Blog Verde - 84/86 - Meio ambiente é vida 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Parques da Copa 2014, no Ceará

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente, Preservação

05 de agosto de 2012

Para a Copa 2014 serão trabalhadas algumas Unidades de Conservação, no intuito de revelar aos participantes as características e belezas naturais dos diversos ecossistemas existentes no Ceará, e ainda, favorecer o incremento do turismo na região.

A câmara temática de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Copa 2014 está intensificando esforços para garantir adequada infraestrutura de receptividade nas Unidades de Conservação eleitas como Parques da Copa.

Importante mencionar que apesar do nome “Parques da Copa”, nem todas as Unidades de Conservação são “parques”. Estes são uma categoria de Unidade de Conservação, preconizada pela Lei 9985/2000, dentro do Grupo de Proteção Integral.

As Unidades de Conservação cearenses que devem estar como “Parques da Copa” são:

Foto: Arquivo pessoal

Parque Nacional de Ubajara e Parque Nacional de Jericoacoara, ambos criados em esfera federal;

Parque Ecológico do Cocó, Parque Botânico do Ceará,

Parque Estadual Sítio do Fundão,

Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio,

Monumento Natural Monólitos de Quixadá, Monumento Natural das Falésias de Beberibe e

a Área de Proteção Ambiental (APA) da Serra de Baturité – estas sob a responsabilidade de criação e gestão do estado do Ceará.

Parque Natural Municipal das Dunas de Sabiaguaba – criado em esfera municipal

Neste momento tão interessante, importante ficarmos alertas e auxiliarmos, no que nos for possível e necessário, nas tarefas dos “Parques da Copa”, que devem, dentre outros, atender aos compromissos de estarem cadastrados no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação-CNUC; possuir infraestrutura adequada para visitação e ter Plano de Manejo atualizado.

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Cenário de sustentabilidade dos governos locais, no Ceará.

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Governos Locais, Meio Ambiente

03 de agosto de 2012

No período 2004-2011, houve a certificação ambiental pública de governos locais, no Ceará. A certificação é anual, portanto temos 08 anos com municípios certificados.

O processo de certificação ambiental pública possui 3 diferentes classificações possíveis. A categoria A, associada a cor verde, denota forte compromisso dos governos locais com a sustentabilidade, em seu recorte territorial. É possível dizer que os governos locais atendem satisfatoriamente aos elementos imprescindíveis à adequada gestão ambiental municipal, concernente às temáticas ambientais avaliadas.

Fonte: Dados fornecidos pelo CONPAM (2011)

A categoria B, associada a cor amarela, traz o anúncio aos governos locais que, apesar de terem alguma atenção com os elementos de sustentabilidade em seu território, não é ainda suficiente para que a gestão ambiental seja operacionalizada satisfatoriamente em âmbito local. Pode-se afirmar que municípios classificados na categoria B têm médio compromisso com a sustentabilidade. Estão no caminho… precisam reorientar algumas ações, promover outras com vistas ao desenvolvimento sustentável.

A categoria C, associada a cor vermelha (atenção), anuncia pouco ou fraco compromisso dos governos locais com a sustentabilidade. Os municípios apresentam reduzidos instrumentos de gestão ambiental em seus territórios, devendo a sociedade civil em conjunto com o poder público local, identificar onde estão os “gargalos” e promover, o mais breve possível, ações para reverter processos adversos no território.

A tabela acima mostra quantos municípios cearenses foram contemplados com a outorga da certificação, no período 2004-2011. Até o presente momento, nenhum município recebeu a outorga na categoria A (verde).

Fonte: Relatório do Ceará, 2012.

O mapa ao lado traz o cenário cearense de 2011 com relação ao Programa Selo Município Verde. Os governos locais em vermelho receberam certificado C, os municípios em amarelo receberam o certificado na categoria B. Os municípios em branco, ou não foram avaliados (lembrar que o programa é por adesão espontânea) ou foram desclassificados; o que significa dizer que precisam trabalhar, fortemente, sua gestão ambiental, em nível local.

