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Agregando valor

por Rodrigo Goyanna

outubro 2016

Burger King x McDonalds – Parte II

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

30 de outubro de 2016

Lembram do nosso penúltimo post sobre a provocação do Burger King ao McDonalds? Essa semana a empresa lançou o video da ação.

Relembrando.. Nos EUA, o Halloween exige que você escolha a fantasia mais assustadora possível; para o Burger King, não existe nada mais amedrontador do que um sanduíche se parecer com o do seu principal concorrente, o McDonalds.

Dito e feito! Para comemorar a data, a o Burger King se fantasiou de Mcdonalds. Confiram no video acima!

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Descomplicando a Taxa Selic

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

27 de outubro de 2016

Semana passada saiu em todos os jornais que depois de 4 anos, a Taxa Selic foi reduzida 0,25%, alcançando o índice de 14% ao ano.

– E eu com isso, mah ? ? ?

Você e seu bolso tem tudo com isso!

A taxa Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), ou taxa básica de juros, é um índice utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação, toda vez que este índice sobe, acaba incentivando uma queda na inflação, pois desestimula o consumo, já que os juros (do cartão de credito por exemplo) cobrados ficam mais altos. Isso acontece porque os bancos tomam dinheiro emprestado pela Taxa Selic, mas ao emprestar para pessoa física ou empresas, a taxa de juros bancários é muito maior do que a Selic, porque eles adicionam o lucro, custos operacionais e riscos de você não pagar o empréstimo.

– Maaaaxo, eu já tô cheio de dívida, deus me livre pedir mais dinheiro emprestado!

Mas não somente empréstimo fica mais caro quando a Selic está alta, o juro sobre parcelamento de compras no cartão de crédito também, ou seja, se antes uma geladeira custava 100 reais a vista e 140 reais parcelado em 10x, agora com a redução da Selic, você provavelmente vai pagar de forma parcelada um valor abaixo de 140 reais pelo mesmo produto.

– Ahhhhhh cara, então é melhor comprar o presente de Natal agora né?

Não nesse exato momento, porque as taxas e preços aplicadas hoje no mercado ainda são formados baseados na antiga Selic, além do que, toda semana existe uma reunião de instituições financeiras que liberam um relatório chamado Focus, onde eles projetam a Taxa Selic pro final do ano, baseados em seus respectivos conhecimentos de economia e mercado. No relatório divulgado na última segunda dia 24, a projeção dos especialistas era que o ano de 2016 acabasse com uma taxa Selic de 13,50%, ou seja, ainda menor do que os atuais 14% ao ano.

– Pois baixa logo mah!

Não é tão simples, a Selic é um mecanismo de controle da inflação, seria irresponsabilidade baixar tão bruscamente. Mas por outro lado, quando está baixa, todo mundo se incentiva a comprar mais.

Além disso, investimentos em renda fixa como tesouro direto e CDI também estão atrelados à taxa Selic, então se você tem dinheiro guardado, quanto maior a taxa Selic, maior vai ser a remuneração sob este dinheiro poupado, maior o “lucro” que os bancos vão lhe pagar pelo que esse dinheiro vai lhe render.

– Massa ó! E quem é que define isso?

A Taxa Selic é definida a cada 45 dias na reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil).

Para se ter um parâmetro, essa taxa nos EUA, a maior economia do mundo, varia atualmente entre 0,25% e 0,50%, ou seja, além de ser muito mais barato tomar empréstimo ou pagar juros de cartão, é mínima a rentabilidade sobre investimentos em renda fixa, simplesmente não vale a pena deixar dinheiro parado em poupança, CDI ou Tesouro Direto, o que acaba incentivando o investimento em renda variável, como ações em empresas americanas listadas na bolsa de valores, que possuem um risco maior, mas em compensação, a possibilidade de ter um rendimento bem maior do que os atuais 0,25% referentes a Selic americana. Ou seja, dinheiro de americano não tá parado em poupança, americano é “dono” da Apple, da Coca-Cola, da Amazon.

Uma Selic baixa como nos EUA, acaba valorizando o mercado nacional, porque faz o dinheiro circular, você acaba apostando numa empresa do seu país, e dá a essa empresa, a oportunidade e capital para gerar emprego e renda.

