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Agregando valor

por Rodrigo Goyanna

Marketing

Empreendedor Digital: Como Ganhar Dinheiro com Cupons de Desconto?

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

18 de setembro de 2018

Todos os dias surgem novos empreendedores digitais, atraídos principalmente pela possibilidade de escalar o negócio para um número muito grande de clientes, e podendo trabalhar em qualquer horário e de qualquer lugar. Em um mundo em constante evolução, o comércio eletrônico ganha força, e além de economizar em suas compras online, você também pode ganhar dinheiro com cupons de desconto.

Já comentei em uma postagem de 2016 sobre o sucesso dos cupons de desconto nos Estados Unidos. Apesar de ainda não ter se desenvolvido tanto quanto lá fora, no Brasil a busca e o uso de cupons de desconto vem crescendo, principalmente no ambiente digital. Com o crescimento do e-commerce no Brasil, cada vez mais cresce a busca online por cupons de desconto, conforme gráfico abaixo extraído do Google Trends. Os picos de acesso são sempre em novembro, época da famosa promoção Black Friday.

Fonte: Google Trends, consulta em 02/09/18

O aumento das buscas por cupom de desconto vem sendo puxada também pelo crescimento das vendas online em geral. No primeiro semestre de 2018, foram mais de 27,4 milhões de Brasileiros comprando online, onde 4,5 milhões de usuários fizeram a sua primeira compra online nesse período. A expectativa é de fechar o ano de 2018 com crescimento de 12% no faturamento do e-commerce, atingindo o patamar de R$ 53,4 bilhões no Brasil, segundo o recém divulgado estudo Webshoppers 38 da Ebit/Nielsen.

Chama a atenção nesse estudo também, o crescimento dos pedidos feitos via dispositivos móveis, que cresceram 41% ante o primeiro semestre de 2017, representando 32% das vendas totais do e-commerce brasileiro. E com a nova geração cada vez mais conectada desde cedo, não é nenhuma surpresa que esse segmento deve continuar crescendo em ritmo muito mais acelerado em relação à média da economia.

Abre-se assim uma excelente oportunidade para quem quiser empreender no comércio digital. Entre as inúmeras vantagens que poderíamos citar sobre as compras online, soma-se também o crescimento da violência nas grandes cidades, que amedronta a população, que prefere sair de casa cada vez menos. São diversos catalisadores que impulsionam o e-commerce, mas a melhor notícia é que você não precisa ter a sua própria loja virtual para poder ganhar dinheiro na internet.

Conheça agora o Mercado de Afiliados

Empreender no Brasil é para heróis. Em épocas de eleições, esse assunto sempre é pertinente, pois está cada vez mais difícil conseguir o emprego dos sonhos, ainda mais na atual conjuntura econômica. Muito mais do que desejo, empreender por conta própria acaba sendo uma necessidade. Uma bela maneira de conseguir renda extra com investimento inicial baixo é através do marketing de afiliados.

Por definição, afiliado é aquele que se afilia, que faz parte de uma sociedade ou associação. No caso do marketing de afiliados, você se afilia a uma empresa, que pode ser diretamente com uma loja virtual ou com grandes redes de afiliados, podendo ser remunerado de algumas maneiras, sendo o mais comum o custo por aquisição (CPA). Fazendo uma alusão mais familiar, imagine que um afiliado é basicamente um representante comercial que ganha comissões sobre as suas vendas.

Para vender, o afiliado precisa ter um espaço de divulgação virtual, que pode ser por exemplo um site ou blog, perfis em redes sociais, grupos de vendas, etc. Lembrando que precisa ser digital porque cada afiliado possui um link específico para rastreamento, e compras feitas através desse link são remuneradas para os respectivos afiliados. Normalmente é necessário ter um CNPJ para poder receber suas comissões, mas pode ser um MEI (microempreendedor individual).

A remuneração é feita após a aprovação do pagamento por parte do cliente, conforme política de cada anunciante. No Brasil, são poucas lojas virtuais que mantém o próprio programa de afiliação. Na maioria das vezes, é mais rápido e barato utilizar as redes de afiliação, que tem todo o sistema preparado para rastreio das vendas, além de grande base de afiliados sedentos para divulgar as marcas e os produtos. Para o afiliado, o trabalho com essas grandes redes é muito bom, porque permite ter um grande portfólio de marcas para trabalhar com o seu público, além de centralizar e facilitar o recebimento do pagamento das comissões.

Entendendo o Funil de Vendas

Quando falamos em mercado digital, é importante entendermos o conceito de funil de vendas. O funil (também conhecido por pipeline) nada mais é do que algumas etapas que o cliente passa até tomar a ação final de fechar a compra o item. Explicando bem resumidamente a jornada, o potencial cliente precisa ser atraído na etapa inicial (topo do funil), onde ele descobre e aprende mais sobre o produto ou serviço. A etapa seguinte (meio do funil) é o reconhecimento do problema e a consideração da solução. Na última etapa (fundo do funil) está a busca por empresas que podem fornecer o produto/serviço que o cliente assume que precisa.

Fonte: Reprodução Internet

Nos seus canais na web, você pode tentar interceptar leads em todos os estágios desse funil, mas não precisa de muita análise para sacar que o potencial cliente no fundo do funil dá retorno mais rápido, onde a conversão em vendas tende a ser muito maior.

Cupons de desconto e o final do funil

É justamente no final do funil de vendas que atuam os sites de cupons de desconto. Oferecer um código promocional para um consumidor que já passou por todas as etapas do funil é algo de extremo valor. Na maioria das vezes o consumidor busca por esses cupons no Google, ou em outros sites de pesquisas. Isso porque são poucos sites que tem uma base realmente grande de lojas virtuais, com cupons atualizados e funcionando.

