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A volta da boemia

por Mayara Kiwi

fortaleza

Com proposta multicultural, Selvagem ArtMix Festival confirma Raimundos e Baiana System em Fortaleza

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

15 de setembro de 2017

Música, teatro, dança, arte de rua, tudo no mesmo lugar, do pôr do sol ao amanhecer. Essa é a proposta do Selvagem ArtMix Festival, evento que estreia no próximo dia 2 de dezembro.

O festival nasce com a premissa de ressaltar o lado selvagem da vida. É um convite para encarar com muita garra o dia a dia na selva de pedra, viver a cidade e a cultura urbana ao máximo e ainda se conectar com as raízes, de onde tiramos personalidade, inspiração e criatividade. (E porque não aproveitar e beber uma catuaba geladinha, né?! )

Foto: Divulgação

O mix de referências se reflete na programação, que convida a uma mistura de experiências nessa virada multicultural. São shows de grandes nomes da música nacional, de nomes fortes da música cearense e apresentações de teatro, dança e grafite ao vivo.

“A ideia do Selvagem ArtMix é acontecer em várias cidades. Além de Fortaleza, em dezembro, vamos fazer em novembro no Rio de Janeiro, dentro do espaço Vivo Rio”, comenta Maurílio Fernandes, da Empire, que assina o evento.

Baiana System (foto: Divulgação)

Estrutura
O Selvagem ArtMix Festival conta com dois palcos, o Selvagem (para atrações nacionais) e o ArtMix (para as locais), além de espaço dedicado a food trucks de cardápio variado. O local será anunciado em breve.

Programação

Todo o line-up do festival está fechado, e duas atrações já foram divulgadas. BaianaSystem, grupo que busca ressignificar a sonoridade da música urbana produzida na Bahia – sob a influência dos sound systems, eles se utilizam do conceito de sistema como forma de amplificar não só o som, mas a essência das tradições populares.

E Raimundos, clássico do rock nacional com 20 anos de estrada que traz a turnê comemorativa com 20 hits escolhidos pelos fãs pela internet e músicas do trabalho mais recente, “Cantigas de Garagem”. Segundo Canisso, “o novo show é uma tentativa de contar essa história, são 20 anos de rock, uma dezena de discos, reggae, ska, forró, HC, pauleira, baladas, escolhidas a dedo pra galera pular muito e cantar junto, soltar os bichos. Festa do rock, pra quem aprecia e pra quem quer conhecer. Uma coisa é certa, difícil é ficar parado!”.

A produção do festival ainda não confirmou o local do evento e maiores informações sobre ingressos e pontos de vendas.

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Em apresentação gratuita, Lidia Maria lança música inédita no projeto Curta São Luiz

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

12 de setembro de 2017

A cantora Lidia Maria chega ao projeto Curta São Luiz nessa quarta-feira13 de setembro, a partir das 12h30, para apresentar uma versão pocket do show Por inteiro, com músicas que mostram os diferentes pedaços da sua trajetória. Seja no pop ou no samba, no forró ou no carnaval, o denominador comum é a própria artista e a maneira natural como ela passeia por todos eles. Entre composições do primeiro CD Alma Leve, o repertório também faz um passeio por interpretações do Pessoal do Ceará, geração de artista como Fagner, Ednardo e Belchior, que influenciam diretamente o seu trabalho.

Lidia Maria  (Foto: Pedro Martins)

Lidia Maria (Foto: Pedro Martins)

A apresentação no Curta São Luiz, que é gratuita, vai contar com a participação de Alex Ramon, na guitarra e no violão, e de Jefferson Portela, na percussão e programações. Na ocasião, Lidia Maria vai apresentar uma música inédita, intitulada Saiam das Suas Casas, que faz uma reflexão sobre a tecnologia e o uso excessivo das redes sociais. Além disso, o show Por Inteiro é um olhar mais profundo da cantora sobre si mesma, mais festivo, mas sem deixar de ser melodioso. Violão e bandolim não poderiam ficar de fora, pois completam a sua identidade e atendem ao apelo do público, que sempre insistiu que ela tocasse nas apresentações.

Sobre a artista
Lidia Maria é cantora e compositora de Fortaleza. Em 2013, lançou o elogiado álbum autoral Alma Leve conquistando premiações, show no exterior, aparições na Globo e Globo News, músicas em rádios, videoclipe na TV e o reconhecimento do público e da crítica. Nesse novo momento, ela deseja continuar sua trajetória para alcançar outros públicos e lugares, dessa vez mostrando a sua alma de artista por inteiro.

