Publicidade

Agregando valor

por Rodrigo Goyanna

branding

O jeito Apple de tratar os amantes da marca

Por rodrigogoyanna em branding, Marketing

02 de junho de 2018

Cena Real. Domingo 3pm na Applestore do Montgomey Mall em Bethesda, MD, USA: “Eu amoooooo esse modelo de Ipod”, diz uma efusiva garota. Inesperadamente, uma sorridente funcionária surge rebatendo: “nossa marca também ama você”.

Não se trata de um discurso leviano. A Apple ama amar seus clientes, porque o foco no consumidor norteia cada decisão ou estratégia adotada pela empresa. Isso agrega valor ao produto, o branding que a empresa desenvolve permite cobrar mais por cada aparelho; quer você ame, ou odeie a Apple, não há dúvidas de que você percebe a experiência que a empresa cria, a marca da maçã não vende simplesmente um celular, ela entrega uma experiência de consumo acima da média para o seu cliente. Porque apesar de ser empresa de tecnologia e inovação, a Apple fala a linguagem do cliente desde da etapa de reconhecimento de necessidade e captação de informações, até a fase final do pós-venda.

Cada funcionário da empresa criada por Steve Jobs é na verdade um defensor da marca, e carrega consigo o objetivo de tornar uma simples visita a Apple Store, numa experiência única e inesquecível.

De acordo com o depoimento real de alguns funcionários, a etapa  durante o fim do treinamento denomina-se “get shirtified” – algo como “encamisado”, significa que o funcionário vestiu a camisa da empresa. Esqueçam a camisa, o comprometimento se incorpora a alma através dos valores Apple de ser, uma aula de endomarketing que resulta em produtividade.

Para a Apple, o essencial é invisível aos olhos:  você vale pelo que você pensa. Quando a empresa abandona o status quo de estereótipo de funcionário, e contrata como vendedor o idoso, o jovem tatuado de bermuda, a garota com estilo gótico; ela transmite uma mensagem, “pra nossa empresa, são todos possíveis clientes, prováveis promotores da marca, e nossa maior preocupação é que se sintam confortáveis em serem atendidos por vendedores que transmitam nossos valores como organização, de uma maneira fácil de ser entendida, ou pelo menos mais agradável de ser escutada.” Pra tudo na vida é assim, o diferente geralmente causa estranheza, mas tudo aquilo que se assemelha provoca empatia.

O vendedor precisa absorver a premissa e vender a idéia de um produto simples, como um computador, em um objeto de desejo, com usabilidade amigável; trata-se do famoso mantra dentro da empresa:  keep it simple, uma maneira de garantir que qualquer usuário, de qualquer nível, consiga operar um produto Apple com poucos minutos de interação.

Assim, os consumidores estão dispostos a pagar mais por uma melhor experiência e exclusividade, em fazer parte de um grupo seleto de amantes da marca. Isso justifica em parte o sucesso da Apple em relação às suas concorrentes.

O segredo da empresa é saber quem é verdadeiramente seu público, e identificar exatamente quais são os valores que estes priorizam. Preço é o que você paga, valor, o que você leva. É um processo, valor incorporado a produto, precisa ser percebido pelo visitante, e precisa ser capturado como venda. Valor percebido é importante pra marca, valor capturado é importante pra empresa.

Quer saber se tá dando certo? Pergunta a alguém que acabou de adquirir um Macbook o que ele comprou? Ele nunca vai dizer que comprou um notebook, ele vai estufar o peito e responder com toda emoção, “comprei um Apple”

Em um próximo post, iremos falar mais sobre Branding, Net Promoter Score, Lock in, estratégias da Apple para manter a fidelização de seus clientes.

Publicidade

Designer cria a linha de cervejas “Esse país me obriga a beber”

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

15 de Maio de 2018

Com nomes como O Golpe”, “Mala Marcada”, “Bunker Baiano”, “Triplex” e “Grande Acordo, a linha foi pensada para denunciar o que tem ocorrido na política brasileira. “O Brasil tem um dos momentos mais delicados de sua história. Mais do que nunca, você precisa saber em quem votar e tudo o que a pessoa está envolvida. Um dos principais cenários de discussão política é na mesa de bar, então decidimos juntar as duas coisas: política e cerveja”, disse o criativo na página de seu projeto.