Apesar de ser um nicho de mercado bem saturado, onde temos mais de 100 sites específicos com esse propósito, é possível aparecer para o cliente certo na hora certa utilizando links patrocinados, seja no Google, Bing, Facebook, etc. É necessário sempre observar as políticas de cada anunciante, pois muitos deles não permitem esse impulsionamento, o que pode acarretar em cancelamentos de comissões ou até exclusão da afiliação.

Os links patrocinados tem sido alvo de grandes investimentos por parte desses sites, e com a ajuda do Agora Cupom, apresentamos um mapeamento dos investimentos dos principais sites do mercado brasileiro exclusivamente de cupons de desconto, que estão na tabela abaixo. Foi utilizado o site SimilarWeb para extrair os dados, com base no mês de julho/2018, e para cálculo do investimento em pesquisa paga de cada site, foi estimado um CPC (custo por clique) padrão de R$ 0,60.

Fonte: Autor, montado com SimilarWeb Referência Julho 2018 – Consulta em 02/09/2018

Como podemos perceber, são grandes players que dominam o mercado. Percebe-se também que a grande maioria dos sites desse nicho é dependente das pesquisas para ter tráfego, com grande relevância da pesquisa paga. Existem especialistas que afirmam que a média de retorno para cada real investido em anúncios na internet é de 100%, ou seja, para cada real retorna 2 reais, sendo lucro de 1 real.

Mas não se engane achando que investir dinheiro nisso é garantia de retorno. Como todos os negócios, existe uma grande curva de aprendizado, e só com o tempo você vai conseguir maturação suficiente para ter bons resultados. Mas dá para começar com pouco investimento um site desse nicho de cupons de desconto. Mas para que ele se torne relevante, com certeza o investimento precisa ser bem maior.

Conclusão

O mercado de afiliados é muito grande, e está se fortalecendo cada vez mais no Brasil. Com a evolução e crescimento do e-commerce, espera-se que cada vez mais transações de compras e vendas aconteçam nesse espaço.

Espero que esse artigo agregue valor para você, e que sirva de encorajamento para tirar do papel o sonho de ter o seu próprio negócio. Fácil nunca será, mas com muito estudo e trabalho, tenho certeza que você pode ter muito sucesso no mercado de afiliados. E se empreender não é o seu foco agora, aproveite para conhecer esses sites de cupons e conseguir uma economia extra na próxima compra online.

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4 previsões para o futuro da publicidade mobile em vídeo

Por rodrigogoyanna em estrategia, Marketing

02 de setembro de 2018

Publicidade em vídeo: o que o futuro aguarda para o segmentoQual será o cenário da publicidade em vídeo in-app a partir de 2018? É isso que o recente relatório “State of Mobile Video Advertising 2018”, produzido pela Logan e a InMobi, analisou, destacando como os anunciantes e editores têm adotado cada vez mais esse tipo de publicidade nos últimos dois anos. Mas como será daqui para frente? De acordo com as tendências atuais, essas são as quatro previsões ousadas que veremos acontecer:

1. Anúncios curtos e “na sua cara” será a norma

Embora a quantidade de tempo que as pessoas gastam em seus telefones continue a crescer, os usuários não querem que sua experiência seja interrompida com muita publicidade. Cada vez mais os anúncios em vídeos curtos são a melhor opção para os anunciantes. Estudos mostram que os vídeos entre 16 e 20 segundos têm melhores taxas de conversão, enquanto um experimento descobriu que é mais provável que ele se lembre de uma versão de 15 segundos do anúncio do que uma versão de 30 ou 120 segundos. Os anunciantes usam visualmente publicidade distinta para alcançar efetivamente seu público.

Durante o primeiro semestre de 2017, os dados da Logan e InMobi mostraram que 76% de todo o investimento em vídeo foi alocado para anúncios em tela cheia. Enquanto isso, 58% – ou seja, mais da metade – de todo o inventário de vídeos já estão no formato tela cheia. Isso mostra que os anúncios em vídeo exibidos de maneira imersiva se tornarão cada vez mais comuns no futuro.

2. A divisão atual de quem está comprando anúncios em vídeo permanecerá intacta

Quando a publicidade em vídeo in-app estava disponível inicialmente, as marcas nativas digitais com fortes métricas para sustentar suas campanhas foram as primeiras a adotar esse tipo de anúncio. No entanto, como este tipo de publicidade deixou de ser relativamente desconhecida para ser confiável e conhecida, os anunciantes que buscavam principalmente reconhecimento e impressões tornaram-se ávidos compradores de anúncios em vídeo.

Entre 2016 e os primeiros três meses de 2018, essas campanhas de conscientização de marca passaram de 43% a 70% do investimento em vídeo global. Num futuro próximo, esses resultados do primeiro trimestre de 2018 certamente permanecerão intactos: 70% dos anunciantes e 30% dos KPIs.

3. Espere mais sobre inventário de vídeos in-app no futuro

Tanto o investimento em anúncios em vídeo quanto o inventário cresceram consideravelmente desde 2016, embora o investimento em publicidade tenha excedido o estoque global. Por exemplo, entre 2016 e 2017, enquanto o investimento em publicidade global cresceu 109%, o inventário de vídeo global em aplicativo cresceu apenas 31%.

