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A volta da boemia

por Mayara Kiwi

garage sounds

A 2ª edição do Garage Sounds, foi a ponte perfeita entre a nostalgia e as novas experiências

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

10 de julho de 2017

Fomos conferir a segunda edição do Garage Sounds e fizemos um convite muito especial ao Multifacetado Caike Falcão (músico e produtor), para nos acompanhar nessa jornada de 12 horas de música, então, hoje contaremos juntos, tudo que rolou por lá.

Com 1 palco e 20 bandas a mais do que a primeira edição, o festival Garage Sounds, vem se consolidando e conquistando os corações rockeiros de Fortaleza.

Uma das coisas que mais chamou atenção, para além da programação incrível e da boa organização, foi a variedade de estilos propostos e como todos eles dialogaram bem entre si, tornando muito fácil se sentir a vontade pra transitar por shows, que normalmente você não assistiria e ainda se permitir gostar.

O formato europeu, de shows rolando durante à tarde, simultaneamente, é muito legal, o público gosta, mas ainda não compra a ideia, e prefere chegar mais tarde. Vacilo. Jack The Joker (2 discos), e Thrunda (17 anos de estrada, e shows internacionais na bagagem) foram as duas primeiras a se apresentarem, palcos Vale a pena ouvir de novo, e palco Hey Ho, respectivamente. Na sequência, às 15h, a banda Sundogs deu o pontapé inicial no palco Granada Discos. A rapaziada veio de sobral mostrar um som pautado pelo grunge. A apresentação foi bem coerente e segura.

The Acez

The Acez (Foto:Mayara Kiwi)

Às 15h30, a The Acez estreou o palco Garage Sounds. Eles foram selecionados através do concurso que aconteceu pela internet, assim como a Shay Melo, segunda a se apresentar no mesmo palco. Mas ainda falando sobre os meninos da The Acez, a influência de Beatles é bem visível, tanto no visual quanto no som. Para muita gente, a banda acabou sendo uma das descobertas locais, mais interessantes do festival. Os moleques fazem bem o que se propõem a fazer.

O entardecer ficou por conta da Dance Of Days, banda que já tem uma boa relação com Fortaleza e que muita gente estava ansiosa para rever. Foi realmente bonito de assistir a interação da banda com o público, todo mundo cantando as músicas, sorrindo e sem querer nem piscar, pra não perder nenhum momento do show. Conversamos com Adriano Parussulo (baixista) e José Santos (baterista), que contaram algumas curiosidades dos bastidores da banda e histórias que eu realmente adoraria contar pra vocês, mas ainda não vai ser agora. (aaaaaaah)

Dance Of Days

Dance Of Days (Foto:Mayara Kiwi)

É bem difícil conseguir falar de todo mundo que nós gostaríamos de falar, afinal são mais de 60 bandas e muita gente fazendo um trabalho muito bom e cheio de peculiaridades. Mas vale dar um destaque para a Indiada Buena, banda que vem se mostrando uma queridinha do público de Fortaleza e uma parceira de várias outras bandas locais. A galera da Inerve, realmente ganhou pelo som e conseguiu prender a atenção de quem passava pelo palco, assim como as meninas da The Knickers, que mostraram que lugar de mulher é onde ela quiser e no caso delas, é no rock’n’roll.

Rocca

Rocca (Foto:Mayara Kiwi)

Uma das maiores surpresas foi o show da Rockbitez, que é famosa por tocar covers na noite de Fortaleza, mas apresentou um show autoral muito conciso. Ficamos muito felizes em ver que eles estão tocando suas próprias músicas. (Sejam bem-vindos ao mundo autoral, rapazes!). Quase no mesmo horário, do outro lado, a banda Rocca Vegas, que vai entrar em turnê por São Paulo, apresentou músicas do novo disco, que está sendo produzido por Leo Ramos (Supercombo) e será lançado em breve. O show dos caras é animal, total domínio do palco; conseguem interagir com quem está assistindo e isso deixa o show bem dinâmico.

Rockbitez

Rockbitez (Foto:Mayara Kiwi)

 

Esse horário das 20h foi muito corrido. Nessa mesma faixa, a Zimbra, grupo de Santos que veio à Fortaleza pela segunda vez, tocava no palco Garage Sounds. A banda tocou hit atrás de hit, e o público respondia cantando em alto e bom som, o show inteiro. É lindo ver uma banda relativamente nova, chegando assim, na boca de várias pessoas, do outro lado do país.

Depois da Zimbra, a Fresno entrou com um show cheio de nostalgia. A frase que mais ouvimos sobre o show deles foi “Lembrei dos meus 15 anos”. Não sei quão bom isso pode ser. Mas deve ser legal, de alguma forma, afinal, a banda fez parte da trilha sonora da vida de muita gente, né?! Foi um show daqueles de cantar de olhos fechados.

