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Agregando valor

por Rodrigo Goyanna

A lição Ana Alice

Por rodrigogoyanna em Relacionamento interpessoal, Vida

07 de setembro de 2017

.Faz 24h que só penso na Ana Alice.

Domingo. 03/09. 16h. Hospital de Messejana. Fim de ação no projeto social.

Entre a sensação de dever cumprido e a vontade de resenhar sobre cada experiência vivida naquele dia, surge do outro lado da passarela, um par de olhos claros, e um sorriso como quem gritasse pra gente ir ali.

Enfermeira: “ vocês querem ir até la?”….Calmaaaaa, me espera!

A cicatriz no meio do peito contava uma história que a gente preferia não ter ouvido, mas o sorriso que não saía do rosto fez com que a gente doasse para aquele coraçãozinho doente, um pouco de sentimento de cada um dos nossos corações.

Ontem recebi a noticia que a Ana Alice virou um anjinho de Deus, e junto com a alegria de haver a conhecido, veio o aprendizado do quanto a gente é medíocre por reclamar mais do que viver.

Com um sorriso no rosto e um rasgão no peito, ela provocou a duvida sobre o que temos feito de nossas vidas: trabalhar até atingir a meta de comprar um carro que outros invejem? Chamar dependência de amor e postar nas mídias sociais? Ser um outdoor ambulante e conquistar seguidor como um prostituto de valores?

Com um coração com bateria para mais algumas horas de vida, a pequena Ana Alice não recusou um abraço. Não soltou um choro. Não reclamou de nada. E não teve tempo pra fazer a vida valer a pena, como a gente tem, e desperdiça.

Meu time não ganhou. Tive poucas curtidas. Minha calça não entra mais. Meu namorado não me quer. Meu chefe não me valoriza. Tudo justificativa que a gente busca, pra de forma ingrata, se declarar que não é feliz.

A gente tem uma vida perfeita, e ainda que problemas existam, é perfeitamente possível com um sorriso no rosto, e sem reclamar de nada, mudar a própria história. A Ana Alice não teve essa chance, e a gente tá jogando fora.

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A lição Ana Alice

Por rodrigogoyanna em Relacionamento interpessoal, Vida

07 de setembro de 2017

.Faz 24h que só penso na Ana Alice.

Domingo. 03/09. 16h. Hospital de Messejana. Fim de ação no projeto social.

Entre a sensação de dever cumprido e a vontade de resenhar sobre cada experiência vivida naquele dia, surge do outro lado da passarela, um par de olhos claros, e um sorriso como quem gritasse pra gente ir ali.

Enfermeira: “ vocês querem ir até la?”….Calmaaaaa, me espera!

A cicatriz no meio do peito contava uma história que a gente preferia não ter ouvido, mas o sorriso que não saía do rosto fez com que a gente doasse para aquele coraçãozinho doente, um pouco de sentimento de cada um dos nossos corações.

Ontem recebi a noticia que a Ana Alice virou um anjinho de Deus, e junto com a alegria de haver a conhecido, veio o aprendizado do quanto a gente é medíocre por reclamar mais do que viver.

Com um sorriso no rosto e um rasgão no peito, ela provocou a duvida sobre o que temos feito de nossas vidas: trabalhar até atingir a meta de comprar um carro que outros invejem? Chamar dependência de amor e postar nas mídias sociais? Ser um outdoor ambulante e conquistar seguidor como um prostituto de valores?

Com um coração com bateria para mais algumas horas de vida, a pequena Ana Alice não recusou um abraço. Não soltou um choro. Não reclamou de nada. E não teve tempo pra fazer a vida valer a pena, como a gente tem, e desperdiça.

Meu time não ganhou. Tive poucas curtidas. Minha calça não entra mais. Meu namorado não me quer. Meu chefe não me valoriza. Tudo justificativa que a gente busca, pra de forma ingrata, se declarar que não é feliz.

A gente tem uma vida perfeita, e ainda que problemas existam, é perfeitamente possível com um sorriso no rosto, e sem reclamar de nada, mudar a própria história. A Ana Alice não teve essa chance, e a gente tá jogando fora.