Blog Verde - 2/91 - Meio ambiente é vida 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Seleção para pós-doutoramento na área ambiental

     O Programa de Pós-graduação em Tecnologia e Gestão Ambiental (PGTGA) abre chamada pública para seleção de doutor que atuará como bolsista de pós-doutoramento na área de Instrumentos de Gestão Ambiental. Podem se inscrever candidatos com doutorado em Engenharia Civil com concentração na área ambiental ou em áreas correlacionadas às Engenharias I com ênfase na área ambiental.

     As inscrições podem ser realizadas no período de 11 a 19 de outubro de 2018 na Secretaria do PGTGA, localizada na sala da Diretoria de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação do campus de Fortaleza (Av. Treze de Maio, 2031), ou pelos Correios. Nesse último caso, o candidato deverá enviar também e-mail para pgtga@ifce.edu.br, com o nome completo e o código de registro de postagem.

     A duração da bolsa é de 12 meses, com possibilidade de extensão. O início das atividades está previsto para 19 de novembro, e o candidato selecionado atuará com dedicação exclusiva no PGTGA, em atividades de produção científica e docência.

     Mais informações, acesse aqui ou ligue para o  PGTGA (85) 3307-3717

Fonte: IFCE, 2018.

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Municípios cearenses certificados no Programa Selo Município Verde – Edição 2018

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Governos Locais, Meio Ambiente

17 de outubro de 2018

     Após o processo de avaliação dos municípios cearenses que, voluntariamente, se inscreveram no Programa Selo Município Verde (PSMV), ontem, a Secretaria de Meio Ambiente divulgou os resultados, após a reunião do Comitê Gestor, que deliberou  sobre a certificação de 24 municípios que, nesta edição 2018, receberão a outorga nas categorias B e C.

     Dezessete municípios receberão certificados na categoria C, a saber: Acaraú, Acopiara, Bela Cruz, Crato, Cascavel, Caucaia, Eusébio, Icapuí, Jijoca de Jericoacoara, Juazeiro do Norte, Maracanaú, Morada Nova, Nova Olinda, Nova Russas, Pacatuba, Piquet Carneiro e Várzea Alegre.

       Os municípios de Barreira, Brejo Santo, Crateús, Fortaleza, Iguatu, Fortaleza e Novo Oriente receberão a outorga na categoria B. Portanto, 7 municípios. 

    A cada dois anos, o PSMV avalia os municípios conforme seu compromisso com a sustentabilidade, considerando a gestão ambiental realizada no recorte administrativo municipal. As diferentes variáveis analisadas obedecem a critérios baseados no arcabouço jurídico brasileiro, cujas obrigatoriedades recaem sobre os municípios. Em outras palavras, os critérios se baseiam no “dever de casa” que os municípios têm a responsabilidade de realizar, por meio de determinação prevista em dispositivos legais, seja em políticas nacionais, seja em políticas estaduais. O resultado da avaliação do PSMV se traduz, então, no Índice de Sustentabilidade Ambiental (ISA) do município.

    A categoria C significa dizer que o município implementa ações de sustentabilidade ambiental; no entanto, ainda são incipientes, o que indica que o município está no caminho certo, mas é necessário que munícipes e gestores se esforcem mais, no sentido de atender aos critérios estabelecidos nas diversas políticas afeitas à área ambiental. A categoria B retrata um cenário de sustentabilidade ambiental mediana, considerando que as ações ambientais exercidas no âmbito do território apresentam coerência com o que determina os preceitos legais de gestão ambiental urbana. 

     Parabéns aos 24 municípios cearenses certificados esse ano. A festa de entrega do certificado Selo Município Verde acontecerá em 21 de novembro de 2018, no Iate Plaza. 

    Fonte: Comitê Gestor do Programa Selo Município Verde, 2018.

