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Agregando valor

por Rodrigo Goyanna

novembro 2016

Já não basta lembrar, é preciso amar a marca. Quais as marcas mais amadas no mundo?

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

24 de novembro de 2016

Em uma pesquisa realizada pela Accenture Interactive e pela Fjord, entre junho e julho desse ano, foi perguntado a aproximadamente 26 mil consumidores no Brasil, Estados Unidos e Reino Unido, que marcas mais merecem o seu amor.

A proposta era identificar como uma marca conquista a atenção a ponto de não ser apenas uma marca lembrada, mas também digna do seu amor. Duas perguntas foram levantadas para definir esse amor: “O que faz com que as pessoas amem uma marca?” e “O que sustenta esse amor?”.

Cinco fatores foram considerados para avaliar as marcas, de acordo com a percepção do consumidor:

  • Divertido – Se prende a atenção de uma forma divertida;
  • Relevante – Se fornece informações claras e personalizadas, relevantes para o consumidor e no momento certo;
  • Engajador – Se se relaciona com o consumidor e se adapta às suas expectativas;
  • Social – Se ajuda o consumidor a se conectar com os outros;
  • Útil – Se simplifica tarefas e organiza aspectos da vida do consumidor.

Segundo o estudo, não adianta mais marcas que criam experiências que as pessoas comentam. Agora, precisam ser experiências que as pessoas amam.

Cada país tem suas marcas favoritas: Nos EUA, Apple e Microsoft aparecem no topo. E só entre os americanos marcas como Walmart e Fitbit aparecem no top 10. No Reino Unido, Netflix e Google lideram. Sky e Ebay só aparecem entre no Top entre os os britânicos. Já no Brasil, a Netflix lidera, seguida de YouTube – marca do top 10 citada só entre os brasileiros, assim como WhatsApp e LG.

Brasil

Posição Marca
1 Netflix
2 YouTube
3 Google
4 Apple
5 Samsung
6 Sony
7 Facebook
8 Microsoft
9 WhatsApp
10 LG

Estados Unidos

Posição Marca
1 Apple
2 Microsoft
3 Netflix
4 Samsung
5 Sony
6 Google
7 Amazon
8 Fitbit
9 Facebook
10 Walmart

Reino Unido

Posição Marca
1 Netflix
2 Google
3 Apple
4 Samsung
5 Sony
6 Microsoft
7 Facebook
8 Amazon
9 Sky
10 Ebay

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Um comercial da Apple para inspirar

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

22 de novembro de 2016

O comercial “Isto é para os loucos”, criado em 1997, foi o primeiro a usar o slogan “pense diferente”, e mostra imagens de personalidades que provocaram mudanças significativas no mundo, como Albert Einstein, Picasso e Martin Luther King. Veja e se inspire:

“Isto é para os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os que são peças redondas nos buracos quadrados. Os que veem as coisas de forma diferente. Eles não gostam de regras. E eles não têm nenhum respeito pelo status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou difamá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Eles empurram a raça humana para frente. Enquanto alguns os veem como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas que são loucas o suficiente para achar que podem mudar o mundo são as que, de fato, mudam.”

STEVE JOBS.

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Futebol x Football

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

17 de novembro de 2016

O arbitro apita o fim do primeiro tempo! Hora de ir ao banheiro? Preparar a pipoca? Nos Estados Unidos não! Com o jeito americano de ser, eles conseguiram transformar o Superbowl, a final do Football Americano, segundo esporte mais popular do país, em um dos business’ entertainment mais rentáveis da história, dando uma verdadeira aula de gestão; é um case de sucesso, onde quem gere o futebol brasileiro precisaria pagar ingresso, e assistir como se faz.

