Mudanças Climáticas Archives - Página 2 de 13 - Blog Verde 
Publicidade

Blog Verde

por Nájila Cabral

Mudanças Climáticas

Consulta Pública sobre NDC do Brasil – Acordo de Paris

Por Nájila Cabral em Código Florestal, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

04 de Fevereiro de 2017

 

     Em 2015, o Brasil apresentou sua pretendida Contribuição Nacionalmente Determinada (iNDC) ao Acordo de Paris. Com o depósito do instrumento de ratificação do acordo pelo País, em setembro de 2016, a Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil deixou de ser “pretendida”, conforme informa a Assessoria de Comunição do Ministério do Meio Ambiente (MMA). O Brasil assumiu o compromisso de implantar ações e medidas que apoiem o cumprimento das metas estabelecidas na NDC, cujo acordo entrou em vigor, no plano internacional, em novembro de 2016.

    Para tanto, foi produzido um documento base com a finalidade de subsidiar a elaboração de uma Estratégia Nacional de Implementação e Financiamento da NDC do Brasil ao Acordo de Paris. O documento visa servir de base para as discussões e está em consulta pública até 15/03/2017.

    Aos interessados em participar da consulta pública, acessem aqui o documento base na íntegra.

       Entidades interessadas em apresentar comentários sobre o documento base podem encaminhá-los por meio do formulário, disponível aqui , e enviá-lo para o endereço ndcdobrasil@mma.gov.br.

     Segundo o MMA, os comentários serão repassados ao Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, com o objetivo de serem considerados pelas Câmaras Temáticas durante o processo de Diálogos Estruturados.

Fonte: MMA

Publicidade

Avaliação da Seca no Semiárido Brasileiro

Por Nájila Cabral em Água, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas, Semiárido

26 de novembro de 2016

    No período de 30/11 a 02/12/2016 haverá o Seminário Avaliação da Seca de 2010-2016 no Semiárido, que acontecerá no Auditório do Centro Administrativo do BNB-Passaré, em Fortaleza/CE.

Seminario_avaliaçao_Seca_2016

    O objetivo é discutir e documentar os aspectos climáticos, impactos, respostas e lições desse período, no intuito de subsidiar estratégias de adaptação no contexto das mudanças climáticas, bem como contribuir para o aperfeiçoamento da Política Nacional sobre as Secas.

    Conforme a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), o Semiárido do Nordeste do Brasil vem atravessando, desde 2010, uma das secas plurianuais mais severas de que se tem notícia; portanto os impactos econômicos, sociais e ambientais ainda se fazem sentir fortemente, mesmo considerando a intervenção de políticas públicas ao longo do tempo. Além disso, atualmente há séria crise no abastecimento de água, com muitos reservatórios já secos ou em situação crítica.

    O evento é uma realização do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e do Governo do Estado do Ceará, através da Funceme. Conta com o apoio do Banco Mundial, Banco do Nordeste, Agência Nacional das Águas (ANA), Ministério do Meio Ambiente e Ministério da Integração.

    Os interessados em participar podem fazer sua inscrição gratuita aqui.

Fonte: FUNCEME

Publicidade

Relatório da ONU aponta elevação de temperatura de 3,2°C em 2100

     A sétima edição do Relatório de Lacunas de Emissão (Emissions Gap Report) do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) considera que o nível de emissões resultante das Contribuições incondicionais nacionalmente determinadas (INDC) levaria a um aumento de temperatura de 3,2° C até 2100.

     O relatório alerta que as ações de mitigação devem ser intensificadas antes de 2020 para que se possam alcançar os objetivos acordados no Acordo de Paris de limitar o aumento da temperatura em 1,5° C.

