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Blog do Guifil

por Guilherme Custódio

Projeto A Maré Vida ensina o surf para pessoas com deficiência

Por guilhermecustodio em Social Esporte Clube

13 de Janeiro de 2017

Amar é vida! Foto: Divulgação

O projeto A Maré Vida nasceu em julho de 2016 na Praia do Futuro (Fortaleza/CE) para transformar o surf em um esporte de todos. Qualquer pessoa com deficiência física ou mental pode participar do A Maré Vida e ter aulas gratuitas.

O projeto surgiu do amor de três profissionais pelo esporte e do sentimento deles de compartilhar o surf com pessoas com deficiência: Gustavim (39 anos), dono da escolinha PF Surf School; Camila Lima (29 anos), médica acupunturista; e Raíssa Forte (28 anos), educadora física.

“Quando eu vi o Mecim (Emerson Martins, surfista tetraplégico) na água pela primeira vez, eu tenho certeza que saí com alguma coisa diferente dentro de mim. Porque você vê um negócio teoricamente tão absurdo que para mim era tão difícil de imaginar. Vê-lo na cadeira de rodas, sem conseguir se vestir, precisando de ajuda e depois vê-lo dentro do mar, solto, feliz, parece um peixe, pensei: ‘eu estava reclamando de quê mesmo? Eu estava dizendo que não podia fazer o quê?’”, indaga Camila.

Rafael Saraiva, aluno do projeto, era surfista quando perdeu a perna em um acidente de moto. “Eu tinha um certo receio de sair de casa, porque minha perna atrofiou e tive que usar a gaiola. As pessoas me viam e falavam: ‘olha o bichinho, o que foi que ele fez para ele sofrer tanto?’. Eu começava a chorar no meio da rua quando eu ouvia aquilo. As crianças apontavam. Eu vim para o projeto achando que não dava certo, mas não vi nada disso aqui, eu encontrei uma família. Apaixonei pelo surf de novo que estava aqui dentro ainda, o Gustavo tem tido paciência e eu estou muito feliz”, afirma Rafael.

(D) Eficientes! Foto: Divulgação

A Maré Vida também constrói pranchas ecológicas de garrafas pet, capacita universitários de educação física e promove sessões de acupuntura para pais e cuidadores, por exemplo.

Atualmente os materiais utilizados no projeto são financiados pelos 3 idealizadores e os voluntários não ganham pelo seu trabalho, nem mesmo vale-transporte e vale-alimentação.

O projeto precisa de alguns materiais para as aulas de surf como parafina, camisas de lycra, nadadeiras e uma cadeira anfíbia para os cadeirantes usarem na praia. Já para a acupuntura o projeto necessita de maca portátil, agulhas, ventosas, eletroacupuntura e sementes auriculares.

Para as ecopranchas, A Maré Vida precisa de cola compound, gelo seco, abraçadeiras, tesouras e estiletes. O projeto ainda necessita da remuneração de cinco estagiários (estudantes de Educação Física e Medicina) com vale-transporte e vale-alimentação.

Amar é vida! Colabore com o projeto A Maré Vida pelo https://www.catarse.me/amarevida

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Projeto A Maré Vida ensina o surf para pessoas com deficiência

Por guilhermecustodio em Social Esporte Clube

13 de Janeiro de 2017

Amar é vida! Foto: Divulgação

O projeto A Maré Vida nasceu em julho de 2016 na Praia do Futuro (Fortaleza/CE) para transformar o surf em um esporte de todos. Qualquer pessoa com deficiência física ou mental pode participar do A Maré Vida e ter aulas gratuitas.

O projeto surgiu do amor de três profissionais pelo esporte e do sentimento deles de compartilhar o surf com pessoas com deficiência: Gustavim (39 anos), dono da escolinha PF Surf School; Camila Lima (29 anos), médica acupunturista; e Raíssa Forte (28 anos), educadora física.

“Quando eu vi o Mecim (Emerson Martins, surfista tetraplégico) na água pela primeira vez, eu tenho certeza que saí com alguma coisa diferente dentro de mim. Porque você vê um negócio teoricamente tão absurdo que para mim era tão difícil de imaginar. Vê-lo na cadeira de rodas, sem conseguir se vestir, precisando de ajuda e depois vê-lo dentro do mar, solto, feliz, parece um peixe, pensei: ‘eu estava reclamando de quê mesmo? Eu estava dizendo que não podia fazer o quê?’”, indaga Camila.

Rafael Saraiva, aluno do projeto, era surfista quando perdeu a perna em um acidente de moto. “Eu tinha um certo receio de sair de casa, porque minha perna atrofiou e tive que usar a gaiola. As pessoas me viam e falavam: ‘olha o bichinho, o que foi que ele fez para ele sofrer tanto?’. Eu começava a chorar no meio da rua quando eu ouvia aquilo. As crianças apontavam. Eu vim para o projeto achando que não dava certo, mas não vi nada disso aqui, eu encontrei uma família. Apaixonei pelo surf de novo que estava aqui dentro ainda, o Gustavo tem tido paciência e eu estou muito feliz”, afirma Rafael.

(D) Eficientes! Foto: Divulgação

A Maré Vida também constrói pranchas ecológicas de garrafas pet, capacita universitários de educação física e promove sessões de acupuntura para pais e cuidadores, por exemplo.

Atualmente os materiais utilizados no projeto são financiados pelos 3 idealizadores e os voluntários não ganham pelo seu trabalho, nem mesmo vale-transporte e vale-alimentação.

O projeto precisa de alguns materiais para as aulas de surf como parafina, camisas de lycra, nadadeiras e uma cadeira anfíbia para os cadeirantes usarem na praia. Já para a acupuntura o projeto necessita de maca portátil, agulhas, ventosas, eletroacupuntura e sementes auriculares.

Para as ecopranchas, A Maré Vida precisa de cola compound, gelo seco, abraçadeiras, tesouras e estiletes. O projeto ainda necessita da remuneração de cinco estagiários (estudantes de Educação Física e Medicina) com vale-transporte e vale-alimentação.

Amar é vida! Colabore com o projeto A Maré Vida pelo https://www.catarse.me/amarevida