Arquivos agosto 2012 - Blog Verde 
Publicidade

Blog Verde

por Nájila Cabral

agosto 2012

ICMS Ecológico – a história do Ceará (parte 1)

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Legislação Ambiental, Meio Ambiente

31 de agosto de 2012

     O ICMS Ecológico é um instrumento de compensação, um incentivo financeiro à conservação ambiental. Criado pioneiramente no Paraná, em 1991, tem sido, gradativamente, adotado em outros Estados brasileiros. O Ceará inovou na implementação do ICMS, por aqui denominado socioambiental. E é esta a história que começarei a contar hoje, em alguns capítulos (posts).  Permitam-me iniciar com…

     …Era uma vez, uma pessoa com um sonho: o de transformar o ICMS Ecológico em uma realidade para o estado do Ceará. Essa mulher, bióloga e economista, após se aposentar, entrou para o Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema), da Universidade Federal do Ceará (UFC), em meados do ano 2000.

Foto: Arquivo pessoal

        Como orientadora de sua dissertação de Mestrado, uma outra mulher, economista, de um conhecimento profundo, profissionalismo, maturidade e inteligência que, sinceramente, são poucas as pessoas,  tive o privilégio de conhecer.

         Assim, aqui no nosso querido Ceará, a instituição do ICMS Socioambiental teve sua discussão iniciada por meio da Academia, via Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (Prodema-UFC). No começo, as ideias (do escopo do mestrado) tinham o contorno muito parecido com os demais estados brasileiros que haviam instituído o ICMS Ecológico, com viés mais voltado às Unidades de Conservação.

         Na época (2005), 10 estados brasileiros haviam instituído o ICMS Ecológico. Todos, sem exceção, tinham como critério as Unidades de Conservação, de maneira exclusiva ou, ainda, combinadas com outros critérios, tais como: mananciais de abastecimento, aterro sanitário e política municipal de meio ambiente.

     A orientadora da dissertação de mestrado, integrante do Comitê Gestor e da Comissão Técnica do programa de certificação ambiental pública cearense, denominado Programa Selo Município Verde (PSMV), redirecionou o olhar para que os estudos da proposta acadêmica do ICMS Ecológico, realmente, contemplassem um leque mais amplo de variáveis ambientais, a exemplo do leque que existia em mencionado PSMV, com cerca de 150 variáveis ambientais analisadas (anualmente).

     O novo olhar da proposta acadêmica do ICMS Ecológico do estado do Ceará, envolvendo potencialmente critérios do PSMV, incorporava premissas fundamentais do desenvolvimento sustentável, uma vez que continha a interseção entre conhecimento técnico e de conhecimento científico (advindos dos integrantes da Comissão Técnica do PSMV), aliada à participação efetiva da sociedade civil, representada pelos Conselhos Municipais de Meio Ambiente, detentores do conhecimento popular e de identificação do mundo, em nível local.

     A proposta acadêmica do ICMS Ecológico tinha por base o Princípio do Protetor Recebedor, aquele que premia os agentes socioeconômicos que favorecem ações de conservação; evitando perdas ambientais, econômicas e sociais.

     O processo de implementação do ICMS Ecológico do Ceará foi estimulado, então, pela Academia (leia-se Prodema/UFC), que realizou, em conjunto com instituições governamentais e não governamentais, em novembro de 2005, o Seminário ICMS Ecológico do Ceará, no auditório da SEFAZ, em Fortaleza-CE.

     A história não se encerra aqui. Pelo contrário, ela está apenas começando. Uma história de luta, de crença em fazer a diferença, de se encontrar maneiras de auxiliar na sustentabilidade ambiental desse Estado; a história de um sonho que virou realidade.

     Alegro-me por ter feito parte, com pequena parcela de contribuição, dessa história; portanto, sinto-me confortável em contá-la e recontá-la. E todas as vezes que recordo os momentos desta caminhada, muito me emociono.

     Registro que vou contar essa história por acreditar que todos devem ser conhecedores desta que eu, particularmente, entendo como uma bonita história na área ambiental, que não deveria ser esquecida nos meandros do tempo, nem nas prateleiras das nossas bibliotecas. Nada mais justo com os personagens-protagonistas e com as instituições (governamentais e não governamentais) que, juntas, acreditaram e lutaram por este desafio.

