Mudanças Climáticas Archives - Página 3 de 13 - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Mudanças Climáticas

Desafios à conservação da biodiversidade após o Acordo de Paris

    Considerando os compromissos firmados pelo Brasil e após sua assinatura no Acordo de Paris, o Ministério do Meio Ambiente, hoje (dia 21/12/2015) realizou o evento CDB/COP 13 (13ª Sessão da Conferência das Partes – COP da Convenção sobre Diversidade Biológica – CDB) no qual discutiu os desafios para a conservação da biodiversidade para os próximos anos, considerando os compromissos firmados no Acordo de Paris.

       O brasileiro, Braúlio Dias, Secretário Executivo da CDB, falou sobre os preparativos para a COP 13 que deve acontecer no próximo ano (2016) no México.

      Houve também a discussão da estratégia nacional para redução das emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação florestal, entre as estratégias de ação nacional para a biodiversidade. Na oportunidade, o MMA lançou, ainda, o Catálogo Taxonômico da Fauna Brasileira.

Fonte: MMA

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Acordo de Paris – Resultado da COP 21

Hoje, finalmente, após intensas negociações, foi aprovado o Acordo de Paris, na COP 21.

COP21_2015_acordo_final

     O documento de 32 páginas traz os compromissos que os países assumiram diante dos desafios que se avizinham para esse século no que diz respeito a real necessidade de se diminuir a emissão de gases de efeito estufa para atmosfera.

    Mencionado Acordo tem por objetivo geral reforçar a resposta global à ameaça das alterações climáticas, no contexto do desenvolvimento sustentável e os ampliar os esforços para erradicar a pobreza, por meio de (artigo 2º):

 (a) Assegurar o aumento da temperatura média global em menos de 2° C acima dos níveis pré-industriais e a prosseguir os esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5° C acima dos níveis pré-industriais, reconhecendo que isso iria reduzir significativamente os riscos e impactos das alterações climáticas;

(b) Aumentar a capacidade de adaptar-se aos impactos adversos das alterações climáticas e promover a resiliência do clima e reduzir as emissões de gases de efeito de estufa, de uma forma que não ameaça a produção de alimentos;

(c) Fazer com que a economia siga o caminho em direção a baixas emissões de gases de efeito estufa e para o desenvolvimento de um clima resiliente.

     Ainda no Artigo 2º, o documento menciona que o Acordo será implementado para refletir a equidade e o princípio dos bens comuns, mas as responsabilidades deverão ser diferenciadas considerando as respectivas capacidades e as diferentes circunstâncias nacionais.

   Aos interessados em ler na íntegra, o Acordo de Paris, cliquem aqui. 

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O Estado do Ceará bate recorde de emissões de gases de efeito estufa

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

09 de dezembro de 2015

   O texto, a seguir, baseia-se nas informações do Prof. Dr. Alexandre Araújo Costa, pesquisador da Universidade Estadual do Ceará e membro do Fórum Cearense de Mudanças Climáticas e de Biodiversidade.

   Conforme o Professor Alexandre, o que se temia com relação a um aumento significativo de emissões de gases de efeito estufa (GEE) no estado do Ceará foi confirmado na última publicação do Inventário consolidado de emissões de gases de efeito estufa, publicado pelo Sistema de Estimativa de Emissão de Gases de Efeito Estufa (SEEG). Ou seja, o Ceará bateu o recorde de emissões de GEE, sendo o setor de energia o que mais contribui para este resultado.

 

      Informa o Prof. Alexandre que o valor de 26.128.532 toneladas de CO2-equivalente supera o recorde anterior, de 2013, de 22.592.101 toneladas, um aumento de 15,7% em apenas um ano. Isto consolida um quadro não apenas de retorno ao patamar da década de 1990 e início da década de 2000, quando havia elevadas taxas de desmatamento que empurraram, de 1994 a 2002, as emissões cearenses acima de 20 milhões de toneladas de CO2-equivalente (Figura 1). O setor de energia domina claramente as emissões de gases de efeito estufa no Ceará (14.258.394 toneladas ou 54,6% do total), sendo seguido pela agropecuária (5.650.502 ou 21,6% do total), mudança no uso da terra (3.319.483 ou 12,7%), resíduos (2.255.158 toneladas ou 8,6%) e indústria (644.995 toneladas ou 2,5%).

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Figura 1 – Emissões de gases de efeito estufa no Ceará, de 1990 a 2014.