– Me perdi ó, como que pode ser bom pro meu país comprar ações de uma empresa dos outros?

Por exemplo, uma empresa que se capitalizou através de uma maior venda de ações na bolsa, por conta disso ela conseguiu reformar e dobrar o tamanho do seu galpão de estoque, dessa forma, ela consegue fazer um pedido dobrado de matéria prima junto ao fornecedor, e porque a quantidade dobrou, ela conseguiu barganhar preço, pagou mais barato sobre o custo unitário do suprimento, esse desconto vai poder ser repassado direto ao produto final, tornando-o mais barato na prateleira do supermercado pro consumidor. Se antes a empresa vendia 2.000 unidades a 50 reais, agora ela vende 2.500 unidades a 48 reais; o que significa esse aumento nas vendas? Mais receita! E mais necessidade de promover o operador para ser supervisor, além de contratar mais 1 operador e 1 vendedor. Quando acaba o expediente, esses novos funcionários que mês passado estavam desempregados, hoje são consumidores de outras empresas em potencial, tudo por causa de uma redução da Selic lá no início.

Os nossos 14% ainda tão longe dos 0,25% americanos, mas vamos ser otimistas e acreditar que um dia a gente chega lá 😉

– Ahhhh mah, agora eu entendi, tomara que baixe ainda mais pra eu comprar o presente da minha filha parcelado no Natal ó.

TOMARA!

 

 

 

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Burger King entra no clima de Halloween e se fantasia de McDonald’s

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

25 de outubro de 2016

Uma das datas mais festejadas nos Estados Unidos, o Halloween exige que você escolha a fantasia mais assustadora possível; para o Burger King, não existe nada mais amedrontador do que um sanduiche se parecer com o do seu principal concorrente, o McDonalds.

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Imagine comprar um hamburger do Burger king e receber um do Mcdonalds. A surpresa vem quando o cliente abre a caixa do sanduíche e encontra seguinte mensagem: “Bu! Brincadeira, nós ainda grelhamos no fogo os nossos hambúrgueres”, fazendo menção ao carro-chefe da marca dizendo que suas carnes são feitas como churrasco na grelha, diferente dos concorrentes.

Na fachada de uma lanchonete Burger King nos Estados Unidos, o letreiro foi coberto com um lençol branco e as sobrancelhas do fantasma lembram os arcos dourados do McDonald’s.

Não é a primeira vez que o BK provoca o McDonalds, mas qual a real intenção nessa perseguição? A resposta está no fato do Mc ser o principal player do mercado, quando um concorrente como o BK começa a “discutir” com quem é líder, o BK é elevado por um instante ao mesmo patamar, “porque ninguém chuta cachorro morto”, se nós conseguimos gerar desconforto ao player do mercado, nós atrelamos nosso produto à marca mais lembrada dos consumidores, e quem sabe, atingimos e geramos curiosidade de uma parte do público que prefere a outra marca.

Para o McDonalds, fica a incógnita; ignoro a provocação e deixo o mercado pensar que nosso foco é outro, correndo o risco de passar uma imagem de empresa passiva? Ou respondemos para “marcar terreno” e mostrar quem manda, mas sabendo que nós como líder temos muito mais a perder?

Independente da resposta ou não do McDonalds, a ação, desenvolvida pela agência DAVID The Agency Miami, responsável por cuidar do marketing do Burger King, já está gerando noticia, ponto pra eles!

Nessa semana, o BK divulgará o vídeo especial da campanha.

Enquanto isso, esperemos pela empresa do palhaço Ronald.

Let the games begin!

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A estratégia de cupons de desconto: Porque o sucesso nos EUA não se consolida no mercado brasileiro?

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

24 de outubro de 2016

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Imagina abrir o jornal domingo de manhã e encontrar dezenas de cupons de desconto como os acima, o que você faria com eles? Lixo ou bolso? Na maior economia do mundo, onde o mercado se desenvolve de forma enraizada ao universo digital, os americanos incorporaram a cultura de utilizar essa ferramenta para garantir um preço mais baixo, vale pra tudo: alimento, eletrônico, material de limpeza, tem até cupom de desconto para carros, o importante é conseguir barganhar preço.

Em 2013, em uma das últimas pesquisas sobre este assunto realizada, 213 bilhões de cupons de desconto foram distribuídos nos Estados Unidos, deste total, 2,8 bilhões de cupons foram utilizados pelos consumidores, 89,7% destes foram distribuídos impressos em jornais ou em encartes de jornais, e apenas 66 milhões de cupons foram digitais.

Os cupons de desconto são na verdade a primeira “compra coletiva” existente, pois cada empresa mensura a demanda que esse desconto poderá gerar, de forma a calcular o limite de cupons e a amplitude do desconto; essa equação gera um impacto positivo sobre dois aspectos: na imagem da empresa, já que se bem trabalhada, essa mídia impressa pode gerar reforço de marca (68% dos americanos acreditam que os cupons de desconto fortalecem a marca do varejista), e no financeiro, pois apesar do desconto oferecido, a empresa mantem uma margem de contribuição razoável buscando lucratividade devido a larga escala, ou seja, ganhar menos por produto comercializado e mais pelo montante vendido.

 Para 60% dos norte-americanos, comprar é uma ação competitiva e obter preço melhor do que os outros os faz sentir-se vencedores. Entre as mães, nos Estados Unidos, 78% buscam os seus cupons de desconto nos jornais.

Se deixarem os cupons de descontos em casa, 40% dos consumidores norte-americanos saem das lojas sem comprar e 35% dos norte-americanos usam cupons de desconto 50 vezes por ano.

É um tipo de economia sobre consumo bastante incorporada a rotina do cidadão norte americano, isso acontece por algumas razões.

Primeiro porque não é uma pseudo-promoção, são de fato bons descontos, existe até um programa chamado Cupom Mania na Discovery Home & Health, que mostra casos reais; são pessoas que tem paciência de guardar, colecionar, acumular milhares de cupons para fazer compras muito mais baratas do que normalmente.

No Brasil, o boom de compras coletivas caiu em descrédito após algumas empresas transformarem essa estratégia ganha-ganha, em uma forma de enganar o consumidor ofertando produtos com pseudo-descontos. Seria ótimo se ao invés da perda de importância, os consumidores pudessem ter filtrado as verdadeiras empresas de compra coletiva e através da escolha seletiva, eliminar do mercado quem pensou este tipo de modelo de negocio visando beneficio unilateral.

Ademais, essa ferramenta deveria vir com força definindo seu público alvo e direcionando esforços para atingi-lo, uma vez que no Brasil, um dos valores que um nicho de consumidores enxerga num produto ou serviço, é justamente preço alto; isso mesmo, tem quem goste de pagar mais, porque esse tipo de escolha entrega status e exclusividade, e utilizar um cupom de desconto acompanharia além da redução do preço, um constrangimento aos olhos de quem possui esse tipo de postura.

É uma boa lição para as empresas: é verdade que a internet se consolida para ser a principal ferramenta de divulgação e comercialização de produtos, mas ainda existem outras estratégias, seja cupom de desconto, divulgação boca a boca, ou outras mais, que devem ser consideradas e sempre revistas, sob pena da empresa abdicar de formas de contato com seus consumidores, que poderiam complementar o importante trabalho no ambiente digital.

No ano passado, 92% dos habitantes da nação mais rica do mundo trocaram mais de 2,8 bilhões de cupons.

Por que então não funcionaria no Brasil?

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O que os internautas mais buscaram no Google em 2015?

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

18 de outubro de 2016

Todos os anos, o Google libera um video curto com imagens dos termos mais buscados na internet.

O video de 2015 é recheado por tópicos relacionados ao meio ambiente e a preocupação por uma sociedade mais justa.

Do ponto de vista estratégico, é uma clara mensagem pro mercado de que RSC, ou responsabilidade social corporativa, não deve ser encarada como filantropia, mas estrategia competitiva. É legitimo a empresa incorporar valores compatíveis ao ecologicamente correto e de uma sociedade mais justa, como também é legitimo ela externar seu posicionamento para trabalhar stotytelling, branding e assim buscar engajamento de um publico que converge das mesmas preocupações. É estratégia! E tem gerado vantagem competitiva.

Vale a pena ver e rever o video, nos faz esperançosos de que diante de tantas noticias negativas, a solução pro mal vem de dentro de cada um de nós.

