Mudanças Climáticas Archives - Página 13 de 13 - Blog Verde 
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por Nájila Cabral

Mudanças Climáticas

Bioma Amazônia – qual a projeção deste bioma para os próximos anos?

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

13 de setembro de 2013

     O Primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1) do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas informa que o papel da ação antrópica sobre o processo de aquecimento global vem sendo destacados nos Relatórios de Avaliação do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), que tem por a análise acumulada de grande quantidade de dados observacionais, sobre os quais são utilizadas técnicas sofisticadas visando à compreensão dos mecanismos atuantes e das margens de incerteza em suas determinações (PBMC, 2013).

     Para o Bioma Amazônia, o cenário não é nada animador. São esperadas reduções percentuais de 10% na distribuição de chuva e aumento de temperatura de 1º a 1,5ºC até 2040.

      Informa o RAN1 que se espera tendência de diminuição de 25% a 30% nas chuvas e aumento de temperatura entre 3º e 3,5ºC no período 2041-2070, para o Bioma Amazônia e, ainda, redução nas chuvas de 40% a 45% e aumento de 5º a 6º C na temperatura no final do século (2071-2100).

      O Relatório aponta que a questão do desmatamento decorrente das intensas atividades de uso da terra é o principal fator que representa uma séria ameaça e que pode comprometer o Bioma. Estudos observacionais e de modelagem numérica sugerem que caso o desmatamento alcance 40% na região no futuro, o que deve acarretar em mudança drástica no padrão do ciclo hidrológico com redução de 40% na chuva durante os meses de Julho a Novembro, prolongando a duração da estação seca, além do aquecimento superficial em até 4ºC.

     Diante deste cenário, o que fazer? Quais alternativas para reverter, minimizar e mitigar os efeitos das mudanças climáticas? Qual o custo ambiental nós estamos deixando para as futuras gerações? É justa, prudente e viável a forma de desenvolvimento que estamos escolhendo?

     Os questionamentos estão postos. Os cenários configurados no RAN1 são confiáveis e verdadeiros. O caminho a seguir é opção nossa e devemos, sim, arcar com todas as consequências advindas das escolhas que fizemos, e faremos, ao longo do processo.

Fontes: Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (GT1- Bases Científicas das Mudanças Climáticas), Sumário Executivo, 2013

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Vulnerabilidade ambiental para o Bioma Caatinga

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

12 de setembro de 2013

     O Primeiro Relatório de Avaliação Nacional, do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, traz informações valiosas para o enfrentamento dos novos desafios para este século.

      O Sumário Executivo, divulgado no último dia 09 de setembro, informa que em virtude do alto grau de vulnerabilidade socioambiental das regiões norte e nordeste do Brasil, as projeções mais preocupantes para o final do século são para os biomas Amazônia e Caatinga. Ambas apresentam tendências de aquecimento na temperatura do ar e de diminuição da chuva maiores do que a variação média global.

     Alertam os pesquisadores do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas que a despeito das incertezas (dos cenários de emissões de gases de efeito estufa; da variabilidade natural do sistema climático e dos modelos), as projeções sobre a análise consistente das mudanças climáticas futuras ao longo do século XXI são plausíveis e necessárias.

     Conforme o RAN1 (Primeiro Relatório de Avaliação Nacional), “as projeções feitas por Marengo et al. (2009; 2010), mostram uma redução no valor total e aumento da variabilidade nos padrões de precipitação para o bioma Caatinga; além de um aumento no número de dias secos e aumento da temperatura do ar”.

      O Relatório ainda adverte sobre a produção de alimento que também seria seriamente afetada e o aumento na variabilidade das precipitações afetaria também a pecuária.

      Continua o relatório a respeito do Bioma Caatinga, “sua vegetação natural é relativamente bem adaptada à falta de água e altas temperaturas. No entanto, não se conhece os limites deste bioma tornando-se extremamente importante que estudos de longo prazo sobre o funcionamento da Caatinga sob condições extremas sejam realizados para a futura adaptação deste bioma às mudanças globais que se impõe no futuro”.

     Portanto, os resultados do RAN1 se constituem em informações inovadoras e valiosas tanto para fins de mitigação de impactos e vulnerabilidade junto à sociedade que habita os diferentes biomas brasileiros quanto para aperfeiçoar o planejamento de ações de adaptação e minimização dos efeitos das mudanças climáticas.

      E aí? Como faremos? Estamos preparados para enfrentar as mudanças climáticas? Temos políticas públicas adequadas e suficientes para este enfrentamento?

     A sociedade civil precisa, urgentemente, dessas informações. Precisamos estar conscientes de quais são as projeções e os cenários que estão sendo postos. Os modelos e os resultados do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas são confiáveis; assim, prezados leitores do Blog Verde, é a partir desses resultados que devemos encontrar soluções viáveis para permitir o desenvolvimento socioeconômico em consonância com qualidade ambiental, em horizonte temporal.