Confira abaixo algumas garrafas pensadas pelo jovem:

Cervejas: rótulos criados pelo designer Pevê Azevedo trazem cenas da política nacional Cervejas: rótulos criados pelo designer Pevê Azevedo trazem cenas da política nacional

Cervejas: rótulos criados pelo designer Pevê Azevedo trazem cenas da política nacional (Pevê Azevedo/Divulgação)

Cervejas: rótulos criados pelo designer Pevê Azevedo trazem cenas da política nacional Cervejas: rótulos criados pelo designer Pevê Azevedo trazem cenas da política nacional

Cervejas: rótulos criados pelo designer Pevê Azevedo trazem cenas da política nacional (Pevê Azevedo/Divulgação)

Cervejas: rótulos criados pelo designer Pevê Azevedo trazem cenas da política nacional Cervejas: rótulos criados pelo designer Pevê Azevedo trazem cenas da política nacional

Cervejas: rótulos criados pelo designer Pevê Azevedo trazem cenas da política nacional (Pevê Azevedo/Divulgação)

Cervejas: rótulos criados pelo designer Pevê Azevedo trazem cenas da política nacional Cervejas: rótulos criados pelo designer Pevê Azevedo trazem cenas da política nacional

Cervejas: rótulos criados pelo designer Pevê Azevedo trazem cenas da política nacional (Pevê Azevedo/Divulgação)

Cervejas: rótulos criados pelo designer Pevê Azevedo trazem cenas da política nacional Cervejas: rótulos criados pelo designer Pevê Azevedo trazem cenas da política nacional

Cervejas: rótulos criados pelo designer Pevê Azevedo trazem cenas da política nacional (Pevê Azevedo/Divulgação)

Conteúdo publicado originalmente no site AdNews.

leia tudo sobre

Publicidade

Nike, Adidas e Coca são as mais lembradas por brasileiros na Copa do Mundo

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

07 de Maio de 2018

Um novo estudo da MindMiners, startup brasileira de pesquisa digital, traz algumas dessas respostas. Ele foi divulgado ao site EXAME.

O relatório “Copa do Mundo: as marcas e os torcedores” entrevistou mil brasileiros para entender como, por aqui, os consumidores enxergam as marcas na Copa, o que eles esperam dos jogos na Rússia e quais serão seus hábitos de consumo durante o evento.

A pesquisa foi feita no começo de abril, em todas as regiões do país, entre pessoas das classes A a E e a partir de 18 anos.

Confira os principais resultados.

Principais descobertas

  1. A Nike é a marca mais associada à Copa (a marca fornece o material esportivo da Seleção)
  2. Raramente as marcas que patrocinam oficialmente a Copa são as mais lembradas
  3. 1 entre 3 brasileiros vai gastar mais durante as semanas de Copa
  4. Quase metade dos brasileiros comprará alguma coisa por causa da Copa
  5. Mais da metade diz que os escândalos de corrupção envolvendo a CBF diminuem a vontade de torcer para a Seleção
  6. A TV Globo é a predileta de 2 entre 3 brasileiros para assistir aos jogos
  7. Neymar e Tite são os mais admirados da Seleção
  8. A maioria acha que não mudará nada a autoestima do brasileiro se o Brasil voltar com a taça

As marcas mais lembradas

Questionados sobre qual marca vem à cabeça quando se fala “Copa do Mundo”:

  1. Nike: 39%
  2. Adidas: 14%
  3. Coca-Cola: 6%
  4. Fifa: 4%
  5. Itaú: 3%
  6. Penalty: 3%
  7. Brahma: 2%
  8. Caixa: 2%
  9. Outros (menos de 2% de menções cada): 27%

Marcas esportivas que mais associam à Copa: Nike (59%) aparece em primeiro lugar, seguida por Adidas, Puma e Mizuno.

Marcas de cerveja que mais associam à Copa: Brahma (27%), seguida de Heineken (24%), Skol, Budweiser e Itaipava.

