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A volta da boemia

por Mayara Kiwi

“Eu não faço do palco um palanque”, diz Tico Santa Cruz em sua passagem pelo Ceará.

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

29 de maio de 2017

O músico e vocalista da banda Detonautas, Tico Santa Cruz, fez uma passagem pelo Ceará, para fazer duas apresentações, uma em Fortaleza e outra em Juazeiro do Norte. Nós fomos ao Let’s Go Bar, conferir um dos shows, que foi cheio de influências do rock nacional e internacional. O repertório foi desde Cazuza e Legião Urbana até Rage Against The Machine, uma banda da Califórnia.

No palco, ele ainda afirmou ter vindo recentemente ao Ceará, mas que infelizmente não deu para tocar. “Estava louco para fazer um show aqui”, disse Tico. Após o show, ele recebeu os fãs no camarim, tirou fotos e ainda dividiu o palco com as duas bandas locais que tocaram na mesma noite.

Tico Santa Cruz

Tico Santa Cruz (Foto: Mayara Kiwi)

Nas redes sociais, o artista comenta: “Voltando pro Rio de Janeiro depois de dois shows maravilhosos no meu amado Nordeste. Obrigado Fortaleza e Juazeiro do Norte.”.

Confira o papo que batemos com o músico:

Você acredita na música como ferramenta transformadora de cenários e espaços?
Tico Santa Cruz: Acredito que a música mexe muito com a sensibilidade das pessoas, ela tem uma carga emocional muito grande com relação ao momento e ao estado de espírito que a pessoa está no momento. Uma música pode atingir você de várias formas diferentes. Eu me lembro muito, que nos anos 90, quando eu era moleque e estava correndo atrás dos meus sonhos, eu ouvia algumas coisas do Charlie Brown Jr e tinham músicas que me incentivavam a querer lutar e seguir acreditando no meu trabalho, mas ao mesmo tempo, ouvia várias músicas do R.E.M, que nos momentos de “bad“, me confortaram e me deram uma sensação de amor, de carinho, de me sentir confortável novamente. Eu vejo que o Detonautas tem essa coisa com os fãs, com as letras e tudo mais, que mexe muito com essa coisa da transformação da pessoa. Tem muita gente que está passando por um momento difícil e vai encontrar na música um canal, uma ligação pra poder transformar alguma coisa na própria vida.

E sobre os seus projetos atuais?
Tico Santa Cruz: O Detonautas está lançando um disco agora em julho, um disco totalmente inesperado, porque a gente apontou pra um outro lado completamente diferente do que foi o álbum anterior. Paralelo ao Detonautas, eu faço esses shows com bandas locais, onde eu mostro minhas influências, bandas que eu gosto, os artistas que gosto de cantar e misturo com algumas coisas dos Detonautas. Extra isso tudo, tem um livro infantil, que vou lançar esse ano. É a primeira vez que escrevo para crianças. Tenho as atividades relacionadas ao meu ativismo, que eu procuro exercer de maneira bem responsável e bem atuante também. Então são muitas frentes que eu trabalho paralelo ao Detonautas e que eu acho que no final das contas tudo vai se conectar.

Existe uma conexão do seu ativismo com a sua música?
Tico Santa Cruz: Como no Brasil o debate político, ainda é algo muito raso e muito sujo, no sentido de poluído, as pessoas confundem bastante minha posição pessoal com o meu trabalho com a banda, entende?! Meu trabalho com a banda é um trabalho de música, que tem também uma parte política e tudo mais, mas eu não faço do palco um palanque. Meu trabalho como ativista, aí já outra coisa. Como eu sou líder da banda e acaba que a figura do vocalista, de forma equivocada, fica muito ligada com o nome da banda, as pessoas acabam confundindo e criando ou uma simpatia ou uma antipatia por isso. Em um momento de polarização como o que estamos vivendo, isso não é muito bom pra arte, é dever da arte se envolver sim, com questões politicas, sociais, questões que dizem respeito ao que a gente vive no nosso país, porque ela tem essa função também de transformar nesse sentido.

Você veio a Fortaleza no ano passado, debater sobre a juventude negra. Pode contar pra gente um pouco mais sobre isso?
Tico Santa Cruz: Eu vim pra cá falar sobre a juventude negra, foi um evento que eu fui convidado, não pra que eu falasse sobre o exterminio da juventude negra, porque não é o meu lugar de fala. Existem pessoas que vivenciam muito mais isso na pele do que eu. A minha missão era chamar atenção pro assunto, usar um pouco do beneficio da figura publica pra chamar atenção pra uma pauta relevante. Sou branco, uma pessoa de classe média, dificilmente passo por situações como essa, embora eu tenha sido adotado na minha adolescência por uma família negra e tenha vivenciado experiências com eles e principalmente com meu irmão,  já que em todos os lugares que nós íamos, ele era revistado ou era o cara barrado nas portas da boates e das baladas. Pude olhar isso pelo meu ângulo, mas não pelo ângulo de quem é negro e de quem vive na pele, então eu só vim aqui chamar atenção pra esse assunto e acabou que fluiu bem e acho que foi bem positiva a pauta.

Algum recado para Fortaleza?
Tico Santa Cruz: A galera de Fortaleza sempre me recebe muito bem, sempre me sinto muito a vontade aqui. Realmente adoro. Sinto muita saudade de vir aqui todo ano fazer shows e estar junto com o pessoal daqui. E o recado que deixo, é que a galera fique atenta, consciente e que a gente possa de alguma maneira lutar pela nossa democracia e pelo direito de cada um ter sua opinião e acima de tudo, respeitar o posicionamento de cada pessoa e lutar pelo país, porque estamos num ciclo muito perigoso e não é positivo pra ninguém esse momento. Se a gente não se ligar que a coisa é maior do que só essa polarização aí, certamente o Brasil vai ter muita dificuldade pra voltar a um patamar de condições dignas pra pessoas, mesmo que sejam minimas, como estava acontecendo em tempos mais descentes.

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Praça Verde recebe festival de música com 60 atrações durante 12 horas de festa

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

26 de maio de 2017

Essa é especial aos boêmios que gastam horas da noite, reclamando da falta de programação interessante na cidade. O Garage Sounds é praticamente um presente e um respiro da mesmice que sempre acabamos caindo em Fortaleza. O festival se consolidou como o maior evento de música independente do Nordeste e está entre os mais importantes do Brasil.

O Garage Sounds, chega para fortalecer o lançamento de tendências e novos artistas locais e nacionais, além de abrir espaço e servir de vitrine aos músicos e bandas que lutam por um espaço no mercado tão concorrido, como o musical.
Depois do sucesso da primeira edição realizada em janeiro deste ano, ele chega à segunda etapa, ainda mais forte.

A edição 2017.2 está marcada para o dia 8 de julho e os ingressos já estão disponíveis nas lojas Clikks Eyewear (Shopping Iguatemi, Shopping Riomar, Shopping Benfica, Shopping Parangaba), loja Bronx Street Culture – Galeria Pedro Jorge (Centro) e pelo site www.ingressando.com.br.

Serão montados cinco palcos na Praça Verde do Dragão do Mar, por onde vão passar mais de 60 atrações que se apresentam durante 12 horas de festa.

Garage Sounds -Line-up

Garage Sounds -Line-up

SERVIÇOS:
Data: 08 de Julho
Local: Praça Verde do Dragão do Mar
Horário: 14h
Ingressos: R$50,00 (meia) | R$55,00 + Livro (meia social)
Pontos de venda: Lojas Clikks Eyewear (Shopping Iguatemi, Shopping Riomar, Shopping Benfica, Shopping Parangaba), loja Bronx Street Culture – Galeria Pedro Jorge (Centro)
Venda Online já disponível: www.ingressando.com.br
Informações: www.garagesounds.com.br

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Tico Santa Cruz fará show em Fortaleza

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

25 de maio de 2017

Desde 2006, Tico Santa Cruz vem fazendo projetos diversos em paralelo à sua carreira com o Detonautas. Entre eles, shows com bandas de diversos lugares do Brasil, onde o repertório passa por clássicos do Rock nacional e internacional e também canções de sua banda e das bandas que o acompanham. O objetivo é fortalecer as cenas locais, dando visibilidade aos artistas que estão produzindo trabalhos autorais e que, muitas vezes, não têm espaço e nem público para apresentar sua obra.

Essa não é a primeira vez que ele vem a Fortaleza. Além de já ter vindo tocar, ano passado o músico debateu sobre a grave situação dos jovens negros no país.
Em suas redes sociais, ele anunciou o show e declarou: ” O Nordeste é só amor!”.

Tico Santa Cruz dividirá o palco com as bandas Sk85 e Ramonna. Ao que tudo indica, a noite promete muita nostalgia e sorrisos.

Tico Santa Cruz

Tico Santa Cruz (Foto: Divulgação)

SERVIÇO
Selvagem Experience apresenta: Tico Santa Cruz
Data: 26/05
Local: Lets Go
Banda de abertura: Sk85 e Ramonna

Pontos de vendas
Kangaço Rock Street / Clikks Eyewear / Mentawai / Pranchão Surf Shop /
Ingressando.com.br

PREÇOS
PISTA MEIA R$ 30,00
PISTA INTEIRA SOCIAL R$ 50,00 + 2KG DE ALIMENTOS
PISTA INTEIRA R$ 60,00

CAMAROTE MEIA OPEN BAR CATUABA SELVAGEM R$60,00
CAMAROTE INTEIRA SOCIAL R$ 80,00 + 2KG DE ALIMENTOS
CAMAROTE INTEIRA R$ 120,00

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Mundo Livre S/A dividiu o palco com duas bandas locais que você vai adorar conhecer.

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

24 de abril de 2017

Eles já perderam a conta de quantas vezes vieram pra Fortaleza, mas pra quem curte o som da banda Mundo Livre S/A, cada show é uma experiência única e cheia de energia. A banda se apresentou no último sábado (22), no Let’s Go Rock Bar, e fez um show daqueles de suar a camisa. Em outras vindas para a cidade, eles já lançaram um DVD no Centro Cultural Dragão do Mar de Arte e Cultura, participaram de edições da famosa “Farra na Casa Alheia” e já conheceram várias personalidades cearenses. Tendo tudo isso em vista, podemos dizer que eles são quase de casa, né?!

Eu e a banda Mundo livre S/A (Foto: Night in Motion)

Eu e a banda Mundo livre S/A (Foto: Night in Motion)

Fred Zero Quatro, vocalista da banda,  dividiu com a gente algumas lembranças bem legais que ele tem da nossa terrinha. Uma delas é de um show que contou com visita surpresa do cantor Manu Chao e que teve direito a participação e tudo. A banda diz sentir falta de ter uma ponte mais frequente com a cidade, que está a poucas horas de Recife.  “Aqui o pessoal gosta de cantar as músicas. A galera se empolga e canta junto mesmo, a gente adora.” afirma.

Dessa vez, quem dividiu o palco com os pernambucanos do Mundo Livre S/A foram as bandas cearenses: Emerson Bastos e o Jardim de Acordes e a banda Casa Maré. Então vale a pena falar um pouco mais sobre eles, né?!

Casa Maré

Casa Maré (Foto: Larissa Freitas)

Casa Maré (Foto: Larissa Freitas)

Casa Maré é uma banda autoral cearense, que traz um som multiculturalista, com diversas influências, incluindo bossa nova, samba, frevo, mangue beat, música latina, reggae e ska. É uma daquelas bandas que te ganha fácil e faz você dançar a noite inteira.

O “Fervura” é o segundo trabalho da Casa Maré e pode ter certeza que você vai gostar de ouvir.

Disponível para download: www.casamare.com.br

Deezer: http://bit.ly/2khFIB7

Spotify: http://spoti.fi/2kmYLfO

Youtube: http://bit.ly/2khDTnJ

Emerson Bastos e o Jardim dos Acordes

Emerson Bastos e O Jardim de Acordes (Foto: Guilherme Ricardo Lins

Emerson Bastos e O Jardim de Acordes (Foto: Guilherme Ricardo Lins

A banda transita entre o indie e o folk, misturando poesia e acordes. O primeiro disco chamado “Relacionamento afetivos romanticamente políticos” segue ganhando vida e possibilitando voos. A apresentação foi a segunda da banda, mas eles já seguem ganhando espaço e os corações alencarinos.

Disponível para download: http://www.emersonbastos.com
Soundcloud: http://bit.ly/2pYoqw4

 

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Robson Fernandez e as ilustrações que vão te fazer suspirar

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

20 de abril de 2017

É tinta, pincel, nanquim, aquarela, criatividade e feeling. Pouco a pouco, as linhas vão se sobrepondo e tomando forma. Sejam elas uma explosão de cores, que enchem nossos olhos, ou minimalistas e cheios de poesia. Eu desafio você a responder quem é que nunca se encantou por algum quadrinho compartilhado em rede social ou quem nunca se identificou com alguma ilustração que pareceu ser uma releitura dos seus sentimentos atuais. Difícil, né?!

Mas o ponto é que felizmente voltamos a exercitar nossa empatia. Todo mundo tem vontade de dividir ou externar um pouco de si, o que possibilita que uma gama de artistas incríveis, tenham espaço e gente para inspirar e para serem inspirados.

Fiz uma pequena pesquisa e diante de tantas obras maravilhosas e do fato de também ser colega de profissão, percebi que nada mais justo do que dedicar um espaço para aqueles que colorem nossos dias e deixam tudo menos cinza. Então, vamos conhecer um pouco sobre os ilustradores que nos convidam para um passeio por terras fantasiosas e olhares contemplativos. Que tal?

Robson Fernandez

 

Robson Fernandez, ilustrador

Robson Fernandez

 

Ele começou a desenhar desde muito cedo, mas apenas em 2014 começou a trabalhar profissionalmente com ilustração. Foi aí que criou uma página nas redes socias e começou a aceitar encomendas e vender o que já havia produzido.

Os desenhos de Robson Fernandez tem uma pegada meio surrealista, que conseguem misturar o visceral com a leveza do ser. Ele realmente sabe como prender nossos olhares e só nos resta adorar, né?! E já que não existe ninguém melhor pra falar de uma obra do que o próprio artista, fui bater um papo com o Rob. E ele contou um pouco do seu processo criativo e das composições.