 Fontes: Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (GT1- Bases Científicas das Mudanças Climáticas), 2013

           Marengo, J.A., R. Jones, L.M. Alves, e M.C. Valverde, 2009: Future change of temperature and precipitation extremes in South America as derived from the PRECIS regional climate modeling system. Int. J. Climatol., 29(15), 2197-2352, doi:10.1002/joc.1863.

Marengo, J.A., et al., 2010: Future change of climate in South America in the late twenty-first century: intercomparison of scenarios from three regional climate models. Clim. Dyn., 35(6), 1073 – 1097.

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Bioma Caatinga – qual a projeção deste bioma para os próximos anos?

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

11 de setembro de 2013

     O Bioma Caatinga, único e singular no mundo, deverá sofrer com as mudanças climáticas, como está explícito no Sumário Executivo do Primeiro Relatório de Avaliação Nacional, do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas.

     Conforme mencionado Relatório, para o Bioma Caatinga espera-se aumento de 0,5º a 1ºC da temperatura do ar e decréscimo entre 10% e 20% da precipitação pluviométrica durante as próximas três décadas (até 2040), com aumento gradual de temperatura de 1,5º a 2,5ºC e diminuição entre 25% e 35% nos padrões de chuva no período de 2041-2070.

      O relatório informa, ainda, que no final do século (2071-2100) as projeções indicam condições significativamente mais quentes (aumento de temperatura entre 3,5º e 4,5ºC) e agravamento do déficit hídrico regional com diminuição de praticamente metade (40 a 50%) da distribuição de chuva.

Fonte: Brown Jay Adventure

Fonte: Brown Jay Adventure

      O alerta é claro e evidente: essas mudanças podem desencadear o processo de desertificação da Caatinga!!

      Diante das projeções para o Bioma Caatinga, em que o Ceará tem cerca de 90% de seu território inserido, ficam os seguintes questionamentos a vocês, caros leitores do Blog Verde, para pensar e refletir…

       Como iremos responder às mudanças climáticas? O que podemos fazer para minimizar os impactos adversos que são resultados das mudanças climáticas? Temos condições (recursos humanos, políticas públicas e financiamento) para enfrentar os novos desafios?

Fonte: PBMC, 2013.

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Primeiro Relatório de Avaliação Nacional – Mudanças Climáticas

    Hoje, dia 09 de setembro, foi divulgado o Primeiro Relatório de Avaliação Nacional, do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), tendo como presidente do Conselho Diretor, o Prof. Dr. Carlos Nobre. A divulgação ocorre na 1a. Conferência Nacional de Mudanças Climáticas Globais, que ocorre em São Paulo de hoje a 13 de setembro.

Fonte: PBMC

Fonte: PBMC

     Segundo o Sumário Executivo, o PBMC objetiva fornecer avaliações científicas sobre as mudanças climáticas de relevância para o Brasil, incluindo os impactos, vulnerabilidades e ações de adaptação e mitigação. As informações científicas levantadas pelo PBMC foram sistematizadas por meio de um processo objetivo, aberto e transparente de organização dos levantamentos produzidos pela comunidade científica sobre as vertentes ambientais, sociais e econômicas das mudanças climáticas. Desta forma, o Painel pretende subsidiar o processo de formulação de políticas públicas e tomada de decisão para o enfrentamento dos desafios representados por estas mudanças, servindo também como fonte de informações de referência para a sociedade (Sumário Executivo, Volume Especial, PBMC, 2012).

    Ainda conforme o Sumário Executivo, no Brasil, mudanças profundas e variáveis no clima são esperadas, conforme a região do país. É esperado que essas mudanças afetem os ecossistemas aquáticos e terrestres do Brasil. O Sumário menciona que o país é um dos mais ricos do mundo, tendo seis biomas terrestres (Amazônia, Mata Atlântica, Pantanal, Pampas, Cerrado e Caatinga; e uma costa com cerca de 8.000 km, contendo pelo menos sete grandes zonas estuarinas e toda a plataforma continental.

       O Sumário Executivo enfoca a ausência de informações espaciais compatíveis com as escalas dos biomas brasileiros, portanto as análises feitas foram concentradas em regiões de cada bioma onde informações se encontram disponíveis. Ao mesmo tempo em que esse tipo de limitação impede de fazer uma generalização para um determinado bioma, serve como um alerta sobre a limitação destas informações em escalas compatíveis com as grandes áreas dos biomas. Alerta o Sumário Executivo que há uma carência de informações crítica para determinados biomas, como os Pampas, o Pantanal e a Caatinga.

     Aos interessados em ler a íntegra do Sumário Executivo, cliquem aqui.