 

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Missão Brasil-Portugal: iniciativas educacionais, de pesquisa e de cooperação técnica

Por Nájila Cabral em Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Urbanismo

16 de outubro de 2018

    Durante o período de 12 a 21 de outubro de 2018, um grupo de professores, empresários da construção civil e do Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará estará na V Missão Brasil-Portugal, coordenada pelo Prof. Adeildo Cabral, do Instituto Federal do Ceará (IFCE), Campus Fortaleza.

    Seguindo uma agenda de reuniões, visitas técnicas e rodadas de negócios, nesse período, o grupo estará entre a cidade de Aveiro e a cidade do Porto, com o apoio institucional, respectivamente, da Universidade de Aveiro e da Universidade do Porto, que mantém cooperação técnica com o IFCE.

   Neste ano, participam da V Missão Brasil-Portugal professores do IFCE, da Universidade de Fortaleza (UNIFOR), Universidade Federal do Ceará (UFC), membros da corporação do Corpo de Bombeiros do Estado do Ceará e empresários do setor da construção civil, inclusive o presidente do Sindicato das Construtoras (Sinduscon), André Montenegro.

   Como resultados das missões anteriores estão: parcerias entre laboratórios de pesquisa, com projetos com aporte financeiro da comunidade europeia e de agências governamentais brasileiras; intercâmbios de discentes em nível de graduação e de pós-graduação (mestrado e doutorado) e estágios de pós-doutoramento. 

    Em 2018, sob os auspícios do Convênio de Cooperação Técnica com as universidades portuguesas, 4 alunos do Bacharelado em Engenharia Civil estão em graduação sanduíche e 3 professores do IFCE estão a realizar missão de estudos, em nível de doutorado .

   A V Missão Brasil-Portugal intenciona estreitar relacionamentos e parcerias entre a inciativa privada do setor da construção civil do Ceará e laboratórios institucionais que detenham inovação tecnológica, para aprimoramento e desenvolvimento de novos materiais e de novas tecnologias construtivas, de alto desempenho e baixo custo operacional, sem perder o foco da sustentabilidade ambiental.

 

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Ao mestre, com carinho

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente

15 de outubro de 2018

    Ensinar é, talvez, uma das mais nobres atitudes do ser humano. Transmitir o conhecimento, permitir o repasse de informações para que todos possam ter acesso, é algo indispensável para a evolução e para o desenvolvimento.

   O professor é um agente de transformação. Seu trabalho permite, de alguma maneira, transformar vidas e realidades, minimizando, muitas vezes, as desigualdades e os obstáculos que nossa vida nos impõe.

   A todos os profissionais do ensino, a todas as pessoas que fazem desse trabalho sua razão de vida e sua missão, o Blog Verde de hoje é dedicado a você. Tomando emprestadas as palavras do Papa Francisco, de sua Encíclica Laudato Si: “e não se pense que seus esforços são incapazes de mudar o mundo. Suas ações espalham, na sociedade, um bem que frutifica sempre para além do que é possível constatar; provocam, no seio desta terra, um bem que sempre tende a difundir-se, por vezes invisivelmente”.

   Aos mestres, professores e professoras, meu carinho e admiração, sempre!

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Dia das Crianças – vida e meio ambiente

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Educação Ambiental, Meio Ambiente

13 de outubro de 2018

    Ser criança é enxergar o mundo com olhos de esperança, de amor ao próximo. É ver beleza no verde das matas e se encantar com os cantos dos pássaros, mesmo em dias de chuvas, quando os ventos fortes insistem em mexer nas estruturas, que julgamos firmes.

    Penso que o dia das crianças existe não apenas para homenagear meninos e meninas em tenra idade. Mas é um dia que cada ser humano, independente de sua idade cronológica, se sente honrado por seu lado infantil, doce, inocente… Esse lado que persiste dentro de nós e que renova, justamente no dia das crianças, o diálogo com as outras pessoas, na esperança de construirmos, juntos, um futuro melhor.