Fica o convite a todos os cidadãos cearenses para acompanharem a performace de seu município, com relação a esta certificação pública ambiental, que auxilia, sobremaneira, a implementação da adequada gestão ambiental em nível local. Lembrando que o município se faz com agentes públicos e privados, que são os atores sociais responsáveis pela sustentabilidade do território.

Uma análise mais apurada do Programa Selo Município Verde e os cenários cearenses de 2004 a 2011, podem ser acessados no Relatório do Ceará, aqui.

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Certificação ambiental pública de governos locais, no Ceará

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Governos Locais, Meio Ambiente

02 de agosto de 2012

O processo de certificação, em si, permite aos gestores (públicos ou privados) conhecerem o status atual de sua realidade, a identificação dos gargalos (problemas) e das oportunidades de atuação coerente com a qualidade ambiental requerida para aquela situação.

O estado do Ceará, desde 2004, tem implementado uma certificação pública, denominada Programa Selo Município Verde (PSMV), que para além de um programa, é uma política estadual de incentivo ao fortalecimento do sistema de gestão ambiental municipal.

Em virtude deste programa, o estado do Ceará tem hoje 162 Conselhos Municipais de Meio Ambiente (aqui no Ceará damos o nome de Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente – COMDEMA); o que auxilia, sobremaneira, a implementação do SISNAMA, em âmbito municipal.

Foto: Arquivo pessoal

Particularmente, sou a mais antiga pessoa a estar trabalhando neste processo de certificação pública cearense; desde junho de 2003; quando se iniciou a elaboração da sua metodologia (única, singular e própria).

Nestes quase 10 anos, muito aprendi. Foram tantos os desafios! Passamos por eleições municipais e estaduais; passamos por muitas dificuldades operacionais. Quantas vezes ficamos com olhos mareados… Se pensamos em desistir diante dos obstáculos? Não, jamais!

Desistir seria parar de acreditar que podemos, sim, transformar a realidade do nosso querido estado do Ceará; para que os governos locais se apoderem de sua real parcela de responsabilidade nos compromissos com a sustentabilidade ambiental, para estas e para as futuras gerações.

Desistir seria estar omisso ao comprometimento com a qualidade ambiental que tanto desejamos a todos os municípios cearenses. Seria estar omisso a auxiliar no processo de desenvolvimento sustentável, que, acreditem, é possível, sim; notadamente com a efetiva participação da sociedade civil.

Vocês podem estar pensando que sou sonhadora… É verdade, sou sim. Mas sonho de olhos abertos e com as ferramentas de trabalho (as que me estão disponíveis e acessíveis) nas mãos, para legitimar, dentro do possível, aquilo que acredito ser o certo: prudência ecológica, viabilidade econômica e equidade social.

Ao meu lado há um exército de gente muito boa, que trabalha, voluntariamente; porque também, assim como eu, acredita neste processo como algo transformador da realidade dos governos locais cearenses. A vocês, parceiros da sociedade civil e das instituições públicas (federais, estaduais e municipais), meu respeito, admiração e carinho.

Hoje, 02 de agosto, definiram-se as equipes, oriundas da Comissão Técnica, que realizarão o trabalho de avaliação por Gestão e por Mobilização Ambiental e demais etapas de operação. Esta avaliação se dá por meio do tratamento das informações enviadas pelos municípios ao responderem os questionários (pesquisa direta), após suas inscrições, espontâneas, no Programa.

A seguir a agenda operacional do ano-2012 decidida, hoje, na Reunião da Comissão Técnica e do Comitê Gestor:

02/08 a 28/09 – Avaliação dos questionários de Gestão Ambiental e de Mobilização Ambiental, por 09 equipes técnicas, para as 09 Macrorregiões.

– Elaboração do Índice de Desempenho Ambiental por equipe técnica CONPAM/PGE.

02 e 03/10 – Reunião da Comissão Técnica e do Comitê Gestor

15/10 a 14/11 – Avaliação in loco dos municípios, por amostragem.

Para saber mais sobre o Programa Selo Município Verde, clique aqui.

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Conservação da natureza nos governos locais

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

01 de agosto de 2012

Caros leitores, comentei em outros “posts” que as políticas públicas que reorientam ações para conservação da natureza são imprescindíveis para alcançar sustentabilidade nos municípios.