     Mencionado Relatório avaliou os INDCs que foram apresentados por quase todos os países e comparou o nível de emissões resultante em 2030 com o que é exigido pela ciência para estar próximo ao limite de aumento da temperatura global para 1,5° C. Afirma que, embora os níveis esperados de emissões estejam dentro das faixas apresentadas no relatório sobre as emissões de 2015, o que está posto no Acordo de Paris exige uma ação ainda mais forte com relação à redução de emissões em médio e longo prazo.

    Mais adiante, o estudo observa que esses esforços antes de 2020 e antes de 2030 reduziriam os desafios de transição, tais como: redução dos custos globais e dos desafios econômicos; redução da dependência futura de tecnologias não comprovadas e redução do risco climático.

Fonte: UNEP/UN

Publicidade

COP 22 – Conferência do Clima em Marrakech

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Impacto Ambiental, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

04 de novembro de 2016

     No período de 7 a 18 de novembro de 2016, em Bab Ighli, Marrakech, Marrocos, acontecerá a 22ª Conferência das Partes (COP 22) e a 12ª Conferência das Partes no âmbito do Protocolo de Quioto (CMP 12), da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, sigla em inglês).

     No momento em que se der início a COP 22, o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas entrará em vigor. Espera-se que a COP 22 trate de questões de adaptação e perda e danos decorrentes do Acordo de Paris.

     No que diz respeito à adaptação, espera-se que a Conferência de Marrakech avance no desenvolvimento, notadamente, de orientações em relação à comunicação sobre a adaptação, com ênfase nas contribuições definidas em nível nacional.

      No que diz respeito às perdas e danos, espera-se que a COP 22 aborde, entre outras questões, a revisão do Mecanismo Internacional de Varsóvia para Perdas e Danos Associados aos Impactos das Mudanças Climáticas (Warsaw International Mechanism for Loss and Damage associated with Climate Change Impacts – WIM) e o estabelecimento de uma câmara de compensação para a transferência de riscos.

Fonte: UNFCCC

Publicidade

Relatório Eficiência Energética 2016 – ONU

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Mudanças Climáticas

27 de outubro de 2016

      Em 10 de outubro, a Agência Internacional de Energia (sigla em inglês IEA) publicou o Relatório “Energy Efficiency Market Report 2016”, que diz que apesar dos preços baixos de energia em nível mundial, os avanços na eficiência energética no ano passado resultaram em uma melhoria de 1,8% da intensidade energética, ou seja, a quantidade de energia utilizada por unidade de produto interno bruto (PIB ) diminuiu.

     A maior parte dos ganhos, de acordo com mencionado relatório, era de países em desenvolvimento, países estes que não fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). A China, em particular, diminuiu sua intensidade energética, em 5,6%, informa o relatório.

    A Agenda para o Desenvolvimento Sustentável 2030 e o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 (ODS7) reflete a ambição da eficiência energética por meio da meta 7.1 (obtenção de acesso universal à energia).

    O Relatório divulgado em outubro reforça o atendimento do ODS7 e exemplifica os esforços mundiais no alcance de melhoria de eficiência energética.

Fonte: ONU/UNEP

Publicidade

Biomas brasileiros – programa de monitoramento

            A proteção da biodiversidade e dos recursos naturais se constitui em uma importante estratégia, a ser adotadas por países que almejam seguir o modelo de desenvolvimento sustentável.

            O Brasil possui importantes biomas que necessitam ser protegidos e que recaiam sobre eles medidas de prevenção e controle a possíveis perdas líquidas de sua diversidade biológica.

            Em 2015, por meio da Portaria n.365, de 27/11/2015, foi estabelecida a Estratégia do Programa de Monitoramento Ambiental dos Biomas Brasileiros, com o objetivo de mapear e monitorar o desmatamento, avaliar a cobertura vegetal e o uso/cobertura da terra e sua dinâmica, as queimadas, a extração seletiva de madeira e a recuperação da vegetação.

