Arquivos Janeiro 2014 - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

Janeiro 2014

Dia Mundial das Terras Úmidas

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

31 de Janeiro de 2014

     No próximo dia 2 de fevereiro comemora-se o Dia Mundial das Terras Úmidas (World Wetlands Day). Vocês sabiam que 2014 é o Ano Internacional da Agricultura Familiar?

     Assim, a Convenção Ramsar escolheu a temática: Terras Úmidas e Agricultura para este dia Mundial das Terras Úmidas. São 168 países que assinam a Convenção Ramsar.

    A Convenção das Terras Úmidas aconteceu no Irã, em Ramsar, portanto ficou conhecida como Convenção Ramsar. Mencionada convenção é “um tratado intergovernamental que incorpora os compromissos de seus países membros para manter o caráter ecológico de suas Zonas Úmidas de Importância Internacional e fazer planos de uso sustentável, de todas as zonas úmidas em seus territórios (Ramsar Convention, 1971)”.

     O Brasil possui 12 áreas protegidas, cobrindo um total de 7.225.687 hectares, incorporadas a Convenção Ramsar, são elas:

Parque Nacional Marinho de Abrolhos, no estado da Bahia;

Área de Proteção Ambiental da Baixada Maranhense, no estado do Maranhão;

Parque Nacional Cabo Orange, no estado do Amapá;

Ilha do Bananal, no estado do Tocantins;

Lagoa do peixe, no estado do Rio Grande do Sul;

Mamirauá, no estado do Amazonas;

Pantanal Matogrossense, no estado do Mato Grosso;

Parque Estadual Marinho do Parcel Monoel Luís, no estado do Maranhão;

Reentrâncias Maranhenses, no estado do Maranhão;

Reserva Particular do Patrimônio Natural Fazenda Rio Negro, no estado do Rio Grande do Sul;

Reserva Particular do Patrimônio Natural SESC Pantanal, no estado do Mato Grosso;

Parque Estadual Rio Doce, no estado de Minas Gerais.

Fonte: Ramsar Convention, 2014. The List of Wetlands of International Importance. (29/01/2014)

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Avaliação de Impacto – para que serve mesmo?

      Atividades humanas de agentes econômicos, públicos ou privados, geram impactos, e estes podem ser positivos ou negativos. Impacto é comumente usado como sinônimo de efeito, conforme o Regulamento 1508.8 da Agência Norte Americana de Proteção Ambiental.

     Importante, então, de maneira prévia realizar Avaliação de Impacto. O IAIA (International Association for Impact Assessment) define Avaliação de Impacto como o processo de identificação de consequências futuras de uma ação proposta ou atual, considerando o conceito de impacto como a diferença entre o que aconteceria com a realização de uma determinada ação e o que aconteceria caso essa determinada ação não fosse realizada (IAIA, 2009)

      Portanto, a Avaliação de Impacto tem duas características, cada uma delas com abordagens metodológicas distintas (IAIA, 2009):

– como uma ferramenta técnica de análise das consequências de uma intervenção de planejamento (políticas, planos, programas e projetos), provendo informações aos diferentes atores sociais e aos tomadores de decisão;

– como um procedimento institucional e legal correlacionado ao processo de tomada de decisão de uma intervenção de planejamento.

      No cenário internacional, a Avaliação de Impacto foi reconhecida na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, de 1992, a chamada Rio92, por meio do Princípio 17 da Declaração da Rio92.

     Em alguns países, a exemplo dos Estados Unidos da América, a análise de alternativas é considerada o centro ou coração do processo de Avaliação de Impacto. IAIA (2009) reforça a importância do monitoramento para o sucesso da Avaliação de Impacto, pois é este que assegura se as recomendações da Avaliação de Impacto estão efetivamente implementadas.

Fonte: IAIA- International Association for Impact Assessment. What is Impact Assessment? Fargo, ND: IAIA, 2009.

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Previsão de chuvas no Ceará

     A FUNCEME (Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos) divulgou, em 21 de janeiro de 2014, a previsão das chuvas no Ceará para fevereiro a abril de 2014.

     A Assessoria de Comunicação do órgão, por meio do Guto Castro, enviou nota com prognóstico oficial em virtude de um “um suposto ‘novo prognóstico da Funceme’ para as chuvas no Ceará entre fevereiro e abril com informações distorcidas”.