Em tempo, quem narra e aparece ao final do vídeo recebendo um prêmio é a transexual Caitlyn Jenner, que ainda como Bruce, participou dos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976,  e com um discurso avassalador, nos mostrou a importância de aceitarmos as diferenças:

Se vocês quiserem me insultar, vão em frente. A realidade é que posso encarar. Mas as centenas de jovens aí fora que estão tentando entender quem são… esses jovens não merecem isso. Então às pessoas aí fora que perguntam para que faço tudo isto, se é uma questão de publicidade, de coragem, eu lhes direi do que se trata: trata-se do que vai acontecer a partir de hoje. Trata-se não de uma pessoa, mas de milhares de pessoas. Trata-se não de mim, mas de todos nós. De aceitarmo-nos uns aos outros. Somos diferentes sim. E isso não é ruim. E embora seja difícil aceitar coisas as quais nem sempre entendemos, é absolutamente possível, se tentarmos isso juntos.”

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Você sem limites – o novo slogan da Nike.

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

13 de outubro de 2016

A campanha com o novo Slogan da Nike é sensacional!

A empresa transita entre o antigo JUST DO IT (faça o que tem que ser feito), para o UNLIMITED YOU, e assim, sugere que o espectador vá além dos seus limites. A Nike tenta mostrar que é uma marca que pode estar presente em todos os momentos da sua vida, ela aposta em você, mesmo quando você mesmo não acredita em si, porque ela quer te convencer que juntos vocês podem chegar a um nível acima da média.

Neymar, Serena Willians, Kevin Durant, Simone Biles, vários esportistas para atingir várias tribos e um alvo: os vencedores. O garotinho no final do vídeo é cada um de nós, mas só desce a ladeira quem compartilha de um dos valores da Nike, que é não ter limite. É quase uma provocação, você é Nike ou covarde? É sem limites ou escolhe o concorrente?

Durante o vídeo, ela insere elementos da realidade para tornar as ações (que são extremas), mais “palpáveis”, como a participação da mãe do atleta, ou mesmo quando no meio do vídeo um atleta da argola destrói o slogan Just do It literalmente; talvez a cena mais simbólica pro proposito da ação: seu esforço desconstruindo antigos paradigmas.

O narrador do vídeo não representa a Nike, ele é como se fosse a vida, isso, a vida te força a ser uma pessoa mediana, a Nike é representada pelo produto que cada pessoa do vídeo está usando, ajudando os personagens, simbolizando você, a ir além, usando Nike claro ;).

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O jeito Apple de encantar os amantes da marca

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

10 de outubro de 2016

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A cena descrita a seguir aconteceu na mesma tarde que essa foto acima foi tirada, no mês de Junho de 2016, na AppleStore de Bethesda, USA: “Eu amoooooo esse modelo de Ipod”, disse uma efusiva garota. Inesperadamente, uma sorridente funcionária surge rebatendo: “nossa marca também ama você”.

Não se trata de um discurso leviano. Com o perdão da repetição das palavras, a Apple ama amar seus clientes, porque o foco no consumidor norteia cada decisão ou estratégia adotada pela empresa. Isso agrega valor ao produto, o branding que a empresa desenvolve permite cobrar mais por cada aparelho; quer você ame, ou odeie a Apple, não há dúvidas de que você percebe a experiência que a empresa cria, porque a marca da maçã não vende simplesmente um celular, ela entrega uma experiência de consumo acima da média. A empresa fala a linguagem do cliente desde a etapa de reconhecimento da necessidade até o pós-venda, e assim transforma visitante em cliente, e cliente em amante da marca.

Isso se chama marketing de relacionamento, e ao fidelizar o consumidor através do apelo a marca, fica fácil trabalhar uma estratégia chamada Lock In. Sabe quando suas fotos estão sincronizadas tanto no Ipad quanto no Iphone? Ou quando suas músicas estão igualmente no icloud e no ipod? A Apple te “prende” através da excelência, e cria uma corrente de integração entre todos os seus aparelhos Apple; simplesmente você se acostuma com o sistema IOS, e recusa uma troca de empresa devido a eficiência que a marca promete e entrega. Você começa com um iphone usado, quando se dá conta, está correndo com um ipod no braço, e desejando um ipad pra apresentar fotos pro cliente.