No entanto, é improvável que esses índices continuem por muito tempo. Nos próximos meses e anos, espera-se que muito mais inventário de vídeos em aplicativo esteja disponível. Na verdade, isso já está acontecendo nos EUA. Entre o primeiro trimestre de 2018 e o mesmo período de 2017, o investimento em vídeo em aplicativo aumentou 75%, enquanto o estoque cresceu 414%. Muito em breve, o mundo alcançará os EUA nesse sentido.

4. O mundo alcançará os Estados Unidos

Em nenhum outro lugar do mundo a publicidade em vídeo in-app foi adotada como pelos anunciantes americanos. Durante os primeiros três meses deste ano, 53% do investimento dedicado ao vídeo in-app vem dos EUA.

Mas não espere que o país reine por muito mais tempo. O investimento em vídeo em aplicativo está crescendo rapidamente em praticamente todos os cantos do mundo, a exemplo da China, com crescimento de 470% entre o primeiro trimestre de 2017 e o primeiro trimestre de 2018.

Naturalmente, como outras previsões, estas podem não se estabilizarem. Novas tecnologias podem surgir para alterar drasticamente este panorama. Mas, com base nos números do recente relatório da Logan e da InMobi, existe uma forte probabilidade de que as previsões se tornem realidade no futuro próximo.

Este artigo foi publicado originalmente no site AdNews.

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Marcas trocam influencers por usuários anônimos

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

28 de agosto de 2018

Nos Estados Unidos é comum crianças, adolescentes e pré-adolescentes arrumarem algum serviço em época de férias, chamado de “summer job”.

Algumas marcas, pensando em ajudar nessa jornada dos jovens, oferecem a alguns usuários um pagamento em troca de divulgação de produtos.

De acordo com o portal The Atlantic, algumas empresas estão oferecendo uma quantia para conteúdo patrocinado no Instagram.

Pequenas startups, como Jane Cosmetics, Doux Lashes e Boogzel Apparel recrutam pessoas da rede social para anunciar suas roupas e acessórios, pagando geralmente algo entre 5 e 20 dólares por postagem.

As ofertas são feitas via mensagem direta e raramente envolvem um contrato formal.

Para as marcas, os adolescentes comuns são melhores parceiros do que as celebridades das redes sociais, já que aqueles que possuem muitos seguidores, os chamados “digital influencers”, costumam cobrar quantias superiores a 500 dólares por um post patrocinado, em casos excepcionais, essas postagens podem custar até 30 mil dólares.

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Petrobras apresenta HAMLET, um espetáculo da Armazém Companhia de Teatro.

Por rodrigogoyanna em estrategia, Marketing

24 de agosto de 2018

Acostumada a processos que resultam na criação de uma dramaturgia própria (vide Inveja dos Anjos e A Marca da Água – que levaram o Prêmio Shell de Melhor Autor em 2008 e 2012, além de O Dia em que Sam Morreu – Prêmio Cesgranrio de Melhor Texto em 2014), a Armazém Companhia de Teatro se volta agora para um outro tipo de processo, onde o que mais interessa é o seu posicionamento sobre a narrativa. Partindo da obra fundamental de Shakespeare, a ideia geral da companhia é encontrar um Hamlet do nosso tempo. Um Hamlet cheio de som e fúria. Não numa atualidade forçada, mas ressaltando aspectos da obra que dialogam com esse coquetel de conflitos contemporâneos que vemos todos os dias jorrando nas grandes cidades do mundo.

Patrocinada pela Petrobras desde 2000, a companhia completou 30 anos de existência no final de 2017, travando um complexo diálogo criativo com um dos melhores materiais dramatúrgicos da história. Hamlet é o príncipe da Dinamarca. Apenas um mês separa a morte repentina e inexplicável de seu pai  e o novo casamento de sua mãe. O príncipe tem visões de seu pai, que afirma que foi envenenado pelo irmão, e exige que Hamlet se vingue e mate o novo Rei (seu tio e padrasto). Hamlet se finge de louco para esconder seus planos, e vai perdendo o controle sobre sua própria realidade no meio deste processo. Ou seja, a invenção teatral do século XVI de um príncipe que fingia loucura e o espírito inflamado do nosso século entraram inevitavelmente em colisão. Já não há mais fingimento. A loucura de Hamlet tornou-se a loucura do mundo.

A história de Hamlet é a história da destruição de uma ordem estabelecida. Shakespeare representa a corte real dinamarquesa mergulhada em corrupção. Assassinato, traição, manipulação e sexualidade são as armas usadas na guerra para preservar o poder. No centro dessa história está Hamlet, um homem desesperadamente preocupado com a natureza da verdade, um homem notável que quer ser mais verdadeiro do que, provavelmente, é possível ser. E que exige do resto do mundo que sejam todos verdadeiros com ele. Mas é possível conhecer a si mesmo integralmente? É possível conhecer integralmente as pessoas a seu redor? Hamlet se fragmenta, nossa época o faz assim, um sujeito destrutivo, atormentado e letal.

O diretor Paulo de Moraes acredita que “é importante tratar Shakespeare como se ele fosse um genial dramaturgo recém-descoberto com algumas coisas urgentes a dizer sobre a guerra, sobre a loucura do mundo e sobre nossos líderes políticos modernos.” No Hamlet da Armazém Companhia de Teatro, sete atores dão vida aos personagens de Shakespeare (Patrícia Selonk, Ricardo Martins, Marcos Martins, Lisa Eiras, Jopa Moraes, Isabel Pacheco e Luiz Felipe Leprevost). A tradução ficou a cargo de Maurício Arruda Mendonça, parceiro habitual de Moraes em muitas dramaturgias montadas pela companhia. “Maurício conseguiu uma poesia sem pompa, que comunica sem perder a beleza. E é grande mérito dos atores que essa poesia chegue rasgando, ela é língua, ela é corpo, ela é carne”, comenta Paulo de Moraes.

Hamlet recebeu o Prêmio Cesgranrio de Teatro 2017, na categoria de Melhor Iluminação, além de ter sido indicado nas categorias de Melhor Espetáculo, Direção, Cenografia, Iluminação, Figurino e Categoria Especial (pela Trilha Sonora Original). Também recebeu o Prêmio Shell 2017 de Melhor Cenário, além de indicações para Melhor Direção e Melhor Iluminação. No Prêmio APTR, o espetáculo recebeu os prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante (Lisa Eiras) e Melhor Cenário, além de indicações nas categorias de Melhor Espetáculo, Direção, Atriz, Iluminação e Figurino. Hamlet também recebeu o Prêmio Cenym 2017 de Melhor Atriz (Patrícia Selonk) e Melhor Companhia de Teatro.

Sobre a Armazém Companhia de Teatro

Em 2018, a Armazém Companhia de Teatro segue apresentando sua versão de HAMLET em turnê nacional, passando por Fortaleza, Salvador, Recife, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Aracajú e Natal. Com mais de 30 prêmios nacionais no currículo, a companhia também foi premiada duas vezes no Festival Fringe de Edimburgo (na Escócia), com o prestigiado Fringe First Award (2013 e 2014) e no Festival Off de Avignon (na França), com o Coup de Couer de la Presse d’Avignon (2014).

A Armazém Companhia de Teatro foi formada em 1987, em Londrina, em meio à efervescência cultural vivida pela cidade paranaense na década de 80 – de onde saíram nomes importantes no teatro, na música e na poesia. Liderados pelo diretor Paulo de Moraes, o senso de ousadia daqueles jovens buscando seu lugar no palco impregnaria para sempre os passos do grupo: a necessidade de selar um jogo com o seu espectador, a imersão num mundo paralelo, recriado sobretudo pela ação do corpo, da palavra, do tempo e do espaço.

Com sede no Rio de Janeiro desde 1998, a companhia acaba de completar 30 anos de formação. Graças ao patrocínio continuado da Petrobras, a companhia tem conseguido levar seu trabalho aos públicos mais variados, tanto do Brasil quanto do exterior. Sempre baseando seus espetáculos em pesquisas temáticas (com a criação de uma dramaturgia própria com ênfase nas relações do tempo narrativo) e formais (que se refletem na utilização do espaço, na construção da cenografia, ou nas técnicas utilizadas pelos atores para conviver com o risco de encenar em cima de um telhado, atravessando uma fina trave de madeira ou imersos na água), a questão determinante para a companhia segue sendo a arte do ator. Busca-se para o ator uma dinâmica de corpo, voz e pensamento que dê conta das múltiplas questões que seus espetáculos propõem. E a encenação caminha no mesmo sentido, já que é o corpo total do ator que a determina.

Apesar da construção de espetáculos tão díspares e complementares como A Ratoeira é o Gato (1993), Alice Através do Espelho (1999), Toda Nudez Será Castigada (2005) e O Dia em que Sam Morreu (2014), a Armazém Companhia de Teatro segue sua trajetória sempre investindo numa linguagem fragmentada, que ordene o movimento do mundo a partir de uma lógica interna. Essa lógica interna é a voz da Armazém, talvez a grande protagonista do mundo representacional da companhia.

 

 

O que disse a crítica

“A direção de Paulo de Moraes é de um artesanato criterioso. O primeiro ato reúne as características formais ampliadas numa sucessão de recursos surpreendentes. No segundo, o desenvolvimento da trama ganha o ritmo de um voo rasante. A cenografia de Carla Berri e Paulo de Moraes confere à caixa cênica a imponência de estrutura envidraçada, que se movimenta como anteparo de vilanias e abrigo de duelos. A iluminação de Maneco Quinderé define a coloração dramática de assassinatos e a luminosidade da maquinaria do palco com a autoridade de sua assinatura. O elenco está igualmente alinhado com a proposta vibrante do encenador.”

Macksen Luiz – crítico (em jornal O Globo)

 

“Em mais um grande acerto, a Armazém Companhia de Teatro equilibra com maestria o clássico e o contemporâneo nesta releitura da tragédia de Shakespeare. Patrícia Selonk dá uma aula de interpretação na pele do (quase) enlouquecido protagonista, muito bem acompanhada Lisa Eiras (Ofélia) e um amadurecido Jopa Moraes – que se desdobra em três papéis. Discretas referencias à realidade política do país também são muito bem exploradas.”

Renata Magalhães – crítica (em Revista Veja Rio)

 

“Patrícia Selonk assina um Hamlet histórico, um desempenho monumental, construção de carne, afeto, razão desmedida, impossibilidade, flerte com o desejo humano desvairado de absoluto. A condição feminina faz parte da busca da contradição. Ela imprime ao personagem mais uma nota de oscilação e de incerteza sensível, fortalece a identificação do protagonista com a imagem patética do cidadão impotente do nosso tempo, a partir de uma intensa vibração afetiva subterrânea.”

Tânia Brandão – crítica (em blog Folias Teatrais)

 

“A versão de Hamlet, da Armazém Companhia de Teatro, é um marco.”