Publicidade

Oportunidades na área ambiental

Por Nájila Cabral em Legislação Ambiental, Meio Ambiente

29 de agosto de 2012

      No início de agosto, a Cespe/UnB publicou o edital do concurso público do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama). Órgão ambiental, em esfera federal, integrante do SISNAMA, é ele o responsável pela execução da política ambiental; excetuando-se a gestão das Unidades de Conservação (criadas em âmbito federal), cuja responsabilidade, a partir de 2007, é do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade).

      As competências do Ibama estão dispostas na Lei n. 6938/1981 e na Portaria n. 140/2011, do Ministério do Meio Ambiente. Dentre estas estão: proposição e edição de normas e padrões de qualidade ambiental; avaliação de impactos ambientais; licenciamento ambiental de atividades consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras e/ou modificadoras do meio ambiente, fiscalização e aplicação de penalidades administrativas ambientais ou compensatórias pelo não cumprimento das medidas necessárias è preservação ou correção da degradação ambiental.

     São disponibilizadas 300 vagas para técnico administrativo, de nível médio. As vagas estão assim distribuídas: Acre (6), Alagoas (4), Amapá (3), Bahia (16), Ceará (10), Distrito Federal (140), Espírito Santo (1), Goiás (8), Mato Grosso do Sul (18), Pará (22), Paraíba (12), Paraná (3), Piauí (6), Rio de Janeiro (6), Rondônia (12), Roraima (10), Santa Catarina (10), São Paulo (3) e Tocantins (10). Há reserva de vagas para deficientes.

      Os interessados em participar devem se inscrever no site do Cespe/UnB, até o dia 13 de setembro. As inscrições se iniciaram em 24 de agosto. Mais informações, clique aqui.

 

leia tudo sobre

Publicidade

2a Conferência Científica da UNCCD e ILACCT

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente, Preservação

28 de agosto de 2012

Fortaleza sediará de 04 a 08 de fevereiro de 2013, a 2ª. Conferência Científica da UNCCD, cujo lançamento oficial no Palácio Iracema, aconteceu no último dia 22 de agosto, com a presença do Ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp.

Para mais informações sobre a 2a Conferência da UNCCD, clique aqui

O prazo para submissão de trabalhos científicos é 31 de agosto. Para envio dos resumos, clique aqui.

Foto: Arquivo pessoal

      Antes de mencionada conferência, Sobral sediará a Iniciativa Latinoamerica e Caribenha de Ciência e Tecnologia para a Implementação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação – ILACCT, no período de 30 de janeiro e 1o de fevereiro de 2013.

       Conforme informações dos organizadores, o tema central da ILACCT é “O valor das terras secas”. O prazo para envio de trabalhos científicos é até o dia 20 de setembro de 2012, e envio posterior de trabalho completo, com data limite de entrega para o dia 16 de novembro de 2012. Tanto os resumos como os trabalhos completos deverão ser enviados por correio eletrônico, no seguinte e-mail: ilacct@sobral.ce.gov.br

 

Publicidade

Arquitetura e construção de Terra

Por Nájila Cabral em Conservação da Natureza, Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

26 de agosto de 2012

       Recentemente, Fortaleza abrigou o IV Congresso de Arquitetura e Construção em Terra. Importante evento que permitiu a troca de experiências entre os profissionais que trabalham com esta alternativa sustentável de construção.

Casa Supitina
Foto: Lucia Garzon (Tecnotierra)

       Uma das interessantes experiências mostradas no evento é a Casa Supitina (Beija-Flor), na Colômbia, feita com arquitetura de terra, uso de taipa de pilão, tijolos de terra crua (adobe), técnica de abóbadas para os tetos, e outras inovações e re(inserções) na materialização da construção.

       A arquiteta Lucia Garzon, autora do projeto, informa que cada construção implica em um custo energético e de emissões de gases de efeito estufa (GEE). O projeto também implicará no consumo de energia durante sua vida útil. Assim, reforça Lucia Garzon, “a arquitetura é nosso habitat e deve ser digna, amável, durável, saudável, funcional e respeitar o entorno; deve ajudar a sermos as pessoas que queremos ser”.