 

 SERVIÇO

Projeto Curta São Luiz: Lidia Maria – Por Inteiro

Dia: 13/09/2017 – quarta-feira

Horário: 12h30

Local: Hall do Cineteatro São Luiz (Foyer)

Classificação: livre

Duração: 50 minutos

Entrada gratuita

 

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Ziriguidum, festa de música brasileira em vinil, acontecerá na véspera de feriado

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

05 de setembro de 2017

Depois de duas edições na Praça dos Leões, sendo uma no centro cultural Home Less e outra no Lion’s Bar, a Ziriguidum, festa de música brasileira em vinil, vai à sua terceira edição nesta quarta-feira, véspera de feriado, no Mambembe – Comida e Outras Artes, na Praia de Iracema. O tema desta edição, “Como O Diabo Gosta”, é referência direta à música de mesmo nome de Belchior (“E a única forma que pode ser norma, é nenhuma regra ter, é nunca fazer nada que o mestre mandar. Sempre desobedecer, nunca reverenciar”), enaltecendo o compositor cearense e o hedonismo e repudiando o ufanismo, em ocasião do feriado de 7 de setembro.

Ziriguidum

Flyer da festa Ziriguidum

A festa, idealizada por Diego Penaforte, visa esquentar as pistas, resgatando e difundindo a vasta diversidade e riqueza, da música brasileira através dos discos de vinil e será comandado pelos DJ’s Alan Morais, Tomé e Selektah Diego, que prometem proporcionar ao público alencarino uma experiência sonora única, girando clássicos e obscuridades do carimbó, rock, black music, samba-rock, afro-brasilidades, brega, forró, entre outros ritmos.

DJ1
DJ2
DJ3

 

SERVIÇO:
Ziriguidum #3 – Como O Diabo Gosta
Quarta-feira, 6 de setembro, véspera de feriado
A partir das 22h
Mambembe – Rua dos Tabajaras, 368, Praia de Iracema
Ingressos:
R$10 (Meia – Confirmar presença no evento também garante meia)
R$15 + 1Kg de alimento não perecível (Solidária – Ganha 1 Caipirinha Fogo Santo)
R$20 (Inteira)
Aceita cartões de crédito e débito na bilheteria e no bar

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Zéis lança seu primeiro disco solo e pode ter certeza que você vai gostar de ouvir

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

29 de agosto de 2017

Zéis é frontman da banda Capotes Pretos na Terra Marfim, atua na cena teatral de Fortaleza como ator, preparador vocal e em trilhas sonoras, mas, até agora, ainda não tinha um trabalho para chamar de seu. Em abril de 2016, o músico reuniu canções, conceitos e ideias e entrou em estúdio, em um trabalho que levaria cerca de um ano para ser concluído.

Com 10 faixas e participações especiais de Lorena Nunes, Andrezão GDS e Berg Menezes, o álbum foi lançado em versão física, e chega às plataformas digitais em setembro.

Zéis - De Preto em Blue

Zéis – De Preto em Blue

“A vontade de fazer esse álbum surgiu pela necessidade que senti de produzir uma música que conversasse mais diretamente com as pessoas sobre temas que não pude falar até agora nos meus outros trabalhos. Este álbum é também um encontro meu com mundos musicais que eu não pude explorar até aqui”, conta.

Com mais peso no instrumental e nas temáticas das letras (desigualdade social, racial e violência são alguns deles), Zéis apresenta em “De Preto em Blue” uma estreia solo de um artista maduro, criativo e versátil, unindo experimentação e pegada pop em uma mistura de gêneros que vai do maracatu ao rap, do folk ao brega, sem parecer uma colcha de retalhos, tudo fazendo sentido de estar junto e tendo seu lugar.

Processo criativo e participações especiais

“De Preto em Blue” foi todo construído ao lado do produtor Igor Miná, do Mocker Studio. Juntos, encontraram timbres especiais e arranjos trabalhados em camadas e camadas de sintetizadores, guitarras e samples modificados – cada música tem uma história de bastidor, um instrumento com função reimaginada (um teclado Yamaha dos anos 90 gravado com pedais de efeito de guitarra; um surdo de bateria afinado e tocado como alfaia; uma cuíca eletrônica criada com sintetizador; samples de bateria captados em estúdio e remontados digitalmente).

“Todo trabalho solo nunca é solo de verdade. A gente sempre precisa de muito mais gente envolvida, e isso dá muito mais sentido ao trabalho”, comenta.

Para a missão, Zéis contou com as participações da cantora Lorena Nunes, com quem divide os vocais na bela “Vai Ter Carnaval”; do rapper Andrezão GDS, que solta o verbo em “Retrovisor”; do baterista Artur Guidugli, dos Capotes Pretos; de Berg Menezes nos synths de “Sopro Vital”; e de Gigi Castro e Jânio Florêncio, parceiros nas composições “Sopro Vital” e “Vai Ter Carnaval”, respectivamente.

 

Outras plataformas

A versão digital do disco vai ser disponibilizada nas plataformas digitais de streaming e download como Spotify, Deezer, Apple Music e Google Play durante o mês de setembro, pelo selo Mocker Discos e distribuição via Tratore.