Fresno

Fresno (Foto:Mayara Kiwi)

Deixando tudo um pouco menos bonitinho, a banda D.F.C. (DF), deu de presente para o público, uma roda punk enorme e um som pesado e direto ao ponto. Sem dúvida um dos melhores shows da noite, sem falar que os caras são protagonistas de muita história, porque se manter em atividade desde 1993, sem perder o feeling, não é pra qualquer um.

D.F.C.

D.F.C. (Foto: Mayara Kiwi)

O ponto alto da noite, sem dúvida, foi o show do Dead Fish, o último da noite, fechando o festival. Não teve uma música que não foi cantada em coro. O público idolatra e respeita a banda, mas para alguns a banda parece não retribuir.

Além dos shows, havia uma galeria com venda de comida, bebida, merchandising de bandas, tudo a preço acessível. A camisa do festival saia por 20 reais e é uma bela lembrança, Assim como os copos do festival, uma ação que estimulava a reutilização, diminuindo a produção de lixo. Caberiam também, outras ações dentro do festival, pois, veja bem, são 5 palcos e 12h de banda tocando. Talvez fosse legal ter algum outro entretenimento para dar uma aliviada nos ouvidos. Fica a dica para o próximo, produção!

 

 

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Praça Verde recebe festival de música com 60 atrações durante 12 horas de festa

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

26 de maio de 2017

Essa é especial aos boêmios que gastam horas da noite, reclamando da falta de programação interessante na cidade. O Garage Sounds é praticamente um presente e um respiro da mesmice que sempre acabamos caindo em Fortaleza. O festival se consolidou como o maior evento de música independente do Nordeste e está entre os mais importantes do Brasil.

O Garage Sounds, chega para fortalecer o lançamento de tendências e novos artistas locais e nacionais, além de abrir espaço e servir de vitrine aos músicos e bandas que lutam por um espaço no mercado tão concorrido, como o musical.
Depois do sucesso da primeira edição realizada em janeiro deste ano, ele chega à segunda etapa, ainda mais forte.

A edição 2017.2 está marcada para o dia 8 de julho e os ingressos já estão disponíveis nas lojas Clikks Eyewear (Shopping Iguatemi, Shopping Riomar, Shopping Benfica, Shopping Parangaba), loja Bronx Street Culture – Galeria Pedro Jorge (Centro) e pelo site www.ingressando.com.br.

Serão montados cinco palcos na Praça Verde do Dragão do Mar, por onde vão passar mais de 60 atrações que se apresentam durante 12 horas de festa.

Garage Sounds -Line-up

Garage Sounds -Line-up

SERVIÇOS:
Data: 08 de Julho
Local: Praça Verde do Dragão do Mar
Horário: 14h
Ingressos: R$50,00 (meia) | R$55,00 + Livro (meia social)
Pontos de venda: Lojas Clikks Eyewear (Shopping Iguatemi, Shopping Riomar, Shopping Benfica, Shopping Parangaba), loja Bronx Street Culture – Galeria Pedro Jorge (Centro)
Venda Online já disponível: www.ingressando.com.br
Informações: www.garagesounds.com.br

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A 2ª edição do Garage Sounds, foi a ponte perfeita entre a nostalgia e as novas experiências

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

10 de julho de 2017

Fomos conferir a segunda edição do Garage Sounds e fizemos um convite muito especial ao Multifacetado Caike Falcão (músico e produtor), para nos acompanhar nessa jornada de 12 horas de música, então, hoje contaremos juntos, tudo que rolou por lá.

Com 1 palco e 20 bandas a mais do que a primeira edição, o festival Garage Sounds, vem se consolidando e conquistando os corações rockeiros de Fortaleza.

Uma das coisas que mais chamou atenção, para além da programação incrível e da boa organização, foi a variedade de estilos propostos e como todos eles dialogaram bem entre si, tornando muito fácil se sentir a vontade pra transitar por shows, que normalmente você não assistiria e ainda se permitir gostar.

O formato europeu, de shows rolando durante à tarde, simultaneamente, é muito legal, o público gosta, mas ainda não compra a ideia, e prefere chegar mais tarde. Vacilo. Jack The Joker (2 discos), e Thrunda (17 anos de estrada, e shows internacionais na bagagem) foram as duas primeiras a se apresentarem, palcos Vale a pena ouvir de novo, e palco Hey Ho, respectivamente. Na sequência, às 15h, a banda Sundogs deu o pontapé inicial no palco Granada Discos. A rapaziada veio de sobral mostrar um som pautado pelo grunge. A apresentação foi bem coerente e segura.