        O desafio consiste, então, em se encontrar a melhor maneira de fazer e, para Lucia, é utilizar tecnologias vernáculas (como adobe e taipa de pilão) com tecnologias contemporâneas. O resultado são casas que nascem da terra do mesmo lugar onde são fabricadas e é este um dos motivos da harmonia.

Foto: Tecnotierra

 Quanto custa uma casa  de barro?

        A casa Supitina (2010-2012) é uma construção de alto luxo, com várias inovações tecnológicas. Pela primeira vez foram utilizadas abóbadas mexicanas de adobe recostado. Muitas das paredes são de taipa de pilão com multicores. Usou-se câmara intermediária de ar para promover o isolamento térmico.

      Custo desta obra: um pouco mais de um milhão de reais. Economia na vida útil: 30% em reuso de água (banheiros, pias e cozinha); entre outras economias de custo e de vida útil, em virtude do respeito às variáveis ambientais.

Publicidade

Fontes alternativas de energia no Ceará – Parte 5 (final)

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

24 de agosto de 2012

       Não se constitui em tarefa fácil redesenhar o arranjo institucional do setor energético, de maneira a se investir mais em energias renováveis; mas é algo necessário e imprescindível, principalmente quando se tem em pauta o desenvolvimento em consonância com a manutenção da qualidade ambiental.

Planta da Mamona
Fonte: http://www.flickr.com/

       O estado do Ceará vem estudando as projeções de matriz energética para os próximos 20 anos. O estudo estabelece cenários para o Estado para 2030, considerando os investimentos em fontes alternativas de energia, como a eólica, a solar e biodiesel.

       Os estudos são necessários para que tomadores de decisão possam ter conhecimento prévio do que pode, dependendo das variáveis analisadas, acontecer quando se opta por determinado cenário. O foco é minimizar, de preferência extinguir, o uso não sustentável de carvão e lenha da vegetação Caatinga.

    A energia que vem da terra

        O engenheiro químico Expedito Parente, cearense, é o detentor da patente do biodiesel. O biodiesel, produzido de óleos vegetais, é uma fonte alternativa de energia interessante sob o ponto de vista ambiental.

Usina de Biodiesel, em Quixadá/CE
Fonte: http://www.flickr.com/

Em relação à história do biodiesel no Ceará, conforme Sales et al. (2006), pode ser vista da seguinte maneira:

1980 – Prof. Expedito Parente obteve Patente Biodiesel – UFC

2002 – Iniciada parceria com a TECBIO (Tecnologias de Biocombustíveis Ltda), empresa incubada no NUTEC (Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial) que desenvolve pesquisas sobre biodiesel.

2003 – Iniciou produção do biodiesel em bancada (laboratório).

2004 – Planta piloto NUTEC para produção em batelada.

2005 – Autorizado pela ANP (335) para produzir Biodiesel.

2005 – Projeto Diesel Verde com a Prefeitura de Fortaleza e o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros (SINDIÔNIBUS) para testar biodiesel em 17 ônibus com B5.

2006 – Fase de conclusão de usina para produção contínua.

         Em 2008, foi inaugurada a Usina de Biodiesel, em Quixadá, com capacidade de produção de 57 mil litros de biodiesel por ano. Trinta por cento desta produção é destinada ao consumo interno e o restante a outros estados do Nordeste. Conforme ADECE (2011), são 8.522 agricultores que cultivam mamona e girassol em 161 municípios cearenses cadastrados para fornecer matéria-prima.

    A energia que vem do lixo

Foto: Arquivo pessoal

         A decomposição da matéria orgânica existente nos resíduos sólidos (lixo) produz gás. O reaproveitamento de gás proveniente de aterros sanitários (biogás) pode se constituir em importante fonte alternativa de energia e ainda, minimizar a emissão de gases para atmosfera, notadamente o metano (CH4) e o dióxido de carbono (CO2). Soma-se ainda aos benefícios do reaproveitamento de gases de aterros sanitários, a probabilidade de ganhos econômicos com a comercialização dos créditos de carbono.