     Saber que podemos, de alguma maneira, auxiliar no processo de mudança necessário à inclusão de crianças e de jovens nos encoraja a seguir em frente. Há 14 anos, o Projeto Casa Maranguape (Projeto Casamar), um programa de extensão, coordenado pelo Prof. Adeildo Cabral, do Laboratório de Energias Renováveis e Conforto Ambiental (LERCA), do Departamento da Construção Civil, do Instituto Federal do Ceará, Campus Fortaleza, vem desenvolvendo diferentes atividades junto à Comunidade Villares da Serra, em Maranguape/CE.

    Dentre os diversos projetos de extensão deste ano, um destes teve sua culminância no Dia das Crianças, no qual foram atendidas 420 crianças (213 meninos e 207 meninas), numa bonita festa na Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Rio Pirapora, em Maranguape/CE.

    Como extensionistas, participaram da atividade alunos dos cursos de graduação em Saneamento Ambiental e Engenharia Civil, do IFCE, bem como alunos do Mestrado em Tecnologia e Gestão Ambiental do IFCE.

   É preciso observar o respeito à dignidade da vida humana, o respeito aos direitos das crianças, o respeito à casa que nos é comum. O urgente desafio de proteger a nossa casa comum, conforme preconiza o Papa Francisco em sua Encíclica Laudato Si, de 2015, inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável.

    E não existe desenvolvimento sustentável sem a participação efetiva das crianças e jovens no processo de mudança. Não existe desenvolvimento sustentável sem a doce inocência do olhar das crianças e do seu jeito espontâneo em sorrir, para unir forças e alcançar objetivos.

    Para finalizar, em forma de gratidão e reconhecimento aos 14 anos de extensão do Projeto Casamar, com o envolvimento de centenas de alunos de graduação e de pós-graduação, transcrevo frase de uma prece: “Recompensai cada pessoa que promove a solidariedade e o amor”.

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III Encontro da Pós-Graduação em Tecnologia e Gestão Ambiental – IFCE

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Meio Ambiente, Preservação, Saneamento Ambiental

11 de outubro de 2018

     O III Encontro da Pós-Graduação em Tecnologia e Gestão Ambiental, organizado pelos discentes do Mestrado em Tecnologia e Gestão Ambiental, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, ocorrerá de 21 a 23 de novembro de 2018, no campus Fortaleza do IFCE, Ceará, Brasil.

     As regras para submissões, apresentações e avaliações estão dispostas no edital (acesse aqui). O modelo de resumo também está disponível aqui. 

    Os resumos podem ser submetidos até 1º de novembro de 2018 através do formulário eletrônico (clique aqui). 

Fonte: Laboratório de Energias Renováveis e Conforto Ambiental (LERCA)/IFCE, 2018

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Suetônio Mota: o poeta do saber ambiental

O homenageado, Prof. Suetônio Mota, e a autora

      Ontem, 3 de outubro de 2018, no Ideal Clube, houve o lançamento do livro da Professora Nájila Cabral intitulado “Professor Suetônio  Mota: pioneirismo e legado ambiental para o Brasil”. Com base no panorama internacional e nacional sobre a política ambiental, este livro aborda a contribuição ímpar do Professor Suetônio Mota no debate das questões ambientais e traz as experiências desse profissional, contando sua vida, suas experiências e sua atuação na defesa do meio ambiente.
O reitor da UFC, Prof. Henry Campos, que escreveu o prefácio do livro, afirma ser este livro um romance urbano ou de costumes que retrata, em estilo leve e agradável, o percurso do mestre, exemplo de dedicação ao ensino e à pesquisa, um dos mais brilhantes professores da UFC.

Prof. Suetônio, D. Moema Bezerra e filhos, Gonzalo e Natália

       Na apresentação do livro no Ideal Clube, o prof. Humberto Carvalho, presidente da ABES-CE, lembrou que o professor Suetônio é filiado, desde 1976, da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, Seção Ceará,  tendo sido presidente entre 1977 a 1979. Seus livros de engenharia sanitária e ambiental, editados pela ABES, são os mais vendidos no Brasil.

