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Blog Verde

por Nájila Cabral

dezembro 2014

Férias do Blog Verde

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

27 de dezembro de 2014

Prezados Leitores do Blog Verde, de hoje até 12 de janeiro estaremos em férias. Pela primeira vez, em 30 meses estaremos “fora do ar”.

A vocês um excelente 2015, com saúde e paz. Que o Ano Novo traga vitórias e muitas coisas boas para o meio ambiente e, claro, como consequência para todos nós.

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Relatório Preliminar – Lacunas de adaptação (parte 3 – final)

     Conforme o Relatório Preliminar – Lacunas de adaptação, da UNEP, são poucas as sociedades, na atualidade, que são capazes, ou estão preparadas, para investir os recursos financeiros de adaptação requeridos para trazer os riscos e impactos das mudanças climáticas aos limites técnicos e físicos mais baixos associados à adaptação.

     Algumas sociedades podem considerar essas opções caras e podem preferir alocar os recursos para outras prioridades, tolerando, assim um nível maior de risco de impactos climáticos. Por exemplo, eles podem preferir melhorar seu bem-estar por meio do investimento em saúde ou educação, ou reduzir outros riscos, tais como terremotos ou ainda conflitos. Cidades que atualmente estejam fora da zona de tempestades tropicais podem decidir suportar os riscos de baixa probabilidade de ocorrência de grandes tempestades ao invés de enfrentar os custos de adaptação a estes eventos extremos, ou ainda podem acreditar que as perdas econômicas associadas com eventos de inundações ocasionais serão menores ao invés de terem de arcar com o custo de uma grande infraestrutura de solução para inundações ocasionais.

    Assim, e, para finalizar, as metas de adaptação dependem do nível de desenvolvimento econômico e como isso influenciará os recursos que podem ser alocados para a adaptação.

Fonte: UNEP

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Relatório Preliminar – Lacunas de adaptação (parte 2)

     O Relatório Preliminar: Lacunas de Adaptação, da UNEP, traz informações importantes sobre custos de investimentos que devem ser aplicados para as necessárias ações de adaptação às mudanças climáticas no mundo.

     A publicação menciona dados do 5º Relatório do IPCC que traz estimativas globais dos custos da adaptação, em países em desenvolvimento, variando entre US$ 70 bilhões e US$ 100 bilhões por ano, em todo o mundo em 2050. Os resultados desta avaliação sugerem que estes valores podem estar subestimados, em especial no período após 2030. Isso é, no mínimo, preocupante.

    A publicação alerta que os custos de adaptação serão, no mínimo, de duas a três vezes maiores do que as estimativas divulgadas até agora, e podem ser ainda maiores próximas a 2050.

     Com relação aos custos em nível nacional, os estudos apontam que podem ser até cinco vezes maiores do que as estimativas divulgadas no relatório do IPCC, considerando as estimativas de nível mundial. Esta conclusão permite revelar, então, que os estudos em nível global fornecem cobertura apenas parcial dos setores e dos impactos, não considerando, por exemplo, as incertezas ambientais ou os custos das políticas.

Fonte: UNEP

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Frases para refletir… sobre vida e meio ambiente

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

21 de dezembro de 2014

    Aproxima-se o Natal. Nesta semana, faça uma reflexão sobre o ano que passou. Quanta coisa boa aconteceu em nossas vidas. O mundo teve seus momentos para discutir a necessidade de ações de mitigação e redução das emissões de gases de efeitos estufa. Compromissos foram acordados. Dentre tantos outros bons e inesquecíveis momentos.

     O mundo testemunhou o início do retorno das relações entre países que há décadas não se falavam. Esse que talvez foi o mais belo presente de aniversário do Papa Francisco, responsável pelo começo dessa história entre Cuba e USA.

    Outros momentos nada bonitos e que merecem reflexão sobre qual caminho devemos seguir também aconteceram, a exemplo dos muitos atos terroristas pelo mundo. Respeito é algo que deve ser praticado todos os dias, em todos os momentos. Respeito ao próximo. Amor ao próximo.

    Esta sempre foi a mensagem que o aniversariante do dia 24/12, Jesus, sempre passou para todos: “Amai-vos uns aos outros”.

    Aos leitores do Blog Verde e a todos os cidadãos, desejo que o Amor esteja mais presente em todos os dias de nossas vidas. Desejo a paz que vem do Amor em todos os dias do ano novo: 2015.

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Relatório Preliminar – Lacunas de adaptação (parte 1)

     O Blog Verde traz essa semana uma série sobre o Relatório Preliminar: Lacunas de Adaptação, uma publicação da UNEP (Programa das Nações Unidas sobre Meio Ambiente) que serviu de base para as negociações que aconteceram na COP 20, em Lima, Peru, encerrada em 13/12/2014.