Os governos locais têm em suas mãos um instrumento importante na conservação da natureza que é a criação dos espaços territoriais especialmente protegidos. Aqui me refiro especificamente às Unidades de Conservação, cuja Lei 9985/00 diz textualmente que a competência de sua criação cabe ao Poder Público. Portanto, a União, as Unidades da Federação e os municípios podem (e devem) criá-las.

No Ceará, das 84 Unidades de Conservação28 são instituídas em esfera municipal. Os dados aqui apresentados são de Oliveira (2011) e IFCE (2011 – Grupo de Pesquisas Áreas Protegidas do CNPq/IFCEOs municípios que tiveram a iniciativa de criar foram (em ordem alfabética):

Foto: Arquivo pessoal

Acaraú (02 APAs e 01 Parque); Aracati (01 APA e 01 ARIE);

Camocim (02 APAs); Cascavel (01 APA);

Fortaleza (02 APAs, 02 Parques e 01 ARIE); General Sampaio (01 APA);

Icapuí (02 APAs); Iguatu (01 APA);

Juazeiro do Norte (01 Parque); Maracanaú (01 Parque);

Maranguape (01 APA); Massapê (01 APA);

São Gonçalo do Amarante (01 Jardim Botânico); Sobral (04 APAs e 01 Refúgio de Vida Silvestre); e Tauá (01 Parque).

Vejam que dos 184 municípios do estado do Ceará, 15 municípios tiveram a iniciativa de criarem Unidades de Conservação, sejam estas de caráter mais, ou menos, restritivo no uso dos recursos naturais ali presentes.

Quem melhor para gerenciar a sua casa do que você mesmo? Quem melhor conhece suas necessidades e as de sua casa, se não você? Isso se aplica aos governos locais. Os municípios devem olhar para suas especificidades, suas características, suas vocações, suas fragilidades para implementarem áreas protegidas, de maior ou menor restrição de uso.

Pergunto aos cidadãos de todos os municípios, vocês conhecem as características dos municípios em que escolheram viver? Vocês saberiam me responder quais as vocações dos seus municípios em termos de desenvolvimento socioeconômico? Existem áreas, em seu município, que são frágeis e demandam por proteção?

Vou um pouquinho mais além e justamente para provocá-los para que pensem e reflitam sobre a importância dos governos locais em instituir áreas protegidas em seus territórios. Vocês sabiam que áreas florestadas podem ser usadas no cômputo para a redução de Gases de Efeito Estufa em Planos de Mitigação, sendo as florestas as maiores oportunidades de abatimento? Conforme Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, 70% das emissões estimadas para 2030 e 85% das oportunidades de abatimento são provenientes das florestas e do setor agropecuária.

 

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29 de Julho – Dia do Patrimônio Cultural no Ceará

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

30 de julho de 2012

No estado do Ceará, 29 de julho é o Dia do Patrimônio Cultural do estado do Ceará, segundo a Lei Estadual n. 13.398/2003. A proteção ao patrimônio cultural encontra respaldo, também, na Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, da UNESCO, de 1972, conforme coloquei em “post” anterior.

Irmãos Aniceto
Fonte: http://www.flickr.com/photos/dariocastroalves

Recentemente, em janeiro de 2012, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, por meio da 4ª Superintendência Estadual, no Ceará, iniciou o inventário de diferentes manifestações culturais representativas da região do Cariri, com o apoio da URCA (Universidade Regional do Cariri).  A Festa do Pau da Bandeira de Santo Antônio, em Barbalha, foi inventariada e documentada.

Conforme IPHAN (2012) outro bem imaterial identificado foi a Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, como manifestação religiosa, com forte caráter ritualístico, cujo desempenho relata, grosso modo, a criação do mundo pela tradição dos índios Kariri. Assim, mencionada Banda representa a permanência de um mito em seu “aspecto primordial de explicação das formas da natureza, de onde a urgência de seu registro e salvaguarda”.

As informações aqui presentes estão disponíveis em http://www.portal.iphan.gov.br.

 

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Conservação da Natureza, Políticas públicas e governos locais

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Governos Locais

29 de julho de 2012

E aí? Estamos preparados para os novos desafios?