D. Moema, Prof. Suetônio, Silvana e Coronel Adauto Bezerra

  
     O Professor Suetônio é responsável pela formação de centenas de profissionais, em nível de graduação e de pós-graduação. Enquanto escritor de dezenas de livros técnicos, é responsável pelas mais confiáveis fontes de informação, que auxiliam ensino e aprendizagem. Enquanto pesquisador, é o responsável pela coordenação de diversos programas e projetos na questão de saneamento, e ainda, (talvez muitos não o saibam) o Professor Suetônio Mota é o responsável por, pioneiramente no Brasil, discutir a questão de reúso de águas.
     Com toda sua família presente e amigos, essa foi, sem dúvida, uma bonita homenagem ao poeta do saber ambiental, Professor Suetônio Mota, que fez do magistério sua razão de vida, que fez surgir do seu pioneirismo novas oportunidades para uma realidade melhor de mundo, que transformou seu legado ambiental em dádiva para esta e para as futuras gerações.

Prof. Suetônio, com seu neto João, D. Moema, Natália e Maria

Fotos: Inspiratto Comunicação (Rafael Parente)
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História do ambientalista Suetônio Mota contada em livro, por Nájila Cabral

A obra é para além de uma biografia: registra fatos e acontecimentos da trajetória do professor Suetônio Mota. O lançamento acontece dia 3 de outubro, às 18h, no Ideal Clube

“Professor Suetônio Mota: pioneirismo e legado ambiental para o Brasil” é o título do novo livro de Nájila Rejanne Alencar Julião Cabral, que será lançado no próximo dia 3 de outubro, às 18h, no Ideal Clube. Com prefácio do reitor Henry Campos, da UFC, a obra é um relato da trajetória e vanguarda do mestre Suetônio, desde a década de 1970, quando as discussões em torno da temática ambiental estavam começando.

Segundo a autora, para além de uma biografia, o trabalho “é um registro de fatos e acontecimentos de um profissional único e que soube ousar em uma época quando poucos conheciam a variável ambiental e a importância da mesma para as tomadas de decisões, especialmente nas questões de reúso de água, de planejamento ambiental, de gestão de resíduos sólidos e de avaliação de impactos ambientais”.

De acordo com Nájila, o professor Suetônio “idealizou e implementou” diferentes ações que alteraram a rota do desenvolvimento no município de Fortaleza, no Estado do Ceará e no Brasil. “Ele é um poeta do saber ambiental, fez do magistério sua razão de vida e do seu pioneirismo, fez surgir novas oportunidades para uma realidade melhor de mundo de modo que transformou seu legado ambiental em dádiva para esta e para as futuras gerações”, completa.

A autora também já escreveu a biografia de outro destacado ambientalista do cearense, Antônio Renato Aragão. “Registrar a história de vida e a interface da trajetória de ambientalistas como Suetônio Mota e Renato Aragão, é uma honra. Os brasileiros precisam conhecer bons exemplos de profissionais, compromissados com o bem comum”, encerra a arquiteta urbanista, doutora em Ciências da Engenharia Ambiental e com pós-doutorado em Engenharia Civil, professora titular do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE), Campus Fortaleza.

Sobre Suetônio Mota

Engenheiro Civil pela UFC, doutor em Saúde Pública pela USP, o professor Suetônio Mota é tem experiência na área de Engenharia Ambiental, atuando, principalmente, nos seguintes segmentos: resíduos sólidos; controle da poluição; reúso de águas; gestão ambiental; planejamento urbano e ambiental, avaliação de impactos ambientais. Membro da Academia Cearense de Ciências, da Academia Cearense de Engenharia e autor de diversos livros.

