015 – Blog Verde

    Mais um ano se passou. 2015 vai se despedindo deixando sua marca na História. Alguns fatos ambientais importantes aconteceram neste ano e que tem repercussão para a próxima década.

    Os efeitos cumulativos dos acontecimentos de 2015 devem ser sentidos, em maior ou menor magnitude, a depender das decisões que tomaremos, também, nos próximos anos.

    Dentre os fatos ambientais de 2015, vamos destacar:

– O Fórum Econômico Mundial, em janeiro/2015, em que as discussões trouxeram a necessidade de em 2030 o mundo fazer um investimento maciço em infraestrutura, cidades e agricultura, sendo o crescimento de baixo carbono, para estarmos no caminho para sociedades resistentes ao clima.

– O sucesso do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, em vigor desde 01o/01/1989, no controle da destruição do ozônio, foi o responsável pela diminuição da ameaça do aumento do risco de câncer de pele no mundo (janeiro/2015).

– A radiação procedente da usina nuclear de Fukushima foi detectada no continente norte americano, na Costa do Pacífico, sendo esta a primeira vez que se registrou radioatividade em mencionado continente (abril/2015).

– Em maio/2015, o Brasil instituiu o novo marco legal de Biodiversidade. O dispositivo legal define o acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado.

– Na Cúpula do G7, em junho/2015, os líderes das principais democracias industrializadas do mundo tomaram uma decisão importante com relação a diminuir o consumo energético dos combustíveis fósseis, estabelecendo, assim, um passo importante na luta contra o aquecimento global e para o Acordo de Paris, estabelecido em dezembro/2015: o comprometimento de desenvolver estratégias de baixo teor de carbono, em longo prazo (2050) e abandonar os combustíveis fósseis até o final do século XXI.

– Em setembro/2015, a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável assinou a nova agenda ambiental para os próximos 15 anos (2015-2030), a chamada Agenda Pós-2015. São 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com 169 metas, que traduzem os complexos desafios que existem no mundo de hoje e que exigem abordagem das causas dos problemas e não apenas dos seus sintomas.

– A Tragédia de Mariana/MG, em novembro/2015, talvez seja a maior tragédia ambiental do Brasil, com impactos negativos de alta magnitude e muitos deles irreversíveis. A perda da biodiversidade é imensurável. As perdas de vidas humanas são um crime, sem precedentes na História.

– Em dezembro/2015, duas semanas após atentados terroristas reivindicados pelo Estado Islâmico, é assinado o Acordo de Paris, cujo documento de 32 páginas traz os compromissos que os países assumiram diante dos desafios que se avizinham para esse século no que diz respeito a real necessidade de se diminuir a emissão de gases de efeito estufa para atmosfera. Mencionado Acordo tem por objetivo geral reforçar a resposta global à ameaça das alterações climáticas, no contexto do desenvolvimento sustentável e ampliar os esforços para erradicar a pobreza.

     Termino o ano de 2015 com lágrimas nos olhos. Emocionada pela dor da perda de vidas humanas em tragédias que poderiam ser evitadas, caso fôssemos menos egoístas e colocássemos a variável econômica com a mesma ponderação das variáveis: social e ecológica; e não em única evidência, como historicamente fazemos neste mundo com o modo de produção capitalista.

     Mas sou otimista. Creio que podemos e vamos fazer as mudanças necessárias. As lágrimas nos olhos se transformam em gotas de esperança para regar este novo ano que, em breve, se inicia.

A cada um de vocês, que dedicam parte de seu tempo para ler o Blog Verde, desejo o que há de mais precioso: saúde e paz.

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Papa Francisco na Cúpula para Adoção da Agenda de Desenvolvimento Pós-2015 em setembro/2015

Está confirmada a presença do Papa Francisco à Cúpula para Adoção da Agenda de Desenvolvimento Pós-2015, no dia 25 de setembro, em Nova York, na sede da ONU. Mencionada reunião deverá ocorrer no período de 25 a 27 de setembro em que 160 chefes de Estado e Governo adotarão os novos desafios do século: os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, ao todo são 17 objetivos.

    O documento final da Cúpula intitulado: “Transformando nosso mundo: a agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável” é resultado de um longo processo de construção participativa e foi acordado pelos 193 Estados-membros da ONU.  O evento contará também com a presença da jovem paquistanesa Malala Yousafzai.

