Mudanças Climáticas Archives - Página 10 de 13 - Blog Verde 
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por Nájila Cabral

Mudanças Climáticas

Contexto da Tomada de Decisão conforme Relatório do IPCC – 2014

    Fazer uma escolha não é fácil. Envolve tantas variáveis e certamente tem uma consequência diretamente relacionada a esta escolha. Isso acontece em todos os setores de nossas vidas. Tomar uma decisão na vida pode significar seguir o rumo correto, ou não. E só saberemos quando o futuro chegar…

    Mas se tivermos cenários no presente que nos auxilie a tomar uma decisão, provavelmente a escolha se dará por critérios menos subjetivos e as incertezas diminuem, minimizando a probabilidade dos erros… E suas consequências adversas.

     O relatório do IPCC – 2014 comenta sobre as incertezas vinculadas a vulnerabilidade, são muitas as incertezas inclusive relacionadas às “respostas dos sistemas humanos e naturais e sua interrelação (muito alta confiança)”. Continua o Relatório: “isso motiva a exploração de uma vasta gama de avaliações de riscos (risk assessment) para futuros socioeconômicos. Compreender a vulnerabilidade futura, a exposição e a capacidade de resposta dos sistemas naturais e humanos interligados constituem-se em um desafio, devido ao número de fatores sociais, econômicos e culturais que interagem no processo, que foram considerados de forma incompleta até o presente momento”.

      Prezados leitores do Blog Verde, em especial aos tomadores de decisão em nível local, apesar das incertezas decorrentes dos fatores sociais, econômicos e culturais, importante aceitarmos que estamos num momento crucial. Escolhas não adequadas acarretarão em riscos maiores a toda a população.

     Oportuno, salutar e necessário apoiar as decisões tomadas nos cenários apresentados por estes instrumentos de avaliação, como o Relatório do IPCC – 2014. Cenários estes nada animadores, notadamente para as populações já vulneráveis como as pessoas em situação de pobreza.

     Então, prezados, mãos a obra! Está mais do que na hora de optarmos por aquilo que, para a maioria, seria mais adequado e com consequente bem-estar, a exemplo de reestruturar as instituições de governança, promover o acesso universal ao saneamento básico; ampliar as áreas protegidas; dentre tantas outras ações que coadunam com o que desejamos a todo o território nacional: sustentabilidade ambiental.

Fonte: IPCC WGII AR5. Resumo para Tomadores de Decisão. 2014.

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Impactos ambientais conforme Relatório do IPCC – 2014

     Algumas informações contidas no Relatório do IPCC – 2014, denominado Sumário para os Tomadores de Decisão (SPM), são preocupantes, pois podem alterar diferentes setores da economia mundial e suas atividades correlacionadas. Eventos extremos podem ocorrer com maior frequência, provocando impactos significativos, e em cadeia, nos diferentes setores.

    Conforme o Relatório, “os impactos decorrentes dos recentes eventos extremos relacionados com o clima (como ondas de calor, secas, inundações, ciclones e incêndios florestais), revelam significativa vulnerabilidade ambiental e exposição de alguns ecossistemas e de muitos sistemas humanos a esta variabilidade climática atual (confiança muito alta). Impactos das tais eventos extremos relacionados com o clima incluem alteração dos ecossistemas, a interrupção da produção de alimentos e de abastecimento de água, danos à infraestrutura e assentamentos humanos, morbidade e mortalidade, bem como consequências para a saúde mental e para o bem-estar humano. Para os países em todos os níveis de desenvolvimento, esses impactos são consistentes com uma significativa ausência de preparação para a variabilidade climática atual, em alguns setores” (p.7, IPCC, 2014).

     Mais adiante, os autores do Relatório do IPCC – 2014 colocam a preocupação com o risco maior das mudanças climáticas para as pessoas em situação de pobreza. Relata o SPM (IPCC, 2014): “riscos relacionados ao clima exacerbam outros estressores, muitas vezes com resultados negativos para os meios de vida, especialmente para as pessoas que vivem em situação de pobreza (alta confiança)”.