SERVIÇO

Lançamento: Livro “Professor Suetônio Mota: pioneirismo e legado ambiental para o Brasil”

Data: 3 de outubro de 2018 (Quarta – feira).

Hora: 18h

Local: Ideal Clube 

Por Tarcilia Rego
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Resgate de animais silvestres no Ceará

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Legislação Ambiental, Meio Ambiente

27 de setembro de 2018

   No Brasil, os animais silvestres são protegidos por lei federal (Lei 5.197, de 3 de janeiro de 1967). Conforme preconiza o texto, os animais de quaisquer espécies, em qualquer fase do seu desenvolvimento e que vivem naturalmente fora do cativeiro, constituindo a fauna silvestre, bem como seus ninhos, abrigos e criadouros naturais são propriedades do Estado, sendo proibida a sua utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha. Mais adiante, a lei determina que a utilização, perseguição, destruição, caça ou apanha de espécimes da fauna silvestre são proibidas.

  No Ceará, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, considerando seu papel de executor de política ambiental em âmbito federal e consoante suas prerrogativas legais, realizou, na semana passada, a Operação Serra das Almas, em conjunto com o Batalhão de Policiamento Ambiental, em dez diferentes municípios cearenses, englobando a região de Inhamuns e região da Ibiapaba.

    Na operação foram resgatados 405 animais silvestres, alguns deles em perigo de extinção, a exemplo do bicudo, pintassilgo, jandaia-de-testa-azul e papagaio-do-mangue. Também foram presas nove pessoas, considerando ser a caça um crime tipificado por lei.

    Conforme o Superintendente do Ibama no Ceará, Dr. Herbert Pessoa Lobo, as seguintes aves  foram apreendidas nessa operação, 18 periquitos do Sertão, 36 galos de campina, 23 bigodeiros e 20 golinhas, que foram encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas). É preciso que as pessoas se conscientizem que a fauna silvestre deve ser protegida, que a fauna e a flora prestam importantes serviços ecossistêmicos a todos. É necessário proteger a biodiversidade  para garantir que os ecossistemas permaneçam saudáveis e resilientes.

    Jonh Knox, especialista independente da Organização das Nações Unidas, alerta que: “as ameaças crescentes e a violência contra os que protegem a biodiversidade de caçadores, traficantes e negócios ilegais são, particularmente, perturbadoras ” e acrescentou que os que arriscam suas vidas pela biodiversidade “não são apenas ambientalistas, são também defensores dos direitos humanos”.

Fonte: Ibama-CE, 2018; ONU, 2018.

 

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Construção sustentável e abordagem da Nova Agenda Urbana

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Urbanismo

16 de setembro de 2018

     A Nova Agenda Urbana, resultado da Conferência das Nações Unidas para Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável, denominada HABITAT III, que ocorreu de 17 a 20 de outubro de 2016, reforça a necessidade de melhoria no acesso a serviços, infraestrutura e habitação sustentáveis, economicamente acessíveis, adequados, resilientes e seguros.

    Na direção dessa orientação de habitação, ou construção, sustentável estão alguns projetos que reutilizam, por exemplo, contêineres em seu partido e soluções arquitetônicos.

    O Diretor da GSol, o arquiteto Gildomar Lima, nos conta que esse tipo de construção pode sair cerca de 90% com menos geração de resíduos na obra  se comparada a construção tradicional em alvenaria. Afirma ainda que em relação ao uso de água, esta pode ter uma redução de 90% em comparação à construção em alvenaria.

    Essas inovações vão ao encontro do que se preconiza a Nova Agenda Urbana que tem compromissos importantes a serem cumpridos, à exemplo  da promoção ao acesso equitativo e viável a infraestrutura física e social básica e sustentável para todos.

    As fotos são de um projeto do arquiteto Gildomar Lima, que reutilizou contêineres para sua execução. Estes passam por um tratamento de isolamento térmico e de preparação para receber as instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias, de maneira a permitir o uso comercial ou residencial da edificação. O isolamento térmico entre a chapa de aço externa e a parede interna em gesso acartonado (dry wall) permite que a edificação fique confortável.