Sobre Zéis

Moisés Filipe, o Zéis, é cantor e compositor cearense formado em música pela Universidade Federal do Ceará. À frente dos Capotes Pretos na Terra Marfim, lançou o álbum homônimo à banda em 2015 e o EP “A Casa” em 2013. Tocou nos principais festivais de música de Fortaleza, como Maloca Dragão, Mostra Petrúcio Maia, Feira da Música, Conecta, Festival UFC de Cultura, Manifesta e Grito Rock. Estreou o show solo em dezembro de 2016 em formato trio, assumindo o baixo e utilizando samples ao vivo. É atuante no cenário teatral da cidade como ator, preparador vocal e compondo sonoplastias para espetáculos.

Canal no Youtube

Um bônus pra quem quer ver um pouco de como foi o processo de produção do disco, no canal do Zéis, você pode encontrar vários vídeos que formam uma espécie de linha do tempo, mostrando a construção do álbum e é claro, clipes e vídeos do artista. Vale a pena, assistir!

Para conhecer e acessar:

Facebook: http://www.facebook.com/zeisfanpageoficial

YouTube: http://www.youtube.com/c/zeisoficial

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O Barbarians Pub vem conquistando o coração dos boêmios do Benfica

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

21 de agosto de 2017

​A volta da boemia, inquieta como sempre, ouviu rumores de um novo pub no ​bairro Benfica e é claro, não iria perder essa por nada. Fomos lá conhecer e já adiantamos, todos deveriam ir também.

Com uma proposta inovadora e ​​tra​n​sformadora para o espaço onde está inserido, o Barbarians nasce​u​ no dia 21 de julho, com a missão de resgatar o conceito de Pub, na sua mais pura essência e faz isso com muito estilo e bom gosto. Quem costuma frequentar o bairro, sabe da carência, que existe em relação a um entretenimento, que traga um frescor de coisa nova e proporcione uma experiência diferente do usual e exaustivo.

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coxinhas de frango ao molho barbecue
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É impossível entrar no bar e não se atentar para a decoração, cheia de camisas de time​s​ assinadas por jogadores, balcão de madeira, bandeiras e troféus de Rugby. Os sócios Pedro Melo e Fernando Saraiva, além de fãs do Ferroviário, (Viva o ferrim!!), também jogam​ Rugby pelo time Asa Branca.

Junto das opções de cervejas puro malte, escuras, ipas, chopps, shots ou cachacinhas, o freguês pode escolher alguns petiscos, como as suculentas coxinhas de frango acompanhadas por molho barbecue ou quem sabe uma porção de batata frita com cheddar e bacon.  Das cervejas especiais, provamos a Hopsession Session, uma Ipa da 5 elementos, que é a primeira cervejaria artesanal do Ceará, e nos surpreendemos com o aroma delicioso e o sabor leve e agradável que ela tem. É uma boa pedida.

 Hopsession Session, uma Ipa da 5 elementos

Hopsession Session, uma Ipa da 5 elementos

Além de tudo isso, você pode assistir aos jogos, ouvir uma música incrível, ser muito bem atendido e pagar um preço nada assustador. Realmente, tiramos o nosso chapéu para o Barbarians Pub, que trouxe a qualidade e a experiência diferenciada que faltava no Benfica. Sejam bem vindos!

 

 

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“Cada show que eu faço é uma tesourada no juízo”, diz Totonho em sua segunda vinda a Fortaleza.

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

07 de agosto de 2017

O final de semana foi cheio de encontros calorosos e música boa.  A volta da Boemia,  como era de se esperar, foi ao Amici’s bar prestigiar o trabalho de duas bandas incríveis, que além de colocar todo mundo pra dançar, levantam várias reflexões importantes sobre o momento em que vivemos, nos conduzindo a um entendimento totalmente diferenciado e não obvio, sobre tudo que nos rodeia. Aproveitamos então, para contar pra vocês um pouco sobre Emerson Bastos e o Jardim de acordes e sobre a banda paraibana Totonho e os Cabra.

Foto: Willian Ferreira

Foto: Willian Ferreira

Emerson Bastos e o Jardim de Acordes é uma banda totalmente lúdica, cheia de encantamentos, poesia e critica. É rica em pluralidade sonora e com certeza já arrancou ou vai acabar te arrancando algum suspiro ou pensamento inesperado e totalmente fora da caixa. Trata-se de um espetáculo completo, conduzido por artistas que se mostram muito felizes por fazer o que se propõe e isso é um diferencial visível, que faz com que o público se sinta parte do show, dando-lhes a sensação de estar também em cima do palco, celebrando e fazendo parte de uma grande festa. “Relacionamentos Afetivos Romanticamente Políticos” é um show e também um álbum, que nasce com o intuito de questionar os arcaicos costumes da sociedade moderna, chamando atenção para si através de uma estética afável, porém, contendo uma sútil provocação e um convite a subversão do status quo.