        Em 2007, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do estado do Ceará (SECITECE) produziu um Relatório Técnico para estudar a viabilidade de reaproveitamento de gases  de dois aterros sanitários no Ceará: o de Jangurussu, em Fortaleza e o de Sobral, interior do Estado.

       Com dados da época do estudo, Cabral; Santos (2007) relatavam que considerando os anos de 2000 e 2001, em que o aterro do Jangurussu estava em pleno funcionamento, a probabilidade de geração de biogás era de 203.124.996 Nm3/ano. Em Sobral, nos 21 anos (2000 a 2020) de potencial funcionamento do aterro, estimava-se que a produção de biogás fosse de 51.054.803 Nm3.

        Para finalizar, importante ressaltar a necessidade de estabelecimento dos papéis dos diferentes atores envolvidos no processo (incluindo atores governamentais, institucionais e sociedade civil), por intermédio, inclusive, da descentralização das ações de reaproveitamento e comercialização do biogás.

        Os governos locais (municípios) têm neste viés um interessante caminho para seus territórios. Quando forem implantar seus aterros sanitários, seja de forma individual ou consorciada, atentar para a possibilidade de reaproveitamento do biogás, com oportunidades factíveis de comercialização dos créditos de carbono, além de fazer cumprir o compromisso assumido pelo Brasil nas Conferências Mundiais em reduzir o passivo ambiental concernente ao saneamento ambiental.

               Em síntese, a Tabela a seguir, traz as fontes alternativas de energia, apresentadas nas diversas partes deste Blog Verde, que se encontram em operação em 2012, no Ceará, bem como o município em que estão implementadas.

Tipo de fonte alternativa

Nome do empreendimento

município

 

Hidrelétrica

Pequena Central Hidrelétrica (PCH) – Usina Araras Norte

Varjota

 

 

 

Energia eólica

UEE Praia Formosa

Camocim

UEE Canoa Quebrada

Aracati

UEE Bons Ventos
UEE Enacel
UEE Eólica Canoa Quebrada
UEE Lagoa do Mato
UEE Icaraizinho

Amontada

UEE Volta do Rio

Acaraú

UEE Praia do Morgado
UEE Praias de Parajuru

Beberibe

UEE Beberibe
UEE Foz do rio Choró
UEE Paracuru

Paracuru

UEE Taíba-Albatroz

São Gonçalo do Amarante

UEE Taíba
UEE Prainha

Aquiraz

UEE Mucuripe

Fortaleza

Energia solar Usina Solar Tauá MPX

Tauá

Energia das Marés Usina Piloto Coppe/UFRJ

São Gonçalo do Amarante

Energia das plantas Usina de Biodiesel

Quixadá

 

Fontes:

Sales, J.C et al. O biodiesel produzido a partir da mamona e suas consequências para o desenvolvimento no Ceará: aspectos ambientais, sociais e econômicos. Sergipe: 2º. Congresso Brasileiro de Mamona, 2006.

Cabral, N; Santos, F.J.P.N. Estudo de viabilidade de reaproveitamento de gás em aterros sanitários nos municípios cearenses – Relatório Técnico. Fortaleza: SECITECE, 2007.

Publicidade

Fontes alternativas de energia no Ceará – Parte 4

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

22 de agosto de 2012

   Dentre as energias renováveis interessantes sob o ponto de vista ambiental, de aproveitamento e de uso dos recursos ambientais, é a energia solar. Este astro que desde tempos remotos foi tão festejado por trazer luz e permitir vida, continua sendo uma importante fonte de energia.

Usina Solar MPX, em Tauá/CE
Foto: Arquivo pessoal

Segundo SEINFRA/SECITECE (2010), em relação ao Brasil e considerando dados de 2008; 45,4% da matriz energética nacional correspondiam à biomassa, energia hidráulica e outras fontes, nas quais se encontravam a energia solar e eólica. Mencionado estudo relata ainda que esse valor era consideravelmente alto, uma vez que a oferta interna de energias renováveis em outros países ficava, em média, em torno de 12,9%.