     Mencionado Relatório centra-se em lacunas nos países em desenvolvimento em três importantes áreas: finanças, tecnologia e conhecimento. Indica, ainda, o papel fundamental do Fundo Verde para o Clima no sentido de contribuir para o alcance de adaptação a partir de 2020, que representa uma importante lacuna a ser preenchida.

     Uma das mensagens mais fortes do relatório é que, o mais breve possível, haja ambiciosas ações de mitigação, sendo estas o melhor seguro contra as potenciais intransponíveis lacunas de adaptação no futuro. Modelos de simulação mostram que os custos de adaptação poderiam dobrar em 2050, caso o mundo não consiga reduzir as emissões para os níveis que são exigidos para limitar as temperaturas globais anuais a subirem menos que 2° Celsius. Caso não aconteçam as necessárias adaptações há fortes indícios de que as trajetórias de crescente emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera podem levar ao um aumento médio global da temperatura de cerca de 3,7° até 4° Celsius.

Fonte: UNEP

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Entrega do Certificado Selo Município Verde – Ceará

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      Em 23 de dezembro de 2014, no auditório da COGERH (Companhia de Gerenciamento de Recursos Hídricos), às 09h, acontece a entrega dos certificados do Programa Selo Município Verde – edição 2014 aos municípios cearenses que comprovaram seu compromisso com a sustentabilidade ambiental, nos últimos dois anos (2013-2014).

     O Programa Selo Município Verde, pioneiro no estado do Ceará, tem por objetivo a certificação pública dos municípios que possuam adequado direcionamento de ações e de cumprimento dos instrumentos de gestão das diversas políticas públicas relacionadas às questões ambientais. O Programa, que teve seu início em 2003 e era realizado anualmente até 2012, se configura também como mecanismo de fortalecimento do Sistema Municipal de Meio Ambiente.

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Resultados da Conferência do Clima – Lima 2014 – COP20

     Ontem, 12 de dezembro, deveria ser encerrada a Conferência do Clima. Após 11 dias de intensos debates e negociações, 144 países devem assinar até o final da noite de hoje o texto que será levado para a reunião, em 2015, em Paris para um Novo Acordo Global sobre as Mudanças Climáticas.

     O texto inclui várias opções de mitigação, adaptação, financiamento e transferência de tecnologia que foram acordados durante as rodadas de negociações e que devem se tornar ações em países desenvolvidos e em desenvolvimento.

     O Acordo possui dois objetivos, a saber:

– alcançar a participação universal (de todos) e melhorar ainda mais a implementação plena, efetiva e sustentada dos princípios e disposições da Convenção (UNFCCC), dos compromissos da mencionada Convenção e das decisões existentes, bem como reforçar o regime multilateral baseado em regras no âmbito da Convenção, a fim de alcançar o objetivo da Convenção, tal como estabelecido no seu artigo 2º.

– Todas as Partes (países) devem se esforçar para reduzir as emissões de gases de efeito estufa para alcançar economias e sociedades resistentes, com base em equidade e de acordo com suas responsabilidades históricas; responsabilidades estas comuns, mas diferenciadas considerando as respectivas capacidades, a fim de alcançar o desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza e a prosperidade para o benefício das gerações presentes e futuras da humanidade, tendo prioritariamente em consideração a responsabilidade histórica dos países desenvolvidos e sua liderança no combate às alterações climáticas e de seus efeitos adversos, e tendo em consideração que desenvolvimento socioeconômico e a erradicação da pobreza são as prioridades primordiais e absolutas dos países em desenvolvimento.

    Outro resultado importante foi a Declaração de Aliança do Pacífico, em que os Presidentes do Peru, Ollanta Huma, do Chile, Michelle Bachelet, da Colombia, Juan Manuel Santos, e do México, Enrique Peña Nieto chegaram a um acordo se comprometendo a adotar políticas públicas compatíveis com níveis de mitigação e adaptação que contribuam para o esforço global contra as mudanças climáticas.

     Na mesma Declaração está expresso o compromisso em favor do manejo sustentável dos recursos naturais, incluindo florestas, água e agricultura.

Fonte: UNFCCC

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Mais um pouco sobre a Conferência do Clima – Lima

     Enquanto nas ruas de Lima acontecia a Marcha Popular do Clima, os negociadores dentro do perímetro das Nações Unidas estavam diante de outro desafio que era o texto (draft) de negociação, notadamente com relação às INDCs (Intended Nationally Determined Contribuitions). As INDCs se constituem nos compromissos dos países com relação a um caminho em direção a um baixo teor de carbono no sistema produtivo. Sua forma e rigor irá determinar se o mundo alcançará um acordo ambicioso para 2015.