Em 2015, durante o intervalo do Superbowl, a cantora Katy Perry sobrevoou o campo, montou sob um gigante felino cenográfico, transformou o palco em um grande tabuleiro de xadrez, e cantou! Tudo isso em menos de 13 minutos! A consequência disso? Milhões de citações no Twitter e Facebook, reforço de branding para a marca NFL (National Football League0,  um gigantesco trafego de visitantes nas mídias dos parceiros e patrocinadores, e outra multidão de curiosos interessados em conhecer esse esporte; são pessoas de todo o mundo, de diferentes idiomas, falando sobre o mesmo assunto. Enquanto isso, em terras tupiniquins, durante a final da Copa do Brasil, nós temos a opção de ver o Galvão Bueno comentar os melhores momentos no intervalo, ou escutar o Léo Batista narrar os gols da rodada. E tome gol da Alemanha.

A maneira com que os dirigentes esportivos nacionais enxergam o nosso futebol deveria ser revista, a gestão do esporte que ainda é paixão nacional deveria se posicionar com mais racionalidade, profissionalismo e transparência, sob pena de perdermos a estigma de pais do futebol para nações que saíram da inércia e fizeram um benchmarking da forma americana de tratar esporte como business. Não é difícil, só é muito trabalho.

Ao invés de identificarmos onde estamos errando, criarmos indicadores de crescimento e projetarmos uma evolução do nosso esporte preferido, o que nos resta é escutar notícias policiais se misturarem às futebolísticas. Esporadicamente vemos noticias de corrupção onde deveria prevalecer a ética. O resultado? Hoje infelizmente nos afastando do mainframe futebolístico, e não há previsão sobre o surgimento de dispositivos de controle de governança corporativa, que nos dê condições de “ajeitar nossa defesa”, ter um time “bem postado em campo”, e voltarmos as “quatro linhas” do futebol mundial “no ataque”. Nós precisamos de uma gestão profissional atuante e ética para recuperar nosso prestigio como país do futebol. Seria um golaço.

Não precisamos que nenhum juiz nos cobre arbitrariamente conceitos conhecidos do mundo corporativo, como compliance, endomarketing e meritocracia, é praxe para quem quer vencer, absorver a tática que o leve até o gol. Os players do nosso mercado precisam “vestir a camisa” e acreditar que apesar da desvantagem competitiva, ainda dá pra vencer. Bola pra frente, Brasil!

Não se trata de um esporte qualquer, é uma economia que gira em torno de um jogo, que se aquece a medida que as vitorias vão surgindo, é Vencer para Vender, e Vender para Ter, isso mesmo, Ter condições de novos auto investimentos que garantam a possibilidade de voltarmos a ser líder de mercado nesse esporte. Em algum momento do passado, os americanos enxergaram que isso era possível para com o legitimo futebol americano, e porque eles acreditaram, conseguiram atingir os incríveis números relacionados ao consumo do Superbowl 2015:

1 – A National Chicken Council, uma associação comercial que representa a indústria aviária nos EUA, calculou que aproximadamente 1,25 bilhão de asinhas de frango foram devoradas durante o Super Bowl 2015;

2 – A Domino’s Pizza e a Pizza Hut se planejaram para vender 29 milhões de fatias de pizza no dia do jogo;

3 – Um total de 112,2 milhões de pessoas assistiram ao Super Bowl no ano de 2014, tornando o evento o programa mais assistido na história da televisão norte-americana; em 2015, a expectativa é de que 1 em cada 3 norte-americanos, ou 169 milhões em todo o mundo, tenham assistido o jogo, que foi transmitido em 180 países e em mais de 30 idiomas. O gasto médio de consumo de quem viu o jogo pela TV foi de aproximadamente 78 dólares (custos com alimentação, equipamentos de TV e merchandising e camisas dos times.)

4 – Cada comercial de 30 SEGUNDOS veiculado pelo canal de TV NBC custou US$ 4,5 milhões aos anunciantes (4,5 MILHOES DE DOLÁRES POR 30 SEGUNDOS!). Devido ao investimento, cada anunciante contratava agências para produzirem comerciais únicos e especiais para a final do Superbowl.