Fonte: PBMC

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Clima extremo no Brasil – parte 4 – final

      Com relação às projeções do regime de chuvas, o prof. Alexandre Costa, da Universidade Estadual do Ceará (UECE), um dos autores do capítulo sobre nuvens e aerossóis do Primeiro Relatório de Avaliação (RAN1) comenta a complexidade em realizar projeções das alterações nos níveis de chuva, pois ao mexer, por exemplo, num parâmetro como o raio médio das gotas de água de chuva na cobertura das nuvens, um modelo pode melhorar o desempenho, ou não, em virtude da dificuldade dos modelos em realizar projeções de chuvas (Pivetta, 2013).

    O Presidente do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), Carlos Nobre, informa que os dados disponibilizados pelo PBMC servirão para guiar políticas públicas de adaptação e mitigação das mudanças climáticas, afirmando que os trabalhos não ficarão apenas no Primeiro Relatório de Avaliação, mas devem continuar e se tornar cada vez mais relevante (Pivetta, 2013).

     A ideia, no fim das contas, é ter uma rede de dados ambientais confiáveis que fornece a todos, inclusive aos tomadores de decisão, um panorama a respeito das mudanças climáticas.

     Para Professora Mercedes Bustamante, coordenadora da equipe que examinou as perspectivas de redução dos impactos e de adaptação às mudanças climáticas, as incertezas não justificam o adiamento das decisões sobre mitigação de emissão de gases de efeito estufa (Pivetta, 2013), o que vai ao encontro da necessidade de se alcançar os objetivos voluntários de limitações de emissões aprovados pelo governo brasileiro.

Fonte: Pivetta, Marcos. Extremos do Clima. São Paulo: Revista FAPESP, n. 210. Agosto/2013.

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Clima extremo no Brasil – parte 3

     Pivetta (2013) informa que a divulgação do Primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1) marca a incorporação da ferramenta de projeções no país: o Modelo Brasileiro do Sistema Terrestre (cuja sigla, em inglês, é Besm), que permite simular a evolução dos parâmetros do clima em escala global.

     Destaca-se que o modelo brasileiro foi possível com o financiamento modalidade Projeto Temático da FAPESP (Brazilian Model f the Global Climate System n. 2009/50528-6), coordenado pelo pesquisador Carlos Nobre, que é secretário de Políticas e Programas de Pesquisas e Desenvolvimento do MCTI e presidente do PBMC (Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas).

     As projeções até o fim deste século não são tão animadoras, com relação aos níveis atuais, a temperatura pode subir em todos os Biomas Brasileiros. O regime de chuvas é diferenciado, para mais ou para menos, em relação aos Biomas.

    Quanto ao Bioma Caatinga, a projeção, para os meses de verão (dezembro, janeiro e fevereiro) para os próximos 30 anos (ano 2041) é que a temperatura se eleve em 1,5º C, com redução de 25% no regime de chuvas e pode se elevar em 3,5º C, com redução de 40% no regime de chuvas, nos próximos 60 anos (ano 2071).

     As projeções para os meses de verão para o Bioma Cerrado também não são otimistas. O Cerrado deve sofrer tanto com a elevação da temperatura que pode chegar a +3º C nos próximos 30 anos (ano 2041) e de +5º C nos próximos 60 anos (ano 2071); como na diminuição no regime de chuvas de 20% para 2041 e de 35% para 2071.

     Portanto, algo com que se preocuparem, governos locais e cidadãos, no sentido de aprender a lidar com as perspectivas que se avizinham e que podem, certamente, ter reflexos nas diversas atividades socioeconômicas.

     Os cenários gerados pelo Besm foram aceitos, ressalta Pivetta (2013), neste ano pela iniciativa internacional que reúne os dados produzidos pelos 20 modelos globais até agora desenvolvidos. Assim, as projeções geradas pelo modelo nacional foram utilizadas na elaboração do Quinto Relatório do IPCC, com mais de 830 autores, previsto para divulgação em setembro, de 23 a 26, em Estocolmo, na Suécia.

     No 5th Climate Report, do IPCC, está descrito como as mudanças climáticas continuam sem redução. Em particular, as temperaturas estão subindo, os oceanos estão se aquecendo, as águas dos oceanos estão se elevando, o gelo está a derreter, os oceanos estão acidificantes. Tão importante quanto isso, o Relatório vai mostrar que essas mudanças são em grande parte causada pelo Homem, o que, finalmente, foi acordado por consenso de 97% dos pesquisadores do IPCC.

Fonte: Pivetta, Marcos. Extremos do Clima. São Paulo: Revista FAPESP, n. 210. Agosto/2013.