   A região Nordeste tem os maiores índices de radiação e o estado do Ceará se encontra numa posição privilegiada, pois possui uma insolação média anual de 8 horas diárias (ADECE, 2010).

 

A energia que vem do Sol…

    Os estudos técnicos que possibilitaram visualizar o cenário cearense em relação à alta incidência solar em seu território, somando-se às características regionais de um dos menores índices de nebulosidade e precipitação chuvosa do mundo, motivaram a MPX, empresa de energia do Grupo EBX, a implementar no município de Tauá, interior do Ceará, a primeira usina solar comercial do País.

Visita IFCE à MPX, Tauá/CE
Foto: Arquivo pessoal

   O Parque de Energia Solar possui 12 mil metros quadrados de área, com 4.680 painéis fotovoltáicos, que totalizam potência instalada inicial de 1MW. Foram investidos cerca de R$ 10 milhões no empreendimento pela empresa MPX (ADECE, 2011).

    Foi efetuada visita técnica à empresa MPX, em Tauá/CE, pela equipe do Laboratório de Energias Renováveis e Conforto Ambiental – LERCA, do IFCE Campus Fortaleza, coordenado pelo Prof. Adeildo Silva. Acompanharam a visita, em parceria com discentes do Campus Fortaleza, alunos e professores do IFCE Campus Juazeiro do Norte e alunos da UFC.

   A usina solar iniciou, em 2011, suas atividades com 5 MW de capacidade instalada, já conectados ao sistema interligado nacional (SIN), devidamente licenciada pelo órgão ambiental competente. Conforme ADECE (2011), a previsão inicial era de iniciar com 1MW, passando para 2MW neste ano de 2012; e assim sucessivamente até 50 MW, no prazo de cinco a sete anos.

   Em agosto de 2012, na 211a. Reunião Ordinária do COEMA -Conselho Estadual de Meio Ambiente do estado do Ceará, houve votação favorável ao parecer técnico n. 3060/2012-DICOP/GECON, referente ao projeto da Central Geradora Solar Fotovoltáica Tauá , para a Licença Prévia da segunda etapa de instalação dos 45 MW restantes.

 

Fontes:

ADECE – Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará. Energias Renováveis do Ceará. (Folder). Fortaleza: ADECE, 2011.14pp.

ADECE – Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará. Atração de Investimentos no Estado do Ceará – Relatório de Energia Solar. Fortaleza: ADECE, 2010.38pp.

SEINFRA/SECITECE – Secretaria da Infraestrutura/ Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do estado do Ceará. Atlas solarimétrico do Ceará – 1963-2008. Fortaleza: SEINFRA/SECITECE, 2010. 108pp.

Publicidade

Fontes alternativas de energia no Ceará – Parte 3

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

21 de agosto de 2012

   Interessante investir em energias renováveis, pois reconhecidamente apresentam importantes oportunidades econômicas. Conforme um dos documentos do UNEP – United Nations Environment Programme, ou PNUMA, na Rio+20, as tecnologias renováveis “são ainda mais competitivas quando o custo social de tecnologias de combustíveis fósseis é levado em consideração”. Acrescenta ainda que a economia verde deve substituir combustíveis fósseis por tecnologias de baixa emissão de carbono, que podem reduzir a dependência de importações.

Foto: Arquivo pessoal

A energia que vem da força dos ventos

   O uso da força dos ventos tem longas datas. Moinhos de vento, na Holanda, historicamente estiveram relacionados com a drenagem de terras cobertas pelas águas.

    Nada mais adequado do que juntar as vocações (suscetibilidades) de um local com a disponibilidade e técnica do aproveitamento dos recursos ambientais.

   O Ceará iniciou os estudos de mapeamento eólico do Estado em 1992, implementando seu primeiro Parque Eólico em 1999. Hoje são 17 Parques Eólicos no Estado com capacidade instalada de 518.934kW, conforme ADECE (2010), a saber: Usina de Energia Eólica (UEE) Praia Formosa, no município de Camocim; UEE Canoa Quebrada, UEE Bons Ventos, UEE Enacel, UEE Eólica Canoa Quebrada e UEE Lagoa do Mato, no município de Aracati; UEE Icaraizinho, no município de Amontada; UEE Volta do Rio e UEE Praia do Morgado, no município de Acaraú; UEE Praias de Parajuru, UEE Beberibe e UEE Foz do rio Choró, no município de Beberibe; UEE Paracuru, no município de Paracuru; UEE Taíba-Albatroz e UEE Taíba, no município de São Gonçalo do Amarante; UEE Prainha, no município de Aquiraz e UEE Mucuripe, no município de Fortaleza.