The Acez

The Acez (Foto:Mayara Kiwi)

Às 15h30, a The Acez estreou o palco Garage Sounds. Eles foram selecionados através do concurso que aconteceu pela internet, assim como a Shay Melo, segunda a se apresentar no mesmo palco. Mas ainda falando sobre os meninos da The Acez, a influência de Beatles é bem visível, tanto no visual quanto no som. Para muita gente, a banda acabou sendo uma das descobertas locais, mais interessantes do festival. Os moleques fazem bem o que se propõem a fazer.

O entardecer ficou por conta da Dance Of Days, banda que já tem uma boa relação com Fortaleza e que muita gente estava ansiosa para rever. Foi realmente bonito de assistir a interação da banda com o público, todo mundo cantando as músicas, sorrindo e sem querer nem piscar, pra não perder nenhum momento do show. Conversamos com Adriano Parussulo (baixista) e José Santos (baterista), que contaram algumas curiosidades dos bastidores da banda e histórias que eu realmente adoraria contar pra vocês, mas ainda não vai ser agora. (aaaaaaah)

Dance Of Days

Dance Of Days (Foto:Mayara Kiwi)

É bem difícil conseguir falar de todo mundo que nós gostaríamos de falar, afinal são mais de 60 bandas e muita gente fazendo um trabalho muito bom e cheio de peculiaridades. Mas vale dar um destaque para a Indiada Buena, banda que vem se mostrando uma queridinha do público de Fortaleza e uma parceira de várias outras bandas locais. A galera da Inerve, realmente ganhou pelo som e conseguiu prender a atenção de quem passava pelo palco, assim como as meninas da The Knickers, que mostraram que lugar de mulher é onde ela quiser e no caso delas, é no rock’n’roll.

Rocca

Rocca (Foto:Mayara Kiwi)

Uma das maiores surpresas foi o show da Rockbitez, que é famosa por tocar covers na noite de Fortaleza, mas apresentou um show autoral muito conciso. Ficamos muito felizes em ver que eles estão tocando suas próprias músicas. (Sejam bem-vindos ao mundo autoral, rapazes!). Quase no mesmo horário, do outro lado, a banda Rocca Vegas, que vai entrar em turnê por São Paulo, apresentou músicas do novo disco, que está sendo produzido por Leo Ramos (Supercombo) e será lançado em breve. O show dos caras é animal, total domínio do palco; conseguem interagir com quem está assistindo e isso deixa o show bem dinâmico.

Rockbitez

Rockbitez (Foto:Mayara Kiwi)

 

Esse horário das 20h foi muito corrido. Nessa mesma faixa, a Zimbra, grupo de Santos que veio à Fortaleza pela segunda vez, tocava no palco Garage Sounds. A banda tocou hit atrás de hit, e o público respondia cantando em alto e bom som, o show inteiro. É lindo ver uma banda relativamente nova, chegando assim, na boca de várias pessoas, do outro lado do país.

Depois da Zimbra, a Fresno entrou com um show cheio de nostalgia. A frase que mais ouvimos sobre o show deles foi “Lembrei dos meus 15 anos”. Não sei quão bom isso pode ser. Mas deve ser legal, de alguma forma, afinal, a banda fez parte da trilha sonora da vida de muita gente, né?! Foi um show daqueles de cantar de olhos fechados.

Fresno

Fresno (Foto:Mayara Kiwi)

Deixando tudo um pouco menos bonitinho, a banda D.F.C. (DF), deu de presente para o público, uma roda punk enorme e um som pesado e direto ao ponto. Sem dúvida um dos melhores shows da noite, sem falar que os caras são protagonistas de muita história, porque se manter em atividade desde 1993, sem perder o feeling, não é pra qualquer um.

D.F.C.

D.F.C. (Foto: Mayara Kiwi)

O ponto alto da noite, sem dúvida, foi o show do Dead Fish, o último da noite, fechando o festival. Não teve uma música que não foi cantada em coro. O público idolatra e respeita a banda, mas para alguns a banda parece não retribuir.

Além dos shows, havia uma galeria com venda de comida, bebida, merchandising de bandas, tudo a preço acessível. A camisa do festival saia por 20 reais e é uma bela lembrança, Assim como os copos do festival, uma ação que estimulava a reutilização, diminuindo a produção de lixo. Caberiam também, outras ações dentro do festival, pois, veja bem, são 5 palcos e 12h de banda tocando. Talvez fosse legal ter algum outro entretenimento para dar uma aliviada nos ouvidos. Fica a dica para o próximo, produção!