Eu: O que te inspira? Existe algum gatilho criativo?

Robson: Ultimamente tenho achado muita inspiração na natureza e nos sentimentos, mesclando corpo com flores, pedras, água, sempre tentando representar as coisas que estão dentro da gente e precisam ser externadas.

Eu: Alguma dificuldade com o papel em branco? Ele te trava de alguma forma?
Robson: Já tive muita paranoia com o famoso papel em branco (hahaha), mas hoje eu tento entender minha produção e saber que se eu não estiver inspirado no momento eu só preciso recorrer às minhas referências: Natureza, Flores, Mar, Pedras, Rio…

Margaridas - Robson Fernandez

Margaridas – Robson Fernandez

Eu: Conta pra gente um pouco do seu processo de criação. 
Robson: Meu processo é muito baseado no que eu sinto no momento. Nos últimos meses, tenho tentado desenhar todo dia, mesmo que seja um rabisco em um caderninho. Esses rabiscos vão ficando guardados e acabam me inspirando depois. Eu trabalho também muito em cima do que eu já produzi antes, gosto de ficar revendo meus desenhos antigos o tempo todo, notando quais as temáticas que se repetem e como meu traço pode evoluir.

Eu: Qual a maior dificuldade de trabalhar com arte/ilustração?
 Robson: Acho que a maior dificuldade está na produção. Você precisa investir em matéria-prima (que não é barata) e tem que produzir muito. Além disso, sempre acontece de alguém achar que seu trabalho é muito caro, que é fácil de fazer. Mas, antes de produzir uma ilustração, existe muito estudo, muita prática, técnica, referência, material, paciência e muita entrega pessoal.

Ilustrações de Robson Fernandez

Ilustrações de Robson Fernandez

Eu: E nos momentos de bloqueio criativo? Existe alguma receita pra inspirar?
Robson: Quando bloqueio, eu gosto de ver o trabalho de outros ilustradores, ver um filme, tomar um banho longo, mas um exercício ótimo é manter seu trabalho visível, na parede do seu quarto. Pra lembrar do que você já fez, como fez e quando fez. Isso ajuda a entender o que te motiva a continuar desenhando.

Ilustrações de Robson Fernandez

Ilustrações de Robson Fernandez

Eu: Algum conselho pra quem está começando?
Robson: Eu acredito que eu também esteja começando (hahaha). Mas pra quem quer dar as caras agora, o segredo é praticar toda hora, andar com caderno e lápis, desenhar sem parar e o mais importante: não ter medo de mostrar seu trabalho!

Ilustrações de Robson Fernandez

Ilustrações de Robson Fernandez

Espero que esse papo com o Robson tenha inspirado um dia mais lúdico e criativo. Valorizar os artistas locais é uma maneira de preservar nossa cultura edar voz ao nosso estado.

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A boemia do Benfica e os bares que você precisa conhecer

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

31 de janeiro de 2017

Camarão crocante da Culinária da Van

O sol se põe, e a boemia da cidade se levanta. Aos inquietos, que não conseguem passar muito tempo em casa ou aos que precisam respirar aquela tão familiar atmosfera noturna, seja para inspirar, desanuviar ou simplesmente jogar conversa fora, eu dedico o próximo brinde! A noite alencarina é uma festa de todos, e ela não quer saber se vamos comemorar ou dar aquela chorada no ombro amigo, ela apenas nos acolhe, diverte e consola, independente do dia da semana. Então, sem mais enrolação, vamos falar desses lugares que mantêm nossos corações aquecidos e os copos cheios?!

Nada mais justo do que começar falando do Benfica, o tal bairro universitário cheio de amor pra dar.

Bolacha Mágica Music Bar
O Bolacha Mágica foi inaugurado em 2013 e, sem dúvidas, eles não deixam nada a desejar quando se trata de fortalecer a cena musical autoral e oferecer uma programação variada, que vai do karaokê até a música ao vivo. A cerveja é sempre gelada, os preços acessíveis, tem sinuca e ainda é uma ótima pedida pra ir comer aquele caranguejo de quinta-feira. A dica de ouro é: Provem a Geleia Mágica.

(Rua Barão do Rio Branco, 2926 – Benfica)

O Bolacha Mágica tem drinks e shots

O Bolacha quente é um dos shots do Bolacha Mágica.

Bar da Loura + Tony do Orós + Churrascaria Martins
A Praça da Gentilândia é praticamente o complexo de bares e gastronomia do Benfica. É aquela saída ideal pra quem não quer esticar muito, mas quer beber aquela cervejinha ao ar livre, em plena praça, pagando barato e sentindo o vento no rosto. A dica de ouro é: O food truck chamado Master Pizza, que fica em frente ao bar da loura. Eles têm a opção de pizza brotinho ou grande, pra dividir com a galera.