   Reforço o que disse (na parte 1) em relação ao desafio posto ao mundo (sociedade civil e tomadores de decisão) há 40 anos no sentido de redirecionar o olhar sobre o setor energético: suas etapas de exploração, transformação, distribuição e uso; sem se esquecer que são, reconhecidamente, potenciais causadores de impactos ambientais (positivos e negativos).

Parque Eólico, Prainha/CE
Foto: Arquivo pessoal

   A decisão de permitir, ou não; a instalação de quaisquer atividades e/ou empreendimentos necessita do auxílio de diversos instrumentos de gestão ambiental, preconizados pela Lei n. 6938/81, a exemplo da Avaliação de Impacto Ambiental (e suas muitas modalidades: Avaliação Ambiental Estratégica, Estudo de Impacto Ambiental/Rima, Avaliação de Risco) e do licenciamento ambiental; e de instrumentos de gestão urbana (legislação de uso e ocupação do solo e Plano Diretor do Município, por exemplo).

   Dentre as visitas técnicas, a campo, efetuadas pelo Laboratório de Energias Renováveis e Conforto Ambiental – LERCA, do IFCE Campus Fortaleza, coordenado pelo Prof. Adeildo Silva, estava a UEE Prainha, em Aquiraz/CE. Presentes estavam alunos de graduação e mestrado do IFCE – Campus Fortaleza, professores de outros campi do Instituto Federal do Ceará e alunos da UFC.

 Fonte: ADECE – Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará. Atração de Investimentos no Estado do Ceará – Mapa Territorial de Parques Eólicos. Fortaleza: ADECE, 2010.74pp.

Publicidade

Fontes alternativas de energia no Ceará – Parte 2

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

20 de agosto de 2012

   Conforme ADECE (2011), o Ceará, desde o final da década de 1960, tem investido no setor de energias renováveis. A primeira iniciativa, em 1967, foi a instalação da PCH (Pequena Central Hidroelétrica) de Araras – Usina Araras Norte, que atualmente possui uma capacidade de geração de 4 Megawatts (MW).

   Em 1992, iniciaram-se os estudos de mapeamento eólico do Estado e em 1999, o primeiro Parque Eólico foi instalado na Taíba, município de São Gonçalo do Amarante, com capacidade de 5MW. Em 2000, mais um Parque Eólico foi instalado no Porto do Mucuripe, na praia Mansa, em Fortaleza, com capacidade de 2,4MW (ADECE, 2011)

   Em 2008, após incentivos federais às fontes alternativas de energia (PROINFA), foi inaugurada, em Quixadá, a usina de biodiesel.

   Em 2011, inaugurou-se a primeira usina solar do Ceará e do Brasil, no município de Tauá, com potência instalada de 1 MW (ADECE, 2011).

Foto: Arquivo pessoal

   Mais recentemente, em 2012, a usina-piloto de produção de energia mediante o movimento das ondas do mar foi implantada no Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante. A capacidade instalada é de 100kW (SEINFRA, 2010)

    Importante relatar que o Ceará, na década de 1990 comprava 99% da energia que consumia, cujo custo de transmissão pesava no bolso do contribuinte (ADECE, 2010).

   A tomada de decisão de se investir em fontes alternativas de energia, além de ir ao encontro das emergenciais necessidades do Estado, iam ao encontro das premissas do desenvolvimento sustentável, amplamente discutidas em Eventos Internacionais, a exemplo da ICID (Conferência Internacional sobre Impactos da Variabilidade Climática e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semiáridas), que aconteceu de 28/01 a 01/02 em Fortaleza, e a Rio-92, a 2a. Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que aconteceu no Rio de Janeiro, também em 1992.