            Conforme o que está disposto no documento do Ministério do Meio Ambiente (MMA), os mapeamentos e monitoramentos gerados por esse Programa devem permitir o acompanhamento do desempenho das políticas públicas orientadas ao atingimento da meta de redução das emissões totais de gases de efeito estufa de 37% até 2025, e de 43% até 2030.

            Assim, essa estratégia vem ao encontro dos compromissos assinados pelo Brasil junto à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), enquanto contribuição brasileira nos esforços de mitigação global, denominada Pretendida Contribuição Nacionalmente Determinada (em inglês, Intended Nationally Determined Contribution).

            Aos interessados em ler o documento, na íntegra, cliquem aqui. 

 

Publicidade

Opções de energias sustentáveis

     Recentemente, o programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP) publicou um Relatório para auxiliar os tomadores de decisão sobre alternativas a matriz energética, considerando os impactos ambientais oriundos de cada uma das alternativas.

    O Relatório Green Energy Choices: the benefits, risks and trade-offs of low carbon technologies for electricity production (Escolhas de Energia Verde: benefícios, riscos e compensações de tecnologias de baixo impacto para produção de eletricidade) fornece uma comparação global do potencial de mitigação de Gases de Efeito Estufa (GHG) considerando diferentes tecnologias de geração de energia, incluindo hidrelétrica, solar, geotérmica e eólica. Mencionado Relatório examina, também os impactos ambientais e de saúde dessas opções, e suas implicações para utilização dos recursos naturais.

      O Diretor Executivo do UNEP, Achim Steiner, informa que este relatório traz fortes evidências de que a eletricidade gerada a partir de fontes renováveis provoca menos poluição do que a gerada a partir dos combustíveis fósseis. Essa informação é muito importante para a agenda de desenvolvimento e para a busca do cenário que se quer para 2050.

     Acrescenta o Diretor Executivo do UNEP: “Minha esperança é que os tomadores de decisão usem as evidências científicas neste relatório para selecionar  uma combinação sustentável de tecnologias de energias que sejam as mais limpas e mais seguras e mais para as próximas décadas”.

     Aos interessados em ler o Relatório, na íntegra, cliquem aqui.

Fonte: UNEP

Publicidade

Dia da Terra 2016 – uma nova esperança global

   No dia 22 de abril comemorou-se o Dia da Terra. Este ano, 2016, o Dia da Terra foi marcado pela assinatura, em Nova York, do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, acordado no mês de dezembro/2015.

    A Organização das Nações Unidas (ONU) tem colocado que esse acordo, ao lado do 2030 Agenda para o Desenvolvimento Sustentável, pode transformar o mundo. Foram mais de 160 países que assinaram o Acordo de Paris, em Nova York, no dia da abertura, dia 22/04, incluindo o Brasil, o que pode significar uma prova positiva de que o mundo está empenhado em uma resposta global.

    No Acordo de Paris, as nações se comprometem a trabalhar para limitar o aumento da temperatura global abaixo dos 2º Celsius neste século, o que pode permitir que se evitem os piores impactos das alterações climáticas e pode proteger os países em desenvolvimento, que são os mais vulneráveis.

     A ONU informa, ainda, que as concentrações de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera global atingiu 403,28 partes por milhão (ppm) em fevereiro de 2016. Informa também que a extensão máxima do gelo do mar Ártico, registrada em março de 2016, foi a menor já registrada, pelo segundo ano consecutivo. Estes são apenas dois dos muitos impactos atuais resultantes das alterações climáticas.

Fonte: ONU

Publicidade

Dia Mundial das Florestas – 21 de março

    Aproxima-se o Dia Mundial das Florestas, que é comemorado no dia 21 de março, com o intuito de aumentar a conscientização sobre a importância de todos os tipos de florestas e de seu papel no Planeta, inclusive com serviços de regulação, inclusive na adaptação e mitigação das mudanças climáticas.