Hoje estou reflexiva… Pensando no futuro, o não tão distante e aquele que, muito provavelmente, eu não verei. Mas outras pessoas, merecedoras de direitos e do meu respeito aqui estarão.

O que eu vou deixar de bom para essas pessoas? Ou melhor, o que nós, inseridos neste tempo e espaço, deixaremos para nossos semelhantes. 

Sinceramente, desejo que tenhamos conseguido vencer os desafios ambientais postos para nós, desde a Rio 92, no que diz respeito à conservação da natureza, notadamente à universalização do abastecimento de água, de coleta, tratamento e disposição adequados de esgoto e, ainda, de resíduos sólidos.

Que tenhamos educação de qualidade para todos, saúde, transporte, segurança… desejo que sejamos felizes, individualmente e coletivamente. Desejo paz e harmonia.

E enfrentar os desafios começa com conhecer os gargalos ambientais que nos impedem, ou nos afastam de alguma maneira, de alcançarmos êxito em nossos sonhos de termos municípios sustentáveis: não apenas as cidades, mas também a zona rural.

Por isso, importante que os governos locais (municípios) tenham políticas públicas que venham ao encontro das premissas da sustentabilidade. Políticas que reorientem ações de conservação da natureza e de reversão dos passivos ambientais existentes nos municípios.

Fonte: Observatório de Políticas Públicas, da UFC

O debate entre os postulantes ao cargo de chefe de poder executivo municipal deve incorporar as discussões da temática: políticas públicas, incluindo da esfera ambiental. O Observatório de Políticas Públicas-OPP da UFC fará, em agosto e setembro, no município de Fortaleza, no Auditório Castelo Branco da Reitoria, sempre às 18:00h, os “Diálogos com  candidatos à prefeitura”. Confira a programação, abaixo, e participe:

06/08 – Elmano de Freitas e Heitor Férrer

13/08 – Marcos Cals e Moroni Torgan

20/08 – Inácio Arruda  e Renato Roseno

27/08 – André Ramos e Roberto Cláudio

10/09 – Francisco Gonzaga e Valdeci Cunha

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Dia Nacional de Conservação da Natureza – 28 de julho

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

28 de julho de 2012

Hoje é o Dia Nacional de Conservação da Natureza, consagrado por deliberação do Governo Federal, em 1998, devido ao 50o.  aniversário da Liga para a Proteção da Natureza (LPN), em virtude de seus serviços relevantes de preservação do patrimônio natural.

Foto: Arquivo pessoal

A proteção ao patrimônio natural encontra respaldo na Convenção para a Proteção do Patrimônio Mundial, Cultural e Natural, de 1972, em que estabelece em seu art. 1o o que é patrimônio cultural (monumentos arquitetônicos, conjuntos e locais de interesse) e em seu art. 2o o que é patrimônio natural (monumentos naturais, formações geológicas e fisiográficas, habitats de espécies animais e vegetais, bem como, locais de interesse naturais).

Diversos são os diplomas legais, no Brasil, que favorecem a proteção cultural e natural. Aqui destacamos a própria Constituição Federal, de 1988, e a Lei 9985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC). Muito se avançou no Brasil, em termos de criação de áreas protegidas, e mais especificadamente, das Unidades de Conservação preconizadas pelo SNUC.

No Ceará, temos 84 Unidades de Conservação, criadas em âmbitos: federal, estadual ou municipal. Isto faz com que 8,4% do território cearense esteja, legalmente, protegido pelas Unidades de Conservação. O quadro abaixo traz as categorias preconizadas pelo SNUC e as Unidades existentes no Ceará. Foi feita readequação das Unidades cearenses para a categorização do SNUC.

Quadro de Unidades de Conservação no Estado do Ceará

categoria

 

quantidade

Reserva Particular do Patrimônio Natural

 

17

Área de Proteção Ambiental

34

Área de Relevante Interesse Ecológico

 

03

Floresta Nacional

02

Reserva de Desenvolvimento Sustentável

0

Reserva de Fauna

0

Reserva Extrativista

02

Estação Ecológica

03

Reserva Biológica

0

Parque Nacional

16

Monumento Natural

06

Reserva de Vida Silvestre

01

Total

84

Fonte: Oliveira, 2011; IFCE, 2011.