Foto: Willian Ferreira

Foto: Willian Ferreira


Para conhecer o som da banda:

 

Totonho e os Cabra (PB) 

Foto: A volta Da Boemia

Foto: A volta Da Boemia

É uma daquelas bandas que tem uma chama a mais e que se espalha feito brasa atingindo o coração de quem se aproxima. Uns chamam de feeling, outros atribuem ao bom introrsamento dos músicos, mas o que realmente importa, é que é tudo tão envolvente, que você não quer sair de perto, porque sabe que algo está prestes a acontecer. É poesia regional, com um som provocante, marcado por uma narrativa que nos aproxima da banda e faz entender que tem sim, gente nesse mundo. O som é tão refrescante quanto um banho de mar, no calor do meio dia, de um céu sem nuvem. Música pra dançar, cantar de olho fechado, pular e sair de alma renovada.

Foto: A volta Da Boemia

Foto: A volta Da Boemia

Batemos um papo com Totonho, que nos contou um pouco sobre suas passagens pelo Ceará e motivações. Confira:

A Volta Da Boemia: Essa é a segunda vez que vocês tocam na capital. Além de Fortaleza, vocês já fizeram alguma passagem por outros cantos do Ceará?

Totonho: A primeira vez que toquei em Fortaleza foi no ano passado, no interior já toco a muito tempo. No Crato, Barbalha, Nova Olinda… Em fortaleza é a segunda vez, mas é um lugar que gostaria de sempre ter vindo. É a esquina do oceano,  um lugar importante pra música popular brasileira e esse lugar saber que você existe, é um marco pra quem é compositor no nordeste, isso é indiscutível. Eu fico cada vez mais feliz quando as pessoas fazem um esforço descomunal pra levar uma música, que é fora do eixo, fora do sistema geral, pra ocupar os espaços, como nós ocupamos. Música e arte, são pra tirar as coisas do lugar, sabe?!

A Volta Da Boemia: As duas faces, do artista e da pessoa antes mesmo de ser artista, em algum momento se confundem?

Totonho: A música não é só sobre ganhar o dinheiro, que vai te sustentar, eu não sou artista 24h por dia, eu tenho muitas outras coisas pra fazer na minha vida, sou artista quando eu estou no palco, quando eu to componho, quando faço música, depois disso, eu sou um cidadão comum e tenho muita responsabilidades e deveres como qualquer outra pessoa.

A Volta Da Boemia:  Existiu um instante em que ficou claro o seu papel com artista?

Totonho: Aconteceu algo muito incrível comigo, eu fui compositor durante 7 anos, em João Pessoa, depois disso eu me formei em pedagogia, fui morar no Rio e  fui parar na sala de aula, porque me bateu uma crise, achando que o Brasil precisava mais de professores, do que de artistas. O brasil tem artista pra caral***. Eu passei 15 anos em sala de aula, até que Geraldo Azevedo, que era presidente da ONG, exigiu que eu fosse embora, que eu fosse correr atrás da minha música. Ele me incentivou e eu fui. O significado é um pouco disso, de que arte também é pra educar, no contexto que eu entendo, como Chico Science também entendeu. Acho que a música nordestina tem que vir com uma responsabilidade e não só fazer poesia ou fazer graça com as questões sociais. Precisa ser um pouco atuante. O que eu faço hoje em dia é uma obra de arte de resistência, em que me caiba e caiba a minha diferença e a de todos.

A Volta Da Boemia: O que guia o seu pensamento e ativismo?

Totonho:
Acho que a sociedade precisa de pessoas, que possam ajudar o povo estranho que somos e que também possam ajudar a conduzir, nos caminhos tortuosos, que a gente sempre escolhe. A arte serve pra isso, pra tirar as coisas do lugar, tirar o olhar olhar central e trazer pra periferia dos assuntos. A paixão é porra nenhuma, foda é a periferia da paixão. Cada pequeno show que eu faço é uma tesourada no juízo.

A Volta Da Boemia: Você acredita na música como algo descentralizado, né?! Fala um pouco sobre a proposta de deixar suas músicas à disposição de outros artistas. 

Totonho: Eu sou um dos poucos artistas brasileiros que trabalha com o modelo Creative Commons. Qualquer pessoa pode pegar minha música e colocar outra melodia, qualquer pessoa pode pegar minha melodia e colocar outra letra, pode pegar minha letra e colocar outras partes. A única coisa que não pode, é dizer que eu não tenho nada a ver com isso. Eu tenho coragem, porque eu tenho obra e obra é pra ser mexida, não é pra servir como forma de encantamento. Tem que bulir com as mãos, se não ela fica uma coisa sonsa, de indústria, coisa de pessoas que acham que a selfie é mais importante do que o som.


Para conhecer o som da banda:

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A 2ª edição do Garage Sounds, foi a ponte perfeita entre a nostalgia e as novas experiências

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

10 de julho de 2017

Fomos conferir a segunda edição do Garage Sounds e fizemos um convite muito especial ao Multifacetado Caike Falcão (músico e produtor), para nos acompanhar nessa jornada de 12 horas de música, então, hoje contaremos juntos, tudo que rolou por lá.

