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Agregando valor

por Rodrigo Goyanna

Março 2019

Abaixa que é tiro!

Por rodrigogoyanna em branding, Marketing

26 de Março de 2019

Abaixa
A geração abaixa que é tiro, não abaixa, mas se rebaixa, ao atirar julgamentos de valor para todos os lados, e longe de ser atingido pela bala da empatia, acredita que o sinônimo de pensar/ser diferente é exclusivamente estar errado; na verdade, todo ponto de vista, é somente um ponto, a partir de uma única vista, dentre tantas outras.
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A geração abaixa que é tiro, tira de si a oportunidade de viver, e incorpora a fuga da sua verdade, pra se aproximar da mentira que outros criam para você.
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A geração abaixa que é tiro precisa urgentemente levantar, e atirar contra si, suicidando esse medo absorvido de não ser igual. Virou best seller a leitura e aplicação do manual das pessoas idênticas?
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Não abaixa mais! Levanta e não atira! Junta um exército de bons corações e vem fazer o bem. Porque o viver não tem replay. Quando teu filme estiver perto do fim, vai ser impossível rebobinar pra ser o protagonista da própria historia. Cada momento é tão único quanto valoroso. Qual o alimento que tem sido a refeição da tua fonte de vida? Já dizia Santo Agostinho: “não sacia a fome quem lambe pão pintado.”

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Por rodrigogoyanna em Marketing, Vida

21 de Março de 2019

Três notícias recentes envolvendo as questões “oceanos” e “plásticos” chamaram a atenção para um problema assustador. Primeiro, um estudo divulgado durante o Fórum Econômico Mundial em Davos desse ano previu que, em 2050, o oceano terá mais plástico que peixes. E que 99% das aves que consomem animais marinhos também terão plástico em seus estômagos.

Depois, um artigo publicado na revista Royal Society Open Science mostrou resultados de uma pesquisa que encontrou resíduos plásticos em pontos extremamente profundos do oceano, mostrando que a contaminação se alastrou completamente pelo ecossistema, não ficando restrita às baías e superfícies. Os cientistas encontraram plásticos em “pulgas do mar”, que vivem a milhares de metros abaixo da superfície. Esses pequenos organismos são ingeridos por predadores maiores, gerando uma contaminação em toda a cadeia alimentar.

Finalmente, nessa semana,  uma baleia morta encalhada numa praia nas Filipinas foi examinada postumamente por pesquisadores de uma ONG. Eles encontraram cerca  de 40 quilos de plástico em seu estomago. Entre o lixo, 16 sacos de arroz. Não dá para saber se essa foi exatamente a causa da morte, mas certamente tamanha contaminação em seu estômago não fazia bem.

Esses três fatos preocupantes remetem à mais nova campanha da entidade sea Sheperd, ONG focada na conservação da vida marinha. As peças divulgadas pela organização chocam para atrair a atenção para o problema do lixo plástico nos oceanos. As imagens mostram animais marinhos sufocando com uma simples sacola de supermercado, em desespero e agonia.

O texto dos cartazes diz “O plástico que você usa uma vez tortura os oceanos para sempre”. Fato. Se uma sacola plástica jogada indevidamente no mar foi usada apenas por alguns minutos por um consumidor, ela ficará pelo menos uma centena de anos “viva” nas águas, prejudicando muitas espécies marinhas. Tartarugas marinhas, por exemplo, muitas vezes confundem as sacolas com águas-vivas, essas sim seus alimentos naturais. O engano é fatal.

A campanha foi criada pelas agências Tribal Worldwide São Paulo e pela DDB da Guatemala.

Veja as imagens da campanha:

Campanha da entidade Sea Shepherd: alerta para problema do lixo no oceano (Sea Shepherd/Divulgação)

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Lexus lança documentário de 60 mil horas de duração

Por rodrigogoyanna em estrategia, Marketing

18 de Março de 2019

Você gosta de assistir a documentários? De qualquer tipo? E se ele tivesse 60 mil horas de duração? Bem, mesmo que você topasse o desafio, a tarefa seria ingrata – e provavelmente impossível. Seria preciso quase sete anos, sem parar, para ver um filme deste tamanho.

A fabricante automotiva lexus, mesmo sabendo que nenhum consumidor seu jamais terá sete anos livres para essa tarefa, lançou um documentário de 60 mil horas. O filme explora o conceito de “artesão” e a arte de se dedicar com paciência a uma tarefa manual até atingir o nível da perfeição. Os japoneses chamam a isso de “takumi” – e eles são conhecidos pelas artes milenares extremamente aperfeiçoadas.

Com o conceito, a Lexus quer explorar a ideia de que ela, enquanto marca, também quer se dedicar com extremo afinco à arte de fabricar carros – e que se importa muito com o resultado final entregue ao consumidor. Tenta dizer que ela se importa tanto que chega ao nível dos “takumis” japoneses. A ideia é o oposto da automação da inteligência artificial, conceito explorado pela Lexus em 2018, quando ela lançou um comercial cujo roteiro havia sido escrito por uma IA e buscava refletir sobre quanto um “robô” poderia trazer de intuição ao processo criativo.