    Considerando as reações mundiais positivas sobre a encíclica papal, este evento também parece apresentar um cenário de forte impacto. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou a encíclica papal e destacou que “a mudança climática é um dos principais desafios atuais para a humanidade, e que se trata de um problema moral que exige um diálogo respeitoso com todos os setores da sociedade”.

     Aos interessados em assistir, ao vivo, a Cúpula para Adoção da Agenda de Desenvolvimento Pós-2015 será transmitida pelas Nações Unidas por meio do endereço eletrônico http://webtv.un.org/.

Fonte: ONU

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Aquecimento global: migrações e terrorismo

    Conforme a agência AFP, a divulgação do “Relatório Mudanças Climáticas: uma avaliação de riscos” adverte sobre as consequências do aquecimento global, incluindo a falta de alimentos, a falta de reservas de água e também as migrações populacionais. Adverte, ainda, que as mudanças climáticas podem provocar desorganização em países e favorecer o terrorismo, em particular no Oriente Médio e na África.

     Conforme o Relatório, uma “mudança climática mais significativa poderá provocar riscos maiores para segurança nacional e internacional, uma vez que a escassez de água potável e das terras cultiváveis se converterá em fonte de conflitos”. O Relatório informa que as mudanças climáticas devem exercer uma pressão desestabilizadora sobre vários países ao mesmo tempo, reduzindo a capacidade de intervenção. E isto pode favorecer a emergência de grupos terroristas, que não tem inconvenientes em recrutar membros entre as populações marginalizadas e empobrecidas.

    Mencionado Relatório foi elaborado por mais de 40 especialistas na área e tem por objetivo alertar e esclarecer governos sobre a necessidade e o tempo para que os responsáveis possam tomar decisão.

Fonte: AFP.

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Financiamento para o Desenvolvimento

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

14 de julho de 2015

     Desde ontem, 13 de julho, acontece em Addis Ababa, na Etiópia, a Terceira Conferência de Financiamento para o Desenvolvimento (FFD3 – Financing for Development). O evento, com representantes de alto nível dos países, incluindo Chefes de Estado, segue até dia 16 de julho.

     O resultado desta conferência deve ser um acordo intergovernamental, que irá contribuir, significativamente, para dar suporte à implementação da agenda de desenvolvimento pós-2015.

      Os objetivos da Conferência FFD3, estabelecidos na Resolução 68/204 e 68/279 da Assembleia Geral das Nações Unidas, são:

– avaliar os avanços alcançados desde a Declaração de Doha e o Consenso de Monterrey, no sentido de identificar obstáculos na consecução de seus objetivos e metas;

– abordar questões novas e emergentes, incluindo no contexto dos recentes esforços multilaterais para promover a cooperação internacional para o desenvolvimento; e

– fortalecer o financiamento para o processo de acompanhamento do desenvolvimento.

Fonte: Nações Unidas

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Prêmio Agenda Ambiental na Administração Pública

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

07 de julho de 2015

Estão abertas e seguem até outubro as inscrições ao Prêmio A3P – Agenda Ambiental na Administração Pública, que em 2015 está em sua 6ª edição. O objetivo de mencionado Prêmio é reconhecer o mérito das iniciativas de órgãos e entidades do setor público que contribuem para a sustentabilidade nas atividades públicas.

   São quatro categorias nas quais os candidatos podem se inscrever: Gestão de Resíduos, Uso Sustentável dos Recursos Naturais, Inovação na Gestão Pública e Destaque da Rede A3P.

     Conforme Assessoria de Comunicação do MMA, o programa A3P é uma iniciativa voluntária, que tem como meta estimular a incorporação dos princípios da responsabilidade socioambiental nas atividades da administração pública. As ações vão desde a mudança nos investimentos, compras e contratações, passando pela sensibilização e capacitação dos servidores, gestão adequada dos resíduos e recursos naturais, até a promoção da qualidade de vida no ambiente de trabalho.

    Aos interessados em ler a regulamentação do Prêmio, cliquem aqui . Para fazer inscrições na sexta edição do Prêmio A3P, cliquem aqui. 

Fonte: MMA

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Cúpula do G7 – passo importante na luta contra o aquecimento global

     Hoje, na Reunião do G7, os líderes das principais democracias industrializadas do mundo tomaram uma decisão importante com relação a diminuir o consumo energético dos combustíveis fósseis, estabelecendo, assim, um passo importante na luta contra o aquecimento global.