    Conforme as informações do arquiteto, a construção sai cerca de 30% mais barata e 50% mais rápida, se comparada à construção convencional em alvenaria. O arquiteto também afirma que estruturalmente a construção é segura, considerando ser uma estrutura rígida que não deforma com o peso. 

    Um fator importante é que a reutilização dos contêineres obedecem rigorosamente todas as normas de controle, não sendo possível reutilizar aqueles que transportaram cargas com material bacteriológico, químico ou radioativo. Gildomar Lima acrescenta que deve-se “sempre comprar unidades originais diretamente dos representantes oficiais das companhias de navegação e com pintura original e pedir um laudo técnico particular para análise de possíveis contaminações (bacteriológica, química e radioativa) na unida comprada”.

    É importante lembar que o direito à moradia adequada é um componente do direito à dignidade da vida humana, estabelecido como um dos princípios basilares das conferências mundiais sobre meio ambiente e das conferências das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos, inclusive preconizada na Nova Agenda Urbana.

Fotos: Gentilmente cedidas por GSol, 2018.

 

 

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Construção sustentável e abordagem da Nova Agenda Urbana

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Urbanismo

16 de setembro de 2018

     A Nova Agenda Urbana, resultado da Conferência das Nações Unidas para Habitação e Desenvolvimento Urbano Sustentável, denominada HABITAT III, que ocorreu de 17 a 20 de outubro de 2016, reforça a necessidade de melhoria no acesso a serviços, infraestrutura e habitação sustentáveis, economicamente acessíveis, adequados, resilientes e seguros.

    Na direção dessa orientação de habitação, ou construção, sustentável estão alguns projetos que reutilizam, por exemplo, contêineres em seu partido e soluções arquitetônicos.

    O Diretor da GSol, o arquiteto Gildomar Lima, nos conta que esse tipo de construção pode sair cerca de 90% com menos geração de resíduos na obra  se comparada a construção tradicional em alvenaria. Afirma ainda que em relação ao uso de água, esta pode ter uma redução de 90% em comparação à construção em alvenaria.

    Essas inovações vão ao encontro do que se preconiza a Nova Agenda Urbana que tem compromissos importantes a serem cumpridos, à exemplo  da promoção ao acesso equitativo e viável a infraestrutura física e social básica e sustentável para todos.

    As fotos são de um projeto do arquiteto Gildomar Lima, que reutilizou contêineres para sua execução. Estes passam por um tratamento de isolamento térmico e de preparação para receber as instalações elétricas, hidráulicas e sanitárias, de maneira a permitir o uso comercial ou residencial da edificação. O isolamento térmico entre a chapa de aço externa e a parede interna em gesso acartonado (dry wall) permite que a edificação fique confortável.

    Conforme as informações do arquiteto, a construção sai cerca de 30% mais barata e 50% mais rápida, se comparada à construção convencional em alvenaria. O arquiteto também afirma que estruturalmente a construção é segura, considerando ser uma estrutura rígida que não deforma com o peso. 

    Um fator importante é que a reutilização dos contêineres obedecem rigorosamente todas as normas de controle, não sendo possível reutilizar aqueles que transportaram cargas com material bacteriológico, químico ou radioativo. Gildomar Lima acrescenta que deve-se “sempre comprar unidades originais diretamente dos representantes oficiais das companhias de navegação e com pintura original e pedir um laudo técnico particular para análise de possíveis contaminações (bacteriológica, química e radioativa) na unida comprada”.

    É importante lembar que o direito à moradia adequada é um componente do direito à dignidade da vida humana, estabelecido como um dos princípios basilares das conferências mundiais sobre meio ambiente e das conferências das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos, inclusive preconizada na Nova Agenda Urbana.

Fotos: Gentilmente cedidas por GSol, 2018.