Marcas de fast food que mais associam à Copa: McDonald’s (60%). Depois, vêm Burger King (9%), Subway, Habib’s e Pizza Hut.

Companhias aéreas que mais associam à Copa: Gol (34%), Tam (25%), Emirates e American Airlines.

Bandeiras de cartão mais associados à Copa: Visa (42%), Mastercard (40%), American Express e Elo.

Marcas de telecomunicação mais associadas à Copa: Vivo (43%), Tim, Oi e Claro.

Marcas de automóveis que mais associam à Copa: Volkswagen (27%), Hyundai, Chevrolet, Fiat, Honda e Toyota.

Consumo durante a Copa

7 entre 10 disseram que seus gastos costumam aumentar durante a Copa. O motivo se explica, em boa parte, pelo aumento na frequência de bares e encontros com amigos e familiares para assistir às partidas. Um motivo, também, respondido por 8% dos entrevistados: eles compram álbum e figurinhas da Copa.

Quase metade pretende comprar alguma coisa por causa da Copa:

  1. Camisa da Seleção: 23%
  2. TV: 15%
  3. Álbum de figurinhas: 12%
  4. Celular: 11%
  5. Notebook: 6%

Quando o assunto é cerveja, 25% dos entrevistados responderam que sempre bebem cerveja vendo os jogos, enquanto 31% só bebe às vezes e 44% não bebe.

Questionados sobre a marca de cerveja que mais combina com os jogos da Copa, a Heineken foi a mais citada (26%), seguida de Skol (22%) e Brahma (21%). Ainda vieram Budweiser, Itaipava e Antarctica.

E quem vai ganhar?

71% acredita que o Brasil virá com o hexa para casa. A Alemanha aparece como a provável campeã para 15%. Depois, Espanha (5%), e França e Argentina, com 2% das respostas cada.

leia tudo sobre

Publicidade

As 10 marcas cujos influenciadores no Instagram mais têm seguidores falsos

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

01 de Maio de 2018

No instagram, já é praxe grandes marcas pagarem para influenciadores divulgarem os seus produtos e serviços. Mas quantos seguidores desses “influencers” seriam verdadeiros (assim, consumidores reais sendo “influenciados”) e quantos seriam, na verdade, contas falsas?

 Um novo estudo americano da Points North Group traz essa resposta.

Divulgado pela revista AdAge, a pesquisa traz a lista das marcas cujos influenciadores contratados por elas mais têm perfis fake entre seus seguidores. As porcentagens, entre alguns marcas, são altas.

Isso mostra como o departamento de marketing de muitas empresas pode estar contratando um influenciador por achar que ele possui um alcance alto, quando, na verdade, este pode ser bem baixo.

O índice elevado de seguidores falsos nos perfis dos supostos influenciadores também mostra como a contagem do “nível de influência” (quantos seguidores a pessoa tem) e o cálculo de seu pagamento pode ser uma furada: quantos ali o post realmente alcança e quantos ali são fake ou têm um perfil inativo, as marcas costumam não saber.

Segundo a Point North Group, a média de preço de um seguidor por post é de 0,3 centavos de dólar entre marcas no Instagram.

Confira o top 10 de marcas cujos influenciadores têm seguidores falsos:

Posição Marca % de seguidores falsos
1 Ritz-Carlton 78
2 Aquaphor 52
3 L’Occitane 39
4 Pampers 32
5 DSW 29
6 Crocs 25
7 Lulus 22
8 Neiman Marcus 22
9 Magnum Ice Cream 20
10 Olay 19

O relatório também trouxe a lista das marcas que mais gastam com posts de influenciadores no Instagram e aquelas que estão se dando bem: as mais eficientes na relação gastos com influenciadores/retorno real.

Confira a lista dos que mais gastam:

Posição Marca Gasto (em dólares)
1 Flatty Tummy Co. 1.560.178
2 Amazon 646.212
3 Mercedes-Benz 515.697
4 Land O’Lakes 455.586
5 Stella Artois 423.175
6 Walmart 329.957
7 Waist Gang Society 317.783
8 SugarBear Hair 316.182
9 Freeform 304.357
10 Calvin Klein 250.763

Confira a lista das marcas mais eficientes. CPM é a sigla em inglês para “custo por mil impressões”, ou seja, quanto custa cada grupo de mil alcances reais de usuários/consumidores.