Não é fácil chegar a esse nível. Cada funcionário da empresa criada por Steve Jobs é na verdade um defensor da marca, e carrega consigo o objetivo de tornar uma simples visita a Apple Store, numa experiência inesquecível.

De acordo com o depoimento real de ex-funcionários, existe uma etapa durante o fim do treinamento denominada “get shirtified” – algo como “encamisado”, significa que o funcionário vestiu a camisa da empresa. Uma aula de endomarketing que resulta em produtividade.

Quando a empresa abandona o “status quo” de estereótipo “certinho” de funcionário, e contrata como colaborador um idoso, um jovem tatuado de bermuda, uma garota com estilo gótico; ela transmite uma mensagem clara: “o essencial é invisível aos olhos, quem entra na nossa loja são todos possíveis clientes, potenciais promotores da marca, e nossa maior preocupação é que se sintam confortáveis em serem atendidos por vendedores que transmitam nossos valores como organização, de uma maneira fácil de ser entendida, ou pelo menos mais agradável de ser escutada.” No mercado, como na vida, funciona assim, o diferente geralmente causa estranheza, mas tudo aquilo que se assemelha provoca empatia, por isso a empresa se preocupa em diversificar o perfil dos seus colaboradores, para atingir várias tribos.

Um dos maiores segredos do sucesso da empresa é o esforço em identificar quais são os valores que seu publico valoriza.  É um processo: valor incorporado a produto, precisa ser percebido pelo potencial comprador, e capturado como venda. Valor percebido é importante pra marca, valor capturado é importante pra empresa.

Pergunte a alguém que acabou de comprar um MacBook sobre o produto que ele adquiriu. Dificilmente ele vai dizer que comprou um notebook, ele vai “estufar” o peito e responder com toda emoção, “comprei um Apple”. Porque você leva pra casa mais que um aparelho, leva uma experiência, leva uma marca e leva um orgulho, de pertencer a esse exclusivo nicho de amantes da Apple.

Steve Jobs morreu há alguns anos, e segundo relatos, deixou inovações para as próximas 10 primaveras. Mas se a empresa tem o planejamento para a próxima década, por que não pular etapas e antecipar a última das inovações, antecipando em 9 anos uma tendência? Jobs sabia que uma empresa com foco no cliente precisa escutar seu público, e cada lançamento de novo modelo é acompanhado por um absurdo esforço em coletar feedbacks e indicadores de desempenho, para utilizar estes insights justamente em melhoria para os próximos lançamentos dos seus aparelhos, que são projetados pelos melhores profissionais, mas ajudados por você.

A marca da maçá é “diferente”, tá explicado o sucesso da Apple?

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Eduardo e Monica – Parte II

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

03 de outubro de 2016

– GOLPISTA! – esbravejou Monica.

– A próxima vez que você começar a me chamar de GOL.. prometo que volto pra PISTA! – rebateu Eduardo

Brigas a parte, Monica, já sem tinta no cabelo, continuava apaixonada por aquele ex-boyzinho que já tentou impressionar. Até hoje, todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz.

Eduardo não só cresceu, como amadureceu. Já não havia os jogos de futebol de botão com seu falecido avô, por outro lado, gastava amor e suor nos passeios de “camelo” nas férias dos netinhos. “CUIDAAAADO, cearense não sabe dirigir!”, berrava a médica em cima da sua sétima moto desde a primeira da época da faculdade; manejando a condução do veículo e a saudade da capital federal, desde que o marido foi transferido do banco que trabalhava.

As mudanças não pararam por aí, depois de alguns meses, o casal já não contabilizava o salário de Eduardo. Usando de muita “magia e meditação”, Monica fez valer o “na alegria e na tristeza”, e convenceu o marido de que o que a religião chamava de casal, a vida os definia como time, e que se agíssemos como tal, o desemprego logo viraria história cada vez menos contada.

Ela precisava ser firme pra que a promessa de celeridade na solução do problema virasse fato. Muito foco. Nada de festas estranhas com gente esquisita. Ao invés disso, ela encontrou na essência de sua profissão, a serenidade para cuidar da alma do marido, permeada de tristeza após preencher-se no vazio da ociosidade. E como uma protagonista de um dos seus filmes favoritos de Godard, ela também se fez autora do próprio roteiro:

–  Amor, é na dificuldade de uma crise como essa, que se encontra a coragem para desafiar a lógica e buscar uma nova oportunidade. Confio demais no seu potencial, você deveria empreender. Pode contar comigo.

