Arquivos novembro 2013 - Blog Verde 
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Blog Verde

por Nájila Cabral

novembro 2013

Principais decisões da COP 19 – Conferência sobre Mudanças Climáticas (parte 4 – final)

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

28 de novembro de 2013

     A COP 19 pode não ter sido um sucesso absoluto como muitos queriam que fossem, notadamente com compromissos mais rígidos em relação à redução de gases de efeito estufa pelos países desenvolvidos. No entanto, mencionada Conferência do Clima permitiu que municípios, estados, nações e empresários apresentassem as ações que já estão sendo desenvolvidas em seus territórios, assim como para pensar naquilo que podem realizar de ações concretas no futuro.

Fonte: UNFCCC

Fonte: UNFCCC

      A Próxima reunião da UNFCCC será em Nova York em 2014. Em Varsóvia, o Secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon reiterou seu convite a todos os governos e os líderes incluindo o de negócios, governos locais e da sociedade civil, para a Cúpula do Clima em Nova York, em 23 de Setembro de 2014. Conforme suas palavras: “Este será um encontro de soluções, complementando as negociações da UNFCCC. Peço a todos que trouxeram anúncios e ações ousadas e novas. No início de 2015, nós precisamos dessas promessas para somarem enquanto ação real, o suficiente para nos manter abaixo do acordado internacionalmente, que são dois graus Celsius (2º C) de aumento da temperatura”.

     Importante mencionar que haverá, ainda, a reunião do Grupo de Trabalho Ad Hoc sobre a Plataforma de Durban, em março do próximo ano, em Bonn.

     Com relação ao Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), houve a concordância para implementarem medida para aumentar a demanda para este mecanismo, encorajando os países sem metas de emissões juridicamente vinculadas para que usem créditos de carbono chamados de Reduções Certificadas de Emissões (Certified Emission Reductions- CER). A proposta de implementar um preço mínimo para as RCEs foi removida do documento técnico, enquanto que uma revisão mais ampla do MDL por um conselho técnico foi inserida nas conversações de Bonn, para março de 2014.

Fonte: UNFCC (Press Release)

          Compiled by Nina Chestney, Stian Reklev, Alister Doyle, Megan Rowling, Susanna Twidale and Michael Szabo.

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Principais decisões da COP 19 – Conferência sobre Mudanças Climáticas (parte 3)

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

27 de novembro de 2013

      Varsóvia (COP 19) estabeleceu um caminho para os governos trabalharem em um novo texto para o Acordo Universal do Clima para que este possa estar em pauta na próxima conferência da ONU sobre mudança climática no Peru. “Este é um passo essencial para chegar a um acordo final em Paris, em 2015”, disse Marcin Korolec, presidente da Conferência COP19.

     No contexto de 2015, os países decidiram iniciar ou intensificar a preparação interna para suas “intencionais contribuições apuradas nacionalmente” em direção ao acordo, que deve entrar em vigor a partir de 2020. As Partes, ou países, que aprontarem este processo devem apresentar planos claros e transparentes com bastante antecedência da COP 21, em Paris, ainda no primeiro trimestre de 2015.

     Em relação aos avanços na ajuda para as nações em desenvolvimento, em Varsóvia, um marco foi aprovado depois que 48 dos países mais pobres do mundo concluíram um conjunto abrangente de planos para lidar com os impactos inevitáveis das alterações climáticas. Com estes planos, os países podem avaliar melhor os impactos imediatos das mudanças climáticas e o que eles precisam para apoiar a tornarem-se mais resilientes.

      Alguns países desenvolvidos, incluindo Áustria, Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Noruega, Suécia, Suíça se comprometeram a contribuir com mais de US$ 100 milhões de dólares para aumentar o Fundo de Adaptação, que já começou a financiar projetos nacionais.

       Os Governos concluíram o trabalho no Centro de Tecnologia e Rede Clima (Climate Technology Centre and Network – CTCN) para que ele possa responder imediatamente aos pedidos dos países em desenvolvimento para assistência sobre a transferência de tecnologia. O CTCN está aberto para negócios e está incentivando os países em desenvolvimento para investirem em transferência de tecnologia.