Posição Marca C.P.M. (em dólares)
1 Heinz Ketchup 1,78
2 Ulta Beauty 2,02
3 Hidden Valley 2,11
4 Suspicious Antwerp 2,13
5 Marc Jacobs Beauty 2,56
6 Chloé 2,97
7 Vicks 3,09
8 Call of Duty 3,12
9 Justice 3,16
10 BioClarity 3,19
Publicidade

Magazine Luiza vende colheres para você meter em brigas por aí

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

11 de Março de 2018

Sabe aquele velho ditado (machista)? “Em briga de marido e mulher, não se mete a colher”? Pois a Magazine Luiza resolveu meter a colher.

Em campanha no Dia Internacional da Mulher, a marca coloca a partir de hoje (8), em suas 860 lojas e no e-commerce, colheres à venda.

Não qualquer lugar. Elas vêm com a inscrição “Em briga de marido e mulher, tem que meter a colher, sim. Ligue 180 e denuncie”.

O custo será de R$ 1,80. Todo o dinheiro das vendas será revertido para o Instituto Patrícia Galvão e para a rede colaborativa Mete a Colher, ambas trabalhando em torno da luta contra a violência doméstica e a violência contra mulheres.

A criação é da agência David.

Dentro da empresa, a marca já criara um sistema para ajudar mulheres que tinham passado por alguma situação de violência. As funcionárias têm acesso ao Canal da Mulher, um sistema de denúncias interno. Luiza Trajano tem acesso direto ao sistema e monitora as denúncias que chegam.

Publicidade

Nubank faz surpresa após avó de cliente jogar cartão no lixo

Por rodrigogoyanna em branding, Marketing

07 de Março de 2018

Atenta às redes sociais e ao poder que os consumidores têm ali para alavancar uma marca ou causar prejuízos a ela, a nubank não costuma perder tempo.

Uma vez, chegou a enviar um cartão novo para o cliente cujo cachorro mastigara seu cartão.

Agora, o presente foi para uma cliente, Aline F. Campos, que perdeu o cartão recém-adquirido. A avó da cliente acabou, sem querer, jogando o envelope com o cartão no lixo.

A marca resolveu repor o produto, claro, mas também aproveitou a piada: enviou uma lixeira roxa a ela e uma mensagem escrita à mão. Advogados de marca: 

Aline compartilhou o caso em um grupo no Facebook, junto das fotos do presente da Nubank, gerando milhares de reações.

Confira:

leia tudo sobre

Publicidade

Nike salva a Terra em nova campanha cheia de famosos

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

04 de Março de 2018

“Só vai”. Assim a Nike traduz para o Brasil o mais novo mote da marca, a campanha “Choose Go”: pensar menos, correr mais. E, se precisar escolher entre correr e ficar parado, sempre escolher correr.

A nova campanha da marca divulga o lançamento do novo tênis de corrida Nike Epic React Flyknit.

O vídeo conta com a participação de diversos atletas famosos, como Kobe Bryant, Simone Biles e Edinson Cavani. O cientista Bill Nye (o famoso Science Guy) também dá as caras.

Na campanha, a Terra para de girar. Uma multidão terá de se mobilizar para correr e fazer a esfera girar novamente.

https://www.youtube.com/watch?time_continue=112&v=6MgmbV5SbsA

 

leia tudo sobre

Publicidade

Campeões do Super Bowl: avocado, asas de frango e Cindy Crawford

Por rodrigogoyanna em branding, Marketing

12 de Fevereiro de 2018

Após o super bowl, final da liga de futebol americano dos EUA e principal data do esporte (e do marketing) por lá, não é só um time que sai do campo vencedor (neste ano, o Philadelphia Eagles). Marcas, artistas e até comidas também se consagram.