Cláudia Chaves – crítica (em Jornal do Brasil)

 

 

Ficha técnica

HAMLET

Da obra de William Shakespeare

Montagem da Armazém Companhia de Teatro

Direção: Paulo de Moraes

Tradução: Maurício Arruda Mendonça

Elenco: Patrícia Selonk (Hamlet), Ricardo Martins (Claudius), Marcos Martins (Polonius), Lisa Eiras (Ofélia), Jopa Moraes (Laertes), Isabel Pacheco (Gertrudes) e Luiz Felipe Leprevost (Horácio)

Participação em Vídeo: Adriano Garib (Espectro)

Cenografia: Carla Berri e Paulo de Moraes

Iluminação: Maneco Quinderé

Figurinos: João Marcelino e Carol Lobato

Música: Ricco Viana

Preparação Corporal: Patrícia Selonk

Coreografias: Toni Rodrigues

Preparador de Esgrima: Rodrigo Fontes

Fotografias e Vídeos: João Gabriel Monteiro

Programação Visual: João Gabriel Monteiro e Jopa Moraes

Técnico de Palco: Regivaldo Moraes

Assistente de Produção: William Souza

Produção Executiva: Flávia Menezes

Produção: Armazém Companhia de Teatro

Patrocínio: Petrobras

Serviço

HAMLET

Da obra de William Shakespeare

Montagem da Armazém Companhia de Teatro

Direção: Paulo de Moraes

Tradução: Maurício Arruda Mendonça

Elenco: Patrícia Selonk, Ricardo Martins, Marcos Martins, Lisa Eiras, Jopa Moraes, Isabel Pacheco e Luiz Felipe Leprevost

Local: Teatro Dragão do Mar

Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema

Telefone(85) 3488-8600

Apresentações: Dias 31 de agosto, 1 e 2 de setembro de 2018

Horários: Sexta-feira e Sábado, 20 horas e Domingo, 18 horas

Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada)

– desconto de 50% no valor inteiro na compra de até 2 ingressos para a força de trabalho e clientes do Cartão Petrobras

Classificação: 16 anos.

Duração 140 minutos (incluindo 10 minutos de intervalo)

Drama

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Astro de Deadpool usa tática inusitada para promover sua marca de gim

Por rodrigogoyanna em estrategia, Marketing

17 de agosto de 2018

O gim está com tudo. Tradicional na coquetelaria internacional, a bebida vive um momento de renovado interesse global, com um mercado que deverácrescer quase 5% ao ano na europa e 3% nos EUA. No Brasil, as vendas subiram 66% no ano passado, em meio a um mercado estacionado para destilados.

Queridinha dos millennials (aquela geração de nascidos após 1980), a bebida não para de angariar novos fãs. É o caso do ator canadense Ryan Reynolds, astro da franquia de filmes Deadpool, que resolveu ter uma marca própria tamanho o gosto pelo destilado.

No começo do ano, o ator anunciou a compra da empresa Aviation Gin, que funciona há mais de uma década na cidade americana de Portland, no Oregon.

De quebra, emprestou seu rosto familiar para as estratégias de marketing da marca. E seu senso de oportunidade também: Reynolds não se incomoda em anunciar para todo mundo seu e-mail para contato (o Ryan@AviationGin.com).

Foi o que fez durante o programa de TV americano The Tonight Show, comandado por Jimmy Fallon, na última terça-feira (14), no canal NBC.

O que ninguém espera é receber em resposta uma mensagem automática, e que não se parece em nada com um email tradicional de quem está ausente do escritório. As respostas automáticas do CEO da Aviation Gin chegam com mais de cinco parágrafos recheados de bom humor.

“Obrigado por seu email e interesse na Aviation American Gin! Estou longe da minha mesa no momento, mas responderei no momento em que me derem uma mesa” e “Obrigado pelo seu e-mail, mas infelizmente estou fora do escritório em negócios oficiais. Eu realmente não posso dizer mais do que isso. É oficial. É negócio . E é isso.” são alguns dos trechos iniciais entre as dezenas de respostas automáticas escritas por Reynolds.

Tudo, claro, é uma tremenda estratégia de marketing do astro do Deadpool. Após a aparição do ator no Tonight Show (e a divulgação pública de seu email), os servidores da empresa AviationGin foram “derrubados” por milhares de mensagens vindas de todo o país.

É claro que Reynolds não deixou esse “inconveniente” passar em branco e fez graça da situação em seu perfil no Twitter: ” AviationGin tem chamado bastante atenção ultimamente. 20 mil emails por dia derrubaram nossos servidores. Eu não fazia ideia que tínhamos Departamento de TI até uma hora atrás. Eles parecem super sóbrios”, diz o post.

 

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Storytelling – que história é essa?

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

28 de julho de 2018

Contar uma história para humanizar a marca, uma excelente estratégia para uma empresa criar uma reputação que ative conexão emocional com seu publico, e se aproximar de quem se identifica com a narrativa.

Porque o ser humano tende a se retrair em tribos comportamentais, em criar vinculo emocional àquele clã que pensa semelhante.

Quando a sua marca tem uma narrativa interessante e apresenta o seu produto de maneira sutil, o seu potencial cliente fica mais próximo do seu negócio, criando uma relação benéfica entre o consumidor e a empresa.
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O estreitamento da relação entre as duas partes envolvidas no processo gera o engajamento necessário para alavancar vendas de uma maneira indireta, subjetiva e muito mais emocional.

Aposte em StoryTelling!

Como o Storytelling afeta o cérebro

Você já deve ter notado no YouTube, que os anúncios vem seguindo uma tendência de história narrada por algum personagem, sendo ele fictício ou não. Saiba como essa estratégia de storytelling afeta seu cérebro.

Transforma história em ideias: Uma história ativa partes do cérebro que permite que o ouvinte para transforme a história em sua própria ideia e experiência graças a um processo chamado de acoplamento neuronal.