Fonte: UNFCC (Press Release)

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Principais decisões da COP 19 – Conferência sobre Mudanças Climáticas (parte 2)

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

26 de novembro de 2013

     Além das já citadas decisões da COP 19 no post de ontem, no último sábado, dia 23/11, os países decidiram ainda pelo:

– Corte de emissões por desmatamento; os acordos incluem, neste quesito, um conjunto significativo de decisões sobre as formas de ajudar os países em desenvolvimento a reduzir as emissões de gases de efeito estufa provenientes do desmatamento e da degradação das florestas, que representam cerca de um quinto de todas as emissões humanas geradas no mundo. O Quadro de Varsóvia para o REDD + é apoiado por promessas de US$ 280 milhões de dólares de financiamento dos EUA, da Noruega e do Reino Unido.

     O Presidente da Conferência do Clima em Varsóvia, Marcin Korolec, disse: “Tenho orgulho dessa realização concreta. Estamos todos conscientes do papel central que as florestas desempenham como sumidouros de carbono, estabilizadores climáticos e como paraísos da biodiversidade. Através das nossas negociações uma contribuição significativa para a preservação da floresta e para o uso sustentável que vai beneficiar as pessoas que vivem dentro e ao redor delas. E estou orgulhoso de que este instrumento tenha sido nomeado de Quadro de Varsóvia para REDD+”.

     Interessante destacar que o Ministro do Meio Ambiente da Polônia e Presidente da COP 19, Marcin Korolec, foi demitido do cargo no dia 20/11, durante a realização da Conferência do Clima, no entanto permaneceu na Presidência da Conferência, dedicando-se às negociações.

Fonte: UNFCC (Press Release)

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Principais decisões da COP 19 – Conferência sobre Mudanças Climáticas (parte 1)

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente, Mudanças Climáticas

25 de novembro de 2013

No último sábado, dia 23/11, na reunião final da COP 19, os países decidiram pelas seguintes temáticas, a serem acordadas em 2015:

quanto a perda de biodiversidade e danos, os países acordaram um Mecanismo Internacional de Varsóvia (Warsaw International Mechanism) para prover expertise, e possivelmente ajuda, para auxiliar as nações em desenvolvimento a lidar com as perdas de eventos extremos relacionados às mudanças climáticas. O formato exato deste mecanismo será revisto em 2016.

quanto ao acordo (a caminho) de 2015, os países concordaram em anunciar planos para frear a emissão de gases de efeito estufa, até 2020, “com antecedência” em relação à Cúpula de Paris em dezembro de 2015 e “até o primeiro trimestre de 2015 para aqueles em posição de fazê-lo”. Chamaram estas submissões “intencionais contribuições apuradas nacionalmente” – a palavra “intencionais” significa que estão abertos a mudar. Muitas nações desenvolvidas queriam a palavra “compromissos”.

quanto aos mercados, as negociações  de como configurar novos mecanismos de mercado para reduzir as emissões falharam porque os países em desenvolvimento recusaram-se a avançar no processo, a menos que os países desenvolvidos assumam metas de emissões mais rígidas. As negociações devem ser retomadas no primeiro semestre do próximo ano.

Fonte: Compiled by Nina Chestney, Stian Reklev, Alister Doyle, Megan Rowling, Susanna Twidale and Michael Szabo.

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Frases para refletir… sobre vida e meio ambiente

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

24 de novembro de 2013

      Domingo de sol! Dia de agradecer a Deus por todas as boas coisas da vida; agradecer também pelos obstáculos que nos fazem crescer na fé.

      Dia de solidariedade para com o próximo, de distribuição do pouquinho que temos com quem tem menos ainda.

      Hoje é dia de Festival de Sorvete, a 16ª edição, no Náutico Atlético Cearense, em Fortaleza, para auxiliar o Projeto Jangurussu Digital.

      Hoje é dia de muitos encontros e oficinas dos jovens que estão na IV Conferência Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente, em Luziânia-GO, a 45 minutos de Brasília.

     Hoje é dia de viver intensamente, cada segundo que nos é dado; porque a vida, meus caros, é uma preciosidade.

     As frases de hoje são de agradecimento ao dom da vida, à beleza que é estar nesse mundo e fazer a diferença! São de Albert Einstein, físico, prêmio Nobel de Física em 1921.

     “Só há duas maneiras de viver a vida: a primeira é vivê-la como se os milagres não existissem. A segunda é vivê-la como se tudo fosse milagre” (Albert Einstein).

     “Deus é a lei e o legislador do Universo” (Albert Einstein).

     “Dificuldades e obstáculos são fontes valiosas de saúde e força para qualquer sociedade” (Albert Einstein).

     “A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos” (Albert Einstein).