      O relatório adverte ainda sobre os impactos diretos que podem ocorrer na vida das pessoas em situação de pobreza, como reduções no rendimento das colheitas, ou indiretamente por meio de, por exemplo, aumento dos preços dos alimentos, bem como a insegurança alimentar.

Fonte: IPCC WGII AR5. Resumo para Tomadores de Decisão. 2014.

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Vulnerabilidades ambientais conforme Relatório do IPCC – 2014

     O Sumário para Tomadores de Decisão (SPM), publicado no último dia 31 de março de 2014 pelo IPCC, traz informações valiosas e importantes que devem ser consideradas no processo de Tomada de Decisão. Ciente dos cenários futuros e seus potenciais riscos, tomadores de decisão optam pelo caminho mais adequado para o território.

     A sociedade civil deve, também, estar ciente destas informações e acompanhar as decisões que são tomadas e que vão interferir, positiva ou negativamente, em sua vida. Por isso, o Blog Verde tem trazido aos seus leitores as informações contidas neste último relatório divulgado pelo IPCC.

     Na página 6 do SPM (2014), com relação ao degelo, diz: “Em muitas regiões, as mudanças na precipitação pluviométrica ou derretimento de neve e gelo estão alterando os sistemas hidrológicos, afetando os recursos hídricos em termos de quantidade e qualidade (média confiança). As geleiras continuarão a diminuir em quase todo o mundo devido às alterações climáticas (alta confiança), afetando o escoamento superficial e os recursos hídricos à jusante (média confiança). As mudanças climáticas estão causando o aquecimento e descongelamento do gelo em regiões de alta latitude (alta confiança)”.

    Um pouco mais adiante, o Relatório traz informações correlacionando saúde e mudanças climáticas: “Os problemas de saúde humana relacionados às alterações climáticas são relativamente pequenos em comparação com os efeitos de outros fatores de estresse e não estão ainda bem quantificados. No entanto, tem havido um aumento da mortalidade relacionada com o calor e, também, a diminuição da mortalidade relacionada com o frio em algumas regiões, como resultado do aquecimento (média confiança). Mudanças locais de temperatura e de precipitação têm alterado a distribuição e o aparecimento de algumas doenças transmitidas pela água e doenças transmitidas por vetores (média confiança)”.

Fonte: IPCC WGII AR5. Resumo para Tomadores de Decisão. 2014.

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Grau de incertezas dos resultados do relatório do IPCC – 2014

     Em toda avaliação ambiental existem incertezas. O grau de incerteza da cada avaliação depende do tipo de avaliação, da quantidade e qualidade das informações; da consistência das provas e do grau de concordância da equipe envolvida no processo.

     No caso específico do último Relatório do IPCC, divulgado em 31 de março de 2014, os autores descrevem as evidências como: limitadas, médias ou fortes e o grau de concordância como: baixo, médio ou alto.

     A confiança na validade de uma constatação sintetiza a avaliação da prova e da concordância (acordo). Os níveis de confiança incluem cinco qualificações: muito baixa, baixa, média, alta e muito alta.

     A probabilidade de algum resultado ter ocorrido ou vir a ocorrer no futuro foi descrito quantitativamente, em mencionado relatório, através dos seguintes termos:

praticamente certo, com probabilidade de 99-100%;

extremamente provável, com 95 – 100%; muito provável, com 90-100%;

provavelmente, com intervalo de 66-100 %;

mais provável do que não, com mais de 50 a 100 %;

tanto provável como não, no intervalo de 33 a 66 %;

improvável, compreendendo o intervalo de 0 a 33 %;

muito improvável, cujo intervalo é de 0 a 10 %;

extremamente improvável, com variação de 0 a 5%; e

excepcionalmente improvável, compreendendo intervalo de 0 a1 %.

      Conforme o Relatório, a menos que seja indicado o contrário, os resultados elencados no Relatório do IPCC 2014 vinculados a uma determinada probabilidade estão associados com uma alta ou muito alta confiança, portanto são informações confiáveis que os tomadores de decisão podem, e devem, utilizá-las para readequar as políticas públicas de seu território.