(Rua Paulino Nogueira – Benfica)

Gato Preto + The Lights + Meia Culpa Bar + Tia Anastácia 
A Rua do Gato Preto, como é conhecida, é uma travessa cheia de bares e cada um deles conta com um público mais do que fiel. O The Lights é o bar do som mais dançante e você pode se jogar na pista de dança ao som dos Dj’s convidados, o Meia Culpa Bar é aquele lugar que você senta, bebe e curte a boa música que está tocando, enquanto conversa com os amigos. Já no Tia Anastácia, você mesmo escolhe o som que vai ouvir e ainda pode beber uns bons drinks. O Gato Preto, o xodó de muitos frequentadores do Benfica, foi o primeiro dos bares citados a chegar na ruazinha e é conhecido por ser um dos únicos lugares que abre em plena segunda-feira e por ter sempre um som maravilhoso, tocado pelos Dj’s residentes e convidados.  E além de tudo, para alegrar ainda mais os nossos corações, os atendentes são maravilhosos. Nada melhor do que ser bem atendido, né?! A dica de ouro é: O balcão é sempre o melhor lugar.

(Rua Instituto do Ceará, Benfica)

Culinária da Van
Tá com fome? Corre pra Culinária da Van! Lá é um lugar que além de super aconchegante, você pode escolher às cegas o que vai comer e ter a certeza de que vai ser delicioso. A cerveja é sempre estupidamente gelada e a música também é um bônus!  A dica de ouro é: Experimentem o camarão crocante e a coxinha de caranguejo acompanhada de molho de coco.

(Waldery Uchôa,230 Benfica)

Ajeum de Oyá
Bar, restaurante e também espaço cultural que, para a nossa alegria, nos oferece o melhor da comida baiana. Vale a pena ficar atento à programação, porque sempre tem coisa boa e uma ótima música.  A dica de ouro é: O acarajé é de fazer qualquer um se apaixonar.

(Rua Waldery Uchia, 425 – Benfica)

Bar do Assis
Um dos bares mais tradicionais do benfica e ideal pra ouvir aquele sambinha, bebendo uma cerveja gelada ou um dose. Um bar que sem dúvida, nos traz uma certa nostalgia. A dica de ouro é: É lá que tem o melhor espetinho do Benfica!

(Rua Adolfo Herbster, 190 – Benfica)

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VIII Mostra de Música Petrúcio Maia acontece em Fortaleza

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

16 de janeiro de 2017

Banda Casa de Velho

Banda Casa de Velho
(Foto: Pedro Gomes)

O calendário cultural de Fortaleza está recheado com uma programação das mais variadas vertentes e como nós já declaramos o nosso amor pela música, não poderíamos deixar de falar da VIII Mostra de Música Petrúcio Maia, que a oito edições vem contribuindo efetivamente para o crescimento da cena musical local e promovendo a interação do público com os artistas.

Passarão pelo palco 36 atrações, que garantem a pluralidade musical cearense e cujos estilos variam do punk ao tradicional samba, passando pelo rap, forró, instrumental e reggae.

São elas: Plenitude, Slide Groove, Renegados, Natanael Quinteto, Andrézão GDS, Capotes Pretos na Terra Marfim, Marco Fukuda, Por um Trio, Daniel Sansil e os Malucos do Brasil, Lil Balack, Plastique Noir, Lidia Maria, Marimbanda, Danchá, Casa de Velho, Nonato Lima, Allysson dos Anjos, LILT, Old Books Room, Andrea Manoel, Lélis, Cambará, Jack The Joker, Caio Castelo, Gustavo Portela, Gabriel Yang, Murmurando, Tripulantes da Sabiabarca, David Avila, Nayra Costa & Los Flenkys Boys.

Uma das novidades esse ano é a participação de seis artistas/bandas finalistas do I Festival de Música da Juventude, realizado em 2016, que são: Indiada Buena, Nafandus, Projeto Acorde, Projeto Rivera, Fellipe Lustosa e Original Rap Cearense. A ideia é incentivar e dar visibilidade aos jovens músicos da cultura local e que possuem planos profissionais.

Carona solidária

A mostra incentiva a carona solidária.

Além de ser uma ótima oportunidade para saber o que está rolando na cena musical alencarina, a Mostra ainda faz questão de dizer que crianças são vindas e adota campanhas como “Venha de carona” e “adote um copo”.

Vamos conferir?