     Há um clima de falta de confiança no ar, por razão das diferenças sobre a questão das INDCs. Ontem, 10/12, um negociador sugeriu que  as discussões sobre o financiamento do clima fossem postergadas para uma data posterior, de modo que se pudesse se concentrar nas discussões sobre mitigação”. Outro delegado de alto nível viu uma solução surgindo no horizonte. “Em Lima, nós temos a tarefa de separar as questões que precisam ser resolvidas aqui, daquelas que podem ser discutidas em 2015”.

     O documento final do evento já aumentou em 58 páginas. Amanhã é o último dia, e o desejo de todos é que tenhamos, sim, tempo suficiente para que o acordo e os compromissos sejam propostos, negociados e firmados.

Fonte: Earth Negotiations Bulletin, 2014.

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Conferência do Clima – Segmento de Alto Nível

     Ontem, dia 09/12, pela manhã, o ministro do Meio Ambiente do Peru e presidente da COP 20 /CMP 10 abriu o segmento de alto nível, destacando a geração do que ele chamou de “espírito de Lima” positivo e sublinhando a necessidade de “trazer esse espírito para alcançar o resultado que o mundo está esperando de todos os presentes na Reunião”.

    A Secretária executiva da UNFCCC, Christiana Figueres, destacou que “o calendário Inca diz que esta é a época de plantio e o calendário da ciência nos adverte que estamos correndo contra o tempo”, destacando que “devemos plantar aqui em Lima as sementes de um mundo mais seguro, justo e próspero para todos”.

      Comentando que “este não é o momento para mexer, mas para transformar”, o Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, destacou que, a fim de manter o aumento da temperatura global abaixo de 2° C, “todas as Partes devem ser parte da solução, e todas as sociedades devem estar engajadas”. Ele convidou as Partes para entregar um de texto (draft) equilibrado e bem estruturado como uma base sólida para as negociações em 2015; para se chegar a um entendimento comum.

     Em seguida, no segmento de alto nível, deu-se continuidade aos depoimentos de outros chefes e vice-chefes de Estado e de governo, ministros, e outros chefes de delegações. Aos interessados em saber mais, cliquem aqui. http://unfccc6.meta-fusion.com/cop20/events

Fonte: Earth Negotiations Bulletin, 2014.

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Educação do Campo, Indígena e Quilombola

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Meio Ambiente

09 de dezembro de 2014

    Na período de 08 e 09/12/2014, a Secretaria da Educação do Estado do Ceará, por meio da CODEA/Diversidade e Inclusão Educacional está realizando o II Encontro da Educação do Campo, Indígena e Quilombola: “Políticas, Culturas e Identidades”.

SEDUC_indigena_campo_quilombola_2014

     O Encontro tem por objetivo: promover uma ampla discussão sobre políticas, culturas, identidades e gestão para a educação do campo, indígena e quilombola em diálogo com os movimentos sociais, instituições governamentais e não governamentais.

     Estão presentes no Encontro, secretários municipais de educação, coordenadores e técnicos das CREDE, gestores e professores das escolas estaduais do campo, quilombolas e indígenas, representantes dos Movimentos Sociais do Campo, Indígena e Quilombola, de Instituições Públicas de Ensino Superior do Ceará, do Conselho Estadual de Educação – CEE, da União dos Conselhos Municipais de Educação – UNCME, do Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF, da Associação dos Municípios e Prefeitos do Estado do Ceará – APRECE e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação do Ceará – UNDIME-CE.

      As mesas redondas, de alto nível, tem trazido uma riqueza de debate ímpar para o “Futuro que Queremos”. Parabéns aos organizadores!

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Educação do Campo, Indígena e Quilombola

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Meio Ambiente

09 de dezembro de 2014

    Na período de 08 e 09/12/2014, a Secretaria da Educação do Estado do Ceará, por meio da CODEA/Diversidade e Inclusão Educacional está realizando o II Encontro da Educação do Campo, Indígena e Quilombola: “Políticas, Culturas e Identidades”.

SEDUC_indigena_campo_quilombola_2014

     O Encontro tem por objetivo: promover uma ampla discussão sobre políticas, culturas, identidades e gestão para a educação do campo, indígena e quilombola em diálogo com os movimentos sociais, instituições governamentais e não governamentais.

     Estão presentes no Encontro, secretários municipais de educação, coordenadores e técnicos das CREDE, gestores e professores das escolas estaduais do campo, quilombolas e indígenas, representantes dos Movimentos Sociais do Campo, Indígena e Quilombola, de Instituições Públicas de Ensino Superior do Ceará, do Conselho Estadual de Educação – CEE, da União dos Conselhos Municipais de Educação – UNCME, do Fundo das Nações Unidas para a Infância – UNICEF, da Associação dos Municípios e Prefeitos do Estado do Ceará – APRECE e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação do Ceará – UNDIME-CE.

      As mesas redondas, de alto nível, tem trazido uma riqueza de debate ímpar para o “Futuro que Queremos”. Parabéns aos organizadores!