Fonte: Funceme

Fonte: Funceme

    Segue, então, abaixo notícia do Guto Castro com informações oficiais:

 “Após análise dos campos atmosféricos e oceânicos de grande escala (vento em superfície e em altitude, pressão ao nível do mar, temperatura da superfície do mar, entre outros) e dos resultados de modelos numéricos globais e regionais e de modelos estatísticos de diversas instituições de meteorologia do Brasil (FUNCEME, INMET, CPTEC/INPE) e do exterior (IRI e UK MetOffice), emitiu-se o seguinte prognóstico climático para a estação chuvosa do Estado do Ceará: a previsão, para o período de fevereiro, março e abril de 2014, é de 40% de probabilidade para a categoria abaixo da normal, 35% para a categoria normal e 25% para a categoria acima da normal”.

Fonte: FUNCEME

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Proposta de modelo do novo paradigma de desenvolvimento

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

27 de Janeiro de 2014

     O reino de Butão no relatório “Hapiness: Towards a new development paradigm” faz uma proposta que começa com uma visão de felicidade da sociedade, que considera um objetivo coletivo para a humanidade. Mencionado objetivo permite que as necessidades de todos os seres humanos sejam observadas, considerando os limites planetários, e não apenas atende aos “desejos” de alguns (NDP, 2013).

     O modelo proposto, baseado na filosofia da Felicidade Nacional Bruta-FIB (Gross National Hapiness– GNH), tendo a felicidade da sociedade como sua visão orientadora, traz 5 componentes: 1) necessidades; 2) agenda de desenvolvimento holístico; 3) Habilidades de felicidade; 4) uso responsável dos recursos e 5) Resultado: sociedade justa e sustentável.

     O índice FIB é composto por nove domínios:

– diversidade ecológica e resiliência;

– padrões de vida;

– saúde;

-educação;

– diversidade cultural e resiliência;

– vitalidade da comunidade;

– uso do tempo e equilíbrio;

– boa governança;

– bem-estar psicológico.

      Existem limitações do índice FIB, até porque mencionado índice não tem a intenção de ser a medida da felicidade, isto seria uma má interpretação do índice. O índice FIB é “destinado a orientar as pessoas e a nação em direção à felicidade”, melhorando as suas condições (NDP, 2013).

Fonte: NDP Steering Committee and Secretariat, 2013. Happiness: Towards a New Development Paradigm. Report of the Kingdom of Bhutan.

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Frases para refletir… sobre vida e meio ambiente

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

26 de Janeiro de 2014

      O Blog Verde desta semana trouxe informações sobre o novo paradigma de desenvolvimento e a discussão sobre felicidade.

Ser feliz é algo necessário e importante na vida de todos. As frases de hoje, então, são sobre felicidade.

“Felicidade brilha no ar como uma estrela” (Fábio Júnior, letra da música Felicidade)

“Você vai rir sem perceber. Felicidade é só questão de ser” (Marcelo Jeneci, letra da música Felicidade)

“Tem vez que as coisas pesam mais do que a gente acha que pode aguentar. Nessa hora fique firme, pois tudo isso logo vai passar”. (Marcelo Jeneci, letra da música Felicidade)

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Premissas do novo paradigma de desenvolvimento

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

24 de Janeiro de 2014

     Na visão do Reino de Butão (NDP, 2013) a respeito do novo paradigma de desenvolvimento, duas premissas são fundamentais:

1) o objetivo universal dos homens deve perseguir o bem-estar e felicidade;

2) a existência de limites planetários e a gravidade da atual realidade ambiental.

     Mas a pergunta que não quer calar: o que é felicidade? Felicidade pode ter várias definições e tem relação direta com o meio que nos cerca, com os valores individuais e coletivos, com nossas tradições, com nossa cultura e com nossos sentimentos.

      O Relatório do Reino de Butão define “felicidade como um sentimento profundo e permanente de harmonia com o mundo natural e com nossos semelhantes que se caracteriza por compaixão, contentamento e alegria” (NDP, 2013). A busca desta felicidade, acreditam os autores do Relatório, inclui uma boa saúde, a segurança econômica, o conhecimento, a paz e a segurança física, da justiça e da igualdade, relacionamentos significativos e o bem-estar de todas as formas de vida.