     “Os ideais que iluminaram o meu caminho são a bondade, a beleza e a verdade” (Albert Einstein).

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Delegação Cearense da IV Conferência Nacional Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Educação Ambiental, Meio Ambiente

23 de novembro de 2013

Delegados cearenses - 2013 Fonte: SEDUC

Delegados cearenses – 2013
Fonte: SEDUC

    Hoje, às 5h da manhã, a Delegação Cearense da IV Conferência Nacional Infanto Juvenil pelo Meio Ambiente, composta por 27 delegados, de 11 a 14 anos, embarcou para Brasília para participar da etapa nacional, que tem início hoje e segue até 28 de novembro.

     Acompanham os 27 jovens nessa missão, Antônio Kayo Maciel Cordeiro – Coletivo Jovem de Horizonte, a profa. Lindalva Costa da Cruz – SEDUC, a profa. Sandra Silva de Araújo – SME Fortaleza; a profa. Maria Roseneide Furtado Oliveira – CREDE 09 e a profa. Selma Teixeira da Cunha – Professora indígena Tapeba de Caucaia.

     A lista dos delegados, bem como os projetos nas temáticas: Água, Terra, Fogo e Ar, que irão representar o Ceará na Conferência, está aqui.

 

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Simpósio Internacional de Biotecnologia

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

22 de novembro de 2013

     O Ceará deve sediar no ano de 2014, no período de 14 a 19 de setembro no Centro de Feiras e Eventos, o 16º. Simpósio Internacional de Biotecnologia (16th International Biotechnology Symposium), coordenado pelo prof. Dr. Osvaldo Carioca e com o Prof. Dr. Eduardo Falabella na Secretaria Geral.

     Conforme o Prof. Carioca, o principal objetivo do Simpósio é a Biotecnologia para o desenvolvimento da Economia Verde, que parece ser uma excelente estratégia para a América Latina, especialmente o Brasil, em virtude de sua significativa biodiversidade e disponibilidades de solos.

    Mencionado simpósio é organizado sob os auspícios da IUPAC (International Union of Pure and Applied Chemistry) e é realizado a cada dois anos em continentes diferentes. Tem o apoio, dentre outras instituições, da RENORBIO (Rede Nordeste de Biotecnologia) e da RBQV (Rede Brasileira de Química Verde).

     Aos interessados em saber mais, cliquem aqui.

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O Brasil na COP19 – Conferência sobre Mudanças Climáticas

     Hoje, 20 de novembro, das 13:15h às 14:45h, horário de Varsóvia, o Brasil participa do painel intitulado “Crescimento com proteção: combinando economia e objetivos climáticos no Brasil e outras nações”, dentro da programação da COP19, a Conferência Mundial sobre Mudanças Climáticas. A Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, deve participar como painelista. Integram, também, mencionado Painel o Diretor Executivo da Climate Policy Iniciative, Sr. Thomas Heller; a Vice-presidente do Banco Mundial da área de Desenvolimento Sustentável, Sra. Rachel Kyte, a Ministra do Meio Ambiente da Noruega, Sra. Kristine (Tine) Sundtoft, dentre outros.

Fonte: UNFCCC

Fonte: UNFCCC

     No painel devem-se discutir maneiras de como enfrentar o desafio de se combinar crescimento e produção agrícola com a proteção do meio ambiente. O Brasil reduziu significativamente as emissões na última década pelo combate ao desmatamento, devendo, ao longo dos próximos anos, concentrar de forma mais ampla em políticas que combinem crescimento econômico, inclusão social e proteção do ecossistema.

     Conforme informações do MMA, por meio da Alexandra Costa, neste evento, o Ministério do Meio Ambiente irá compartilhar sua nova abordagem para a obtenção de economia por meio de emissões de baixo teor de carbono, coomo iniciativa da Política climática. Os Painelistas também discutirão as oportunidades para a promoção da cooperação internacional.

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Escolas e Universidades Sustentáveis na política ambiental brasileira

     O termo Escolas Sustentáveis pode ser entendido como sinônimo do termo “Espaços Educadores Sustentáveis”, prescrito no Decreto Federal n. 7083, de 27/01/2010, que criou o Programa Mais Educação, do Ministério da Educação (MEC).

     Outro diploma legal que corrobora com a necessidade premente de se instituir escolas sustentáveis é a Resolução CNE/MEC n. 02, publicada no DOU de 18/06/2012 (BRASIL, 2012), que definiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental. Mencionado diploma afirma que a Educação Ambiental deve ser desenvolvida como uma prática educativa integrada e interdisciplinar, contínua e permanente em todas as fases, etapas, níveis e modalidades de ensino; respeitando-se a autonomia da dinâmica escolar e acadêmica.