    Continua o Prof. Alexandre, “no setor de energia, o subsetor de geração de eletricidade ultrapassou o subsetor de transportes (Figura 2), ficando o primeiro com 7.251.967 toneladas (50,9% das emissões do setor, 27,8% do total) e o segundo com 37,4% das emissões da energia, 20,4% do total). O restante das emissões do setor se distribuem entre os subsetores residencial (736.808 toneladas), industrial (368.796 toneladas), agropecuário (324.819 toneladas), produção de combustíveis (210.209 toneladas), comercial (30.875 toneladas) e público (3.192 toneladas)”.

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Figura 2 – Emissões de gases de efeito estufa do setor de energia (incluindo transportes) no estado do Ceará, de 1990 a 2014.

    Maia adiante, o Prof. Alexandre informa que no setor de agropecuária (Figura 3), as emissões são dominadas pela fermentação entérica (3.205.196 toneladas de CO2-equivalente, 56,7% do setor ou 12,3% ) e solos agrícolas (2.085.709 toneladas, 36,9% do setor, 8,0% do total), completadas por manejo de dejetos (314.582 toneladas), cultivo de arroz (31.657 toneladas) e queima de resíduos (13.356 toneladas).

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Figura 3 – Emissões de gases de efeito estufa (em CO2-eq) do setor agropecuário no estado do Ceará, de 1990 a 2014.

 

   O Prof. Alexandre faz um grave alerta e nos chama a atenção para as fontes principais de emissões de gases de efeito estufa no Estado que são: Termelétricas, automóveis+caminhões, desmatamento da caatinga, gado bovino, lixo+esgoto. Ele menciona que as emissões podem ainda crescer perigosamente com as escolhas de manter as termelétricas funcionando, iniciar o funcionamento de uma siderúrgica (capaz de emitir mais de 5 milhões de toneladas de CO2) e duas unidades de produção de cimento.

     A ideia é promover o debate para que ambos, sociedade civil e poder público, definam o modelo de desenvolvimento que se que para o Estado do Ceará. este é um importante momento pois estamos na fase de elaboração do Plano Estadual de Mudanças Climáticas. para finalizar, o prof. Alexandre Costa enfatiza: “o quadro climático grave não permite mais meias-palavras e meias-medidas”.

     Inventário na íntegra, cliquem aqui.

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Paris – COP 21

     Hoje, teve início a 21ª Conferência das Partes (COP 21) como uma importante iniciativa para se construir a resiliência do clima nos países mais vulneráveis do mundo. A ideia é vai fortalecer a capacidade dos países para antecipar riscos, absorver os choques, e remodelar desenvolvimento para reduzir os riscos climáticos.

COP21_2015_chefes

     A iniciativa deve ajudar a resolver as necessidades dos quase 634 milhões de pessoas, ou um décimo da população mundial, que vivem em áreas de risco costeiras, bem como aqueles que vivem em áreas de risco de secas e inundações. O mundo está experimentando agora um evento forte de El Niño, o que poderia colocar cerca de 4,7 milhões de pessoas em risco de seca no Pacífico.

    Ao longo dos próximos cinco anos, a iniciativa deve mobilizar financiamento e conhecimento; criar e operacionalizar parcerias em escala internacional e nacional, ajudar a coordenar atividades para ajudar a alcançar resultados tangíveis, catalisar a investigação, e desenvolver novas ferramentas.

Fonte: ONU

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E a COP 21 começa dia 30/11/2015…

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

27 de novembro de 2015

      Tudo organizado para a 21ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), que se inicia em 30 de novembro.

     Nesse clima de suspense e de pós-ataques terroristas em Paris, a Cidade Luz se prepara para recepcionar líderes mundiais e Chefes de Governo e de Estado para discutir a tema das mudanças climáticas.

     A agenda do primeiro dia tem, além da abertura oficial (10:00h) com o Presidente da França, François Hollande, a participação de representantes no Evento dos Líderes.

     Durante todo o período diversas questões sobre mudanças climáticas (adaptação e mitigação) serão debatidas nos setores: florestas (dia 01º/12, pela manhã), agricultura (dia 01º/12, a tarde), oceanos (dia 02/12, dia todo), transporte (dia 03/12, pela manhã), Construções (dia 03/12, a tarde), financiamento privado (dia 04/12, pela manhã), poluentes atmosféricos (dia 04/12, a tarde), energias renováveis (dia 07/12, pela manhã), eficiência energética (dia 07/12, a tarde), Cidades e Estados (dia 08/12, dia todo).

     Vamos acompanhar, participar, e promover o debate e a discussão. Vamos precisar de todos nesse desafio!

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Política de Desenvolvimento Urbano de Baixo Carbono de Fortaleza

    Ontem, dia 11/11/2015, em Fortaleza, durante a reunião do Fórum do Clima de Fortaleza, houve o lançamento da Política de Desenvolvimento Urbano de Baixo Carbono de Fortaleza, cujo objetivo é que, a partir das iniciativas propostas, Fortaleza seja uma cidade com baixa emissão de gases que contribuem para o efeito estufa.