      O que não se pode argumentar contra é o fato dos recursos naturais serem finitos. Não se pode negar que o desenvolvimento, da forma como está posta, está sendo realizado em bases insustentáveis, que estamos consumindo recursos ambientais muito rapidamente e, muitas vezes, além da capacidade de suporte dos ecossistemas terrestres e aquáticos.

      O Relatório do Reino de Butão (NDP, 2013) traz a ideia de que o novo paradigma de desenvolvimento difere, em essência, do atual por tornar a sustentabilidade da vida na Terra a principal preocupação do desenvolvimento, de modo a garantir que a vida (dos seres humanos e de todas as espécies na Terra) seja valorizada e priorizada.

Fonte: NDP Steering Committee and Secretariat, 2013. Happiness: Towards a New Development Paradigm. Report of the Kingdom of Bhutan.

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Um novo paradigma para o desenvolvimento: a felicidade

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

22 de Janeiro de 2014

      A resolução 65/309, datada de 25/08/2011, da Assembleia Geral das Nações Unidas, considerando os padrões insustentáveis de produção e consumo que podem impedir o desenvolvimento sustentável e reconhecendo a necessidade de abordagem mais inclusiva e equitativa do crescimento econômico que promova a erradicação da pobreza, a felicidade e o bem estar de todos os povos, fez um convite aos países membros a desenvolver novos indicadores que contribuíssem para agenda de desenvolvimento, inclusive para a agenda pós-2015.

     O Reino de Butão publicou em 2013 o Relatório Felicidade: em direção a um novo paradigma de desenvolvimento (Hapiness: towards a new development paradigm), em que coloca sua experiência para construção de indicadores que incorporem a felicidade e o bem-estar.

      Conforme Jigmi Thinley, do Comitê New Development Paradigm, comenta que “tempo nunca foi mais oportuno para reorientar o objetivo do desenvolvimento para a felicidade humana e o bem-estar de toda a vida. Há um crescente consenso global sobre a necessidade e a urgência de um novo modelo, holístico. Esperamos que este relatório possa fornecer modesta contribuição para este esforço mundial”.

     Ao longo desta semana, o Blog Verde traz algumas das informações deste Relatório em que o Reino de Butão oferece ao mundo um novo modelo de paradigma de desenvolvimento.

Fonte: NDP Steering Committee and Secretariat, 2013. Happiness: Towards a New Development Paradigm. Report of the Kingdom of Bhutan.

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Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – visão geral

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

21 de Janeiro de 2014

      Na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – UNCSD 2012, a chamada Rio+20, os países acordaram em desenvolver um conjunto de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável- ODS (Sustainable Development Goals), a serem convergidos numa agenda de desenvolvimento pós-2015, que é a data limite em que deverão ser observados os resultados das metas estipuladas pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

      No documento fianl da Rio+20, intitulado O Futuro que Queremos, os países membros concordaram que os ODS deveriam:

– ser baseados na Agenda 21 a no Plano de Implementação de Johannesburg;

– respeitar integralmente os Princípios da Carta do Rio;

– estar em consonância com a legislação internacional;

– ser construídos considerando os compromissos já assumidos;

– contribuir para a implementação de resultados de todas as Cúpulas, nos âmbitos econômico, social e ambiental;

– estar concentrados em áreas prioritárias com vistas ao desenvolvimento sustentável;

– incorporar, de maneira equilibrada, as três dimensões do desenvolvimento sustentável e suas interfaces;

– não desviar o foco e os esforços no alcance dos ODM;

– incluir a participação ativa dos atores sociais no processo.

     Nas reuniões do Comitê da Assembleia geral das Nações Unidas em que se discute o conjunto dos ODS, três questões fundamentais são consideradas, a saber:

1) De que maneira os ODS poderiam complementar os ODM e serem integrados na agenda pós-2015;

2) Como os ODS poderiam equilibrar os pilares do desenvolvimento sustentável (social, econômico e ambiental) e

3) de que maneira desenvolver universalmente aplicáveis os ODS, considerando as diferentes realidades, as capacidades e níveis de desenvolvimento dos países no mundo.

Fonte: Sustainable Development Knowledge Plataform, 2014.