Com 1 palco e 20 bandas a mais do que a primeira edição, o festival Garage Sounds, vem se consolidando e conquistando os corações rockeiros de Fortaleza.

Uma das coisas que mais chamou atenção, para além da programação incrível e da boa organização, foi a variedade de estilos propostos e como todos eles dialogaram bem entre si, tornando muito fácil se sentir a vontade pra transitar por shows, que normalmente você não assistiria e ainda se permitir gostar.

O formato europeu, de shows rolando durante à tarde, simultaneamente, é muito legal, o público gosta, mas ainda não compra a ideia, e prefere chegar mais tarde. Vacilo. Jack The Joker (2 discos), e Thrunda (17 anos de estrada, e shows internacionais na bagagem) foram as duas primeiras a se apresentarem, palcos Vale a pena ouvir de novo, e palco Hey Ho, respectivamente. Na sequência, às 15h, a banda Sundogs deu o pontapé inicial no palco Granada Discos. A rapaziada veio de sobral mostrar um som pautado pelo grunge. A apresentação foi bem coerente e segura.

The Acez

The Acez (Foto:Mayara Kiwi)

Às 15h30, a The Acez estreou o palco Garage Sounds. Eles foram selecionados através do concurso que aconteceu pela internet, assim como a Shay Melo, segunda a se apresentar no mesmo palco. Mas ainda falando sobre os meninos da The Acez, a influência de Beatles é bem visível, tanto no visual quanto no som. Para muita gente, a banda acabou sendo uma das descobertas locais, mais interessantes do festival. Os moleques fazem bem o que se propõem a fazer.

O entardecer ficou por conta da Dance Of Days, banda que já tem uma boa relação com Fortaleza e que muita gente estava ansiosa para rever. Foi realmente bonito de assistir a interação da banda com o público, todo mundo cantando as músicas, sorrindo e sem querer nem piscar, pra não perder nenhum momento do show. Conversamos com Adriano Parussulo (baixista) e José Santos (baterista), que contaram algumas curiosidades dos bastidores da banda e histórias que eu realmente adoraria contar pra vocês, mas ainda não vai ser agora. (aaaaaaah)

Dance Of Days

Dance Of Days (Foto:Mayara Kiwi)

É bem difícil conseguir falar de todo mundo que nós gostaríamos de falar, afinal são mais de 60 bandas e muita gente fazendo um trabalho muito bom e cheio de peculiaridades. Mas vale dar um destaque para a Indiada Buena, banda que vem se mostrando uma queridinha do público de Fortaleza e uma parceira de várias outras bandas locais. A galera da Inerve, realmente ganhou pelo som e conseguiu prender a atenção de quem passava pelo palco, assim como as meninas da The Knickers, que mostraram que lugar de mulher é onde ela quiser e no caso delas, é no rock’n’roll.

Rocca

Rocca (Foto:Mayara Kiwi)

Uma das maiores surpresas foi o show da Rockbitez, que é famosa por tocar covers na noite de Fortaleza, mas apresentou um show autoral muito conciso. Ficamos muito felizes em ver que eles estão tocando suas próprias músicas. (Sejam bem-vindos ao mundo autoral, rapazes!). Quase no mesmo horário, do outro lado, a banda Rocca Vegas, que vai entrar em turnê por São Paulo, apresentou músicas do novo disco, que está sendo produzido por Leo Ramos (Supercombo) e será lançado em breve. O show dos caras é animal, total domínio do palco; conseguem interagir com quem está assistindo e isso deixa o show bem dinâmico.

Rockbitez

Rockbitez (Foto:Mayara Kiwi)

 

Esse horário das 20h foi muito corrido. Nessa mesma faixa, a Zimbra, grupo de Santos que veio à Fortaleza pela segunda vez, tocava no palco Garage Sounds. A banda tocou hit atrás de hit, e o público respondia cantando em alto e bom som, o show inteiro. É lindo ver uma banda relativamente nova, chegando assim, na boca de várias pessoas, do outro lado do país.

Depois da Zimbra, a Fresno entrou com um show cheio de nostalgia. A frase que mais ouvimos sobre o show deles foi “Lembrei dos meus 15 anos”. Não sei quão bom isso pode ser. Mas deve ser legal, de alguma forma, afinal, a banda fez parte da trilha sonora da vida de muita gente, né?! Foi um show daqueles de cantar de olhos fechados.

Fresno

Fresno (Foto:Mayara Kiwi)

Deixando tudo um pouco menos bonitinho, a banda D.F.C. (DF), deu de presente para o público, uma roda punk enorme e um som pesado e direto ao ponto. Sem dúvida um dos melhores shows da noite, sem falar que os caras são protagonistas de muita história, porque se manter em atividade desde 1993, sem perder o feeling, não é pra qualquer um.

D.F.C.

