Blog Verde - 10/84 - Meio ambiente é vida 
Publicidade

Blog Verde

por Nájila Cabral

Curso de capacitação em Cadastro Ambiental Rural – 10 mil vagas

    Segue até 19 de janeiro, o prazo de inscrição para o Curso de capacitação para o Cadastro Ambiental Rural – CAR, a ser realizado pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Serviço Florestal Brasileiro, em parceria com a Universidade Federal de Lavras.

     O objetivo do curso é capacitar facilitadores para a inscrição de imóveis rurais no CAR, prioritariamente dos agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais, de maneira a atender a Lei nº 12.651/2012, que instituiu o Novo Código Florestal Brasileiro.

     Importante mencionar que a inscrição no CAR é obrigatória para todas as propriedades e posses rurais do país. O prazo de inscrição se encerra em 05 de maio de 2016.

    Aos interessados em fazer inscrição para o curso de capacitação, cliquem aqui. 

Publicidade

Blog Verde – Ano V

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

12 de Janeiro de 2016

    O Blog Verde, em seu quinto ano, continua a trazer informações ambientais que possam interessar a todos os cidadãos. A ideia é compreendermos as diferentes variáveis que influenciam as políticas ambientais e qual o reflexo destas em nosso viver.

    Mais ainda, o importante é que, empoderados destas informações, possamos escolher conscientemente pelas melhores opções para o alcance de um mundo mais justo e equilibrado para todos.

     O ano de 2016 já começou. Muitos serão os desafios. Este é o Ano Internacional dos Grãos, temática escolhida pelas Nações Unidas.

    Conforme a Organização das Nações Unidas, os grãos são um grupo de 12 culturas, que inclui feijões secos, ervilhas secas, grão de bico e lentilhas. São ricos em proteínas, fibras e várias vitaminas, fornecem aminoácidos e possuem fartas colheitas. São mais populares nos países em desenvolvimento, mas são cada vez mais reconhecidos em dietas saudáveis em todo o mundo.

    Esta semana, falaremos da Agenda 2030, uma ação global para as pessoas e para o Planeta. Mencionada Agenda tem um tema importante que é a agricultura sustentável.

     Então, que 2016 seja um ano de paz, de ganhos, de escolhas acertadas e adequadas na direção da sustentabilidade.

Publicidade

Retrospectiva Ambiental 2015 – Blog Verde

    Mais um ano se passou. 2015 vai se despedindo deixando sua marca na História. Alguns fatos ambientais importantes aconteceram neste ano e que tem repercussão para a próxima década.

    Os efeitos cumulativos dos acontecimentos de 2015 devem ser sentidos, em maior ou menor magnitude, a depender das decisões que tomaremos, também, nos próximos anos.

    Dentre os fatos ambientais de 2015, vamos destacar:

– O Fórum Econômico Mundial, em janeiro/2015, em que as discussões trouxeram a necessidade de em 2030 o mundo fazer um investimento maciço em infraestrutura, cidades e agricultura, sendo o crescimento de baixo carbono, para estarmos no caminho para sociedades resistentes ao clima.

– O sucesso do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, em vigor desde 01o/01/1989, no controle da destruição do ozônio, foi o responsável pela diminuição da ameaça do aumento do risco de câncer de pele no mundo (janeiro/2015).

– A radiação procedente da usina nuclear de Fukushima foi detectada no continente norte americano, na Costa do Pacífico, sendo esta a primeira vez que se registrou radioatividade em mencionado continente (abril/2015).

– Em maio/2015, o Brasil instituiu o novo marco legal de Biodiversidade. O dispositivo legal define o acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado.

– Na Cúpula do G7, em junho/2015, os líderes das principais democracias industrializadas do mundo tomaram uma decisão importante com relação a diminuir o consumo energético dos combustíveis fósseis, estabelecendo, assim, um passo importante na luta contra o aquecimento global e para o Acordo de Paris, estabelecido em dezembro/2015: o comprometimento de desenvolver estratégias de baixo teor de carbono, em longo prazo (2050) e abandonar os combustíveis fósseis até o final do século XXI.

– Em setembro/2015, a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável assinou a nova agenda ambiental para os próximos 15 anos (2015-2030), a chamada Agenda Pós-2015. São 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com 169 metas, que traduzem os complexos desafios que existem no mundo de hoje e que exigem abordagem das causas dos problemas e não apenas dos seus sintomas.