Foto: Ingrid Castro Fonte: http://www.flickr.com.br

Foto: Ingrid Castro
Fonte: http://www.flickr.com.br

    Consoante o Art. 14, o texto, na íntegra, diz que a Educação Ambiental nas instituições de ensino deve contemplar: abordagem curricular que enfatize a natureza como fonte de vida e relacione a dimensão ambiental à justiça social; abordagem curricular integrada e transversal, contínua e permanente em todas as áreas do conhecimento, dos componentes curriculares e das atividades escolares e acadêmicas; estímulo à constituição de instituições de ensino como espaços educadores sustentáveis, integrando proposta curricular, gestão democrática e espaços físicos, tornando-as referências de sustentabilidade (BRASIL, 2012). Portanto, vai ao encontro do que está disposto como desafio para que as escolas se tornem Espaços Educadores Sustentáveis.

     Interessante mencionar que o Plano Nacional sobre Mudanças do Clima – PNMC (BRASIL, 2008), em reconhecimento do papel da educação e da escola na mudança cultural dos povos, enfatizou a importância de transformá-la (escola) em espaço educador sustentável. No PNMC, em seu Princípio 6 (Fortalecer ações intersetoriais voltadas para redução das vulnerabilidades das populações) está delimitada a seguinte ação principal: “Implementação de programas de espaços educadores sustentáveis com readequação de prédios (escolares e universitários) e da gestão, além da formação de professores e da inserção da temática mudança do clima nos currículos e materiais didáticos (BRASIL, 2008, p.21).”

     Assim, a escola como espaço educador sustentável incorpora as premissas da sustentabilidade, para que a comunidade escolar reflita o cuidado com as pessoas e com o meio ambiente.

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Segurança do Cidadão – evidências para a América Latina

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

18 de novembro de 2013

      O PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) publicou na primeira semana de novembro o Relatório Regional de Desenvolvimento Humano 2013-2014 para a América Latina, que mapeia os problemas do crime e da violência nesta região e oferece recomendações importantes para melhorar as políticas públicas sobre a segurança do cidadão. O relatório baseia-se na Relatório de Desenvolvimento Humano da América Central, do PNUD, lançado em 2009, e do Relatório de Desenvolvimento Humano do Caribe de 2012.

     Este relatório analisa, em profundidade, o fenômeno da segurança dos cidadãos, estudando as experiências bem-sucedidas, e propondo recomendações concretas para melhorias.

Como destaques, tem- se as seguintes informações:

– A América Latina registra mais de 100 mil homicídios por ano.

Em 11 dos 18 países avaliados a taxa é superior a 10 homicídios por 100 mil habitantes.

Um em cada três latino-americanos relatou ser vítima de um crime violento em 2012.

– Em todos os países analisados, mais de 80 por cento dos presos não completaram 12 anos de escolaridade.

– A maioria dos países com um crescimento da população urbana acima de 2 % ao ano também relataram aumentos nas taxas de homicídios.

Fonte: PNUD

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Segurança do Cidadão – evidências para a América Latina

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

18 de novembro de 2013

      O PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) publicou na primeira semana de novembro o Relatório Regional de Desenvolvimento Humano 2013-2014 para a América Latina, que mapeia os problemas do crime e da violência nesta região e oferece recomendações importantes para melhorar as políticas públicas sobre a segurança do cidadão. O relatório baseia-se na Relatório de Desenvolvimento Humano da América Central, do PNUD, lançado em 2009, e do Relatório de Desenvolvimento Humano do Caribe de 2012.

     Este relatório analisa, em profundidade, o fenômeno da segurança dos cidadãos, estudando as experiências bem-sucedidas, e propondo recomendações concretas para melhorias.

Como destaques, tem- se as seguintes informações:

– A América Latina registra mais de 100 mil homicídios por ano.

Em 11 dos 18 países avaliados a taxa é superior a 10 homicídios por 100 mil habitantes.

Um em cada três latino-americanos relatou ser vítima de um crime violento em 2012.

– Em todos os países analisados, mais de 80 por cento dos presos não completaram 12 anos de escolaridade.

– A maioria dos países com um crescimento da população urbana acima de 2 % ao ano também relataram aumentos nas taxas de homicídios.

Fonte: PNUD