G7_2015_reuters

      Concernente às mudanças climáticas, os líderes se comprometeram a desenvolver estratégias de baixo teor de carbono, em longo prazo (2050) e abandonar os combustíveis fósseis até o final do século XXI.

     A seguir, transcrição de trecho do documento: “Comprometemo-nos a fazer a nossa parte para alcançar uma economia global de baixo carbono no longo prazo, incluindo o desenvolvimento e a implantação de tecnologias inovadoras que concorram para uma transformação dos setores da energia até 2050”.

    Além disso, os líderes convidaram outros países a seguirem esses passos, no sentido de acelerar o acesso a energias renováveis, bem como a intensificar apoio aos países vulneráveis com relação à gestão das alterações climáticas.

     Esse acordo pode significar um ganho sem precedentes para todo o mundo.

Fonte: Agência Reuters

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IPCC apresenta resultados em Nairobi

    Hoje, dia 23/02, em Nairobi, O Painel Intergovernamental dobre Mudanças Climáticas apresentou os resultados do seu último relatório para os tomadores de decisão, para a sociedade civil, para cientistas e para estudantes de Quênia e de outros países da África Oriental.

     O Quinto relatório de Avaliação (AR5)  foi escrito por mais de 800 cientistas de 80 países e avaliou mais de 30.000 artigos científicos, o que permitiu informar à sociedade e aos tomadores de decisão sobre o que a comunidade científica conhece sobre a base científica das mudanças climáticas, seus impactos e seus riscos futuros, bem como as opções para adaptação e mitigação.

     As principais conclusões do AR5, conforme expresso no relatório síntese, lançado em 2 de novembro de 2014, são:

A influência humana sobre o sistema climático é clara;

– Quanto mais houver perturbações, causadas pelo Homem, no clima, mais existirão riscos graves e impactos irreversíveis; e

– Nós temos os meios para limitar as alterações climáticas e construir uma sociedade mais próspera e um futuro sustentável.

    Com relação especificamente á África Oriental o AR5 destaca riscos da mudança climática, incluindo aqueles relacionados à segurança alimentar e água, mudando os padrões de doenças e eventos climáticos extremos.

     Para a África Oriental, o IPCC AR5 destaca riscos da mudança climática, incluindo aqueles relacionados à segurança alimentar e água, mudando os padrões de doenças e eventos climáticos extremos. Dirigindo- vulnerabilidades atuais podem reduzir os riscos climáticos de hoje e contribuir para o clima-resistente desenvolvimento ao longo das próximas décadas.

     Amanhã, dia 24/02, começa oficialmente a 41ª Sessão do IPCC e segue até o dia 27/02. O presidente do IPCC, Rajendra K. Pachauri, não presidirá mencionada sessão plenária do IPCC em Nairobi por causa de questões que demandam sua atenção na Índia. Um dos vice-presidentes do IPCC deve, então, presidir a reunião.

Fonte: IPCC – Press release.

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Objetivos do desenvolvimento sustentável

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

19 de Fevereiro de 2015

    Conforme a Resolução 66/288, da ONU, os objetivos do desenvolvimento sustentável “devem ser orientados para a ação, devem ser concisos e de fácil comunicação, em número limitado, de natureza global e universalmente aplicável a todos os países, considerando as diferentes realidades nacionais, suas capacidades e níveis de desenvolvimento e respeitando as políticas nacionais e prioridades”.

    sustainable_development_goals_2015_ONU

    A tabela 1, acima, que consta na Resolução A/69/700 da ONU, traz os 17 objetivos do desenvolvimento sustentável, que estão sendo discutidos na reuniões mundiais e que deverão pautar a agenda de desenvolvimento pós-2015.

Fonte: UN,2014.

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Objetivos do desenvolvimento sustentável

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

19 de Fevereiro de 2015

    Conforme a Resolução 66/288, da ONU, os objetivos do desenvolvimento sustentável “devem ser orientados para a ação, devem ser concisos e de fácil comunicação, em número limitado, de natureza global e universalmente aplicável a todos os países, considerando as diferentes realidades nacionais, suas capacidades e níveis de desenvolvimento e respeitando as políticas nacionais e prioridades”.

    sustainable_development_goals_2015_ONU

    A tabela 1, acima, que consta na Resolução A/69/700 da ONU, traz os 17 objetivos do desenvolvimento sustentável, que estão sendo discutidos na reuniões mundiais e que deverão pautar a agenda de desenvolvimento pós-2015.

Fonte: UN,2014.