Além de tesão, orgulho e amor, ele sentiu a obrigação de ser melhor por ela, e pra ela. E a partir daí, o foi. Porque quando é de verdade, amor é arquiteto de sonhos.

A casa que eles construíram décadas atrás foi vendida e virou capital de implantação e giro para Eduardo transformar as aulinhas de inglês que tivera outrora, em um curso de idiomas voltado para aposentados cheios de energia, que vivem no esquema “supermercado, cinema, clube, televisão”.

Eduardo apostou em diferenciação, e ao definir seu público-alvo, conseguiu ajustar sua comunicação e estratégias direcionando para aqueles que perceberam o valor agregado do serviço, e os converteu em captura, popularmente conhecida como venda.

Como sempre no mundo dos negócios, o começo foi difícil, mas eles “batalharam grana, seguraram legal”, e acompanhar o retorno sobre o investimento foi tão prazeroso quanto ver aprovação dos gêmeos na faculdade. Porque uma empresa é um bebê que nasce sem a prática do sexo, e até aprender a limpar sua própria sujeira, é essencial a presença do criador por perto, ajudando a potencializar o crescimento sem desvirtuar dos objetivos dessa “criança”.

Hoje Eduardo se questiona o motivo da evolução da empresa diante de tantas dificuldades, mas “quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? ”

Além de achar ter encontrado um pouco de razão, ele se certificou de colocar muito coração na empresa, evidenciando uma formula infalível:

Pesquisa + Planejamento + Capital + Conhecimento + Determina(cora)ção = Sucesso.

Como projeção a médio prazo, Eduardo planeja lançar em meados de 2018 um modelo de franquia do seu curso de idiomas, na expectativa de que este será o momento chave para a retomada do crescimento econômico, já que tem lido no jornal sobre o avanço da economia após um PIB positivo em 2017, além do aumento da expectativa de vida do brasileiro ano após ano.

E ainda que a rotina o cansasse, a experiência de uma involuntária ociosidade o fez sábio de não reclamar do excesso de trabalho, mesmo tendo de mendigar tempo e atenção daquela leonina companheira de noites regadas a Caetano, Mutantes, e muito conhaque.

Apesar da previsão de recessão ainda para esse ano, Eduardo espera um crescimento anual dentro da meta, que o permita ampliar de forma sustentável o quadro de colaboradores, dando margem a mais visitas surpresas ao hospital que a mulher atende, transformando saudade em gratidão.

E quando eles olham para trás, imaginam como seriam suas vidas se tivessem se acomodado em Brasília, e percebem que nenhum concurso na capital federal substituiria essas páginas adicionais escritas em histórias não planejadas.

Porque empreender é uma música tão bonita e intrigante como as de Renato Russo, e quem experimenta arriscar, convive com trechos de coragem, determinação e riscos inerentes a um novo negócio, mas que juntos, soam como uma melodia, que todo empreendedor já não consegue mais viver sem.

Se eles se arrependem de algo? Ninguém sabe, a única coisa que eles têm reclamado é que nessas férias não vão viajar em família, porque o netinho do Eduardo tá de recuperação…

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Eduardo e Monica – Parte II

Por rodrigogoyanna em Sem categoria

03 de outubro de 2016

– GOLPISTA! – esbravejou Monica.

– A próxima vez que você começar a me chamar de GOL.. prometo que volto pra PISTA! – rebateu Eduardo

Brigas a parte, Monica, já sem tinta no cabelo, continuava apaixonada por aquele ex-boyzinho que já tentou impressionar. Até hoje, todo mundo diz que ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz.

Eduardo não só cresceu, como amadureceu. Já não havia os jogos de futebol de botão com seu falecido avô, por outro lado, gastava amor e suor nos passeios de “camelo” nas férias dos netinhos. “CUIDAAAADO, cearense não sabe dirigir!”, berrava a médica em cima da sua sétima moto desde a primeira da época da faculdade; manejando a condução do veículo e a saudade da capital federal, desde que o marido foi transferido do banco que trabalhava.