– A Tragédia de Mariana/MG, em novembro/2015, talvez seja a maior tragédia ambiental do Brasil, com impactos negativos de alta magnitude e muitos deles irreversíveis. A perda da biodiversidade é imensurável. As perdas de vidas humanas são um crime, sem precedentes na História.

– Em dezembro/2015, duas semanas após atentados terroristas reivindicados pelo Estado Islâmico, é assinado o Acordo de Paris, cujo documento de 32 páginas traz os compromissos que os países assumiram diante dos desafios que se avizinham para esse século no que diz respeito a real necessidade de se diminuir a emissão de gases de efeito estufa para atmosfera. Mencionado Acordo tem por objetivo geral reforçar a resposta global à ameaça das alterações climáticas, no contexto do desenvolvimento sustentável e ampliar os esforços para erradicar a pobreza.

     Termino o ano de 2015 com lágrimas nos olhos. Emocionada pela dor da perda de vidas humanas em tragédias que poderiam ser evitadas, caso fôssemos menos egoístas e colocássemos a variável econômica com a mesma ponderação das variáveis: social e ecológica; e não em única evidência, como historicamente fazemos neste mundo com o modo de produção capitalista.

     Mas sou otimista. Creio que podemos e vamos fazer as mudanças necessárias. As lágrimas nos olhos se transformam em gotas de esperança para regar este novo ano que, em breve, se inicia.

A cada um de vocês, que dedicam parte de seu tempo para ler o Blog Verde, desejo o que há de mais precioso: saúde e paz.

Publicidade

Desafios à conservação da biodiversidade após o Acordo de Paris

    Considerando os compromissos firmados pelo Brasil e após sua assinatura no Acordo de Paris, o Ministério do Meio Ambiente, hoje (dia 21/12/2015) realizou o evento CDB/COP 13 (13ª Sessão da Conferência das Partes – COP da Convenção sobre Diversidade Biológica – CDB) no qual discutiu os desafios para a conservação da biodiversidade para os próximos anos, considerando os compromissos firmados no Acordo de Paris.

       O brasileiro, Braúlio Dias, Secretário Executivo da CDB, falou sobre os preparativos para a COP 13 que deve acontecer no próximo ano (2016) no México.

      Houve também a discussão da estratégia nacional para redução das emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal, entre as estratégias de ação nacional para a biodiversidade. Na oportunidade, o MMA lançou, ainda, o Catálogo Taxonômico da Fauna Brasileira.

Fonte: MMA

Publicidade

Acordo de Paris – Resultado da COP 21

Hoje, finalmente, após intensas negociações, foi aprovado o Acordo de Paris, na COP 21.

COP21_2015_acordo_final

     O documento de 32 páginas traz os compromissos que os países assumiram diante dos desafios que se avizinham para esse século no que diz respeito a real necessidade de se diminuir a emissão de gases de efeito estufa para atmosfera.

    Mencionado Acordo tem por objetivo geral reforçar a resposta global à ameaça das alterações climáticas, no contexto do desenvolvimento sustentável e os ampliar os esforços para erradicar a pobreza, por meio de (artigo 2º):

 (a) Assegurar o aumento da temperatura média global em menos de 2° C acima dos níveis pré-industriais e a prosseguir os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5° C acima dos níveis pré-industriais, reconhecendo que isso iria reduzir significativamente os riscos e impactos das alterações climáticas;

(b) Aumentar a capacidade de adaptar-se aos impactos adversos das alterações climáticas e promover a resiliência do clima e reduzir as emissões de gases de efeito de estufa, de uma forma que não ameaça a produção de alimentos;

(c) Fazer com que a economia siga o caminho em direção a baixas emissões de gases de efeito estufa e para o desenvolvimento de um clima resiliente.

     Ainda no Artigo 2º, o documento menciona que o Acordo será implementado para refletir a equidade e o princípio dos bens comuns, mas as responsabilidades deverão ser diferenciadas considerando as respectivas capacidades e as diferentes circunstâncias nacionais.

   Aos interessados em ler na íntegra, o Acordo de Paris, cliquem aqui. 

Publicidade

O Estado do Ceará bate recorde de emissões de gases de efeito estufa

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

09 de dezembro de 2015

   O texto, a seguir, baseia-se nas informações do Prof. Dr. Alexandre Araújo Costa, pesquisador da Universidade Estadual do Ceará e membro do Fórum Cearense de Mudanças Climáticas e de Biodiversidade.