     A energia que vem das ondas do mar…

     A usina-piloto é um projeto da Coppe/UFRJ, financiado pela Tractebel Energia S.A, por meio do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e apoiado pelo Governo do Estado do Ceará (Coppe, 2012).

   O diferencial da tecnologia brasileira, idealizada e projetada no Laboratório de Tecnologia Submarina da Coppe/UFRJ, é o uso de sistema de alta pressão para favorecer o movimento da turbina e o gerador.

Equipe do LERCA/IFCE
Foto: Arquivo pessoal

    Conforme Coppe (2012) o conjunto completo consiste em um flutuador e um braço mecânico que, a partir do movimento das ondas, acionam a bomba para pressurizar a água. A água altamente pressurizada forma um jato que movimenta a turbina que, então, aciona o gerador responsável pela geração de energia elétrica.

    O Laboratório de Energias Renováveis e Conforto Ambiental – LERCA, do IFCE Campus Fortaleza, coordenado pelo Prof. Adeildo Silva, visitou as instalações da usina-piloto. Presentes alunos de mestrado, doutorado, professores de outros campi do Instituto Federal do Ceará e alunos do curso de Graduação em Geografia/ UFC.

   Na Rio+ 20, no Parque dos Atletas, a experiência piloto do Ceará da energia que vem do mar era destaque no stand da Coppe.

   De dimensões continentais, o Brasil tem possibilidades de explorar o oceano como fonte alternativa de energia. Coppe (2012) relata que o potencial energético das ondas no País é de 87 Gigawatts.

   É isso aí…Todas as ideias que venham somar na adoção de novas tecnologias e no redirecionamento de ações com vistas ao desenvolvimento sustentável são muito importantes.

Fontes:

 ADECE – Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará. Energias Renováveis do Ceará. (Folder). Fortaleza: ADECE, 2011.14pp.

 ADECE – Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará. Atração de Investimentos no Estado do Ceará – Mapa Territorial de Parques Eólicos. Fortaleza: ADECE, 2010.74pp.

COPPE. O futuro sustentável – Tecnologia e inovação para uma economia verde e a erradicação da pobreza. Rio de Janeiro: COPPE/UNCSD (Rio+20), 2012.

SEINFRA – Secretaria da Infraestrutura. Energia elétrica mediante o uso da força das ondas do mar. Fortaleza: SEINFRA- Assessoria de Comunicação (29/03/2010). (disponível em www.seinfra.ce.gov.br). Acesso em agosto/2012

Publicidade

Fontes alternativas de energia no Ceará – Parte 1

Por Nájila Cabral em Desenvolvimento Sustentável, Meio Ambiente

19 de agosto de 2012

Energia move o mundo. Move o mundo como hoje o conhecemos: com veículos, aviões, televisores, computadores, notebooks, netbooks, palmtops, laptops, tablets, eletrodomésticos, celulares, videogames, e tantos outros aparelhos e equipamentos que tornam nosso dia a dia mais cômodo.

Estamos preparados para sair dessa zona de conforto? Quem abriria mão das tecnologias e equipamentos que nos acostumamos a usar? Difícil responder. Conheço poucos que, provavelmente, diriam sim a esta pergunta.

Aerogeradores em Aquiraz/CE
Foto: Arquivo pessoal

Esse estilo de vida que adotamos exige a contínua geração e disponibilidade de energia. Historicamente, os sistemas energéticos são determinados pela viabilidade econômica e a disponibilidade técnica. A partir das discussões mundiais sobre meio ambiente e desenvolvimento, notadamente da I Conferência Mundial de Meio Ambiente e Desenvolvimento, de 1972, em Estocolmo; tomadores de decisão perceberam a imediata necessidade de se introduzir a variável ambiental na determinação da viabilidade de qualquer sistema energético.

Esse desafio posto no mundo há 40 anos tem alterado, significadamente, o olhar sobre o setor energético: suas etapas de exploração, transformação, distribuição e uso; pois reconhecidamente são potenciais causadores de impactos ambientais (positivos e negativos).

Do ponto de vista ambiental, a adoção de fontes alternativas de energia, por meio de tecnologias de produção e uso de recursos naturais renováveis, apresenta-se como uma alternativa viável.