5 – Quando o U2 comandou o show do intervalo em 2002, Bono Vox mostrou a bandeira dos EUA durante uma das músicas. Essa simples ação fez com que o álbum do grupo pulasse da 108ª posição para a  no ranking Billboard;

6 – Depois que a banda The Black Eyed Peas se apresentou no Super Bowl em 2011, as vendas da música “Where is the Love” aumentaram 332%.

7 – Os bilhetes para o Super Bowl custam, em média, 4.676 dólares, um aumento de 23% face a 2014. O estádio da final de 2015 tem capacidade para 71.000 lugares, e estava lotado!

A sorte está lançada, dizem que o jogo só termina quando o juiz acaba, mas enquanto a gente não mudar, GOL da Alemanha, ou melhor Touchdown pros americanos!

Segue video do show da Katy Perry no intervalo da final do Superbowl 2015:

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O orgulho do fracasso

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

14 de novembro de 2016

Sabia que nos Estados Unidos, alguns processos seletivos priorizam candidatos que já tiveram fracassos nos negócios? Sabe quando você omite aquele projeto profissional que não deu certo, ou aquela ação que não teve o retorno esperado?

Pra cultura americana, a derrota faz parte do crescimento individual, e uma situação de insucesso apresenta lições que nenhuma vitória te ensinaria. Pra eles, é preciso absorver cada aprendizado que o mercado, leia-se a vida, te oferece.

Lá, o fracasso é sinônimo de resiliência, consistência, aprendizado, ineditismo, originalidade, enfim, uma série de atributos fundamentais para o bom desenvolvimento de um empreendedor. O americano se orgulha de contar quantas vezes quebrou a cara e isso é muito bom.

Não é vergonha falhar, errado mesmo é nunca tentar sair da sua zona de conforto e buscar algo que o desafie. Cada um sabe onde aperta seu calor, ser um tomador de decisões baseado principalmente no medo da repercussão de terceiros, que muitas vezes não conhece sua realidade, nem interfere na sua vida, é no minimo desalentador.

Nós temos a cultura da omissão do fracasso, é vergonhoso não ser sempre bem sucedido. Muitas vezes fingimos ser o que não somos, pra agradar a outros e enganar a si mesmo. Precisamos mudar essa cultura e sermos mais autênticos com cada um de nós. A vida retribui, e o mercado também.

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Ninguém encanta cliente como a Disney – Engajamento em busca do final feliz.

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

11 de novembro de 2016

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Reza a lenda que certa vez em um dos parques da Disney, um turista deixou cair um copo no chão, e antes que se prontificasse a apanhá-lo, um funcionário rapidamente assim o fez de forma muito cordial. Assustado com tamanha prontidão, o turista o questionou sobre quantos funcionários haviam na equipe de limpeza: “nós somos em aproximadamente 30.000, senhora”.

A revelação apareceria mais tarde, aquele “encarregado da limpeza” era na verdade um dos diretores mais importantes do parque, que não mentiu e nem fingiu ser quem não era, para a Disney, cada funcionário precisar ter em mente o que eles chamam de FANTÁSTICA ATENÇÃO AOS DETALHES, porque a meta é fazer o parque parecer novo todas as manhãs;  todos, absolutamente todos que trabalham no complexo, são responsáveis pela limpeza e organização; não há hierarquia quando se fala em juntar um papel de bala do chão.

E não há mesmo! Não apenas coordenadores ou diretores têm cartões de visita, todos que trabalham na Disney tem o mesmo cartão, com o respectivo nome, e o mesmo cargo para todos: “Gerente de Atendimento ao Cliente”. Até os membros que não têm contato direto com os visitantes sabem que precisam se concentrar em oferecer o que os clientes demandam e merecem.