   Conforme o Professor Alexandre, o que se temia com relação a um aumento significativo de emissões de gases de efeito estufa (GEE) no estado do Ceará foi confirmado na última publicação do Inventário consolidado de emissões de gases de efeito estufa, publicado pelo Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Ou seja, o Ceará bateu o recorde de emissões de GEE, sendo o setor de energia o que mais contribui para este resultado.

 

      Informa o Prof. Alexandre que o valor de 26.128.532 toneladas de CO2-equivalente supera o recorde anterior, de 2013, de 22.592.101 toneladas, um aumento de 15,7% em apenas um ano. Isto consolida um quadro não apenas de retorno ao patamar da década de 1990 e início da década de 2000, quando havia elevadas taxas de desmatamento que empurraram, de 1994 a 2002, as emissões cearenses acima de 20 milhões de toneladas de CO2-equivalente (Figura 1). O setor de energia domina claramente as emissões de gases de efeito estufa no Ceará (14.258.394 toneladas ou 54,6% do total), sendo seguido pela agropecuária (5.650.502 ou 21,6% do total), mudança no uso da terra (3.319.483 ou 12,7%), resíduos (2.255.158 toneladas ou 8,6%) e indústria (644.995 toneladas ou 2,5%).

Imagem inline 1

Figura 1 – Emissões de gases de efeito estufa no Ceará, de 1990 a 2014.

    Continua o Prof. Alexandre, “no setor de energia, o subsetor de geração de eletricidade ultrapassou o subsetor de transportes (Figura 2), ficando o primeiro com 7.251.967 toneladas (50,9% das emissões do setor, 27,8% do total) e o segundo com 37,4% das emissões da energia, 20,4% do total). O restante das emissões do setor se distribuem entre os subsetores residencial (736.808 toneladas), industrial (368.796 toneladas), agropecuário (324.819 toneladas), produção de combustíveis (210.209 toneladas), comercial (30.875 toneladas) e público (3.192 toneladas)”.

Imagem inline 2

Figura 2 – Emissões de gases de efeito estufa do setor de energia (incluindo transportes) no estado do Ceará, de 1990 a 2014.

    Maia adiante, o Prof. Alexandre informa que no setor de agropecuária (Figura 3), as emissões são dominadas pela fermentação entérica (3.205.196 toneladas de CO2-equivalente, 56,7% do setor ou 12,3% ) e solos agrícolas (2.085.709 toneladas, 36,9% do setor, 8,0% do total), completadas por manejo de dejetos (314.582 toneladas), cultivo de arroz (31.657 toneladas) e queima de resíduos (13.356 toneladas).

Imagem inline 3

Figura 3 – Emissões de gases de efeito estufa (em CO2-eq) do setor agropecuário no estado do Ceará, de 1990 a 2014.

 

   O Prof. Alexandre faz um grave alerta e nos chama a atenção para as fontes principais de emissões de gases de efeito estufa no Estado que são: Termelétricas, automóveis+caminhões, desmatamento da caatinga, gado bovino, lixo+esgoto. Ele menciona que as emissões podem ainda crescer perigosamente com as escolhas de manter as termelétricas funcionando, iniciar o funcionamento de uma siderúrgica (capaz de emitir mais de 5 milhões de toneladas de CO2) e duas unidades de produção de cimento.

     A ideia é promover o debate para que ambos, sociedade civil e poder público, definam o modelo de desenvolvimento que se que para o Estado do Ceará. este é um importante momento pois estamos na fase de elaboração do Plano Estadual de Mudanças Climáticas. para finalizar, o prof. Alexandre Costa enfatiza: “o quadro climático grave não permite mais meias-palavras e meias-medidas”.

     Inventário na íntegra, cliquem aqui.

Publicidade

Portal da Biodiversidade – ICMBio

   Desde novembro, está disponível o Portal da Biodiversidade – PortalBio, que tem por objetivo disponibilizar à sociedade brasileira dados e informações sobre a biodiversidade brasileira gerados ou recebidos pelo Ministério do Meio Ambiente ou pelas instituições a ele vinculadas.

      Atualmente, estão disponíveis as bases de dados de alguns dos sistemas mantidos pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade – ICMBio, como o SISBIO e aqueles mantidos pelos Centros de Pesquisa e Conservação, e pelo Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ).

     Portais como este permitem que os dados sejam disponibilizados para que a sociedade tenha ampla visão sobre a distribuição da biodiversidade brasileira. É possível realizar pesquisa, visualização e download de registros disponíveis nos bancos de dados de biodiversidade atualmente disponíveis.