    Conforme as Nações Unidas, as florestas cobrem um terço da área terrestre do Planeta, e exercem funções vitais em todo o mundo. Cerca de 1,6 bilhões de pessoas – incluindo mais de 2.000 culturas indígenas – dependem das florestas para sua subsistência.

   O tema para este ano “Florestas e Mudanças Climáticas” destaca soluções de base florestal para enfrentar a mitigação e adaptação das alterações climáticas, e de maneira mais ampla a temática: florestas e desenvolvimento sustentável.

Fonte: UN

Publicidade

Retrospectiva Ambiental 2015 – Blog Verde

    Mais um ano se passou. 2015 vai se despedindo deixando sua marca na História. Alguns fatos ambientais importantes aconteceram neste ano e que tem repercussão para a próxima década.

    Os efeitos cumulativos dos acontecimentos de 2015 devem ser sentidos, em maior ou menor magnitude, a depender das decisões que tomaremos, também, nos próximos anos.

    Dentre os fatos ambientais de 2015, vamos destacar:

– O Fórum Econômico Mundial, em janeiro/2015, em que as discussões trouxeram a necessidade de em 2030 o mundo fazer um investimento maciço em infraestrutura, cidades e agricultura, sendo o crescimento de baixo carbono, para estarmos no caminho para sociedades resistentes ao clima.

– O sucesso do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, em vigor desde 01o/01/1989, no controle da destruição do ozônio, foi o responsável pela diminuição da ameaça do aumento do risco de câncer de pele no mundo (janeiro/2015).

– A radiação procedente da usina nuclear de Fukushima foi detectada no continente norte americano, na Costa do Pacífico, sendo esta a primeira vez que se registrou radioatividade em mencionado continente (abril/2015).

– Em maio/2015, o Brasil instituiu o novo marco legal de Biodiversidade. O dispositivo legal define o acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado.

– Na Cúpula do G7, em junho/2015, os líderes das principais democracias industrializadas do mundo tomaram uma decisão importante com relação a diminuir o consumo energético dos combustíveis fósseis, estabelecendo, assim, um passo importante na luta contra o aquecimento global e para o Acordo de Paris, estabelecido em dezembro/2015: o comprometimento de desenvolver estratégias de baixo teor de carbono, em longo prazo (2050) e abandonar os combustíveis fósseis até o final do século XXI.

– Em setembro/2015, a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável assinou a nova agenda ambiental para os próximos 15 anos (2015-2030), a chamada Agenda Pós-2015. São 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com 169 metas, que traduzem os complexos desafios que existem no mundo de hoje e que exigem abordagem das causas dos problemas e não apenas dos seus sintomas.

– A Tragédia de Mariana/MG, em novembro/2015, talvez seja a maior tragédia ambiental do Brasil, com impactos negativos de alta magnitude e muitos deles irreversíveis. A perda da biodiversidade é imensurável. As perdas de vidas humanas são um crime, sem precedentes na História.

– Em dezembro/2015, duas semanas após atentados terroristas reivindicados pelo Estado Islâmico, é assinado o Acordo de Paris, cujo documento de 32 páginas traz os compromissos que os países assumiram diante dos desafios que se avizinham para esse século no que diz respeito a real necessidade de se diminuir a emissão de gases de efeito estufa para atmosfera. Mencionado Acordo tem por objetivo geral reforçar a resposta global à ameaça das alterações climáticas, no contexto do desenvolvimento sustentável e ampliar os esforços para erradicar a pobreza.

     Termino o ano de 2015 com lágrimas nos olhos. Emocionada pela dor da perda de vidas humanas em tragédias que poderiam ser evitadas, caso fôssemos menos egoístas e colocássemos a variável econômica com a mesma ponderação das variáveis: social e ecológica; e não em única evidência, como historicamente fazemos neste mundo com o modo de produção capitalista.

     Mas sou otimista. Creio que podemos e vamos fazer as mudanças necessárias. As lágrimas nos olhos se transformam em gotas de esperança para regar este novo ano que, em breve, se inicia.