Experimenta, comenta e compartilha: As pessoas não só vão ativar a  atividade cerebral através da sua história, mas também irão compartilhar e comentar da sua história.

É lembrada com maior precisão: O cérebro libera dopamina no sistema quando ele experimenta um evento emocionalmente carregado, tornando-o mais fácil de lembrar com maior precisão.

Histórias bem contadas envolvem muitas áreas do cérebro: Ao processar fatos, duas áreas do cérebro são ativadas (área de Wernicke e de Broca). Uma história bem contada pode envolver muitas áreas adicionais, incluindo o córtex motor, córtex sensorial, e no córtex frontal.

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Samsung não perdoa Apple em comerciais cheios de piadas sobre concorrente

Por rodrigogoyanna em branding, Marketing

27 de julho de 2018

Não é de hoje que Samsung e Apple se alfinetam em comerciais e campanhas. Às vezes de modo mais sutil, outras vezes descaradamente.

Nesse round, foi a vez da Samsung aplicar alguns golpes.

Em nova campanha “Ingenius”, composta por três vídeos, a marca coreana simula uma loja da Apple, onde consumidores travam diálogos hilários com um atendente Apple.

Nos vídeos, o fato de um usuário não poder usar seus fones de ouvido no iPhone (porque este, há tempos, eliminou a entrada para áudio) vira motivo de piada. A velocidade do iPhone e a duração de sua bateria também entram no rol de piadas.

A ideia da Samsung é mostrar algumas inconveniências dos aparelhos Apple em termos de design e complementos.

Ao final, a frase “Upgrade to Galaxy” é matadora: a marca diz que não é questão de fazer um upgrade, por exemplo, de um iPhone 7 para um iPhone X. Sim que é preciso trocar de marca e ir para o time Samsung. 

Assista:

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Abertas as inscrições para o Festival Costume Saudável

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

24 de julho de 2018

Entre os dias 24 e 26 de agosto, o Festival Costume Saudável, que já está em sua 6ª edição, irá reunir profissionais e pessoas interessadas em levar uma vida melhor. Indo muito além da alimentação e do “mundo fitness”, o evento visa reunir familiares e amigos para confraternizar, compartilhar, debater e se informar sobre assuntos como alimentação, restrições alimentares, maternidade, qualidade de vida, atividades físicas, meio ambiente e saúde. O evento vai oferecer mais de 200 atividades entre aulas em academias, palestras, apresentações culturais, oficinas culinárias, dentre outras.

Este ano, mais uma vez, as inscrições podem ser feitas pelo aplicativo Minha Cidade Saudável, uma ferramenta de sucesso que vai além do evento. O app já está disponível na App Store e Google Play. A participação nos três dias de Festival custa R$ 30 (R$ 15 meia entrada) e cada dia sai por R$ 20 (R$ 10 meia entrada), com pagamento via cartão de crédito. Na entrada do evento, o pagamento deve ser em dinheiro. Toda renda arrecadada com a venda dos ingressos será destinada ao Instituto do Câncer do Ceará e ao Instituto Povo do Mar – IPOM.

Já está disponível também o site do Festival Costume Saudável, mais uma ferramenta para auxiliar o público que aprecia e quer participar do evento e pretende acompanhar toda a programação que será atualizada diariamente. Através do site, tanto quem deseja participar como palestrante, ou ministrar uma aula de atividade física, ensinar um workshop de culinária, expor em um stand, ou até mesmo fazer uma cobertura jornalística poderá se inscrever. No espaço também é possível ver informações sobre as inscrições da Babu Games, um tipo de competição cross que acontecerá dentro do Festival e dará mais de 10 mil reais em premiações.

Que tal conferir o histórico das edições do festival em vídeo? No site você pode acessar essa opção, como também acompanhar as publicações do instagram e da #minhaatitudesaudavel, ação de incentivo para as pessoas publicarem vídeos ou fotos contando o que elas fazem no dia a dia, referente a atitudes saudáveis.

No site também estarão disponíveis as fotos do evento e pra quem não participou e quer conferir, ou para quem quer relembrar as edições anteriores, lá também está registrado os melhores momentos das edições passadas. O público poderá ter acesso a lista de patrocinadores, ao mapa do evento dentro do Rio Mar Fortaleza, além de toda a programação separada por dia e por local.

 

SERVIÇO:

Festival Costume Saudável

Data: 24, 25 e 26 de agosto

Local: Estacionamento do Shopping RioMar Fortaleza

Valor: R$ 30, pelo aplicativo Minha Cidade Saudável

www.costumesaudavel.com.br

*Valor arrecadado será doado ao Instituto do Câncer do Ceará e ao Instituto Povo do Mar – IPOM.

 

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Alibaba cria inteligência artificial que escreve textos de seu e-commerce

Por rodrigogoyanna em Marketing

21 de julho de 2018

O futuro indica que os copywriters vão perder seus empregos para os robôs. Ou, no mínimo, a concorrência será grande.

O gigante Alibaba anunciou, nessa semana, a estreia de uma inteligência artificial que fará as vezes de copywriter, escrevendo os textos e descrições dos produtos à venda.

A notícia foi anunciada pela Alimama, braço de marketing digital da Alibaba. A IA será usada nos e-commerces Tmall, Taobao, Mei.com e 1688.com.

Para fazer o copywriting nos sites, a IA trabalhará com deep learning e tecnologia de processamento de linguagem natural, aprendendo sua função a partir de milhões de “bons exemplos” de descrições de produtos.

Marcas e anunciantes que queiram usar a ferramenta podem inserir as descrições em seus produtos a partir do botão “Produce Smart Copy”. Como resultado, aparecerão vários exemplos de textos.