D.F.C. (Foto: Mayara Kiwi)

O ponto alto da noite, sem dúvida, foi o show do Dead Fish, o último da noite, fechando o festival. Não teve uma música que não foi cantada em coro. O público idolatra e respeita a banda, mas para alguns a banda parece não retribuir.

Além dos shows, havia uma galeria com venda de comida, bebida, merchandising de bandas, tudo a preço acessível. A camisa do festival saia por 20 reais e é uma bela lembrança, Assim como os copos do festival, uma ação que estimulava a reutilização, diminuindo a produção de lixo. Caberiam também, outras ações dentro do festival, pois, veja bem, são 5 palcos e 12h de banda tocando. Talvez fosse legal ter algum outro entretenimento para dar uma aliviada nos ouvidos. Fica a dica para o próximo, produção!

 

 

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Mostra de Música Instrumental contará com shows gratuitos e oficinas

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

23 de junho de 2017

Os amantes de música instrumental que se preparem. De hoje a domingo, a CAIXA Cultural Fortaleza apresenta o festival de música instrumental Afônico, com programação formada por palestras, oficinas, performances e shows. O evento conta ainda com trabalhos de vídeo mapping e projeções que acompanham as músicas durante as apresentações, num espetáculo de som e luz que já se tornou característico do projeto.

 Criado em 2016 como parte da programação paralela do Festival Ponto.CE, Afônico aproxima a música instrumental do público ao colocar no palco artistas com novas propostas estéticas, que adicionam gêneros como rock, música eletrônica e surf music.

Atrações da Mostra Afônica

Atrações da Mostra de música instrumental Afônico.

As atrações

A programação da segunda edição do Afônico é totalmente gratuita e vai reunir músicos e fãs dos gêneros instrumental e experimental. Na sexta-feira, 23, a partir das 15 horas, o festival dá início a programação de formação com duas oficinas: Introdução às Plataformas Digitais em Música, com o selo Banana Records, e Preparação para a Ação Descarto-me em Coro, uma atividade que antecipa a performance homônima da cearense Natália Coehl.

 Em seguida, há o show de abertura do festival com Gustavo Portela, apresentando o espetáculo experimental Banzo, a canção da saudade. No sábado, a tarde é reservada ao painel Bancarrota – Encontro de Selos e Bandas Independentes, que vai reunir artistas, coletivos e produtores para troca de experiências e networking. A programação musical começa às 18 horas, com Chacomdega, e segue até as 21h30, com Invisível, Casa do Blues Guitar Experience e Ccoma (RS). A performance deste dia fica por conta de Dyego Stefann, com O Nascimento do Homem.

No domingo, a programação começa às 17 horas, com Eric Barbosa e, na sequência, tem Camarones Orquestra Guitarrística (RN), Lilt e Catatau e o Instrumental. A Performance Cererê, do grupo No Barraco da Constância Tem!, completa as atrações.

Confira a programação completa:

 Sexta, 23/6

15h – Oficina Introdução às Plataformas Digitais em Música, com Banana Records

17h – Oficina Preparação para a Ação Descarto-me em Coro – Natálica Coehl

19h – Performance : Descarto-me em Coro – Natália Coehl

20h – Gustavo Portela – Show: Banzo – A Canção da Saudade

Sábado, 24/6

15h – Painel Bancarrota – Encontro de Selos e Bandas Independentes, com mediação

de Mocker Discos

18h00 – Chacomdega

18h50 – Casa do Blues Guitar Experience

18:50 – Performance: O Nascimento do Homem – Dyego Stefann

19h40 – Invisível

20h30 – Ccoma (RS)

Domingo, 25/6

17h – Eric Barbosa

17h40 – Camarones Orquestra Guitarrística (RN)

17h40 – Performance: Cererê – No Barraco da Constância tem!

18h30 – Lilt

19h20 – Catatau e o Instrumental

Serviço:

Música: Afônico – Mostra de Música Instrumental do Festival Ponto.CE

Local: CAIXA Cultural Fortaleza

Endereço: Av. Pessoa Anta, 287, Praia de Iracema

Data: 23, 24 e 25 de junho de 2017

Horários e Classificação indicativa: consultar programação

Entrada solidária (sujeita à lotação do teatro)

Serão recolhidas doações de alimentos não-perecíveis para a Fundação Maria de Nazaré. A doação não é obrigatória para ter acesso às atividades.

Acesso para pessoas com deficiência e assentos especiais

Informações gerais | Bilheteria da CAIXA Cultural Fortaleza:
(85) 3453-2770

 

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“Eu não faço do palco um palanque”, diz Tico Santa Cruz em sua passagem pelo Ceará.

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

29 de maio de 2017

O músico e vocalista da banda Detonautas, Tico Santa Cruz, fez uma passagem pelo Ceará, para fazer duas apresentações, uma em Fortaleza e outra em Juazeiro do Norte. Nós fomos ao Let’s Go Bar, conferir um dos shows, que foi cheio de influências do rock nacional e internacional. O repertório foi desde Cazuza e Legião Urbana até Rage Against The Machine, uma banda da Califórnia.