Porque para a Disney, toda vez que um cliente entra em contato com sua empresa, é uma grande oportunidade para gerar valor. Por isso, cada funcionário precisa mostrar entusiasmo; aliás, esqueça a palavra funcionário, a Disney os chamam de “membros do elenco”, esqueça clientes ou visitantes, a empresa do Mickey os nomeia como CONVIDADOS. São todos parte de um show; convidados e membros do elenco desse espetáculo de lazer e entretenimento com uma das maiores taxas de retorno do mundo.

Essa experiência única, mas cara, podia dar a sensação de esgotamento, “já fomos a Disney, próxima viagem vamos a outro lugar”, mas não, estatísticas apontam que os visitantes, ou melhor, “convidados”, estão sempre retornando pela forma especial na qual são tratados, tão especial que dentre tantos lugares novos no mundo pra se aventurar, não são poucos os que preferem voltar pra onde se sentiram especiais, é a forma Disney de encantar.

Mas não é fácil cuidar de cada detalhe, é um esforço que faz uma enorme diferença, por exemplo, a tinta usada no carrossel; cada parte que deveria ser dourada, foi pintada com tinta à base de pó de ouro de 23 quilates. Poucos convidados conseguirão perceber essa diferença, mas todos os membros do elenco sabem disso, e, para eles, não há limites naquilo que fazem para tornar o espaço em um lugar mágico.

A Disney acredita que “é mais importante você conquistar os clientes que contam do que contar os clientes que conquistou“. Ter paixão pela qualidade é apenas uma parte da paixão pelos seus clientes, onde cada pequeno detalhe faz parte de uma engrenagem maior, que representa o trabalho de encantamento e fidelização dos convidados. Uma aula de comprometimento, não é? Por isso o engajamento para com a marca se torna tão forte.

A preocupação em atender bem é tão constante, que a Disney amplia o conceito de concorrência: Você imagina um cenário onde Apple, Amazon, Starbucks sejam competidoras do parque? Para a Disney sim, são de fato seus concorrentes em algumas etapas do processo de venda, porque os clientes destas lojas hoje, poderão vir a ser convidados do parque de entretenimento amanhã, e para a Disney, a forma com que o cliente é encantado em cada um desses pontos de coleta, fica na memória deste independente do produto que ele consumir; se um consumidor for a AppleStore para trocar um produto e gostar da forma com que foi atendido e respeitado, amanhã ele vai exigir o mesmo tratamento se por acaso for a farmácia, ao supermercado, ou ao melhor parque de diversões do mundo, por isso a Disney amplia seu benchmarking para além do lazer e entretenimento.

Segundo a empresa: “não basta vencer a concorrência; precisamos utilizar sempre métodos de produção à prova de erros, pondo-os cuidadosamente em prática, acompanhando cada processo cuidadosamente e aperfeiçoando continuamente os métodos”. Um excelente aprendizado:  “onde todos podem ser seus concorrentes, inclua também como competidor o melhor de você, procurando sempre incorporar a processos já bem sucedidos, melhorias e aperfeiçoamentos em prol do desenvolvimento e da redução da margem de erro.”

Se mais alguém duvidar do jeito Disney de encantar os convidados, segue relato de uma experiência descrita no Facebook do usuário Luiz Rondinelli em Julho de 2015:

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“Um conhecido foi a Disney e seu filho perdeu um brinquedo em um dos parques. Olhem a história que ele publicou abaixo:
“Ainda na @waltdisneyworld:
-Olá, meu filho perdeu um boneco ontem no Animal Kingdom.
-Qual o boneco e tamanho?
-Um buzz lightyear pequeno.
-Articulado?
-Sim.
-Achei, Sr.
-Achou?!
-Aham. Está conosco no achados e perdidos do complexo Disney.
-Nossa.
-Para que o Sr. não perca tempo das suas férias, podemos enviá-lo pelo correio até a sua casa.
-Mas eu moro no Brasil.
-Nós entregamos no mundo inteiro.
-Nossa. Qual seria o valor?
-É de graça, Sr.
-Muito obrigado!
-Nós que agradecemos a sua visita.”

Alguém dúvida que eles acreditam em finais felizes?