Um novo estudo da Salesforce, divulgado nesta semana, monitorou anúncios, hashtags e imagens compartilhadas em redes sociais, sites e blogs para descobrir as coisas mais populares do evento.

Confira quem de destacou na noite do último dia 4.

Anúncios mais mencionados

1. Avocados From Mexico (137.073)

2. Pepsi (#Cindycrawford, 38.246)

3. Doritos (26.887)

4. Bud Light (20.667)

5. Kraft (9.890)

Imagens mais compartilhadas

1. Cindy Crawford do anúncio da Pepsi
2. Justin Timberlake no show de intervalo
3. Bud Light do anúncio Tag Your Bud Knight
4. Doritos e Sprite com Peter Dinklage e Morgan Freeman
5. Avocados do anúncio do Avocados From Mexico

Show do Justin Timberlake no Super Bowl, dia 04/02/2018

Show do Justin Timberlake no Super Bowl, dia 04/02/2018 (Matthew Emmons-USA TODAY Sports/Reuters)

Fotos de comidas mais postadas

1. Chicken Wings (asinhas de frango)
2. Pizza
3. Ribs and Grits (costela e canjica)
4. Cerveja
5. Submarine Sandwich (sanduíche na Baguete)

Top 5 hashtags

#Guacworld

#Pepsigenerations

#SpitFire

#DillyDilly

#FamilyGreatly

Top 5 palavras

Guac

Truck

Food

Beautiful

Sweepstakes

Top 5 logos

Avocados From Mexico

Pringles

Philadelphia Eagles

Pepsi

Fox Sports

Pepsi: um dos logos mais destacados durante o Super Bowl 2018

Pepsi: um dos logos mais destacados durante o Super Bowl 2018 (Reprodução/Bloomberg)

leia tudo sobre

Publicidade

Burger King lança comercial natalino e, novamente, provoca McDonald s com presente

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

26 de dezembro de 2017

A Burger King deu um “presente de grego” a McDonald’s neste Natal. A ação, realizada na África do Sul, enviou uma churrasqueira “com chamas reais” para uma unidade da McDonald’s. Implicitamente (ou nem tanto), a BK diz que os hambúrgueres da concorrente não são feitos no fogo e nem grelhados como os do “rei”. A agência alemã Grabarz & Partner assinou a campanha “The Gift Of Fire”.

Publicidade

Marcas apostarão mais alto em branded content a partir de 2018

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

28 de novembro de 2017

O branded content, segmento do marketing que une publicidade e conteúdo editorial, não era um termo muito conhecido até cerca de três anos atrás, embora já fosse praticado, de certa forma, há decadas.

Desde 2016, os exemplos só ficaram mais numerosos e melhores, como osprogramas esportivos da red Bull, os filmes da LEGO e as campanhas da Always, como o premiado Like a Girl

Até mesmo o famoso festival nova-iorquino de cinema de Tribeca, fundado pelo ator Robert De Niro, criou em 2016 uma categoria premiar filmes de branded content.

Agora, o que vem? Moda que passará em breve ou realidade que veio para ficar? Para os profissionais de marketing e mídia do mercado, não há dúvida: 2018 marcará a consolidação do conteúdo de marca.

O evento Branded Content Talks, que aconteceu na manhã de hoje (23) em São Paulo, promovido pelo Grupo Abril e pelo  Estudio ABC, debateu o futuro do segmento e mostrou como audiência e consumidores estarão no centro das atenções a partir de agora.

Arnaldo Tibyriçá, novo presidente do Grupo Abril, ressaltou a importância do segmento para a empresa: “O ABC conecta aqueles que precisam se comunicar com sua audiência e aqueles que sabem como chegar nessa audiência. A comunicação está mudando, muitas coisas ainda não têm nome. O próprio branded content era assim um tempo atrás. É preciso estar atento a essas mudanças para continuar na ponta do mercado e manter a relevância”, analisou.

Engajamento e foco no consumidor

O publicitário Walter Longo, presidente do Grupo Abril até o começo de novembro, antes de Tibyriçá, trouxe uma fala de entusiasmo e expectativa para o futuro do branded content.