Fonte: IPCC WGII AR5. Resumo para Tomadores de Decisão. 2014.

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Sumário da Reunião do IPCC – 2014

     A 10 ª sessão do Grupo de Trabalho II ( WGII ) do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e a 38 ª sessão do IPCC foram realizadas no período de 25 a 29 março 2014, em Yokohama, no Japão.

     A reunião teve a participação de 271 delegados representando 115 países, bem como a participação de representantes das Nações Unidas e de organizações intergovernamentais e de observadores, chamando a atenção da mídia mundial .

     No final da reunião, foi aprovado o Sumário para os Tomadores de Decisão (Summary for Policymakers – SPM), incluindo o Resumo Técnico e anexos. Mencionado Sumário é composto por uma introdução e mais três partes principais.

    A introdução aborda a avaliação e gestão dos riscos das mudanças climáticas. A primeira parte observou impactos, vulnerabilidade e adaptação em um mundo complexo, incluindo: vulnerabilidade e exposição; experiência, adaptação; e o contexto de tomada de decisão.

     A Seção B aborda riscos e oportunidades para a adaptação futura, incluindo os principais riscos regionais, bem como os potenciais de adaptação. A Seção C concentra-se na gestão de riscos futuros e na construção de resiliência.

    O Sumário para os Tomadores de Decisão, publicado na página do IPCC em 31/03/2014, possui 44 páginas e durante a primeira semana de abril, o Blog Verde, vai trazer suas informações e orientações.

Fonte: IISD

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Dia Mundial do Meio Ambiente – Eleve sua voz, não o nível do mar…

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

25 de Março de 2014

    Este é ano Internacional dos Pequenos Estados Insulares e a UNEP resolveu dedicar o Dia Mundial do Meio Ambiente 2014 ao desenvolvimento sustentável dos Pequenos Estados Insulares e os desafios ambientais que eles enfrentam.

Fonte: UNEP

Fonte: UNEP

   A UNEP está com uma campanha até o Dia Mundial do Meio Ambiente, 05 de junho, “Eleve sua voz, não o nível do mar” para que os participantes possam deixar mensagens e registrar as atividades que podem auxiliar nas estratégias de mitigação às mudanças climáticas e suas consequências, notadamente, para os países insulares.

    O Secretário geral da ONU, Ban Ki-Moon, comentou que “não se pode negar a sorte dos países insulares, que são o lar de cerca de 63 milhões de pessoas, a exemplo da região do Caribe, que recebe, por ano, mais de 21 milhões de visitantes”.

     Ban Ki-Moon também alerta que os países insulares são extremamente vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, como por exemplo, o impacto devastador de furacões e ciclones e, ainda, a ameaça do aumento do nível do mar; portanto existe a necessidade urgente em se combater às alterações climáticas.

    Aos interessados em deixar sua voz e sua ação registrada e, assim, fazer a diferença, cliquem aqui.

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3ª Conferência Internacional sobre adaptação às Mudanças Climáticas

      No período de 12 a 16 de maio, Fortaleza, no Ceará, sedia a 3ª Conferência Internacional sobre adaptação às Mudanças Climáticas.

Na programação, pesquisadores de renome e tomadores de decisão devem debater sobre os impactos climáticos e as opções de mitigação. Dentre os objetivos da Conferência estão:

– apresentar estudos de caso de impactos e existentes no mundo;

– explorar a contribuição de adaptações para o planejamento e para as decisões políticas;

– explorar as políticas e abordagens de mitigação, e compartilhar as estratégias para a tomada de decisão da escala internacional para escala local;

– introduzir novas ferramentas e metodologias para o financiamento de adaptação, monitoramento e avaliação.

A Conferência tem o suporte do CCST-INPE e do PNUMA (sigla em inglês UNEP). Tem, ainda, o apoio do CGEE e da SECITECE. Os brasileiros Prof. Dr. Antônio Rocha Magalhães (CGEE), Prof. Dr. Carlos Nobre (SEPED/MCTI), Prof. Dr. José Marengo (CCST/INPE) e Dra. Patrícia Pinho (CCST/INPE) estão dentre os membros do Comitê Internacional de Organização.

A data limite para inscrições é 05 de abril, aos interessados em saber mais e realizar inscrições cliquem aqui.

Convite feito! Ainda tem tempo de estar presente e participar!

Fonte: INPE

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Limite de emissões de CO2 para automóveis

      Olha que notícia boa: a partir de 2021, os novos automóveis devem emitir menos CO2 (dióxido de carbono) …   … isso nos países da União Europeia.

     No mês passado (fevereiro), o Parlamento Europeu aprovou o projeto de lei que obriga os automóveis, a partir de 2021, a emitirem no máximo 95gCO2/km, uma redução de 27% em face do limite atual de 130gCO2/km.

      Essa iniciativa deve contribuir para reduzir a pegada de carbono da União Europeia, em 2030, de até 442 milhões de toneladas de carbono. O intervalo de tempo, até 2021, deve ser o suficiente para que os fabricantes se adequem à legislação, uma vez que, conforme a indústria automobilística, os novos padrões de emissões são difíceis de obter.

Fonte: EcoNews. Portugal. N. 86. Março 2014.

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REDD+ e a estratégia brasileira

     REDD+ (Redução de Emissões provenientes de Desmatamento e Degradação Florestal) é uma estratégia em discussão na UNFCCC (Convenção Quadro das Nações Unidas de Mudanças Climáticas) que, de alguma maneira, oferece compensações aos países em desenvolvimento que reduzirem as suas emissões de GEE, ou, ainda, que investirem em práticas de baixo carbono correlacionadas ao uso da terra.

     O Ministério do Meio Ambiente está disponibilizando em sua página na internet informações sobre a estratégia brasileira de REDD+; portanto as informações aqui presentes foram retiradas de mencionado site.

     Conforme o MMA, a estratégia nacional da REDD+ define como um país em desenvolvimento reduzirá suas emissões oriundas de desmatamento e degradação com apoio financeiro, técnico e tecnológico adequado e previsível. A COP 16, que ocorreu em 2010, no México, indicou que os países considerassem as causas do desmatamento e da degradação florestal, as questões fundiárias e, ainda, de governança florestal.

     Mais recentemente, em novembro de 2013, houve a COP 19, em Varsóvia. O Brasil retornou de mencionado evento com novos insumos para agregar a sua estratégia nacional de REDD+, que, atualmente, encontra-se em fase de discussão na esfera governamental.

Fonte: MMA

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Consulta Pública de Inventário de Gases de Efeito Estufa de São Paulo

     A CETESB está com consulta pública dos relatórios de referência para o Inventário de Gases de Efeito Estufa do estado de São Paulo.

      Mencionado Inventário é resultado, conforme informações da CETESB, de uma iniciativa inédita no Brasil de elaboração de um amplo diagnóstico das emissões de gases de efeito estufa do Estado de São Paulo no período de 1990-2008. Seguindo a metodologia preconizada no IPCC, o Inventário foi classificado em cinco setores, conforme a origem das emissões, a saber: energia, processos industriais, uso da terra, mudanças no uso da terra e florestas; agropecuária e resíduos.

     Aos interessados em saber mais e participar da consulta pública, cliquem aqui.

Fonte: CETESB

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Consulta Pública de Inventário de Gases de Efeito Estufa de São Paulo

     A CETESB está com consulta pública dos relatórios de referência para o Inventário de Gases de Efeito Estufa do estado de São Paulo.

      Mencionado Inventário é resultado, conforme informações da CETESB, de uma iniciativa inédita no Brasil de elaboração de um amplo diagnóstico das emissões de gases de efeito estufa do Estado de São Paulo no período de 1990-2008. Seguindo a metodologia preconizada no IPCC, o Inventário foi classificado em cinco setores, conforme a origem das emissões, a saber: energia, processos industriais, uso da terra, mudanças no uso da terra e florestas; agropecuária e resíduos.

     Aos interessados em saber mais e participar da consulta pública, cliquem aqui.

Fonte: CETESB