SERVIÇO:
VIII Mostra de Música Petrúcio Maia
Dia: 17 a 22 de janeiro
Horário: a partir das 18h
Local: na Praça da Paz Dom Helder Câmara
(antiga Praça 31 de Março), Praia do Futuro.
Informações: 3262 5011


Praça Dom Hélder Câmara

A escolha da Praça da Paz Dom Hélder Câmara para sediar a oitava edição da Mostra está alinhada aos objetivos da nova gestão da Secultfor, em priorizar a ocupação artística nos mais variados espaços públicos da cidade. Ressalta-se que a praça mudou de nome – antes chamada 31 de Março – por meio de uma iniciativa do secretário da Cultura, Evaldo Lima, enquanto atuava como vereador na Câmara Municipal de Fortaleza. A mudança, por meio de um Projeto de Lei, teve a intenção de retirar a homenagem a data do golpe militar de 1964.

Arte e gastronomia
Assim como na edição anterior, a Mostra contará ainda com a Feira de Artes e Gastronomia, que movimentará ainda mais o evento neste ano. Durante os seis dias de Mostra, além das 36 atrações musicais que subirão ao palco, o público presente poderá visitar e conhecer diversos expositores com produtos ligados à moda, arte e design, além de experimentar delícias com preços acessíveis, aproximando o visitante dos chefs e de diferentes sabores dos diversos segmentos da gastronomia local.

Sobre a Mostra de Música Petrúcio Maia
A Mostra de Música Petrúcio Maia já se consolidou no calendário cultural de Fortaleza e vem se tornado um dos eventos mais importantes para a cena autoral cearense. Na última década, tem acompanhado o cenário musical local, apresentando um panorama da nossa música, bem como realizando um mapeamento da produção e das novas gerações de artistas.

De 2006 – ano de sua primeira edição – até 2015, a Mostra contou com mais de 350 artistas e grupos participantes. O evento homenageia o compositor cearense Petrúcio Maia, um dos mais importantes da cena local, conhecido por composições como “Lupicínica” e “Cebola Cortada” e parceiro de Fausto Nilo na música ´Dorothy L´amou´, entre outros clássicos da música cearense.

A Secretaria Municipal da Cultura de Fortaleza acredita na ocupação da cidade por meio de um diálogo entre artistas locais e nacionais, a fim de promover ricas trocas de experiência e conhecimento, em especial por meio das residências durante o período da Mostra.

A Mostra de Música Petrúcio Maia é uma realização da Prefeitura de Fortaleza, por meio da Secretaria Municipal da Cultura (Secultfor), em parceria com a Associação de Produtores de Cultura do Ceará (Prodisc).

 

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As cores e formas de uma Fortaleza ilustrada

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

17 de novembro de 2016

Inspirada pelo Festival Concreto, um festival internacional de arte urbana, passei a olhar para Fortaleza com um certo saudosismo e lembrei de várias intervenções que encheram nossos olhos de cores e beleza. O festival foi responsável por algumas delas, mas fora dele, os artistas locais continuam ilustrando nossos dias e ruas e é sobre isso que vamos falar.

"Ôi de bila" por Rodolfo Buz

“Ôi de bila” por Rodolfo Buz

Andar pelas ruas de bairros como o Centro e o Benfica, já deixou nosso olhar mais do que treinado pra identificar os novos traços, lambe-lambes, stickers e grafites, que não demoram para aparecer e quando aparecem resultam em olhares curiosos, sorrisos, críticas e é claro, várias fotografias. Por isso resolvi relembrar algumas dessas artes que fizeram parte dos nossos trajetos e até das nossas redes sociais.

Painel na Av. Duque De Caxias

Painel na Av. Duque De Caxias (Fotos: Rodrigo de Oliveira)

Passando pela Duque de Caxias no Centro da cidade, nos deparamos com um enorme e incrível painel, feito coletivamente por vários artistas. É impossível não prender o olhar por alguns vários instantes. O painel conta com artistas como Rodolfo Buz, o coletivo Baião Ilustrado, Leo BDSS, e Hirlan Moura, e já foi palco de polêmicas  por conta de propagandas que foram pintadas por cima dos trabalhos.

Seguindo ainda pelo Centro, nos deparamos com um traço diferente e que não carrega essa explosão de cores que costumamos ver nos grafites, mas nos dá a sensação de um tempo diferente e a vontade de entrar nas obras e composições de Artur Bombonato.

Por: Artur bombonato

Por: Artur Bombonato

 

Livro de rua e Alto contraste

Livro de Rua (CE) e Alto contraste (SP)

Outro projeto que chamou a atenção de Fortaleza, foi o “Livro de Rua- Cartografia poética da cidade Iracema”, realizado por Éden Loro e Sivirino de Cajú. Eles realmente espalharam poesia pela cidade, trazendo respiro aos muros cinza e sem vida e nos instigaram a sair por aí, procurando arte. Já passando por uma ruazinha do Benfica, nos deparamos com essa obra do Alto Contraste, que passou por aqui e deixou esse lindo presente que faz todo mundo que passa ir virando o pescoço pra continuar observando pelo máximo de tempo possível.

E pra finalizar por hoje, podemos relembrar o mural feito pelo Selo Coletivo e Narcélio Grud. Afinal, tem como não morrer de amores por esses traços?!

Selo Coletivo e Narcélio Grud

Selo Coletivo e Narcélio Grud

 

Já deu pra perceber que tem muita gente boa fazendo arte no Ceará e que dificilmente conseguiria contemplar todo mundo com uma só publicação, por isso resolvi me estender e ir pouco a pouco relembrando e mostrando o que aconteceu e ainda acontece nos muros e ruas de Fortaleza, afinal o registro da arte urbana local também faz parte da história da nossa cidade, né?!

 

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[Já ouviu?] – Um passeio pela cena musical cearense

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

18 de outubro de 2016

Procurando kalu

Banda Procurando kalu

Precisamos falar sobre o maravilhoso mundo da música local, que vem crescendo e dando trilha para a vida de muita gente por aqui. Afinal, se é a música que move o mundo, os músicos e bandas cearenses nos pegam pelas mãos e nos conduzem a uma imersão de experiências verdadeiramente únicas e cheias de personalidade.

Dedico então esse espaço para falar desses incríveis trabalhos que todo mundo deveria conhecer e quem sabe até adicionar à playlist. Então vamos lá?!

CAPOTES PRETOS NA TERRA MARFIM:

Eu desafio você a escutar parado ou sem mexer pelo menos um pé.  Capotes Pretos na Terra Marfim têm uma base de fãs fiel construída a partir de intervenções urbanas, além de apresentações nos principais festivais de música alternativa e autoral de Fortaleza. A banda conta com dois trabalhos já lançados. No show, apresenta canções já gravadas e também inéditas, resultando em uma performance contagiante.

Que tal ir com eles pra Terra Marfim?

Soundcloud:

MATHEUS SANTIAGO:

Atualmente, o trabalho de Matheus Santiago é afetado pelas experiências e sentimentos vividos no trânsito entre Ceará e Minas. Seu primeiro Ep, Votu, gravado no Estúdio Totem em Fortaleza está em fase de finalização. Votu significa vento em tupi-guarani O título remete ao vento pela percepção desse elemento da natureza ter a capacidade tanto de levar quanto de trazer, tanto de alentar como revirar. Ser vento é estar em constante mutação, assim essas canções podem sobrevoar tanto a Praia de Iracema quanto a Praça Minas Gerais.

Um disco cheio de detalhes que te envolvem por completo.

 

 

 

LÉLIS: 
Passeando por cenários regionais, tambores afro-brasileiros e influenciado por ritmos como o reggae, jazz e hip hop, o projeto LÉLIS, idealizado pelo multi-instrumentista Fernando Lélis, lança interpretações acerca dos fenômenos humanos no contexto moderno.

Em duas palavras?  Envolvente e viciante!

Soundcloud:

BERG MENEZES:
Há vida nova no pop rock cearense: Berg Menezes, conhecido pelos trabalhos solo Imperfeito (2013) e Vagabundo (2014), reúne as referências e experiências de 10 anos de carreira em primeiro álbum solo. Intitulado Pedra, o disco traz 12 faixas que vão buscar nos anos 90 sua base, mas que ganham contornos contemporâneos e maduros com guitarras, vozes e sintetizadores cheios de efeitos.

Ora experimentais, ora barulhentas, mas sem nunca perder a poesia.

Spotify:


PROCURANDO KALU:
O baião nordestino, o carimbó paraense, o brega abolerado, o rock experimental aqui se apresentam em roupas e cores, em corpo e movimento, em ritmos e canções, um pouco disso é experimentado no EP “tá na cama” lançado pela banda em 2015.

Não dá pra tirar os olhos, tampouco os ouvidos deles. Hipnotizante!

Soundcloud:

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“Eu não faço do palco um palanque”, diz Tico Santa Cruz em sua passagem pelo Ceará.

Por Mayara Kiwi em Diversão e cultura

29 de maio de 2017

O músico e vocalista da banda Detonautas, Tico Santa Cruz, fez uma passagem pelo Ceará, para fazer duas apresentações, uma em Fortaleza e outra em Juazeiro do Norte. Nós fomos ao Let’s Go Bar, conferir um dos shows, que foi cheio de influências do rock nacional e internacional. O repertório foi desde Cazuza e Legião Urbana até Rage Against The Machine, uma banda da Califórnia.

No palco, ele ainda afirmou ter vindo recentemente ao Ceará, mas que infelizmente não deu para tocar. “Estava louco para fazer um show aqui”, disse Tico. Após o show, ele recebeu os fãs no camarim, tirou fotos e ainda dividiu o palco com as duas bandas locais que tocaram na mesma noite.

Tico Santa Cruz

Tico Santa Cruz (Foto: Mayara Kiwi)

Nas redes sociais, o artista comenta: “Voltando pro Rio de Janeiro depois de dois shows maravilhosos no meu amado Nordeste. Obrigado Fortaleza e Juazeiro do Norte.”.

Confira o papo que batemos com o músico:

Você acredita na música como ferramenta transformadora de cenários e espaços?
Tico Santa Cruz: Acredito que a música mexe muito com a sensibilidade das pessoas, ela tem uma carga emocional muito grande com relação ao momento e ao estado de espírito que a pessoa está no momento. Uma música pode atingir você de várias formas diferentes. Eu me lembro muito, que nos anos 90, quando eu era moleque e estava correndo atrás dos meus sonhos, eu ouvia algumas coisas do Charlie Brown Jr e tinham músicas que me incentivavam a querer lutar e seguir acreditando no meu trabalho, mas ao mesmo tempo, ouvia várias músicas do R.E.M, que nos momentos de “bad“, me confortaram e me deram uma sensação de amor, de carinho, de me sentir confortável novamente. Eu vejo que o Detonautas tem essa coisa com os fãs, com as letras e tudo mais, que mexe muito com essa coisa da transformação da pessoa. Tem muita gente que está passando por um momento difícil e vai encontrar na música um canal, uma ligação pra poder transformar alguma coisa na própria vida.

E sobre os seus projetos atuais?
Tico Santa Cruz: O Detonautas está lançando um disco agora em julho, um disco totalmente inesperado, porque a gente apontou pra um outro lado completamente diferente do que foi o álbum anterior. Paralelo ao Detonautas, eu faço esses shows com bandas locais, onde eu mostro minhas influências, bandas que eu gosto, os artistas que gosto de cantar e misturo com algumas coisas dos Detonautas. Extra isso tudo, tem um livro infantil, que vou lançar esse ano. É a primeira vez que escrevo para crianças. Tenho as atividades relacionadas ao meu ativismo, que eu procuro exercer de maneira bem responsável e bem atuante também. Então são muitas frentes que eu trabalho paralelo ao Detonautas e que eu acho que no final das contas tudo vai se conectar.

Existe uma conexão do seu ativismo com a sua música?
Tico Santa Cruz: Como no Brasil o debate político, ainda é algo muito raso e muito sujo, no sentido de poluído, as pessoas confundem bastante minha posição pessoal com o meu trabalho com a banda, entende?! Meu trabalho com a banda é um trabalho de música, que tem também uma parte política e tudo mais, mas eu não faço do palco um palanque. Meu trabalho como ativista, aí já outra coisa. Como eu sou líder da banda e acaba que a figura do vocalista, de forma equivocada, fica muito ligada com o nome da banda, as pessoas acabam confundindo e criando ou uma simpatia ou uma antipatia por isso. Em um momento de polarização como o que estamos vivendo, isso não é muito bom pra arte, é dever da arte se envolver sim, com questões politicas, sociais, questões que dizem respeito ao que a gente vive no nosso país, porque ela tem essa função também de transformar nesse sentido.

Você veio a Fortaleza no ano passado, debater sobre a juventude negra. Pode contar pra gente um pouco mais sobre isso?
Tico Santa Cruz: Eu vim pra cá falar sobre a juventude negra, foi um evento que eu fui convidado, não pra que eu falasse sobre o exterminio da juventude negra, porque não é o meu lugar de fala. Existem pessoas que vivenciam muito mais isso na pele do que eu. A minha missão era chamar atenção pro assunto, usar um pouco do beneficio da figura publica pra chamar atenção pra uma pauta relevante. Sou branco, uma pessoa de classe média, dificilmente passo por situações como essa, embora eu tenha sido adotado na minha adolescência por uma família negra e tenha vivenciado experiências com eles e principalmente com meu irmão,  já que em todos os lugares que nós íamos, ele era revistado ou era o cara barrado nas portas da boates e das baladas. Pude olhar isso pelo meu ângulo, mas não pelo ângulo de quem é negro e de quem vive na pele, então eu só vim aqui chamar atenção pra esse assunto e acabou que fluiu bem e acho que foi bem positiva a pauta.

Algum recado para Fortaleza?
Tico Santa Cruz: A galera de Fortaleza sempre me recebe muito bem, sempre me sinto muito a vontade aqui. Realmente adoro. Sinto muita saudade de vir aqui todo ano fazer shows e estar junto com o pessoal daqui. E o recado que deixo, é que a galera fique atenta, consciente e que a gente possa de alguma maneira lutar pela nossa democracia e pelo direito de cada um ter sua opinião e acima de tudo, respeitar o posicionamento de cada pessoa e lutar pelo país, porque estamos num ciclo muito perigoso e não é positivo pra ninguém esse momento. Se a gente não se ligar que a coisa é maior do que só essa polarização aí, certamente o Brasil vai ter muita dificuldade pra voltar a um patamar de condições dignas pra pessoas, mesmo que sejam minimas, como estava acontecendo em tempos mais descentes.