As mudanças não pararam por aí, depois de alguns meses, o casal já não contabilizava o salário de Eduardo. Usando de muita “magia e meditação”, Monica fez valer o “na alegria e na tristeza”, e convenceu o marido de que o que a religião chamava de casal, a vida os definia como time, e que se agíssemos como tal, o desemprego logo viraria história cada vez menos contada.

Ela precisava ser firme pra que a promessa de celeridade na solução do problema virasse fato. Muito foco. Nada de festas estranhas com gente esquisita. Ao invés disso, ela encontrou na essência de sua profissão, a serenidade para cuidar da alma do marido, permeada de tristeza após preencher-se no vazio da ociosidade. E como uma protagonista de um dos seus filmes favoritos de Godard, ela também se fez autora do próprio roteiro:

–  Amor, é na dificuldade de uma crise como essa, que se encontra a coragem para desafiar a lógica e buscar uma nova oportunidade. Confio demais no seu potencial, você deveria empreender. Pode contar comigo.

Além de tesão, orgulho e amor, ele sentiu a obrigação de ser melhor por ela, e pra ela. E a partir daí, o foi. Porque quando é de verdade, amor é arquiteto de sonhos.

A casa que eles construíram décadas atrás foi vendida e virou capital de implantação e giro para Eduardo transformar as aulinhas de inglês que tivera outrora, em um curso de idiomas voltado para aposentados cheios de energia, que vivem no esquema “supermercado, cinema, clube, televisão”.

Eduardo apostou em diferenciação, e ao definir seu público-alvo, conseguiu ajustar sua comunicação e estratégias direcionando para aqueles que perceberam o valor agregado do serviço, e os converteu em captura, popularmente conhecida como venda.

Como sempre no mundo dos negócios, o começo foi difícil, mas eles “batalharam grana, seguraram legal”, e acompanhar o retorno sobre o investimento foi tão prazeroso quanto ver aprovação dos gêmeos na faculdade. Porque uma empresa é um bebê que nasce sem a prática do sexo, e até aprender a limpar sua própria sujeira, é essencial a presença do criador por perto, ajudando a potencializar o crescimento sem desvirtuar dos objetivos dessa “criança”.

Hoje Eduardo se questiona o motivo da evolução da empresa diante de tantas dificuldades, mas “quem um dia irá dizer que existe razão nas coisas feitas pelo coração? ”

Além de achar ter encontrado um pouco de razão, ele se certificou de colocar muito coração na empresa, evidenciando uma formula infalível:

Pesquisa + Planejamento + Capital + Conhecimento + Determina(cora)ção = Sucesso.

Como projeção a médio prazo, Eduardo planeja lançar em meados de 2018 um modelo de franquia do seu curso de idiomas, na expectativa de que este será o momento chave para a retomada do crescimento econômico, já que tem lido no jornal sobre o avanço da economia após um PIB positivo em 2017, além do aumento da expectativa de vida do brasileiro ano após ano.

E ainda que a rotina o cansasse, a experiência de uma involuntária ociosidade o fez sábio de não reclamar do excesso de trabalho, mesmo tendo de mendigar tempo e atenção daquela leonina companheira de noites regadas a Caetano, Mutantes, e muito conhaque.

Apesar da previsão de recessão ainda para esse ano, Eduardo espera um crescimento anual dentro da meta, que o permita ampliar de forma sustentável o quadro de colaboradores, dando margem a mais visitas surpresas ao hospital que a mulher atende, transformando saudade em gratidão.

E quando eles olham para trás, imaginam como seriam suas vidas se tivessem se acomodado em Brasília, e percebem que nenhum concurso na capital federal substituiria essas páginas adicionais escritas em histórias não planejadas.

Porque empreender é uma música tão bonita e intrigante como as de Renato Russo, e quem experimenta arriscar, convive com trechos de coragem, determinação e riscos inerentes a um novo negócio, mas que juntos, soam como uma melodia, que todo empreendedor já não consegue mais viver sem.

Se eles se arrependem de algo? Ninguém sabe, a única coisa que eles têm reclamado é que nessas férias não vão viajar em família, porque o netinho do Eduardo tá de recuperação…