Para ele (e para diversos estudos), não há dúvidas de que tal segmento do marketing ficará cada vez mais relevante e essencial para empresas e marcas.

Análise da Business Insider, por exemplo, mostra que, nos EUA, o faturamento com branded content vai saltar de US$ 8 bilhões (2015) para US$ 21 bilhões em 2018.

Outro estudo, feito com 140 executivos de editoras de revistas em 39 países, mostra a expectativa de que 33% da receita de publicidade dos publishers virá de branded content em 2017 e 2018.

Longo analisou que a simbiose entre publicidade e conteúdo editorial traz duas necessidades que atuam de maneira sinérgica e espontânea. Uma não pode atrapalhar a outra ou criar produto que soa forçado e sem relevância. Se assim for, não é branded content e não é de qualidade.

Longo destacou a importância da palavra-chave “engajamento”. Sem engajamento, não se chega aos consumidores: “Se as pessoas precisam ver para crer, elas também precisam crer para ver. É preciso dar sentido às coisas e estabelecer conexão real e confiança de forma a se chegar no engajamento”.

Se em 2016 as marcas “acordaram de vez” e perceberam que havia branded content e que precisavam fazê-lo, em 2018 as marcas deverão tomar conta totalmente do paradigma.

Longo destacou outros pontos essenciais nessa nova estratégia de marketing: a batalha por atenção, não por audiência; a busca por uma audiência qualificada e que, de antemão, está interessada no assunto a ser produzido; o fim da era da interrupção, sendo que agora é a audiência que decide qual será a conversa e onde e como ela se dará; e a tendência de as marcas se transformarem em empresas de mídia.

Esse último fenômeno já se faz claro. A Red Bull produz conteúdo, eventos, shows e filmes. A Lego faz filmes que levam milhões aos cinemas. P&G, L’Oréal também fazem mídia. O fenômeno cria o que está sendo chamado de private label media.

Segundo Longo, a Coca-Cola pretende ser, até 2020, a maior empresa de mídia do mundo. Ele também acredita na fusão de dois segmentos de empresas: de mídia (como Warner e HBO) e grandes grupos publicitários de alcance global.

Relevância de conteúdo

Patrícia Weiss, diretora do Abril Branded Content, falou sobre a necessidade de o conteúdo de marca contar histórias humanas, verdadeiras e que engajam.

“A tecnologia intensificou a necessidade humana básica de se conectar, interagir, criar narrativas e ouvi-las”, disse.

Weiss destacou algumas mudanças de paradigmas no branded content e que desafiam a publicidade tradicional: o foco na pessoa, não no produto; a necessidade básica da relevância do conteúdo; a passagem do push content (invasivo, que se empurra para o consumidor) para o pull content (que atrai, interessa, engaja).

Na análise da executiva, a publicidade tradicional continuará existindo, lado a lado com o branded content. Mas este fará aquela se reinventar e ficar mais eficiente. Segundo ela, um comercial que não engajar o consumidor com sua narrativa e conteúdo não irá sobreviver nem será eficiente para a marca.

Weiss também destacou que o ABC fará o In Studio, um programa mensal gravado no estúdio da Abril Comunicações que trará bate-papos sobre o segmento.

Publicidade

Marcas apostarão mais alto em branded content a partir de 2018

Por rodrigogoyanna em branding, estrategia, Marketing

28 de novembro de 2017

O branded content, segmento do marketing que une publicidade e conteúdo editorial, não era um termo muito conhecido até cerca de três anos atrás, embora já fosse praticado, de certa forma, há decadas.

Desde 2016, os exemplos só ficaram mais numerosos e melhores, como osprogramas esportivos da red Bull, os filmes da LEGO e as campanhas da Always, como o premiado Like a Girl

Até mesmo o famoso festival nova-iorquino de cinema de Tribeca, fundado pelo ator Robert De Niro, criou em 2016 uma categoria premiar filmes de branded content.

Agora, o que vem? Moda que passará em breve ou realidade que veio para ficar? Para os profissionais de marketing e mídia do mercado, não há dúvida: 2018 marcará a consolidação do conteúdo de marca.

O evento Branded Content Talks, que aconteceu na manhã de hoje (23) em São Paulo, promovido pelo Grupo Abril e pelo  Estudio ABC, debateu o futuro do segmento e mostrou como audiência e consumidores estarão no centro das atenções a partir de agora.

Arnaldo Tibyriçá, novo presidente do Grupo Abril, ressaltou a importância do segmento para a empresa: “O ABC conecta aqueles que precisam se comunicar com sua audiência e aqueles que sabem como chegar nessa audiência. A comunicação está mudando, muitas coisas ainda não têm nome. O próprio branded content era assim um tempo atrás. É preciso estar atento a essas mudanças para continuar na ponta do mercado e manter a relevância”, analisou.

Engajamento e foco no consumidor

O publicitário Walter Longo, presidente do Grupo Abril até o começo de novembro, antes de Tibyriçá, trouxe uma fala de entusiasmo e expectativa para o futuro do branded content.

Para ele (e para diversos estudos), não há dúvidas de que tal segmento do marketing ficará cada vez mais relevante e essencial para empresas e marcas.

Análise da Business Insider, por exemplo, mostra que, nos EUA, o faturamento com branded content vai saltar de US$ 8 bilhões (2015) para US$ 21 bilhões em 2018.

Outro estudo, feito com 140 executivos de editoras de revistas em 39 países, mostra a expectativa de que 33% da receita de publicidade dos publishers virá de branded content em 2017 e 2018.

Longo analisou que a simbiose entre publicidade e conteúdo editorial traz duas necessidades que atuam de maneira sinérgica e espontânea. Uma não pode atrapalhar a outra ou criar produto que soa forçado e sem relevância. Se assim for, não é branded content e não é de qualidade.

Longo destacou a importância da palavra-chave “engajamento”. Sem engajamento, não se chega aos consumidores: “Se as pessoas precisam ver para crer, elas também precisam crer para ver. É preciso dar sentido às coisas e estabelecer conexão real e confiança de forma a se chegar no engajamento”.

Se em 2016 as marcas “acordaram de vez” e perceberam que havia branded content e que precisavam fazê-lo, em 2018 as marcas deverão tomar conta totalmente do paradigma.

Longo destacou outros pontos essenciais nessa nova estratégia de marketing: a batalha por atenção, não por audiência; a busca por uma audiência qualificada e que, de antemão, está interessada no assunto a ser produzido; o fim da era da interrupção, sendo que agora é a audiência que decide qual será a conversa e onde e como ela se dará; e a tendência de as marcas se transformarem em empresas de mídia.

Esse último fenômeno já se faz claro. A Red Bull produz conteúdo, eventos, shows e filmes. A Lego faz filmes que levam milhões aos cinemas. P&G, L’Oréal também fazem mídia. O fenômeno cria o que está sendo chamado de private label media.

Segundo Longo, a Coca-Cola pretende ser, até 2020, a maior empresa de mídia do mundo. Ele também acredita na fusão de dois segmentos de empresas: de mídia (como Warner e HBO) e grandes grupos publicitários de alcance global.

Relevância de conteúdo

Patrícia Weiss, diretora do Abril Branded Content, falou sobre a necessidade de o conteúdo de marca contar histórias humanas, verdadeiras e que engajam.

“A tecnologia intensificou a necessidade humana básica de se conectar, interagir, criar narrativas e ouvi-las”, disse.

Weiss destacou algumas mudanças de paradigmas no branded content e que desafiam a publicidade tradicional: o foco na pessoa, não no produto; a necessidade básica da relevância do conteúdo; a passagem do push content (invasivo, que se empurra para o consumidor) para o pull content (que atrai, interessa, engaja).

Na análise da executiva, a publicidade tradicional continuará existindo, lado a lado com o branded content. Mas este fará aquela se reinventar e ficar mais eficiente. Segundo ela, um comercial que não engajar o consumidor com sua narrativa e conteúdo não irá sobreviver nem será eficiente para a marca.

Weiss também destacou que o ABC fará o In Studio, um programa mensal gravado no estúdio da Abril Comunicações que trará bate-papos sobre o segmento.