Fonte: INPE/CCST

Fonte: IPCC

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Clima extremo no Brasil – parte 2

     Em setembro será divulgado o Primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1) do Brasil, que é dividido em três partes. Conforme Pivetta (2013), a primeira parte traz as conclusões de estudos feitos entre 2007 e início de 2013, que demonstram a ocorrência de mudanças climáticas no País.

     A segunda parte, informa Pivetta (2013), detalha os impactos das alterações climáticas no País, considerando vulnerabilidades e medidas de adaptação. E a terceira etapa mostra formas de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em território nacional.

     Fioravanti (2013) menciona que, segundo o RAN1, a agricultura será o setor mais afetado no Brasil, por causa da alteração do regime de chuvas. No caso do Nordeste Brasileiro, as culturas de milho, arroz, feijão, algodão e mandioca devem sofrer perda significativa de produtividade devido à forte redução de área de baixo risco (Fioravanti, 2013). O relatório ainda indica como consequências da perda de produtividade do Nordeste, a provável intensificação a pobreza e o aumento de migração da área rural para urbana.

Fontes: Pivetta, Marcos. Extremos do Clima. São Paulo: Revista FAPESP, n. 210. Agosto/2013.

           Fioravanti, Carlos. Desafios no campo e nas cidades. São Paulo: Revista FAPESP, n. 210. Agosto/2013.

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Clima extremo no Brasil – parte 1

     Em texto escrito por Marcos Pivetta, publicado na Revista FAPESP de agosto de 2013, o pesquisador informa que o clima no Brasil do final deste século será, provavelmente, bem diferente do atual.

     Conforme Pivetta (2013), nos biomas Amazônia e Caatinga, a quantidade estimada de chuvas pode ser 40% menor. Os brasileiros deverão conviver com extremos do clima, como períodos de seca prolongada e de chuva forte. Ainda, os brasileiros devem conviver com aparecimento de fenômenos antes raros no país, a exemplo do furacão Catarina, em março de 2004, que atingiu a costa de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

     Estas informações são parte do diagnóstico produzido pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), que estão no Primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1), que deve ser divulgado na 1ª. Conferência Nacional de Mudanças Climáticas, no período de 9 a 13 de setembro, evento organizado pela FAPESP.

    O Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) reuniu 345 pesquisadores de várias áreas no intuito de formular síntese inédita do estado da arte em relação à produção científica nacional sobre o tema: Mudanças Climáticas. O PBMC é concebido aos moldes do IPCC (Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas).

    Importante mencionar a informação, já divulgada no Blog Verde, que em maio de 2012 houve a constatação do maior nível de emissões de CO2, no valor de 400ppm. A quantidade de emissões de gases de efeito estufa, dentre os quais está o dióxido de carbono, é uma das responsáveis pelas alterações climáticas. Estratégias de redução das emissões são importantes mecanismos para enfrentamento das Mudanças Climáticas, mas isso é assunto para outros momentos.

Fonte: Pivetta, Marcos. Extremos do Clima. São Paulo: Revista FAPESP, n. 210. Agosto/2013.

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Clima extremo no Brasil – parte 1

     Em texto escrito por Marcos Pivetta, publicado na Revista FAPESP de agosto de 2013, o pesquisador informa que o clima no Brasil do final deste século será, provavelmente, bem diferente do atual.

     Conforme Pivetta (2013), nos biomas Amazônia e Caatinga, a quantidade estimada de chuvas pode ser 40% menor. Os brasileiros deverão conviver com extremos do clima, como períodos de seca prolongada e de chuva forte. Ainda, os brasileiros devem conviver com aparecimento de fenômenos antes raros no país, a exemplo do furacão Catarina, em março de 2004, que atingiu a costa de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

     Estas informações são parte do diagnóstico produzido pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), que estão no Primeiro Relatório de Avaliação Nacional (RAN1), que deve ser divulgado na 1ª. Conferência Nacional de Mudanças Climáticas, no período de 9 a 13 de setembro, evento organizado pela FAPESP.

    O Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC) reuniu 345 pesquisadores de várias áreas no intuito de formular síntese inédita do estado da arte em relação à produção científica nacional sobre o tema: Mudanças Climáticas. O PBMC é concebido aos moldes do IPCC (Painel Intergovernamental das Mudanças Climáticas).

    Importante mencionar a informação, já divulgada no Blog Verde, que em maio de 2012 houve a constatação do maior nível de emissões de CO2, no valor de 400ppm. A quantidade de emissões de gases de efeito estufa, dentre os quais está o dióxido de carbono, é uma das responsáveis pelas alterações climáticas. Estratégias de redução das emissões são importantes mecanismos para enfrentamento das Mudanças Climáticas, mas isso é assunto para outros momentos.

Fonte: Pivetta, Marcos. Extremos do Clima. São Paulo: Revista FAPESP, n. 210. Agosto/2013.