No palco, ele ainda afirmou ter vindo recentemente ao Ceará, mas que infelizmente não deu para tocar. “Estava louco para fazer um show aqui”, disse Tico. Após o show, ele recebeu os fãs no camarim, tirou fotos e ainda dividiu o palco com as duas bandas locais que tocaram na mesma noite.

Tico Santa Cruz

Tico Santa Cruz (Foto: Mayara Kiwi)

Nas redes sociais, o artista comenta: “Voltando pro Rio de Janeiro depois de dois shows maravilhosos no meu amado Nordeste. Obrigado Fortaleza e Juazeiro do Norte.”.

Confira o papo que batemos com o músico:

Você acredita na música como ferramenta transformadora de cenários e espaços?
Tico Santa Cruz: Acredito que a música mexe muito com a sensibilidade das pessoas, ela tem uma carga emocional muito grande com relação ao momento e ao estado de espírito que a pessoa está no momento. Uma música pode atingir você de várias formas diferentes. Eu me lembro muito, que nos anos 90, quando eu era moleque e estava correndo atrás dos meus sonhos, eu ouvia algumas coisas do Charlie Brown Jr e tinham músicas que me incentivavam a querer lutar e seguir acreditando no meu trabalho, mas ao mesmo tempo, ouvia várias músicas do R.E.M, que nos momentos de “bad“, me confortaram e me deram uma sensação de amor, de carinho, de me sentir confortável novamente. Eu vejo que o Detonautas tem essa coisa com os fãs, com as letras e tudo mais, que mexe muito com essa coisa da transformação da pessoa. Tem muita gente que está passando por um momento difícil e vai encontrar na música um canal, uma ligação pra poder transformar alguma coisa na própria vida.

E sobre os seus projetos atuais?
Tico Santa Cruz: O Detonautas está lançando um disco agora em julho, um disco totalmente inesperado, porque a gente apontou pra um outro lado completamente diferente do que foi o álbum anterior. Paralelo ao Detonautas, eu faço esses shows com bandas locais, onde eu mostro minhas influências, bandas que eu gosto, os artistas que gosto de cantar e misturo com algumas coisas dos Detonautas. Extra isso tudo, tem um livro infantil, que vou lançar esse ano. É a primeira vez que escrevo para crianças. Tenho as atividades relacionadas ao meu ativismo, que eu procuro exercer de maneira bem responsável e bem atuante também. Então são muitas frentes que eu trabalho paralelo ao Detonautas e que eu acho que no final das contas tudo vai se conectar.

Existe uma conexão do seu ativismo com a sua música?
Tico Santa Cruz: Como no Brasil o debate político, ainda é algo muito raso e muito sujo, no sentido de poluído, as pessoas confundem bastante minha posição pessoal com o meu trabalho com a banda, entende?! Meu trabalho com a banda é um trabalho de música, que tem também uma parte política e tudo mais, mas eu não faço do palco um palanque. Meu trabalho como ativista, aí já outra coisa. Como eu sou líder da banda e acaba que a figura do vocalista, de forma equivocada, fica muito ligada com o nome da banda, as pessoas acabam confundindo e criando ou uma simpatia ou uma antipatia por isso. Em um momento de polarização como o que estamos vivendo, isso não é muito bom pra arte, é dever da arte se envolver sim, com questões politicas, sociais, questões que dizem respeito ao que a gente vive no nosso país, porque ela tem essa função também de transformar nesse sentido.

Você veio a Fortaleza no ano passado, debater sobre a juventude negra. Pode contar pra gente um pouco mais sobre isso?
Tico Santa Cruz: Eu vim pra cá falar sobre a juventude negra, foi um evento que eu fui convidado, não pra que eu falasse sobre o exterminio da juventude negra, porque não é o meu lugar de fala. Existem pessoas que vivenciam muito mais isso na pele do que eu. A minha missão era chamar atenção pro assunto, usar um pouco do beneficio da figura publica pra chamar atenção pra uma pauta relevante. Sou branco, uma pessoa de classe média, dificilmente passo por situações como essa, embora eu tenha sido adotado na minha adolescência por uma família negra e tenha vivenciado experiências com eles e principalmente com meu irmão,  já que em todos os lugares que nós íamos, ele era revistado ou era o cara barrado nas portas da boates e das baladas. Pude olhar isso pelo meu ângulo, mas não pelo ângulo de quem é negro e de quem vive na pele, então eu só vim aqui chamar atenção pra esse assunto e acabou que fluiu bem e acho que foi bem positiva a pauta.