   Na mesma ocasião, foi assinada a Carta do Compacto dos Prefeitos, um documento do qual participam cidades do mundo inteiro, com o compromisso de desenvolver ações para reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

    Um dos setores preocupantes em termos de emissões de gases de efeito estufa no município de Fortaleza é o setor de transportes, identificado no primeiro Inventário de Emissão de Gases do Efeito Estufa (GEE) de Fortaleza. Por isso, esforços têm sido feitos para incentivar modais de transporte, como ônibus ou bicicletas, que sejam alternativas à locomoção em carros individuais.

Fonte: SEUMA

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Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima – consultas públicas nas Regiões Brasileiras

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

09 de novembro de 2015

      Sabemos que a consulta pública é uma importante ferramenta de participação pública no processo de tomada de decisão. O Brasil, nesta semana, está realizando consultas públicas ao Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima em todas as Regiões.

    Veja aqui os locais onde serão realizadas as consultas públicas e participe!

Região Sudeste

    Acontece na cidade do Rio de Janeiro, no dia 11/11, no Prédio Anexo ao Centro de Tecnologia da Ilha do Fundão – UFRJ, na Avenida Pedro Calmon s/n, na Cidade Universitária.

Região Sul

    Acontece na cidade de Curitiba, no dia 12/11, no Auditório da Secretaria do Meio Ambiente (SEMA), na Rua Desembargador Mota, n. 3384, no Bairro Mercês.

Região Nordeste

    Acontece na cidade de Fortaleza, no dia 13/11, no Centro de Referência do parque do Cocó, na Avenida Padre Antônio Tomá s/n, no Bairro Cocó.

Região Centro-Oeste

    Acontece na cidade de Brasília, no dia 18/11, no Hotel Nacional, no Setor Hoteleiro Sul, Quadra 01, Bloco A.

Região Norte

    Acontece na cidade de Manaus, no dia 18/11, em local a confirmar.

   Recado dado! Convite feito! Encontramo-nos, então, para fazer valer a nossa voz!

Fonte: MMA.

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Consulta pública do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima

     Acontecerá em Fortaleza, Ceará, no dia 13 de novembro, das 14h às 18h, deste ano a Consulta pública do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima.

    A consulta pública é um mecanismo de participação efetiva da sociedade civil no processo de tomada de decisão. Assim, é importante a sua participação nos rumos que estão sendo desenhados no Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima.

    O evento é promovido pelo Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC), em atividade conjunta com a Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, do Ministério do Meio Ambiente (SMCQ/MMA), Fórum Cearense de Mudanças Climáticas e de Biodiversidade (FCMCB), e Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Ceará (SEMA).

    Convite feito! A gente se encontra, então, no Centro de Referência Ambiental do Parque Estadual do Cocó. Avenida Padre Antônio Tomás S/N. Bairro: Cocó – Fortaleza. 

     Para ter acesso aos volumes do Plano Nacional de Adaptação à Mudança do Clima, clique aqui.

    E o formulário para envio eletrônico de contribuições está disponível aqui, até o dia 22 de novembro de 2015.

Fonte: MMA

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Mobilização Mundial pelo Clima

       Em 29 de novembro, pessoas do mundo inteiro, unidas, devem se mobilizar para que sua voz seja ouvida pelos tomadores de decisão, que estarão reunidos na Conferência do Clima – COP21, em Paris.

     Você, cidadão, sabe quais são os cenários futuros sobre o local que você mora, considerando os impactos das mudanças climáticas? Você sabe quais consequências das alterações climáticas sobre o seu modo de vida?

     Você tem noção do que o seu município tem feito para conviver, num futuro breve, com os impactos das mudanças climáticas? Ou você entende que isso não é problema seu?

    A Mobilização Mundial pelo Clima é um movimento que convida, a cada um, a não ficar parado diante do que está acontecendo.

     No Ceará, os cenários não são nada animadores: secas mais prolongadas, atingindo como consequência direta, escassez hídrica; o que ameaça o abastecimento de água em todos os municípios, inclusive da Região Metropolitana de Fortaleza. Esse é apenas um dos cenários nada animadores!

     E por qual motivo a escolha do dia 29/11? A data é véspera da reunião da 21ª Sessão da Conferência das Partes (COP) dentro da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), comumente chamada COP 21. Tem melhor momento para ser ouvido do que a véspera do dia de decisões mundiais que afetarão o mundo inteiro?