As marcas também podem ditar o tipo de descrição, avisando antes se querem um texto, por exemplo, promocional, funcional, divertido, poético, ou sensível.

Alibaba: e-commerce agora tem descrições feitas com inteligência artificial Alibaba: e-commerce agora tem descrições feitas com inteligência artificial
Alibaba: e-commerce agora tem descrições feitas com inteligência artificial (Alibaba/Divulgação)

Segundo a Alimama, a ferramenta passou no Teste de Turing e foi capaz de gerar vinte mil linhas de texto em um segundo.

A marca garante que o trabalho dos copywriters humanos não está em risco, sim ficará mais eficiente: será trabalho deles ver, dentre as opções geradas pela IA, qual se adequa mais ao perfil que buscam para o produto ou campanha.

Em comunicado oficial, Christina Lu, gerente de marketing da Alimama, disse que, já que a máquina aprendeu a partir dos milhões de textos feitos por seres humanos, “a criatividade humana é a pedra fundamental dessa máquina, que não é capaz de substitui-la”.

Pode até ser. Resta saber até quando.

Outra novidade da marca é a criação de uma loja conceito que promete mudar a cara do varejo de moda e também se baseia na inteligência artificial.

A FashionAI abriu ontem (4), na Hong Kong Polytechnic University, como loja-piloto para demonstrações iniciais. A marca promete uma loja “livre de estresse” (sim, o ato de escolher, provar e comprar roupas geralmente vem acompanhado de estresse).

Entre as novidades, um “espelho inteligente”, que mostra informações dos produtos de modo automático, enquanto o cliente toca na roupa na arara. Ele ainda monta “looks” e sugere combinações de roupas a partir do que o cliente toca ou experimenta. Ele também indica onde determinado produto está localizado dentro da loja.

A ideia é otimizar suas escolhas e tempo: em vez de, por exemplo, você escolher uma blusa e depois passar uma hora tentando encontrar a calça ou o casaco que combina com ela, a loja já vai lhe indicar sugestões de combinações e informações de preço e localização de tais peças.

A loja também vai aprender com seus clientes e descobrir peças, cores e estilos mais ou menos buscados: cada roupa conta com um “cadeado inteligente” que vai salvando informações ao longo do dia: por rádio frequência, Bluetooth e sensores giroscópicos, os cadeados vão saber quando uma roupa foi tirada da arara, apreciada, provada, observada etc.

A máquina foi alimentada, inicialmente, com 500 mil combinações de roupas, criadas por estilistas da Taobao, braço da Alibaba, e especialistas em moda.

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Nike ganha Copa do Mundo na disputa contra Adidas

Por rodrigogoyanna em Marketing

17 de julho de 2018

Para a marca americana, a presença absoluta na final é uma vitória diante da sua principal rival, a alemã Adidas. Os milhões de espectadores ao redor do mundo viram o famoso logo da Nike a cada close nos 22 jogadores em campo. Quando o capitão do time vencedor levantou a cobiçada taça dourada, mais uma aparição do logo para a história, eternizada em vídeos e fotografias.

Claro: toda essa exposição e valor agregado gera mais interesse, mais vendas, mais patrocínios e, no futuro, mais valor de marca.

Na semifinal, a vantagem já era da Nike. Além de França e Croácia, a Inglaterra também é patrocinada pela Nike. A Adidas era representada apenas pela Bélgica.

Uma vitória importante, dado que, em 2014, a batalha Nike x Adidas viu o domínio da Adidas. Na semifinal Brasil (Nike) contra Alemanha (Adidas), deu Adidas. Na outra semifinal, deu Argentina (Adidas) contra Holanda (Nike).

É a primeira vez, desde 1998, que uma final foi só da Nike. Em 1998, 2002 e 2010, foi Nike X Adidas, com duas vitórias para a Adidas e uma para a Nike. Em 2006, Adidas X Puma (deu Puma). Em 2014, só Adidas em campo.

Ao começar a Copa do Mundo, a vantagem era, claramente, da Adidas: a marca estava patrocinando mais camisas que a Nike (12 contra 10) e ainda, o mais importante: era patrocinadora oficial da Fifa e da Copa, em um contrato de 800 milhões de dólares válido até 2030. Outro detalhe importante: a bola usada nos jogos é Adidas (algo que acontece desde 1970).

Além disso, a Nike vinha de três desfalques importantes: Holanda, Chile e Estados Unidos, que sempre a representavam na Copa, nem na Rússia estavam.

Mas, começando os jogos, a Adidas viu perdas importantes e imprevistas, como a Alemanha sendo eliminada na primeira fase e Argentina e Espanha caindo precocemente. O astro Lionel Messi, patrocinado por ela, também não rendeu o esperado e chegou a andar em campo, claramente abatido. O caminho estava aberto para a Nike, que tinha os favoritos ao seu lado, como Brasil e França.

Na Rússia, a Adidas patrocinou doze camisas: Egito, Marrocos, Japão, Irã, Rússia, Espanha, Bélgica, Suécia, Alemanha, México, Argentina e Colômbia. Entre seu “time”, os campeões Espanha, Alemanha e Argentina.

Já a Nike patrocinou dez camisas: Nigéria, Austrália, Coreia do Sul, Arábia Saudita, França, Portugal, Polônia, Inglaterra, Croácia e Brasil. Entre seus astros, Brasil, França, Inglaterra e Portugal.

Outras marcas abocanharam o que restou. Puma veio com quatro camisas, sendo a mais importante a do Uruguai. Uma participação tímida e em declínio, dado que em 2006, por exemplo, ela superou a Nike em patrocínios – 12 contra 8 – e ainda saiu campeã da Copa da Alemanha, com a Itália se consagrando tetracampeã.