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Novembro Azul – Curiosidades sobre a cor para produção de conteúdo nas empresas.

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

04 de novembro de 2016

Novembro é o mês do combate ao câncer, e para simbolizar a ação, o mês ficou conhecido como Novembro Azul. Além de muito importante por chamar atenção para uma causa tão urgente, a campanha dá a oportunidade das empresas se engajarem sob um assunto tão importante para a sociedade; e se responsabilidade social corporativa já é um tópico que deve ser visto como estratégia que gera vantagem competitiva, abaixo nós elencamos algumas curiosidades sobre a cor azul. Aproveitem para produzir conteúdo a partir destas dicas:

De acordo com pesquisa, 46% dos homens e 44% das mulheres tem o azul como cor favorita, enquanto apenas 1% dos homens e 2% das mulheres não gostam do azul.

É o tom que causa menos aversão na maioria das culturas; por isso tantas marcas usam o azul: Facebook, Twitter, Tumblr, Linked in. Todas essas redes sociais tem a cor azul em seu logo ou em suas interfaces. Assim como a marca da IBM, HP, Intel.

Essa cor nos remete a fidelidade, harmonia, simpatia e calma. É só olhar a amplitude do mar e do céu que você realmente observa que isso é verdade. Azul é cor do divino, porque a imagem da cor está atrelada ao céu.

Pessoas que se vestem de azul são mais confiáveis, porque o azul remete a fidelidade, já que também é cor da distância, e só dá pra manter a fidelidade se houver distância para com o proibido, não é mesmo?

O azul escuro é considerado um tom conservador. Transpira valores como responsabilidade e maturidade. Por isso que os uniformes da marinha e algumas polícias são dessa cor, para transmitir confiança e segurança.

O azul é a cor mais fria de todas, nós percebemos assim por causa das nossas experiências. No frio, nossa pele fica azulada, não é? O gelo e a neve também têm uma cintilação azulada, e apesar de serem brancos, o azul é ainda mais percebido como frio, pois o branco ainda tem um conceito de luminosidade, e também representa luz, já o azul tem um caráter mais sombrio.

O Azul também tem um aspecto negativo; pode parecer frio, triste e depressivo. Por isso os músicos do “blues” falam em suas músicas sobre tristezas interiores da qual não há conforto.

Referências:

  • Livro Psicodinâmica das Cores em Comunicação.
  • Canal no youtube do designer Pedro Panetto.
  • Pesquisa na Internet.

 

 

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A experiência de consumo do produto Soccer nos EUA.

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

02 de novembro de 2016

Empresas norte-americanas adoram identificar interesse e gerar mecanismos para transformar paixão em negócio, aumentando assim a demanda, como acontece com o Basketball e o Baseball. A gestão do produto Soccer nos EUA ainda é um pouco lenta perto dos esportes tradicionais lá praticados, como se os gestores tivessem se rendido a inércia de uma demanda de torcedores desinteressados e inexpressivos. Mesmo assim, durante minha experiência como cliente torcedor do produto Futebol nos EUA, surgiram algumas situações interessantes a serem colocadas:

No dia 01.06.16, fui ao estádio RFK em Washington DC acompanhar o jogo DC United e Seattle Seandours. Comprei o ingresso uma semana antes numa estratégia de cross-marketing entre Heineken e a Liga de Futebol Americana (MLS), as empresas juntas ofertaram um ingresso promocional de U$ 24,00, com direito a uma cerveja grande grátis (o preço regular da cerveja custa 10 dólares), em um excelente lugar no estádio; um valor relativamente barato, principalmente se compararmos ao valor cobrado em demais eventos esportivos na terra do Tio Sam, além de ser uma estratégia bem interessante, já que dificilmente o torcedor toma apenas o primeiro copo, na verdade, o copo grátis é um convite e um incentivo para que ele continue o consumo do produto do patrocinador, e melhore assim a experiência completa do produto principal da noite, o lazer de ver um jogo de futebol.