     O que está em jogo é a vida, não apenas a humana, mas a vida como um todo, e as regras do jogo devem ser favoráveis à manutenção da vida, em sua plenitude.

    Convite feito e recado dado! A gente se encontra, então, no dia 29/11, Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura, às 15h, em Fortaleza!

Fonte: Mobilização pelo Clima em Fortaleza/Alexandre Costa

 

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Sumário da Conferência de Mudanças Climáticas de Bonn

     O resumo da Conferência de Mudanças Climáticas de Bonn, que aconteceu no período de 19 a 23 de outubro, em Bonn, Alemanha, foi extraído do Earth Negotiations Bulletin.

      Mencionada Conferência reuniu mais de 2.400 participantes, representando governos, organizações de observadores e meios de comunicação, para a parte XI da segunda sessão do Grupo de Trabalho Ad Hoc sobre a Plataforma de Durban para Ação Reforçada (ADP 2-11).

    A Conferência é a última de uma série de reuniões no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), em preparação para a vigésima primeira sessão da Conferência das Partes (COP 21), programada para ocorrer em dezembro de 2015, em Paris, França, que tem por objetivo avançar as negociações para cumprir o mandato para adotar “um protocolo, outro instrumento legal ou um resultado acordado com força legal, sob os auspícios da Convenção, aplicável a todas as Partes”, e que deve entrar em vigor em 2020.

     As negociações, na COP 21, devem se iniciar considerando o texto com base no que foi preparado na ADP 2-11, enquanto projeto de acordo e decisão nos termos do workstream 1 (2015 acordo), e enquanto projeto de decisão nos termos do fluxo de trabalho 2 (ambição pré-2020).

    Após o encerramento da reunião, as Partes concordaram em encaminhar o non-paper revisto, de 23 de Outubro às 23h30min, que capturou o trabalho realizado pelas partes no ADP 2-11, para servir de base para futuras negociações no âmbito da ADP. As Partes também solicitaram que a Secretaria deveria elaborar um documento técnico, que identificasse os parágrafos e duplicidades dentro seções estreitamente relacionadas, e as possíveis áreas para a racionalização, sem qualquer alteração no conteúdo do texto.

    O conteúdo do texto de negociação aborda os seguintes aspectos: mitigação, adaptação, perda e danos à biodiversidade, financiamento, desenvolvimento e transferência tecnológica, capacitação, transparência.

   Vamos em frente, vai dar certo, tem que dar certo: “Ninguém disse que seria fácil”!

Fonte: IISD – Earth Negotiations Bulletin.

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Sumário da Conferência de Mudanças Climáticas de Bonn

     O resumo da Conferência de Mudanças Climáticas de Bonn, que aconteceu no período de 19 a 23 de outubro, em Bonn, Alemanha, foi extraído do Earth Negotiations Bulletin.

      Mencionada Conferência reuniu mais de 2.400 participantes, representando governos, organizações de observadores e meios de comunicação, para a parte XI da segunda sessão do Grupo de Trabalho Ad Hoc sobre a Plataforma de Durban para Ação Reforçada (ADP 2-11).

    A Conferência é a última de uma série de reuniões no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), em preparação para a vigésima primeira sessão da Conferência das Partes (COP 21), programada para ocorrer em dezembro de 2015, em Paris, França, que tem por objetivo avançar as negociações para cumprir o mandato para adotar “um protocolo, outro instrumento legal ou um resultado acordado com força legal, sob os auspícios da Convenção, aplicável a todas as Partes”, e que deve entrar em vigor em 2020.

     As negociações, na COP 21, devem se iniciar considerando o texto com base no que foi preparado na ADP 2-11, enquanto projeto de acordo e decisão nos termos do workstream 1 (2015 acordo), e enquanto projeto de decisão nos termos do fluxo de trabalho 2 (ambição pré-2020).

    Após o encerramento da reunião, as Partes concordaram em encaminhar o non-paper revisto, de 23 de Outubro às 23h30min, que capturou o trabalho realizado pelas partes no ADP 2-11, para servir de base para futuras negociações no âmbito da ADP. As Partes também solicitaram que a Secretaria deveria elaborar um documento técnico, que identificasse os parágrafos e duplicidades dentro seções estreitamente relacionadas, e as possíveis áreas para a racionalização, sem qualquer alteração no conteúdo do texto.

    O conteúdo do texto de negociação aborda os seguintes aspectos: mitigação, adaptação, perda e danos à biodiversidade, financiamento, desenvolvimento e transferência tecnológica, capacitação, transparência.

   Vamos em frente, vai dar certo, tem que dar certo: “Ninguém disse que seria fácil”!

Fonte: IISD – Earth Negotiations Bulletin.