Algum recado para Fortaleza?
Tico Santa Cruz: A galera de Fortaleza sempre me recebe muito bem, sempre me sinto muito a vontade aqui. Realmente adoro. Sinto muita saudade de vir aqui todo ano fazer shows e estar junto com o pessoal daqui. E o recado que deixo, é que a galera fique atenta, consciente e que a gente possa de alguma maneira lutar pela nossa democracia e pelo direito de cada um ter sua opinião e acima de tudo, respeitar o posicionamento de cada pessoa e lutar pelo país, porque estamos num ciclo muito perigoso e não é positivo pra ninguém esse momento. Se a gente não se ligar que a coisa é maior do que só essa polarização aí, certamente o Brasil vai ter muita dificuldade pra voltar a um patamar de condições dignas pra pessoas, mesmo que sejam minimas, como estava acontecendo em tempos mais descentes.

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Praça Verde recebe festival de música com 60 atrações durante 12 horas de festa

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

26 de maio de 2017

Essa é especial aos boêmios que gastam horas da noite, reclamando da falta de programação interessante na cidade. O Garage Sounds é praticamente um presente e um respiro da mesmice que sempre acabamos caindo em Fortaleza. O festival se consolidou como o maior evento de música independente do Nordeste e está entre os mais importantes do Brasil.

O Garage Sounds, chega para fortalecer o lançamento de tendências e novos artistas locais e nacionais, além de abrir espaço e servir de vitrine aos músicos e bandas que lutam por um espaço no mercado tão concorrido, como o musical.
Depois do sucesso da primeira edição realizada em janeiro deste ano, ele chega à segunda etapa, ainda mais forte.

A edição 2017.2 está marcada para o dia 8 de julho e os ingressos já estão disponíveis nas lojas Clikks Eyewear (Shopping Iguatemi, Shopping Riomar, Shopping Benfica, Shopping Parangaba), loja Bronx Street Culture – Galeria Pedro Jorge (Centro) e pelo site www.ingressando.com.br.

Serão montados cinco palcos na Praça Verde do Dragão do Mar, por onde vão passar mais de 60 atrações que se apresentam durante 12 horas de festa.

Garage Sounds -Line-up

Garage Sounds -Line-up

SERVIÇOS:
Data: 08 de Julho
Local: Praça Verde do Dragão do Mar
Horário: 14h
Ingressos: R$50,00 (meia) | R$55,00 + Livro (meia social)
Pontos de venda: Lojas Clikks Eyewear (Shopping Iguatemi, Shopping Riomar, Shopping Benfica, Shopping Parangaba), loja Bronx Street Culture – Galeria Pedro Jorge (Centro)
Venda Online já disponível: www.ingressando.com.br
Informações: www.garagesounds.com.br

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Com proposta multicultural, Selvagem ArtMix Festival confirma Raimundos e Baiana System em Fortaleza

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

15 de setembro de 2017

Música, teatro, dança, arte de rua, tudo no mesmo lugar, do pôr do sol ao amanhecer. Essa é a proposta do Selvagem ArtMix Festival, evento que estreia no próximo dia 2 de dezembro.

O festival nasce com a premissa de ressaltar o lado selvagem da vida. É um convite para encarar com muita garra o dia a dia na selva de pedra, viver a cidade e a cultura urbana ao máximo e ainda se conectar com as raízes, de onde tiramos personalidade, inspiração e criatividade. (E porque não aproveitar e beber uma catuaba geladinha, né?! )

Foto: Divulgação

O mix de referências se reflete na programação, que convida a uma mistura de experiências nessa virada multicultural. São shows de grandes nomes da música nacional, de nomes fortes da música cearense e apresentações de teatro, dança e grafite ao vivo.

“A ideia do Selvagem ArtMix é acontecer em várias cidades. Além de Fortaleza, em dezembro, vamos fazer em novembro no Rio de Janeiro, dentro do espaço Vivo Rio”, comenta Maurílio Fernandes, da Empire, que assina o evento.

Baiana System (foto: Divulgação)

Estrutura
O Selvagem ArtMix Festival conta com dois palcos, o Selvagem (para atrações nacionais) e o ArtMix (para as locais), além de espaço dedicado a food trucks de cardápio variado. O local será anunciado em breve.

Programação

Todo o line-up do festival está fechado, e duas atrações já foram divulgadas. BaianaSystem, grupo que busca ressignificar a sonoridade da música urbana produzida na Bahia – sob a influência dos sound systems, eles se utilizam do conceito de sistema como forma de amplificar não só o som, mas a essência das tradições populares.

E Raimundos, clássico do rock nacional com 20 anos de estrada que traz a turnê comemorativa com 20 hits escolhidos pelos fãs pela internet e músicas do trabalho mais recente, “Cantigas de Garagem”. Segundo Canisso, “o novo show é uma tentativa de contar essa história, são 20 anos de rock, uma dezena de discos, reggae, ska, forró, HC, pauleira, baladas, escolhidas a dedo pra galera pular muito e cantar junto, soltar os bichos. Festa do rock, pra quem aprecia e pra quem quer conhecer. Uma coisa é certa, difícil é ficar parado!”.

A produção do festival ainda não confirmou o local do evento e maiores informações sobre ingressos e pontos de vendas.