A cada um de vocês, que dedicam parte de seu tempo para ler o Blog Verde, desejo o que há de mais precioso: saúde e paz.

Publicidade

Retrospectiva Ambiental 2015 – Blog Verde

    Mais um ano se passou. 2015 vai se despedindo deixando sua marca na História. Alguns fatos ambientais importantes aconteceram neste ano e que tem repercussão para a próxima década.

    Os efeitos cumulativos dos acontecimentos de 2015 devem ser sentidos, em maior ou menor magnitude, a depender das decisões que tomaremos, também, nos próximos anos.

    Dentre os fatos ambientais de 2015, vamos destacar:

– O Fórum Econômico Mundial, em janeiro/2015, em que as discussões trouxeram a necessidade de em 2030 o mundo fazer um investimento maciço em infraestrutura, cidades e agricultura, sendo o crescimento de baixo carbono, para estarmos no caminho para sociedades resistentes ao clima.

– O sucesso do Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, em vigor desde 01o/01/1989, no controle da destruição do ozônio, foi o responsável pela diminuição da ameaça do aumento do risco de câncer de pele no mundo (janeiro/2015).

– A radiação procedente da usina nuclear de Fukushima foi detectada no continente norte americano, na Costa do Pacífico, sendo esta a primeira vez que se registrou radioatividade em mencionado continente (abril/2015).

– Em maio/2015, o Brasil instituiu o novo marco legal de Biodiversidade. O dispositivo legal define o acesso ao patrimônio genético e ao conhecimento tradicional associado.

– Na Cúpula do G7, em junho/2015, os líderes das principais democracias industrializadas do mundo tomaram uma decisão importante com relação a diminuir o consumo energético dos combustíveis fósseis, estabelecendo, assim, um passo importante na luta contra o aquecimento global e para o Acordo de Paris, estabelecido em dezembro/2015: o comprometimento de desenvolver estratégias de baixo teor de carbono, em longo prazo (2050) e abandonar os combustíveis fósseis até o final do século XXI.

– Em setembro/2015, a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável assinou a nova agenda ambiental para os próximos 15 anos (2015-2030), a chamada Agenda Pós-2015. São 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com 169 metas, que traduzem os complexos desafios que existem no mundo de hoje e que exigem abordagem das causas dos problemas e não apenas dos seus sintomas.

– A Tragédia de Mariana/MG, em novembro/2015, talvez seja a maior tragédia ambiental do Brasil, com impactos negativos de alta magnitude e muitos deles irreversíveis. A perda da biodiversidade é imensurável. As perdas de vidas humanas são um crime, sem precedentes na História.

– Em dezembro/2015, duas semanas após atentados terroristas reivindicados pelo Estado Islâmico, é assinado o Acordo de Paris, cujo documento de 32 páginas traz os compromissos que os países assumiram diante dos desafios que se avizinham para esse século no que diz respeito a real necessidade de se diminuir a emissão de gases de efeito estufa para atmosfera. Mencionado Acordo tem por objetivo geral reforçar a resposta global à ameaça das alterações climáticas, no contexto do desenvolvimento sustentável e ampliar os esforços para erradicar a pobreza.

     Termino o ano de 2015 com lágrimas nos olhos. Emocionada pela dor da perda de vidas humanas em tragédias que poderiam ser evitadas, caso fôssemos menos egoístas e colocássemos a variável econômica com a mesma ponderação das variáveis: social e ecológica; e não em única evidência, como historicamente fazemos neste mundo com o modo de produção capitalista.

     Mas sou otimista. Creio que podemos e vamos fazer as mudanças necessárias. As lágrimas nos olhos se transformam em gotas de esperança para regar este novo ano que, em breve, se inicia.

A cada um de vocês, que dedicam parte de seu tempo para ler o Blog Verde, desejo o que há de mais precioso: saúde e paz.