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Turismo e Economia Verde (parte 3-final)

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

20 de Janeiro de 2014

     Quando se fala em turismo sustentável, importante destacar que não se trata de um tipo de turismo. O turismo sustentável voltado para a economia verde deve contemplar alguns princípios. UNEP; UNWTO (2005) indicam que para o alcance do turismo sustentável, necessário considerar, dentre outros, os seguintes princípios:

– aumento do uso de energias renováveis (como energia solar, dentre outras);

– redução no consumo de água;

– redução na produção de resíduos;

– proteção da biodiversidade, do conhecimento tradicional e do patrimônio cultural;

– uso de produtos biodegradáveis e menos agressivos à natureza, oferecidos aos visitantes;

– integração das comunidades locais com a visão de promoção de seu bem-estar e de redução da pobreza.

      Outro ponto importante no turismo sustentável é a valorização dos produtos feitos no local, o artesanato (handcraft) é um exemplo interessante. O artesanato produzido pela população local se constitui em um objeto único, singular, que não pode ser encontrado em outro lugar (no país ou no mundo).

       UNEP (2013) comenta que com o fortalecimento do setor do artesanato, isso deve assegurar que os turistas tenham a opção de adquirir um produto local, ao invés de um produto importado ou industrializado, o que garante a promoção da economia local.

      Para finalizar, destaca-se a necessidade de se identificar e avaliar as oportunidades do desenvolvimento do turismo sustentável. O êxito nas destinações turísticas, geralmente, é melhor avaliada não somente em termos de receptivos, mas também em termos dos impactos econômicos, sociais e ambientais (UNEP, 2013).

Fonte: UNEP; UNWTO. (2005). Making Tourism more Sustainable. A Guide for Policy Makers. United Nations Environment Programme e World Tourism Organization. Available at: http://www.unep.fr/scp/publications/details.asp?id=DTI/0592/PA.

              UNEP (2013). Green Economy and Trade: trends, challenges and opportunities. Available at: http://www.unep.org/greeneconomy/GreenEconomyandTrade

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Frases para refletir… sobre vida e meio ambiente

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

19 de Janeiro de 2014

       Este é o último domingo das férias para muitos estudantes. Aproveitem para colocar em dia sua agenda do semestre com relação às atividades, inclusive ações voluntárias como diminuir sua pegada ecológica neste mundo.

     Acreditem que vocês podem e serão pessoas melhores a cada dia e que tudo o que sonharem irão conquistar, com esforço, honestidade, empenho, discernimento e perseverança.

     Na vida nada vem tão fácil, podem ter certeza. As pedras no caminho são muitas. Algumas pequeninas, outras um pouco maiores, que demandam destreza para ultrapassá-las, mais cedo ou mais tarde.

      Há muito tempo, quando jovem, escutava o grupo Legião Urbana. O vocalista Renato Russo escreveu uma bela letra de música, “Mais uma Vez”, que transcrevo, a seguir, pequenos trechos:

“Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar nos sonhos que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém…” (Renato Russo, Música “Mais uma Vez”).

“Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo. Quem acredita sempre alcança!” (Renato Russo, Música “Mais uma Vez”).

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Frases para refletir… sobre vida e meio ambiente

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

19 de Janeiro de 2014

       Este é o último domingo das férias para muitos estudantes. Aproveitem para colocar em dia sua agenda do semestre com relação às atividades, inclusive ações voluntárias como diminuir sua pegada ecológica neste mundo.

     Acreditem que vocês podem e serão pessoas melhores a cada dia e que tudo o que sonharem irão conquistar, com esforço, honestidade, empenho, discernimento e perseverança.

     Na vida nada vem tão fácil, podem ter certeza. As pedras no caminho são muitas. Algumas pequeninas, outras um pouco maiores, que demandam destreza para ultrapassá-las, mais cedo ou mais tarde.

      Há muito tempo, quando jovem, escutava o grupo Legião Urbana. O vocalista Renato Russo escreveu uma bela letra de música, “Mais uma Vez”, que transcrevo, a seguir, pequenos trechos:

“Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar nos sonhos que se tem, ou que seus planos nunca vão dar certo, ou que você nunca vai ser alguém…” (Renato Russo, Música “Mais uma Vez”).

“Se você quiser alguém em quem confiar, confie em si mesmo. Quem acredita sempre alcança!” (Renato Russo, Música “Mais uma Vez”).