Recentemente, na Rio+20, a discussão trouxe à pauta os caminhos para o desenvolvimento sustentável com economia verde e a erradicação da pobreza. Dentre os resultados, um dos documentos do UNEP – United Nations Environment Programme, ou PNUMA, reforça que a economia verde deve substituir combustíveis fósseis por energias renováveis e tecnologias de baixa emissão de carbono.

A política de Governo tem um papel decisivo e essencial no aumento de incentivos e de investimentos em energias renováveis. O Ceará vive um momento favorável para o seu desenvolvimento. Começaram a serem implantados projetos econômicos de grande envergadura, que estão em curso, ou projetados para os próximos anos, a exemplo da modernização e ampliação do Porto do Pecém.

Painel Fotovoltáico
Foto: Arquivo pessoal

O Ceará vem, ao longo do tempo, investindo na exploração de energias renováveis, no intuito de ampliar a oferta de energia a uma demanda crescente nos setores de transportes, de indústria, residencial, de serviços, agropecuária, e outros. A liderança do Estado, de maneira ativa, é imprescindível no redirecionamento de políticas que englobem os pressupostos do desenvolvimento sustentável.

Após visitas técnicas, efetuadas pelo Laboratório de Energias Renováveis e Conforto Ambiental – LERCA, do IFCE – Campus Fortaleza, a projetos inovadores e pilotos de energias alternativas do Ceará, dedicaremos esta semana a falar, cada dia, de uma diferente tecnologia de fontes renováveis: energia eólica, solar, das marés, dentre outras.

Publicidade

Cultura do Ceará no Rio de Janeiro

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente

18 de agosto de 2012

Espedito Seleiro
Fonte: http://www.flickr.com/photos/joaomarcondes

Segundo informação do IPHAN, no intuito de divulgar a riqueza da expressão cultural do sul do Ceará, o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/Iphan/MinC abriu desde o dia 02 de agosto até 09 de setembro a exposição Espedito Seleiro – da sela à passarela, que mostra o trabalho do artista Espedito Seleiro Veloso de Carvalho, 72 anos, de Nova Olinda/Ceará.

Espedito Veloso de Carvalho, conhecido como Espedito Seleiro, comanda a marca homônima, desde a da década de 1980, começou a confeccionar em couro sandália igual à do legendário Lampião, dando início, assim, à adaptação dos motivos e ornamentos que fez em selas e vestimentas de vaqueiro. Espedito Seleiro reinterpreta e recria desenhos que investigou em fotos de calçados de Maria Bonita e Lampião, personagens do Cangaço, nomes de algumas de suas linhas de sandálias.

A exposição acontece no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Rio de Janeiro, de terças a sextas, de 15h as 18h.

Veja o convite da Exposição Espedito Seleiro – da sela à passarela aqui.

 

Fonte: IPHAN

Publicidade

Cultura do Ceará no Rio de Janeiro

Por Nájila Cabral em Meio Ambiente

18 de agosto de 2012

Espedito Seleiro
Fonte: http://www.flickr.com/photos/joaomarcondes

Segundo informação do IPHAN, no intuito de divulgar a riqueza da expressão cultural do sul do Ceará, o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/Iphan/MinC abriu desde o dia 02 de agosto até 09 de setembro a exposição Espedito Seleiro – da sela à passarela, que mostra o trabalho do artista Espedito Seleiro Veloso de Carvalho, 72 anos, de Nova Olinda/Ceará.

Espedito Veloso de Carvalho, conhecido como Espedito Seleiro, comanda a marca homônima, desde a da década de 1980, começou a confeccionar em couro sandália igual à do legendário Lampião, dando início, assim, à adaptação dos motivos e ornamentos que fez em selas e vestimentas de vaqueiro. Espedito Seleiro reinterpreta e recria desenhos que investigou em fotos de calçados de Maria Bonita e Lampião, personagens do Cangaço, nomes de algumas de suas linhas de sandálias.

A exposição acontece no Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, no Rio de Janeiro, de terças a sextas, de 15h as 18h.

Veja o convite da Exposição Espedito Seleiro – da sela à passarela aqui.

 

Fonte: IPHAN