Outras marcas dividiram os seis patrocínios restantes, como Umbro (Peru) e New Balance (Costa Rica).

Jogadores

A Nike também leva vantagem no patrocínio aos jogadores.

Segundo dados do Transfermarkt, a marca americana patrocina 14 dos 25 jogadores mais caros da Copa, enquanto a Adidas patrocina nove.

No time da Nike, nomes de peso como Neymar Jr. (Brasil), Harry Kane (Inglaterra), Kylian Mbappé (França), Eden Hazard (Bélgica) e Cristiano Ronaldo (Portugal).

Já a Adidas conta com Toni Kroos (Alemanha), Firmino e Gabriel Jesus (Brasil), Lionel Messi (Argentina) e Mo Salah (Egito).

Chuteiras

Para completar o placar final de 3 a 1 (a Adidas tem o gol por ser a parceira oficial da Copa e oferecer as bolas), a Nike é quem mais fornece as chuteiras dos jogadores.

De acordo com o CIES Football Observatory, 132 dos 200 jogadores mais caros da Copa da Rússia calçaram chuteiras Nike, contra 59 jogadores com chuteiras Adidas.

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Nike ganha Copa do Mundo na disputa contra Adidas

Por rodrigogoyanna em Marketing

17 de julho de 2018

Para a marca americana, a presença absoluta na final é uma vitória diante da sua principal rival, a alemã Adidas. Os milhões de espectadores ao redor do mundo viram o famoso logo da Nike a cada close nos 22 jogadores em campo. Quando o capitão do time vencedor levantou a cobiçada taça dourada, mais uma aparição do logo para a história, eternizada em vídeos e fotografias.

Claro: toda essa exposição e valor agregado gera mais interesse, mais vendas, mais patrocínios e, no futuro, mais valor de marca.

Na semifinal, a vantagem já era da Nike. Além de França e Croácia, a Inglaterra também é patrocinada pela Nike. A Adidas era representada apenas pela Bélgica.

Uma vitória importante, dado que, em 2014, a batalha Nike x Adidas viu o domínio da Adidas. Na semifinal Brasil (Nike) contra Alemanha (Adidas), deu Adidas. Na outra semifinal, deu Argentina (Adidas) contra Holanda (Nike).

É a primeira vez, desde 1998, que uma final foi só da Nike. Em 1998, 2002 e 2010, foi Nike X Adidas, com duas vitórias para a Adidas e uma para a Nike. Em 2006, Adidas X Puma (deu Puma). Em 2014, só Adidas em campo.

Ao começar a Copa do Mundo, a vantagem era, claramente, da Adidas: a marca estava patrocinando mais camisas que a Nike (12 contra 10) e ainda, o mais importante: era patrocinadora oficial da Fifa e da Copa, em um contrato de 800 milhões de dólares válido até 2030. Outro detalhe importante: a bola usada nos jogos é Adidas (algo que acontece desde 1970).

Além disso, a Nike vinha de três desfalques importantes: Holanda, Chile e Estados Unidos, que sempre a representavam na Copa, nem na Rússia estavam.

Mas, começando os jogos, a Adidas viu perdas importantes e imprevistas, como a Alemanha sendo eliminada na primeira fase e Argentina e Espanha caindo precocemente. O astro Lionel Messi, patrocinado por ela, também não rendeu o esperado e chegou a andar em campo, claramente abatido. O caminho estava aberto para a Nike, que tinha os favoritos ao seu lado, como Brasil e França.

Na Rússia, a Adidas patrocinou doze camisas: Egito, Marrocos, Japão, Irã, Rússia, Espanha, Bélgica, Suécia, Alemanha, México, Argentina e Colômbia. Entre seu “time”, os campeões Espanha, Alemanha e Argentina.

Já a Nike patrocinou dez camisas: Nigéria, Austrália, Coreia do Sul, Arábia Saudita, França, Portugal, Polônia, Inglaterra, Croácia e Brasil. Entre seus astros, Brasil, França, Inglaterra e Portugal.

Outras marcas abocanharam o que restou. Puma veio com quatro camisas, sendo a mais importante a do Uruguai. Uma participação tímida e em declínio, dado que em 2006, por exemplo, ela superou a Nike em patrocínios – 12 contra 8 – e ainda saiu campeã da Copa da Alemanha, com a Itália se consagrando tetracampeã.

Outras marcas dividiram os seis patrocínios restantes, como Umbro (Peru) e New Balance (Costa Rica).

Jogadores

A Nike também leva vantagem no patrocínio aos jogadores.

Segundo dados do Transfermarkt, a marca americana patrocina 14 dos 25 jogadores mais caros da Copa, enquanto a Adidas patrocina nove.

No time da Nike, nomes de peso como Neymar Jr. (Brasil), Harry Kane (Inglaterra), Kylian Mbappé (França), Eden Hazard (Bélgica) e Cristiano Ronaldo (Portugal).

Já a Adidas conta com Toni Kroos (Alemanha), Firmino e Gabriel Jesus (Brasil), Lionel Messi (Argentina) e Mo Salah (Egito).

Chuteiras

Para completar o placar final de 3 a 1 (a Adidas tem o gol por ser a parceira oficial da Copa e oferecer as bolas), a Nike é quem mais fornece as chuteiras dos jogadores.

De acordo com o CIES Football Observatory, 132 dos 200 jogadores mais caros da Copa da Rússia calçaram chuteiras Nike, contra 59 jogadores com chuteiras Adidas.