No país mais visado do mundo, qualquer evento esportivo é motivo para atenção redobrada com a segurança, quanto a isso, eles conseguiram satisfazer o consumidor e me sentir seguro; entre o caminho da saída do metro até a entrada do estádio, pelo menos 5 viaturas faziam a escolta, garantindo a segurança e isolando o torcedor de demais preocupações que prejudiquem alguns dos valores do produto: como a segurança e a comodidade. Se de fato o futebol é um produto e o torcedor é um cliente, quem administra uma partida deveria prover ao seu cliente mecanismos de segurança que gere apenas uma preocupação: qual será o placar da partida. Insegurança; assaltos, brigas de torcidas e confusões no transito prejudicam a percepção que ele como cliente tem da experiência de consumo do jogo de futebol.

Além do aparato policial, a segurança é ainda mais ressaltada pelo fato do estádio ficar do lado do quartel general da força aérea americana (Ver imagem abaixo, a titulo de curiosidade, o avião exposto é a aeronave real que fez a proteção do espaço aéreo de Washington durante o dia do ataque terrorista de 11 de setembro).

S7

Vale ressaltar o papel dos torcedores como stakeholders do processo, paciência e educação nunca é demasiado; observar duas torcidas chegando ao estádio juntas, se confraternizando e garantindo que a rivalidade seja disputada apenas dentro do campo fez surgir uma baita inveja do tempo que não existiam criminosos disfarçados de torcedores nos estádios brasileiros.

S6

Por ter comprado o ingresso pela internet, fui orientado a me encaminhar a um balcão especifico ao meu modelo de compra. Chegando ao local, após entregar meu passaporte, me foi entregue em aproximadamente 1 minuto um envelope identificado com meu nome, onde constava 1 ingresso, 1 vale cerveja, e 1 pequeno livro de 10 páginas com informações atualizadas sobre o jogo do dia. Isso é planejamento, o trabalho de separar e nomear todos os envelopes trouxe eficiência, controle e organização ao processo de entrega. Me senti importante, e ansioso pelas próximas etapas de um evento tão bem organizado. É difícil assim trabalhar com foco no cliente no Brasil?

Antes de entrar no estádio, fui conferir a loja oficial do DC United. O estabelecimento estava lotado, muitos torcedores dispostos a transformar emoção em receita para o clube. Além da imensa diversidade de produtos observados, me chamou atenção o fato de que quem comprasse algo da loja, poderia utilizar uma entrada alternativa direto pro estádio, evitando assim a fila da entrada principal. Mais um incentivo, um bônus a quem ajuda o clube.

S5

Ao entrar no estádio, me encantei pela estratégia de alimentação. Algumas lanchonetes eram permanentes, mas grande parte delas eram food trucks itinerantes que foram convidados para atender e ofertar seu produto naquele jogo em especial, é um rodizio de food trucks, a cada jogo, diferentes são selecionados. Certamente deve ter havido um estudo de inteligência sobre que tipo de comida o torcedor do dia do jogo (observando data e hora da partida, time visitante, etc..) está mais propenso a comer,  e substituindo os menos vendidos por empresas e produtos que possam gerar mais interesse nos próximos jogos.

Tinha de tudo, comida peruana, limonada, chicken wings, algodão doce, cachorro quente… Um festival de comida dentro do estádio, um convite para toda a família.

Como ação de responsabilidade social corporativa, a Major League Soccer, ou liga americana de futebol convida alguns alunos de escolas publicas do estado para trabalhar como gandulas durante os jogos. São crianças em idade crucial para escolha de preferências para a vida, que através da experiência, podem vir a ser novos apaixonados por futebol por causa do convite. A ação, além de muito válida, encanta torcedores que se preocupam com o desenvolvimento social.