Para tal oposto, ou seja, a arte não feita por algoritmos, mas pela dedicação de centenas de horas de um ser humano, o documentário da Lexus gravou cenas com quatro artesãos japoneses: um carpinteiro, uma artista que trabalha com tradicionais recortes de papel, um chef e um designer automotivo (que trabalha para a Lexus). Que fique claro: era impossível gravar 60 mil horas de material inédito. Seria preciso três décadas para uma equipe conseguir gravar tanto material – como em qualquer filme, cada minuto de gravação exige muitas horas de trabalho.

O que a Lexus fez foi gravar entre três e cinco minutos de material de cada um dos quatro artesãos e depois criar uma sequência de loops, repetindo as cenas e criando as tais 60 mil horas. Mas a metáfora é clara: a repetição “infinita” da tarefa dos artesãos, exemplificando dedicação e concentração absolutas. Para quem não quer encarar as 60 mil horas, a marca vai lançar uma versão mais “normal” do vídeo: apenas 54 minutos. A campanha foi criada pela agência britânica The&Partnership.

O nome oficial do filme é “Takumi: A 60,000-Hour Story on the Survival of Human Craft”. ele estará disponivel em um site criado para a campanha. Já a versão de 54 minutos estreia em 19 de março no Amazon Prime Video, Google Play, e iTunes. Os artesãos que estrelam a campanha são o carpinteiro Shigeo Kiuchi, o chef Hisato Nakahigashi (estrelado pela Michelin), a artista Nahoko Kojima e o “takumi” Katsuaki Suganuma, que trabalha para a Lexus há 32 anos e cuida de fazer a inspeção final dos carros que saem da linha de produção, garantindo que estão “perfeitos”, ao melhor estilo do olhar atento oriental.

Na América do Norte, a Lexus vendeu 298.310 veículos em 2018, 2,2% menos que em 2017. É um pouco menos que a venda de modelos Corolla em 2018 (303.732).

Confira o trailer:

 

 

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Lexus lança documentário de 60 mil horas de duração

Por rodrigogoyanna em estrategia, Marketing

18 de Março de 2019

Você gosta de assistir a documentários? De qualquer tipo? E se ele tivesse 60 mil horas de duração? Bem, mesmo que você topasse o desafio, a tarefa seria ingrata – e provavelmente impossível. Seria preciso quase sete anos, sem parar, para ver um filme deste tamanho.

A fabricante automotiva lexus, mesmo sabendo que nenhum consumidor seu jamais terá sete anos livres para essa tarefa, lançou um documentário de 60 mil horas. O filme explora o conceito de “artesão” e a arte de se dedicar com paciência a uma tarefa manual até atingir o nível da perfeição. Os japoneses chamam a isso de “takumi” – e eles são conhecidos pelas artes milenares extremamente aperfeiçoadas.

Com o conceito, a Lexus quer explorar a ideia de que ela, enquanto marca, também quer se dedicar com extremo afinco à arte de fabricar carros – e que se importa muito com o resultado final entregue ao consumidor. Tenta dizer que ela se importa tanto que chega ao nível dos “takumis” japoneses. A ideia é o oposto da automação da inteligência artificial, conceito explorado pela Lexus em 2018, quando ela lançou um comercial cujo roteiro havia sido escrito por uma IA e buscava refletir sobre quanto um “robô” poderia trazer de intuição ao processo criativo.

Para tal oposto, ou seja, a arte não feita por algoritmos, mas pela dedicação de centenas de horas de um ser humano, o documentário da Lexus gravou cenas com quatro artesãos japoneses: um carpinteiro, uma artista que trabalha com tradicionais recortes de papel, um chef e um designer automotivo (que trabalha para a Lexus). Que fique claro: era impossível gravar 60 mil horas de material inédito. Seria preciso três décadas para uma equipe conseguir gravar tanto material – como em qualquer filme, cada minuto de gravação exige muitas horas de trabalho.

O que a Lexus fez foi gravar entre três e cinco minutos de material de cada um dos quatro artesãos e depois criar uma sequência de loops, repetindo as cenas e criando as tais 60 mil horas. Mas a metáfora é clara: a repetição “infinita” da tarefa dos artesãos, exemplificando dedicação e concentração absolutas. Para quem não quer encarar as 60 mil horas, a marca vai lançar uma versão mais “normal” do vídeo: apenas 54 minutos. A campanha foi criada pela agência britânica The&Partnership.

O nome oficial do filme é “Takumi: A 60,000-Hour Story on the Survival of Human Craft”. ele estará disponivel em um site criado para a campanha. Já a versão de 54 minutos estreia em 19 de março no Amazon Prime Video, Google Play, e iTunes. Os artesãos que estrelam a campanha são o carpinteiro Shigeo Kiuchi, o chef Hisato Nakahigashi (estrelado pela Michelin), a artista Nahoko Kojima e o “takumi” Katsuaki Suganuma, que trabalha para a Lexus há 32 anos e cuida de fazer a inspeção final dos carros que saem da linha de produção, garantindo que estão “perfeitos”, ao melhor estilo do olhar atento oriental.

Na América do Norte, a Lexus vendeu 298.310 veículos em 2018, 2,2% menos que em 2017. É um pouco menos que a venda de modelos Corolla em 2018 (303.732).

Confira o trailer: