Malala Day e o Mundo que queremos - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Malala Day e o Mundo que queremos

     A Organização das Nações Unidas declarou em 2012 o Malala Day em homenagem a menina paquistanesa e sua bonita luta em prol da educação para as meninas, em seu país e no mundo inteiro.

    Este ano, 2014, o Malala Day é celebrado no dia de hoje 14 de julho. O Jornal The Washington Post publicou artigo escrito por Malala Yousafzai, do qual transcrevemos trechos abaixo:

Malala Yousafzai Fonte: Global Education Fisrt, 2013

Malala Yousafzai
Fonte: Global Education Fisrt, 2013

“Aniversários são momentos para seguir em frente. Nós olhamos para trás com gratidão a respeito do que se passou e decidimos que este ano nós seremos ainda mais fortes. Eu vivi o que muitas pessoas podem dizer ‘uma vida’. Eu tinha 11 anos quando comecei a falar contra o Talibã e pelo meu direito de ir à escola. Eu tinha 12 anos quando eu tive que deixar minha casa no Vale Swat no Paquistão quando o terrorismo e o extremismo se estabeleceram em minha cidade. Eu tinha 15 anos quando fui baleada pelo Talibã e quase morri, mas me foi dada uma outra vida. Eu tinha 16 anos quando eu, mais uma vez, levantei minha voz para os direitos da educação das meninas, desta vez em um cenário internacional. No fim de semana passado, eu completei 17 anos.”

“Ao celebrarmos o Malala Day, em 14 de julho, hoje, eu tenho esperança e desgosto. Pensei que tinha atingido um ponto de mudança na nossa história, que nunca mais viria outra menina enfrentar o que eu tive que enfrentar. Nunca imaginei que apenas um ano após o meu discurso da ONU, mais de 200 meninas seriam sequestradas na Nigéria por Boko Haram simplesmente por quererem ir à escola. Estas meninas são minhas irmãs”. “Todos os dias mulheres e meninas enfrentam desafios indizíveis. Mais de 66 milhões de meninas ainda estão fora da escola em todo o mundo. No Paquistão, as minhas irmãs são tiradas da escola e transformadas em noivas quando ainda são crianças. Na Índia, em maio deste ano, duas de minhas irmãs foram estupradas e mortas, seus corpos deixados pendurados em uma árvore. Eu me esforço para entender um ato tão devastador de violência”.

“Nenhum estudante, de qualquer lugar, nunca, deve ser um alvo de conflito ou violência. Não podemos ficar à margem e deixar que isso continue. Cada um de nós é responsável. Não podemos descansar até que tenhamos a justiça e a liberdade para cada menina e cada menino. Desde o último Malala Day, tenho trabalhado para ajudar minhas irmãs, levantando minha voz. Mas todos nós temos que fazer mais”.

“Eu sei que a educação é o que separa uma menina que está presa a um ciclo de pobreza, medo e violência para outro ciclo com uma chance de um futuro melhor”.

Para finalizar seu artigo, Malala nos chama a participar do mundo que queremos, nos chama à responsabilidade, notadamente, a dar voz aqueles que não conseguem.

“Nós levantamos a nossa voz para que aqueles que não têm voz possam ser ouvidos. Comprometemo-nos a não nos esquecermos daqueles que não têm voz. Não me canso de pedir a criação de um mundo no qual nós queremos viver. Não podemos perder a esperança, e não devemos parar de nos importarmos”.

  Concordo com as palavras de Malala, a seguir: “Somos mais fortes do que aqueles que nos oprimem, que procuram nos silenciar. Somos mais fortes do que os inimigos da educação. Somos mais fortes do que o medo, o ódio, a violência e a pobreza”.

Fonte: The Washinton Post/Malala Yousafzai

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Malala Day e o Mundo que queremos

     A Organização das Nações Unidas declarou em 2012 o Malala Day em homenagem a menina paquistanesa e sua bonita luta em prol da educação para as meninas, em seu país e no mundo inteiro.

    Este ano, 2014, o Malala Day é celebrado no dia de hoje 14 de julho. O Jornal The Washington Post publicou artigo escrito por Malala Yousafzai, do qual transcrevemos trechos abaixo:

Malala Yousafzai Fonte: Global Education Fisrt, 2013

Malala Yousafzai
Fonte: Global Education Fisrt, 2013

“Aniversários são momentos para seguir em frente. Nós olhamos para trás com gratidão a respeito do que se passou e decidimos que este ano nós seremos ainda mais fortes. Eu vivi o que muitas pessoas podem dizer ‘uma vida’. Eu tinha 11 anos quando comecei a falar contra o Talibã e pelo meu direito de ir à escola. Eu tinha 12 anos quando eu tive que deixar minha casa no Vale Swat no Paquistão quando o terrorismo e o extremismo se estabeleceram em minha cidade. Eu tinha 15 anos quando fui baleada pelo Talibã e quase morri, mas me foi dada uma outra vida. Eu tinha 16 anos quando eu, mais uma vez, levantei minha voz para os direitos da educação das meninas, desta vez em um cenário internacional. No fim de semana passado, eu completei 17 anos.”

“Ao celebrarmos o Malala Day, em 14 de julho, hoje, eu tenho esperança e desgosto. Pensei que tinha atingido um ponto de mudança na nossa história, que nunca mais viria outra menina enfrentar o que eu tive que enfrentar. Nunca imaginei que apenas um ano após o meu discurso da ONU, mais de 200 meninas seriam sequestradas na Nigéria por Boko Haram simplesmente por quererem ir à escola. Estas meninas são minhas irmãs”. “Todos os dias mulheres e meninas enfrentam desafios indizíveis. Mais de 66 milhões de meninas ainda estão fora da escola em todo o mundo. No Paquistão, as minhas irmãs são tiradas da escola e transformadas em noivas quando ainda são crianças. Na Índia, em maio deste ano, duas de minhas irmãs foram estupradas e mortas, seus corpos deixados pendurados em uma árvore. Eu me esforço para entender um ato tão devastador de violência”.

“Nenhum estudante, de qualquer lugar, nunca, deve ser um alvo de conflito ou violência. Não podemos ficar à margem e deixar que isso continue. Cada um de nós é responsável. Não podemos descansar até que tenhamos a justiça e a liberdade para cada menina e cada menino. Desde o último Malala Day, tenho trabalhado para ajudar minhas irmãs, levantando minha voz. Mas todos nós temos que fazer mais”.

“Eu sei que a educação é o que separa uma menina que está presa a um ciclo de pobreza, medo e violência para outro ciclo com uma chance de um futuro melhor”.

Para finalizar seu artigo, Malala nos chama a participar do mundo que queremos, nos chama à responsabilidade, notadamente, a dar voz aqueles que não conseguem.

“Nós levantamos a nossa voz para que aqueles que não têm voz possam ser ouvidos. Comprometemo-nos a não nos esquecermos daqueles que não têm voz. Não me canso de pedir a criação de um mundo no qual nós queremos viver. Não podemos perder a esperança, e não devemos parar de nos importarmos”.

  Concordo com as palavras de Malala, a seguir: “Somos mais fortes do que aqueles que nos oprimem, que procuram nos silenciar. Somos mais fortes do que os inimigos da educação. Somos mais fortes do que o medo, o ódio, a violência e a pobreza”.

Fonte: The Washinton Post/Malala Yousafzai