 

Temos, ainda, “dever de casa” para realizar, no estado como um todo para atendermos o que nos comprometemos a realizar em Conferências Mundiais, a exemplo da Rio 92 e Rio+20. Deveríamos ter até 2020, conforme acordado, 10% do território brasileiro protegido.

Também não adianta apenas criar Unidades de Conservação, temos o dever de gerenciá-las eficientemente. Portanto, verificar se as Unidades estão cumprindo seu papel de proteção dos recursos ambientais é importante e deve ser realizado pelo órgão gestor da Unidade, periodicamente.

Estamos caminhando para criarmos mais Unidades de Conservação, notadamente no Bioma Caatinga. Este é um dos compromissos assumidos pelo Ceará, na Declaração da Caatinga, ratificado por todos os Secretários de Meio Ambiente do Nordeste, na Rio+20.

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Compromissos para os governos locais

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Governos Locais, Meio Ambiente

27 de julho de 2012

Considerando a data limite para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – ODM, em 2015, o período 2012-2015 será bastante importante na definição de uma agenda de desenvolvimento, notadamente dos governos locais.

Haverá em setembro de 2013, o primeiro marco importante pós Rio+20, onde se dará a revisão das discussões do ODM. Isso certamente ajudará a garantir o alcance dos objetivos e fortalecimento da governança necessária ao desenvolvimento sustentável; inclusive os quadros institucionais dos governos locais (municípios).

Talvez esta seja uma significativa oportunidade para promover e adaptar o consumo e as necessidades de cada geração, sem comprometer a qualidade ambiental e a possibilidade de as gerações futuras atenderem suas necessidades.

Governos locais, individualmente ou através de redes como a C40, tem estado na vanguarda de implementação de compromissos que minimizem os passivos ambientais existentes e concorram para melhoria de qualidade ambiental nos municípios.

Foto: Arquivo pessoal

Dentre os compromissos firmados para 2030 estão:

– implementar planos municipais de ação para lidar com saúde, transporte público e necessidades ambientais de maneira integrada;

– desenvolver políticas de desenvolvimento urbano com prioridade para pedestres, transporte de massa e ciclismo, respeitando o conceito de sociedade para todas as idades; e

– que os novos edifícios cumpram requisitos e normas de construção verde.

A pergunta que me faço e deixo como reflexão para nós, cidadãos: os nossos governos locais têm propostas municipais  que atendam no mínimo um destes compromissos para os próximos anos? Os postulantes a cargo de Chefe do Poder Executivo Municipal, em suas propostas, têm contemplado estes compromissos?

 

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Dia internacional dos manguezais – Há o que se comemorar?

Por Nájila Cabral em Código Florestal, Legislação Ambiental, Preservação

26 de julho de 2012

Hoje, 26 de julho, é o Dia Internacional dos Manguezais. Segundo Natasha Pitts, da Adital, a data faz referência ao dia da morte de Hayhow Daniel Nanoto, ativista do Greenpeace, que sofreu ataque cardíaco enquanto participava de protestos, no Equador, organizados pelo Greenpeace Internacional e tinham como finalidade desmontar um tanque de criação ilegal de camarões para permitir que a área de mangue se recuperasse.

Foto: http://www.flickr.com/photos

Os manguezais, no Brasil considerados Áreas de Preservação Permanente (APPs), são ecossistemas litorâneos que ocorrem em terrenos baixos, sujeitos à ação das marés, sendo legalmente protegidos pelo “Novíssimo” Código Florestal (lei 12.651/2012).

Em 2006, fizemos análises da água em dois pontos distintos da Bacia Hidrográfica do Rio Cocó, em Fortaleza/CE. Em ambas foi determinada a presença das substâncias Aldrin, Dieldrin, Endossulfan, Mirex, e DDT entre outros. As concentrações estavam acima do permitido por lei, o que poderia representar riscos ecológicos e à saúde humana. As informações estão na dissertação de mestrado de Rios (2009).