S3

Sensacional também a estratégia de um dos patrocinadores do jogo, durante o jogo, um dos telões repetia a seguinte mensagem: “Sempre que o DC United vencer, teremos desconto de 50% sobre o preço da pizza no dia seguinte”. Ao fazer isso, mais do que estratégia de preço, a empresa busca engajamento; a pizzaria espera sim prospectar clientes em um dia fraco como segunda ou quinta feira (dias pós jogo) através da promoção preço, mas mais do que isso, ela quer ser vista de forma mais humanizada, mais próxima do seu publico, “nós estamos juntos com você nessa, tanto que sua alegria, é minha alegria, e juntos vamos comemorar a vitoria do NOSSO time”. Diferente e inteligente, né?

A liga americana de futebol (MLS)  também disponibiliza espaços perto do campo para os patrocinadores elaborarem promoções para seus consumidores. Isso é parceria de cross marketing onde todos saem ganhando.

S2

E como toda “loja” nos EUA, a atenção com a satisfação dos clientes é redobrada, em cada corredor existe um funcionário (ver foto abaixo), e a única vez que não os vi supostamente contente com o serviço, foi quando pedi para um deles tirar uma foto : “desculpe senhor, não posso fazer isso, tenho que estar supostamente com as duas mãos livres pra ajudar os torcedores em caso de alguma emergência”.

S1

Como experiência para analise da gestão do produto futebol, foi  bem legal observar o quanto o esporte ainda tem espaço para crescer nos EUA. Como entendedor e amante de um bom futebol, foi horrível assistir 90 minutos de um futebol abaixo da média. Foi um jogo ruim, e não teve desconto de pizza no dia seguinte. DC United 0 x 2 Seattle.

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Já não basta lembrar, é preciso amar a marca. Quais as marcas mais amadas no mundo?

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

24 de novembro de 2016

Em uma pesquisa realizada pela Accenture Interactive e pela Fjord, entre junho e julho desse ano, foi perguntado a aproximadamente 26 mil consumidores no Brasil, Estados Unidos e Reino Unido, que marcas mais merecem o seu amor.

A proposta era identificar como uma marca conquista a atenção a ponto de não ser apenas uma marca lembrada, mas também digna do seu amor. Duas perguntas foram levantadas para definir esse amor: “O que faz com que as pessoas amem uma marca?” e “O que sustenta esse amor?”.

Cinco fatores foram considerados para avaliar as marcas, de acordo com a percepção do consumidor:

  • Divertido – Se prende a atenção de uma forma divertida;
  • Relevante – Se fornece informações claras e personalizadas, relevantes para o consumidor e no momento certo;
  • Engajador – Se se relaciona com o consumidor e se adapta às suas expectativas;
  • Social – Se ajuda o consumidor a se conectar com os outros;
  • Útil – Se simplifica tarefas e organiza aspectos da vida do consumidor.

Segundo o estudo, não adianta mais marcas que criam experiências que as pessoas comentam. Agora, precisam ser experiências que as pessoas amam.

Cada país tem suas marcas favoritas: Nos EUA, Apple e Microsoft aparecem no topo. E só entre os americanos marcas como Walmart e Fitbit aparecem no top 10. No Reino Unido, Netflix e Google lideram. Sky e Ebay só aparecem entre no Top entre os os britânicos. Já no Brasil, a Netflix lidera, seguida de YouTube – marca do top 10 citada só entre os brasileiros, assim como WhatsApp e LG.

Brasil

Posição Marca
1 Netflix
2 YouTube
3 Google
4 Apple
5 Samsung
6 Sony
7 Facebook
8 Microsoft
9 WhatsApp
10 LG

Estados Unidos

Posição Marca
1 Apple
2 Microsoft
3 Netflix
4 Samsung
5 Sony
6 Google
7 Amazon
8 Fitbit
9 Facebook
10 Walmart

Reino Unido

Posição Marca
1 Netflix
2 Google
3 Apple
4 Samsung
5 Sony
6 Microsoft
7 Facebook
8 Amazon
9 Sky
10 Ebay