    Aos interessados, cliquem aqui.

 

 

Publicidade

Paris – COP 21

     Hoje, teve início a 21ª Conferência das Partes (COP 21) como uma importante iniciativa para se construir a resiliência do clima nos países mais vulneráveis do mundo. A ideia é vai fortalecer a capacidade dos países para antecipar riscos, absorver os choques, e remodelar desenvolvimento para reduzir os riscos climáticos.

COP21_2015_chefes

     A iniciativa deve ajudar a resolver as necessidades dos quase 634 milhões de pessoas, ou um décimo da população mundial, que vivem em áreas de risco costeiras, bem como aqueles que vivem em áreas de risco de secas e inundações. O mundo está experimentando agora um evento forte de El Niño, o que poderia colocar cerca de 4,7 milhões de pessoas em risco de seca no Pacífico.

    Ao longo dos próximos cinco anos, a iniciativa deve mobilizar financiamento e conhecimento; criar e operacionalizar parcerias em escala internacional e nacional, ajudar a coordenar atividades para ajudar a alcançar resultados tangíveis, catalisar a investigação, e desenvolver novas ferramentas.

Fonte: ONU

Publicidade

E a COP 21 começa dia 30/11/2015…

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

27 de novembro de 2015

      Tudo organizado para a 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), que se inicia em 30 de novembro.

     Nesse clima de suspense e de pós-ataques terroristas em Paris, a Cidade Luz se prepara para recepcionar líderes mundiais e Chefes de Governo e de Estado para discutir a tema das mudanças climáticas.

     A agenda do primeiro dia tem, além da abertura oficial (10:00h) com o Presidente da França, François Hollande, a participação de representantes no Evento dos Líderes.

     Durante todo o período diversas questões sobre mudanças climáticas (adaptação e mitigação) serão debatidas nos setores: florestas (dia 01º/12, pela manhã), agricultura (dia 01º/12, a tarde), oceanos (dia 02/12, dia todo), transporte (dia 03/12, pela manhã), Construções (dia 03/12, a tarde), financiamento privado (dia 04/12, pela manhã), poluentes atmosféricos (dia 04/12, a tarde), energias renováveis (dia 07/12, pela manhã), eficiência energética (dia 07/12, a tarde), Cidades e Estados (dia 08/12, dia todo).

     Vamos acompanhar, participar, e promover o debate e a discussão. Vamos precisar de todos nesse desafio!

Publicidade

Política de Desenvolvimento Urbano de Baixo Carbono de Fortaleza

    Ontem, dia 11/11/2015, em Fortaleza, durante a reunião do Fórum do Clima de Fortaleza, houve o lançamento da Política de Desenvolvimento Urbano de Baixo Carbono de Fortaleza, cujo objetivo é que, a partir das iniciativas propostas, Fortaleza seja uma cidade com baixa emissão de gases que contribuem para o efeito estufa.

   Na mesma ocasião, foi assinada a Carta do Compacto dos Prefeitos, um documento do qual participam cidades do mundo inteiro, com o compromisso de desenvolver ações para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

    Um dos setores preocupantes em termos de emissões de gases de efeito estufa no município de Fortaleza é o setor de transportes, identificado no primeiro Inventário de Emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE) de Fortaleza. Por isso, esforços têm sido feitos para incentivar modais de transporte, como ônibus ou bicicletas, que sejam alternativas à locomoção em carros individuais.

Fonte: SEUMA

Publicidade

Política de Desenvolvimento Urbano de Baixo Carbono de Fortaleza

    Ontem, dia 11/11/2015, em Fortaleza, durante a reunião do Fórum do Clima de Fortaleza, houve o lançamento da Política de Desenvolvimento Urbano de Baixo Carbono de Fortaleza, cujo objetivo é que, a partir das iniciativas propostas, Fortaleza seja uma cidade com baixa emissão de gases que contribuem para o efeito estufa.

   Na mesma ocasião, foi assinada a Carta do Compacto dos Prefeitos, um documento do qual participam cidades do mundo inteiro, com o compromisso de desenvolver ações para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

    Um dos setores preocupantes em termos de emissões de gases de efeito estufa no município de Fortaleza é o setor de transportes, identificado no primeiro Inventário de Emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE) de Fortaleza. Por isso, esforços têm sido feitos para incentivar modais de transporte, como ônibus ou bicicletas, que sejam alternativas à locomoção em carros individuais.

Fonte: SEUMA