Será que sabemos como está a qualidade da água dos ecossistemas de manguezais que cortam o município que moramos? A legislação que preserva os manguezais tem cumprido objetivamente seu papel na manutenção deste ecossistema? Há realmente o que se comemorar no dia internacional dos manguezais?

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Fortaleza sediará Conferência Científica da Convenção das Nações Unidas de Combate a Desertificação

Por Nájila Cabral em Desertificação, Meio Ambiente, Semiárido

25 de julho de 2012

Em fevereiro de 2013, Fortaleza sediará a 2ª Conferência Científica da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD). Conforme informação do Comitê Organizador o foco temático é  a “avaliação econômica da desertificação, da gestão sustentável da terra e da resiliência de zonas áridas, semiáridas e sub-úmidas secas”.

A conferência deve ser estruturada em torno dos dois temas-chave:

Impactos econômicos e sociais da desertificação, da degradação do solo e da seca;

– Custos e benefícios das políticas e práticas abordando a desertificação, a degradação da terra e a seca.

Fonte: http://2sc.unccd.int/home

Os resultados devem trazer recomendações aos tomadores de decisão sobre os temas-chave citados que são importantes para o planejamento de políticas de convivência com o semiárido e de reversão de passivos ambientais.

Não é a primeira vez que o Fortaleza é palco de importantes Conferências Internacionais. Podemos citar a realização, em fevereiro/1992, da ICID (Conferência Internacional sobre Impactos de Variações Climáticas e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semiáridas), cujas recomendações dos Grupos de Trabalho serviram de base para a Rio-92.

Outro importante evento internacional, em agosto/2010, foi a ICID + 18 (Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas), com a participação de 6072 pessoas de 76 países dos cinco continentes.

Na Rio+20, o secretário executivo da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), Sr. Luc Gnacadja comentou que em 2030, a demanda por alimentos vai aumentar em 50%, a demanda de água em 40% e a de energia em 35%, portanto “precisamos de terra para atender a essas necessidades, mas se continuarmos com os negócios como de costume, não vamos encontrar nenhum deles, assim cada um de nós deve fazer um compromisso voluntário para tornar neutra a degradação da terra”.

A chamada de trabalhos está aberta aqui.

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Fortaleza sediará Conferência Científica da Convenção das Nações Unidas de Combate a Desertificação

Por Nájila Cabral em Desertificação, Meio Ambiente, Semiárido

25 de julho de 2012

Em fevereiro de 2013, Fortaleza sediará a 2ª Conferência Científica da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD). Conforme informação do Comitê Organizador o foco temático é  a “avaliação econômica da desertificação, da gestão sustentável da terra e da resiliência de zonas áridas, semiáridas e sub-úmidas secas”.

A conferência deve ser estruturada em torno dos dois temas-chave:

Impactos econômicos e sociais da desertificação, da degradação do solo e da seca;

– Custos e benefícios das políticas e práticas abordando a desertificação, a degradação da terra e a seca.

Fonte: http://2sc.unccd.int/home

Os resultados devem trazer recomendações aos tomadores de decisão sobre os temas-chave citados que são importantes para o planejamento de políticas de convivência com o semiárido e de reversão de passivos ambientais.

Não é a primeira vez que o Fortaleza é palco de importantes Conferências Internacionais. Podemos citar a realização, em fevereiro/1992, da ICID (Conferência Internacional sobre Impactos de Variações Climáticas e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semiáridas), cujas recomendações dos Grupos de Trabalho serviram de base para a Rio-92.

Outro importante evento internacional, em agosto/2010, foi a ICID + 18 (Segunda Conferência Internacional: Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento em Regiões Semiáridas), com a participação de 6072 pessoas de 76 países dos cinco continentes.

Na Rio+20, o secretário executivo da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), Sr. Luc Gnacadja comentou que em 2030, a demanda por alimentos vai aumentar em 50%, a demanda de água em 40% e a de energia em 35%, portanto “precisamos de terra para atender a essas necessidades, mas se continuarmos com os negócios como de costume, não vamos encontrar nenhum deles, assim cada um de nós deve fazer um compromisso voluntário para tornar neutra a degradação da terra”.

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